Tag: exportações

  • Exportações de soja brasileira devem crescer 5,1%, aponta Conab

    Exportações de soja brasileira devem crescer 5,1%, aponta Conab

    A Conab deixou claro: a soja brasileira vem forte. Muito forte. A estatal projeta que as exportações do grão devem alcançar 112,1 milhões de toneladas na safra 2025/2026. É um salto de 5,11%. Poucos setores crescem assim, quase sem fazer barulho — mas crescem.

    E o motivo aparece logo no início da lavoura. A área plantada deve subir para 49,07 milhões de hectares. São quase dois milhões a mais do que no ciclo passado. É chão demais. Mas o produtor segue confiante, quase teimoso. Planta porque sabe que tem mercado. E tem mesmo.

    A produtividade? Firme. Praticamente igual ao último ciclo: 3.620 kg por hectare. Além disso, nada de grandes rupturas aqui. Apenas aquela constância boa, meio silenciosa, que o campo entende bem. E, conforme o clima ajuda — e tudo indica que vai ajudar — a máquina roda sem soluço. No fim das contas, é o tipo de regularidade que deixa o produtor respirar um pouco melhor.

    No comércio exterior, o Brasil já prepara o bote. As exportações devem bater recorde histórico. Um novo topo. Lá fora, principalmente na China, a demanda continua acesa. É proteína vegetal pra todo lado. É fábrica, é ração, é indústria puxando o ritmo. E o Brasil entrega. Entrega muito.

    Safra de grãos no Brasil

    A safra total de grãos deve chegar a 354,8 milhões de toneladas. Quem lidera esse pelotão? A soja, claro. É ela que empurra, que abre caminho, por exemplo, que segura a barra das exportações quando o resto oscila.

    Condições climáticas mais gentis. Plantio acelerado nas principais regiões. Logística que — aos trancos e barrancos — vai melhorando. Custos ainda competitivos. E tecnologia que já virou parte da rotina, quase como se fosse mais um funcionário da fazenda.

    Tudo isso junto empurra a soja para mais um ciclo vigoroso. Talvez o mais forte. Talvez só mais um capítulo dessa história longa, que o Brasil parece contar de olhos fechados.

  • Soja, milho e arroz puxam safra recorde no Brasil

    Soja, milho e arroz puxam safra recorde no Brasil

    O agronegócio brasileiro confirma sua força e projeta um novo marco histórico para 2025. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de grãos no Brasil deve atingir o recorde de 341,9 milhões de toneladas. Um volume 63% superior ao registrado há dez anos. O desempenho é resultado da expansão da área plantada, que cresceu 41% na última década. E de significativos ganhos de produtividade, que subiu 15,6% no mesmo período.

    A evolução do setor fica clara ao comparar os dados. Em 2015, o país colheu 209,5 milhões de toneladas em 57,6 milhões de hectares, com uma produtividade média de 3,64 toneladas por hectare. Para 2025, a estimativa é de uma colheita de 341,9 milhões de toneladas, espalhadas por 81,3 milhões de hectares. Com uma produtividade média saltando para 4,21 toneladas por hectare.

    Um dos motores desse crescimento é a demanda internacional aquecida. Conforme a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), as exportações brasileiras de soja devem atingir 102,2 milhões de toneladas, superando os volumes de anos anteriores. A China se mantém como o principal destino, tendo importado 6,5 milhões de toneladas apenas em setembro, o que representa 93% do total exportado pelo Brasil no mês.

    Por trás dos números, está o investimento contínuo em inovação. Renato Francischelli, country director da Ascenza Brasil, destaca que “o uso de tecnologias, melhores sementes, insumos e práticas de manejo melhoradas são os condutores desse ganho de produtividade”. Ele ressalta que a proteção correta das plantas e o respeito ao meio ambiente são fatores decisivos para que o Brasil siga como líder na produção global de alimentos.

    Soja, milho e arroz lideram com 92,6% da produção

    A tríade de grãos que sustenta a produção nacional é formada por soja, milho e arroz. Juntos, eles respondem por 92,6% da estimativa da produção total e 88,0% da área colhida. As projeções do IBGE para 2025 são:

    • Soja: 165,9 milhões de toneladas
    • Milho: 138,4 milhões de toneladas
    • Arroz: 12,4 milhões de toneladas

    No mapa da produção, Mato Grosso se mantém como o maior produtor nacional, com participação de 32,4%. O estado é seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%).

