Tag: cna

  • Conacarne reforça protagonismo da pecuária de corte

    Conacarne reforça protagonismo da pecuária de corte

    Produtores rurais de várias regiões do país destacaram a importância do Conacarne, realizado em Belo Horizonte, nos dias 18 e 19 de setembro. O evento reuniu 1,5 mil participantes no Expominas e consolidou-se como espaço estratégico de debate para a pecuária de corte brasileira.

    O Sistema CNA/Senar e a Faemg organizaram o congresso, que contou com apoio da ABCZ. Sindicatos rurais, federações estaduais, especialistas, autoridades e diretores do Sistema CNA/Senar também marcaram presença nos dois dias de atividades.

    Produtores valorizam debates e conexões

    Os produtores avaliaram que o Conacarne se destacou pela programação, pelos temas atuais e pela valorização do trabalho no campo. Muitos ressaltaram o impacto positivo do encontro para aproximar o setor rural da sociedade.

    O pecuarista Rodrigo Shimura, de Passos (MG), afirmou que as palestras trouxeram informações práticas para agregar valor à carne brasileira. “Saio daqui motivado com o conhecimento transmitido de forma objetiva e clara”, disse.

    Para Samir Nicolau, de São Luís (MA), a programação ofereceu visão “além da porteira”. Ele destacou a abordagem sobre tendências de consumo e demandas da indústria frigorífica.

    O presidente do Sindicato Rural de Marajoara (MT), Jorge Mariano, reforçou que o congresso deu mais clareza ao cenário mundial da pecuária. “Mesmo com instabilidades, vimos que estamos no caminho certo”, avaliou.

    De Carmo do Cajuru (MG), o produtor José Eustáquio Oliveira elogiou a relevância do encontro. “É a primeira edição e já trouxe discussões essenciais para o setor”, afirmou.

    Adauto Valamiel, presidente do Sindicato Rural de Ipatinga Vale do Aço (MG), destacou a valorização do produtor. “O evento trouxe conhecimento, integração e um momento de confraternização para todos nós”, disse.

    CNA reforça foco em qualidade

    Para o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, o congresso reforçou que o Brasil tem potencial de ampliar ainda mais sua pecuária. Ele destacou que há espaço para avanços na produção, no relacionamento com frigoríficos e na parceria com chefs de gastronomia.
    Bruno também enfatizou que o Sistema CNA está comprometido em estimular os produtores a investir na qualidade da carne bovina brasileira.

     

  • CNA rebate acusações dos EUA sobre comércio desleal

    CNA rebate acusações dos EUA sobre comércio desleal

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta sexta (15), defesa técnica contra acusações feitas pelos Estados Unidos.

    O governo americano abriu investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que permite apurar práticas consideradas desleais. Essa legislação autoriza o Executivo norte-americano a aplicar sanções unilaterais caso irregularidades sejam comprovadas.

    Os EUA listaram seis temas principais: comércio digital, tarifas preferenciais, práticas anticorrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

    A CNA apresentou dados e fundamentos jurídicos sobre três pontos: tarifas preferenciais, mercado de etanol e desmatamento ilegal. Segundo a entidade, as práticas brasileiras seguem regras da OMC e não prejudicam as exportações americanas.

    Tarifa preferencial

    O Brasil concede tratamento tarifário preferencial de forma restrita, apenas em acordos compatíveis com a OMC.  Esses acordos representam 1,9% das importações brasileiras e não prejudicam exportações dos Estados Unidos.

    A CNA lembra que os EUA mantêm acordos de livre comércio amplos com 20 países, o que não configura discriminação.

    Você também pode gostar:
    + Agro em Campo: Encalhe milionário: BYD Shark e Jac Hunter enfrentam rejeição
    + Agro em Campo: Tarifa dos EUA pressiona exportações da fruticultura brasileira

    Mercado de etanol

    De 2010 a 2017, o Brasil isentou tarifas sobre o etanol americano. Depois, aplicou tarifa de 18%, menor que a do Mercosul.

