Tag: exportações

  • Exportações do Brasil para os EUA registram a maior queda desde a pandemia

    Exportações do Brasil para os EUA registram a maior queda desde a pandemia

    Um estudo da Amcham Brasil mostrou que as exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram em 2025 a maior retração dos últimos cinco anos. As vendas totalizaram US$ 37,7 bilhões, uma queda de 6,6% frente a 2024, interrompendo uma trajetória de crescimento pós-pandemia. A participação dos EUA no total exportado pelo Brasil caiu para 10,8%, o menor patamar desde 2020.

    O Monitor do Comércio Brasil-EUA apontou dois fatores principais para o recuo: o impacto das sobretaxas americanas sobre produtos brasileiros e a queda nas exportações de petróleo bruto.

    As exportações de bens sujeitos a tarifas de 40% ou 50% recuaram 9,5% em 2025. A queda se acentuou após agosto, quando as medidas mais rigorosas entraram em vigor. No último quadrimestre do ano, as vendas desses produtos caíram 21,6%.

    A indústria de transformação, que responde por mais de 80% das vendas ao mercado americano, registrou sua primeira queda desde 2020, com retração de 4,2%. Setores como celulose, siderurgia e madeira lideraram as perdas.

    “Esta queda interrompe uma trajetória saudável. Para retomar o crescimento, especialmente de bens industriais, será crucial avançar nas negociações para reduzir ou eliminar as sobretaxas”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    Déficit comercial com os EUA dispara mais de 2.500%

    Enquanto as exportações caíam, as importações brasileiras de produtos dos EUA cresceram pelo terceiro ano seguido, com alta de 11,3%. Itens como máquinas, aeronaves e medicamentos puxaram o avanço.

    Essa combinação resultou em um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil na relação com os EUA em 2025. O número representa um salto expressivo em relação ao déficit de apenas US$ 300 milhões registrado em 2024.

    A Amcham avalia que o início de 2026 representa uma janela estratégica para destravar o comércio bilateral. Produtos sob tarifas punitivas representam cerca de um terço das exportações brasileiras para os EUA.

    Um acordo para reduzir essas barreiras pode ser decisivo para reverter a queda e impulsionar novamente as vendas da indústria nacional ao seu principal mercado para bens manufaturados. O desempenho contrasta com o crescimento das exportações brasileiras para outros parceiros, como China, União Europeia e Mercosul.

  • Saiba como o agro paulista alcançou superávit bilionário em 2025

    Saiba como o agro paulista alcançou superávit bilionário em 2025

    O agronegócio paulista consolidou-se como o motor das exportações estaduais e um pilar fundamental para a economia brasileira em 2025. Em um ano marcado por instabilidade internacional e a imposição do “tarifaço” norte-americano, o setor fechou o exercício com um superávit comercial robusto de US$ 23,09 bilhões. Os dados, compilados pela Diretoria de Pesquisa do Agronegócio (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, revelam a resiliência e a força do campo paulista.

    As exportações do agro somaram US$ 28,82 bilhões no ano, respondendo por 40,5% de tudo o que São Paulo vendeu ao exterior. Já as importações do setor foram de US$ 5,73 bilhões, equivalentes a apenas 6,6% do total estadual. “As exportações de 2025 registraram o segundo maior resultado de toda a série histórica.

    São números bastante expressivos, que geram desenvolvimento, empregos e fortalecem a economia do estado”, destacou Carlos Nabil Ghobril, diretor da APTA.

    No ranking nacional do agronegócio, São Paulo reafirmou sua importância ao ser responsável por 17% das exportações do setor no Brasil, ocupando a segunda colocação entre todos os estados, atrás apenas de Mato Grosso (17,3%).

    Açúcar, carne e laranja no topo da Pauta

    A pauta de exportações foi liderada pelo complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), com 31% do total e US$ 8,95 bilhões, seguido pelo setor de carnes (15,4% / US$ 4,43 bi) e pelos sucos (10,4% / US$ 2,98 bi), com predomínio esmagador do suco de laranja. Produtos florestais (celulose e papel) e o complexo soja completam o top 5, que, juntos, concentraram 75,1% das vendas externas do agro paulista.

