Tag: Mato Grosso

  • Dívida de R$ 1,12 bilhão: gigante do agro pede recuperação judicial

    Dívida de R$ 1,12 bilhão: gigante do agro pede recuperação judicial

    A Justiça de Mato Grosso deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Lermen, conglomerado familiar do agronegócio sediado em Sorriso/MT. A decisão abrange cinco sociedades empresárias, entre transportadoras e agropecuárias,  e três produtores rurais do mesmo núcleo familiar. O passivo concursal indicado no processo soma R$ 1.125.328.266,68.

    Segundo a decisão judicial, existe um efetivo grupo econômico entre as empresas e os empresários rurais envolvidos, com unidade de direção e interdependência operacional e patrimonial. Por esse motivo, o juízo determinou a consolidação processual e substancial entre os recuperandos, o que exige a apresentação de um plano único de soerguimento e garante tratamento unificado a todos os credores.

    Da chegada a Nova Ubiratã à consolidação do agronegócio em Sorriso

    A história do Grupo Lermen remonta a 1977, quando o casal fundador da família chegou ao município de Nova Ubiratã, em Mato Grosso, então marcado por infraestrutura precária e intensa atividade madeireira. Originários do Rio Grande do Sul, os fundadores apostaram no potencial produtivo do Centro-Oeste e adquiriram as primeiras áreas rurais, que passaram a cultivar a partir da segunda metade dos anos 1980.

    Em 2004, o filho do casal, já formado em agronomia, assumiu a gestão técnica das terras da família e profissionalizou a estrutura produtiva, o que elevou a produtividade nos anos seguintes.

    Para sustentar a logística da produção agrícola, a família criou sua primeira transportadora em 2011, hoje Dalila Lermen Ltda, seguida pela Buritis Transportes Ltda, em 2015, e pela Transportes São Pedro Ltda, em 2020. Entre 2015 e 2017, porém, a inadimplência de um grande cliente somada a uma seca severa, que reduziu a produtividade da soja, obrigou o grupo a reorganizar suas operações.

    Entre 2018 e 2019, a família diversificou a produção com o cultivo de algodão em pluma e ampliou a área plantada até cerca de 18 mil hectares, distribuídos entre soja, milho safrinha e algodão. Para sustentar essa expansão, o grupo constituiu, em 2021, a Agropecuária Dona Hilda Ltda e a Agropecuária Campo Santo Ltda, responsáveis pela titularidade das principais áreas rurais e pela condução conjunta das atividades agrícolas.

    Quais empresas e produtores tiveram a recuperação judicial deferida

    A Justiça deferiu a recuperação judicial, sob regime de consolidação processual e substancial, para as sociedades Buritis Transportes Ltda, Transportes São Pedro Ltda, Agropecuária Dona Hilda Ltda, Agropecuária Campo Santo Ltda e Dalila Lermen Ltda, além dos produtores rurais Adriana Lermen Bedin, Alexandro Lermen e Oli Baltazar Lermen.

    A decisão, no entanto, indeferiu o pedido em relação às pessoas físicas de Dalila Lermen e Patrícia Aparecida Gotardi Lermen. O juízo entendeu que ambas não comprovaram, de forma individual e robusta, o exercício pessoal da atividade rural pelo prazo mínimo de dois anos exigido pela Lei 11.101/2005. As duas seguem, contudo, vinculadas ao grupo familiar por meio das demais empresas e produtores contemplados pela medida.

    O que levou o Grupo Lermen à recuperação judicial

    Uma combinação de fatores provocou a crise econômico-financeira do Grupo Lermen. O primeiro deles foi a retração do crédito bancário a partir do final de 2022, quando instituições financeiras passaram a dificultar a renovação de operações já existentes e estrangularam o capital de giro necessário à atividade agrícola. O quadro se agravou quando uma instituição financeira bloqueou um financiamento já negociado para a construção de um armazém. Obra em que o grupo já havia investido cerca de R$ 40 milhões de recursos próprios, sem a correspondente recomposição de caixa.

    A partir de 2023, mudanças nos procedimentos de terceiros ligados à cadeia de beneficiamento do algodão geraram problemas recorrentes na classificação e comercialização do produto. As irregularidades, que incluíram manipulação de registros, divergências de volumes e falsificação de documentos, deram origem à Operação Safra Desviada, deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público de Mato Grosso. A investigação apura um esquema de desvio de grãos que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 140 milhões ao Grupo Lermen.

    A safra de soja 2023/2024 somou-se aos problemas: uma estiagem severa, uma das piores da década em Mato Grosso, reduziu a produtividade e provocou perda superior a 400 mil sacas de soja para os produtores do grupo.

