Tag: etanol

  • Brasil deve elevar mistura de etanol à gasolina em 2025

    Brasil deve elevar mistura de etanol à gasolina em 2025

    O Brasil deve elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina para 30% ainda em 2025. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou a informação nesta sexta-feira (25). Atualmente, o percentual está em 27%. O anúncio ocorreu durante a 8ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, realizada em Uberaba (MG). O evento foi promovido pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

    Apesar da promessa, o aumento ainda precisa do aval do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Silveira destacou que os estudos técnicos já foram concluídos. “Os estudos contaram com participação da Anfavea. Não houve objeções. Vamos implantar o E30 ainda este ano”, afirmou o ministro. Segundo Silveira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou as tratativas antes do anúncio. No mesmo evento, em 2024, o ministro já havia sinalizado a intenção de implementar o E30.

    Combustível do Futuro

    Ainda em 2023, o Congresso aprovou a Lei do Combustível do Futuro. Em resumo, a nova norma permite a adição de até 35% de etanol à gasolina. A análise técnica do E30 ficou a cargo do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). O relatório final, divulgado no fim de março, apontou viabilidade técnica e ambiental da nova mistura. Além disso, os testes avaliaram os impactos do etanol anidro em veículos leves e motocicletas. A conclusão: o desempenho se manteve estável com a gasolina E30.

    Os técnicos analisaram 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas da frota nacional. Os testes ocorreram em laboratórios e pistas controladas. Os ensaios incluíram partidas a frio, aceleração, retomada de velocidade e emissões. Em geral, os veículos mostraram comportamento semelhante ao da gasolina com 27% de etanol. Segundo o IMT, os sistemas eletrônicos e de injeção, inclusive em modelos carburados, se adaptaram sem dificuldade ao novo combustível.

    Durante o evento, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, elogiou o decreto que endurece punições do Renovabio. “Você enfrentou forte pressão, mas garantiu a dignidade do Renovabio”, declarou Gussi ao ministro Silveira. O decreto prevê suspensão de atividades e multa de até R$ 500 milhões para distribuidoras inadimplentes. A lista das empresas será enviada ao Ibama, AGU e Ministério Público Federal. Gussi também citou avanços internacionais no uso do etanol. Além disso, ele lembrou que o Japão pretende adotar mistura de 10% até 2030 e 20% até 2040. “Vamos precisar quadruplicar a produção até 2035, segundo os primeiros estudos”, concluiu.

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  • Preço do etanol hidratado recua em São Paulo, aponta Cepea

    Preço do etanol hidratado recua em São Paulo, aponta Cepea

    O preço do etanol hidratado caiu novamente no mercado paulista, segundo dados do Cepea. Entre os dias 14 e 17 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou em R$ 2,7140 por litro, livre de ICMS e PIS/Cofins. Em resumo, o valor representa queda de 1,17% em relação à semana anterior. Por outro lado, o etanol anidro registrou alta no mesmo período. O Indicador CEPEA/ESALQ do anidro subiu 2,27%, fechando em R$ 3,1508 por litro, também sem impostos.

    De acordo com os pesquisadores do Cepea, o mercado segue cauteloso. Ou seja, além da entrada de produto da nova safra 2025/26, as negociações se concentram no fechamento de contratos de etanol anidro. Ao mesmo tempo, outro fator que pressiona o setor é a volatilidade nos preços internacionais.
    O mercado acompanha de perto a variação no valor do barril de petróleo e os reflexos sobre o preço da gasolina A nas refinarias. Além disso, há expectativa sobre mudanças tributárias. A partir de 1º de maio, entra em vigor a nova regra do PIS/Cofins, o que pode aumentar a liquidez do etanol hidratado.

    Exportações firmes e menor oferta sustentam preços do algodão

    Os preços do algodão em pluma continuam em alta no mercado interno, mostram levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o ritmo intenso das exportações ajuda a reduzir a oferta no mercado doméstico.

    Além disso, a valorização da pluma no mercado externo torna os vendedores mais resistentes a negociar no spot. Muitos produtores mantêm o foco no cumprimento de contratos a termo, o que reduz a disponibilidade imediata. Portanto, nesse cenário, as indústrias recorrem ao algodão já estocado ou previamente contratado, conforme análise do Cepea.