    O café foi o grande destaque em crescimento, com aumento de 42,1% nas exportações na comparação com 2024. As carnes também tiveram desempenho forte (+24,2%). Por outro lado, grupos como o sucroalcooleiro (-28,4%) e produtos florestais (-5,2%) registraram retração, reflexo das oscilações nos mercados internacional e de preços.

    China consolida liderança; EUA sofrem com tarifas

    A China se manteve como o principal destino das exportações, absorvendo 23,9% do total. A União Europeia (14,4%) aparece em segundo lugar. Já os Estados Unidos (12,1%) sentiram diretamente o impacto das tarifas impostas a partir de agosto, com quedas mensais acentuadas nas exportações a partir daquele mês – chegando a uma retração de 54,9% em novembro.

    A estratégia de diversificação de mercados mitigou parte do prejuízo, com aumento de vendas para países como México, Canadá e Argentina. A perspectiva para 2026 é de recuperação, especialmente após o anúncio da retirada das tarifas para itens como café, sucos, frutas tropicais e carne bovina em novembro. “Nos últimos três anos, as exportações para os Estados Unidos apresentaram crescimento consistente. O que reforça a perspectiva de retomada do fluxo comercial”, avalia José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

  • Agronegócio de Minas Gerais bate recorde em exportações

    Agronegócio de Minas Gerais bate recorde em exportações

    As exportações do agronegócio mineiro registraram marca histórica em 2025, atingindo US$ 19,8 bilhões e superando todos os resultados desde o início da série histórica em 1997. O crescimento de 15,5% em relação a 2024 consolida o setor como principal gerador de divisas do estado, ultrapassando até mesmo a tradicional mineração.

    O desempenho coloca Minas Gerais como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários do país e o estado que mais cresceu nas vendas externas do segmento entre os principais players nacionais, segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    Café lidera com 57% das exportações

    O café manteve sua posição de protagonista, respondendo por 57,2% do valor total exportado pelo agronegócio mineiro. A commodity alcançou receita de US$ 11,4 bilhões com embarque de 27,4 milhões de sacas.

    A valorização do produto no mercado internacional foi impulsionada pela redução dos estoques globais nos principais países produtores e pela crescente demanda por cafés especiais, que garantiram prêmios diferenciados e elevaram as cotações na bolsa.

    Diversificação marca nova fase do agro mineiro

    A pauta de exportações demonstra amadurecimento e sofisticação do setor. Foram comercializados 650 produtos diferentes para 178 países, com destaque para China (US$ 4,6 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão) e Alemanha (US$ 1,8 bilhão).

    “O desempenho foi tão significativo que Minas Gerais foi o estado que mais cresceu nas vendas externas do segmento entre os principais estados exportadores. Mesmo num cenário econômico mundial de adversidades e barreiras tarifárias”, destaca João Ricardo Albanez, secretário-adjunto de Agricultura.

    Além das cadeias tradicionais como café, soja, carnes e produtos florestais, produtos típicos mineiros ganharam espaço. Queijos atingiram US$ 10 milhões em exportações, enquanto o doce de leite alcançou US$ 838 milhões, consolidando a liderança de Minas Gerais nesses segmentos.

    Carnes batem recorde histórico

    O setor de carnes (bovina, suína e de frango) registrou o melhor resultado de toda a série histórica, com receita de US$ 1,85 bilhão e volume de 513 mil toneladas exportadas. Sinalizando o fortalecimento da cadeia produtiva e a conquista de novos mercados internacionais.

    O complexo soja (grão, farelo e óleo) apresentou retração de 9,8% na receita, totalizando US$ 2 bilhões com 4,7 milhões de toneladas. Já o setor sucroalcooleiro teve queda de 20%, fechando com US$ 2 bilhões em receita e 4 milhões de toneladas embarcadas.

    Apesar da redução de aproximadamente 5% no volume total exportado (16,2 milhões de toneladas), o aumento expressivo no valor demonstra a agregação de valor e o foco em produtos de maior qualidade e diferenciação.