    Qual o valor da dívida e quem são os maiores credores

    O passivo concursal sujeito à recuperação judicial totaliza R$ 1.125.328.266,68, conforme apurado na decisão que deferiu o processamento do pedido. Os autos apontam como principais credores, por volume de crédito:

    • Riza Securitizadora S.A. (atual denominação de Virgo Companhia de Securitização) — aproximadamente R$ 80 milhões
    • São Pedro Agropecuária e Participações Ltda — aproximadamente R$ 79,1 milhões
    • Banco Santander (Brasil) S.A. — aproximadamente R$ 77,1 milhões
    • Banco John Deere S.A. — aproximadamente R$ 76,4 milhões
    • Origeo Comércio de Produtos Agropecuários S.A. — aproximadamente R$ 34 milhões
    • Syngenta Proteção de Cultivos Ltda — aproximadamente R$ 33,9 milhões
    • Sagel Comércio de Cereais Ltda — aproximadamente R$ 29,3 milhões

    A dívida extraconcursal ainda não está definida

    Além do passivo concursal, os autos registram créditos de natureza extraconcursal, titularizados principalmente por instituições financeiras e fornecedoras de máquinas e equipamentos agrícolas com garantia de alienação fiduciária, caso de bancos ligados ao financiamento de tratores, colheitadeiras e implementos.

    A própria decisão que deferiu o processamento apontou, porém, inconsistências entre os valores informados pelos recuperandos e os registros contábeis do grupo, e determinou a reapresentação das listas de credores com a correta classificação de cada crédito. Por isso, o valor total consolidado da dívida extraconcursal segue indefinido nos autos e permanece sujeito à verificação da Administração Judicial.

    A recuperação judicial do Grupo Lermen tramita sob o número 1013072-04.2026.8.11.0015, na 4ª Vara Cível da Comarca de Sinop/MT. A empresa SCZ – Scalzilli Administração Judicial foi nomeada administradora judicial do processo.

    Os desafios do setor e do Grupo Lermen na recuperação judicial

    O agronegócio do médio-norte de Mato Grosso, região que concentra grande parte da produção nacional de soja, milho e algodão, atravessa um momento de particular sensibilidade financeira. Juros elevados, restrição de crédito bancário para o setor rural e uma volatilidade climática cada vez mais frequente, com safras marcadas por estiagens atípicas, têm elevado o endividamento de produtores e empresas do agronegócio em todo o estado. Esse cenário torna a recuperação judicial um instrumento cada vez mais recorrente entre grupos familiares tradicionais do setor.

    A esse quadro soma-se um desafio mais recente e específico da cadeia do algodão. Episódios de fraude e desvio de produção por agentes intermediários, como os investigados na Operação Safra Desviada, expõem a fragilidade dos mecanismos de controle e certificação de qualidade em elos que os produtores rurais, muitas vezes, não conseguem fiscalizar diretamente. A tendência é que esse risco exija maior rigor contratual e rastreabilidade em todo o setor nos próximos anos.

    Para o Grupo Lermen, o principal desafio será equacionar, em um único plano de recuperação judicial, os interesses de credores financeiros, fornecedores de insumos e instituições garantidas por alienação fiduciária sobre máquinas, veículos e imóveis rurais. Ao mesmo tempo em que preserva a atividade produtiva em mais de 18 mil hectares. O grupo também precisará esclarecer, no curso do processo, as inconsistências contábeis apontadas pela perícia judicial. E regularizar a documentação de Dalila Lermen e Patrícia Aparecida Gotardi Lermen, caso pretenda incluir ambas nos efeitos da recuperação. A efetividade da reorganização dependerá, sobretudo, da apresentação de um plano de recuperação judicial consistente no prazo de 60 dias fixado pela Justiça, sob pena de convolação em falência.

    Com informações do Empresa em Crise.com
  • Pirarucu de 2,45 metros poderia bater recorde mundial, mas dois detalhes impediram

    Pirarucu de 2,45 metros poderia bater recorde mundial, mas dois detalhes impediram

    Um pirarucu de 2,45 metros foi capturado por um grupo de amigos durante uma pescaria no Rio Teles Pires, em Sinop (MT), na última segunda-feira (17).

    Nativo da bacia amazônica e considerado um dos maiores peixes de escamas de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) chamou a atenção dos pescadores pelas dimensões.

    Segundo o empresário e barista Felipe Barp Rossetto, o peixe foi fisgado pelo engenheiro Júnior Santin, que estava em um caiaque. Felipe, o policial científico Lucas Cambrussi e Vilson Rossetto, aposentado e responsável pela organização da viagem, acompanhavam a pescaria em um barco próximo.

