Tag: etanol

  • Alívio no bolso: preço do etanol hidratado cai após nove semanas de alta

    Alívio no bolso: preço do etanol hidratado cai após nove semanas de alta

    O preço do etanol hidratado recuou no mercado spot de São Paulo após nove semanas consecutivas de alta. Segundo o Cepea, a queda ocorreu devido à menor demanda das distribuidoras e à necessidade de venda de algumas usinas, que se preparam para o fechamento do ano-safra. Ou seja, nem mesmo o recesso de Carnaval impulsionou a procura pelo biocombustível.

    Levantamento do preço

    Em geral, entre 17 e 21 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,8503 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), uma leve queda de 0,13% em relação à semana anterior. Já o etanol anidro registrou R$ 3,1780 por litro, líquido de impostos (sem PIS/Cofins), com recuo de 2,53% no mesmo período.

    Açúcar cristal no mercado interno segue mais vantajoso que exportações

    As vendas domésticas de açúcar cristal continuam mais rentáveis que as exportações, tendência observada desde outubro de 2024. De 17 a 21 de fevereiro, o Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, registrou média de R$ 141,49 por saca de 50 kg.

    No mesmo período, o contrato nº 11 da ICE Futures, com vencimento em março de 2025, ficou em R$ 141,00 por saca. Assim, o mercado interno remunerou 0,34% a mais que as vendas externas. O cálculo considerou custos de fobização em US$ 59,99 por tonelada, prêmio de qualidade de US$ 58,68 por tonelada e dólar a R$ 5,7110.

    Apesar da vantagem, os preços no mercado doméstico perderam sustentação, já que algumas usinas seguem reduzindo seus valores. A média do Indicador CEPEA/ESALQ recuou 1,95% nas últimas duas semanas.

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  • USP testa primeira planta de hidrogênio renovável a partir do etanol

    USP testa primeira planta de hidrogênio renovável a partir do etanol

    A Universidade de São Paulo (USP) iniciou testes da primeira estação experimental do mundo para produção de hidrogênio renovável a partir do etanol. O projeto, conduzido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), busca impulsionar a transição energética e reduzir emissões de carbono.

    Em geral, a iniciativa recebeu investimento de R$ 50 milhões e reúne grandes empresas e instituições, como Shell Brasil, Raízen, Hytron, SENAI CETIQT e a própria USP. Também participam Toyota, Hyundai, Marcopolo e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). Em resumo, a tecnologia pretende mostrar a viabilidade do etanol como fonte sustentável de hidrogênio, aproveitando a infraestrutura já existente no país.

    Capacidade e aplicações

    A planta-piloto pode produzir 100 quilos de hidrogênio por dia. Ou seja, volume suficiente para abastecer três ônibus e dois veículos leves. Os pesquisadores testarão o hidrogênio em coletivos da USP e nos modelos Toyota Mirai e Hyundai Nexo, ambos movidos a células a combustível.

    Ao mesmo tempo, os cientistas avaliarão a conversão do etanol em hidrogênio e o desempenho do combustível nos veículos. “Estamos demonstrando que o etanol pode ser um vetor eficiente para o hidrogênio sustentável”, afirma Julio Meneghini, diretor científico do RCGI. “O Brasil tem uma infraestrutura consolidada para o etanol, o que favorece a descarbonização de setores industriais e do transporte”, completa.

    O hidrogênio será produzido por reforma a vapor do etanol, processo químico que combina o biocombustível com água em altas temperaturas para gerar hidrogênio. Esse método reduz emissões porque o CO₂ liberado pode ser compensado pelo cultivo da cana-de-açúcar.

    Impacto na indústria e na mobilidade

    A iniciativa pode impulsionar a mobilidade sustentável no Brasil. Fabricantes de aviões, caminhões e ônibus terão acesso a uma fonte estratégica de hidrogênio para desenvolvimento de novas tecnologias.

