Tag: etanol

  • Volume e preço do etanol aumentam em usinas paulistas

    Volume e preço do etanol aumentam em usinas paulistas

    Entre 10 e 14 de junho, o volume de etanol hidratado negociado por usinas paulistas cresceu 15%, de acordo com um levantamento do Cepea. Esse aumento no volume negociado resultou na elevação dos preços.

    O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou a semana com um valor de R$ 2,3378 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins, representando uma alta de 1,37% em relação à semana anterior. O etanol anidro também registrou um aumento de 0,65%, com o Indicador CEPEA/ESALQ atingindo R$ 2,6340 por litro, líquido de PIS/Cofins.

    Análise do mercado de etanol

    Segundo pesquisadores do Cepea, os agentes das usinas mantiveram firmeza nos valores de negociação no mercado spot, atentos às cotações do açúcar no mercado externo. Do lado da demanda, as distribuidoras realizaram compras mais volumosas, especialmente no início da semana passada.

    Usinas paulistas e demanda

    Esse cenário reflete uma movimentação significativa no mercado de etanol, influenciada tanto pela oferta firme das usinas quanto pela crescente demanda das distribuidoras. A tendência de alta nos preços demonstra a dinâmica de mercado observada no período, com expectativas voltadas para as próximas semanas. Como foi notado, o Agro em Campo sempre traz as análises de mercado, acompanhando os impactos para o produtor rural. Além disso, observamos também toda a cadeia produtiva até o preço final de mercado.

  • Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    A safra da cana-de- açucar está sofrendo interferência do clima, o que impacta na produção e pode afetar o seu bolso.

    Na segunda quinzena de maio, as usinas da região Centro-Sul processaram 45,19 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, uma queda de 3,36% em comparação às 46,77 milhões da safra anterior. No acumulado até 1º de junho, a moagem atingiu 140,74 milhões de toneladas, um aumento de 11,15% em relação ao ciclo anterior.

    Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, atribui a queda no final de maio às condições climáticas desfavoráveis em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e região de Assis (SP). “Esse movimento foi parcialmente compensado pelo clima seco que favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central do Estado São Paulo”. Em contraste, o clima seco favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central de São Paulo.

    Quatro unidades iniciaram a safra 2024/2025 na segunda metade de maio, somando 249 unidades em operação no Centro-Sul, das quais 232 processam cana, nove produzem etanol a partir do milho e oito são usinas flex.

    O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) na segunda quinzena de maio foi de 129,85 kg por tonelada de cana. Uma queda de 3,78% em relação ao mesmo período anterior. No acumulado da safra, o ATR foi de 122,07 kg por tonelada, uma redução de 1,92%.

    Produção de açucar

    A produção de açúcar totalizou 2,70 milhões de toneladas, uma queda de 7,72% em relação à safra anterior. Porém, desde o início da safra, a produção acumulada de açúcar alcançou 7,84 milhões de toneladas, um aumento de 11,80%.

    Rodrigues explicou que um terço das usinas aumentou a produção de açúcar por tonelada de cana, enquanto os outros dois terços reduziram. A menor concentração de ATR, baixo nível de pureza e outros fatores impactaram negativamente a produção em várias unidades.

    A produção de etanol na segunda quinzena de maio foi de 2,12 bilhões de litros, sendo 1,28 bilhão de etanol hidratado (+6,49%) e 837,67 milhões de etanol anidro (-8,95%). Porém, no acumulado até 1º de junho, a produção de etanol somou 6,46 bilhões de litros (+10,42%), com 4,32 bilhões de hidratado (+24,97%) e 2,14 bilhões de anidro (-10,59%).

    As vendas de etanol em maio totalizaram 2,97 bilhões de litros, um aumento de 22,51% em relação ao mesmo período anterior. O etanol hidratado registrou crescimento de 46,80% nas vendas, enquanto o anidro teve uma queda de 6,36%.

    Além disso, no mercado interno, as vendas de etanol hidratado somaram 1,87 bilhão de litros em maio, um aumento de 46,47%. A venda de etanol anidro foi de 997,35 milhões de litros, uma retração de 4,16%.

    Rodrigues destacou que o volume comercializado em maio foi o maior desde outubro de 2020. No acumulado da safra, as vendas de etanol somaram 5,81 bilhões de litros. Isso representa um crescimento de 28,57%, com 3,86 bilhões de litros de hidratado (+51,64%) e 1,96 bilhão de litros de anidro (-1,10%).

