Autor: Jaque Ornelas

  • Clonagem de animais é aprovada no Brasil; entenda a lei

    Clonagem de animais é aprovada no Brasil; entenda a lei

    O projeto de lei que regulamenta a clonagem de animais, com foco na pecuária, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

    A proposta, originada no Senado, agora seguirá para sanção presidencial, marcando um passo significativo na biotecnologia animal no Brasil.

    O Projeto de Lei 5010/13 classifica os clones como “animais domésticos de interesse zootécnico”, abrangendo uma variedade de espécies, como bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, equinos, asininos, muares, suínos, coelhos e aves.

    A legislação busca garantir a identificação e o controle dos clones gerados, registrando-os em um banco de dados gerido pelo poder público. Este banco incluirá informações genéticas para assegurar a propriedade e a identidade do material genético animal.

    Para garantir a rastreabilidade, a proposta estipula que todas as informações relacionadas à produção, circulação, manutenção e destinação dos clones serão centralizadas em um banco de dados de acesso público.

    O projeto ainda determina que os clones que estiverem em ciclos de produção fechada, caracterizados por contenção ou confinamento, não poderão ser liberados no meio ambiente.

    Documentação necessária

    A regulamentação da circulação e manutenção de material genético ou de clones no Brasil exige documentação rigorosa e acompanhamento por parte do poder público federal. Um registro genealógico dos clones será realizado sob a supervisão do órgão competente. Os serviços veterinários oficiais serão responsáveis pela emissão de certificados sanitários e de propriedade, além de autorizar o fornecimento de material genético e clones para a produção de novos clones.

    Embora o projeto foque em animais domésticos, a clonagem de animais silvestres nativos do Brasil requer autorização prévia do órgão ambiental federal. Além disso, a liberação no meio ambiente de qualquer clone dependerá da autorização do Ibama, especialmente se os animais tiverem parentes silvestres ou ancestrais diretos que ocorrem nos biomas brasileiros.

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    Durante as discussões em plenário, a relatora, deputada Adriana Ventura, rejeitou emendas de partidos como o PT e o PSB.

    “A gente não está falando de todos os animais, a gente não está falando de cão e gato, a gente está falando de alguns animais que são importantes para a pesquisa, que são importantes para que a gente possa produzir, comercializar e principalmente para manter muitas espécies que têm risco de extinção. O projeto avança no sentido de dar essa segurança, de ter esse banco de dados, de certificar pessoas que comercializam animais,” afirmou a deputada Adriana Ventura.

    A revolução chamada Dolly

    A clonagem de animais, como a aprovada pela Câmara, traz à mente o caso de Dolly. A ovelha se tornou um ícone da ciência em 1996.

    Dolly foi a primeira mamífera a ser clonada a partir de uma célula adulta, um feito revolucionário que desafiou as noções anteriores sobre a biologia e a reprodução. Ou seja, o processo de clonagem de Dolly começou com a extração de uma célula da glândula mamária de uma ovelha adulta.  Além disso, os cientistas inseriram essa célula em um óvulo de outra ovelha, do qual haviam removido o núcleo. Em seguida, realizaram uma série de procedimentos, incluindo a estimulação elétrica para iniciar a divisão celular, e implantaram o embrião resultante em uma terceira ovelha, que deu à luz Dolly.

    Dolly, portanto, não apenas demonstrou a viabilidade da clonagem, mas também levantou questões éticas e científicas sobre o tratamento de animais clonados, a saúde a longo prazo deles e as implicações para a conservação de espécies que em risco de extinção. A história de Dolly continua a influenciar debates sobre clonagem e biotecnologia, destacando a necessidade de regulamentação rigorosa e ética na aplicação dessas tecnologias.

    Animais domésticos

    O primeiro gato doméstico clonado do mundo, chamado “CC”, nasceu em 22 de dezembro de 2001. Seu nome é uma alusão à expressão em inglês “copy cat”, que significa “cópia”, e também à técnica de reprodução de documentos chamada “carbon copy”. Ao contrário de muitos clones, CC não apresentou problemas de saúde e já teve filhotes, destacando-se como um exemplo positivo na clonagem de animais.

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    Em seguida, em 22 de abril de 2005, nasceu Snuppy, o primeiro cão clonado da história, na Coreia do Sul. O processo de clonagem foi desafiador, com 127 tentativas de implantar embriões, das quais apenas três resultaram em gravidez. Após um aborto, apenas dois filhotes sobreviveram ao nascimento, mas infelizmente um deles faleceu. Snuppy, o único sobrevivente, tornou-se um marco na pesquisa sobre clonagem animal e suas implicações.

  • Descubra quais são os municípios mais ricos do agro brasileiro

    Descubra quais são os municípios mais ricos do agro brasileiro

    A produção agrícola brasileira continua impulsionando a economia, com destaque para os municípios de Sorriso (MT) e São Desidério (BA), que lideram o ranking dos 100 municípios mais ricos do agronegócio em 2023. A lista foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola, com base na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.

