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  • Mulheres discutem protagonismo no agro em fórum no RS

    Mulheres discutem protagonismo no agro em fórum no RS

    Cento e quarenta mulheres do agro se reuniram em Porto Alegre para debater protagonismo e liderança feminina no campo. O encontro aconteceu durante o 2º Fórum de Lideranças Femininas da Farsul.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do evento, realizado na sede da Farsul, no Rio Grande do Sul. Mulheres de diferentes regiões do estado participaram dos debates, trocaram experiências e fortaleceram a rede de apoio entre produtoras.

    A vice-presidente da Comissão Nacional de Mulheres da CNA, Simone de Paula, foi uma das painelistas.
    Ela destacou o alto nível das discussões e a diversidade das participantes. “O evento contou com painéis de alto nível, representações de diferentes setores do agro e instituições”, afirmou Simone. Segundo ela, as mulheres demonstraram engajamento, protagonismo e forte atuação nos sindicatos rurais. “Isso reflete a força das produtoras rurais do Rio Grande do Sul”, completou.

    Valorização e união das mulheres

    Os painéis abordaram temas como liderança feminina, construção de legado, sustentabilidade e crédito de carbono. As falas reforçaram a importância da valorização e união das mulheres do agro.

    A assessora técnica de sustentabilidade da CNA, Amanda Roza, também participou do evento. Ela integrou o painel “Meio Ambiente e os desafios frente à produção sustentável – Crédito de Carbono”.

    Na véspera do fórum, a Comissão Nacional de Mulheres do Agro da CNA reuniu-se com lideranças estaduais da Farsul.Durante a reunião, o grupo discutiu ações integradas para fortalecer a presença feminina no setor agropecuário.

    Rodrigo Rizzo, assessor da presidência da Farsul, também participou da reunião. Ele apresentou o processo de criação da Comissão Estadual das Mulheres e os principais desafios enfrentados no estado.

    O grupo ainda sugeriu novas iniciativas para ampliar o engajamento feminino no sistema sindical rural. Em geral, a proposta é aumentar a representatividade das mulheres e consolidar sua liderança no campo.

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  • CNA pede R$ 594 bilhões para Plano Safra 2025/26

    CNA pede R$ 594 bilhões para Plano Safra 2025/26

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) quer um Plano Safra mais robusto em 2025/26. A entidade propôs ao Ministério da Agricultura o repasse de R$ 594 bilhões para o crédito rural. O valor representa um aumento de quase 25% em relação aos R$ 477 bilhões da safra atual.

    Além disso, a CNA solicita R$ 25 bilhões para equalização de juros, frente aos R$ 14 bilhões previstos atualmente. A entidade não especificou as taxas pretendidas, mas defende juros e prazos adequados, especialmente para investimentos de longo prazo.

    O documento com as propostas foi entregue nesta quinta-feira (24) ao secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos. Em geral, a CNA ressalta que o foco do governo deve ser o financiamento de ações estratégicas, como os investimentos no meio rural.

    Recursos não chegam na ponta, afirma CNA

    A entidade criticou a baixa execução dos recursos nesta temporada. Os desembolsos estão quase 20% abaixo dos registrados na safra 2023/24. Para a CNA, é fundamental garantir que os recursos anunciados cheguem ao produtor final. “Os valores precisam estar disponíveis ao longo de toda a safra, sem interrupções”, afirma a confederação. Em fevereiro, o governo suspendeu temporariamente as operações equalizadas por falta de orçamento. Um crédito extraordinário de R$ 4,1 bilhões permitiu a retomada.

    CNA defende equilíbrio fiscal e menos juros

    Com a expectativa de a taxa Selic atingir 15% até dezembro, a CNA não definiu taxas específicas para 2025/26. No entanto, pediu compromisso com o equilíbrio fiscal e a estabilização da dívida pública. Segundo a entidade, essas medidas podem conter a inflação e abrir espaço para juros menores no futuro.

    A confederação também propôs elevar o orçamento do seguro rural. O valor solicitado para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é de R$ 4 bilhões, frente aos R$ 1,06 bilhão atuais. A CNA apoia a aprovação do Projeto de Lei 2.951/2024, que prevê a criação de um Fundo Catástrofe e proteção orçamentária ao programa.

    Por outro lado, a entidade se opõe à obrigatoriedade do seguro rural vinculado ao crédito. Embora reconheça avanços com a adesão compulsória, afirma que o setor ainda precisa amadurecer em gestão de riscos e estrutura do mercado segurador.