    Apesar das altas, os preços variam dentro de uma faixa estreita. Desde maio de 2023, a média mensal operou entre R$ 3,81 e R$ 4,24 por libra-peso. Neste mês de abril, a média chegou a R$ 4,2414 por libra-peso, a mais alta em termos nominais desde abril de 2023. Em valores reais, atualizados pelo IGP-DI de março de 2025, é a maior desde julho de 2024.

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  • Preço do etanol hidratado segue firme com estoques baixos 

    Preço do etanol hidratado segue firme com estoques baixos 

    Os preços do etanol hidratado permaneceram firmes no mercado paulista durante a última semana, segundo dados do Cepea. Pesquisadores do Centro explicam que o início das atividades industriais em diversas regiões ajudou a sustentar os valores. Além disso, os estoques continuam baixos neste começo de moagem, o que reforça o suporte aos preços.

    Entre os dias 7 e 11 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,7460 por litro. Esse valor considera a exclusão de ICMS e PIS/Cofins e representa alta de 0,23% em relação à semana anterior. Por outro lado, o etanol anidro registrou queda de 2,48% no mesmo período, com o litro a R$ 3,0809, já líquido de impostos.

    Ainda de acordo com o Cepea, a proximidade dos feriados prolongados intensificou os fechamentos de negócios. Houve vendas de volumes maiores de etanol ao longo da semana, embora a quantidade total tenha decepcionado o setor.

    Oferta limitada sustenta preço do açúcar cristal no início da safra

    O preço do açúcar cristal segue firme no mercado spot paulista, conforme indicam levantamentos do Cepea. A restrição na oferta impulsionou os valores neste início da safra 2025/26, mesmo com o início da moagem.

    Entre os dias 7 e 11 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal tipo Icumsa 130 a 180 atingiu R$ 141,36 por saca. O valor representa uma alta de 0,79% em relação à média da semana anterior. Algumas usinas já iniciaram a produção, mas ainda disponibilizam apenas pequenos lotes do açúcar da nova temporada.

    A oferta imediata continua limitada, especialmente para o tipo Icumsa 150, o mais procurado no período. A demanda esteve aquecida na última semana, o que resultou em maior liquidez no mercado. O Cepea registrou vendas pontuais com volumes elevados, reflexo do ritmo mais firme das negociações.

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  • Etanol: preços caem no fim da entressafra; confira

    Etanol: preços caem no fim da entressafra; confira

    Os preços do etanol recuaram na reta final da entressafra. Entre 17 e 21 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado caiu 2,38%, fechando em R$ 2,7572 por litro, já descontados ICMS e PIS/Cofins. O anidro também registrou queda de 1,67%, com o indicador a R$ 3,1906 por litro, sem impostos.

    Entenda o mercado de etanol

    Pesquisadores do Cepea apontam que as usinas aumentaram a oferta para escoar os estoques da safra 2024/25. Com isso, alguns negócios foram fechados a preços menores, mas exigiam retirada do produto até 31 de março. A nova safra 2025/26 começa oficialmente em 1º de abril. Apesar disso, o ritmo de negociações seguiu lento, enquanto distribuidoras pressionavam por valores ainda mais baixos.

    Açúcar: preços oscilam conforme o tipo negociado

    Os preços do açúcar cristal oscilaram fortemente na última semana, alternando altas e quedas. Segundo pesquisadores do Cepea, a variação reflete a estratégia das usinas, que praticaram preços distintos para os tipos Icumsa 150 e Icumsa 180.

    Em resumo, no mercado spot paulista, a diferença entre os dois tipos atingiu 17 reais por saca de 50 kg. Entre 17 e 21 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ para açúcar cristal Icumsa 130 a 180 teve média de R$ 138,83 por saca, queda de 1,24% em relação à semana anterior.

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  • Cana Summit 2025 discute fortalecimento do setor canavieiro

    Cana Summit 2025 discute fortalecimento do setor canavieiro

    O Cana Summit 2025, principal evento do setor sucroenergético brasileiro, reunirá governadores, senadores, deputados federais e especialistas em Brasília nos dias 2 e 3 de abril para debater estratégias de fortalecimento da cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Promovido pela ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana-de-Açúcar do Brasil), o encontro ocorrerá no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). E contará com nove painéis temáticos, abordando desde tributação até o mercado global de etanol.

