Tag: etanol

  • Preço do etanol sobe após cinco semanas em queda

    Preço do etanol sobe após cinco semanas em queda

    Após cinco semanas de recuo, o preço etanol hidratado subiu. Entre 16 e 20 de junho, os preços avançaram em São Paulo. Segundo o Cepea, os vendedores mantiveram postura mais firme.

    Além disso, os estoques menores sustentaram os preços elevados. No início da semana, produtores pediram valores mais altos. Assim, as cotações seguiram firmes até o fim do período.

    Outro fator de pressão foi o petróleo, que valorizou. Mesmo com isso, compradores negociaram apenas de forma pontual. O Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 2,5696 por litro. A variação representa alta de 1,15% frente à semana anterior.

    O etanol anidro também teve leve aumento no mesmo período. O indicador do anidro chegou a R$ 2,9134 por litro. Ou seja, o acréscimo foi de 0,39%, segundo dados do Cepea.

    Demanda baixa derruba preço do açúcar em junho

    A liquidez segue baixa no mercado spot de açúcar cristal. O feriado de Corpus Christi reduziu ainda mais as vendas. Em geral, os compradores evitaram grandes volumes entre os dias 16 e 20.

    Segundo o Cepea, a demanda está limitada nesta safra. Desde abril, contratos têm garantido o abastecimento da indústria. Assim, o mercado spot perdeu força nas últimas semanas. Apesar de alta pontual, os preços voltaram a cair.
    Na segunda-feira, 16, o indicador subiu para R$ 128,22. Contudo, ao longo da semana, houve nova queda nos preços. Na sexta-feira, 20, o valor recuou para R$ 123,02. Na parcial de junho, a queda acumulada chega a 8%.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Óleo de soja dispara no exterior e pressiona

    + Agro em Campo: Hortitec 2025 reúne inovação, negócios e campo em Holambra

  • Preço do açúcar atinge menor valor desde 2022

    Preço do açúcar atinge menor valor desde 2022

    O preço do açúcar cristal continua em queda no mercado spot paulista. Pesquisadores do Cepea apontam que a desvalorização externa influenciou esse recuo ao longo da semana passada. Ou seja, apesar da restrição na oferta do tipo Icumsa 150, de melhor qualidade, os preços não reagiram.

    Além disso, as chuvas no início de junho também dificultaram a produção nas usinas e limitaram a disponibilidade do produto. Mesmo assim, o cenário interno não sustentou os valores do adoçante.  Com isso, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 130 a 180, caiu para R$ 120 por saca de 50 kg. Em resumo, esse nível de preço não era registrado desde outubro de 2022.

    Queda do etanol hidratado desacelera em São Paulo

    O etanol hidratado completou cinco semanas seguidas de queda no mercado spot de São Paulo. No entanto, o ritmo da desvalorização perdeu força nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, os vendedores mostraram maior resistência em reduzir os preços. Além disso, chuvas em áreas produtoras afetaram o trabalho no campo e a moagem nas indústrias.

    Com menor oferta disponível, os preços encontraram algum suporte. Outro fator foi a valorização recente do petróleo no mercado externo. A demanda interna também aumentou com a proximidade do feriado.
    Entre 9 e 13 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou a R$ 2,5404 por litro, queda de 0,35%.
    No mesmo período, o etanol anidro recuou 1,45%, para R$ 2,9021 por litro, ambos líquidos de impostos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Soja mantém preços firmes, mas derivados recuam

    + Agro em Campo: Ibama apreende mais de 2 toneladas de pescado ilegal no Aeroporto de Guarulhos

     

     

  • Moagem de cana-de-açúcar no Norte e Nordeste atinge 56,96 milhões de toneladas

    Moagem de cana-de-açúcar no Norte e Nordeste atinge 56,96 milhões de toneladas

    A safra de cana-de-açúcar 2024/2025 nas regiões Norte e Nordeste do Brasil alcançou 56,96 milhões de toneladas moídas até a primeira quinzena de abril, representando 95% do total previsto para a temporada. O volume, divulgado pela Associação dos Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), indica uma retração de 4,1% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, reflexo das condições climáticas adversas, especialmente a escassez de chuvas regulares.

