Tag: etanol

  • Goiás aposta no etanol de milho para turbinar agro e indústria

    Goiás aposta no etanol de milho para turbinar agro e indústria

    A expansão do processamento de grãos pode aumentar a geração de valor e fortalecer cadeias produtivas em Goiás. O tema foi discutido na abertura da 7ª DATAGRO Abertura de Safra – Soja, Milho e Algodão, realizada na quinta-feira (20/8), no World Trade Center, em Goiânia.

    André Rocha, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e do Sifaeg/Sifaçúcar, afirmou que a integração entre produtores, cooperativas e indústria cria novas oportunidades para a economia do Estado.

    Segundo ele, a indústria transforma matérias-primas agrícolas em produtos de maior valor agregado. O avanço da produção de etanol de milho é um dos principais exemplos desse processo.

    Além do biocombustível, as usinas produzem DDG (grãos secos de destilaria), utilizado na alimentação animal. Para Rocha, o insumo pode reforçar a pecuária goiana, que tem um dos maiores rebanhos bovinos do país e ocupa a segunda posição entre os estados em confinamento.

    “Junto com esse etanol vai vir o DDG. Goiás hoje tem um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, o segundo maior Estado em confinamento. Nós vamos não só aumentar isso, mas aumentar também as oportunidades para a nossa pecuária”, afirmou.

    Mais valor dentro do Estado

    Plínio Nastari, presidente da DATAGRO, também destacou o potencial da industrialização dos grãos para ampliar o valor gerado ao produtor rural.

    Além do etanol de milho, ele citou os impactos sobre segmentos como biodiesel, fertilizantes e produção de proteína animal. Com isso, a soja e o milho passam a abastecer diferentes cadeias dentro de Goiás.

    Investimentos dependem de articulação

    A programação também abordou fatores que influenciam a produção e os investimentos no agronegócio. Entre eles estão:

    • mercado futuro

    • seguro rural

    • tributação

    • logística

    • comércio exterior

    • mudanças climáticas

    • políticas públicas

    • competitividade

    Os debates reforçaram a necessidade de articulação entre produtores, cooperativas, indústria e poder público para enfrentar os desafios do setor e ampliar a capacidade de investimento.

    Lideranças participam do evento

    O encontro reuniu representantes das cadeias de soja, milho e algodão. Participaram o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, representando o governador Daniel Vilela; o presidente da Aprosoja-GO, Clodoaldo Calegari; o presidente da Agopa, Aroldo Rodrigues da Cunha; além de representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e do setor industrial.

    Para Rocha, a aproximação entre campo e indústria ajuda Goiás a aproveitar melhor suas vocações produtivas.

    “É graças a esse trabalho conjunto que nós estamos, dia a dia, construindo um Goiás melhor”, afirmou.

  • Conab eleva previsão de etanol para 41,88 bilhões de litros na safra 2026/27

    Conab eleva previsão de etanol para 41,88 bilhões de litros na safra 2026/27

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 41,88 bilhões de litros a estimativa de produção de etanol do Brasil na safra 2026/27. A projeção considera avanços tanto no biocombustível produzido a partir da cana-de-açúcar quanto no etanol de milho.

    O novo número representa um aumento de mais de 1 bilhão de litros em relação à estimativa divulgada em abril. Segundo a Conab, a produção total deve crescer 11,7% na comparação com a temporada anterior.

    Etanol de cana e de milho

    A produção de etanol de cana-de-açúcar está estimada em 29,98 bilhões de litros na safra 2026/27. O volume representa crescimento de 9,7% em relação ao ciclo anterior.

    Já a fabricação de etanol de milho deve alcançar 11,91 bilhões de litros, alta estimada em 17% na comparação anual.

    De acordo com a Conab, a perspectiva de um mercado mais favorável ao etanol em relação ao açúcar influencia a destinação da cana pelas usinas. Ao mesmo tempo, a produção de etanol de milho continua em expansão.