    “A produção em grande escala pode beneficiar diversos setores, da mobilidade à fabricação de fertilizantes sustentáveis”, diz Meneghini. A expectativa é que o projeto gere dados para ampliar sua aplicação comercial. “Queremos mostrar que essa solução é viável e pode fortalecer a transição energética do Brasil”, destaca o pesquisador.

    O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, reforça a importância da pesquisa. “Nosso papel é desenvolver tecnologias inovadoras para acelerar a transição energética e posicionar o Brasil como líder global”, afirma. Segundo ele, energia mais barata e com menor pegada de carbono pode tornar o país referência no setor.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou a planta no dia 19 de fevereiro e destacou o impacto econômico do projeto. “São Paulo tem infraestrutura, pesquisa científica e mão de obra qualificada para liderar a transição energética no Brasil”, afirma. Além disso, ele acredita que a iniciativa pode transformar a indústria e fortalecer a produção de energia limpa para exportação.

    Avanço estratégico

    O desenvolvimento da planta experimental marca um passo importante para o hidrogênio sustentável no Brasil. Meneghini aposta que a tecnologia consolidará o país como referência global na produção de energia limpa. “Essa solução pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis e impulsionar setores estratégicos de forma sustentável”, conclui.

     

  • Vendas de etanol no Centro-Sul crescem 2,07% em janeiro de 2025

    Vendas de etanol no Centro-Sul crescem 2,07% em janeiro de 2025

    As vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul do Brasil apresentaram um desempenho positivo em janeiro de 2025, totalizando 3,06 bilhões de litros. Esse volume representa um crescimento de 2,07% em comparação ao mesmo período da safra 2023/2024, conforme dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

    No mercado interno, as vendas de etanol hidratado atingiram 1,83 bilhão de litros, com um crescimento de 3,90% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o etanol anidro registrou um aumento ainda maior, somando 1,09 bilhão de litros e um avanço de 5,34%. Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, destacou que “na segunda quinzena de janeiro, o volume de etanol hidratado vendido superou 1 bilhão de litros pela primeira vez nesta safra, o maior valor desde a segunda quinzena de julho da safra 2019/2020”.

    Acumulado da safra e impactos na produção

    Desde o início da safra 2024/2025 até 1º de fevereiro, a comercialização totalizou 29,83 bilhões de litros, representando um crescimento acumulado de 10,73%. O volume de etanol hidratado chegou a 19,21 bilhões de litros (+18,18%), enquanto o anidro somou 10,62 bilhões de litros (-0,60%).

    Rodrigues explicou que a oferta de etanol cresceu apesar da retração na moagem devido ao aumento na produção a partir do milho e à redução nas exportações do biocombustível. “Esses fatores permitiram um avanço significativo nas vendas no mercado interno”, afirmou.

    Desempenho da moagem e produção

    Na segunda quinzena de janeiro, as unidades do Centro-Sul processaram apenas 239,37 mil toneladas de cana-de-açúcar, uma queda significativa em relação às 709,8 mil toneladas do mesmo período da safra anterior. No acumulado desde o início da safra até 1º de fevereiro, a moagem totalizou 614,16 mil toneladas.

    A produção de açúcar na segunda quinzena foi limitada a apenas 7,3 mil toneladas. No entanto, a fabricação total desde o início da safra alcançou 39,80 milhões de toneladas, uma queda de 5,52% em comparação com o ciclo anterior.

    Produção aumentada de etanol a partir do milho

    O destaque ficou por conta da produção de etanol a partir do milho. Na segunda quinzena de janeiro, foram produzidos 387,67 milhões de litros desse biocombustível. Desde o início da safra até agora, a produção totalizou 6,78 bilhões de litros. Isso representa um aumento significativo de 31,23% em relação ao mesmo período do ano passado.

    Rodrigues ressaltou que a produção atual já supera o volume total registrado durante toda a safra anterior. “Estamos estabelecendo um recorde na produção de etanol a partir do milho no Centro-Sul”, concluiu.