    Recursos devem priorizar pequenos e médios produtores

    Dos R$ 594 bilhões solicitados, R$ 103 bilhões devem atender ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ante R$ 77 bilhões deste ciclo. Para médios e grandes produtores, o pedido é de R$ 491 bilhões, com R$ 390 bilhões destinados a custeio e comercialização, e R$ 101 bilhões para investimentos.

    A CNA defende que o governo priorize recursos para pequenos e médios produtores. Além disso, pede atenção especial a programas de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e produção sustentável.

    Menos burocracia e mais crédito sustentável

    A entidade propôs a redução de burocracias e custos adicionais na contratação do crédito, como taxas cartorárias. Também sugeriu ajustes nos limites de renda bruta dos programas e a eliminação de entraves regulatórios que vão além da legislação brasileira.

    Para incentivar práticas sustentáveis, a CNA apoia descontos nas taxas de juros ou aumento dos limites financiáveis. Contudo, alerta que o processo de comprovação ambiental não deve onerar o produtor. A entidade também pede o fim da venda casada nas operações de crédito rural.

    Execução dos programas está abaixo do esperado

    Mesmo programas importantes têm desempenho aquém do necessário. A aplicação de recursos em investimentos raramente chega a 90%. No caso do Renovagro, linhas como o Prodecoop apresentam apenas 31% de execução. O Moderfrota, voltado à compra de máquinas, registra desembolso de apenas 57%.

    Para a CNA, a baixa execução não ocorre por falta de interesse, mas por indisponibilidade de recursos. Há relatos de produtores com projetos parados há meses nas instituições financeiras.

    CNA propõe novas fontes de financiamento

    Diante da limitação orçamentária, a CNA sugeriu novas fontes para financiar o setor. Entre as medidas, propôs o uso de recursos ociosos de mais de 200 fundos públicos, como o Fundo Social, FAT, FDS e fundos constitucionais.

    A ideia é usar esses valores, que estão sem uso há mais de três anos, para financiar custeio e investimento agropecuário. A operacionalização seria feita pelo BNDES, priorizando operações de longo prazo e garantias ao crédito rural.

    A CNA reconhece que o uso desses recursos exige mudanças legislativas. Para isso, sugere incluir o crédito agropecuário no escopo das leis que regem esses fundos.

    Entidade quer mudanças nas exigibilidades

    A CNA também propôs alterações nas exigibilidades da poupança rural e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). A sugestão é aumentar de 65% para 70% no caso da poupança, e de 50% para 85% nas LCAs.

    A entidade quer ainda que parte desses recursos possa ser usada na compra de cotas de Fiagros, ampliando o acesso ao mercado de capitais. Segundo a CNA, a instabilidade nas regras das LCAs dificulta o planejamento de investimentos de longo prazo pelas instituições financeiras.

    Embora o estoque de LCAs tenha crescido 13% entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025, o ritmo é menor que nos anos anteriores. Além disso, a entidade aponta que, apesar da alta da Selic, a atratividade das LCAs tem caído com as recentes mudanças nas regras de resgate.

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  • PIB do agronegócio cresce 1,81% em 2024 com destaque para pecuária

    PIB do agronegócio cresce 1,81% em 2024 com destaque para pecuária

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 1,81% em 2024, segundo levantamento da CNA e do Cepea. O resultado positivo foi puxado pelo desempenho expressivo da pecuária. Em resumo, somente no quarto trimestre, o PIB do setor subiu 4,48%. Portanto, com isso, o agronegócio alcançou R$ 2,72 trilhões em 2024. Desse total, R$ 1,9 trilhão vieram do ramo agrícola e R$ 819,26 bilhões do ramo pecuário, com base nos preços do último trimestre. A participação do agronegócio no PIB brasileiro em 2024 foi de 23,2%.

    Destaques do PIB do agronegócio

    A pecuária liderou o crescimento com alta de 12,48% no ano. Os agrosserviços e a agroindústria do setor pecuário cresceram 16,79% e 16,78%, respectivamente. O setor primário subiu 6,55% e os insumos, 1,23%. Em contrapartida, o ramo agrícola recuou 2,19% em 2024. Ou seja, todos os segmentos da agricultura registraram queda. Os insumos caíram 6,97% e o setor primário, 3,54%. Já os agrosserviços recuaram 1,86%, e a agroindústria, 0,44%.

