Tag: Mato Grosso

  • Capivaras loiras: os efeitos do sol e do calor em Cuiabá

    Capivaras loiras: os efeitos do sol e do calor em Cuiabá

    As capivaras, com sua pelagem castanha característica, passam por uma transformação intrigante sobre os efeitos do sol escaldante e do calor de mais de 41 graus de Cuiabá, capital do Mato Grosso. As capivaras loiras são a atração do Parque Tia Nair.

    Quando expostas ao sol intenso e às altas temperaturas, esses roedores apresentam um clareamento em seus pelos, que pode resultar em uma aparência mais loira em algumas partes do corpo. Essa mudança não é apenas estética; ela revela a adaptação dessas criaturas ao seu ambiente.

    O Papel dos Raios Ultravioleta

    Esse fenômeno ocorre devido à ação dos raios ultravioleta (UV), que degradam a melanina presente nos pelos das capivaras. Assim como acontece com outros mamíferos, incluindo os humanos, a exposição prolongada à luz solar provoca o desgaste da melanina. Como resultado, as áreas mais expostas ao sol tornam-se mais claras. Essa mudança é um exemplo fascinante de como os animais se adaptam às condições climáticas.

    Efeitos do Calor na Pelagem

    Além da alteração na cor, o calor também afeta a textura da pelagem das capivaras loiras. Em dias quentes, elas costumam esfregar-se em árvores e rochas para aliviar coceiras e desconfortos causados pela pele ressecada.

    Foto: Reprodução – Redes Sociais

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    Esse comportamento não apenas proporciona alívio, mas também desgasta os pelos, contribuindo para um aspecto mais claro e frágil. Essa situação é especialmente comum entre capivaras que vivem em áreas urbanas, onde a vegetação é escassa e as sombras são limitadas.

    Embora essa mudança estética seja temporária, é importante ressaltar que ela não prejudica a saúde dos animais. Com o passar do tempo e a chegada do inverno, a pelagem tende a retornar à sua cor original à medida que os pelos são naturalmente renovados.

    No seu habitat natural, a vida aquática das capivaras desempenha um papel crucial na manutenção da pelagem hidratada e protegida do sol, reduzindo assim a intensidade dessa mudança de cor.

    Interação com o Ambiente Urbano

    Nas áreas urbanas, onde as capivaras interagem mais frequentemente com os humanos e têm menos acesso a corpos d’água, a exposição prolongada ao sol pode intensificar o clareamento dos pelos.

    Foto: Reprodução – Redes Sociais

    No entanto, essas alterações são passageiras e não comprometem o bem-estar das capivaras. Elas continuam a se adaptar de forma eficiente ao ambiente ao seu redor, mostrando uma resiliência admirável.

    A mudança na coloração das capivaras loiras ilustra como esses animais conseguem lidar com diferentes climas e habitats. Seja em áreas naturais ou urbanas, eles mantêm-se saudáveis e adaptáveis.

    Essa capacidade de se ajustar às condições ambientais não apenas destaca a versatilidade das capivaras, mas também nos lembra da importância de respeitar e proteger esses incríveis roedores em seus diversos habitats.

     

  • Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    O Canadá voltou a importar carne bovina brasileira. A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) aprovou o Certificado Sanitário Internacional (CSI). Ou seja, é o documento que libera a exportação de carne fresca desossada e produtos cárneos crus do Brasil. Além disso, a decisão beneficia estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação.

    Estados liberados

    A medida inclui o Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de 14 municípios do Mato Grosso e cinco do Amazonas, que receberam o status de zona livre da doença em 2021. Atualmente, 11 estabelecimentos nessas regiões estão habilitados a exportar. Já em Santa Catarina, que já possuía reconhecimento do Canadá como área livre de febre aftosa sem vacinação, apenas um frigorífico pode realizar a exportação.