    Conab reduz estimativa para a cana

    Apesar da projeção maior para o etanol, a Conab revisou para baixo a estimativa de produção de cana-de-açúcar em 2026/27.

    O novo levantamento aponta para 705,2 milhões de toneladas, ante 709,1 milhões de toneladas previstos anteriormente.

    Mesmo com o corte em relação à projeção de abril, o volume representa uma alta de 4,7% sobre a safra anterior.

    O avanço esperado está relacionado à combinação entre maior área colhida e melhora da produtividade média nacional.

    Produção de açúcar também é revisada para baixo

    A revisão da produção de cana também aparece na estimativa para o açúcar.

    A Conab agora projeta uma produção de aproximadamente 42,9 milhões de toneladas de açúcar na safra 2026/27. Na estimativa anterior, o volume previsto era de 43,95 milhões de toneladas.

    Se confirmado, o novo número representará uma queda de 2,9% em relação à produção da temporada anterior.

    Assim, o levantamento mostra um cenário de aumento da produção de etanol, especialmente com a expansão do biocombustível de milho.

  • Etanol e açúcar sobem em São Paulo com oferta mais restrita

    Etanol e açúcar sobem em São Paulo com oferta mais restrita

    O mercado paulista de etanol registrou alta nos preços e maior ritmo de negociações nos últimos dias. Além disso, distribuidoras intensificaram as compras para recompor volumes e antecipar estoques. Segundo o Cepea, as usinas adotaram uma postura mais firme após sucessivas quedas nas cotações.

    A menor disponibilidade imediata em algumas unidades também contribuiu para fortalecer os preços do etanol. Ao mesmo tempo, o maior interesse comprador criou um ambiente mais favorável às negociações. O cenário externo também ajudou a sustentar a valorização do combustível no mercado paulista.

    Etanol de outros estados ganha espaço

    O mercado paulista também recebeu etanol produzido em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, esse fluxo pode ganhar força com a alta dos preços em São Paulo. Nesse cenário, a valorização amplia a janela para operações interestaduais com o combustível.

    Açúcar cristal também registra alta em São Paulo

    Os preços do açúcar cristal branco também avançaram no mercado à vista paulista. De acordo com o Cepea, as usinas mantiveram uma postura mais firme nos pedidos nos últimos dias. A oferta mais restrita no Centro-Sul sustenta esse movimento de valorização do açúcar.

    Por outro lado, os compradores demonstraram maior cautela diante da rápida alta da commodity. No mercado doméstico, o cenário de menor disponibilidade de açúcar continua se confirmando. Além disso, o mercado externo mantém os preços do açúcar demerara sustentados.

    Na Bolsa de Nova York, o açúcar segue influenciado pelas condições climáticas adversas. Essas condições atingem importantes regiões produtoras e reduzem as projeções para a produção global.

  • Fenasucro & Agrocana abre 32ª edição com foco na bioenergia brasileira

    Fenasucro & Agrocana abre 32ª edição com foco na bioenergia brasileira

    A 32ª edição da Fenasucro & Agrocana começou nesta terça-feira (11) em Sertãozinho (SP), no Centro de Eventos Zanini. A cerimônia de abertura reuniu autoridades políticas e lideranças do agronegócio, que reforçaram o protagonismo do Brasil na transição energética global.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prestigiou o evento ao lado do secretário estadual da Agricultura, Geraldo Melo Filho, e do prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez. Também participaram o presidente da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone; o presidente de honra da edição e presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP), Hugo Cagno Filho; o presidente emérito da feira, Antônio Eduardo Tonielo; e a presidente do Ceise Br, Rosana Amadeu.

    Governador aposta no etanol para descarbonizar transporte marítimo e aéreo

    Durante o discurso, Tarcísio de Freitas defendeu a diversidade de fontes renováveis do país e apontou oportunidades na descarbonização de diferentes modais de transporte. Segundo o governador, grandes empresas de navegação já preparam a adoção do biobunker, combustível marítimo misturado a fontes renováveis, e do etanol na propulsão de navios.