    O programa RenovaBio é acessível a produtores estrangeiros que cumpram critérios técnicos e ambientais. A CNA defende cooperação bilateral em bioenergia e combustíveis sustentáveis para acelerar a transição energética global.

    Desmatamento ilegal

    O Brasil possui legislação ambiental avançada, como o Código Florestal e a Lei de Crimes Ambientais. Além disso, ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) garantem rastreabilidade da produção agropecuária. Ao mesmo tempo, sistemas oficiais, como o Sinaflor e o DOF+, controlam a origem dos produtos florestais com rastreabilidade e certificações reconhecidas.

    Relações comerciais

    Os EUA são o terceiro maior destino das exportações agropecuárias do Brasil e parceiro estratégico do setor. A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, destacou a competitividade do agro brasileiro. “O Brasil é grande exportador agrícola porque é produtivo e competitivo”, disse.

    Ela afirmou também que a investigação americana deve confirmar o compromisso brasileiro com um comércio justo e transparente.

    A CNA representa mais de 5 milhões de produtores rurais em todo o país. A entidade enviou a manifestação ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Em setembro, pretende participar presencialmente da audiência pública sobre a investigação.

     

  • Mulheres do agro reforçam representatividade e estratégias em fórum da CNA

    Mulheres do agro reforçam representatividade e estratégias em fórum da CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu o 2º Fórum de Liderança Feminina Sindical Rural nos dias 7 e 8 de dezembro, em Brasília. O evento reuniu mulheres líderes das Comissões estaduais, federações, sindicatos rurais e instituições parceiras para fortalecer a atuação feminina no agro.

    A presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, Stéphanie Ferreira, afirmou que o fórum mostrou a maturidade das lideranças femininas. “As representantes estaduais alinharam-se às diretrizes nacionais com clareza do papel estratégico que ocupam”, disse. Ela destacou a importância da presença das mulheres para o desenvolvimento do setor rural.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    No painel “Oportunidades de representação em comissões e grupos estratégicos”, as participantes enfatizaram a necessidade de ocupar espaços para promover diversidade e visão integrada no agro. Lia Dugnani, presidente do Comitê de Bacia do Rio Grande, ressaltou que as mulheres têm responsabilidade e capacidade para gerir recursos e agregar sustentabilidade.

    Você também pode gostar:

    + Agro em Campo: Fruta brasileira supera banana em proteínas
    + Agro em Campo: Introdução de espécies exóticas reduz rendimento da pesca no rio Paraná

    Gabriela Tonial, diretora do Sindicato Rural de Sananduva (RS), apontou o desafio de atrair jovens para o agro. “A educação é a ferramenta chave para renovar as gerações e mostrar a realidade do campo”, afirmou. Hilda Losch, da Comissão Estadual de Sustentabilidade da Faemg, reforçou a importância de uma comunicação estratégica e estruturada: “Precisamos ser claras em nossas demandas e buscar capacitação”.

    Antonielly Rottoli, vice-presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, moderou o painel e destacou o objetivo coletivo do fórum: “Queremos fortalecer a voz feminina no agro e garantir mais representatividade”.

    Sustentabilidade

    Na sequência, Amanda Roza, assessora técnica de Sustentabilidade da CNA, apresentou as perspectivas para a COP 30, que ocorrerá no Brasil em 2025. Ela explicou como o agro brasileiro preparará uma agenda estratégica alinhada aos desafios globais.

    Teodora Lutkemeyer, da Associação De Olho No Material Escolar (DONME), falou sobre a educação como motor de transformação social. “Uma educação eficaz e conectada ao setor produtivo garante desenvolvimento e oportunidades para as novas gerações”, explicou.