    Apesar da redução na moagem, a safra foi marcada por ganhos na qualidade da matéria-prima, com maior concentração de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada. Isso impulsionou a produção de açúcar e etanol hidratado. Segundo Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio, o clima seco favoreceu a obtenção de níveis elevados de sacarose, permitindo resultados superiores na fabricação desses produtos em comparação à safra passada.

    Produção de etanol e açúcar registra crescimento

    A produção de etanol hidratado atingiu 1,40 bilhão de litros até a primeira quinzena de abril, um aumento expressivo de 23,5% sobre o mesmo período da safra anterior. Já o etanol anidro registrou retração de 22,5%, totalizando 827,7 milhões de litros. No acumulado, a produção total de etanol (anidro e hidratado) chegou a 2,23 bilhões de litros, crescimento de 1,2% em relação ao ciclo anterior.

    O setor sucroenergético também ampliou a produção de açúcar, que alcançou 3,72 milhões de toneladas, alta de 7,5% frente ao mesmo período de 2024. Mais de 65% desse volume deverá ser exportado para mercados da Ásia, África, Europa e América do Norte. Portanto, consolidando o Nordeste como importante player global, apoiado pela infraestrutura portuária de Maceió, Recife, João Pessoa e Natal.

    Estoques de etanol e perspectivas para exportação

    Até 15 de abril, os estoques físicos de etanol somavam 250 milhões de litros, um aumento de 11,68% em relação ao ciclo anterior. O volume armazenado inclui 136,2 milhões de litros de etanol anidro e 113,8 milhões de litros de hidratado.

    A expectativa é de que a safra 2024/2025 se consolide como uma das mais relevantes para o Norte e Nordeste. Isso tanto pelo desempenho industrial quanto pela crescente participação nas exportações de açúcar, mesmo diante dos desafios climáticos que impactaram a produtividade regional.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Fertilizante orgânico de lodo de esgoto eleva eficiência da adubação mineral na cana-de-açúcar

    + Agro em Campo: Kawatta e Majorca: novas variedades de laranjas

  • Oferta maior derruba preços do etanol e do açúcar

    Oferta maior derruba preços do etanol e do açúcar

    Os preços do etanol hidratado recuaram com força na última semana de maio. Em geral, a maior oferta no mercado pressionou as cotações. Segundo o Cepea, mesmo com chuvas pontuais em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, a produção seguiu elevada. Essas chuvas paralisaram algumas unidades industriais, mas não impactaram os preços.

    Ao longo da semana, os compradores adotaram postura cautelosa. No fim do mês, as filas nas usinas diminuíram, indicando menor ritmo de retirada. Com isso, entre os dias 26 e 30 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou a R$ 2,6100 por litro. O valor já considera descontos de ICMS e PIS/Cofins. Ou seja, a retração foi de 2,83% em relação à semana anterior. Trata-se da maior queda registrada na safra 2025/26. Para o etanol anidro, a queda foi de 1,62%, com o litro a R$ 3,0564, também líquido de impostos.

    Açúcar cristal

    Enquanto isso, o mercado do açúcar cristal também sentiu os efeitos da maior oferta. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo Icumsa 130 a 180 caiu 7,2% em maio. O preço fechou o mês a R$ 133,59 por saca de 50 kg. A média mensal ficou em R$ 137,50 por saca, 3,4% abaixo de abril.