    Força e equilíbrio

    Apesar das perdas na agricultura, os agrosserviços e a agroindústria do agronegócio mostraram força. Em 2024, cresceram 3,25% e 2,94%, respectivamente. Esses avanços ajudaram a equilibrar o desempenho do setor. Já os insumos gerais do agronegócio caíram 4,65% em relação a 2023. O setor primário, dentro da porteira, teve retração de 0,16% no período.

    Último trimestre como destaque

    O desempenho do último trimestre foi decisivo para o resultado anual. De outubro a dezembro, o PIB do agronegócio avançou 4,48%, revertendo o cenário negativo acumulado até setembro. A CNA e o Cepea destacaram que todos os segmentos cresceram no quarto trimestre. Os insumos subiram 3,17%, o setor primário avançou 4,33%, a agroindústria cresceu 3,72% e os agrosserviços, 5,16%.

    A pecuária registrou crescimento de 10,71% no trimestre. Ao mesmo tempo, os agrosserviços do ramo lideraram com alta de 12,15%. O setor primário teve variação positiva de 11,07% e a agroindústria, 10,18%. Além disso, o ramo agrícola também teve resultado positivo no período. Cresceu 2,02%, com expansão em todos os elos da cadeia.

    Em resumo, segundo a análise das entidades, o bom desempenho foi impulsionado pelo aumento do valor bruto da produção. Ou seja, esse avanço esteve relacionado à elevação dos preços reais no quarto trimestre. O crescimento de 1,81% no ano ficou próximo da estimativa da CNA, que previa alta de até 2% no PIB do agronegócio em 2024.

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  • Agronegócio brasileiro bate recorde histórico de empregos

    Agronegócio brasileiro bate recorde histórico de empregos

    O agronegócio brasileiro atingiu um novo patamar em 2024: 28 milhões de pessoas empregadas. Isso é o equivalente a 26,02% de todos os postos de trabalho do país. O número, o maior já registrado desde o início da série histórica em 2012, representa um crescimento de 1% em relação a 2023, com 278 mil novas vagas criadas no período. O Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, elaborado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), apresenta esses dados.

    O avanço reflete a expansão da agroindústria, que impulsionou demandas por serviços logísticos, transporte e comércio. Setores como abate de animais (+7,2%, 43.760 empregos), fabricação de massas e alimentos (+10,4%, 40.617 vagas) e móveis de madeira (+6,6%, 32.167 postos) se destacaram na geração de oportunidades.

    Formalização e qualificação marcam tendência no campo

    O crescimento foi puxado tanto por trabalhadores com carteira assinada quanto por informais. Mas com um diferencial: a maior participação de profissionais com ensino superior completo, seguindo uma tendência de modernização do setor. Outro destaque é o aumento da presença feminina no agro, consolidando uma mudança gradual no perfil da mão de obra rural.

    A transformação de matérias-primas em produtos industrializados exerce papel vital no fortalecimento do mercado de trabalho. Além do abate de animais e alimentos processados, a moagem e produção de amidos registrou alta de 14,6% em empregos, com 22.588 novas vagas.

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  • Tarifas dos EUA podem afetar exportações do agro brasileiro, alerta CNA

    Tarifas dos EUA podem afetar exportações do agro brasileiro, alerta CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertou para possíveis impactos das novas tarifas dos Estados Unidos sobre o agronegócio nacional. Em nota técnica divulgada nesta quinta-feira (3), a entidade analisou os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

    A CNA classificou como “críticos” ou “altos” os impactos para 19 produtos brasileiros, entre eles carne bovina industrializada, substâncias proteicas e madeira perfilada. Hoje, os Estados Unidos são o terceiro principal destino do agronegócio brasileiro, atrás apenas da China e da União Europeia. Em 2024, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 12,1 bilhões, o equivalente a 7,4% da pauta do setor.

    Segundo a CNA, a participação dos EUA nas exportações do agro brasileiro se manteve entre 6% e 7,5% na última década. Isso demonstra, segundo o documento, um mercado consolidado e relativamente previsível para o Brasil.

    Café e suco lideram a dependência

    Entre os produtos mais vulneráveis, o café verde e os sucos de laranja apresentam alta dependência do mercado dos EUA. Em 2024, os americanos compraram 17% do café verde brasileiro e 31% dos sucos de laranja. De acordo com a CNA, o aumento nas tarifas pode reduzir a competitividade brasileira nesses segmentos, afetando diretamente a renda dos produtores.