    Resiliência em cenário desafiador

    Os resultados reforçam a capacidade do agronegócio mineiro de se adaptar e prosperar mesmo diante de adversidades globais, incluindo barreiras tarifárias e instabilidades econômicas internacionais.

    “O agronegócio mineiro demonstra força, resiliência e sua importância para o estado como fonte geradora de emprego, renda e alimentos de qualidade para o Brasil e o mundo”, afirma Albanez. Ele destaca que os produtos agropecuários representaram 43,5% da pauta total de exportações de Minas Gerais.

  • Exportações do agro crescem e garantem superávit histórico

    Exportações do agro crescem e garantem superávit histórico

    O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos. As exportações do setor somaram US$ 169,2 bilhões, crescimento de 3% em relação a 2024, e representaram 48,5% de todas as vendas externas do país. O desempenho recorde foi impulsionado sobretudo pela abertura e ampliação de mercados internacionais e pelo aumento de 3,6% no volume exportado, que compensou a leve queda de 0,6% nos preços médios.

    Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os números refletem o sucesso da estratégia de diversificação de produtos e destinos, realizada em parceria entre o Mapa, Itamaraty, MDIC e ApexBrasil. “O agro brasileiro mostrou resiliência, garantindo abastecimento interno, emprego, renda e sustentabilidade”, afirmou.

    Balança comercial do agro alcança superávit de US$ 149 bilhões

    As importações agropecuárias totalizaram US$ 20,2 bilhões no ano passado, alta de 4,4%. Com isso, a balança comercial do agronegócio fechou 2025 com superávit de US$ 149,07 bilhões, o maior da história.

    Somente em dezembro, o setor registrou exportações de US$ 14 bilhões, aumento de 19,8% sobre o mesmo mês de 2024, e importações de US$ 1,62 bilhão, resultando em saldo positivo de US$ 12,38 bilhões.

    Diversificação e abertura de mercados fortalecem desempenho

    Desde 2023, o Brasil abriu 525 novos mercados para produtos agropecuários. Essas aberturas já garantiram cerca de US$ 4 bilhões em receitas adicionais, segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.

    A diversificação de produtos e destinos permitiu ao país mitigar os efeitos de turbulências globais, como tarifações, queda de preços e casos pontuais de influenza aviária.

    A safra recorde de grãos 2024/2025 também foi determinante, alcançando 352,2 milhões de toneladas, alta de 17% sobre o ciclo anterior. No setor de carnes, a produção de bovina, suína e de frango também foi recorde, garantindo excedentes exportáveis sem comprometer o mercado interno.

    China, União Europeia e EUA lideram as compras

    A China manteve-se como principal destino, com US$ 55,3 bilhões (32,7% das exportações e alta de 11%), seguida pela União Europeia (US$ 25,2 bilhões, +8,6%) e pelos Estados Unidos (US$ 11,4 bilhões, -5,6%). Outros mercados em destaque foram Paquistão (+122%), Argentina (+29%), Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México.

    Soja, carnes e café dominam a pauta exportadora

    A soja em grãos manteve a liderança, com US$ 43,5 bilhões em receitas (+1,4%) e volume recorde de 108,2 milhões de toneladas (+9,5%).

    A carne bovina registrou US$ 17,9 bilhões (+39,9%) e ganhou 11 novos mercados em 2025.

    Na carne suína, o Brasil conquistou o posto de terceiro maior exportador mundial, com crescimento de 19,6% em valor e 12,5% em volume.

    Já a carne de frango teve aumento de 0,6% no volume exportado, mesmo diante dos desafios sanitários do ano anterior.

    O café apresentou alta de 30,3%, totalizando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais historicamente elevados. Frutas, pescados, feijões e produtos regionais também registraram avanços expressivos.

    Produtos não tradicionais ganham espaço

    Diversos itens fora do grupo principal de commodities atingiram recordes em 2025. Entre eles estão:

    • Pimenta piper seca: US$ 517,8 milhões (+81,1%).
    • Óleo de amendoim: US$ 264,6 milhões (+147,4%).
    • Melões frescos: US$ 231,5 milhões (+24,9%).
    • Castanha de caju: US$ 75,8 milhões (+72,7%).
    • Feijões: US$ 443 milhões (+32% em valor e +55,5% em volume).