  • Produção acelerada de Etanol impacta cotações em São Paulo

    Produção acelerada de Etanol impacta cotações em São Paulo

    Os preços do etanol no estado de São Paulo registraram uma queda em maio, segundo análise de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Apesar da demanda aquecida, a produção intensiva nas usinas ao longo do mês exerceu pressão sobre as cotações do biocombustível.

    De acordo com dados do Cepea, considerando as semanas completas de maio, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado ficou em R$ 2,3147 por litro, representando uma queda de 2,01% em relação ao mês anterior, abril. Já para o etanol anidro, considerando apenas o mercado spot, a média ficou em R$ 2,6489 por litro em maio, uma redução de 1,71%.

    Enquanto isso, as vendas de etanol hidratado no segmento produtor do estado de São Paulo mantiveram-se aquecidas em maio, registrando o terceiro mês consecutivo de desempenho positivo. Os pesquisadores do Cepea apontam que essa tendência é impulsionada pela vantagem comparativa do etanol em relação à gasolina C, o que tem consolidado a preferência dos consumidores pelo biocombustível nas bombas.

    A análise do Cepea reflete um cenário dinâmico no mercado de etanol, onde fatores como produção, demanda e preços são influenciados por uma série de variáveis econômicas e sazonais. A queda nos preços em maio, apesar da demanda robusta, evidencia a importância de um monitoramento contínuo para compreender as nuances desse mercado vital para a economia brasileira.

  • Mercado em Alta: venda de etanol hidratado cresce 53,17% nas usinas do Centro-Sul do país

    Mercado em Alta: venda de etanol hidratado cresce 53,17% nas usinas do Centro-Sul do país

    A primeira quinzena do mês de maio foi marcada pelas vendas aquecidas de etanol nas usinas. O volume comercializado pelas empresas do Centro-Sul totalizou 1,38 bilhão de litros, o que representa aumento de 22,37% em relação ao mesmo período da safra 23/24.

    O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 468,86 milhões de litros — retração de 10,73% — enquanto o etanol hidratado registrou venda de 909,89 milhões de litros — crescimento de 51,26%.No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado alcançaram 899,12 milhões de litros — variação positiva de 53,17% em relação ao ano passado.

    A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 468,86 milhões de litros — queda de 7,09%.No acumulado desde o início da safra 2024/2025 até 15 de maio, a comercialização de etanol somou 4,12 bilhões de litros, representando um aumento de 34,61%.

    Desse total, o etanol hidratado representou volume de 2,76 bilhões de litros (+60,11%), enquanto o anidro de 1,36 bilhões (+1,81%).

    Produção de Açúcar e Etanol

    Na primeira metade de maio, 48,27% da cana-de-açúcar foi destinado à produção de açúcar, ante 48,16% registrados no mesmo período da safra 2024/2025.

    A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio totalizou 2,57 milhões de toneladas, praticamente o mesmo valor observado em igual quinzena na safra 2023/2024 (2,54 milhões de toneladas).

    No acumulado desde o início da safra até 15 de maio de 2024, a fabricação do adoçante totalizou 5,13 milhões de toneladas, contra 4,08 milhões de toneladas do ciclo anterior.

    O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, esclarece que “do crescimento total de 1,05 milhão de toneladas na fabricação de açúcar até o momento, apenas 255 mil toneladas ocorreram em função da mudança no mix de produção e a maior parte, cerca de 800 mil toneladas, foi resultado do avanço na quantidade de cana-de-açúcar processada neste início de safra”.

    Na primeira metade de maio, 1,99 bilhão de litros (+2,14%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,25 bilhão de litros (+12,40%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 743,02 milhões de litros (-11,47%).

    No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 15 de maio, a fabricação do biocombustível totalizou 4,35 bilhões de litros (+16,54%), sendo 3,04 bilhões de etanol hidratado (+34,66%) e 1,31 bilhão de anidro (-11,18%).

    Crescimento em relação a safra 2023/2024

    A moagem de cana-de-açúcar na primeira quinzena de maio registrou um pequeno aumento de 0,43% na comparação com o mesmo período do ciclo passado, com 44,75 milhões de toneladas processadas este ano, contra 44,56 milhões em 2023.

    No acumulado desde o início da safra 24/25 até 15 de maio, a moagem alcançou 95,42 milhões de toneladas, ante 79,85 milhões contabilizados no mesmo período da safra 2023/2024 — um avanço de 19,49%.

    A região Centro-Sul contou com 27 unidades produtoras de cana-de-açúcar que reiniciaram as atividades, totalizando 246 unidades operando na região. Desse total, 229 unidades processam cana-de-açúcar, 9 empresas fabricam etanol a partir do milho e 8 usinas flex.