    Dificuldade de desvio

    A nota técnica destaca que produtos com exposição crítica não conseguem redirecionar suas exportações com facilidade. Já os de exposição alta enfrentam dificuldades para absorção em outros mercados. Produtos com exposição leve ou moderada até podem encontrar oportunidades em outros destinos. No entanto, mesmo esses segmentos devem sentir os reflexos das tarifas americanas.

    Brasil é líder nas exportações afetadas

    O Brasil lidera as exportações de diversos produtos atingidos. Por isso, será um dos mais impactados. Além disso, em alguns casos, o país é o único ou principal fornecedor para os EUA. Os sucos de laranja resfriados e congelados são exemplos. Em geral, o Brasil responde por 90% e 51%, respectivamente, das compras americanas. A mesma situação se repete com a carne bovina termoprocessada, que representa 63% das importações dos EUA, e com o etanol, com 75%.

    CNA defende cautela e diplomacia

    Apesar do alerta, a CNA pede cautela. Para a entidade, ainda é cedo para calcular perdas ou ganhos concretos com as novas tarifas. A medida, segundo o documento, afeta todos os países exportadores, não apenas o Brasil. A CNA também defende o uso de instrumentos legais para proteger o setor brasileiro, como o Projeto de Lei 2088/2023, conhecido como PL da Reciprocidade. O texto, já aprovado pelo Congresso, segue para sanção presidencial.

    No entanto, a entidade ressalta que medidas retaliatórias devem ser o último recurso, após o esgotamento dos canais diplomáticos.

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  • CNA prioriza defesa de propriedade e tributação justa em agenda legislativa

    CNA prioriza defesa de propriedade e tributação justa em agenda legislativa

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou nesta semana, em sessão solene do Congresso Nacional, suas prioridades legislativas para 2024. A entidade listou 87 propostas em análise, das quais 16 são rejeitadas pelo setor. Entre os focos estão a defesa do direito de propriedade, tributação equilibrada, sustentabilidade e regulamentação trabalhista.

    João Martins, presidente da CNA, destacou que a agenda visa proteger o setor de “obsessões regulatórias” e promover crescimento econômico. “Queremos equilibrar segurança jurídica com desenvolvimento”, afirmou. O deputado Pedro Lupion (PP-PR), líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, alertou para “ameaças ao direito de propriedade” e criticou pressões do Executivo e do STF: “Tentam limitar nossa articulação política”.

    A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO) ressaltou o avanço do setor em práticas sustentáveis: “Priorizamos segurança alimentar, transição energética e responsabilidade social”. A declaração reforça o posicionamento do agro em alinhar produtividade a critérios ambientais.

    Contrato de safrista: formalização sem perda de benefícios

    Um dos projetos apoiados pela CNA é o PL 715/23, que regulamenta o contrato de trabalho por safra sem prejudicar acesso a benefícios sociais. Atualmente, trabalhadores rurais evitam a formalização por medo de perder auxílios como o Bolsa Família. Portanto, a proposta busca resolver o impasse.

    No topo das rejeições está o PL 2604/24, que propõe revisão periódica dos índices de produtividade com base em dados do IBGE. A CNA argumenta que a mudança pode reclassificar propriedades produtivas como passíveis de desapropriação para reforma agrária, gerando insegurança jurídica.

    Tributação: CNA acompanha reforma com cautela

    A entidade apoia parcialmente a regulamentação da reforma tributária, mas exige garantias para evitar aumento da carga fiscal. Destaca atenção ao PL 1087/25, que eleva a isenção do Imposto de Renda, e à taxação do Imposto Seletivo, que pode impactar custos de insumos.

    As propostas destacadas pela CNA devem influenciar debates no Congresso, principalmente em ano eleitoral. Enquanto o setor pressiona por segurança jurídica, críticos defendem que revisões de produtividade e tributações mais rigorosas são necessárias para equilibrar desenvolvimento e justiça social.

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  • Inscrições no Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia terminam hoje

    Inscrições no Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia terminam hoje

    As inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia encerram hoje, domingo (23). O concurso, voltado para produtores de todo o país, busca valorizar a produção artesanal do setor.

    Os interessados podem acessar o regulamento e preencher o formulário no site do Sistema CNA/Senar. A iniciativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/SAA-SP) e o Sebrae.

    Para participar, os produtores devem atender à legislação vigente e ter produção anual de até 50 toneladas de geleia. As inscrições estão abertas para duas categorias: geleias simples, feitas com uma única fruta ou hortaliça, e geleias mistas, que combinam diferentes frutas, especiarias, condimentos ou hortaliças.