    Destaque ainda para o gergelim, que movimentou US$ 195,1 milhões nas vendas para a China, após a abertura do mercado em novembro de 2024.

    Apoio à internacionalização de produtores

    Para ampliar a presença global do agro brasileiro, o governo lançou iniciativas como o AgroInsight, o Passaporte Agro e as Caravanas do Agro Exportador. O AgroInsight, criado em janeiro de 2025, já mapeou mais de 800 oportunidades de negócios em 38 países, aproximando produtores e cooperativas de novos mercados e consolidando a imagem do Brasil como potência agroexportadora.

  • Granéis sólidos e contêineres puxam desempenho dos portos do Sul

    Granéis sólidos e contêineres puxam desempenho dos portos do Sul

    Movimentação portuária da Região Sul chega a 108,4 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025, segundo o Estatístico Aquaviário da Antaq. O volume representa crescimento de 7,41% sobre o mesmo período de 2024, evidenciando o desempenho positivo dos portos sulistas.

    O resultado regional foi impulsionado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 65,3 milhões de toneladas (alta de 1,65%). As cargas conteinerizadas também tiveram forte evolução, totalizando 25,9 milhões de toneladas, com crescimento de 23,48%. O granel líquido registrou 6,2 milhões de toneladas, expansão de 10,18%, enquanto a carga geral chegou a 11,0 milhões de toneladas, com alta de 9,13%.

    O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que o avanço resulta do esforço conjunto de gestão e modernização da infraestrutura na região. “Os portos do Sul vêm apresentando um desempenho consistente, combinando aumento de demanda, diversificação de cargas e investimentos estruturantes”, afirmou.

    Portos mais movimentados

    • Paranaguá (PR) lidera com 55,2 milhões de toneladas, equivalente a 50,9% do total da região, aumento de 7,61%.
    • Rio Grande (RS) aparece em segundo, com 26,3 milhões de toneladas, participação de 24,3% e alta de 9,32%.
    • São Francisco do Sul (SC) registrou 14,9 milhões de toneladas (13,7%), com ganho de 1,48%.
    • Imbituba (SC) somou 6,2 milhões de toneladas (5,7%), porém caiu 14,7%.
    • Itajaí (SC) movimentou 3,4 milhões de toneladas (3,1%), com crescimento expressivo de 461% em relação a 2024.

    Perfil das mercadorias

    A região manteve um perfil de cargas diversificado, com destaque para agronegócio e insumos industriais. As cargas conteinerizadas lideraram o ranking, somando 25,9 milhões de toneladas (23,9%), com alta de 23,48%.

    Entre os itens específicos, a soja movimentou 23 milhões de toneladas (21,3%), registrando retração de 8,0%. Os adubos somaram 16,2 milhões de toneladas (15,0%), subindo 7,09%. O milho totalizou 6,5 milhões de toneladas (6,0%), com crescimento de 165,56%, enquanto o açúcar movimentou 6,1 milhões de toneladas (5,6%), caindo 9,7%.

    Operações

    A navegação de longo curso, que concentra importação e exportação, movimentou 93,4 milhões de toneladas, alta de 6,43%. A cabotagem somou 6,0 milhões de toneladas, expansão de 8,37%. As vias interiores registraram 2,9 milhões de toneladas, retração de 3,35%.

    No exterior, as importações cresceram 9,34% e as exportações avançaram 4,98%. O transporte por contêineres teve alta de 18,51%, enquanto as demais cargas cresceram 4,55%. No mercado interno, o transporte de cargas de origem nacional subiu 6,49%.

    O ministro destacou que os resultados refletem o retorno concreto das ações do Governo Federal. “Os investimentos em dragagem, acessos terrestres e modernização operacional fortalecem a competitividade dos portos do Sul e ampliam a capacidade logística do país”, concluiu.

  • Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde

    Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) projeta que as exportações de carne bovina do Brasil atingirão um recorde histórico em 2025. Os cálculos indicam um volume de quase 3,5 milhões de toneladas, com receita de cerca de US$ 17 bilhões.