    Governadores destacam ações estaduais para o setor

    Um dos destaques da programação é o painel “Principais ações dos governos estaduais para o produtor de cana”, que terá a participação dos governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Riedel (MS) e Paulo Dantas (AL). Os debates incluirão temas como infraestrutura logística, segurança nas zonas rurais e modelos tributários para reduzir custos aos produtores.

    Senado e Câmara discutem políticas nacionais

    No âmbito federal, o painel “Discussões que afetam o produtor de cana no Senado” contará com os senadores Tereza Cristina, Efraim Filho, Alan Rick, Jorge Seif e Jaime Bagattoli. Eles abordarão medidas legislativas para impulsionar o consumo de etanol e defender os interesses do setor. Já na Câmara, deputados como Ana Paula Junqueira Leão, Marrusa Boldrin, Luciano Amaral, Zé Vitor e Pedro Lupion (presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária) discutirão oportunidades e desafios regulatórios em debate no Congresso.

    ORPLANA reforça papel estratégico do setor

    José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA, destacou a importância do evento:

    “Junto às principais lideranças econômicas e políticas do Brasil, discutiremos a definição de estratégias e as temáticas prioritárias do setor. Assim como acompanharemos a evolução do que foi debatido na edição anterior do evento. Trata-se de uma grande oportunidade em que teremos a troca de experiências entre produtores, autoridades e especialistas. Além de fortalecer um segmento que é um dos pilares da economia brasileira”.

    O Cana Summit 2025 reúne produtores rurais, gestores do agronegócio e representantes do poder público. Os organizadores disponibilizam as inscrições no site oficial do evento, onde também está disponível a agenda completa dos painéis e a lista de palestrantes confirmados.

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  • Etanol: preços continuam em queda no mercado paulista

    Etanol: preços continuam em queda no mercado paulista

    A combinação de baixa demanda e maior oferta mantém a pressão sobre os preços do etanol no mercado spot de São Paulo. Segundo levantamento do Cepea, o mercado seguiu travado na última semana, com algumas usinas reduzindo os valores de oferta. Entre 10 e 14 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado registrou queda de 0,57%, fechando em R$ 2,8245 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O etanol anidro também apresentou recuo, com variação negativa de 0,13% no mesmo período. O Indicador encerrou a semana cotado a R$ 3,2449 por litro, valor líquido de impostos.

    Açúcar: mesmo com oferta restrita, preço do cristal recua

    Os preços do açúcar cristal branco caíram no mercado spot de São Paulo na última semana. De acordo com o Cepea, o Indicador CEPEA/ESALQ registrou média de R$ 140,58 por saca de 50 kg entre 10 e 14 de março, queda de 0,6% frente ao período anterior. A desvalorização ocorre apesar do fim da entressafra, quando a oferta das usinas costuma ser mais limitada. Pesquisadores do Cepea destacam que a demanda segue enfraquecida, com compradores negociando apenas quando os preços se tornam mais atrativos. Esse cenário tem levado algumas usinas a reduzirem os valores, principalmente para lotes de açúcar com cor Icumsa de até 180, o mais comercializado no mercado.

    Trigo: cotações seguem em alta no Brasil

    Os preços do trigo continuam em alta no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, a valorização ocorre devido à baixa disponibilidade do cereal no mercado interno durante a entressafra. Muitos vendedores seguem afastados das negociações, enquanto compradores intensificam a busca por novos lotes. Diante desse cenário, parte dos demandantes tem optado por importações, que apresentam valores mais competitivos. Para a safra de 2025, a Conab projeta um aumento de 15,6% na produção em relação a 2024, totalizando 9,117 milhões de toneladas. A produtividade deve subir 18%, alcançando 3,04 toneladas por hectare, enquanto a área cultivada pode registrar queda de 2,1%, ficando próxima de 3 milhões de hectares. A redução na área plantada reflete as incertezas sobre o clima e o mercado.

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  • 9ª edição do DATAGRO termina hoje em Ribeirão Preto

    9ª edição do DATAGRO termina hoje em Ribeirão Preto

    A 9ª edição do DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol, que termina hoje em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, apresentou projeções para a safra 2025/26, indicando uma leve retração na moagem de cana no Centro-Sul do Brasil. O evento, que reúne líderes do setor sucroenergético, debateu os desafios e perspectivas para a nova temporada.

    De acordo com a DATAGRO, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 612 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/26. A produção de açúcar está estimada em 42,35 milhões de toneladas, enquanto a de etanol anidro deve atingir 12,76 bilhões de litros e a de etanol hidratado, 21,95 bilhões de litros8. O mix açucareiro deverá ficar em 51%.