    O especialista em comunicação Paulo Crepaldi ressaltou o papel das narrativas fortes para ampliar a presença feminina no agro. “É fundamental ocupar espaços e inspirar outras mulheres com nossas vozes”, enfatizou.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    No encerramento, os consultores Eduardo Perone e Andy Barbosa, da Track4Target, lideraram a oficina “Desafios, compromissos e futuro da atuação feminina sindical rural”. As participantes aprovaram uma carta com desafios e compromissos, além de uma visão compartilhada para o futuro da liderança feminina no agro.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Guerra comercial – embaixada da China elogia café brasileiro

    + Agro em Campo: Alerta – preço dos alimentos é o maior em 2 anos

  •  RS amplia alcance da Expointer com eventos em São Paulo e Brasília

     RS amplia alcance da Expointer com eventos em São Paulo e Brasília

    O governo do Rio Grande do Sul realiza, pela primeira vez, o lançamento oficial da Expointer em Brasília. O evento acontece nesta quarta-feira (6/8), às 15h, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O governador Eduardo Leite e o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, lideram a cerimônia, que reúne autoridades, parlamentares e representantes do setor agropecuário.

    A iniciativa marca a expansão da feira além das fronteiras gaúchas. “Levar a Expointer para Brasília reforça sua importância como vitrine do agronegócio brasileiro”, afirma Brum. O evento na capital federal segue o lançamento inédito em São Paulo, realizado na terça-feira (5/8), que atraiu cerca de 50 empresários.

    Você também pode gostar:

    + Agro em Campo: Brasil aposta na tequila para produzir etanol sustentável
    + Agro em Campo: “Tâmaras bíblicas” voltam à vida em laboratório

    Em São Paulo, Leite destacou a resiliência do estado após os recentes desastres climáticos. “Mesmo enfrentando adversidades, o RS segue firme, mostrando confiança e oportunidades”, disse. A feira, que ocorre de 30 de agosto a 7 de setembro em Esteio, tem como slogan “Nosso futuro tem raízes fortes”, simbolizando tradição e inovação.

    A Expointer consolida-se como a maior feira a céu aberto da América Latina. Além de negócios, o evento promove conexões entre campo e cidade. “É onde a tecnologia encontra a tradição”, ressalta Brum. O escritório da Invest RS em São Paulo também participou do lançamento, reforçando a estratégia de atração de investimentos para o estado.

    A agência ainda prepara uma missão ao Nebraska (EUA) para trazer tecnologias de irrigação que possam impulsionar o agro gaúcho. “Queremos tornar o setor ainda mais produtivo”, afirma Eduardo Lorea, vice-presidente da Invest RS.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Mapa anuncia R$ 7,18 bilhões do Funcafé para financiamento da safra

    + Agro em Campo: Novo método detecta pesticidas no pólen de laranjeira

  • CNA avalia custos de produção em quatro cadeias do agro

    CNA avalia custos de produção em quatro cadeias do agro

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levantou os custos de produção de grãos, leite, ovos e cana-de-açúcar em quatro estados brasileiros. A ação ocorreu por meio do projeto Campo Futuro, que promoveu painéis com produtores rurais, técnicos, sindicatos e federações estaduais.

    Grãos

    Os estudos sobre grãos foram realizados no Mato Grosso do Sul e na Bahia. Em Maracaju (MS), a produtividade média da soja ficou em 66 sacas por hectare. Já o milho segunda safra registrou 120 sacas por hectare.
    Em Luís Eduardo Magalhães (BA), a soja alcançou 68 sacas por hectare, mesmo com estiagem e ataque de mosca branca. Em geral, o milho verão teve bom desempenho, com média de 170 sacas por hectare. Além disso, o sorgo manteve boa produtividade, com 80 sacas por hectare, e o milheto apareceu como alternativa na segunda safra, atingindo 25 sacas por hectare. O manejo mais tecnificado do sorgo elevou os custos em cerca de 20%.

    Leite

    O levantamento do leite ocorreu em Itaperuna (RJ). A propriedade modal possui 23 vacas da raça Girolando, sendo 15 em lactação, com média diária de 150 litros. A atividade responde por 84% do faturamento da fazenda, enquanto a venda de animais representa 16%.
    Em resumo, na composição do Custo Operacional Efetivo (COE), a alimentação do rebanho lidera os gastos, com 43%. Em seguida aparecem mão de obra (30%) e despesas administrativas (13%).

    Ovos

    Em Bastos (SP), a análise focou na produção de ovos. A granja modal adota o sistema californiano, alojando 300 mil aves por ano, divididas em cinco lotes. A produção anual chega a 240 mil caixas com 30 dúzias.
    A ração é o item de maior impacto no COE, representando cerca de 60% dos custos.