    “Quando o Júnior viu que um peixe grande mordeu a isca, ele começou a gritar. Então, fomos até lá e descobrimos que era um pirarucu”, relata Felipe.

    https://www.instagram.com/reel/DcQ7g90ktM0/?igsi=MTlyMzhsejJ5dXhpeA==

    Grupo levou mais de uma hora para retirar peixe da água

    Após perceberem o tamanho do pirarucu, os amigos iniciaram o trabalho para retirá-lo da água. Segundo Felipe, a tarefa demorou mais de uma hora e exigiu a participação de todo o grupo.

    “Foi uma sensação surreal, um misto absurdo de adrenalina, emoção e alegria. A energia tomou conta, foi simplesmente indescritível. Quase não conseguimos tirá-lo da água de tão grande e pesado.”

    A pesca faz parte das viagens realizadas pelos amigos catarinenses há anos. O objetivo, segundo Felipe, era justamente encontrar um exemplar de grandes proporções em Mato Grosso.

    “Era um sonho realmente. Nós vamos sempre ao Mato Grosso para tentar capturar um peixe grande, só não imaginávamos que seria tão grande assim.”

    Por que o pirarucu não será considerado recorde?

    Apesar dos 2,45 metros, a captura não deverá ser homologada como recorde pela Brazilian Game Fish Association (BGFA).

    De acordo com as informações apresentadas pelo grupo, o atual recorde da espécie na entidade é de 2,33 metros, pertencente a Luiz Eduardo Quadro Moraes, após uma captura no Rio Guariba, em Apuí (AM).

    O novo exemplar, portanto, seria 12 centímetros maior. O grupo, porém, não cumpriu dois requisitos necessários para a homologação.

    O primeiro problema foi a medição. Os pescadores tinham uma trena convencional e uma régua da BGFA que permitia registrar exemplares de até 1,50 metro. Para um peixe de 2,45 metros, seria necessária uma fita de medição oficial adequada a animais maiores.

    Outro impedimento foi a impossibilidade de soltura do pirarucu.

    Regra do Ibama determina abate em áreas onde espécie é invasora

    O grupo afirma ter abatido o exemplar em cumprimento à Instrução Normativa Ibama nº 7/2026, publicada em março deste ano.

    A norma declara o pirarucu como espécie exótica invasora quando encontrado fora de sua área de ocorrência natural e estabelece regras para o controle populacional.

    Nas áreas abrangidas pela medida, os exemplares capturados não devem ser devolvidos ao ambiente natural e precisam ser abatidos.

    “A portaria fala, inclusive, que o pescador tem por obrigação fazer o abate. Para nós, que sempre pescamos esportivamente e soltamos os peixes, até causa uma sensação estranha ter que abater um peixe assim tão grande, mas é necessário por ser uma espécie invasora e para ajudar no controle populacional”, afirma Felipe.

    A norma alcança dez regiões hidrográficas:

    • Atlântico Nordeste Ocidental;
    • Parnaíba;
    • Atlântico Nordeste Oriental;
    • São Francisco;
    • Atlântico Leste;
    • Atlântico Sudeste;
    • Paraná;
    • Uruguai;
    • Atlântico Sul;
    • Paraguai.

    Também está incluída a porção superior da bacia hidrográfica do rio Madeira, a montante da barragem de Santo Antônio, em Rondônia.

  • Operação apreende 217 toneladas de fertilizantes adulterados em MT

    Operação apreende 217 toneladas de fertilizantes adulterados em MT

    Uma operação realizada em Mato Grosso apreendeu aproximadamente 217 toneladas de fertilizantes adulterados, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

    A Operação Safra Paralela foi deflagrada na terça-feira (18) e os produtos apreendidos foram avaliados em cerca de R$ 645 mil.

    A ação faz parte da Operação Ronda Agro CXLVI, realizada no âmbito do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), do MAPA.

    Fiscalização encontrou irregularidades nos fertilizantes

    Durante a fiscalização, as equipes constataram que o estabelecimento envolvido não tinha registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Também foram identificadas irregularidades relacionadas à rotulagem e à rastreabilidade dos fertilizantes.

    De acordo com o Mapa, havia ainda indícios de manipulação dos produtos com componentes não autorizados, além da utilização de sacarias pertencentes a terceiros.

    Amostras dos materiais foram coletadas e serão encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) para análise.

    Investigação apura possíveis crimes

    Além das irregularidades encontradas nos produtos, a investigação apura a possível ocorrência de crimes relacionados às atividades investigadas, como organização criminosa, furto qualificado e estelionato.