    Os dados consolidados de janeiro a novembro já superam todo o desempenho de 2024. Nesse período, o país exportou 3,15 milhões de toneladas, um aumento de 18,3% sobre igual intervalo do ano anterior. A receita gerada foi de US$ 16,18 bilhões, com alta expressiva de 37,5%.

    Expansão agressiva no mercado internacional

    Para alcançar estes números, o setor executou uma intensa agenda internacional. A Abiec realizou 39 ações de promoção comercial em 23 países ao longo do ano, incluindo jantares de negócios, rodadas de negociação e participação em feiras. Um marco estratégico foi a inauguração de um escritório permanente em Pequim, na China, para aproximar a indústria dos principais centros de decisão globais.

    A estratégia rendeu a abertura de novos destinos para a carne in natura, como Vietnã, Quênia e Tanzânia, e para produtos processados, caso do Azerbaijão. Mercados importantes, como Indonésia, Filipinas e Israel, também autorizaram a entrada de novos cortes brasileiros, como miúdos e carnes com osso.

    Padrão sanitário e perspectivas para 2026

    O setor também reforçou sua credibilidade internacional. Autoridades sanitárias de mais de dez países, incluindo China, Estados Unidos e União Europeia, auditaram mais de 170 plantas frigoríficas brasileiras em 2025, atestando os altos padrões do produto nacional.

    O presidente da Abiec, Roberto Perosa, classificou o ano como “extraordinário”. Ele destacou a resiliência do setor diante de desafios, como as tarifas dos EUA, e a rápida recuperação. “A normalização devolveu previsibilidade e reforçou o papel do Brasil como fornecedor indispensável”, afirmou Perosa.

    Para 2026, a associação mantém otimismo, mas com realismo. A expectativa é de estabilidade em patamares elevados, após dois anos de forte crescimento. As negociações continuam ativas para conquistar acesso qualificado a mercados estratégicos como Japão, Coreia do Sul e Turquia, com foco em agregar mais valor às exportações.

  • Produção de grãos no Brasil deve atingir 354,4 milhões de toneladas

    Produção de grãos no Brasil deve atingir 354,4 milhões de toneladas

    A produção brasileira de grãos deve alcançar 354,4 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo o terceiro levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (11). O volume representa um crescimento modesto de 0,6% em relação ao ciclo anterior, com 2,2 milhões de toneladas a mais do que as 352,2 milhões colhidas em 2024/25.

    O aumento na produção resulta da expansão de 3% na área cultivada, que passa de 81,7 milhões de hectares para 84,2 milhões de hectares. No entanto, esse crescimento é parcialmente compensado pela redução na produtividade média nacional, que cai de 4.310 quilos por hectare em 2024/25 para 4.210 quilos por hectare na atual temporada.

    Soja encaminha-se para novo recorde histórico

    A cultura da soja, principal commodity agrícola brasileira cultivada na primeira safra, já alcançou 90,3% da área de plantio prevista. Em Mato Grosso, líder nacional na produção do grão, a semeadura está completamente finalizada, conforme dados do Progresso de Safra publicado pela Conab.

    As condições climáticas marcaram o ritmo do plantio nas diferentes regiões do país. Na primeira quinzena de novembro, chuvas regulares impulsionaram o avanço da semeadura na Região Sul. Enquanto isso, produtores do Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Minas Gerais enfrentaram atrasos devido à irregularidade das precipitações. A partir da segunda quinzena de novembro, a normalização do regime de chuvas permitiu a retomada dos trabalhos de campo nessas áreas.

    Para a safra 2025/26, a Conab estima que 48,9 milhões de hectares serão destinados ao cultivo da oleaginosa, gerando uma produção de 177,1 milhões de toneladas. Se confirmado, o resultado representará um aumento de 3,3% sobre o ciclo anterior e estabelecerá um novo recorde nacional.