    Cana-de-açúcar

    Os custos da cana foram levantados em São Manuel (SP). A propriedade analisada tem 100 hectares, com média de cinco cortes. Em geral, a expectativa para a safra 2025/26 é de 80 toneladas por hectare e 135 kg de ATR por tonelada.
    O plantio é manual. A receita cobre os custos operacionais efetivos e totais, mas não cobre a remuneração do capital e da terra. Insumos e maquinário pesam mais no custo total, com 41% e 40%, respectivamente. Entre os insumos, fertilizantes representam 42% dos gastos e corretivos, 19%.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Safra mundial de trigo deve bater recorde em 2025/26

    + Agro em Campo: CNC defende soberania genética da cafeicultura brasileira

  • Tarifaço dos EUA pode cortar US$ 5,8 bilhões do agro

    Tarifaço dos EUA pode cortar US$ 5,8 bilhões do agro

    O agronegócio brasileiro pode perder até US$ 5,8 bilhões por ano com as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta que a medida entrará em vigor a partir de agosto. Em geral, as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros podem reduzir pela metade o valor exportado em 2024.

    Segundo a CNA, alguns setores sentirão mais os impactos. O suco de laranja, por exemplo, pode ter as exportações para os EUA reduzidas a zero. Além disso, a carne bovina deve cair 47% e o sebo bovino, 50%. Ao mesmo tempo, produtos de madeira podem ter queda entre 25% e 100%, conforme cálculos da entidade.

    O café verde deve sofrer menos. A oferta global do grão caiu nos últimos anos, o que dificulta substituições. Ainda assim, a CNA estima recuo de 25% nas vendas aos Estados Unidos.

    A confederação analisou exportações de US$ 12,1 bilhões para os EUA em 2024. O estudo considerou a elasticidade das importações, que mede como o volume reage a mudanças nos preços. Segundo a entidade, o aumento das tarifas será repassado integralmente aos preços finais, elevando-os também em 50%.

    O levantamento usou dados de comércio norte-americano dos últimos cinco anos. “A maioria dos produtos do agro exportados tem elasticidade menor que –1, o que indica alta sensibilidade ao preço”, explica a CNA. Com isso, a estimativa é de queda de 48% no valor total pago pelas importações.

    Setores mais afetados

    O suco de laranja paga hoje tarifas entre 5,26% e 6,13%. Em 2024, as exportações alcançaram 1 milhão de toneladas e US$ 795 milhões em receita. Com as novas taxas, que chegarão a mais de 55%, as vendas devem ser inviabilizadas.

    O café verde não paga tarifas atualmente. Em 2024, as exportações renderam US$ 1,9 bilhão com 439 mil toneladas. Com o tarifaço, a CNA prevê redução para 329 mil toneladas e faturamento de US$ 1,4 bilhão.

    Para o açúcar, a queda prevista é de 74% no volume exportado. Em 2024, foram 1,035 milhão de toneladas. Com as novas tarifas, devem cair para 266 mil toneladas. A receita deve recuar de US$ 1,8 bilhão para US$ 1,2 bilhão. Hoje, o açúcar já paga 40,6% de tarifa. Com a taxa extra, chegará a 90,6%.

    A carne bovina paga atualmente até 26,4% de tarifa. Em 2024, o Brasil exportou 183 mil toneladas e faturou US$ 1,9 bilhão. Com as novas alíquotas, que podem chegar a 76,4%, as vendas cairão para 97 mil toneladas. O faturamento deve ficar em US$ 1,2 bilhão.

    O sebo bovino, ovino ou caprino paga hoje 0,3% de tarifa. Em 2024, foram 334 mil toneladas embarcadas. Em geral, a CNA estima redução de 50% no volume e no faturamento, que cairá para US$ 176 milhões.