    Segundo o Mapa, o nome Safra Paralela faz referência à suspeita da existência de um mercado clandestino relacionado à adulteração de fertilizantes e à subtração de grãos.

    Operação reuniu forças de segurança em Mato Grosso

    A operação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT).

    A ação contou ainda com apoio do Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso, em Primavera do Leste, e da Polícia Rodoviária Federal, em Rondonópolis.

    A fiscalização integra as ações de defesa agropecuária voltadas à regularidade da cadeia produtiva e ao controle dos insumos comercializados no setor rural.

  • Vídeo flagra gado fugindo de incêndio que avança por Jangada há quase uma semana

    Vídeo flagra gado fugindo de incêndio que avança por Jangada há quase uma semana

    Um incêndio florestal de grandes proporções avança por áreas rurais de Jangada, em Mato Grosso, e ameaça propriedades, pastagens e animais. O fogo começou na sexta-feira (14) e mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, Prefeitura e Defesa Civil.

    As chamas atingem áreas próximas à BR-364 e avançam também no sentido de Acorizal. Em vídeos divulgados do local, cerca de dez bois aparecem correndo pela pastagem para fugir do fogo.

    https://www.instagram.com/reel/DcNdlHqS6Nd/?igsi=ZWZ5cDhvaWt2ajlx

    O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua no combate às chamas com equipes em solo e apoio aéreo.

    Incêndio avança por áreas rurais

    Segundo o motorista Joailson Aparecido, de 34 anos, há focos próximos à cidade, na zona rural e às margens da rodovia. Ele relatou que as chamas já atingiram áreas entre Jangada e o trevo de acesso a Acorizal.

    “Aqui na região tá foco de incêndio para todo lado que tá próximo à cidade, dentro da cidade, na zona rural, próximo à rodovia, a BR. Só que o Corpo de Bombeiro já tá pelo local dando apoio com o caminhão-pipa, brigadista, avião. Só que o fogo tá muito alto mesmo, tá queimando em vários lugares”, relatou.

    O CBMMT confirmou as ações de combate ao incêndio com duas aeronaves. As equipes atuam na região desde segunda-feira (17), com militares em solo e apoio de um caminhão-pipa cedido pela Prefeitura.

    A concessionária responsável pela rodovia também participa da operação, com trabalhos de apoio às margens da via.

    O objetivo das equipes é controlar os focos e impedir que o incêndio avance para novas áreas rurais.

    Moradores deixam propriedades com medo das chamas

    Além das pastagens e dos animais ameaçados, o avanço do fogo preocupa moradores de sítios e chácaras da região.

    Segundo Joailson, algumas pessoas estão deixando as propriedades diante da aproximação das chamas.

    “Tem muitos sitiantes, moradores que têm chácara, têm casa, estão tudo abandonando e saindo do local com medo do fogo, porque o fogo tá muito forte, tá vindo queimando tudo”, afirmou.

    Como o incêndio começou

    Segundo o prefeito, o tempo seco seria um dos principais fatores relacionados ao incêndio. Mato Grosso enfrenta condições de calor e baixa umidade, cenário que favorece a propagação do fogo em áreas de vegetação.

    Já Joailson afirma que as chamas teriam começado na região do lixão do município. Essa versão é um relato do morador e não deve ser tratada como causa oficialmente confirmada.

    De acordo com ele, o fogo teria avançado do local para uma propriedade rural próxima e depois alcançado as margens do Rio Jangada.

    “Esse incêndio começou no lixão aqui da cidade. Aí desse lixão pegou numa fazenda que tem próximo. Aí desceu na beira do Rio Jangada, atravessou o rio e pegou do outro lado e começou a queimar”, contou.

    Ainda segundo o relato, após atravessar o rio, as chamas se espalharam por chácaras e propriedades próximas à rodovia.

  • Eucalipto abre novo mercado bilionário e atrai investidores do agro

    Eucalipto abre novo mercado bilionário e atrai investidores do agro

    A crescente demanda por biomassa para geração de energia está criando um novo mercado bilionário em Mato Grosso.

    O avanço das usinas de etanol de milho e as novas exigências ambientais vêm impulsionando uma verdadeira corrida por áreas destinadas ao cultivo de eucalipto, atraindo o interesse de produtores rurais, agroindústrias, empresas do setor florestal e fundos de investimento.

    Nova regra ambiental acelera busca

    Em junho, o Ministério Público de Mato Grosso e o governo estadual assinaram um novo acordo ambiental que prevê a substituição gradual da biomassa proveniente de florestas nativas. Dessa forma, as grandes agroindústrias deverão utilizar matéria-prima oriunda de florestas plantadas.