    Em 2023, o valor total da produção agrícola no Brasil alcançou R$ 814,5 bilhões, dos quais R$ 260 bilhões, ou 31,9%, vieram dos 100 municípios mais produtivos. Essa elite agrícola está distribuída por 14 estados, entre eles Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, com uma concentração expressiva na região Centro-Oeste.

    O estado de Mato Grosso se destaca, abrigando 36 dos municípios mais produtivos do país, com Sorriso no topo da lista, alcançando R$ 8,3 bilhões em valor de produção. Em segundo lugar está São Desidério, na Bahia, com uma produção de R$ 7,8 bilhões.

    Municípios mais ricos do agronegócio em 2023- Divulgação: MAPA

    Esses 100 municípios ocupam uma área colhida de 33,1 milhões de hectares, o equivalente a 34,5% da área total cultivada no Brasil, que é de 95,8 milhões de hectares. A pesquisa considerou 70 diferentes produtos das lavouras temporárias e permanentes, espalhados por 5.563 municípios brasileiros.

    Entre os produtos de maior destaque, a soja se consolidou como o principal, representando R$ 348,6 bilhões (42,8% do valor total da produção agrícola). O milho também registrou um desempenho expressivo, gerando R$ 101,8 bilhões, seguido pela cana-de-açúcar, com R$ 101,9 bilhões. Outros produtos, como algodão, café e laranja, reforçam a diversidade do agronegócio brasileiro.

    Em algumas culturas específicas, certos municípios têm participação expressiva na produção nacional. Sapezal (MT) e São Desidério (BA) respondem por mais de 30% da produção de algodão do país, enquanto Santa Vitória do Palmar (RS) se destaca na produção de arroz, com 5,6% do total nacional.

    Confira o top 10 municípios mais ricos do agronegócio em 2023:

    • Sorriso (MT)
    • São Desidério (BA)
    • Sapezal (MT)
    • Campo Novo do Parecis (MT)
    • Rio Verde (GO)
    • Diamantino (MT)
    • Formosa do Rio Preto (BA)
    • Nova Ubiratã (MT)
    • Nova Mutum (MT)
    • Jataí (GO)

    Com esse desempenho, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais motores da economia, consolidando a liderança de municípios que impulsionam o crescimento do setor.

  • Quebra na safra por causa dos incêndios vai pesar no bolso

    Quebra na safra por causa dos incêndios vai pesar no bolso

    A ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) divulgou nesta sexta-feira (27) um novo relatório sobre o impacto dos incêndios em plantações de cana-de-açúcar nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo a organização, a área atingida já alcança 414 mil hectares em todo o Brasil, gerando um prejuízo estimado de R$ 2,67 bilhões aos produtores.

    José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA, destacou que, além de São Paulo, outros estados da região Centro-Sul também foram gravemente afetados pelos incêndios, que, além de imprevistos, são difíceis de controlar, prejudicando diversas culturas agrícolas, incluindo a cana-de-açúcar.

    Até o dia 20 de setembro, os incêndios em São Paulo haviam queimado aproximadamente 263 mil hectares de canaviais. Em Minas Gerais, o total atingido foi de 61 mil hectares, o que representa cerca de 3 milhões de toneladas de cana em pé e de rebrota. Em Goiás, os dados ainda estão sendo atualizados, mas ate 03 de setembro, 43 mil hectares já haviam sido destruídos, sendo dois terços com cana em pé e o restante em rebrota. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também sofreram impactos significativos, com 19 mil e 28 mil hectares queimados, respectivamente.

    A seca, aliada aos incêndios, causou uma redução estimada de 15% na safra de cana-de-açúcar em comparação à anterior, o que deve afetar diretamente a oferta global de açúcar e pressionar os preços do etanol, afirmou Nogueira.

    A ORPLANA, que representa 35 associações de fornecedores de cana e mais de 12 mil produtores, reforçou que os números divulgados correspondem às áreas monitoradas pela organização e não incluem outros tipos de vegetação, como Áreas de Preservação Permanente (APP), reservas legais e pastagens.

    Em um encontro promovido pela Canaoeste, a ORPLANA discutiu os dados apresentados pelo sistema Orion, da GMG Ambiental, que monitora incêndios e desastres climáticos via satélites. O levantamento revelou que São Paulo teve um recorde histórico de incêndios em agosto de 2024, com 658.638 hectares queimados, dos quais 328.248 hectares em um único dia. Esse número inclui todas as áreas afetadas, como APP, reservas legais e pastagens.

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  • Brasil ganha destaque como líder mundial em exportação de algodão

    Brasil ganha destaque como líder mundial em exportação de algodão

    O 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), realizado em Fortaleza, Ceará, destacou a posição de liderança do Brasil na exportação de algodão. O evento, promovido a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), vai até o dia 5 de setembro e reúne especialistas e autoridades do setor para discutir rastreabilidade, sustentabilidade, qualidade e promoção do algodão brasileiro.

    Durante a cerimônia de abertura, Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, celebrou a conquista do Brasil como maior exportador mundial de algodão. Viana anunciou que a ApexBrasil intensificará seus esforços para expandir a presença do algodão brasileiro no mercado europeu, destacando a qualidade e a sustentabilidade do produto. “Vamos fazer nossa parte e mostrar à Europa que o Brasil não é apenas o maior exportador, mas também possui o melhor ecossistema de produção de algodão”, afirmou Viana.

    Ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), Carlos Fávaro, o governador do Ceará, Elmano de Freitas e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion, entre outras autoridades.
    Ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), Carlos Fávaro, o governador do Ceará, Elmano de Freitas e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion, entre outras autoridades.

    O Congresso, considerado o maior evento do setor, conta com a presença de autoridades como o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion. Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa, ressaltou a importância dos pilares discutidos no evento e a expectativa de novas oportunidades no mercado global.

    O Brasil ultrapassou os Estados Unidos no ranking mundial de exportação de algodão, com previsão de exportar cerca de 2,70 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma) entre agosto de 2023 e julho de 2024, em comparação com 2,57 milhões de toneladas dos EUA. Este avanço é resultado de investimentos em tecnologias, sustentabilidade e rastreabilidade, características que destacam o algodão brasileiro no mercado internacional.

    O projeto Cotton Brasil, uma parceria entre a ApexBrasil e a Abrapa, tem sido crucial para a conquista de novos mercados e o fortalecimento da reputação do algodão brasileiro. Desde sua criação em 2020, o projeto já apoiou 54 empresas e responde por 75% das exportações brasileiras de algodão. As novas metas incluem ampliar a presença em países prioritários como China, Vietnã e Turquia.

    A trajetória do algodão no Brasil, marcada por desafios como a praga ‘bicudo-do-algodoeiro’ e disputas comerciais com os EUA, demonstra a resiliência e a capacidade de inovação do setor. Com investimentos em modernização e práticas sustentáveis, o Brasil se consolidou como líder global, superando desafios históricos e estabelecendo um novo padrão de excelência.

     

  • Cosméticos sustentáveis: como a sustentabilidade está revolucionando grandes marcas

    Cosméticos sustentáveis: como a sustentabilidade está revolucionando grandes marcas

    A demanda por produtos sustentáveis e ambientalmente responsáveis tem transformado diversos setores, e a indústria da beleza não é exceção. Os cosméticos sustentáveis, também conhecidos como cosméticos naturais, ecológicos ou cosméticos verde, seguem uma tendência de crescimento no mercado conquistando um número crescente de consumidores preocupados com a saúde e o meio ambiente.

    A popularidade dos cosméticos sustentáveis está incentivando marcas da beleza a repensar suas formulações e práticas de produção. Grandes empresas estão lançando linhas de produtos ecológicos e investindo em certificações que garantem a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, novas marcas estão surgindo com uma filosofia completamente alinhada à para a sustentabilidade e esse emergente e ainda pouco explorado mercado consumidor.

    O que são cosméticos sustentáveis?

    Cosméticos sustentáveis são produtos de beleza que buscam minimizar os impactos ao meio ambiente utilizando matérias primas sustentáveis. Assim, se  evita substâncias químicas sintéticas prejudiciais tanto para a pele quanto para o meio ambiente.

    Esses produtos são formulados sem parabenos, sulfatos, ftalatos e outras toxinas, priorizando componentes como óleos essenciais, extratos de plantas e minerais, ingredientes orgânicos, veganos, de origem não animal e cruelty-free.

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    Além disso, a produção desses cosméticos envolve em toda a cadeia produtiva práticas sustentáveis e ecologicamente responsáveis, como a agricultura orgânica, uso de embalagens recicláveis e biodegradáveis, uso racional da água.

    Tipos de cosméticos sustentáveis

    • Cosméticos orgânicos: Deve conter, no mínimo, 95% de matérias-primas certificadas como orgânicas.
    • Cosméticos naturais: Deve conter, no mínimo, 95% de matérias-primas naturais e não deve conter aditivos químicos.
    • Cosméticos veganos : Não contem matérias primas de origem animal como exemplo lanolina, colágeno, mel, cera de abelha.
    • Biocosmeticos: Produzidos a partir de ingredientes naturais mas desenvolvidos em condições laboratoriais com a ajuda de bactérias, fungos  e leveduras como exemplo acido hialurônico produzido, peptídeos, enzimas, biocelulose.

    Apesar do crescimento, a indústria dos cosméticos sustentáveis enfrenta grandes desafios. A regulamentação ainda é inconsistente o que pode dificultar a identificação de produtos verdadeiramente sustentáveis.

    Além disso, os custos de pesquisa e produção de cosméticos ecológicos são geralmente mais altos, refletindo-se nos preços finais para o consumidor. No entanto, segundo o caderno de tendências 2019 a 2020 do Sebrae 29% dos consumidores brasileiros preferem comprar produtos de empresas com práticas sustentáveis. E 73% dos consumidores de 20 a 34 anos estão dispostos a pagar mais por esses produtos .

    A  tendência é de crescimento contínuo. Consumidores estão cada vez mais informados e exigentes, pressionando a indústria a adotar práticas mais alinhadas ao ecologicamente correto e sustentável. Por sua vez as grandes empresas do ramo da beleza estão se reinventando atentos a esse mercado.

    O movimento por cosméticos ecologicamente responsáveis não apenas reflete uma mudança de hábitos, mas também uma transformação cultural em direção à sustentabilidade e ao bem-estar coletivo.