    Arroz registra queda expressiva; feijão mantém estabilidade

    A produção de arroz deve sofrer retração significativa de 12,4%, com colheita prevista de 11,2 milhões de toneladas. A redução é atribuída às condições mercadológicas desfavoráveis do cereal, que resultaram em menor área cultivada, estimada em 1,62 milhão de hectares.

    No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional de arroz, a semeadura atingiu 98% da área destinada à cultura. Em Santa Catarina, segundo principal estado produtor, o plantio já foi concluído.

    Já a produção de feijão permanece estável. Somando as três safras anuais da leguminosa, a Conab projeta aproximadamente 3 milhões de toneladas, volume similar ao ciclo passado e suficiente para garantir o abastecimento interno. O plantio da primeira safra foi finalizado no Paraná e em São Paulo, enquanto avança em outros estados: 93,8% da área em Minas Gerais e 67% na Bahia.

    Milho apresenta leve recuo na produção total

    A produção de milho, considerando as três safras anuais, está estimada em 138,9 milhões de toneladas, queda de 1,5% em relação ao ciclo anterior. Na primeira safra, a semeadura já atingiu 71,3% dos 4 milhões de hectares destinados ao cereal, com produção prevista de 25,9 milhões de toneladas, alta de 3,9% sobre a safra anterior.

    Trigo fecha safra de inverno com resultado positivo

    Entre as culturas de inverno da safra 2025, o trigo se destaca como principal produto. A colheita já alcançou 98% da área plantada, com produção estimada em 8 milhões de toneladas. O volume supera em 0,9% o registrado no ciclo anterior, reflexo das condições climáticas predominantemente favoráveis durante o desenvolvimento da cultura, apesar de adversidades pontuais em algumas regiões.

    Exportações batem recordes e impulsionam economia

    Neste levantamento, a Conab manteve praticamente estáveis as projeções de suprimentos da safra 2024/25 para a maioria dos produtos. Com ajustes pontuais baseados nas atualizações de produção e nas condições de mercado.

    Uma das mudanças significativas refere-se às exportações da safra 2024/25, com incremento de 313 mil toneladas. O total de embarques deve atingir cerca de 106,97 milhões de toneladas até o final de 2025. Porém, esse número ainda pode ser ajustado no próximo levantamento.

    Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de soja em grãos somaram 104,79 milhões de toneladas entre janeiro e novembro de 2025, volume que estabelece um novo recorde nacional. O volume supera as 101,87 milhões de toneladas vendidas ao mercado internacional durante todo o ano de 2021. As vendas externas registradas nos 11 meses de 2025 geraram receita de US$ 42 bilhões para o país.

  • Exportações brasileiras para os EUA caem pelo 4º mês consecutivo em novembro

    Exportações brasileiras para os EUA caem pelo 4º mês consecutivo em novembro

    As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram em novembro a quarta queda consecutiva, com recuo de 28,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho negativo reflete os efeitos das tarifas de até 50% aplicadas sobre produtos brasileiros desde agosto, segundo dados divulgados pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio).

    A retração nas vendas externas tem atingido diversos setores da economia brasileira, afetando tanto produtos que sofreram sobretaxas quanto itens inicialmente não tarifados, como petróleo e celulose. A amplitude do impacto demonstra que as medidas protecionistas americanas geraram efeitos em cascata sobre a balança comercial bilateral.

    Sinais de recuperação após isenções setoriais

    Apesar do cenário desafiador, analistas identificam sinais positivos no desempenho de novembro. A queda registrada no último mês foi menos acentuada que a observada em outubro, sugerindo uma possível estabilização após as recentes isenções concedidas pelo governo americano a produtos relevantes da pauta exportadora agroindustrial brasileira.

    A recuperação parcial, no entanto, não elimina a preocupação do setor exportador. As sobretaxas de até 50% continuam em vigor para mais de um terço das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano, comprometendo significativamente a competitividade dos produtos nacionais.

    Necessidade de acordo bilateral ganha força

    Diante do cenário persistente de perdas comerciais, cresce a pressão por avanços nas negociações entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países têm intensificado o diálogo em alto nível nos últimos meses, buscando soluções que possam normalizar as relações comerciais.