    Segundo o Cepea, a oferta crescente no mercado spot paulista, especialmente do tipo Icumsa 180, pressionou os preços.A demanda enfraquecida contribuiu para esse movimento. Na última semana de maio, a liquidez permaneceu baixa. Em resumo, os compradores demonstraram pouco interesse fora das entregas contratuais. Os preços variaram conforme o tipo do açúcar. O Icumsa 150 manteve cotações mais firmes. Já o Icumsa 180 registrou valores mais baixos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Feijão: carioca e preto registram queda de preço em maio

    + Agro em Campo: Paraná prevê safra recorde de milho em 2025 

     

  • Agroenergia impulsiona aviação sustentável com SAF no Brasil

    Agroenergia impulsiona aviação sustentável com SAF no Brasil

    A Agroenergia desempenha um papel estratégico na transição para uma aviação mais sustentável, e o Brasil está se posicionando como líder na produção de biocombustíveis avançados, como o Combustível Sustentável de Aviação (SAF).

    A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com empresas associadas, lançou uma publicação exclusiva com dados técnicos, cenários e diretrizes para acelerar o desenvolvimento do SAF no país. O estudo reforça o potencial do Brasil em se tornar um grande produtor global desse biocombustível.

    O setor de transportes é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE). Dentro desse segmento, a aviação responde por 5% das emissões globais, enquanto o transporte hidroviário contribui com menos de 2% (SEEG, 2025).

    Nos últimos anos, a descarbonização da matriz energética ganhou força, com a adoção de combustíveis renováveis como:

    • Etanol
    • Biodiesel
    • HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado)
    • Combustível de Navegação Sustentável
    • SAF (Combustível Sustentável de Aviação)

    Crescimento da demanda por combustíveis de aviação

    A expansão da aviação comercial e o aumento do número de voos globais elevam a necessidade por querosene de aviação. Fatores como globalização, urbanização e crescimento da classe média (especialmente na Ásia e América Latina) impulsionam essa demanda.

    Projeções indicam que o tráfego aéreo dobrará nas próximas duas décadas, aumentando a dependência de combustíveis fósseis. Para reduzir esse impacto, o SAF surge como a principal alternativa sustentável, exigindo inovação tecnológica e políticas eficientes para garantir sua viabilidade.

    Brasil na vanguarda do SAF

    Para consolidar sua liderança no mercado de biocombustíveis, o Brasil precisa alinhar sua regulamentação às certificações internacionais. Isso garantirá:

    • Reconhecimento global do SAF brasileiro
    • Rastreabilidade e ciclo de vida sustentável
    • Elegibilidade para créditos de carbono

    A ABAG disponibilizou o estudo completo sobre o SAF, com análises e estratégias para o setor. Acesse aqui a publicação e saiba como o Brasil pode liderar essa transformação.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Mamangava: abelha invasora passa a ser monitorada na fronteira do RS
    + Agro em Campo: Preço do café recua, com forte queda no robusta
  • Vendas de etanol hidratado sobem para maior nível de 2025

    Vendas de etanol hidratado sobem para maior nível de 2025

    As vendas de etanol hidratado no estado de São Paulo cresceram 12,3% na última semana. Segundo o Cepea, o volume negociado atingiu o maior patamar desde o fim de janeiro de 2025.

    Em geral, compradores de diferentes portes participaram ativamente do mercado spot. Além disso, as usinas fecharam negócios diariamente, com foco no abastecimento de bases em São Paulo e em outros estados. O movimento ganhou força após o feriado do Dia das Mães.

    Apesar do avanço nas vendas, algumas usinas venderam lotes a preços mais baixos. Outras adotaram postura firme nas pedidas, principalmente em regiões com estoques reduzidos de etanol. A Unica havia informado queda nos estoques na semana anterior.

    Além disso, a menor pressão sobre os preços da gasolina contribuiu para a manutenção dos valores em algumas usinas. Entre os dias 12 e 16 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,7080 por litro. O valor considera ICMS e PIS/Cofins e representa queda de 0,57% na comparação semanal.

    Já o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol anidro registrou R$ 3,1314 por litro no mesmo período. O valor é líquido de impostos e teve alta de 0,27% frente à semana anterior.

    Preço do açúcar cristal recua mais de 3%

    No mercado spot paulista, o preço médio do açúcar cristal caiu na última semana. Os dados do Cepea indicam queda de 3,07% no valor da saca de 50 kg.