  • Doença de Newcastle: emergência zoosanitária no RS

    Doença de Newcastle: emergência zoosanitária no RS

    Nesta sexta-feira (19), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a publicação da Portaria MAPA Nº 702 que declara estado de emergência zoossanitária no Estado do Rio Grande do Sul. A medida, com validade de 90 dias, foi tomada em resposta à detecção do vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais na região.

    A declaração de emergência busca uma resposta epidemiológica ágil, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Plano de Contingência de Influenza Aviária e doença de Newcastle. Entre as ações planejadas estão o sacrifício ou abate  de todas aves  onde houve confirmação do foco afetadas, a desinfecção rigorosa dos locais afetados, a implementação de medidas de biosseguridade, e a vigilância em propriedades num raio de 10km, além da criação de barreiras sanitárias.

    É importante ressaltar que não há contraindicação ao consumo de carne de frango e ovos inclusive na região afetada. O MAPA reforça que os produtos inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) continuam seguros e próprios para consumo.

    Além disso, o Mapa elaborou um Projeto de Lei para fortalecer ações emergenciais fitossanitárias e zoossanitárias, atualmente em análise no Congresso Nacional. Se aprovado, o projeto permitirá uma mobilização mais rápida e eficaz de recursos governamentais para situações similares.

    O foco da doença foi confirmado no município de Anta Gorda (RS) em 17 de julho, após diagnóstico positivo realizado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença.

    A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, caracterizada por sintomas respiratórios seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça. Ela é causada pelo vírus paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1) e é de notificação obrigatória para a OMSA.

    Os últimos casos registrados no Brasil datam de 2006, em aves de subsistência nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

    Para mais informações, o público pode acessar o site do Ministério da Agricultura e Pecuária ou entrar em contato com as autoridades sanitárias locais.

  • Acerola: pequena no tamanho mas gigante em benefícios

    Acerola: pequena no tamanho mas gigante em benefícios

    A acerola é uma fruta famosa por ser excepcionalmente rica em vitaminas C. Apesar de seu pequeno tamanho possui um índice dessa vitamina 100 vezes maior do que, por exemplo, a laranja. Ainda pouco cultivada comercialmente no mundo, o Brasil vem se destacando como maior produtor, exportador e consumidor global.

    Adaptada a diferentes condições climáticas, a acerola é cultivada em quase todas as regiões do Brasil, com o Nordeste respondendo por 64% da produção nacional. Segundo dados do IBGE de 2017, a área colhida de acerola foi de 5.753 hectares com a produção de 61 mil toneladas. Pernambuco lidera a produção nacional com 19.246 toneladas, seguido pelo Piauí com 8.685 ; Ceará com 8.316 toneladas e Sergipe com 4.188 (IBGE, 2017).

    Variedades e produtividade

    A produtividade da aceroleira por hectare aumenta com o tempo, podendo alcançar 40 toneladas ou mais do quinto ao décimo ano de cultivo. Classificam-se as variedades de acerola em doces e ácidas. As ácidas, ricas em vitamina C, são indicadas para a industrialização, enquanto as doces são mais adequadas para consumo in natura.

    Entre as variedades doces temos:

    • Manoa Sweet:  Recomenda-se esta variedade para plantios caseiros.
    • Hawaiian Queen: É uma das seleções recomendadas para a produção de frutas frescas.

    Entre as variedades do grupo acido temos:

    • Red Jumbo :  sua frutificação é alta e os frutos são grandes e vistosos.
    • Maunawili :  Crescimento rápido e fácil manejo.

    Colheita e comercialização

    Durante a colheita, é importante evitar danos aos frutos, que devem ser colhidos a cada dois ou três dias. Mantenha os frutos em ambiente refrigerado para comercialização rápida. As acerolas começam a frutificar a partir de oito meses, com três ou mais safras anuais concentradas na primavera e verão. Plantas adultas podem produzir de 40 a 50 quilos de acerolas por ano, resultando em produtividade média de 20 a 25 toneladas por hectare.

    Fruta oferece muitos benefícios

    O preço de atacado da acerola fresca é de aproximadamente R$ 20,00/kg (CEAGESP, Julho 2024), garantindo um faturamento anual de R$ 500mil/hectare para produtores com produtividade média. No entanto, para vendas à indústria, o preço é menor, exigindo maior volume de produção.

    Expansão do Mercado Internacional

    A demanda global por alimentos saudáveis e funcionais tem impulsionado o interesse pela acerola. Países da Europa, América do Norte e Ásia têm se tornado grandes consumidores dessa fruta, reconhecendo seus benefícios para a saúde. A indústria de alimentos e suplementos valoriza especialmente a vitamina C natural da acerola, procurando alternativas naturais aos aditivos sintéticos.

    Além da fruta in natura, a exportação de acerola inclui produtos derivados, como polpas, sucos concentrados e pós. O processamento industrial da acerola permite a conservação de suas propriedades nutricionais, facilitando o transporte e aumentando a vida útil do produto.

    Benefícios para saúde

    Fortalece o sistema imunológico: A vitamina C, presente em grandes quantidades na acerola, possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que fortalecem o sistema imunológico.