    No mesmo período da safra 2023/2024, operaram 244 unidades produtoras, sendo 228 unidades com processamento de cana-de-açúcar, 8 empresas produzindo etanol a partir do milho e 8 usinas flex.

    Para Luciano Rodrigues, “ao final da segunda quinzena de maio, cerca de 250 empresas estarão em operação no Centro-Sul”. Outras 16 devem iniciar a safra em junho, completando o ciclo de usinas entrando em operação na safra 2024/2025, acrescenta o executivo.

    A qualidade da matéria-prima colhida nos primeiros quinze dias de maio, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, cresceu apenas 0,30% na comparação com o mesmo período do ciclo agrícola anterior, registrando 124,71 kg de ATR por tonelada colhida.

    No acumulado da safra 2024/2025, ainda se observa um ligeiro aumento de 0,13%, com o indicador atingindo 118,47 kg de ATR por tonelada.

     

  • Safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul bate recorde histórico em 2023/2024

    Safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul bate recorde histórico em 2023/2024

    A região Centro-Sul do Brasil concluiu a safra 2023/2024 com um recorde histórico de processamento de cana-de-açúcar. As unidades produtoras da região processaram 654,43 milhões de toneladas da matéria-prima, um crescimento de 19,29% em relação às 548,62 milhões de toneladas registradas na temporada 2022/2023.O maior aumento na moagem foi observado em São Paulo, que registrou avanço de 23,24% (387,60 milhões de toneladas na safra 2023/2024, ante 314,51 milhões no ciclo passado). Outros estados também bateram recordes, como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com crescimento variando de 8,74% a 17,47%. De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, “pela primeira vez registramos recorde na moagem, na fabricação de etanol e na fabricação de açúcar no mesmo ano. A expectativa no início da safra já indicava um crescimento de produção, mas os valores registrados no final do ciclo surpreenderam”.

    Produtividade agrícola em alta

    A safra recém-encerrada foi marcada por uma notável recuperação da produtividade agrícola nos canaviais da região Centro-Sul. As lavouras registraram rendimento de 87,2 toneladas de cana por hectare colhido, aumento de 19% em relação à safra 2022/2023, de acordo com o levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).O Estado de São Paulo, responsável por 60% da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, apresentou crescimento de 23,0% (90,7 toneladas por hectare nesta safra versus 73,7 toneladas por hectare no ciclo anterior), com destaque para as regiões de Araçatuba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, que registraram índice médio de 94,6 toneladas por hectare e aumentos de 31,5%, 20,2% e 24,8%, respectivamente. Nos demais estados produtores, o crescimento variou de 9,0% em Goiás a 20% no Mato Grosso do Sul. “Esse resultado observado no campo advém principalmente de um regime climático excepcional na primavera-verão de 2022 e início de 2023, aliado ao esforço constante da cadeia sucroenergética para a incorporação recursos tecnológicos que permitam maximizar os resultados na lavoura”, acrescentou Rodrigues.

    Qualidade da matéria-prima

    A qualidade da matéria-prima colhida na safra 2023/2024, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou redução de 1,10% na comparação com o último ciclo agrícola, atingindo 139,22 kg de ATR por tonelada.”A redução na concentração de açúcares na planta foi menos drástica do que o esperado diante índice de precipitação pluviométrica acima da média e do alongamento do período de moagem registrados neste ano”, disse o executivo.

    Produção de açúcar e etanol bate recordes

    A produção final de açúcar atingiu o recorde histórico de 42,42 milhões de toneladas na safra 2023/2024, aumento de 25,7% sobre as 33,75 milhões de toneladas registradas no ciclo passado, e crescimento de 10,3% na comparação com o recorde anterior de produção, verificado na safra 2020/2021 (38,46 milhões de toneladas).

    Rodrigues salientou que apesar do avanço na produção de açúcar, apenas 48,83% da cana-de-açúcar foi direcionado à fabricação do adoçante, sendo a maior parte da cana moída utilizada na produção de etanol.Nesse contexto, a produção de etanol no ciclo 2023/2024 também registrou recorde histórico de produção no Centro-Sul, com destaque para o impressionante aumento de 1,83 bilhão de litros de biocombustível produzidos a partir do milho de segunda safra. No total, as unidades do Centro-Sul produziram 33,59 bilhões de litros do renovável, uma alta expressiva de 16,16% em relação ao volume da última safra (28,92 bilhões de litros) e crescimento de 1,01% na comparação com o recorde anterior de produção verificado no ciclo 2019/2020 (33,26 bilhões de litros).