    A mudança será implementada de forma gradual, mas já tem prazo definido. A partir de 2035, as empresas enquadradas no acordo não poderão utilizar madeira de vegetação nativa para gerar energia.

    Segundo especialistas, essa decisão aumentou a segurança para novos investimentos. Como resultado, diversos projetos começaram a sair do papel.

    Mato Grosso quer multiplicar área de florestas plantadas

    Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 165 mil hectares de eucalipto. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    Entretanto, a meta estadual é muito mais ambiciosa: o objetivo é alcançar 700 mil hectares até 2040.

    Se isso acontecer, a área plantada será mais de quatro vezes maior do que a atual. Para atingir esse patamar, o setor calcula investimentos próximos de R$ 8,5 bilhões.

    Etanol de milho impulsiona novos contratos

    O crescimento das usinas de etanol de milho está entre os principais fatores por trás dessa expansão.

    A Inpasa, considerada a maior produtora de etanol de milho do país, já fechou contratos voltados ao aumento da produção de eucalipto.

    Além disso, empresas de consultoria relatam maior procura por informações sobre projetos florestais.

    Segundo profissionais do setor, investidores que tradicionalmente atuavam em outras áreas do agronegócio passaram a avaliar oportunidades ligadas à produção de biomassa.

    Por causa disso, o mercado florestal ganhou visibilidade e começou a atrair novos participantes.

    Pastagens degradadas aparecem como oportunidade

    Especialistas afirmam que o avanço do eucalipto não deve ocorrer apenas em áreas agrícolas. Milhões de hectares de pastagens degradadas podem se transformar em novos polos de produção florestal.

    Segundo estimativas da Embrapa, o estado possui uma grande quantidade de áreas com elevado nível de degradação. Dessa forma, a expansão da atividade pode ocorrer sem pressionar novas áreas de vegetação.

    Falta de crédito ainda preocupa produtores

    Apesar das perspectivas positivas, ainda existem desafios importantes.

    O principal deles é o acesso ao financiamento, já que o retorno financeiro do eucalipto demora mais do que em atividades agrícolas tradicionais. Na maioria dos casos, a receita só aparece entre seis e sete anos após o plantio.

    Enquanto isso, os custos ficam concentrados nos primeiros anos. Gastos com implantação, irrigação e manejo exigem, sem dúvidas, um capital significativo.

    Mercado deve crescer nos próximos anos

    Mesmo diante dos desafios, as perspectivas continuam positivas.

    Além da expansão do etanol de milho, o setor também poderá ser beneficiado pelos mecanismos de reposição florestal previstos no Código Florestal.

    Diante desse cenário, o eucalipto deixou de ser uma atividade secundária. Atualmente, ele já aparece como uma das principais apostas do agronegócio brasileiro para os próximos anos.

  • Vídeo: Casal de pirarucus guia filhotes em rio brasileiro

    Vídeo: Casal de pirarucus guia filhotes em rio brasileiro

    Uma cena incomum registrada nas águas do Rio Teles Pires, em Mato Grosso, viralizou nas redes sociais. O vídeo mostra um casal de pirarucus conduzindo centenas de filhotes enquanto atravessa uma área de águas rasas.

    Esse comportamento ajuda a proteger os pequenos contra predadores.

    As imagens foram captadas pelo pescador e influenciador Tiger Bilzerian na região de Porto Santo Expedito, em Itaúba.

    Comportamento surpreendeu até observadores da espécie

    Embora o cuidado parental faça parte do ciclo de vida do pirarucu, o que mais chamou atenção no registro foi a quantidade de filhotes acompanhando os pais.

    Segundo Tiger Bilzerian, é comum que muitos filhotes sejam perdidos ao longo do desenvolvimento devido à ação de predadores naturais.

    “Os predadores atacam os filhotes. É comum que, no fim do trajeto, sobrem cerca de 50, dependendo do habitat. Esse casal deve ter uma estratégia muito boa porque, desse tamanho, já era para ter bem menos filhotes.”

    https://www.instagram.com/reel/DbZCw1yJF4X/?igsh=MTYxOHdzNzg5aGJt

    No vídeo, é possível observar os filhotes se movimentando próximos aos adultos, que parecem liderar o grupo durante o percurso.

    Estratégia ajuda a evitar ataques

    De acordo com especialistas e observadores da fauna aquática, o deslocamento em águas rasas pode dificultar a aproximação de alguns predadores.

    Entre os principais riscos para os filhotes estão:

    • Peixe-cachorra;
    • Ariranhas;
    • Jacarés;
    • Grandes peixes carnívoros.

    A proteção oferecida pelos pais aumenta as chances de sobrevivência da prole nos primeiros meses de vida.