    “A retomada desse mercado era esperada pelo setor de proteína animal, especialmente para esses estados. Desde março de 2022, eles estavam impedidos de exportar carne bovina crua para o Canadá por conta da ausência de vacinação nos rebanhos”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

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    No caso da carne cozida, o Canadá retirou a exigência de vacinação, permitindo que qualquer frigorífico autorizado, independente da localização, possa exportar. “Estamos trabalhando, junto à Embaixada do Brasil no Canadá, para retirar essa exigência também para a carne crua”, destaca o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Roberto Perosa.

    Em resumo, em 2023, o Brasil exportou US$ 10,5 bilhões em carne bovina, totalizando 2,28 milhões de toneladas. O Canadá comprou US$ 39 milhões em carne brasileira, o que representou um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

     

  • Reunião oficial do G20 da Agricultura começa em Mato Grosso

    Reunião oficial do G20 da Agricultura começa em Mato Grosso

    Após dois dias de encontros técnicos, a abertura oficial do Grupo de Trabalho da Agricultura do G20 ocorre hoje (12), às 9h30, em Chapada dos Guimarães (MT). O evento reúne ministros da Agricultura e áreas afins dos países membros do G20, além de delegações convidadas e organismos internacionais. E tem como principal objetivo a construção de um documento conjunto que orientará políticas públicas globais voltadas à agropecuária.

    O evento contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anfitrião do encontro. E também com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes.

     

    Entre os principais destaques da programação está o painel organizado pelo B20, braço privado do G20, que discutirá as recomendações da Força-Tarefa sobre Agricultura Sustentável e Sistemas Alimentares. Outro ponto importante será o painel sobre Sistemas Alimentares na Agricultura Tropical e Agricultura de Baixo Carbono.  Coordenado pela Esalq/USP, abordará soluções para práticas agrícolas sustentáveis e a redução do desperdício de alimentos.

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    Sob a presidência temporária do Brasil, esta edição do G20 Agro bateu recorde de participação, com cerca de 50 delegações presentes e a participação de 23 ministros e autoridades. As reuniões, que começaram na tarde desta quinta-feira, culminarão na elaboração de uma Declaração Ministerial prevista para ser apresentada na sexta-feira (13).

    Brasil e China discutem cooperação tecnológica na agricultura em reunião bilateral

    Em meio ao encontro do Grupo de Trabalho da Agricultura do G20, realizado em Chapada dos Guimarães (MT), o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, e o vice-ministro de Agricultura e Assuntos Rurais da China, Ma Youxiang, se reuniram nesta quarta-feira (11). A pauta principal foi a sincronia nas inovações tecnológicas e o fortalecimento das relações comerciais no setor agropecuário entre os dois países.

    Fávaro destacou o papel da China como “um grande exemplo de desenvolvimento econômico”. E também ressaltou a importância de ambos os países avançarem conjuntamente no desenvolvimento de tecnologias agrícolas. “É muito importante o desenvolvimento tecnológico das nossas agropecuárias de forma sincronizada”, afirmou o ministro, ressaltando o papel das universidades e da pesquisa científica.

    Um dos pontos centrais da discussão foi a cooperação na área de biossegurança. Fávaro ressaltou a relevância da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), criada durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, como um marco para garantir a segurança da produção de alimentos. A comissão é responsável pela regulação e implementação da política de biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).

    Além da questão tecnológica, os ministros discutiram a ampliação dos mercados para produtos agrícolas brasileiros e abordaram a produção sustentável, tema de destaque no G20. Fávaro apresentou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas, voltado para intensificar a produção de alimentos de forma sustentável, especialmente para atender à crescente demanda de países populosos como a China.

    Foco na sustentabilidade e erradicação da fome

    A delegação chinesa, liderada por Ma Youxiang, chegou a Chapada dos Guimarães para participar das reuniões ministeriais do G20. No contexto da presidência brasileira do grupo, foi lançada a Aliança Global contra a Fome, iniciativa que recebeu elogios de Ma. Ele reforçou o apoio da China às medidas globais de combate à pobreza e à insegurança alimentar.