    “Uma das vocações do Brasil é a transição energética”, declarou Tarcísio, ao citar também o avanço do combustível sustentável de aviação (SAF) e da cana-de-açúcar como matéria-prima estratégica. O governador ainda destacou a chegada do biometano a regiões como Ribeirão Preto, que já substitui combustíveis fósseis em frotas de veículos pesados.

    Sertãozinho consolida posição como polo tecnológico da bioenergia

    O diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, ressaltou o papel de Sertãozinho no desenvolvimento tecnológico da cadeia sucroenergética. A feira reúne mais de 600 marcas expositoras e representantes de mais de 80 países nesta edição.

    32ª Fenasucro & Agrocana
    Foto: Divulgação / 32ª Fenasucro & Agrocana

    “Precisamos valorizar esse patrimônio nacional, exportar nossas tecnologias e incentivar o uso do etanol”, afirmou Montabone, ao defender maior participação brasileira no mercado global de bioenergia a partir das soluções desenvolvidas na região.

    Bioenergia brasileira evolui para modelo de biorrefinaria, diz presidente da UDOP

    O presidente de honra da edição, Hugo Cagno Filho, que também preside a União Nacional da Bioenergia (UDOP), avaliou que a transição energética deixou de ser promessa para se tornar realidade concreta nos mercados. Segundo ele, a bioenergia brasileira já opera como um conjunto de biorrefinarias, capazes de produzir etanol, bioeletricidade, biogás, biometano, biobunker e SAF.

    “É um setor que gera empregos, promove o desenvolvimento regional, investe em inovação e fortalece a posição do Brasil na agenda mundial da descarbonização”, declarou Cagno Filho, ao citar o crescente interesse internacional pelos biocombustíveis brasileiros.

    Etanol marítimo pode movimentar mercado de 225 milhões de toneladas

    A sustentabilidade dominou a programação do primeiro dia de feira. Em painel promovido pela Canaoeste, especialistas apresentaram iniciativas que combinam redução de custos, eficiência produtiva e preservação ambiental.

    O painel “Etanol na Navegação Marítima: O Futuro Chegou” discutiu o potencial do etanol brasileiro na descarbonização do setor marítimo. Plínio Nastari, CEO da DATAGRO, projetou um mercado potencial de 225 milhões de toneladas para o etanol marítimo. Um volume que supera em mais do dobro a atual produção mundial do combustível, estimada em 100 milhões de toneladas.

    A Copersucar, por sua vez, apresentou um teste com navio cargueiro apto a substituir o e-metanol por etanol. E também detalhou a inclusão de biocombustíveis em sua logística. A empresa já opera 74 caminhões movidos a biometano no transporte de açúcar até o Porto de Santos.

    SAF ganha espaço entre as discussões da feira

    O painel “Por que o mercado de SAF do Brasil pode estar mais próximo do que você imagina” reuniu especialistas para debater perspectivas e oportunidades do combustível sustentável de aviação no país. O tema reforça o interesse crescente do setor aéreo brasileiro pela descarbonização.

    A programação da Fenasucro & Agrocana continua nesta quarta-feira (12) com os painéis da FenaBio e a exposição de tecnologias e oportunidades de negócios para a cadeia da bioenergia.

    Serviço – 32ª Fenasucro & Agrocana
    • Data: até sexta-feira, 14 de agosto de 2026
    • Local: Centro de Eventos Zanini – Sertãozinho (SP)
    • Exposição: das 13h30 às 20h
    • Eventos de conteúdo: das 8h às 18h

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  • Produtores de cana do Nordeste receberão subvenção via Pix

    Produtores de cana do Nordeste receberão subvenção via Pix

    O governo federal regulamentou nesta terça-feira (11) a subvenção econômica destinada a produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste afetados pela tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou por eventos climáticos extremos.

    O benefício poderá chegar a R$ 270 milhões e foi autorizado pela Medida Provisória 1.374/2026, que tem como objetivo preservar a renda dos produtores, a produção de cana e os empregos do setor sucroenergético.

    O pagamento será feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), via Pix, após a comprovação das perdas e o atendimento aos critérios estabelecidos pelo governo.

    Quanto será pago aos produtores de cana

    A subvenção será de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar comercializada durante a safra 2025/26.

    O período considerado vai de 1º de agosto de 2025 a 31 de julho de 2026.

    Quem poderá receber?

    Poderão ter acesso ao benefício:

    • Produtores rurais independentes, pessoas físicas ou jurídicas;
    • Cooperativas e associações, em relação à produção de seus cooperados ou associados que sejam produtores independentes.

    A regra, porém, não contempla produtores que tenham participação societária, direta ou indireta, nas usinas, destilarias ou cooperativas que recebem a cana fornecida.

    A MP 1.374/2026 estabelece que o apoio pode ser concedido diretamente aos produtores ou por meio de cooperativas e associações, conforme a quantidade de cana comercializada.

    Prazo para apresentar a documentação

    Os produtores deverão comprovar a comercialização da cana por meio de documentação fiscal eletrônica.

    Segundo o decreto, os documentos deverão ser encaminhados à Conab até 30 de outubro de 2026.

    Poderão ser utilizados documentos fiscais emitidos pelo próprio produtor ou pela unidade que adquiriu a cana, conforme as regras tributárias de cada Estado.

    Também serão consideradas operações realizadas por cooperativas ou associações.

    Como será feita a análise

    A Conab será responsável por receber e analisar a documentação apresentada pelos produtores.

    Caso sejam encontradas inconsistências, o beneficiário será notificado para fazer as correções necessárias.

    A estatal também deverá disponibilizar informações sobre o processo de operacionalização da subvenção, incluindo o endereço para envio dos documentos e a relação dos beneficiários, conforme os critérios estabelecidos no programa.

    Pagamento será feito via Pix

    Após a análise e aprovação da documentação, a Conab fará o pagamento da subvenção diretamente ao beneficiário por Pix.

    O valor será calculado de acordo com a quantidade de cana comercializada que estiver dentro dos critérios do programa.

    Produtores poderão ser fiscalizados

    O decreto também prevê a possibilidade de fiscalização dos produtores beneficiados pela Conab.

    A fiscalização poderá ocorrer a qualquer tempo e em qualquer fase da operação, segundo as regras estabelecidas pelo governo.

    O recebimento irregular do benefício poderá resultar na devolução integral dos valores, com atualização pela taxa Selic ou por outro índice que venha a substituí-la.

  • Etanol segura preços enquanto açúcar cristal volta a subir

    Etanol segura preços enquanto açúcar cristal volta a subir

    Os preços dos etanóis anidro e hidratado estão praticamente estáveis em São Paulo. O equilíbrio entre oferta e demanda explica o cenário. Segundo o Cepea, o avanço da safra 2026/27 no Centro-Sul mantém elevada a disponibilidade de etanol.

    Ao mesmo tempo, compradores voltaram a atuar com maior intensidade no mercado paulista. De modo geral, distribuidoras de São Paulo adquiriram volumes maiores. Além disso, outros estados produtores registraram maior movimentação nos negócios.

    A volta às aulas também impulsionou a circulação de veículos. Com isso, novos compradores retornaram ao mercado spot. Além disso, a vantagem de preço do etanol hidratado no varejo continua favorecendo o biocombustível.

    Segundo pesquisadores do Cepea, agentes do mercado avaliavam que as cotações haviam atingido um piso. Os preços também estavam abaixo dos custos de produção. Diante disso, vendedores elevaram suas ofertas. Em alguns casos, os vendedores conseguiram fechar negócios com valores maiores. Outros realizaram operações pontuais para cobrir despesas.

    Essas negociações também ajudaram a atender necessidades de caixa ou custos de tancagem. Portanto, a combinação entre oferta elevada e demanda aquecida contribuiu para estabilizar o mercado de etanol.