    Plinio Nastari, presidente da DATAGRO, apresentou as projeções durante o primeiro painel do evento, que também contou com a participação de Bruno Wanderley Freitas, líder de conteúdo da DATAGRO, e de Hugo Cagno, presidente da União Nacional da Bioenergia UDOP.

    Comparativo com a safra anterior

    Se confirmadas as projeções, haverá uma queda de 1,4% no processamento de cana em relação à temporada 2024/25, quando foram esmagadas 621 milhões de toneladas. Nastari destacou que a safra passada foi impactada por incêndios e seca, que consumiram 450 mil hectares.

    A produção de açúcar na temporada 2024/25 totalizou 39,81 milhões de toneladas, queda de 5,6% em relação a 2023/248. A fabricação de etanol, por outro lado, cresceu 3,7%, para 33,57 bilhões de litros.

    Fatores que influenciam a safra

    O início oficial da temporada 2025/26 está previsto para abril, mas algumas usinas já iniciaram a moagem. Nastari ressaltou que, apesar da menor pluviosidade em janeiro e fevereiro, o acumulado desde outubro garante um abastecimento hídrico maior para a nova safra. No entanto, as precipitações de março e abril serão determinantes para a oferta de cana.

    A precipitação acumulada entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025 no Centro-Sul do Brasil somou 1.003 mm, ante 686 mm no mesmo período da safra anterior e 935 mm na média dos últimos cinco anos.

    Condições dos canaviais

    A expectativa é de um aumento na área de corte devido à redução de 0,5 ponto percentual na intenção de plantio. Projeta-se ainda expansão sobre áreas de Citrus, Pastagens e Seringueiras, sobretudo nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

    Quanto à qualidade da cana, espera-se uma maior infestação de plantas daninhas, podendo elevar impurezas, mas menor infestação de pragas, como a broca de cana, e redução de inóculo de doenças devido ao aumento de incêndios em 2024.

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  • Embrapa e Toyota avançam em parceria para bioenergia e mobilidade sustentável

    Embrapa e Toyota avançam em parceria para bioenergia e mobilidade sustentável

    Em um movimento estratégico para acelerar a transição energética no Brasil, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, visitou a fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) para avaliar tecnologias limpas. E com destaque para a integração de biocombustíveis e eletrificação em veículos híbridos flex. A iniciativa reforça a colaboração entre as instituições em prol de soluções sustentáveis que aliam o etanol brasileiro a inovações automotivas de baixo carbono.

    A comitiva da Embrapa, que incluiu a chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Paula Packer, e a coordenadora da RenovaCalc, Marília Folegatti, conheceu detalhes da tecnologia híbrido-flex da Toyota, que combina etanol e eletricidade para reduzir emissões. Os veículos, que já são exportados para mercados globais, convertem energia cinética em eletricidade, potencializando a eficiência energética.

    “O etanol é uma solução consolidada no Brasil. Mas seu potencial global é enorme quando integrado a sistemas híbridos”, destacaram técnicos da Toyota durante a visita. A montadora japonesa enfatizou que o uso do biocombustível em motores flex reduz em até 70% as emissões de CO₂ em comparação à gasolina. Alinhando-se às metas do RenovaBio, política nacional impulsionada pela Embrapa.

    Embrapa destaca agropecuária como base da bioeconomia

    Silvia Massruhá apresentou um panorama da evolução agroambiental brasileira, desde a Revolução Verde até o atual status de potência em bioeconomia. “Estamos focados em uma agricultura multifuncional, resiliente e regenerativa, com investimentos em biofertilizantes, biocombustíveis e rotas tecnológicas inovadoras”, afirmou.

    A presidente destacou ainda o papel da Embrapa na estruturação de políticas públicas, como o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro, que inclui programas como o Diesel Verde (PNDV) e o Biometano. “A transição energética exige parcerias entre setores, e a indústria automotiva é um ator chave”, reforçou.

    Biometano e hidrogênio: novas fronteiras

    Paula Packer ressaltou que a visita buscou entender como a Toyota está ampliando suas estratégias de descarbonização além da produção de veículos. “Avaliamos desde colaborações em pesquisas com sorgo para biocombustíveis até tecnologias emergentes, como células a hidrogênio e biometano”, explicou.