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    No evento, Carlos Fávaro enfatizou o compromisso brasileiro com a erradicação da fome, destacando o lema do G20 deste ano: “construindo um mundo justo e um planeta sustentável”. O ministro reiterou que a segurança alimentar, em um contexto de mudanças climáticas, deve ser prioridade para os países membros.

    Reuniões com Espanha e Alemanha

    Ainda durante o evento do G20, Fávaro se reuniu com o ministro da Agricultura da Espanha, Luis Planas Puchades, para discutir questões relacionadas à sustentabilidade e competitividade no setor agropecuário, afetado pelas mudanças climáticas. “Estamos em um ambiente de grandes oportunidades para o agro mundial”, afirmou Fávaro, destacando os desafios comuns enfrentados pelos produtores europeus e brasileiros.

    Ministro Fávaro em reunião com o ministro da Espanha

    Em encontro com a vice-ministra da Agricultura da Alemanha, Ophelia Nick, Fávaro reiterou que “produzir e preservar não são opostos”, defendendo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens como uma solução sustentável para aumentar a produtividade agrícola sem desmatamento. Ophelia Nick endossou a importância de incentivos para a produção sustentável, especialmente diante da crise climática global.

    O Brasil, que já utiliza amplamente bioinsumos no setor agrícola, apresentou o Programa Nacional de Bioinsumos como exemplo de inovação e sustentabilidade. Fávaro destacou que o país está trabalhando para ampliar o uso desses insumos por meio de parcerias com o Congresso Nacional.

    Comitiva brasileira durante reunião bilateral com Alemanha

     

     

  • Onda de calor de “grande perigo” atinge o Brasil

    Onda de calor de “grande perigo” atinge o Brasil

    A onda de calor que atinge diversas regiões do Brasil neste sábado, 7 de setembro, foi classificada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) como de “grande perigo”. O alerta atinge estados como São Paulo, Goiás, e partes do Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso) e Norte (Amazonas, Roraima e Pará)  do país, onde as temperaturas podem ultrapassar os 35°C.

    Características do Alerta

    Além disso, o Inmet definiu a onda de calor como um fenômeno que se caracteriza por temperaturas que permanecem 5ºC acima da média por um período superior a cinco dias. Portanto, o alerta de “grande perigo” é o mais severo na escala de avisos meteorológicos, que inclui também os níveis de “perigo potencial” e “perigo”.

    Dessa forma, esse aviso é um indicativo de que as altas temperaturas podem representar riscos à saúde da população, especialmente para grupos vulneráveis, como idosos e crianças.

    Previsões para o Dia

    Reprodução: Inmet

    Para este sábado, o clima promete ser de céu limpo e temperaturas elevadas em várias regiões do Brasil. Na capital paulista, os termômetros devem registrar mínimas em torno de 19°C, podendo chegar a máximas de até 31°C. A umidade do ar oscilará entre 32% e 85%, com os índices mais baixos sendo observados durante as horas mais quentes do dia.

    Outros estados também devem enfrentar condições climáticas semelhantes. Em Goiás, por exemplo, as temperaturas podem alcançar até 34°C. A escassez de chuvas tem agravado a situação, resultando em uma umidade do ar reduzida e aumentando o desconforto térmico para a população.

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    Recomendações

    Diante desse cenário de calor intenso, as autoridades de saúde alertam a população sobre a importância de adotar alguns cuidados essenciais. O recomendado é evitar a exposição direta ao sol durante as horas mais quentes do dia, geralmente entre 10h e 16h. Manter-se bem hidratado, consumindo bastante água, também é fundamental para regular a temperatura corporal e prevenir problemas de saúde relacionados ao calor.

    Ou seja, a utilização de roupas leves e de tecidos respiráveis, como algodão e linho, ajuda a minimizar o desconforto. Buscar ambientes frescos, como locais com ar-condicionado ou ventiladores, também é uma boa alternativa para escapar do calor excessivo.

    Portanto, a previsão é que a onda de calor comece a dar uma trégua a partir da próxima segunda-feira, quando as temperaturas devem apresentar uma leve queda, proporcionando um alívio temporário para a população. No entanto, é importante ficar atento às orientações das autoridades e adotar as medidas preventivas necessárias para enfrentar esse período de calor intenso.