    Com essas informações e dados positivos sobre as vendas e produção do etanol no Brasil, o setor se mostra otimista para os próximos meses.

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  • Etanol hidratado mantém valorização desde dezembro

    Etanol hidratado mantém valorização desde dezembro

    Os preços do etanol hidratado e anidro continuam em alta no Centro-Sul do Brasil durante a entressafra. Dados do Cepea indicam que a valorização do hidratado em São Paulo ocorre desde a segunda quinzena de dezembro, enquanto o anidro registra alta desde o início do ano. 

    Pesquisadores do Cepea atribuem o aumento à demanda aquecida e à postura firme dos vendedores. Ou seja, as usinas consultadas pelo Cepea elevam os preços de comercialização do biocombustível e conseguem sucesso nas negociações. No mercado spot paulista, a oferta reduzida também contribui para a valorização.

    Entre 3 e 7 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,8337 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins, alta de 0,39% em relação à semana anterior. Já o etanol anidro alcançou R$ 3,2882 por litro, sem PIS/Cofins, avanço de 2,09% no mesmo período.

     Vale lembrar que 2024 ficou marcado como o período de maior oferta de etanol da história. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que o volume gerado atingiu 36,83 bilhões de litros, 4,4% acima do registrado em 2023. De acordo com a entidade, os indicadores consolidam o Brasil como o segundo maior produtor do mundo no ranking liderado pelos Estados Unidos. 

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  • Vendas de etanol atingem maior volume desde novembro de 2020

    Vendas de etanol atingem maior volume desde novembro de 2020

    O mercado de etanol encerrou janeiro com preços firmes e alta nas vendas em São Paulo, segundo dados do Cepea.

    Etanol hidratado

    Durante o mês, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado registrou média de R$ 2,7672 por litro, avanço de 5,1% em relação a dezembro de 2024.

    Etanol anidro

    O etanol anidro, negociado no mercado spot, teve aumento de 5,53%, com o Indicador CEPEA/ESALQ alcançando R$ 3,1397 por litro.

    As usinas paulistas comercializaram mais de 427 milhões de litros de etanol hidratado no mercado spot em janeiro. Esse volume foi o maior registrado desde novembro de 2020, reforçando o aquecimento da demanda.

    Preço do açúcar cristal cai no início da entressafra 2024/25

    O açúcar cristal iniciou a entressafra 2024/25 em queda no estado de São Paulo, conforme levantamento do Cepea. Em janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ, para o açúcar de cor Icumsa entre 130 e 180, teve média de R$ 155,31 por saca de 50 kg, recuo de quase 4% frente a dezembro de 2024.

    Ou seja, a pressão dos compradores levou as usinas a reduzirem os preços, principalmente nas negociações de açúcar cristal Icumsa 180 em grandes volumes. Na terça-feira (28), o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 149,63 por saca, o menor valor nominal desde a primeira quinzena de outubro de 2024.

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  • Anunciada reativação da Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia

    Anunciada reativação da Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia

    Durante a cerimônia de abertura da 18ª Coopershow, nesta terça-feira, 28 de janeiro, realizada em Cândido Mota, no Vale do Paranapanema, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo anunciou a reativação da Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia.  A reabertura da câmara marca um passo importante para o avanço da cadeia produtiva da cana-de-açúcar paulista, após três anos em processo de transição.

    Com um plano de ação que prioriza governança, sustentabilidade e inovação tecnológica, a reativação da câmara setorial visa colocar São Paulo na vanguarda do setor sucroenergético. O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, destacou a importância desse marco. “A estruturação de um plano setorial sólido demonstra nosso compromisso com a sustentabilidade e a competitividade, refletindo a força da maior cadeia produtiva do estado.”

    Nova liderança

    Na ocasião, foi empossado o novo presidente da Câmara Setorial, Bruno Garcia, que representa a Orplana e também preside a Assocana. Garcia assume a liderança em um momento estratégico. Ele tem a missão de conduzir a cadeia produtiva durante o processo de transição energética e implementar medidas sustentáveis e inovadoras. A câmara funcionará como um fórum permanente entre os setores público e privado, apoiado pela Secretaria Estadual de Agricultura.

