Agronegócio de Minas Gerais bate recorde em exportações

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As exportações do agronegócio mineiro registraram marca histórica em 2025, atingindo US$ 19,8 bilhões e superando todos os resultados desde o início da série histórica em 1997. O crescimento de 15,5% em relação a 2024 consolida o setor como principal gerador de divisas do estado, ultrapassando até mesmo a tradicional mineração.

O desempenho coloca Minas Gerais como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários do país e o estado que mais cresceu nas vendas externas do segmento entre os principais players nacionais, segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Café lidera com 57% das exportações

O café manteve sua posição de protagonista, respondendo por 57,2% do valor total exportado pelo agronegócio mineiro. A commodity alcançou receita de US$ 11,4 bilhões com embarque de 27,4 milhões de sacas.

A valorização do produto no mercado internacional foi impulsionada pela redução dos estoques globais nos principais países produtores e pela crescente demanda por cafés especiais, que garantiram prêmios diferenciados e elevaram as cotações na bolsa.

Diversificação marca nova fase do agro mineiro

A pauta de exportações demonstra amadurecimento e sofisticação do setor. Foram comercializados 650 produtos diferentes para 178 países, com destaque para China (US$ 4,6 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão) e Alemanha (US$ 1,8 bilhão).

“O desempenho foi tão significativo que Minas Gerais foi o estado que mais cresceu nas vendas externas do segmento entre os principais estados exportadores. Mesmo num cenário econômico mundial de adversidades e barreiras tarifárias”, destaca João Ricardo Albanez, secretário-adjunto de Agricultura.

Além das cadeias tradicionais como café, soja, carnes e produtos florestais, produtos típicos mineiros ganharam espaço. Queijos atingiram US$ 10 milhões em exportações, enquanto o doce de leite alcançou US$ 838 milhões, consolidando a liderança de Minas Gerais nesses segmentos.

Carnes batem recorde histórico

O setor de carnes (bovina, suína e de frango) registrou o melhor resultado de toda a série histórica, com receita de US$ 1,85 bilhão e volume de 513 mil toneladas exportadas. Sinalizando o fortalecimento da cadeia produtiva e a conquista de novos mercados internacionais.

O complexo soja (grão, farelo e óleo) apresentou retração de 9,8% na receita, totalizando US$ 2 bilhões com 4,7 milhões de toneladas. Já o setor sucroalcooleiro teve queda de 20%, fechando com US$ 2 bilhões em receita e 4 milhões de toneladas embarcadas.

Apesar da redução de aproximadamente 5% no volume total exportado (16,2 milhões de toneladas), o aumento expressivo no valor demonstra a agregação de valor e o foco em produtos de maior qualidade e diferenciação.

Resiliência em cenário desafiador

Os resultados reforçam a capacidade do agronegócio mineiro de se adaptar e prosperar mesmo diante de adversidades globais, incluindo barreiras tarifárias e instabilidades econômicas internacionais.

“O agronegócio mineiro demonstra força, resiliência e sua importância para o estado como fonte geradora de emprego, renda e alimentos de qualidade para o Brasil e o mundo”, afirma Albanez. Ele destaca que os produtos agropecuários representaram 43,5% da pauta total de exportações de Minas Gerais.

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