  • Mato Grosso sedia discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura

    Mato Grosso sedia discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura

    Mato Grosso, principal produtor de grãos e com o maior rebanho bovino do Brasil, foi escolhido como o local ideal para sediar as discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura, segurança alimentar e inovações agrícolas. No próximo mês, o município de Chapada dos Guimarães receberá as reuniões técnicas e ministeriais do Grupo de Trabalho da Agricultura.

    As principais pautas do GT Agricultura incluem a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares, a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional, e o reconhecimento do papel essencial da agricultura familiar, camponeses, povos indígenas e comunidades tradicionais para sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos. Além disso, haverá foco na promoção da integração sustentável da pesca e aquicultura nas cadeias sociais locais e globais.

    Ministério da Agricultura fará entrega de maquinas agricolas
    Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Reprodução – Redes sociais

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a relevância do evento, afirmando que “se Mato Grosso fosse um país, seria o terceiro maior produtor de soja do mundo”. Ele mencionou que o presidente Lula autorizou a realização do encontro no estado. O que representa uma oportunidade significativa para debater os avanços da agropecuária mundial. “Será um grande evento para mostrar a força e a sustentabilidade da nossa agropecuária”, completou.

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    Fávaro também ressaltou que o encontro com representantes da agropecuária das principais economias do mundo trará oportunidades econômicas para o Brasil. “Os ministros, as delegações e os países convidados participarão das reuniões, o que fortalecerá nossa relação comercial e gerará oportunidades de negócios, resultando em empregos para a nossa economia”, afirmou.

    Histórico de participação do Brasil

    O Brasil faz parte do GT Agricultura desde sua criação em 2011, inicialmente focado na redução da volatilidade dos preços dos alimentos. Desde então, o grupo se tornou um importante fórum para discutir e auxiliar os membros do G20 em questões relacionadas à produção agropecuária. E promover a cooperação internacional em temas essenciais como segurança alimentar, agricultura sustentável, inovação tecnológica e adaptação às mudanças climáticas.

    O G20 reúne as maiores economias do mundo e se encontra anualmente para discutir iniciativas econômicas, políticas e sociais. No dia 1º de dezembro de 2023, o Brasil assumiu a Presidência temporária do G20. Esse mandato se encerrará em 30 de novembro de 2024. Esta é a primeira vez que o país ocupa essa posição na história do grupo no formato atual.

    Com a realização das reuniões em Mato Grosso, o Brasil busca consolidar sua liderança nas discussões sobre práticas agrícolas sustentáveis. E também fortalecer sua posição no cenário global.

  • Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram o melhor primeiro semestre da história, com total de 613,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o dado supera em 4,1% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 589,8 mil toneladas.

    Resumindo, em receita as exportações de carne suína totalizaram US$ 1,300 bilhão no mesmo período comparativo (janeiro a junho), número 8% menor em relação à 2023, com US$ 1,413 bilhão.

    Considerando apenas o mês de junho, as vendas internacionais de carne suína totalizaram 107,1 mil toneladas. Ou seja, número 1,4% menor do que o total exportado no sexto mês de 2023, com 108,6 mil toneladas. A receita gerada no período chegou a US$ 235,3 milhões, número 11% menor que o total exportado no ano anterior, com US$ 264,3 milhões.

    “Neste primeiro semestre vimos um redesenho das exportações de carne suína do Brasil. Antes responsável por mais de 50% de nossas exportações, os embarques para a China têm retraído e sido substituídos pelas vendas para outros mercados relevantes. Como é o caso das Filipinas, do Japão, que assumiram respectivamente o segundo e terceiro lugares como maiores importadores em junho. Desta forma, o fluxo se manteve positivo e a tendência é de fechamento com alta em volumes exportados neste ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Exportação de carne suína por estado

    No levantamento por estado, Santa Catarina segue como principal exportador de carne suína do Brasil, com 337 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho. Ou seja, o número é 5,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul, com 131 mil toneladas (-2,5%). Na sequencia vem o Paraná, com 80,2 mil toneladas (-1,6%). Depois estão Mato Grosso, com 17,5 mil toneladas (+40,3%) e Mato Grosso do Sul, com 12,6 mil toneladas (-2,8%).