    Previne o envelhecimento precoce: A vitamina C aumenta a produção de colágeno, uma proteína que promove a maciez e sustentação da pele, evitando a flacidez e a aparência das rugas e linhas de expressão.

    Auxilia no emagrecimento: Por conter fibras, a acerola ajuda a prolongar o tempo de digestão diminuindo a fome. Além disso, a acerola tem baixo teor de carboidratos e calorias, sendo uma ótima opção de fruta para incluir em dietas de emagrecimento.

    Melhora o humor: A vitamina C participa da produção de dopamina, um neurotransmissor que promove a sensação de prazer e bem estar.

    Melhora a função cerebral: A vitamina C auxilia nas sinapses  cerebrais – transmissão de impulsos nervosos de um neurônio a outro ou de um neurônio para uma célula muscular.

    Contribui para a absorção do ferro: A vitamina C aumenta a absorção do ferro, favorecendo a formação da hemoglobina, que é o componente das hemácias responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.

     

  • Abacaxi: o ouro tropical para saúde e para o agricultor

    Abacaxi: o ouro tropical para saúde e para o agricultor

    O cultivo de abacaxi é uma atividade presente em todas as regiões do Brasil, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial, com uma produção anual de 2,32 milhões de toneladas em cerca de 68,15 mil hectares. A fruta é a quinta mais produzida no território nacional, com destaque para as regiões Norte e Nordeste, gerando aproximadamente R$ 2,22 bilhões para o PIB agrícola.

    Esta planta é caracterizada por ser intensiva em mão de obra, especialmente durante a colheita. A maioria dos produtores são pequenos e médios, com propriedades que variam entre 10 e 20 hectares. Essa realidade confere à cultura uma grande importância econômica e social, devido à geração de empregos e renda nas áreas rurais.

    Desafios na Produção de Abacaxi

    A abacaxicultura no Brasil enfrenta vários problemas que afetam diretamente a produtividade dos pomares, incluindo a fusariose, a murcha associada à cochonilha, a broca-do-fruto e o manejo inadequado da adubação.

    Para combater esses desafios, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realiza pesquisas voltadas à criação de novas cultivares de abacaxi que sejam resistentes às principais pragas e doenças, adaptadas às regiões produtoras e que atendam às exigências do mercado consumidor. Além disso, a Embrapa trabalha na melhoria do manejo integrado de pragas e doenças e no ajuste das doses, fontes e parcelamento de fertilizantes para sistemas de produção de alta densidade.

     Sustentabilidade e diversificação da Produção

    A demanda por produtos de qualidade e com baixo impacto ambiental levou ao desenvolvimento do sistema de produção integrada. Isso garante frutos sem resíduos de agroquímicos, proteção ambiental e bem-estar social. Em paralelo, pesquisas sobre o sistema orgânico de produção de abacaxi também foram realizadas e, após validação, começaram a ser aplicadas.

    O Brasil, conhecido por sua vasta diversidade genética do abacaxi, viu no abacaxi ornamental uma oportunidade de mercado. Diversos materiais, frutos de seleções e cruzamentos, já estão disponíveis tanto para cultivo em vaso quanto para corte, visando tanto o mercado nacional quanto o internacional.

    Mercado e perspectivas

    Apesar de ser um dos principais produtores, o Brasil contribui pouco nas exportações globais de abacaxi e seus derivados. O mercado interno é o principal destino da produção, predominando o consumo de frutas frescas. Vale destacar que grande parte dessa produção é originária da agricultura familiar.

    Plantação de abacaxi

    Os avanços tecnológicos têm beneficiado os consumidores com abacaxis de alta qualidade disponíveis ao longo de todo o ano. Além das frutas in natura, há uma crescente oferta de produtos processados, como abacaxi desidratado e enlatado, agregando valor e prolongando a conservação.

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  • Saiba quem são os campeões de máxima produtividade de soja 2023/2024

    Saiba quem são os campeões de máxima produtividade de soja 2023/2024

    O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) revelou os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja da safra 2023/24. A cerimônia aconteceu na sede do Canal Rural, em São Paulo. Os títulos de Campeão Nacional e Sul e Campeão Centro-Oeste, com produtividades de 138,95 sacas e 119,03 sacas por hectare, respectivamente, foram conquistados e celebrados mais uma vez pela BASF.

    O lugar mais alto do pódio ficou para o agricultor Egon Milla, de Candói (PR), coroado Campeão Nacional e Sul. “A parceria técnica da BASF foi essencial, oferecendo soluções inovadoras para o manejo e contribuindo decisivamente para nossa produtividade”, destacou Milla.

    Divulgação – Egon Milla, vencedor desta edição

    Na região Centro-Oeste, a vencedora foi a Fazenda Reunidas Baumgart, de Rio Verde (GO), representada por Alexandre Baumgart. “Parcerias de longo prazo são fundamentais para desenvolver um histórico de informações e melhorar a qualidade do manejo. A BASF entende essa necessidade”, afirmou Baumgart.

    Alexandre Baumgart, representante a Fazenda Reunidas Baumgart. Divulgação

    O que é o Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja?