    Com expectativas de crescimento contínuo, inclusive com previsão do Ministério da Agricultura (Mapa) de expansão de 40% na área de soja na próxima década, o setor de grãos se consolida como um dos principais motores da economia brasileira, reforçando a resiliência e a competência do produtor rural nacional.

  • Café robusta amazônico conquista mercado internacional

    Café robusta amazônico conquista mercado internacional

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) recebe dez compradores internacionais em Rio Branco neste sábado e domingo (2 e 3 de novembro) para a primeira etapa da edição Cafés Especiais do programa Exporta Mais Brasil. A iniciativa marca o início de uma agenda estratégica para ampliar a presença do café brasileiro de alta qualidade no mercado global.

    Os visitantes estrangeiros, vindos da América do Sul, América do Norte, Europa, Oriente Médio, Ásia e África, participam de visitas técnicas a fazendas e cooperativas que produzem café robusta amazônico. A programação inclui ainda atividades de cupping e encontros de negócios diretos com produtores do Acre e de Rondônia.

    “A Amazônia tem mostrado ao Brasil e ao mundo seu potencial para produzir cafés especiais, combinando tradição, tecnologia e sustentabilidade. Iniciar a agenda do Exporta Mais Brasil no Acre é um reconhecimento da força do nosso estado na produção de cafés diferenciados e de origem amazônica”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

    Governo Federal apoia setor cafeeiro com abertura de 500 mercados

    A iniciativa integra o esforço do Governo Federal para apoiar o setor cafeeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já realizou mais de 18 encontros internacionais em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty, o que resultou na abertura de cerca de 500 novos mercados para produtos brasileiros.

    A ação também faz parte das medidas de diversificação de mercados voltadas a exportadores brasileiros afetados pelas tarifas dos Estados Unidos. O programa reforça o compromisso com a sustentabilidade e incentiva a geração de renda para produtores rurais na Amazônia, alinhando-se ao contexto da COP30.

    Produção amazônica cresce 4,6% ao ano

    Segundo dados do IBGE, a região amazônica ampliou sua produção de café robusta em 4,6% ao ano desde 2019. Portanto, um desempenho muito superior à média nacional de 1,6%. Os produtores alcançaram esse avanço por meio de ganhos de produtividade, o que reforça o papel sustentável da região na cafeicultura.

    A produtividade regional apresentou forte crescimento, com alta anual de 9,7% em Rondônia e 9,1% no Acre desde 2019.

    Agenda segue para Minas Gerais e Espírito Santo

    Após a etapa do Acre, o programa segue para Minas Gerais e Espírito Santo. O grupo de compradores receberá novos integrantes e totalizará 24 participantes vindos da América do Norte e do Sul, Europa, Oriente Médio e Ásia.

    Entre 4 e 6 de novembro, os visitantes participam da Semana Internacional do Café (SIC) em Belo Horizonte (MG). Esse é um dos principais eventos do setor, aberto a produtores de cafés arábica, robusta e conilon de todo o Brasil. A jornada se encerra entre 9 e 14 de novembro nas regiões de Matas de Minas (MG) e Caparaó (MG/ES), reconhecidas nacionalmente pela produção de cafés especiais.

    O Exporta Mais Brasil conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional). Nesta edição, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e associações regionais de produtores também apoiam a iniciativa: Conselho das Entidades de Café de Matas de Minas, Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (APEC) e Cafeicultores Associados da Região de Matas de Rondônia (CAFERON).

    Exportações crescem 456 vezes em dois anos

    A ApexBrasil tem desempenhado papel decisivo na ampliação das exportações de robusta amazônico por meio de ações estratégicas de promoção comercial. Em agosto de 2023, a Agência levou 20 compradores de 11 países a Cacoal (RO), onde eles se reuniram com 23 produtores locais. A missão resultou em R$ 8 milhões em negócios até 2024.

    A Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China, estava entre os compradores presentes. A visita marcou o início de uma parceria estratégica que culminou, em junho de 2024, na assinatura de um acordo para fornecimento de até 120 mil toneladas de café brasileiro, no valor de US$ 500 milhões.

    O sucesso da cooperação abriu caminho para um novo acordo, firmado para a compra de 240 mil toneladas do grão brasileiro entre 2025 e 2029, estimado em US$ 2,5 bilhões. A ApexBrasil articulou a negociação em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    “Iniciativas como essa têm impulsionado significativamente o crescimento das exportações nacionais que incluem não apenas o robusta amazônico, mas também outros tipos de café, como o arábica. Nesse sentido a agenda segue para Minas Gerais e, em seguida Espírito Santo”, ressalta Jorge Viana.