    Países compradores

    No levantamento por país, a China foi destino de 127,9 mil toneladas no primeiro semestre deste ano (-40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior). Sendo seguida por Filipinas, com 84,2 mil toneladas (+65,3%), Hong Kong, com 51,9 mil toneladas (-15,1%). Na sequência estão Chile, com 50,3 mil toneladas (+21,7%), Singapura, com 41,4 mil toneladas (+19,5%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+107,3%).

    “Vale destacar, também, o contínuo crescimento das exportações para todos os países da América do Norte e na América do Sul. Com incrementos importantes nas vendas para o Chile e Peru. São indicadores da nova estratégia brasileira, que tem investido cada vez mais na ampliação da capilaridade das exportações de carne suína”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

  • Fim do perigo no Portão do Inferno em Mato Grosso

    Fim do perigo no Portão do Inferno em Mato Grosso

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença ambiental para que o Governo de Mato Grosso inicie as obras de retaludamento no Portão do Inferno, localizado na rodovia MT-251, também conhecida como Estrada para Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá). O governador Mauro Mendes (União Brasil) confirmou a notícia em suas redes sociais nesta sexta-feira (28).

    Na publicação, Mendes agradeceu a todos que contribuíram para o processo. “Com a licença na mão, nos próximos dias a obra começa e vamos resolver definitivamente o problema do Portão do Inferno. Bora trabalhar”, declarou o governador.

    O projeto

    Após uma série de estudos conduzidos pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), optou-se pelo projeto de retaludamento. A intervenção envolve a retirada do maciço rochoso na curva do Portão do Inferno e a criação de taludes, que são cortes em forma de degraus para impedir deslizamentos de terra. A estrada será recuada em dez metros, evitando também a passagem sobre o atual viaduto.

    A escolha pelo retaludamento considerou vários fatores, como por exemplo: maior segurança contra quedas de blocos e colapso do viaduto, menor custo financeiro, prazo de execução mais rápido, menor complexidade e menor impacto socioeconômico para Chapada dos Guimarães.

    Execução das obras

    A Sinfra já realizou a licitação emergencial para a execução da obra, contratando a empresa Lotufo Engenharia, que apresentou a melhor proposta financeira, de R$ 29,5 milhões. A Lotufo Engenharia já assinou o contrato e a ordem de serviço, e começará as obras em até cinco dias após a emissão da licença.

    Atualmente, o trânsito na região do Portão do Inferno opera em meia pista, no esquema pare e siga, para veículos leves. O local é monitorado 24 horas por equipes técnicas da Sinfra, Defesa Civil e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), através das câmeras do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

    Lenda

    O Portão do Inferno, um mirante situado à beira de um precipício de cinquenta metros de altura. Ele está envolto em uma lenda que o torna um dos locais mais emblemáticos da região. Diz-se que o local possui um campo magnético que atrai tudo ao seu redor.

    Chapada dos Guimarães

    A Chapada dos Guimarães é um destino turístico fascinante que encanta visitantes. É o início do planalto central do país. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães abriga a cachoeira Véu de Noiva, com uma queda d’água de 86 metros. Ele também é um Geoparque aspirante da Unesco, e a conquista desse reconhecimento ajudará na captação de recursos e no aumento do fluxo turístico.

     

  • Pantanal em chamas: governo federal vai investir R$ 100 milhões

    Pantanal em chamas: governo federal vai investir R$ 100 milhões

    O governo federal anunciou a liberação de R$ 100 milhões para o combate aos incêndios no Pantanal, bioma que enfrenta uma situação de emergência. A medida beneficiará ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Segundo a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, os recursos são destinados a salvar “a maior planície alagável do mundo”. O aumento dos focos de incêndio no Pantanal levou o governo a ativar a sala de situação para definir medidas urgentes de controle do fogo. Além da liberação dos recursos, o governo enviará brigadistas, agentes da Força Nacional e uma comitiva ministerial para a região.

    Na sexta-feira (28), as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, Simone Tebet, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitarão Corumbá (MS), cidade mais afetada pelos incêndios. A visita visa avaliar a situação local, entregar equipamentos, aeronaves e coordenar as equipes de brigadistas.

    Reforço ao combate

    O combate aos incêndios no Pantanal contará com o reforço de 50 brigadistas do Ibama e 60 agentes da Força Nacional. Atualmente, a operação envolve 175 brigadistas do Ibama, 40 do ICMBio e 53 combatentes da Marinha, atuando em conjunto com polícias e bombeiros locais. Marina Silva afirmou que “esta é uma das piores situações já vistas no Pantanal” e explicou que a escassez hídrica severa na bacia do rio Paraguai, associada à ausência de cheias, contribuiu para a gravidade dos incêndios.

    Para apoiar as ações, o Ministério da Defesa disponibilizará seis helicópteros, duas aeronaves e embarcações para o transporte de militares e brigadistas. Uma das aeronaves, o KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB), tem capacidade de carregar até 10 mil litros de água por voo. O governo também estuda a implantação de uma base avançada na estrada Transpantaneira para facilitar a logística do combate ao fogo.

    Pantanal em chamas

    Entre 1º de janeiro e 23 de junho de 2024, o Pantanal teve 627 mil hectares queimados. Ou seja, um aumento de 142,9% em relação aos 258 mil hectares queimados em 2020, conforme dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ). A instituição atribui os incêndios às altas temperaturas e à seca extrema e persistente dos últimos 12 meses, além da ação humana.

    A ministra Marina Silva estima que existam atualmente 27 grandes incêndios, sendo que 85% ocorrem em propriedades particulares no Mato Grosso do Sul. Ela ressaltou que os municípios que mais desmatam são os mais afetados pelos incêndios e informou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública está trabalhando para identificar e punir os responsáveis pelos incêndios criminosos.

    Manejo de fogo

    No início do mês, os governos de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso proibiram o manejo de fogo até o final do ano, inclusive para atividades de renovação de pastagem. A medida, que trata a queima controlada como crime, leva em consideração a estiagem, a baixa umidade e o aumento dos focos de incêndio.

    Mato Grosso do Sul

    O Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência nas cidades atingidas pelos incêndios no Pantanal, facilitando o acesso a recursos extraordinários para enfrentar a situação. O governo estadual criou 13 bases permanentes no Pantanal e tem operado com três helicópteros e uma aeronave agrícola para combater as chamas.

    Mato Grosso

    Em Mato Grosso, o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 74 focos de calor nesta segunda-feira (24), sendo 28 no Pantanal. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso extinguiu o incêndio florestal na Chapada dos Guimarães com o uso de avião, helicóptero, caminhões-pipa, caminhonetes, barco, pás-carregadeiras, motoniveladoras, trator e quadriciclo, além do monitoramento remoto com satélites.

    Pantanal

    O Pantanal, localizado no centro da Bacia do Alto Paraguai, abrange 179.300 km². Ele possui uma rica biodiversidade com mais de 2 mil espécies de plantas e também abriga diversas espécies de animais. No Brasil, o bioma está nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e é habitado por cerca de 1,1 milhão de pessoas.

     

  • Manejo Florestal Sustentável gera R$ 31,7 milhões em Alta Floresta-MT

    Manejo Florestal Sustentável gera R$ 31,7 milhões em Alta Floresta-MT

    Uma semana de atividades e aprendizado junto à natureza amazônica resultou em R$ 31,7 milhões em negócios para o setor de Manejo Florestal Sustentável do Brasil. Essa foi a energia que marcou o encerramento da mais recente edição do Exporta Mais Brasil, programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e de Investimentos (ApexBrasil). O objetivo é conectar o comércio exterior a empreendedores de todo o país.