    O Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja é uma iniciativa que visa estimular a busca por altos rendimentos na cultura da soja no Brasil. O desafio consiste em produtores rurais competirem para alcançar a maior produtividade possível em uma área de 1 hectare, seguindo boas práticas agronômicas.

    Os principais objetivos do desafio, portanto, são:

    • Incentivar a adoção de tecnologias e melhores práticas de manejo para maximizar a produtividade da soja
    • Identificar e divulgar os fatores que mais impactam a produtividade, como manejo de solo, nutrição de plantas, controle de pragas e doenças, entre outros
    • Promover a troca de experiências e conhecimentos entre os produtores participantes.
    • Estimular a competitividade e o aprimoramento contínuo da produção de soja no país

    O desafio ocorre anualmente, premiando os produtores vencedores em cada categoria (convencional e orgânico). Os resultados são divulgados amplamente, proporcionando uma referência e inspiração para outros produtores que buscam alcançar altos rendimentos em suas lavouras.

    Há 13 anos, a BASF colabora com o Desafio do CESB, promovendo avanços na sojicultura brasileira. “Nossa parceria mostra que estamos no caminho certo para uma agricultura mais rentável e equilibrada”, disse Graciela Mognol, diretora de Marketing de Sistemas de Cultivo Soja da BASF no Brasil. Além disso, a empresa investe em um portfólio completo, incluindo sementes, tratamentos, herbicidas, inseticidas, fungicidas e agricultura digital, visando apoiar os produtores no melhor manejo para altas produtividades.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/o-poder-da-nutricao-desvendando-os-segredos-da-biofortificacao/

  • R$ 76 bilhões em crédito – Plano Safra “familiar” é o maior da história

    R$ 76 bilhões em crédito – Plano Safra “familiar” é o maior da história

    O Governo Federal anunciou o lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 em um evento realizado nesta quarta-feira (3) no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é oferecer ainda mais incentivos aos agricultores familiares que desempenham um papel fundamental na produção de alimentos essenciais para a população brasileira.

    Destaque para a redução das taxas de juros destinadas a quem produz arroz, com uma diminuição para 3% no caso do cultivo convencional e 2% para o orgânico. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) também apresentou redução em cerca de 10 linhas de financiamento, com um valor total de R$ 76 bilhões destinados ao Pronaf, representando um aumento de 43,3% em relação à safra anterior e 6,2% superior à safra passada. No total, serão investidos R$ 85,7 bilhões em ações governamentais para a agricultura familiar, um crescimento de 10%.

    O último Plano Safra da Agricultura Familiar registrou a celebração de 1,7 milhão de contratos, marcando um aumento de 18% no número de operações e 12% no volume contratado em comparação com a safra anterior. Com um volume ainda maior de recursos equalizados, chegando a R$ 45,4 bilhões, o objetivo é ampliar o suporte aos agricultores familiares e incentivar a produção sustentável de alimentos saudáveis.

    O Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 destaca-se pela ênfase em práticas agroecológicas, com uma taxa de juros de 2% para custeio e 3% para investimento na produção orgânica, agroecológica e de produtos da sociobiodiversidade. Além disso, o programa Ecoforte será lançado com um investimento recorde, visando apoiar projetos de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

    Um Acordo de Cooperação Técnica no valor de R$ 100 milhões foi firmado entre a Secretaria-Geral da Presidência da República, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o BNDES e a Fundação Banco do Brasil para o programa Ecoforte, beneficiando 40 redes e 30 mil agricultores familiares.

    Para intensificar essas ações, o Governo Federal lança a iniciativa do Campo à Mesa, um edital de R$ 35 milhões voltado para promover iniciativas que incentivem a transição agroecológica no setor agrícola.

    Redução de taxas

    Com taxas que variam de 0,5% a 6%, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 vem com juros ainda menores. Dez linhas de financiamento tiveram redução, duas de custeio e oito de investimento:

    • Pronaf Custeio – produtos da sociobiodiversidade (como babaçu, jambu, castanha do Brasil e licuri): de 3% para 2%.
    • Pronaf Custeio – produção de alimentos como feijão, arroz, mandioca, leite frutas e verduras: de 4% para 3%.
    • Pronaf Floresta (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Semiárido (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Mulher (Investimento) – para as agricultoras com renda familiar bruta anual de até R$ 100 mil: de 4% para 3%.
    • Pronaf Jovem (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Agroecologia (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Bioeconomia (Investimento) de 4% para 3%.
    • Pronaf Produtivo Orientado (Investimento): de 4% para 3%.

    E no âmbito do Pronaf Mais Alimentos (Investimento): Redução de 5% para 2,5% para compra de máquinas de pequeno porte, que ganhou uma sublinha dentro do Pronaf Mais Alimentos. Além das seguintes atividades:

    • Aquisição e instalação de estruturas de cultivo protegido, inclusive os equipamentos de automação para esses cultivos,
    • Construção de silos,
    • Ampliação e construção de armazéns e câmaras frias destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças e fibras,
    • Aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras, aquicultura e pesca, que tiveram redução de 4% para 3%.

    Arroz – O Plano Safra da Agricultura Familiar vem com uma nova estratégia nacional para ampliação da produção de arroz da agricultura familiar. A estratégia prevê sete eixos principais: crédito, acompanhamento técnico, sementes, beneficiamento, comercialização e contratos de opção (estabelecimento de um preço mínimo do produto pelo Governo Federal para garantir ao produtor a comercialização a um valor justo, de acordo com o mercado). A taxa de custeio para produção será de 3% para o arroz convencional e 2% para o arroz orgânico.

    Máquinas- Outra grande novidade é a criação de uma linha destinada à aquisição de máquinas e implementos agrícolas de pequeno porte, como microtrator, motocultivador e roçadeira, no âmbito do Programa Mais Alimentos. Para essa nova linha, os juros serão de apenas 2,5% a.a, metade da taxa de juros praticada no programa. A linha será destinada às famílias com renda anual de até R$100 mil reais e financiará máquinas de até R$50 mil reais. O objetivo é aumentar a tecnificação da agricultura familiar, tornando o trabalho no campo menos penoso e aumentando a produtividade das famílias. Ao todo, o Mais Alimentos deve destinar R$ 12 bilhões entre recursos equalizados e dos fundos constitucionais para compra de máquinas para a agricultura familiar nesta safra. Na última safra, o programa já financiou 10 bilhões, 29% a mais que na safra anterior, entre tratores, colheitadeiras e outros implementos agrícolas. Para as máquinas de maior porte, incluindo tratores de até 70 cv, o limite será de R$ 250 mil com 5% de juros e 7 anos para pagar. Resultado de um amplo trabalho interministerial liderado pelo MDA e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de ações que visam o incentivo à produção nacional de máquinas, gerando emprego na cidade e qualidade de vida no meio rural.

    Microcrédito – As famílias agricultoras com renda até R$ 50 mil por ano poderão acessar até R$ 35 mil pelo Pronaf B (ou Agroamigo, ou, ainda, microcrédito rural), a linha com taxa de juros de apenas 0,5% e desconto de até 40% para quem paga em dia. A ampliação de limite de crédito para as famílias passou de R$ 10 mil para R$ 12 mil e, para as mulheres, de R$ 12 mil para R$ 15 mil. Um destaque importante foi a criação de um limite independente para jovens rurais no Pronaf B, no valor de R$ 8 mil. Dessa forma, a juventude poderá desenvolver projetos produtivos específicos, incentivando a autonomia e a permanência do jovem no campo.

    Mais ferramentas de crédito

    O Governo Federal também anuncia a inclusão da agricultura familiar em três importantes fundos garantidores da União:

    1.  Apresentação de projeto de lei que permite a inclusão dos agricultores familiares e suas cooperativas no Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a cobertura das operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O Fundo Garantidor é um instrumento financeiro essencial para reduzir riscos e facilitar o acesso ao crédito, especialmente para pequenos produtores que enfrentam dificuldades em oferecer garantias reais.
    2.  Fundo de Amparo às Micros e Pequenas Empresas do Sebrae (para cooperativas).
    3.  Fundo Garantidor para Investimentos – FGI/BNDES (para cooperativas).

    Cooperativismo

    Além da nova cobertura pelos fundos garantidores, as cooperativas da agricultura familiar também passarão a contar com um programa de fortalecimento. O Coopera Mais Brasil apoia a integração das cooperativas aos mercados, facilitando a comercialização dos produtos da agricultura familiar. Para 2024, estão previstos o investimento de R$ 55 milhões para o apoio à gestão de 700 cooperativas. O objetivo principal é fomentar a organização coletiva dos agricultores familiares por meio do fortalecimento das cooperativas, associações e empreendimentos solidários.

    O Programa irá estruturar e modernizar a gestão dos grupos organizados da produção familiar, estimular a agroindustrialização e impulsionar as práticas de comércio justo e solidário e as redes e arranjos produtivos locais. Entre suas principais ações estão o crédito facilitado, o acesso aos fundos garantidores e a assistência técnica para melhoria da gestão das cooperativas e acesso aos mercados.

    Regularização fundiária

    Financiamento de todas as etapas do processo de regularização fundiária de imóveis rurais, incluindo despesas com serviços de georreferenciamento, tributos, emolumentos e custas cartoriais.

    » Limite de financiamento: R$ 10 mil
    » Taxa de juros: 6% ao ano
    » Prazo de pagamento: 10 anos
    » Incluídos 3 anos de carência

    O que é- O Plano Safra da Agricultura Familiar 2024-2025 é um conjunto de medidas do Governo Federal que visa fortalecer a agricultura familiar para promover a produção sustentável de alimentos saudáveis para o Brasil. O plano oferecerá linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica e extensão rural, seguros e capacitação, além de promover a pesquisa e inovação em tecnologias e contribuir para a transição agroecológica.

    Anúncios e entregas da cerimônia:

    Fundo Garantidor – Projeto de Lei que objetiva a inclusão dos agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e suas cooperativas no rol de beneficiários do Fundo Garantidor de Operações (FGO), bem como o aumento da participação do Poder Executivo Federal no respectivo Fundo. O FGO fornece garantias complementares às operações de crédito, mitigando os riscos para as instituições financeiras. O Projeto de Lei propõe alteração na Lei nº 13.999/2020, estabelecendo a autorização de aumento de aporte no Fundo por parte da União, bem como explicita os detalhes de como o aporte adicional será implementado nos próximos anos.