    Ela destacou a importância da RenovaCalc, ferramenta desenvolvida pela Embrapa para calcular a intensidade de carbono de biocombustíveis, e convidou grandes empresas a integrarem o AgNest, hub de inovação da Embrapa. “O AgNest pode acelerar o desenvolvimento de novas rotas tecnológicas, reunindo startups, pesquisadores e indústrias”, afirmou.

    Apesar dos avanços, os desafios para escalonar biocombustíveis alternativos, como o biometano, ainda são complexos. Packer enfatizou a necessidade de métricas claras e investimentos em pesquisa. “A descarbonização do transporte depende não apenas de tecnologia, mas de uma governança colaborativa”, concluiu.

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  • Trigo: preços sobem mais uma semana; importações crescem

    Trigo: preços sobem mais uma semana; importações crescem

    Os preços do trigo subiram novamente no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, a retração vendedora limita a oferta e mantém os valores em alta. Compradores com dificuldades para adquirir trigo de qualidade superior optam por importar. Em resumo, em fevereiro, o Brasil comprou 582,2 mil toneladas do cereal, volume 18,8% menor que em janeiro, mas 10% maior que o de fevereiro de 2024. Em geral, nos últimos 12 meses, as importações somaram 6,8 milhões de toneladas, o maior volume desde junho de 2019, segundo a Secex.

    Açúcar: preço do cristal oscila no mercado paulista

    Os preços do açúcar cristal oscilaram na última semana. Segundo o Cepea, a baixa oferta do Icumsa 150 elevou as cotações, com usinas cobrando mais e compradores aceitando pagar valores superiores. Já o Icumsa 180, mais abundante, registrou preços menores. Portanto, essa diferença de oferta influenciou diretamente as variações diárias. Na sexta-feira (7), o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 130 a 180, fechou a R$ 143,09 por saca de 50 kg, alta de 3,04% frente ao dia 28 de fevereiro. Na comparação semanal, o avanço foi de 0,58%, com o Indicador atingindo R$ 141,42 entre 5 e 7 de março.

    Etanol: indicadores registram leve queda em São Paulo

    Os preços dos etanóis caíram levemente na última semana, segundo o Cepea. Entre 5 e 7 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado recuou 0,41%, fechando a R$ 2,8406 por litro (líquido de impostos). O anidro registrou queda de 0,2% no mesmo período, com o Indicador a R$ 3,2491 por litro. Em resumo, segundo analistas, o baixo interesse das distribuidoras refletiu fatores como o período pós-carnaval, o início da safra 2025/26 para algumas usinas e a oferta contínua de etanol de milho.

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  • Demanda por etanol pouco reage no Carnaval, e preço do hidratado segue estável

    Demanda por etanol pouco reage no Carnaval, e preço do hidratado segue estável

    A demanda por etanol hidratado não cresceu como esperado durante o Carnaval. Entre 24 e 28 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 2,8524 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), com leve alta de 0,07% frente à semana anterior. Já o etanol anidro teve valorização de 2,44%, atingindo R$ 3,2556 por litro, sem PIS/Cofins.

    Mercado do etanol

    Pesquisadores do Cepea destacam que o volume de etanol hidratado negociado no período foi o terceiro menor da safra 2024/25. Mesmo assim, produtores mantiveram os preços firmes, impulsionados por dados que indicam aquecimento nas vendas de combustíveis nas últimas quinzenas no Centro-Sul. Agora, o mercado volta a atenção para o início da moagem da cana na safra 2025/26. Ou seja, esse fator pode influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda.

    Preço do açúcar cristal cai, e mercado interno perde vantagem sobre exportações

    O preço do açúcar cristal recuou em fevereiro no mercado spot de São Paulo. A média do Indicador CEPEA/ESALQ para o tipo Icumsa 130 a 180 foi de R$ 143,74 por saca de 50 kg, queda de 7,45% em relação a janeiro, quando estava em R$ 155,31. O recuo reduziu a vantagem das vendas internas sobre as exportações, algo não observado desde outubro de 2024.

    Apesar da baixa oferta de açúcar Icumsa 150, usinas reduziram os preços do tipo Icumsa 180, principalmente em negociações de grandes volumes. No entanto, a demanda interna não acompanhou o movimento. Levantamentos do Cepea mostram que as compras permaneceram estáveis ao longo do mês.

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