    Os produtos passarão por diversas etapas de avaliação. O júri técnico contará com especialistas, enquanto o júri popular fará a degustação. Além disso, a história do produto será analisada e produtores que cultivam as próprias matérias-primas terão um bônus de 10% na pontuação.

    As dez melhores amostras, cinco de cada categoria, receberão certificados e prêmios. Os três primeiros colocados ganharão o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.

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  • Orçamento do Plano Safra não considerou alta da Selic, diz CNA

    Orçamento do Plano Safra não considerou alta da Selic, diz CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que a suspensão das contratações das linhas equalizadas do Plano Safra 2024/25 ocorreu por falta de previsão orçamentária diante da alta da Selic. Em comunicado técnico, a entidade destacou que os custos extras para equalização do crédito rural não foram incluídos no planejamento do governo.

    A CNA estima que são necessários pelo menos R$ 22 bilhões para cobrir a subvenção ao longo de 2025. Esse valor contempla a parte final do Plano Safra 2024/25, o início do 2025/26 e os financiamentos anteriores. O cálculo se baseia na projeção de Selic a 15% ao ano nos próximos meses.

    Orçamento

    O orçamento previsto para 2025 é de R$ 14 bilhões. Na sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma Medida Provisória para acrescentar R$ 4 bilhões, elevando o montante para R$ 18 bilhões. Portanto, mesmo com o reforço, a CNA alerta que a paralisação das linhas equalizadas prejudica pequenos e médios produtores e compromete o acesso ao crédito rural.

    A entidade ressalta que o crédito privado ainda apresenta barreiras para os produtores de menor porte, deixando esse público sem alternativas. “O produtor não pode ser penalizado por entraves na aprovação do Orçamento e pela falta de planejamento frente aos desafios fiscais”, afirmou a CNA no comunicado.

    O documento também destacou que o governo ainda não disponibilizou plenamente os mais de R$ 133 bilhões anunciados em recursos equalizados para o Plano Safra 2024/25. Segundo a CNA, dificuldades orçamentárias, exigências ambientais e restrições na gestão de riscos dificultaram o acesso ao financiamento.

    Para a confederação, a decisão do Tesouro Nacional agrava ainda mais a situação dos produtores. Eles se preparavam para financiar a safra de inverno e já haviam adquirido parte dos insumos. Em resumo, a CNA defende que o governo reveja a medida e assegure os recursos prometidos. Ou seja, o objetivo é garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agropecuário.

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  • Exposição “Tesouros da Terra” é aberta hoje

    Exposição “Tesouros da Terra” é aberta hoje

    A exposição “Tesouros da Terra – Sementes da Inovação” será inaugurada hoje, 20 de fevereiro na Biblioteca de São Paulo, trazendo uma abordagem inédita sobre a evolução do agronegócio no Brasil e os avanços da biotecnologia. A iniciativa visa surpreender os visitantes ao mostrar como o setor agrícola se tornou responsável por 26% das ocupações no país, conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

    Com uma trajetória que remonta a séculos, a agricultura brasileira evoluiu de práticas manuais para processos modernos, focando em inovação e sustentabilidade. A exposição busca educar o público sobre a importância desse segmento, que representa 23,8% do PIB nacional e 46% do valor das exportações brasileiras. Em um contexto global desafiador, onde a ONU projeta que será necessário aumentar a produção de alimentos em 60% até 2050 para alimentar uma população de 9,7 bilhões de habitantes, conscientizar a sociedade sobre esses desafios é fundamental.

    Da enxada à biotecnologia

    O evento é voltado para educadores, estudantes, pesquisadores, jornalistas, ativistas e o público em geral, oferecendo uma perspectiva única sobre o mundo agro. Com dinâmicas interativas e experiências táteis, os visitantes poderão explorar temas como a realidade atual do campo e as histórias de agricultores dedicados ao cultivo de produtos como soja, milho e trigo.

    A exposição começará com a chegada dos imigrantes ao Brasil, apresentando informações de forma sensível e inovadora. Além disso, haverá uma seção dedicada aos avanços da biotecnologia, onde os visitantes poderão acompanhar todo o processo que envolve pesquisa e desenvolvimento em laboratório até a análise no campo.