    Menor produção sustenta alta do açúcar cristal

    Enquanto isso, os preços do açúcar cristal branco continuam avançando no mercado paulista neste início de agosto. A saca de 50 quilos alcançou R$ 96,00. Esse valor não era registrado desde meados de maio.

    Segundo o Cepea, a liquidez aumentou no mercado. Porém, compradores ainda mantêm uma postura seletiva. Isso ocorre porque os preços atingiram patamares mais elevados nos mercados interno e externo. A menor produção de açúcar no Centro-Sul sustenta as cotações.

    Esse movimento ocorre mesmo com o maior volume de cana processada e a melhor qualidade da matéria-prima. Além disso, o maior redirecionamento da moagem para produzir etanol reduz a disponibilidade de açúcar. Consequentemente, essa menor oferta reforça a sustentação dos preços do açúcar cristal no mercado paulista.

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  • Etanol garante economia de quase R$ 80 por tanque

    Etanol garante economia de quase R$ 80 por tanque

    O etanol hidratado atingiu a maior vantagem econômica em relação à gasolina desde 2018. A diferença de preços ampliou a competitividade do biocombustível e aumentou a economia para os consumidores brasileiros.

    Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o litro do etanol foi vendido, em média, a R$ 3,70 em São Paulo na última semana. Já a gasolina chegou a R$ 6,39 por litro.

    Segundo cálculos da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), considerando o rendimento médio do etanol equivalente a 73% do da gasolina, o preço de equilíbrio do biocombustível seria de R$ 5,07 por litro.

    Na prática, a diferença representa uma economia de R$ 1,32 por litro abastecido. Em um tanque de 60 litros, a vantagem pode chegar a aproximadamente R$ 79.

    Etanol registra maior vantagem em oito anos

    De acordo com a Unica, esta é a maior vantagem econômica do etanol desde 2018. O resultado também representa a segunda melhor marca desde o início da série histórica da ANP, iniciada em 2013.

    A competitividade do combustível renovável não está restrita a São Paulo.

    Levantamento da ANP aponta que todos os municípios pesquisados nos principais estados produtores apresentaram vantagem econômica para o etanol:

    • São Paulo
    • Paraná
    • Goiás
    • Mato Grosso
    • Mato Grosso do Sul
    • Minas Gerais

    Em São Paulo, a relação entre os preços ficou em 57,9%. O índice está bem abaixo da faixa entre 70% e 73%, considerada referência para que o etanol seja financeiramente mais vantajoso.

    Já em Mato Grosso, a paridade chegou a 55%. No estado, o etanol foi comercializado a R$ 3,74 por litro, enquanto a gasolina atingiu R$ 6,80.

    Cenário internacional favorece o biocombustível

    Segundo a Unica, a diferença de preços ganha ainda mais relevância diante das oscilações do mercado internacional de petróleo.

    Com maior participação do etanol na matriz energética, o consumidor brasileiro reduz a exposição às variações externas que costumam impactar os combustíveis fósseis.

    “O aumento da participação do etanol na matriz energética representa uma alternativa eficiente para substituir combustível fóssil, importado e mais caro pelo biocombustível produzido domesticamente, com geração de renda, emprego, economia ao consumidor e menores emissões de gases de efeito estufa”, afirma Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial e Regulação da Unica.

    Mistura E32 reforça uso do etanol

    A entidade também relaciona a maior competitividade do combustível à entrada em vigor da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina, conhecida como E32.

    A medida passou a valer em 1º de agosto e está prevista na Lei do Combustível do Futuro.

    Segundo estimativas do setor, a ampliação da mistura poderá reduzir entre 800 milhões e 1 bilhão de litros por ano a necessidade de importação de gasolina pelo Brasil.

    Dados da ANP mostram que o país importou cerca de 3,5 bilhões de litros de gasolina em 2025.