    Produtos de madeira também terão forte impacto. Portas podem ter redução de 93%, soleiras 77% e pasta química 25%. Para o álcool etílico, a queda prevista é de 71% no volume e no valor exportado.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Boi e suíno registram quedas, mas cenário é distinto

    + Agro em Campo: Tarifa dos EUA ameaça exportação de café brasileiro

     

  • Tarifa de Trump contra Brasil é criticada por CNA

    Tarifa de Trump contra Brasil é criticada por CNA

    A tarifa de Trump sobre produtos brasileiros irritou o setor agropecuário. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira (10) e condenou a medida com firmeza. Para a entidade, a decisão do ex-presidente americano não encontra justificativa técnica, fere acordos históricos e prejudica consumidores e empresas nos dois países.

    Trump comunicou a decisão em uma carta enviada a Lula. A partir do mês que vem, todos os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos pagarão uma sobretaxa de 50%. O ex-presidente alegou motivos políticos, como o tratamento dado pelo Judiciário brasileiro a Jair Bolsonaro e a tensão com empresas de tecnologia americanas.

    Ainda assim, a CNA defendeu uma saída negociada. A entidade pediu que os governos acionem urgentemente os canais diplomáticos para reverter o tarifaço. “A economia e o comércio não podem ser punidos por disputas políticas”, destacou a nota.

    Entidade afirma que medida é unilateral e desnecessária

    A CNA relembrou que, por mais de dois séculos, Brasil e Estados Unidos mantiveram relações comerciais estáveis. Segundo a confederação, o diálogo sempre prevaleceu, e os dois lados saíram ganhando. “Não existe desequilíbrio que justifique essa sanção”, afirmou a instituição.

    A nota ressaltou que ações unilaterais da Tarifa de Trump causam impactos negativos diretos na cadeia produtiva. Além disso, dificultam investimentos e afastam a confiança do setor privado. Na visão da entidade, essas decisões aumentam a incerteza e colocam em risco empregos, renda e estabilidade econômica.

    O setor rural espera que a diplomacia fale mais alto. “A solução precisa vir do diálogo aberto, sem imposições”, disse a CNA. O comunicado encerrou com um apelo: “Que a razão e o pragmatismo se imponham, para o bem dos dois países.”

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Vaca Gir Leiteiro quebra o recorde mundial de produção de leite

    + Agro em Campo: Saiba o impacto da tarifa de 50% sobre o agronegócio brasileiro

  • Governo cria grupo para discutir dívidas de produtores rurais do RS 

    Governo cria grupo para discutir dívidas de produtores rurais do RS 

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou nesta semana por meio da Portaria nº 812 publicada no Diário Oficial da União, a criação de um Grupo de Trabalho Interinstitucional voltado ao endividamento dos produtores rurais do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca reunir informações e elaborar propostas para enfrentar os impactos econômicos provocados por eventos climáticos extremos no estado.

    O grupo será presidido pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. E terá como secretaria-executiva a Secretaria de Política Agrícola (SPA/Mapa), responsável por oferecer o suporte técnico e administrativo às atividades.

    Com composição ampla, o comitê inclui representantes do próprio Mapa, da Casa Civil, dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Fazenda. Além do Banco Central do Brasil, BNDES e Banco do Brasil. Também participam parlamentares das Comissões de Agricultura do Senado e da Câmara, representantes do governo do Rio Grande do Sul, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), das federações Farsul e Fetag-RS e da Famurs.

    De acordo com o texto publicado, o grupo se reunirá ordinariamente a cada quinze dias. E poderá ser convocado extraordinariamente pelo presidente ou por 80% dos seus integrantes. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 120 dias, contados após a designação oficial dos membros.

    A medida integra o pacote de ações anunciado em abril por Carlos Fávaro em conjunto com a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados. Como parte desse esforço, o Conselho Monetário Nacional (CMN) já havia autorizado, no fim de maio, a prorrogação por até três anos das dívidas bancárias de produtores gaúchos prejudicados pela forte estiagem que atingiu diversos municípios no início de 2025.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Setor rural lidera expansão econômica em SP com alta de 7,8%

    + Agro em Campo: Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

  • Produção agropecuária deve alcançar R$ 1,52 trilhão em 2025

    Produção agropecuária deve alcançar R$ 1,52 trilhão em 2025

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê crescimento de 12,3% no Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025. Segundo a estimativa, o faturamento do setor deve atingir R$ 1,52 trilhão no próximo ano.