    “Brasil e Estados Unidos têm intensificado o diálogo em alto nível. Um caminho que deve ser aprofundado, com vistas a um acordo bilateral capaz de reduzir as sobretaxas, normalizar as condições de acesso ao mercado americano e aprofundar a cooperação em temas de interesse comum”, avaliou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    A entidade defende que um acordo comercial abrangente seria fundamental não apenas para eliminar as barreiras tarifárias. Mas também para estabelecer bases sólidas de cooperação estratégica entre as duas maiores economias das Américas.

    Impactos econômicos preocupam exportadores

    O prolongamento da situação adversa nas exportações para os Estados Unidos representa um desafio significativo para a economia brasileira. O mercado americano é um dos principais destinos dos produtos nacionais. E a manutenção das tarifas elevadas pode comprometer empregos e investimentos em diversos setores produtivos.

    Especialistas avaliam que a continuidade do diálogo bilateral e a busca por soluções negociadas são essenciais para reverter a trajetória de quedas. Além de restaurar a confiança dos exportadores brasileiros no mercado norte-americano.

  • Brasil bate recorde histórico em exportações para o Canadá

    Brasil bate recorde histórico em exportações para o Canadá

    O Brasil estabeleceu um novo marco nas exportações para o Canadá em 2025. Entre janeiro e setembro, as vendas brasileiras ao país norte-americano somaram US$ 5,08 bilhões, representando um crescimento de 14% comparado ao mesmo período do ano anterior. Os dados fazem parte do Quick Trade Facts (QTF), relatório trimestral da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

    O valor supera em mais de US$ 600 milhões o recorde anterior, registrado em 2024, consolidando a trajetória ascendente do comércio bilateral entre as duas nações.

    As importações brasileiras de produtos canadenses também apresentaram expansão, com alta de 7% no acumulado do ano, totalizando US$ 2,36 bilhões. O resultado gerou um saldo comercial positivo de US$ 2,7 bilhões para o Brasil.

    A corrente de comércio entre os países,que soma exportações e importações, alcançou US$ 7,45 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2024.

    Competitividade supera valorização cambial

    Um dos destaques da análise da CCBC é o crescimento das exportações brasileiras mesmo diante da valorização gradual do real frente ao dólar canadense. Normalmente, quando a moeda brasileira se fortalece, os produtos nacionais ficam mais caros para compradores estrangeiros, reduzindo a competitividade.

    “O desempenho confirma que os produtos brasileiros continuam ganhando espaço no mercado canadense pela qualidade, diversificação de portfólios e pelo cenário econômico mundial atual”, afirma Hilton Nascimento, diretor-presidente da CCBC.

    Nascimento também destaca o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos países. “O tarifaço que foi imposto pelos Estados Unidos a vários países ajudou a impulsionar ainda mais a relação bilateral entre Brasil e Canadá que já vinha em alta”, complementou o executivo.

    Ouro lidera lista de produtos exportados

    O bulhão dourado (ouro em forma bruta) manteve a liderança absoluta nas exportações brasileiras ao Canadá. No terceiro trimestre de 2025, as vendas do metal precioso somaram US$ 1,79 bilhão, um salto de 43,8% frente ao mesmo período de 2024.

    Outros destaques incluem:

    • Alumina calcinada: US$ 883,1 milhões (crescimento de 37%)
    • Café verde: US$ 177,6 milhões (alta de 16%)
    • Carne suína: crescimento significativo no período
    • Óxido de alumínio: expansão na categoria de produtos da indústria de transformação

    Apesar da queda em itens como aeronaves e açúcar, a combinação de commodities minerais e agrícolas continua sustentando o bom desempenho da balança comercial. A participação do Canadá nas exportações totais do Brasil subiu de 1,7% para 2% no período analisado.

    Importações: fertilizantes e tecnologia em destaque

    As compras brasileiras de produtos canadenses cresceram 7% no acumulado de 2025, com destaque para insumos industriais e tecnológicos.