    O volume exportado pela região Norte saltou de US$ 18 milhões em 2023 para US$ 131 milhões em 2024. Um aumento de sete vezes em relação ao ano anterior e 456 vezes superior ao registrado em 2022, quando as exportações totalizaram US$ 287 mil.

    Sobre o Exporta Mais Brasil

    A ApexBrasil criou o programa Exporta Mais Brasil para aproximar o comércio exterior de empreendedores de todas as regiões do país e potencializar exportações e oportunidades de negócios. Empresas de diferentes setores participam de rodadas de negócios, missões comerciais e ações de promoção internacional que conectam diretamente produtores brasileiros a compradores estrangeiros.

    Entre 2023 e 2024, o programa realizou 28 edições, apoiou 875 empresas brasileiras, promoveu a vinda de 305 compradores internacionais de 65 países e gerou R$ 553 milhões em negócios. As ações consolidam o Brasil como um dos principais fornecedores de produtos de alto valor agregado no mercado global.

  • TCP amplia exportações para a China e lidera o embarque de carnes do Brasil

    TCP amplia exportações para a China e lidera o embarque de carnes do Brasil

    O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) alcançou um novo recorde nas exportações de carne bovina congelada. Entre janeiro e setembro de 2025, a empresa embarcou 736 mil toneladas do produto. Uma alta de 49% em relação ao mesmo período de 2024, quando o volume somou 493 mil toneladas.

    O total embarcado nos nove primeiros meses deste ano já supera em 9% o resultado de todo o ano passado, que havia encerrado com 675 mil toneladas. De acordo com o gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, Giovanni Guidolim, o terminal elevou sua participação de mercado de 23% para 30% em apenas um ano. “Esse avanço mostra a confiança do exportador na infraestrutura, no atendimento e na qualidade dos serviços da TCP. O que reforça seu papel como principal corredor de exportação de carnes do Brasil”, afirma.

    A expansão do pátio de contêineres refrigerados, concluída em 2024, fortaleceu esse desempenho. O espaço passou de 3.624 para 5.268 tomadas, consolidando a TCP como o maior parque de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul.

    A China segue como o principal destino da carne bovina embarcada em Paranaguá, absorvendo 59,2% do total exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (7,5%), Rússia (4,5%), México (4%) e Itália (2,7%).

    Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) indicam que, de janeiro a setembro de 2025, o Brasil exportou 2,44 milhões de toneladas de carne bovina. Um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2024. A receita subiu 35,4%, alcançando US$ 12,4 bilhões, quase igualando o faturamento anual de 2024, de US$ 12,8 bilhões.

    TCP também lidera exportações de carne de frango

    As exportações de carne de frango congelada seguem como o carro-chefe da TCP. Até setembro, o terminal embarcou 1,724 milhão de toneladas, o maior volume entre todos os portos brasileiros e equivalente a 44% da fatia nacional de mercado.

    Em agosto, a TCP registrou um dos melhores meses da sua história, com 228 mil toneladas exportadas. Segundo Guidolim, a retomada das importações em mercados estratégicos fortaleceu as perspectivas para o último trimestre de 2025. “Estamos prontos para atender os produtores com qualidade e excelência”, destaca.

    Os principais importadores da carne de frango embarcada pelo terminal foram os Emirados Árabes Unidos (8,8%), China (8,2%), Japão (7,1%), África do Sul (7%) e México (6,5%).

    Para a gerente comercial de armadores e inteligência de mercado da TCP, Carolina Brown, a demanda internacional continua aquecida. “A TCP possui o maior portfólio de linhas marítimas entre os terminais brasileiros, com 25 escalas semanais e 21 serviços marítimos, o que garante cobertura global e maior flexibilidade aos exportadores”, afirma.

    Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 3,876 milhões de toneladas de carne de frango de janeiro a setembro de 2025, leve queda de 1% em comparação ao mesmo período de 2024. A receita, porém, atingiu US$ 7,166 bilhões.

    Movimentação de contêineres refrigerados atinge recorde

    De janeiro a setembro de 2025, a TCP registrou o melhor resultado de movimentação de contêineres da sua história, com 1.227.810 TEUs. Um aumento de 5% frente a 2024.