    O plano estratégico da Câmara inclui ações voltadas para modernização tecnológica, fortalecimento institucional e reestruturação do Programa Etanol Mais Verde, que visa promover práticas sustentáveis e ampliar a regularização ambiental por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

    Impacto econômico do setor

    O setor sucroenergético paulista atingiu recordes na balança comercial em 2024, com 40,1% das exportações totais, totalizando R$ 74,16 bilhões, conforme dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta). Na safra 2023/2024, São Paulo respondeu por 54% da cana-de-açúcar processada no Brasil, gerando 62% da produção nacional de açúcar e 38% de etanol.

    Com 143 unidades produtoras ativas em São Paulo, o setor gera mais de 280 mil empregos formais, impactando positivamente a economia local. Os derivados da cana-de-açúcar são a principal fonte de energia renovável do estado, representando 36,6% da oferta interna bruta de energia.

    Coopershow 2025

    A 18ª Coopershow, que acontece entre os dias 28 e 31 de janeiro de 2025, reúne engenheiros agrônomos, extensionistas e produtores do setor agropecuário. Na edição anterior, o evento atraiu cerca de 23 mil pessoas e contou com 200 expositores. A presença da Apta Regional e do Instituto Agronômico (IAC-Apta) reforça o compromisso com a disseminação de informações tecnológicas para o agronegócio.

    A reativação da Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia representa um avanço significativo para o setor sucroenergético paulista. Com foco em sustentabilidade e inovação, as iniciativas propostas visam fortalecer ainda mais essa cadeia produtiva essencial para a economia do estado e do país.

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  • Brasil bate recorde de oferta de etanol em 2024

    Brasil bate recorde de oferta de etanol em 2024

    O Brasil registrou a maior oferta de etanol da história em 2024, com 36,83 bilhões de litros produzidos. Ou seja, o volume, divulgado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), supera em 4,4% a produção de 2023. Do total, 7,7 bilhões de litros vieram do milho, um crescimento de 32,8% em comparação ao ano anterior. Em resumo, esses resultados reafirmam o Brasil como o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

    A UNICA também destacou a competitividade do etanol em 2024. A paridade de preços do etanol hidratado em relação à gasolina C foi de 65,3%, a melhor registrada desde 2010. Ao mesmo tempo, o consumo de combustíveis no Brasil totalizou 59,3 bilhões de litros pela frota de veículos leves. O consumo de etanol hidratado subiu 5,4 bilhões de litros no período.

    Etanol como solução sustentável

    Evandro Gussi, presidente da UNICA, ressaltou o papel do etanol no combate às mudanças climáticas. “O etanol oferece uma solução tecnológica para uma mobilidade sustentável. Ele pode ser usado puro ou misturado à gasolina, reduzindo emissões de gases que agravam o efeito estufa e gerando economia aos consumidores”, afirmou.

    O setor bioenergético também avançou em 2024 com a sanção de leis como o Combustível do Futuro, o Mover, o Paten, a reforma tributária e o aperfeiçoamento do RenovaBio. “Essas medidas do Congresso e do Governo Federal representam um avanço importante rumo à economia de baixo carbono”, destacou Gussi.

    Campanha Vai de Etanol reforça consumo consciente

    A segunda fase da campanha #Vai de Etanol, lançada pela UNICA, busca educar e incentivar o consumo consciente do biocombustível. Estrelada por Tadeu Schmidt, a campanha segue o lema: “É bom para todo mundo e pro mundo todo também”. Os pilares da iniciativa são Sustentabilidade, Biocombustíveis, Brasil e Motor.

    Schmidt entrevista especialistas para explicar os benefícios do etanol para o carro, o bolso, o meio ambiente e a economia brasileira. A campanha inclui conteúdos educativos em várias mídias e convida o público a refletir sobre o impacto positivo do biocombustível.

