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  • Embrapa e Mapa inauguram estação de piscicultura em Mato Grosso

    Embrapa e Mapa inauguram estação de piscicultura em Mato Grosso

    Neste fim de semana, Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso, ganhou uma estação de piscicultura revitalizada e uma horta tecnológica. O ministro Carlos Fávaro comandou as inaugurações na Unidade Mista de Pesquisa e Inovação da Embrapa.

    O ministro ressaltou que o local vai desenvolver tecnologia para piscicultura e agricultura em pequenas propriedades. A intenção é oferecer treinamento e ampliar a produção local, gerando emprego e renda.

    A estação integra uma parceria do Ministério da Agricultura com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). O projeto irá fornecer alevinos grátis a ribeirinhos, quilombolas, indígenas e agricultores familiares que tenham estrutura para criação de peixes. Cerca de 1.500 famílias devem ser beneficiadas.

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    Julio Santos, reitor do IFMT, comentou que a revitalização levou 90 dias. O instituto responde pela modernização da unidade, após convite do ministro Fávaro, para digitalizar e operar a piscicultura na região. “Queremos ampliar a renda e qualidade de vida na Baixada Cuiabana”, afirmou.

    No evento, inauguraram a estação e reinauguraram o laboratório de alevinos. Houve homenagem a Edmundo Taques, pioneiro da piscicultura no estado, entregue pelo ministro.

    Foto: MAPA

    Fávaro anunciou que o governo irá investir R$ 48 milhões para construir um centro de capacitação na unidade. A expectativa é usar pesquisas e técnicas das 43 unidades da Embrapa para capacitar produtores da região.

    Também lançaram a primeira horta tecnológica do Projeto Alimentar, uma iniciativa para promover cultivo sustentável de hortaliças, em parceria com a Associação Mato-Grossense de Inclusão Social e Agricultura Familiar (Amais). O projeto estimula a produção familiar e alimentação saudável.

    “O programa de hortas urbanas do governo Lula é uma estratégia contra a fome. Este projeto é social, tecnológico e adaptado ao microclima local”, destacou Fávaro.

    O projeto Alimentar já beneficia mais de 900 famílias nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento.

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  • Pequenos produtores de Mato Grosso buscam regularização para ampliar vendas

    Pequenos produtores de Mato Grosso buscam regularização para ampliar vendas

    Em Mato Grosso, produtores de pequena escala intensificam a busca pela regularização sanitária para ampliar seus mercados. Atualmente, cerca de 300 produtores estão cadastrados no Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte (Siapp/MT). Desse total, 65% atuam na cadeia do leite e queijo, a principal atividade da agricultura familiar no estado.

    Na comunidade Agrovila das Palmeiras, em Santo Antônio do Leverger, a produtora Isabel Siqueira Camargo exemplifica a expectativa de muitos agricultores familiares. Ela deseja ver seu queijo com o selo oficial, que permite a venda legalizada do produto. Isabel enfrenta o desafio de adequar sua produção para obter a certificação do Siapp. Em seu passado recente, ela sofreu apreensões por falta de autorização sanitária.

    O Siapp funciona graças à Lei nº 12.387/2024 e visa desburocratizar, acelerar e reduzir custos na obtenção do selo sanitário. Esse programa é uma política pública do Governo de Mato Grosso, executada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), com apoio da Empaer e do Indea.

    Durante palestra no dia 24 de julho, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Camila Caexêta, coordenadora de Agroindústria da Seaf, detalhou as exigências para obter o selo. Ela ressaltou que a formalização amplia o mercado dos produtores e garante a segurança alimentar da população.

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    O programa exige análises físico-químicas e microbiológicas da água e alimentos, adaptação das instalações e respeito aos limites máximos de faturamento, que chegam a R$ 4,8 milhões anuais para pequenas empresas.

    O impacto da regularização já é notável. Ludymilla Caramori, do Sítio Milagre da Vida, conseguiu fornecer seus produtos para o supermercado BigLar, em Cuiabá, referência em qualidade. Jackson Marques Pacheco, do Lenda do Pantanal, ganhou medalha de bronze no Prêmio CNA Brasil Artesanal por seu queijo na categoria “Queijo de Tratamento Térmico”. Ludymilla e Jackson foram os primeiros a conquistar o selo do Siapp em Mato Grosso.

    Isabel Camargo, que atualmente vende bananas e leite para melhorar sua estrutura, mantém a esperança. “Tenho fé que vou conseguir. Meu sítio é meu ganha-pão, e agora quero trabalhar de forma legalizada,” afirma.

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  • Tecnologia de embriões triplicam renda de produtores de leite

    Tecnologia de embriões triplicam renda de produtores de leite

    A biotecnologia de transferência de embriões está transformando a realidade de pequenos produtores de leite em Mato Grosso. Desde 2020, o projeto estadual já investiu mais de R$ 6,7 milhões e atendeu 1.043 produtores rurais em 32 municípios, resultando em 3.894 prenhezes confirmadas.

    A iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) utiliza embriões sexados de fêmeas da raça Girolando ½ sangue, oriundos do cruzamento entre vacas Gir Leiteiro – com potencial produtivo superior a 5.000 kg de leite por lactação – e sêmen sexado de touros da raça Holandesa importados.

    Resultados comprovados no campo

    Em Campo Verde, o produtor Ademirson Machado, do assentamento Dom Osório, exemplifica o sucesso do programa. Beneficiário da primeira etapa em 2023, ele já contabiliza o nascimento de dez novilhas com alto padrão genético em sua propriedade.

    “Cada uma pode chegar a produzir até 35 litros por dia. Hoje, nossa média é de 25 litros. Um embrião desses custa de R$ 3 mil a R$ 4 mil, e sozinho a gente não conseguiria”, explica o pecuarista, demonstrando o impacto econômico da tecnologia.

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    Estudos técnicos da Seaf indicam que as vacas geradas pelo projeto devem produzir no mínimo 15 litros de leite diários, superando significativamente a média estadual atual de 4,34 litros. Essa melhoria pode representar um incremento de até R$ 735,60 na renda mensal por animal, potencialmente triplicando a receita de muitos produtores familiares.

    Secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka. Foto: Divulgação

    “Este projeto oferece uma resposta concreta, com tecnologia de ponta, para que o pequeno produtor possa competir, aumentar sua renda e permanecer no campo com dignidade”, afirma Andreia Fujioka, secretária de Estado de Agricultura Familiar.

    Assistência técnica especializada

    O projeto conta com apoio integral da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e secretarias municipais de agricultura. Os técnicos acompanham todas as fases, desde a seleção das propriedades até o monitoramento dos nascimentos.

    Suelme Fernandes, presidente da Empaer, destaca que “a transferência de embriões em rebanhos da agricultura familiar é uma das ações mais estratégicas que já executamos”, enfatizando a democratização do acesso à genética de excelência.

    O engenheiro agrônomo Marcelo Furtado, que acompanha o projeto desde 2022, relata resultados impressionantes: “Começamos com 66 prenhezes. Hoje, já temos novilhas com 26 meses prenhas novamente”.

    Em Campo Verde, já são quase 80 animais frutos do projeto, segundo o técnico da Empaer Kênio Batista Nogueira, que enfatiza como o programa tem “mudado a dinâmica das comunidades rurais e fortalecido a permanência das famílias no campo”.

    Projeto referência nacional

    A proposta prevê a oferta total de 2.000 prenhezes, divididas em quatro lotes, com cobertura em todas as macrorregiões de Mato Grosso. A execução conta com parcerias estratégicas envolvendo prefeituras, cooperativas e associações.

    O projeto de melhoramento genético por transferência de embriões já é considerado referência nacional no uso de biotecnologias reprodutivas na agricultura familiar, alinhado à política estadual de desenvolvimento rural sustentável.

    Juraci Vasto, secretário municipal de Agricultura de Campo Verde, confirma o impacto positivo: “É gratificante ver esse salto. Estamos em diálogo com a Seaf para expandir o projeto, porque a primeira etapa foi um sucesso”.

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  • Trairão gigante é capturado em Tabaporã-MT

    Trairão gigante é capturado em Tabaporã-MT

    Um trairão (Hoplias lacerdae) de dimensões extraordinárias foi capturado recentemente nas águas de Tabaporã, município localizado no interior de Mato Grosso, chamando a atenção de pescadores esportivos e especialistas em ictiofauna regional. O exemplar, que ultrapassou 1 metro de comprimento, representa um dos maiores registros da espécie já documentados na região.

    A captura do trairão gigante aconteceu durante uma pescaria esportiva realizada nos rios que banham o município de Tabaporã. O peixe, conhecido cientificamente como Hoplias lacerdae e popularmente chamado de trairão ou traíra-açu, demonstrou toda a sua força característica durante a captura, proporcionando uma experiência inesquecível aos pescadores presentes.

    Os trairões são predadores naturais dos ecossistemas aquáticos da região Centro-Oeste, reconhecidos por sua agressividade e força durante a pesca. Exemplares com mais de 1 metro de comprimento são considerados raros e indicam a qualidade dos ambientes aquáticos onde habitam.

    Riqueza da fauna aquática de Mato Grosso

    A captura deste exemplar excepcional evidencia a extraordinária biodiversidade presente nos rios mato-grossenses. Tabaporã, assim como outros municípios do estado, possui uma rica rede hidrográfica que abriga diversas espécies de peixes de grande porte, consolidando Mato Grosso como um dos principais destinos para a pesca esportiva no Brasil.

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    “Exemplares como este trairão demonstram a importância da preservação dos nossos ecossistemas aquáticos”, destacam especialistas em pesca esportiva da região. A presença de peixes de grande porte indica a saúde dos rios e a abundância de recursos naturais disponíveis.

    Potencial turístico e econômico

    A pesca esportiva representa uma importante fonte de receita para municípios do interior de Mato Grosso. Pescadores de todo o Brasil se deslocam até a região em busca de exemplares como o trairão capturado em Tabaporã, movimentando a economia local através do turismo de pesca.

    Os rios da região oferecem condições ideais para o desenvolvimento de peixes de grande porte, com águas límpidas, abundante vegetação aquática e ecossistemas preservados. Esta combinação de fatores favorece não apenas a pesca esportiva, mas também a manutenção da biodiversidade local.

    Conservação e pesca sustentável

    A captura do trairão gigante também serve como um lembrete sobre a importância das práticas sustentáveis na pesca esportiva. O pesque-e-solte tem se tornado cada vez mais comum entre pescadores conscientes, garantindo a preservação de exemplares excepcionais e a continuidade da espécie nos rios mato-grossenses.

    Especialistas recomendam que pescadores esportivos adotem práticas responsáveis, respeitando os períodos de defeso e os tamanhos mínimos estabelecidos pela legislação ambiental. Dessa forma, é possível conciliar a paixão pela pesca com a conservação dos recursos naturais.

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    + Agro em Campo: Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 11,4% em 2025

  • Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 11,4% em 2025

    Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 11,4% em 2025

    As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro apresentaram crescimento expressivo nos primeiros cinco meses de 2025, segundo dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Entre janeiro e maio, o volume chegou a 15,83 milhões de toneladas, um aumento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram comercializadas 14,20 milhões de toneladas.

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    Apenas em maio, o setor registrou 3,70 milhões de toneladas entregues, com alta de 13,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O desempenho reforça a tendência de crescimento do agronegócio brasileiro, que segue como um dos principais motores da economia nacional.

    Mato Grosso lidera as entregas

    O estado de Mato Grosso se destacou como o maior consumidor de fertilizantes no período, respondendo por 24% do total nacional, com 3,80 milhões de toneladas. Na sequência, aparecem:

    • Paraná (2,32 milhões de toneladas)
    • Goiás (1,62 milhão)
    • São Paulo (1,55 milhão)
    • Minas Gerais (1,35 milhão)
    • Rio Grande do Sul (1,09 milhão)
    • Bahia (924 mil toneladas)

    Produção nacional e importações em alta

    A produção brasileira de fertilizantes intermediários também registrou crescimento. Em maio, foram 658 mil toneladas, um salto de 20,1% ante 2024. No acumulado do ano, a produção chegou a 2,91 milhões de toneladas, alta de 11,4%.

    Já as importações mantiveram a trajetória de alta, com 3,66 milhões de toneladas em maio (+19,2%). No ano, o volume total importado foi de 14,92 milhões de toneladas, crescimento de 13,9%. O Porto de Paranaguá (PR) se consolidou como principal porta de entrada, recebendo 4,03 milhões de toneladas (+12,5%), o que representa 27% do total nacional.

    Os números reforçam a força do agronegócio brasileiro e a crescente demanda por insumos agrícolas. Com safras recordes e aumento da produtividade, o mercado de fertilizantes deve manter ritmo acelerado nos próximos meses.

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  • Centro-Oeste dribla tarifa de 50% dos EUA com força do agro

    Centro-Oeste dribla tarifa de 50% dos EUA com força do agro

    Enquanto o tarifaço de 50% assinado pelo ex-presidente Donald Trump assombra exportadores de várias regiões do país, o Centro-Oeste respira aliviado. A região, fortemente ancorada no agronegócio e na exportação de commodities como carne bovina, aves e minérios metálicos, apresenta a menor vulnerabilidade econômica entre todas as regiões brasileiras diante da nova política tarifária dos Estados Unidos.

    De acordo com estudo do pesquisador Flávio Ataliba, do FGV IBRE, o impacto sobre o Centro-Oeste tende a ser baixo, principalmente porque os principais mercados da região não estão no hemisfério norte, mas sim no Oriente e na Europa. “A região possui uma baixa exposição relativa aos EUA, o que a coloca em posição privilegiada neste cenário”, afirma Ataliba.

    Segundo os dados, apenas 3,7% das exportações do Centro-Oeste têm como destino os Estados Unidos, o que representa US$ 1,5 bilhão. Em comparação, o Sudeste, por exemplo, responde por US$ 28,6 bilhões em vendas para o mercado americano. Ou seja, 71% das exportações brasileiras para lá saem de estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    No caso do Centro-Oeste, o que embarca rumo aos EUA são produtos de base: carnes bovinas e aves, ferro-gusa, aço e minérios metálicos. Embora relevantes, esses itens não se encaixam nas faixas mais altas de valor agregado e, por isso, tendem a sofrer menos pressão tarifária, especialmente quando comparados aos manufaturados e calçados do Nordeste, que são intensivos em mão de obra e muito mais sensíveis a choques externos.

    Flávio Ataliba do FGV IBRE – Foto: Divulgação – FGV/Marcelo Freire

    “O tarifaço impacta mais onde há produtos de baixa escala e forte concentração de pequenos produtores, como o mel do Piauí ou as frutas de Pernambuco. No Centro-Oeste, temos grandes grupos exportadores e cadeias produtivas integradas, o que confere mais resistência e capacidade de resposta”, explica o pesquisador.

    Alívio no campo

    O estudo ainda alerta para os riscos socioeconômicos do tarifaço. As regiões mais afetadas são, principalmente Norte e Nordeste, onde as cadeias produtivas são mais frágeis e a estrutura empresarial, pulverizada. Já o Centro-Oeste, epicentro do agro nacional, mostra musculatura. Os grandes frigoríficos, cooperativas robustas e alto nível de mecanização da produção blindam a região contra perdas severas.

    Mas isso não significa cruzar os braços. Ataliba defende que o país precisa aproveitar o momento para qualificar e diversificar suas cadeias produtivas, com foco em três frentes: cooperação federativa para políticas regionais, reforço à inteligência comercial subnacional e investimento pesado em inovação, infraestrutura e certificações internacionais.

  • Onça ‘Medrosa’: conheça a caçadora de jacarés do Pantanal

    Onça ‘Medrosa’: conheça a caçadora de jacarés do Pantanal

    Com quase 90 quilos de músculos felinos e olhos que farejam movimento antes mesmo da água ondular, a onça Medrosa virou lenda viva no Pantanal mato-grossense. E o curioso? Ganhou fama mundial justamente por fazer o oposto do que seu nome sugere. Medrosa não recua — ela avança. Não foge — ela ataca. Suas presas, aliás, não são pequenos roedores ou aves distraídas, mas sim os temidos jacarés.

    Com aproximadamente nove anos de idade, a onça-pintada circula como uma sombra entre galhos tortos e o barro úmido do Parque Estadual Encontro das Águas, entre Poconé e Barão de Melgaço. Nesse cenário exuberante, onde a vida pulsa ao som das cigarras e ao estalo seco das capivaras, Medrosa reina absoluta. O território é seu palco natural, e ela protagoniza um espetáculo diário, que mistura força, estratégia e uma beleza selvagem arrebatadora.

    Nome curioso, atitude feroz

    O apelido “Medrosa” nasceu de uma ironia: quando ainda era filhote, ela evitava se aproximar dos barcos que levavam pesquisadores e turistas. No entanto, com o passar do tempo, a timidez virou história. Atualmente, Medrosa é uma das onças mais conhecidas da região, registrada em centenas de vídeos e fotos que circulam em redes sociais e documentários.

    E quando o ataque acontece, é de tirar o fôlego. Com precisão milimétrica, ela se esconde em troncos flutuantes ou moitas densas de vegetação, calcula o momento exato e — zás! — mergulha com o corpo em arco sobre o jacaré, que pouco pode fazer diante da explosão de força que vem do alto. Embora nem sempre capture a presa, a cena se repete com frequência, e cada tentativa é um retrato da natureza em seu estado mais puro.

    Estrela do turismo e da ciência

    Por causa desse comportamento ousado, a onça Medrosa se tornou um símbolo da fauna pantaneira. Sua fama não se limita à comunidade científica: ela também é uma das maiores atrações do turismo de observação de fauna na região. Diariamente, barcos com visitantes do mundo inteiro deslizam pelos rios do parque, na esperança de presenciar uma de suas lendárias caçadas.

    Além disso, a presença constante de Medrosa contribui para a valorização do turismo sustentável. Guias locais, biólogos e moradores tratam a onça como patrimônio da região. E isso tem um impacto direto na economia das comunidades ribeirinhas, que dependem da conservação do bioma para garantir trabalho e renda.

    Guardiã do Pantanal

    Como predadora de topo, Medrosa desempenha um papel essencial no equilíbrio ecológico do Pantanal. Afinal, seu território abriga capivaras, jacarés, aves e outros animais que compõem uma cadeia alimentar delicada e interdependente. Assim, a sobrevivência da onça representa muito mais do que a persistência de uma espécie: é também um termômetro da saúde ambiental da região.

    Aliás, ela é descendente de outras onças monitoradas por pesquisadores. Portanto, carrega em seu DNA o histórico genético de indivíduos que há anos são acompanhados por programas de conservação. Embora o Pantanal enfrente desafios como queimadas e avanço do desmatamento, Medrosa resiste como um lembrete do que ainda podemos preservar — e do que já perdemos.

    Força, fama e significado

    Por fim, Medrosa não é apenas uma caçadora habilidosa. É também um símbolo da resiliência pantaneira, da complexidade da vida selvagem e da capacidade de adaptação diante de um ambiente cada vez mais pressionado. Sua história, marcada por um nome que sugere o oposto de sua natureza, é um lembrete de que a natureza guarda surpresas que desafiam nossa lógica e encantam nosso olhar.

    Ela continua rondando as margens dos rios, silenciosa e atenta. Enquanto isso, o mundo assiste — encantado — ao show da onça Medrosa, a felina que desafia nomes, enfrenta jacarés e encanta o Pantanal.

  • Mato Grosso bate recorde de abate de bois em junho

    Mato Grosso bate recorde de abate de bois em junho

    Mato Grosso atingiu, em junho, o maior volume de abates de bovinos já registrado para o mês, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Ao todo, os frigoríficos processaram 613,15 mil cabeças. O número representa uma leve alta de 0,20% na comparação com maio.

    O avanço ocorreu porque as chuvas no início do ano atrasaram a engorda dos bois de pasto. Com a melhora no clima e nas pastagens, os pecuaristas aceleraram o envio dos animais aos frigoríficos. Assim, o volume subiu e superou os patamares históricos para o período.

    As fêmeas também voltaram a ganhar espaço. O número de vacas e novilhas abatidas cresceu 8,11% em relação a junho de 2024. Ainda assim, os machos tiveram avanço mais forte. Por isso, a participação das fêmeas no total caiu 1,74 ponto percentual em relação a maio, fechando o mês com média de 52,66%.

    Para os próximos meses, o Imea projeta aumento no volume de bois de confinamento. Com isso, a oferta de machos deve continuar subindo, o que tende a reduzir o ritmo de abate de vacas e novilhas. A expectativa é de que a participação das fêmeas no total processado siga em queda.

    Mato Grosso lidera o ranking nacional de abate de bovinos e ocupa posição de destaque nas exportações de carne. O desempenho do setor afeta tanto os preços pagos ao produtor quanto o mercado interno e o volume exportado.

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  • Safra de algodão é revisada para baixo após perdas na Bahia

    Safra de algodão é revisada para baixo após perdas na Bahia

     

    A produção brasileira de algodão para a safra 2024/25 foi revisada para 3,85 milhões de toneladas de pluma. Isso segundo novo relatório da StoneX divulgado em junho. A queda é de 0,7% em relação à estimativa anterior. E é atribuída principalmente às perdas na Bahia, onde condições climáticas adversas impactaram negativamente a produtividade das lavouras.

    Na Bahia, o clima mais seco durante março, seguido por chuvas próximas ao período de colheita, prejudicou o desenvolvimento dos algodoeiros, especialmente no terço inferior das plantas. Isso resultou em queda de capulhos e uma produtividade média de 1,77 tonelada por hectare, um dos menores índices dos últimos anos para o estado.

    “O clima mais úmido nas vésperas da colheita trouxe uma sensibilidade maior no terço inferior dos algodoeiros de algumas regiões, gerando queda de capulhos em alguns casos. Com esse cenário adverso, a produtividade média no estado baiano será de 1,77 ton/ha, um dos menores valores dos últimos anos”, explica o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi.

    Desempenho em Mato Grosso

    Em Mato Grosso, principal produtor nacional, o cenário é mais positivo. O prolongamento das chuvas beneficiou o desenvolvimento das lavouras, especialmente as semeadas mais tardiamente. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) elevou a estimativa de produtividade média para 289,15 arrobas por hectare. Um alta de 1,72% em relação à projeção anterior. A produção total em caroço deve atingir 6,53 milhões de toneladas, 2,07% acima do ciclo anterior. No entanto, a continuidade do período chuvoso em junho pode afetar o ritmo da colheita e a qualidade da fibra.

    analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi. Foto: StoneX

    Apesar do ritmo mais lento das exportações nas últimas semanas, a estimativa para os embarques brasileiros de algodão em 2024/25 permanece em 2,9 milhões de toneladas, mantendo o Brasil na liderança global do mercado. A expectativa é de retomada do crescimento dos embarques no segundo semestre, com a entrada da nova safra. O principal destino do algodão brasileiro segue sendo a Ásia, com destaque para o Vietnã, que responde por 19% das exportações recentes.

    No mercado interno, a StoneX revisou o consumo para baixo e agora estima o total em 700 mil toneladas. Portanto, refletindo a demanda ainda lenta da indústria têxtil nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), porém, mantém uma perspectiva mais otimista, projetando crescimento de 2,16% no consumo doméstico, que pode chegar a 710 mil toneladas em 2025, impulsionado pelo avanço econômico e redução do desemprego.

    Estoques e perspectivas

    Com a combinação de queda na produção e recuo no consumo, os estoques finais devem se manter estáveis, estimados em 2,7 milhões de toneladas. Segundo a Conab, mesmo com o avanço das exportações e crescimento do consumo doméstico, o estoque final tende a aumentar, chegando a 2,5 milhões de toneladas, devido ao volume recorde da safra e estoques de passagem elevados.

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  • Os 10 Estados que comandam a força do agro no Brasil

    Os 10 Estados que comandam a força do agro no Brasil

    Com um Valor Bruto de Produção (VBP) que beira R$ 1,2 trilhão, o agro no Brasil segue firme como um dos grandes pilares da economia nacional. No entanto, apesar da dimensão continental do país, essa riqueza está longe de ser distribuída de forma uniforme.

    Atualmente, mais de 80% de todo o faturamento agropecuário do país vem das Regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. No entanto, mesmo dentro dessas áreas, alguns Estados se destacam com ainda mais força. Por isso, a seguir, você confere os 10 gigantes do agro brasileiro — e os produtos que, sem dúvida, fazem cada um deles brilhar.

    🥇 1. Mato Grosso – R$ 204 bilhões

    Imbatível. Sozinho, o Mato Grosso responde por cerca de 17% de toda a produção agropecuária nacional. Por lá, a soja reina soberana, mas o milho e o algodão também têm peso expressivo nas lavouras. É, sem dúvida, o motor do campo brasileiro.

    🥈 2. Paraná – R$ 164 bilhões

    Na Região Sul, o Paraná lidera com folga. A soja puxa o faturamento, mas a avicultura (frango) e o milho completam o combo de sucesso. O Estado representa quase metade do VBP do Sul, o que mostra a força do seu campo.

    🥉 3. São Paulo – R$ 142 bilhões

    A locomotiva econômica do Brasil também se destaca no agro. A cana-de-açúcar responde por mais de R$ 45 bilhões, enquanto a laranja e os bovinos garantem que o agro paulista siga no pódio nacional.

    4. Minas Gerais – R$ 133 bilhões

    Se café é assunto, Minas é autoridade. O tipo arábica movimenta R$ 30 bilhões no Estado. Além disso, a soja e a produção leiteira também garantem peso no VBP mineiro, que segue entre os maiores do país.

    5. Rio Grande do Sul – R$ 116 bilhões

    A força gaúcha vem da combinação certeira: soja, frango e arroz. Vale destacar que o RS é responsável por cerca de dois terços do arroz nacional. Um trio poderoso para manter o agro do Sul pulsando forte.

    6. Goiás – R$ 103 bilhões

    No Centro-Oeste, Goiás é potência crescente. A soja lidera, mas a pecuária bovina e o milho dividem o protagonismo. A cana-de-açúcar e a avicultura também aparecem com destaque, reforçando a diversidade da produção.

    7. Mato Grosso do Sul – R$ 77 bilhões

    Foto: Semadesc/MS

    Vizinho do líder Mato Grosso, o Estado mantém seu foco na soja, mas também investe pesado na pecuária de corte e nas lavouras de milho. Um agro que cresce com consistência ano após ano.

    8. Bahia – R$ 50,6 bilhões

    A liderança do Nordeste vem da Bahia, que tem um agro diversificado e competitivo. Soja, algodão e bois são os protagonistas. O Estado representa quase metade de todo o VBP da região, consolidando-se como player relevante no cenário nacional.

    9. Santa Catarina – R$ 50,4 bilhões

    Quando o assunto é pecuária intensiva, SC está entre os melhores. A produção de frangos, suínos e leite representa mais de 60% do VBP estadual. O Estado é referência em eficiência produtiva e segurança alimentar.

    10. Pará – R$ 28 bilhões

    Na Região Norte, o Pará puxa a fila. O destaque vai para a pecuária bovina, seguida pela soja e a mandioca. O Estado já se consolida como nova fronteira agrícola, expandindo sua influência no agro brasileiro.

    🌾 Resumo da lavoura

    Embora o agro no Brasil se expanda em todo o país, a força produtiva continua concentrada em dez Estados. E, como vimos, a soja é a protagonista absoluta, ao lado de frangos, bois, milho, cana e café.

    O Brasil rural pulsa nesses territórios; afinal, são eles que sustentam a economia, geram empregos e, acima de tudo, abastecem o mundo. E você, por acaso já sabia quem são os verdadeiros campeões do agro?

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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