    Benefícios para o agronegócio e para o consumidor

    Na avaliação da Unica, a expansão do etanol fortalece a segurança energética nacional ao ampliar o uso de um combustível renovável produzido no Brasil.

    Além de reduzir a dependência de derivados de petróleo importados, a medida ajuda a amortecer os efeitos das oscilações internacionais nos preços dos combustíveis.

    Com preços mais competitivos e maior participação na matriz energética brasileira, o etanol reforça seu papel como uma das principais alternativas para reduzir custos de abastecimento e fortalecer o agronegócio nacional.

  • Etanol perde força mesmo com mercado mais aquecido

    Etanol perde força mesmo com mercado mais aquecido

    O mercado de etanol registrou maior movimentação nos últimos dias. Mesmo assim, os preços continuam em queda. Segundo o Cepea, algumas usinas interromperam as vendas após negociações anteriores. Elas consideram os preços atuais pouco atrativos.

    Ao mesmo tempo, outras unidades seguem negociando. No entanto, aceitam valores menores, principalmente em operações de maior volume.

    Pelo lado da demanda, as vendas no varejo cresceram de forma tímida. O cenário confirma os dados preliminares de junho de 2026 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além disso, agentes do mercado esperam uma recuperação da demanda com a chegada de agosto e o retorno às aulas.

    Mercado do açúcar segue com poucas negociações

    Os preços do açúcar cristal branco oscilaram no mercado paulista nos últimos dias. Os compradores aguardam novas quedas nos preços. A expectativa considera o aumento da oferta do produto. Por isso, os negócios continuam pontuais e ocorrem apenas em situações específicas.

    Clima favorece cana, mas exige atenção

    No campo climático, a atuação do El Niño tende a favorecer a produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul. As chuvas mais frequentes previstas para o segundo semestre podem melhorar o desenvolvimento dos canaviais. Além disso, elas devem elevar a produtividade. Esse cenário beneficia tanto o restante da safra 2026/27 quanto a próxima temporada.

    Por outro lado, o excesso de chuva pode atrasar a colheita. Também pode limitar o avanço do ATR. Segundo o Cepea, os efeitos mais característicos do El Niño devem aparecer a partir de setembro.

  • Etanol cai em São Paulo apesar do aumento da mistura

    Etanol cai em São Paulo apesar do aumento da mistura

    Os preços do etanol continuam em queda no mercado de São Paulo. A oferta crescente e a demanda fraca pressionam as cotações. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as férias escolares reduziram o fluxo de veículos. Como resultado, o consumo de combustíveis perdeu força.

    Na semana passada, distribuidoras compraram pequenos volumes em São Paulo. Em alguns casos, elas buscaram maiores quantidades em outros estados. Mesmo assim, vendedores precisaram reduzir ainda mais os preços para fechar negócios.

    Além disso, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina não impulsionou a demanda. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a elevação da mistura de 30% para 32% na última terça-feira (14). A medida entrará em vigor em 1º de agosto. Ela terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

    Segundo o Cepea, a mudança ainda não gerou efeitos concretos sobre o mercado. Os pesquisadores também destacam que algumas usinas anteciparam vendas quando os preços estavam mais atrativos. Por isso, essas unidades reduziram a participação nas negociações do mercado spot nas últimas semanas.

    Açúcar cristal mantém oscilações em São Paulo

    Os preços do açúcar cristal branco continuam oscilando no mercado paulista. Nos últimos dias, as cotações registraram altas expressivas. O movimento acompanhou a valorização do mercado internacional. Ainda assim, a recuperação não definiu uma tendência consistente para os preços.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a volatilidade resulta das mudanças constantes em fatores do mercado interno e externo. Esse cenário dificulta uma direção mais clara para as cotações. Ao mesmo tempo, a produção atende às expectativas do setor. As condições climáticas favorecem o desenvolvimento da safra. Com isso, a oferta abastece o mercado interno e ainda garante excedentes para exportação.