    O segmento de cargas refrigeradas (reefer) manteve papel de destaque, com 106.275 contêineres movimentados, alta de 7% sobre o ano anterior. O desempenho reflete o bom ritmo das exportações de carnes e a chegada de novos clientes, principalmente do setor bovino.

  • Exportações de suco de laranja caem no início da safra

    Exportações de suco de laranja caem no início da safra

    As exportações brasileiras de suco de laranja começaram a safra 2025/26 em queda. De julho a setembro, o Brasil embarcou 199,7 mil toneladas em equivalente concentrado, segundo o Cepea, com base em dados da Comex Stat. O volume representa recuo de 4% frente ao mesmo período do ciclo anterior, enquanto a receita diminuiu 15%, totalizando US$ 751,3 milhões.

    Os pesquisadores do Cepea explicam que a redução da receita está ligada à queda dos preços internacionais. O cenário resulta do aumento da oferta global e do comportamento mais cauteloso dos compradores, principalmente os europeus.

    Um ponto relevante desta safra é a mudança no perfil dos destinos. Pela primeira vez em anos, os embarques para Estados Unidos e União Europeia ficaram equilibrados, com cerca de 48% de participação cada.

    As vendas ao mercado norte-americano cresceram 13%, mesmo com a tarifa residual de 10% ainda em vigor. O desempenho reforça a dependência dos Estados Unidos do suco brasileiro.

    Já a União Europeia, tradicional principal destino, reduziu as compras em 8%. A queda foi influenciada pela menor demanda após os altos preços e problemas de qualidade observados na safra anterior.

  • Exportações do Piauí crescem 45% em setembro de 2025

    Exportações do Piauí crescem 45% em setembro de 2025

    As exportações do Piauí impulsionaram a economia estadual em setembro de 2025, com valor de US$ 155,2 milhões, ou aproximadamente R$ 828,8 milhões. Isso segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira (6). O resultado representa um crescimento de 45,2% em relação a agosto de 2025, quando o estado exportou US$ 106,9 milhões.

    O superávit comercial foi de US$ 148,3 milhões (R$ 791,9 milhões), com as exportações acumuladas de janeiro a setembro totalizando US$ 925,6 milhões (R$ 4,941 bilhões). O aumento nas vendas internacionais se deu principalmente pela diversificação dos mercados, com destaque para a Ásia, especialmente China, Tailândia e Vietnã.

    Mercado Asiático lidera exportações piauienses

    De acordo com Deusval Lacerda, superintendente de Desenvolvimento Econômico do Piauí, quase 97% dos produtos exportados tiveram como destino a China e os países do Sudeste Asiático. A China lidera com 84,7% das compras. Seguida pela Tailândia (11,2%), Vietnã (0,7%), além de Estados Unidos, Espanha e Alemanha, que representam cerca de 2,8% do volume total.

    A soja responde por 95,8% do valor exportado, com US$ 148,7 milhões. Outros itens incluem algodão bruto (1,6%) e gorduras e óleos animais e vegetais (1,3%). Os municípios que mais contribuíram para a balança comercial do estado foram Uruçuí, Bom Jesus, Santa Filomena, Monte Alegre do Piauí, Corrente e Parnaíba.

    As importações de setembro caíram 77% em comparação ao mesmo período do ano passado, passando de US$ 30,1 milhões em 2024 para US$ 6,9 milhões neste ano. Totalizando uma forte melhora na balança comercial do estado.

  • Exportações do agronegócio batem recorde histórico em setembro de 2025

    Exportações do agronegócio batem recorde histórico em setembro de 2025

    O agronegócio brasileiro conquistou um marco inédito em setembro de 2025, registrando o maior valor de exportações para o mês desde o início da série histórica. O setor exportou US$ 14,95 bilhões, um crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando-se como responsável por 49% de todas as exportações nacionais.

    O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento de 7,4% nos volumes embarcados, compensando uma leve queda de 1,1% nos preços médios internacionais. No acumulado de janeiro a setembro, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 126,6 bilhões, avanço de 0,7% na comparação anual.

    Carnes lideram crescimento das exportações

    Entre os destaques do mês, a carne bovina in natura alcançou US$ 1,77 bilhão, alta expressiva de 55,6%. A carne suína estabeleceu novo recorde histórico ao atingir US$ 346,1 milhões, crescimento de 28,6%, com volume embarcado quase dobrando (78,2%).

    O milho também apresentou desempenho robusto, com exportações de US$ 1,52 bilhão, incremento de 23,5% em relação a setembro de 2024.