    O gigante das águas amazônicas

    O pirarucu é considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo e pode ultrapassar dois metros de comprimento.

    O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce com escamas do mundo, sendo considerado um verdadeiro gigante da Bacia Amazônica — Foto: Reprodução/GOV

    Nativo da Amazônia, ele se destaca não apenas pelo tamanho impressionante, mas também pelos comportamentos ligados à reprodução e ao cuidado com os filhotes, algo relativamente raro entre peixes de grande porte.

    Espécie também está no centro de debates ambientais

    Apesar de ser um símbolo da fauna amazônica, o pirarucu passou a ser considerado uma espécie exótica invasora quando encontrado fora de sua área natural de ocorrência.

    Neste ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a pesca da espécie em diferentes regiões hidrográficas do país como forma de controle populacional.

    Segundo o órgão, o pirarucu possui grande capacidade de adaptação e pode impactar espécies nativas quando introduzido em ecossistemas onde não ocorre naturalmente.

  • Urubu tenta comer jacaré e cena chama atenção no Pantanal

    Urubu tenta comer jacaré e cena chama atenção no Pantanal

    Um vídeo gravado no Pantanal chamou atenção nas redes sociais ao mostrar um urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) tentando se equilibrar sobre a carcaça de um jacaré que boiava no Rio Cuiabá. Enquanto tentava se alimentar, a ave girava junto com o réptil.

    O flagrante foi feito durante um passeio turístico conduzido pelo guia Mateus Filipe Rauber, de 33 anos.

    Segundo ele, o grupo procurava onças-pintadas quando se deparou com o comportamento incomum da ave.

    “O que me chamou a atenção foi o urubu não conseguir se equilibrar sobre o jacaré já inchado, criando uma cena curiosa e divertida”, relatou.

    Apesar do aspecto inusitado, especialistas explicam que a situação faz parte do ciclo natural do Pantanal.

    https://www.instagram.com/reel/DbBWHxxx_XM/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Por que a ave girava sobre o animal?

    De acordo com o ornitólogo Guilherme Brito, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, o animal registrado é um urubu-de-cabeça-preta, uma das aves necrófagas mais comuns do Brasil.

    Segundo o pesquisador, o movimento não foi provocado intencionalmente pelo animal. A instabilidade da carcaça fez com que o urubu girasse repetidamente enquanto tentava iniciar a alimentação.

    Urubus têm dificuldade para comer jacarés

    Embora sejam especialistas em localizar animais mortos, os urubus enfrentam um desafio quando encontram jacarés, já que couro espesso do réptil impede que a ave consiga romper a pele para alcançar a carne.

    Por isso, normalmente a alimentação começa por regiões mais vulneráveis, como olhos, narinas, boca ou região cloacal. Além disso, outra possibilidade é aguardar que a decomposição rompa naturalmente a pele da carcaça.

    Segundo Guilherme Brito, apenas o urubu-rei possui força suficiente para abrir carcaças mais resistentes.

    Fundamental para o equilíbrio ecológico

    Apesar da aparência que costuma causar estranhamento, os urubus desempenham uma função essencial nos ecossistemas.

    Ao consumir animais mortos, essas aves aceleram a decomposição da matéria orgânica, reduzem a disseminação de patógenos e ajudam na reciclagem de nutrientes da natureza.

    Segundo Guilherme Brito, a espécie desenvolveu adaptações ao longo da evolução para consumir carne em avançado estado de decomposição sem sofrer prejuízos à saúde.

    Essas aves possuem sistema imunológico altamente eficiente e secreções estomacais extremamente ácidas, capazes de eliminar diversos microrganismos presentes nas carcaças.

  • Mato Grosso coloca carne na mesa de 1 em cada 8 brasileiros

    Mato Grosso coloca carne na mesa de 1 em cada 8 brasileiros

    Quando o apito inicial soa nos estádios da Copa do Mundo de 2026, milhões de brasileiros já estão em frente às grelhas. E boa parte da carne que vai chegar às mesas nesses dias de jogo atravessou as fazendas, frigoríficos e rodovias de Mato Grosso antes de chegar ao prato.

    O estado responde por 13% de toda a carne bovina disponível para consumo no Brasil. A conta é simples e expressiva: a cada oito quilos ingeridos pelo brasileiro, um quilo teve origem mato-grossense.

    Os dados são do Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e cobrem o ano de 2025. Mato Grosso produziu 2,006 milhões de toneladas de equivalente carcaça bovina no período. Desse total, 978 mil toneladas seguiram para 92 países: uma presença no mercado externo que coloca o estado entre os principais exportadores de proteína animal do mundo. Mas o dado que chama atenção desta vez é o que ficou dentro do país: 1,027 milhão de toneladas, suficiente para garantir uma oferta média de 4,82 quilos de carne bovina por habitante ao longo do ano.

    A discussão sobre exportação costuma dominar o noticiário do agronegócio mato-grossense, e não sem razão. Os números de 2025 deixam evidente que o mercado interno também depende da produção do estado de forma estrutural.

    “Esses dados mostram algo igualmente importante: a contribuição da nossa cadeia
    produtiva para a alimentação dos brasileiros”, diz Bruno de Jesus Andrade, diretor
    de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).

    Para ele, a Copa amplifica esse papel.

    “Em um período de grande mobilização, quando aumenta o consumo de carne em confraternizações e eventos, Mato Grosso segue desempenhando um papel estratégico para garantir o abastecimento do mercado interno”, afirma.

    O fluxo que transforma o campo em proteína envolve fazendas de criação, plantas frigoríficas e uma extensa rede logística — tudo concentrado em um estado que ocupa posição de liderança no rebanho nacional há anos. A Copa passa. A demanda por carne, não.

  • Saiba como o El Niño ameaça o mercado de grãos

    Saiba como o El Niño ameaça o mercado de grãos

    O avanço do El Niño tem elevado as temperaturas em todo o Brasil. Esse fenômeno costuma provocar chuvas abaixo da média nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o Sul registra volumes superiores ao normal. Como consequência, a situação pode impactar o escoamento de cargas por hidrovias estratégicas utilizadas no transporte de grãos de Mato Grosso para os portos do Arco Norte.

    Na última semana, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou que o El Niño já está ativo e pode ganhar intensidade nos próximos meses.

    Segundo as projeções da NOAA, existe 63% de probabilidade de ocorrência de um El Niño classificado como “muito forte”, cenário caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico em cerca de 2 graus Celsius acima da média histórica.

    Fenômeno ameaça escoamento de cargas

    Em relatório assinado pelos analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinen e Victor Tani, o Santander alertou para possíveis impactos na navegação da região. “Isso deve impactar negativamente as condições de navegabilidade no Arco Norte”, destacou o banco.

    De acordo com estudo divulgado pela instituição financeira nesta quinta-feira (18), o nível do Rio Tapajós tende a ficar aproximadamente 0,9 metro abaixo do padrão normal durante anos de El Niño. Isso ocorre devido à redução das chuvas na região, comprometendo o fluxo de embarcações na hidrovia que conecta o Centro-Oeste aos portos do Arco Norte.

    Atualmente, a hidrovia do Tapajós concentra principalmente o transporte de granéis sólidos. A produção de soja e milho sai das áreas produtoras de Mato Grosso pela BR-163 até os terminais localizados em Miritituba, distrito de Itaituba (PA).

    Posteriormente, as cargas seguem em barcaças pelo rio rumo aos portos de Santarém e Barcarena, ambos no Pará, de onde são embarcadas para o mercado internacional. Em 2025, os portos do Arco Norte responderam por 36,2% das exportações brasileiras de soja e milho, segundo dados do governo federal.

    Os números mais recentes reforçam a importância dessa rota logística. Apenas no primeiro bimestre de 2026, a hidrovia do Rio Tapajós movimentou 2,38 milhões de toneladas de cargas, conforme informações do Ministério de Portos e Aeroportos. Nesse volume, o transporte de soja e milho representou 86% do total, enquanto os fertilizantes responderam por 6,3% e os granéis líquidos por 7,4%.

    Hidrovias na logística do agronegócio

    Apesar dos riscos climáticos associados à redução do nível dos rios, especialistas avaliam que o crescimento das hidrovias tem transformado a logística nacional. Para o diretor de agronegócio da nstech, Thiago Cardoso, o aumento do transporte de grãos por vias fluviais e a expansão das exportações pelo Arco Norte representam uma mudança estrutural importante.

    “Vamos aumentar cada vez mais o transporte por estas vias. É uma logística mais inteligente”, afirmou o executivo.

    Levantamento da nstech, baseado em dados do Ministério dos Transportes, mostra que a participação das hidrovias no escoamento da soja saltou de 9% para 13,5% entre 2023 e 2025. Dessa forma, o modal hidroviário foi o que registrou o maior crescimento no período.

    As ferrovias também ampliaram sua participação, passando de 22% para 25% no transporte da oleaginosa. No entanto, o avanço ocorreu em ritmo inferior ao observado nas hidrovias.

    Por outro lado, o transporte rodoviário continua predominante na logística brasileira. Embora sua participação tenha recuado, o modal ainda respondeu por 66% do escoamento da soja em 2025, ante 69% em 2023.