    “Tesouros da Terra” é uma iniciativa cultural idealizada pela YABÁ Consultoria, especializada em ESG (Environmental, Social and Governance), com patrocínio da GDM Genética, empresa focada em melhoramento genético de plantas. Andrea Moreira, CEO da YABÁ, explica que o projeto integra estratégias corporativas à cultura para engajar diferentes públicos. “Queremos abordar o tema do melhoramento genético de plantas de forma lúdica e acessível”, afirma.

    Viabilização e impacto social

    O projeto é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e gera trabalho e renda para aproximadamente 150 profissionais envolvidos na produção técnica. A exposição ficará em São Paulo por dois meses antes de seguir para Brasília.

    “Um dos principais desafios do agronegócio é conectar a realidade do campo moderno às grandes cidades. Acreditamos que experiências culturais podem fortalecer essa conexão”, conclui Andrea.

    Serviço

    • Exposição: Tesouros da Terra – Sementes da Inovação
    • Data: De 20 de fevereiro a 20 de abril
    • Horário: Das 9h30 às 18h30
    • Local: Biblioteca de São Paulo (Avenida Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana); dentro do Parque da Juventude
    • Obs: A Biblioteca não abre às segundas-feiras.

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  • Novo indicador de preço do feijão aumenta transparência no mercado

    Novo indicador de preço do feijão aumenta transparência no mercado

    Produtores de feijão no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia agora contam com um indicador de preços atualizado diariamente. A ferramenta apresenta a média dos valores praticados nesses estados e facilita a tomada de decisão no setor. A iniciativa é coordenada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e apoio do Sistema FAEP. Os dados estão disponíveis no site do Cepea.

    O indicador abrange os preços da saca de 60 quilos dos feijões preto e carioca, levando em conta as características de produção de cada estado. No Paraná, o foco está no feijão preto, já que o estado responde por 70% da produção nacional.

    Com informações regionalizadas, os produtores podem planejar suas safras e vendas com mais segurança. “O indicador permite que o produtor conheça melhor os valores da região e tome decisões mais assertivas sobre comercialização, exportação e armazenagem”, explica Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

    Metodologia para o indicador

    Para estruturar a metodologia, o Paraná foi dividido em quatro microrregiões homogêneas. Além disso, o Cepea, com apoio do Sistema FAEP, realizou reuniões presenciais nos sindicatos rurais de Castro, Clevelândia, Guarapuava, Mangueirinha, Pato Branco, Ponta Grossa e Prudentópolis. Os pesquisadores coletaram dados sobre preços e condições de negociação em diferentes localidades.

    “O Paraná teve papel essencial na caracterização do sistema de comercialização regional. Os sindicatos rurais mobilizaram os produtores, garantindo ampla participação”, destaca Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP. Segundo ela, os produtores paranaenses representaram quase dois terços da amostra nacional.

    Lucilio Alves, pesquisador do Cepea, explica que o valor regional do feijão é obtido pela coleta diária de preços efetivos ou de ofertas de compra e venda. “O Cepea consulta produtores e compradores diariamente. Os valores passam por tratamento estatístico para gerar a média de preços à vista, sem ICMS”, detalha. Segundo ele, a divulgação dos preços aumenta a transparência nas negociações.

    Impacto para os produtores

    O novo indicador atende a uma demanda antiga do setor, que carecia de uma referência técnica para as negociações. Tiago Galina, vice-presidente do Sindicato Rural de Clevelândia, considera a ferramenta um avanço para o mercado. “Antes, havia grande variação de preços, o que desfavorecia os produtores. Agora, podemos planejar com mais segurança”, afirma. Em resumo, ele destaca ainda o aumento do interesse internacional pelo feijão preto, o que pode valorizar o produto.

    Edimilson Rickli, presidente do Sindicato Rural de Prudentópolis, reforça que a comercialização do feijão sempre enfrentou desafios por falta de informações confiáveis. “Com um preço referencial, o produtor pode avaliar se a oferta do comprador está dentro da média de mercado”, destaca.

    Em geral, líderes do setor acreditam que o acesso a informações detalhadas pode embasar políticas públicas voltadas à cadeia produtiva. “Com maior transparência, a pesquisa e o desenvolvimento de novas cultivares ganham impulso, fortalecendo o setor”, observa Galina.

    O pesquisador do Cepea reforça a importância da participação dos produtores na iniciativa. “Grandes e pequenos produtores podem contribuir enviando dados de negociação. Isso reduz a assimetria de informações e melhora o planejamento de mercado. Além disso, a longo prazo, também ajuda o poder público a estruturar medidas para fortalecer a cadeia do feijão”, conclui.