  • Projeto transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal

    Projeto transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal

    A Agropecuária Vista Alegre, empresa do Better Group, deu início ao processo de obtenção de documentos ambientais para implantar um projeto que transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal. A empresa investirá R$ 20 milhões na ampliação da indústria e na construção de um biodigestor, movimento que amplia a capacidade produtiva e diversifica o uso do tubérculo fora do padrão comercial.

    Foto da Usina Agropecuaria Vista Alegre
    Foto: Divulgação

    O projeto prevê a produção de 7 milhões de litros de etanol por ano, dos quais 5 milhões virão da fermentação da batata-doce. A iniciativa também gerará 7 mil toneladas anuais de ração animal e 7 milhões de metros cúbicos de biogás, este último produzido com a inclusão de dejeto bovino.

    Anúncio reforça vínculo com a Batatec

    A empresa anunciou o início do processo um ano após apresentar o projeto na Feira Tecnológica da Batata-Doce (Batatec) 2025, em Presidente Prudente (SP). O anúncio animou os agricultores locais. Neste ano, a Batatec acontece entre os dias 23 e 26 de julho, organizada em parceria com a Agropecuária Vista Alegre, e reunirá produtores, pesquisadores e empresas ligadas à cadeia da batata.

    “Esse projeto representa um novo passo na estratégia do Better Group de investir em soluções que ampliam a eficiência das operações e geram valor para os diversos elos da cadeia produtiva. Reunimos, em uma única iniciativa, produção de biocombustível, geração de energia e nutrição animal. Com aproveitamento integral da matéria-prima”, afirma David de Carlo, gerente industrial da Agropecuária Vista Alegre. Segundo ele, a proposta também fortalece a relação com os produtores da região ao criar uma alternativa para o aproveitamento da batata-doce fora dos padrões exigidos pelo mercado de consumo. Com a ampliação, a empresa elevará sua produção de etanol de 2 milhões para 7 milhões de litros por ano.

    Foto: Divulgação

    Para a companhia, o projeto materializa a economia circular na prática. O biodigestor converterá resíduos e dejetos bovinos em biogás, que gerará energia térmica e elétrica para a própria operação e contribuirá para reduzir a pegada de carbono do negócio.

    Parcerias locais garantem fornecimento de matéria-prima

    A empresa firmará parcerias com pequenos, médios e grandes produtores da região para garantir o fornecimento de batata-doce. “Como o processamento industrial não depende de critérios estéticos, ampliamos o aproveitamento da produção com redução de perdas no campo”, explica David de Carlo. Para complementar o abastecimento da indústria, a Agropecuária Vista Alegre também cultivará 400 hectares de batata-doce irrigada por pivô central, com adubação feita a partir de resíduos orgânicos da própria operação.

    O processamento da batata-doce também produzirá Wet Distillers Grains (WDG), coproduto utilizado na fabricação de ração para os animais confinados do Better Group. Testes laboratoriais apontam teor de proteína acima de 29% no ingrediente, o que permitirá produzir aproximadamente 7 mil toneladas de ração por ano. Depois da extração desse material, os resíduos seguirão para o biodigestor, onde se converterão em biogás para gerar energia para a própria indústria.

    “Enquanto o mercado discute sustentabilidade, o Better Group pratica esse conceito em cada elo da cadeia. Com nosso propósito de ‘Alimentar Hoje. Cuidando do Amanhã’, construímos um sistema para entregar carne de excelência com impacto ambiental reduzido, em um modelo maduro de economia circular. A transformação da batata-doce em diferentes produtos mostra como a inovação pode ampliar o aproveitamento dos recursos. Além de criar novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirma Everton Gardezan, gerente de marketing do Better Group.

    Embora recém-lançado, o projeto Bioenergia da Batata-Doce já conquistou reconhecimento nacional. Em junho, a Agropecuária Vista Alegre recebeu o 32º Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria Energias Limpas. Essa é uma das principais premiações ambientais do país, que destaca iniciativas que associam inovação, eficiência produtiva e responsabilidade ambiental.