    “Queremos mostrar que o Brasil já possui uma solução viável para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O etanol é um ativo sustentável que fortalece a indústria e movimenta o mercado interno”, explicou Gussi.

    Impactos ambientais e econômicos

    Desde o lançamento da tecnologia flex no Brasil, mais de 710 milhões de toneladas de CO2eq deixaram de ser emitidas. Portanto, essa redução equivale ao plantio de cinco bilhões de árvores nativas mantidas por 20 anos. Além disso, os brasileiros economizaram cerca de R$ 130 bilhões com o uso do etanol desde 2003.

    Ou seja, esses números reforçam o protagonismo do etanol como alternativa sustentável, que combina benefícios ambientais, econômicos e sociais.

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  • SP anuncia reabertura da Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia

    SP anuncia reabertura da Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia

    Na próxima terça-feira, 28 de janeiro, o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, participará da cerimônia de abertura da 18ª edição da Coopershow. É o maior evento de agronegócio da região do Vale do Paranapanema, que ocorrerá em Cândido Mota.

    Durante a abertura do evento, a Secretaria de Agricultura de São Paulo anunciará a reabertura da Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia, que esteve em processo de transição nos últimos três anos. A câmara terá como objetivo principal desenvolver ações para fortalecer ainda mais o setor sucroenergético no estado. O plano de ação e as atribuições do fórum serão apresentados aos participantes.

    O setor sucroenergético paulista teve um desempenho notável na balança comercial em 2024, com uma participação de 40,1%, totalizando R$ 74,16 bilhões. O açúcar representou 93% desse valor. Enquanto o etanol ficou com 7%, conforme dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

    Participação das instituições

    A APTA Regional e o Instituto Agronômico (IAC-Apta), junto com técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), também estarão presentes no evento. A participação dessas instituições ressalta o compromisso com a transferência de informações e a identificação de novas demandas para pesquisa no setor.

    A presença das instituições da Secretaria da Agricultura na Coopershow reafirma o compromisso com a disseminação de informações e pacotes tecnológicos. Que visam promover um desenvolvimento sustentável e aumentar a competitividade da produção rural na região do Vale do Paranapanema e em todo o estado.

    A reabertura da Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia representa um passo importante para o fortalecimento do setor sucroenergético em São Paulo.

  • BNDES aprova R$ 1 bilhão para ampliar produção de etanol avançado

    BNDES aprova R$ 1 bilhão para ampliar produção de etanol avançado

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar R$ 1 bilhão para a construção de uma unidade de etanol de segunda geração (E2G) pela Raízen Energia. A empresa realizará o projeto em Andradina, no interior de São Paulo, com capacidade anual de 82 milhões de litros do biocombustível.

    Os recursos serão divididos entre o programa BNDES Mais Inovação (R$ 500 milhões) e o Fundo Clima (R$ 500 milhões). A planta é uma das seis previstas no Brasil para viabilizar economicamente o E2G até 2028. Em resumo, esse etanol, classificado como biocombustível avançado, tem aplicações em combustíveis sustentáveis para aviação (SAF), hidrogênio verde e combustível marítimo.

    A construção deve gerar 1.500 empregos diretos, enquanto a operação deve empregar 200 pessoas. O investimento total do projeto é estimado em R$ 1,4 bilhão.

    Tecnologia inovadora na produção de E2G

    O E2G utiliza um método diferente do tradicional, que fermenta o caldo da cana com leveduras. Ou seja, a nova técnica usa enzimas para extrair açúcares da celulose do bagaço da cana e fermentá-los posteriormente.

    Embora incipiente, a produção de E2G representa menos de 1% do etanol fabricado no Brasil atualmente. Portanto, com o financiamento do BNDES, a capacidade nacional pode chegar a 440 milhões de litros anuais. Para efeito de comparação, o etanol de primeira geração produziu 34,2 bilhões de litros em 2024.