    O VBP representa o faturamento bruto das atividades agropecuárias dentro das propriedades rurais. Em resumo, o cálculo considera a média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores em todo o país.

    Agricultura

    A agricultura deve movimentar R$ 1 trilhão em 2025, alta de 12,5% frente a 2024. A soja lidera a composição do VBP agrícola, com participação de 36,6%. Em geral, mesmo com queda de 4,5% nos preços, a soja deve registrar aumento de 14,8% na produção. Portanto, o resultado será uma alta de 9,6% no faturamento.

    O milho, com 17% de participação no VBP agrícola, deve crescer 33% em receita. A projeção considera aumento de 10,9% na produção e 19,9% nos preços.

    Entre os destaques, o café arábica pode ter aumento de 62,2% no VBP. Já o café robusta deve crescer 84,3% no mesmo comparativo.

    Pecuária

    Para a pecuária, a CNA projeta R$ 516,3 bilhões em 2025, avanço de 12% em relação ao ano anterior. Ovos e carne bovina puxam a alta.

    O VBP dos ovos deve crescer 21,3%. Ou seja, a previsão considera aumento de 3,65% na produção e valorização de 17,1% nos preços. A carne bovina representa 48,1% do VBP pecuário. Mesmo com leve queda de 0,30% na produção, o setor deve crescer 17,5%, puxado pela valorização de 17,9% nos preços. Além disso, também há expectativa de alta no VBP do leite, com crescimento de 2,7%, e da carne de frango, com avanço de 8,7%.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Mercado global de cacau enfrenta volatilidade

    + Agro em Campo: Brasil lidera produção de peixes cultivados nas Américas

  • CNA analisa o desempenho da agropecuária no PIB

    CNA analisa o desempenho da agropecuária no PIB

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) analisou os dados do PIB divulgados pelo IBGE nesta semana. Segundo a CNA, a agropecuária impulsionou o crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre de 2025.

    A atividade agropecuária cresceu 12,2% entre janeiro e março, frente ao último trimestre de 2024. Esse desempenho garantiu uma contribuição expressiva para a economia, que avançou 1,4% no mesmo período. Com isso, a participação da agropecuária no PIB total subiu de 6,7% para 7,4%. A CNA destacou que o resultado se deve principalmente à colheita de verão, com forte presença da soja e do milho.

    De acordo com a entidade, o clima favorável e o investimento dos produtores foram determinantes para o bom desempenho do setor. Apesar do resultado positivo, a CNA fez um alerta. A próxima safra pode não manter o mesmo nível de investimento. O motivo seria o alto custo do financiamento produtivo e a instabilidade econômica e política global.

    A Confederação reforçou a necessidade de políticas estruturantes. Defendeu crédito com juros compatíveis e mais instrumentos de gestão de risco. Essas medidas, segundo a entidade, garantem a continuidade da produção.

    Outras considerações

    No primeiro trimestre, o PIB brasileiro somou R$ 3,0 trilhões. Desse total, R$ 2,6 trilhões vieram do Valor Adicionado a preços básicos e R$ 431,1 bilhões dos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

    A agropecuária surpreendeu o mercado, inclusive a própria CNA, ao superar as expectativas. Ou seja, a safra recorde de grãos, estimada em 332,9 milhões de toneladas pela Conab, reforça o bom momento do setor.

    A CNA reiterou que o crescimento agropecuário ajuda a manter alimentos acessíveis. Além disso, sustenta as exportações e fortalece a balança comercial.

    Segundo a entidade, o desempenho do campo também movimenta outros setores. Indústria de insumos, transporte, comércio e serviços se beneficiam diretamente. Isso estimula o consumo em regiões agrícolas e dinamiza as economias locais. Por fim, a CNA enfatizou o papel estratégico do setor agropecuário. A atividade contribui para o crescimento regional e ajuda a reduzir desigualdades no interior do país.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Vazio sanitário da soja começa neste domingo em SP

    + Agro em Campo: Brasil se destaca como referência em logística reversa agrícola