    O Indicador CEPEA/ESALQ (Icumsa 130-150) encerrou a sexta-feira, 16 de maio, em R$ 136,94 por saca. No acumulado da semana (12 a 16 de maio), a média ficou em R$ 138,85, baixa de 2% em relação ao período anterior. Enquanto algumas usinas mantiveram preços firmes, especialmente para o tipo Icumsa 150, outras flexibilizaram nas negociações do Icumsa 180. A diferença de postura influenciou diretamente os valores no mercado.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Mapa atualiza situação sobre gripe aviária no Brasil

    + Agro em Campo: RS vistoria mais de 80% das propriedades no raio de 10 km do foco de gripe aviária em Montenegro

     

  • Mercado de etanol aquece com alta na demanda

    Mercado de etanol aquece com alta na demanda

    O mercado de etanol ganhou força na última semana no estado de São Paulo. Segundo o Cepea, compradores atuaram com mais intensidade no spot paulista entre 5 e 9 de maio. Ou seja, eles adquiriram volumes em quase todos os estados do Centro-Sul, o que elevou a liquidez do mercado.

    Apesar disso, os demandantes buscaram negociar com preços mais baixos. Mesmo assim, algumas usinas mantiveram os valores firmes para o biocombustível. Com o avanço da moagem de cana, a oferta de etanol aumentou em parte das regiões. Essa elevação ocorreu após a melhora nas condições climáticas, de acordo com o Cepea. Na comparação semanal, o etanol hidratado subiu 0,19%, fechando a R$ 2,7236 por litro.

    Esse valor é líquido de ICMS e PIS/Cofins, segundo o Indicador CEPEA/ESALQ.  Já o etanol anidro teve alta de 0,76%, com o litro cotado a R$ 3,1230, sem impostos.

    Oferta de açúcar cristal segue restrita no mercado

    Apesar do avanço da safra 2025/26, a oferta de açúcar cristal segue limitada. O Cepea aponta que o processamento da cana aumentou, mas não gerou volume expressivo.

    As usinas têm priorizado contratos já firmados, tanto internos quanto externos. Por isso, a maior parte do açúcar Icumsa até 180 ainda não chega ao mercado spot. Enquanto isso, a demanda por lotes com entrega imediata está desaquecida. Nesse cenário, o preço do cristal registra pequenas quedas diárias no estado de São Paulo.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Produção de etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos

    + Agro em Campo: Exportação brasileira de café cai 28% em abril, mas segue recorde na safra 2024/25

     

  • Produção de etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos

    Produção de etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos

    A produção de etanol de milho no Brasil registrou crescimento de 1.700% nos últimos sete anos, consolidando-se como uma alternativa sustentável e estratégica para o setor energético nacional. O volume processado já ultrapassa 17 milhões de toneladas do grão e a expectativa é que esse número supere 22 milhões até 2026, segundo projeções do setor.

    O avanço do etanol de milho representa uma transformação estrutural no destino do cereal, que deixa de ser apenas insumo para ração animal ou exportação. E passa a ocupar papel central na matriz energética renovável do país. O modelo industrial permite operação contínua durante a entressafra da cana-de-açúcar, gera co-produtos de alto valor nutricional, como DDG e óleo de milho. E mantém margens operacionais robustas, chegando a 30% mesmo em cenários de oscilação de preços. Projetos maduros do setor apresentam retorno sobre o investimento (TIR) em torno de 15% ao ano.

    Especialistas do setor destacam que a indústria do etanol de milho alia sustentabilidade e rentabilidade. Assim, transformaexcedentes agrícolas em energia limpa e movimentando cadeias produtivas em larga escala. “Estamos diante de um modelo que equilibra eficiência, geração de valor e contribuição para a transição energética”, afirma Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

    Diversificação e interiorização da produção

    O etanol de milho contribui diretamente para a segurança energética nacional, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. Além disso, complementa a produção de etanol de cana, especialmente durante a entressafra. O Mato Grosso lidera a produção, com capacidade prevista de mais de 16 milhões de toneladas em 2026.  Mas o setor avança para estados como Paraná, Bahia e Santa Catarina, promovendo a interiorização e diversificação da matriz energética.

    Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

    A expansão do etanol de milho fortalece a resiliência das usinas, amplia o suprimento doméstico e reduz impactos ambientais, posicionando o Brasil como protagonista global em bioenergia. “O etanol de milho representa um caminho sólido para integrar competitividade, sustentabilidade e independência energética ao agronegócio brasileiro”, conclui Jordy.

    Com crescimento acelerado, margens atrativas e impacto positivo na transição energética, o etanol de milho consolida-se como peça-chave na nova matriz energética do Brasil, impulsionando investimentos e inovação no campo.

     

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: ExpoQueijo Brasil 2025 terá forte presença estrangeira
    + Agro em Campo: Safra da Lagosta 2025: governo estabelece novas regras para pesca sustentável

  • Volume de etanol hidratado cresce no início da safra

    Volume de etanol hidratado cresce no início da safra

    O mercado de etanol hidratado começou a nova safra com forte ritmo de negociação. Segundo o Cepea, o volume comercializado pelas usinas de São Paulo cresceu 23,6% entre março e abril. Em resumo, esse crescimento marca o começo da safra 2025/26 no Centro-Sul, iniciada oficialmente em abril. Portanto, apesar da alta nas vendas, os preços registraram queda no comparativo mensal.
    A média do Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado foi de R$ 2,7253 por litro em abril. Ou seja, o valor representa recuo de 2,12% em relação às semanas cheias de março. No mercado spot do etanol anidro, a média foi de R$ 3,1163 por litro, queda de 2,33%.

    Oferta baixa eleva preço do açúcar cristal em abril

    Os preços do açúcar cristal branco subiram no mercado spot paulista durante abril. Segundo o Cepea, mesmo com o início da safra 2025/26, a oferta de produto de qualidade ainda foi limitada.
    A baixa disponibilidade do Icumsa até 180 impediu a queda dos preços no início da temporada. Em geral, a média do Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 142,35 por saca de 50 kg em abril. O valor representa alta de 1,91% frente à média de março, que foi de R$ 139,69.
    De acordo com a Unica, as usinas do Centro-Sul processaram 16,59 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de abril. Esse volume representa crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2024.

    Preços do trigo atingem maiores médias do ano

    Os preços do trigo subiram no mercado interno durante abril. O avanço ocorreu em meio à entressafra e à oferta restrita, conforme aponta o Cepea. Em consequência, os estados monitorados registraram as maiores médias do ano.
    No Rio Grande do Sul, a tonelada foi negociada a R$ 1.469,93, maior valor desde setembro de 2024. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.478,46 por tonelada, a maior desde novembro. O Paraná teve a média mais alta: R$ 1.564,46, maior desde outubro. Em São Paulo, a tonelada chegou a R$ 1.669,45, a maior desde setembro.
    Apesar dos preços firmes, a liquidez foi baixa em abril.
    Produtores focaram nas lavouras, enquanto compradores se mostraram abastecidos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: IA impulsiona controle de plantas daninhas em lavouras

    + Agro em Campo: Dia das Mães anima produtores de flores

     

  • Grunner apresenta ATR E movida a etanol na Agrishow 2025

    Grunner apresenta ATR E movida a etanol na Agrishow 2025

    A Grunner apresentou, durante entrevista coletiva na Agrishow 2025, a versão funcional da ATR E, primeira Smart Machine movida a etanol, reforçando seu papel como uma das protagonistas na mecanização da lavoura de cana. Participaram do encontro com a imprensa José Reche, diretor Comercial e de Operações; Mateus Belei, sócio e conselheiro; e Gabriel Moretto, diretor Financeiro da Grunner.  