    Entre 17 e 21 de junho, 10 compradores de sete países, convidados pela ApexBrasil, estiveram em Alta Floresta, na Amazônia do Mato Grosso, para conhecer o setor e realizar negócios. Durante a semana, além das rodadas de negócios com 24 produtores brasileiros de madeira processada, os compradores viram de perto as técnicas brasileiras de manejo florestal sustentável em visitas técnicas a áreas florestais e fábricas locais.

    Imersão

    A programação intensa incluiu uma caminhada pela floresta nativa mato-grossense e visitas a indústrias do setor. Além disso, foram feitas rodadas de negócios entre importadores de madeira sustentável e empresas brasileiras. A região busca ser reconhecida como referência internacional em sustentabilidade. “Tivemos uma semana altamente produtiva. Mostramos aos compradores como é feita a rastreabilidade e todo o processo desde a identificação das árvores até o produto final“, afirmou Laudemir André Muller, gerente do Agronegócio da ApexBrasil. Ele destacou a importância de comprovar ao mundo a possibilidade de manejo florestal responsável.

    O evento contou com o apoio do governo do estado, do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM), do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNFB) e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). Frank Rogieri, presidente do FNFB, ressaltou que o manejo florestal sustentável é uma ferramenta efetiva no combate ao desmatamento ilegal e na preservação da fauna. “Hoje, o estado tem 5,2 milhões de hectares de área manejada. Nos últimos cinco anos, nessa região, não há registro de incêndio florestal, invasão de terra ou desmate ilegal”, destacou.

    Iniciativa inédita

    Pela primeira vez, a ApexBrasil promoveu o setor de madeira sustentável. Edinei Blasius, presidente do CIPEM, acredita que essa parceria tem potencial para crescer. “Esse é um evento que vai se consolidar de forma permanente no setor de base florestal, aumentando suas vendas e reconhecimento a nível mundial”, afirmou.

    Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Mato Grosso mantém 62% de suas florestas em pé. O secretário César Miranda explicou que cada hectare permite a colheita de 4 a 5 árvores de 46 espécies autorizadas, com controle rigoroso de extração. “Essa é mais uma demonstração de que Mato Grosso é um exemplo para o país”, complementou.

    Manejo florestal na prática

    No primeiro dia, os compradores participaram de uma imersão na floresta, conhecendo o processo de rastreabilidade da madeira. Em seguida, visitaram fábricas de laminados e pisos de alto valor agregado. “Vimos todo o processo e testemunhamos a meticulosidade das práticas seguidas. Temos segurança de que é uma operação sustentável”, afirmou Brad Anderson, importador sul-africano.

    Franky Heirman, comprador belga, elogiou a recepção e destacou a experiência do primeiro dia. “Foi incrível, começamos desde o início até a colheita”, disse.

    Rodadas de negócios e perspectivas

    Após as visitas técnicas, os dias seguintes foram dedicados às rodadas de negócios entre compradores internacionais e empresas brasileiras de madeira sustentável de Mato Grosso, Pará e Rondônia. Julla Brack, proprietária da Induforest, vê o programa como uma oportunidade de voltar a exportar. “Nunca vimos uma iniciativa similar; isso tudo é muito inovador”, afirmou.

    Siderlei Mason, da SM Madeiras e Laminados, já exporta para vários países e aproveitou a oportunidade para expandir ainda mais. “Estabelecemos novos contatos e fechamos alguns contratos. Estamos otimistas em gerar grandes negócios e agregar mais valor ao nosso produto”, destacou.

    Sobre o Exporta Mais Brasil

    A ApexBrasil criou o Exporta Mais Brasil, com o slogan “Rodando o país para as nossas empresas ganharem o mundo”, para potencializar as exportações do país. Em 2023, com um investimento de R$5 milhões, o programa realizou 13 rodadas de negócios em 13 estados brasileiros, movimentando R$275 milhões e promovendo 3.496 reuniões de negócios entre 143 compradores internacionais e 487 empresas brasileiras. Em 2024, o programa visitará outros 14 estados, além de retornar a São Paulo e ao Ceará.