    No terceiro trimestre, os cloretos de potássio lideraram as importações, somando US$ 1,09 bilhão, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2024. Outros produtos com desempenho expressivo incluem:

    • Turborreatores: US$ 113,8 milhões (aumento de 28%)
    • Helicópteros de até 2 mil kg: US$ 32,9 milhões (crescimento de 20%)
    • Enxofre a granel: US$ 28,1 milhões (salto de 678%)

    Nióbio, moldes industriais e betume de petróleo também registraram aumentos significativos, evidenciando a continuidade dos fluxos comerciais em setores estratégicos como alta tecnologia e energia.

    Para Hilton Nascimento, os números vão além de um simples recorde. “Mais do que um recorde comercial, esses números refletem o amadurecimento das relações econômicas entre Brasil e Canadá e o início de um novo ciclo de oportunidades”, conclui o presidente da CCBC.

    O Canadá consolida-se como parceiro estratégico do Brasil no comércio exterior, especialmente como fornecedor importante para a indústria brasileira nos segmentos químico, farmacêutico e de equipamentos pesados.

  • Recorde histórico: exportações do agronegócio batem US$ 15,49 bi em outubro

    Recorde histórico: exportações do agronegócio batem US$ 15,49 bi em outubro

    .As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 15,49 bilhões em outubro de 2025, estabelecendo um novo recorde histórico para o mês. O resultado representa um crescimento de 8,5% em relação a outubro de 2024 e reforça o papel do setor como pilar da balança comercial brasileira, com superávit de aproximadamente US$ 13,7 bilhões.

    O desempenho foi impulsionado pelo aumento de 10,1% no volume embarcado, compensando a queda de 1,4% nos preços médios internacionais. Os números mantêm o patamar elevado observado no segundo semestre: em julho, as exportações atingiram US$ 15,6 bilhões, e em setembro, US$ 14,95 bilhões.

    Produtos tradicionais mantêm liderança com recordes

    Entre os destaques do mês, soja em grãos, carne bovina, café, açúcar, milho, celulose, carne de frango e carne suína registraram valores e/ou volumes recordes para meses de outubro na série histórica.

    A China segue como principal destino das exportações brasileiras, absorvendo US$ 4,95 bilhões (32% do total), principalmente em soja em grãos e carne bovina. União Europeia e Estados Unidos completam o pódio, enquanto mercados emergentes como Egito, Índia e Irã demonstram a estratégia bem-sucedida de diversificação geográfica, especialmente na Ásia, Oriente Médio e Norte da África.

    Nichos promissores: oportunidades além dos commodities

    Outubro trouxe surpresas positivas em produtos menos tradicionais da pauta exportadora, sinalizando novas oportunidades para empresas de diferentes portes:

    • Amendoim: crescimento de 85,3% em volume, totalizando 33 mil toneladas
    • Rações para animais de estimação: alta de 42,7%, atingindo US$ 43,2 milhões
    • Café solúvel: aumento de 32,8% em valor (US$ 101 milhões)
    • Sementes de oleaginosas: expansão de 77% em volume e 41,8% em valor
    • Sebo bovino: recordes em valor (US$ 431 milhões) e quantidade (390 mil toneladas)
    • Feijões secos: máximas históricas com US$ 379,7 milhões e 452,8 mil toneladas

    Esses produtos cresceram 9,1% em outubro e impressionantes 17,9% no acumulado de janeiro a outubro de 2025, superando o desempenho dos itens tradicionais.

    Abertura de mercados impulsiona diversificação

    O resultado é fruto da estratégia de abertura de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). E conta com uma parceria com o Ministério das Relações Exteriores. Apenas em outubro, foram abertos 28 novos mercados. Portanto, quase uma oportunidade por dia para empresas brasileiras expandirem sua atuação internacional.

    No período de janeiro a outubro de 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 141,97 bilhões, crescimento de 1,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 17 bilhões (alta de 4,9%), resultando em superávit de US$ 124,97 bilhões, ligeiramente superior ao registrado no ano anterior.

    Os números consolidam o agronegócio como motor da economia brasileira. E demonstram a capacidade do setor de aliar produtos tradicionais de alta demanda global com nichos emergentes de alto valor agregado. Abrindo caminhos para a diversificação e internacionalização de empresas de todos os portes.