    Café e pescados mantêm trajetória positiva

    Produtos tradicionalmente afetados por barreiras tarifárias mostraram resiliência. O café manteve-se acima da marca de US$ 1 bilhão, com US$ 1,3 bilhão exportados e crescimento de 9,3%. Os pescados somaram US$ 38,7 milhões, com aumento de 6,1% em volume.

    A estratégia de diversificação da pauta exportadora gerou resultados expressivos. Produtos menos tradicionais registraram recordes históricos de volume: sementes de oleaginosas (exceto soja) cresceram 92,3%, melancias frescas avançaram 65%, feijões tiveram alta de 50,8% e lácteos expandiram 13,7%.

    No conjunto, os produtos não tradicionais cresceram 9,2% em setembro e 19,1% no acumulado do ano.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, atribuiu os resultados à estratégia de abertura e diversificação de mercados iniciada em 2023. “Foram abertas 444 novas oportunidades para produtores e exportadores brasileiros, demonstrando a competitividade do agronegócio mesmo em cenário externo desafiador”, afirmou.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, enfatizou que mais de 60 missões internacionais foram realizadas em 2025, além de feiras e iniciativas como a Caravana do Agro Exportador, desenvolvidas em parceria com ApexBrasil e Ministério das Relações Exteriores.

    Superávit comercial beneficia economia brasileira

    O agronegócio acumulou superávit comercial superior a US$ 111 bilhões nos primeiros nove meses do ano, contribuindo significativamente para o equilíbrio das contas externas do Brasil. As importações do setor cresceram 7,3% em setembro e 5,4% no acumulado anual.

    A expansão das exportações, aliada à manutenção da oferta interna, gera empregos, atrai divisas estrangeiras e estimula investimentos em inovação e sustentabilidade, fortalecendo a posição do Brasil como fornecedor confiável para a segurança alimentar global.

  • Exportações de café caem, mas receita segue em alta

    Exportações de café caem, mas receita segue em alta

    As exportações brasileiras de café somaram 3,75 milhões de sacas em setembro, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume caiu 18,4% frente ao mesmo mês de 2024, quando o país embarcou 4,59 milhões de sacas.

    Mesmo com a redução, a receita cambial avançou 11,1%, alcançando US$ 1,369 bilhão. O resultado reflete preços mais altos e menor oferta do grão.
    Entre julho e setembro, que marcam o início da safra 2025/26, o Brasil exportou 9,67 milhões de sacas. O volume recuou 20,6% ante o mesmo período do ciclo anterior, mas a receita subiu 12%, para US$ 3,52 bilhões.

    Safra menor e tarifa dos EUA influenciam resultados

    De janeiro a setembro, o país embarcou 29,1 milhões de sacas, queda de 20,5% frente ao mesmo intervalo de 2024. Em compensação, a receita cresceu 30%, somando US$ 11,04 bilhões.
    Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o resultado era esperado após o recorde de 2024 e a redução dos estoques. Ele explica que as adversidades climáticas afetaram a nova safra e que o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos agravou o cenário.
    O governo americano elevou em 50% as tarifas sobre o café brasileiro. Com isso, as exportações aos EUA recuaram 52,8% em setembro, totalizando 332,8 mil sacas. Os Estados Unidos caíram para o terceiro lugar entre os maiores compradores.
    A Alemanha liderou o ranking, com 654,6 mil sacas, seguida pela Itália, com 334,6 mil. Mesmo assim, ambos os países também reduziram as compras, em 16,9% e 23%, respectivamente.

    Setor cobra ação rápida do governo

    Ferreira afirma que o Brasil não pode abrir mão do mercado americano, que segue como o principal destino do café nacional no acumulado do ano. Ele defende que o governo brasileiro aja com urgência nas negociações diplomáticas.
    “Os exportadores sofrem impactos diretos com a tarifa. Muitos importadores pedem adiamento ou cancelamento de contratos devido ao alto custo do produto”, alertou.
    Após conversas entre os presidentes Lula e Donald Trump, o Cecafé pediu reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que coordena o Comitê de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais.
    Ferreira destacou a importância da parceria entre Brasil e EUA no setor. “Somos os maiores produtores e eles os maiores consumidores. O café brasileiro representa um terço do mercado americano. É hora de agir”, afirmou.