    Segundo Cardoso, a dependência das rodovias ainda gera desafios relevantes para a competitividade do setor.

    “Apesar do avanço rumo à intermodalidade, a predominância rodoviária ainda expõe ineficiências, com o país operando com um excedente estimado de 70 mil caminhões em rotas de longa distância. Para superar os desafios, a agenda ESG e a digitalização (rastreabilidade, multimodalidade) deixaram de ser diferenciais e tornaram-se pré-requisitos comerciais”, ressaltou.

    Além disso, o executivo avalia que boa parte dos avanços observados na intermodalidade foi impulsionada pela iniciativa privada. Em contrapartida, entraves regulatórios e burocráticos ainda limitam a expansão dos investimentos em infraestrutura logística de longo prazo.

  • Abotoado se multiplica no Rio Teles Pires e acende alerta em MT

    Abotoado se multiplica no Rio Teles Pires e acende alerta em MT

    A crescente presença do abotoado (Pterodoras granulosus) em trechos do Rio Teles Pires, no norte do Mato Grosso, tem chamado a atenção de pescadores e órgãos ambientais. Embora a espécie não desperte interesse na pesca esportiva, por ser um peixe de menor valor comercial, o aumento de sua população levantou questionamentos sobre impactos na dinâmica da bacia hidrográfica.

    Registros feitos por moradores e pescadores apontam grandes concentrações do peixe na região de Itaúba, município localizado a cerca de 580 quilômetros de Cuiabá.

    A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) informou que os monitoramentos realizados pelos especialistas até o momento não identificaram indicadores que caracterizem uma infestação. Além disso, o órgão destacou que segue acompanhando a situação e poderá adotar medidas ambientais caso sejam constatadas alterações que exijam intervenção ou ações de manejo.

    Mudanças ambientais favorecem a espécie

    A pesquisadora e especialista em ictiofauna, Solange Arrolho, explicou que o abotoado já fazia parte da bacia, mas sua ocorrência era mais restrita a determinadas áreas do rio.

    “Ele era natural no Rio Teles Pires, mas abaixo do que a gente chamava na época de Cachoeira das Sete Quedas, que hoje fica a Usina Hidrelétrica de Teles Pires. Quando ele chega no reservatório de Colíder e abaixo da usina, ele se sente confortável, principalmente porque ele é um bicho, além de ser migrador de longa distância, ele não tem grandes exigências alimentares. Ele come qualquer coisa, qualquer porcaria que está no rio, ele come”, explicou.

    Segundo a especialista, o aumento da população está diretamente relacionado às condições ambientais e à ampla oferta de alimento encontrada atualmente em determinados trechos da bacia.

    “Quando você tem uma grande quantidade de flutuantes, uma grande quantidade de ceva, que é o que nós estamos vendo, a explosão não é só do abotoado, mas de outras espécies também. Além de ter a ceva, restos de comida jogadas no rio, por exemplo, faz com que tenha um ambiente propício”, acrescentou.

    Avanço descontrolado do peixe abotoado, também conhecido como armal, tem provocado preocupação entre pescadores — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Monitoramento é a principal estratégia

    Solange defende que o acompanhamento contínuo das populações de peixes presentes na bacia é a melhor forma de compreender os efeitos das transformações ambientais.

    “Eles não são vilões, eles só estão atrás de sobreviver. Eles vão continuar se alimentando, continuar reproduzindo se continuar com o mesmo ritmo acelerado de mudanças no ambiente. Ele tem predador? Não. Os únicos predadores que podem tirar ele do rio é o homem”, destacou.

    Além disso, a pesquisadora alerta que o descarte inadequado dos exemplares capturados não representa uma solução para o problema. Em contrapartida, ela defende o aproveitamento da carne para consumo humano.

    Conheça o abotoado

    O abotoado (Pterodoras granulosus) é um peixe de água doce encontrado nas bacias Amazônica, do Paraná e do Paraguai, ocorrendo em rios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    A espécie possui uma carapaça resistente e espinhos de defesa, características que dificultam a ação de predadores. Além disso, alimenta-se de moluscos, insetos, frutos e sementes, vive em cardumes e apresenta alta resistência a ambientes com baixos níveis de oxigênio.


    Espécie tem o cheiro e a aparência peculiar como os principais motivos do desinteresse em sua pesca — Foto: Flavioubaid/iNaturalist

    Embora sua captura possa ser desafiadora devido à boca pequena, o peixe costuma voltar a atacar a isca após a primeira tentativa. Apesar do baixo valor comercial, o abotoado é apreciado em diversas comunidades ribeirinhas.