    Após apresentar o conceito do modelo na edição anterior da feira, a companhia retorna agora com o protótipo pronto para entrar em operação no segundo semestre. Desenvolvida em parceria com a DSA, a máquina é compatível com o padrão MAR-1, dispensando o uso de Arla e reduzindo riscos de incêndio ou falhas no sistema de regeneração de gases. A proposta é unir sustentabilidade e eficiência no campo. 

    Primeira máquina a etanol com inteligência embarcada

    ATR E, protótipo movido a etanol entra em teste no segundo semestre
    Foto: Pedro H. Lopes

    A ATR E representa um marco na transição energética no agronegócio. Ao ser abastecida com etanol, a máquina amplia o uso de uma matriz energética limpa e renovável, sem comprometer o desempenho na operação. “A nova versão já está 100% funcional, e deve ser colocada em teste no campo, o maior laboratório a céu aberto, ainda este ano”, destacou José Reche, durante a apresentação. A substituição do diesel pelo etanol também atende às exigências de grandes players do setor sucroenergético, que buscam reduzir sua pegada de carbono com soluções operacionais mais limpas. 

    Nova Série S e mais conectividade

    Outra novidade apresentada foi a ampliação da linha Série S, voltada à colheita de cana, agora com três modelos: ATRs, ADSs e ASPs. A nova geração da Série S traz 15 aprimoramentos. A nova geração da Série S traz 15 aprimoramentos. Um dos mais significativos é a redução do diâmetro de giro, que passou de 27,3 metros para 17 metros, representando uma diminuição de até 60% no raio de manobra. Isso impacta diretamente a eficiência da colheita ao reduzir o pisoteio da cana na linha e proporcionar maior fluidez operacional.

    Outro avanço está na distribuição equilibrada da carga, resultando em mais estabilidade do equipamento e maior vida útil dos pneus. O sistema de elevação da carga de transbordo também foi reformulado, garantindo mais liberdade de espaço e menor interferência na caixa de carga, reduzindo o acúmulo de resíduos de cana.

    ATRs incorpora balança eletrônica para pesagem precisa durante a colheita e retrovisor digital
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O ATRs  incorpora balança eletrônica para pesagem precisa durante a colheita e retrovisor digital (Mirror Cam), tecnologia que amplia a visibilidade e melhora a ergonomia do operador. O ADSs, voltado à aspersão de sólidos, foi redesenhado para ser mais compacto, atendendo a áreas de difícil acesso. Já o ASPs, destinado à aplicação de vinhaça e fertilizantes líquidos, agora conta com tanque em fibra, material que reduz o peso total do equipamento e aumenta a durabilidade. Isso sem comprometer a capacidade de aplicação e a resistência em condições severas de operação.

    Pós-venda fortalecido e consórcio com Mercedes-Benz

    A Grunner anunciou ainda investimentos em sua estrutura de pós-venda, com a criação de um novo Centro de Distribuição em Ribeirão Preto e planos para ampliar o número de lojas. Outra frente estratégica é a criação do Consórcio Grunner Mercedes-Benz, lançado durante a feira. “É uma alternativa inteligente para o produtor se planejar, se capitalizar e adquirir tecnologia com custo-benefício mais atrativo”, disse Gabriel Moretto. 

    Parceria com a Michelin e foco na sustentabilidade

    A companhia também reforçou sua parceria com a Michelin, com a incorporação de pneus radiais desenvolvidos especialmente para o setor sucroenergético, com maior tração, menor compactação do solo e mais vida útil. Segundo Mateus Belei, essas iniciativas são parte de um compromisso com a modernização sustentável da mecanização agrícola. “A Grunner quer ir além da entrega de máquinas. Estamos desenvolvendo soluções completas, que envolvem energia limpa, conectividade, manutenção, operação e planejamento”, afirmou. 

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Parceria impulsiona qualidade do leite de búfala em São Paulo
    + Agro em Campo: Embrapa: cultivo sustentável de açaí-solteiro