    Principais destinos e tipos de café exportados

    Mesmo com a queda nas compras, os Estados Unidos continuam como o maior destino do café brasileiro em 2025. O país importou 4,36 milhões de sacas entre janeiro e setembro, recuo de 24,7% frente ao ano anterior.
    A Alemanha aparece em segundo lugar, com 3,72 milhões de sacas (-30,5%), seguida por Itália (2,32 milhões; -23,3%), Japão (1,89 milhão; +15%) e Bélgica (1,70 milhão; -48,8%).
    O café arábica manteve a liderança nas exportações, com 23,2 milhões de sacas, o equivalente a 79,7% do total. Em seguida vêm o conilon e robusta, com 3,06 milhões, e o café solúvel, com 2,79 milhões.

    Cafés diferenciados ganham espaço

    Os cafés diferenciados — certificados, especiais ou sustentáveis — representaram 20,3% das exportações totais de janeiro a setembro. Foram 5,91 milhões de sacas, queda de 11% em volume, mas aumento expressivo na receita, que chegou a US$ 2,51 bilhões.
    O valor é 48,6% superior ao registrado no mesmo período de 2024, com preço médio de US$ 425 por saca. Os Estados Unidos lideram as compras de cafés diferenciados, com 987,4 mil sacas, seguidos por Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália.

    Porto de Santos lidera embarques

    O Porto de Santos manteve a liderança nas exportações, com 23,09 milhões de sacas, ou 79,3% do total embarcado. O complexo portuário do Rio de Janeiro ficou em segundo, com 4,92 milhões (16,9%), seguido por Paranaguá, com 279 mil sacas (1%).

     

  • Exportações de ovos recuam, mas batem recorde trimestral

    Exportações de ovos recuam, mas batem recorde trimestral

    As exportações brasileiras de ovos recuaram no terceiro trimestre de 2025, após crescimento contínuo desde o início do ano, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea.

    Os pesquisadores explicam que a queda reflete a menor demanda dos Estados Unidos, principal destino dos embarques até julho. Mesmo assim, o desempenho entre julho e setembro foi o maior já registrado para o período desde o início da série histórica da Secretaria, em 1997.

    O Brasil exportou 9,46 mil toneladas de ovos no terceiro trimestre. O volume ficou 42% menor que o do trimestre anterior, mas 99,8% acima do registrado no mesmo período de 2024.

    Ainda segundo o Cepea, o resultado reforça a competitividade do produto brasileiro e a consolidação do país entre os maiores exportadores de ovos do mundo.

  • China impulsiona exportação recorde de carne bovina do Brasil em meio a guerra comercial

    China impulsiona exportação recorde de carne bovina do Brasil em meio a guerra comercial

    As exportações brasileiras de carne bovina atingiram um volume recorde em setembro, impulsionadas principalmente por um salto de 38,3% nas vendas para a China. De acordo com a associação Abrafrigo, o país asiático comprou 187.340 toneladas no período, consolidando-se como o principal destino do produto.

    Esse crescimento faz parte de uma estratégia chinesa para diversificar suas fontes de proteína animal, reduzindo a dependência de produtos agrícolas dos Estados Unidos em meio à disputa comercial entre as duas potências.

    O desempenho robusto ocorre mesmo após os Estados Unidos, que eram o segundo maior mercado para a carne brasileira no ano, imporem uma tarifa adicional de 50% em agosto. Como reflexo direto dessa medida, as exportações para os americanos caíram 41% em setembro, somando US$ 102,9 milhões.

    A Abrafrigo destacou que a demanda global permitiu ao setor contornar os efeitos dessas barreiras. A entidade enfatizou a “resiliência e a capacidade de aproveitar novas oportunidades comerciais” como fatores-chave para o resultado positivo.

    Diversificação e recorde de receita

    A União Europeia emergiu como o novo segundo maior destino em setembro, com compras lideradas por Itália, Holanda e Espanha. As importações do bloco europeu totalizaram US$ 131,7 milhões, um crescimento de 106% frente a setembro do ano anterior.

    No total, considerando carne fresca, processada, miúdos e sebo, o Brasil exportou 373.867 toneladas em setembro. Esse volume gerou uma receita de US$ 1,92 bilhão, representando altas notáveis de 49% em valor e 17% em volume na comparação anual.

    O cenário confirma uma tendência de reshuffling no comércio global, realocando o fluxo de produtos brasileiros. O fenômeno, também observado no mercado de soja, mostra a capacidade do agronegócio do Brasil em se adaptar ao cenário internacional. A Abrafrigo informou que, este ano, 130 países aumentaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto apenas 48 as reduziram.