    Decreto Florestas Produtivas – Institui o Programa Nacional de Florestas Produtivas com a finalidade de recuperação de áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, com vistas à adequação e à regularização ambiental da agricultura familiar e à ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

    Decreto de Cooperativismo – Institui o Programa Nacional de Fortalecimento do Cooperativismo, Associativismo e Empreendimentos Solidários da Agricultura Familiar (Programa Coopera Mais Brasil), que tem entre seus principais objetivos fomentar as cooperativas, associações e empreendimentos solidários, incentivando a organização coletiva dos agricultores familiares. Como forma de fortalecer a agricultura familiar e promover o bem-estar e crescimento socioeconômico local, o Programa se propõe a qualificar os envolvidos na produção familiar, estimular a agroindustrialização e promover a organização de produtores.

    Decreto PAA – A principal medida do Decreto é a alteração dos limites de aquisição de agricultores familiares e suas organizações no PAA Compra Direta em situações de calamidade, inicialmente para atender o Rio Grande do Sul, e ampliado para outros casos de calamidade. A medida facilita ampliar a aquisição para atender as medidas emergenciais como as Cozinhas Solidárias, entre outras. A proposta de alteração do regulamento centra-se em quatro pontos:

    » Adequação de redação do art. 5º, o qual trata da modalidade do PAA-Leite, esclarecendo que o referido artigo trata da execução via Termo de Adesão e Adequação do art. 17 com a mesma indicação de execução via Termo de Adesão.

    » Alteração dos limites das modalidades de Compra com Doação e Simultânea e Compra Direta (itens 1 e 2 da alínea “a” do inciso I do art. 6º) de R$15.000,00 (quinze mil reais) para R$30.000,00 (trinta mil reais) por unidade familiar, por ano, desde que por tempo determinado e para atendimento de situações especiais ou emergenciais, devidamente reconhecidas

    » Alteração dos limites da modalidade Compra com Doação e Simultânea e Compra Direta (itens 1 e 2 da alínea “a” do inciso II do art. 6º) de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) para R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais) por organização fornecedora, por ano, desde que por tempo determinado e para atendimento de situações especiais ou emergenciais devidamente reconhecidas

    » Indicação de suspensão excepcional, até 31 de dezembro de 2024, na aplicação dos limites para a modalidade Compra Direta, nas aquisições de alimentos destinadas ao atendimento das famílias afetadas pela calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul.

    Portaria CAF– Ajustes de normatização das condições e procedimentos gerais para inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar. Popularmente conhecida como “rebate”, a alteração propõe aumentar a dedução aplicada sobre a renda fora do estabelecimento. O objetivo do novo valor é garantir que famílias de baixa renda, que precisam diversificar a renda familiar com a entrada de alguns membros no mercado de trabalho, possam acessar o CAF e as políticas públicas da Agricultura Familiar.

    Selo Integração Sustentável – O Selo Integração Sustentável da Agricultura Familiar (SEISAF) tem o objetivo de reconhecer os integradores que promovem a inclusão da agricultura familiar em seus sistemas de integração sustentáveis em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizados pela Organização das Nações Unidas no Brasil.

    Edital Ecoforte – O edital Ecoforte é viabilizado por uma parceria entre a Fundação BB e o BNDES (via Fundo Social e Fundo Amazônia) voltado ao apoio a projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, visando intensificação de práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodoversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. O público a ser beneficiado é composto por agricultores familiares e demais beneficiários nos termos da Lei 11.326/06, assentados da reforma agrária, produtores orgânicos, juventude rural e mulheres beneficiários do plano nacional de agroecologia e produção orgânica. O investimento será de até R$ 100 milhões em projetos com valores entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões.

    Acordos de Cooperação Técnica

    MDA E Fundação Banco do Brasil – O objeto é a promoção da agregação de valor e da comercialização da produção da agricultura familiar, bem como em outras etapas do processo produtivo, a ser executada nacionalmente.

    MDA E Sebrae – Parceria entre o MDA e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE NACIONAL) para desenvolvimento de estratégias voltadas à inovação das políticas públicas nacionais de promoção do empreendedorismo e estruturação produtiva da agricultura familiar, de forma a estimular a organização econômica e o desenvolvimento de cadeias produtivas, considerando a abordagem territorial como estratégia de implementação das ações a serem executadas em território nacional.

    Editais

    Quintais Produtivos – Selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução do Projeto “Estruturação de quintais e da organização produtiva das mulheres rurais”, no valor de R$ 30 milhões.

    Mulheres rurais – Objetiva selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução do Projeto “Fortalecimento das organizações produtivas e econômica das mulheres rurais”, no valor de R$ 30,2 milhões.

    Do Campo à Mesa – Selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução de projetos voltados ao fortalecimento e ampliação de sistemas de produção agroecológica da Agricultura Familiar e suas organizações, no valor de R$ 25 milhões.