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    Avanços tecnológicos e impacto econômico

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o impacto do projeto na economia e na descarbonização. “Essa iniciativa reforça a fronteira tecnológica brasileira, atrai investimentos e apoia a produção de biocombustíveis por meio de instrumentos como o Fundo Clima e o Mais Inovação”, afirmou.

    Segundo José Luís Gordon, diretor do BNDES, o projeto está alinhado com a transição energética e a inovação tecnológica da nova política industrial. “A ampliação do E2G fortalece o Brasil como potencial líder na produção de biocombustíveis. Apenas para SAF e combustível marítimo, a demanda projetada é de R$ 167 bilhões em investimentos”, explicou.

    Sobre a Raízen

    A Raízen surgiu em 2011 como resultado de uma joint venture entre Cosan e Shell. A empresa atua em cultivo de cana-de-açúcar, produção de açúcar e etanol, cogeração de energia e distribuição de combustíveis. Hoje, emprega mais de 45 mil colaboradores.

  • Lucro: produtor de cana terá direito a crédito de descarbonização

    Lucro: produtor de cana terá direito a crédito de descarbonização

    A Lei 15.082/24, sancionada recentemente, estabelece que os produtores de cana-de-açúcar destinados ao biocombustível terão direito a uma participação nas receitas obtidas com a negociação de Créditos de Descarbonização (CBios). Anteriormente, essa remuneração era exclusiva das usinas produtoras de etanol. A nova legislação altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) para incluir os produtores independentes.

    Principais mudanças na legislação

    Publicada no Diário Oficial da União em 31 de dezembro, a nova norma exige que os distribuidores comprovem, por meio de balanço mensal, que possuem estoque próprio e compras compatíveis com o volume de diesel comercializado. Sem essa comprovação, os distribuidores ficam impedidos de vender qualquer categoria de diesel.

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    Além disso, a lei aumenta as penalidades para agentes que não cumprirem as metas de descarbonização estabelecidas. O descumprimento dessas metas agora é classificado como crime ambiental, e a comercialização de combustíveis será proibida para distribuidores que não atenderem suas metas individuais. A legislação também revoga autorizações anteriores concedidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em casos de reincidência no descumprimento das metas.

    Benefícios para os produtores

    De acordo com a nova lei, os produtores de cana-de-açúcar têm direito a receber pelo menos 60% das receitas provenientes da comercialização dos CBios gerados a partir do processamento da cana entregue às usinas. Caso o agricultor forneça dados primários que aumentem a eficiência energético-ambiental, sua participação pode chegar a 85% da receita adicional sobre os créditos gerados, descontados os custos de emissão.

    Os produtores de outras matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis, como soja e milho, poderão negociar suas parcelas de remuneração diretamente no âmbito privado.

    Regras mais rigorosas

    A nova legislação também impõe regras mais rigorosas para o cumprimento das metas individuais de descarbonização pelas distribuidoras. As metas devem ser cumpridas até 31 de dezembro de cada ano. Oo não cumprimento pode resultar em multas que variam entre R$ 100 mil e R$ 500 milhões.

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    Cada CBio reduz em uma tonelada a emissão de carbono equivalente, contribuindo para mitigar as mudanças climáticas e cumprir os compromissos do Brasil no Acordo de Paris.

    Vetos presidenciais

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou dois trechos da lei. Um deles permitia que as distribuidoras utilizassem créditos tributários na aquisição dos CBios, o que foi considerado inconstitucional por criar renúncia de receita sem previsão orçamentária. O outro veto eliminou a equiparação dos CBios a outros valores mobiliários.

    A Lei 15.082/24 representa um marco importante para o setor sucroenergético brasileiro, promovendo uma maior inclusão dos produtores independentes no sistema de créditos de descarbonização. Com essa mudança, espera-se um fortalecimento da sustentabilidade na produção de biocombustíveis e um incentivo à redução das emissões de carbono no Brasil.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias