Tag: cna

  • Agro emprega 27,79 milhões no primeiro trimestre

    Agro emprega 27,79 milhões no primeiro trimestre

    O agronegócio brasileiro empregou 27,79 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2026.
    O número representa uma queda de 1% na comparação anual. A redução corresponde a 267.298 trabalhadores a menos no período. Os dados são do Cepea, em parceria com a CNA.

    A retração ocorre após uma sequência de recordes na ocupação do agronegócio brasileiro. Além disso, o movimento acompanhou a redução registrada no mercado de trabalho nacional.

    Agronegócio representa 25,73% da população ocupada

    No primeiro trimestre, os trabalhadores do agronegócio representaram 25,73% da população ocupada brasileira. O percentual ficou abaixo dos 26,33% registrados um ano antes. Também houve queda em relação ao quarto trimestre de 2025, quando a participação alcançou 26,03%.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado de trabalho brasileiro registrou taxa de desocupação de 6,1% no período.

    Agrosserviços lideram queda na ocupação

    Os agrosserviços concentraram a maior redução entre os segmentos do agronegócio. O setor perdeu 307.994 trabalhadores, uma queda de 2,9%. Na sequência, as agroindústrias registraram redução de 3,1%. O segmento perdeu 148.527 trabalhadores no período.

    Já o setor de insumos apresentou queda de 1,2%, com redução de 3.756 trabalhadores. Por outro lado, o segmento primário apresentou crescimento de 2,5%. O avanço acrescentou 189.979 trabalhadores ao mercado de trabalho. Assim, o crescimento do segmento primário amenizou parcialmente a queda total da ocupação no agronegócio.

    Trabalho por conta própria cresce

    Entre as categorias profissionais, o número de empregados sem carteira caiu 3,6%. A redução correspondeu a 147,4 mil pessoas. Os empregados com carteira assinada também recuaram 1,2%. Nesse caso, a queda alcançou 115,8 mil trabalhadores. O número de empregadores diminuiu 5,2%, com redução de 55,8 mil pessoas. Além disso, os trabalhadores familiares auxiliares recuaram 5%, ou 68,5 mil pessoas.

    Em contrapartida, os trabalhadores por conta própria cresceram 1,8%. O aumento acrescentou aproximadamente 120,2 mil pessoas ao grupo. Segundo o Cepea, esse avanço amenizou parcialmente a retração das demais categorias. Porém, o crescimento não impediu a queda da ocupação total.

    Agronegócio aumenta participação de trabalhadores com ensino superior

    O nível de escolaridade também apresentou mudanças no primeiro trimestre de 2026. O número de trabalhadores sem instrução caiu 1,4%. Isso representa uma redução de aproximadamente 16 mil pessoas.

    Entre trabalhadores com ensino fundamental, a queda chegou a 1,9%. O grupo perdeu cerca de 191,4 mil pessoas. Já o número de trabalhadores com ensino médio recuou 1,1%. A redução correspondeu a aproximadamente 91,8 mil pessoas.

    Em sentido contrário, os trabalhadores com ensino superior cresceram 1,6%. O aumento representa aproximadamente 72,9 mil pessoas. Dessa forma, o agronegócio manteve o avanço relativo dos trabalhadores mais escolarizados. O movimento dá continuidade à elevação da escolaridade média do setor nos últimos anos.

    Participação das mulheres avança no agronegócio

    O número de homens ocupados no agronegócio caiu 1,2%. A retração correspondeu a aproximadamente 203,4 mil trabalhadores. Entre as mulheres, a queda foi menor e alcançou 0,5%. O resultado representa uma redução de cerca de 63,9 mil trabalhadoras.

    Embora ambos os grupos tenham registrado queda na ocupação, as mulheres tiveram uma retração menos intensa. Com isso, a participação feminina na força de trabalho do agronegócio avançou novamente. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento mantém a tendência observada nos últimos anos.

     

     

     

     

     

     

     

     

  • PIB do agronegócio sofreu queda de 2% no primeiro trimestre de 2026

    PIB do agronegócio sofreu queda de 2% no primeiro trimestre de 2026

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro caiu 2,01% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    O resultado chama atenção porque ocorre depois de um avanço superior a 12% do setor em 2025. De acordo com os pesquisadores, a principal explicação para a retração está na redução dos preços de diversos produtos agropecuários, que acabou superando os ganhos esperados de produção em diferentes atividades.

    Todos os segmentos agrícolas registraram queda

    O recuo não ficou concentrado em apenas uma área da cadeia. Todos os segmentos que formam o PIB do agronegócio apresentaram resultado negativo nos primeiros três meses do ano.

    O maior impacto veio do segmento primário, que reúne as atividades diretamente ligadas à produção agropecuária. A queda foi de 4,15%. Na sequência aparecem os insumos, com retração de 2,15%, os agrosserviços, com baixa de 1,25%, e a agroindústria, que recuou 1,03%.

    Para o produtor rural, o cenário mostra que uma produção maior nem sempre significa aumento proporcional da receita. Isso acontece porque a valorização ou desvalorização dos produtos tem peso importante no resultado econômico de toda a cadeia.

    Agricultura sente mais o impacto

    Quando a análise é dividida entre os dois grandes ramos do agronegócio, a agricultura foi a principal responsável pela retração.

    O PIB do ramo agrícola recuou 3,62% no primeiro trimestre de 2026. Já a pecuária apresentou comportamento diferente e registrou um crescimento de 0,70% no período.

    A diferença ajuda a explicar por que o resultado geral do agro foi negativo mesmo com algumas atividades apresentando desempenho positivo. Afinal, o PIB do agronegócio considera uma cadeia ampla, que vai desde a fabricação de insumos até a produção no campo, a indústria e os serviços relacionados ao setor.

    Preços pesaram sobre o resultado

    Segundo o Cepea e a CNA, a expectativa para 2026 é de redução no valor da produção agropecuária. O principal fator apontado é justamente a queda dos preços, que superou os ganhos previstos em volume produzido em diferentes atividades agrícolas e pecuárias.

    Na prática, isso significa que o aumento da produção esperado para algumas culturas e criações não foi suficiente para compensar a desvalorização dos produtos.

    O cenário reforça a importância dos preços agrícolas para o desempenho econômico do setor. Mesmo com o Brasil mantendo uma posição de destaque na produção agropecuária, mudanças nas cotações podem afetar diretamente produtores, indústrias, fornecedores e empresas de serviços ligados ao campo.

    Agro ainda representa uma parcela importante da economia

    Apesar da queda, o agronegócio continua responsável por uma fatia expressiva da economia brasileira.

    Considerando os resultados do primeiro trimestre e o desempenho do PIB nacional, a participação do setor é estimada em 22,8% da economia brasileira em 2026. Em 2025, essa participação havia sido calculada em 25,2%.

    O PIB do agronegócio foi estimado em cerca de R$ 3,13 trilhões no período analisado. Desse total, aproximadamente R$ 1,88 trilhão corresponde ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao ramo pecuário.

  • Projeto da CNA leva ‘mar verde do sertão’ para enfrentar a seca

    Projeto da CNA leva ‘mar verde do sertão’ para enfrentar a seca

    A busca por alternativas para garantir alimento aos rebanhos durante os períodos de estiagem tem impulsionado novas tecnologias no agronegócio brasileiro. No Semiárido, espécies como a palma forrageira e capins adaptados à seca estão transformando a produção pecuária e ajudando milhares de produtores a enfrentar os desafios climáticos da região.

    O chamado ‘novo mar verde do sertão’ reúne plantas selecionadas ao longo de quase uma década de pesquisas conduzidas pelo Projeto Forrageiras para o Semiárido, iniciativa da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Desde 2017, o projeto já impactou cerca de 10,4 mil produtores rurais, levando conhecimento e soluções voltadas à produção de alimento para os animais mesmo em períodos de pouca chuva.

    Pesquisa identificou forrageiras mais adaptadas ao Semiárido

    A primeira etapa do projeto avaliou 30 espécies de forrageiras cultivadas em regime de sequeiro. O objetivo era descobrir quais apresentavam melhor desempenho diante das condições típicas do Semiárido, marcadas por altas temperaturas e escassez de água.

    Com os resultados obtidos, os pesquisadores avançaram para uma nova fase, incluindo o pastejo dos animais nas áreas experimentais. Dessa forma, foi possível verificar o comportamento das espécies em situações reais de produção pecuária.

    Segundo a coordenadora do projeto, Alenilda Carvalho, a pesquisa permitiu selecionar gramíneas e plantas forrageiras capazes de oferecer maior segurança alimentar aos rebanhos.

    “Esse projeto nasceu em 2017. Na primeira fase testamos 30 espécies forrageiras em regime de sequeiro. Na fase 2, a gente colocou o componente animal para pastejar as gramíneas que apresentaram os melhores resultados.”

    Tecnologia pode aumentar a produtividade da palma forrageira

    Além da seleção de espécies resistentes à seca, a iniciativa também investe em novas tecnologias para ampliar a produção de alimento para os animais.

    Em parceria com diferentes instituições, pesquisadores estão testando um fertilizante foliar à base de moléculas de carbono aplicado diretamente na palma forrageira, uma das principais fontes de alimentação dos rebanhos no Semiárido.

    A expectativa é aumentar a produtividade da cultura, melhorar o aproveitamento da adubação nitrogenada e elevar a qualidade nutricional do alimento oferecido aos animais.

    “Nós somos hoje os pioneiros nesses testes. Nunca se realizou um teste em regime de sequeiro com adubação foliar na palma.”

    De acordo com Alenilda Carvalho, os estudos também avaliam a possibilidade de reduzir o ciclo de corte da palma. Atualmente, a colheita costuma ocorrer em cerca de 18 meses, mas os pesquisadores acreditam que esse período poderá cair para apenas 12 meses.

    Caso a expectativa se confirme, os produtores poderão ampliar a oferta de alimento para os rebanhos sem a necessidade de expandir as áreas cultivadas.

    “Daqui para dezembro a gente vai realizar o primeiro corte nessa área experimental. A nossa intenção é aumentar a produtividade, reduzir o período de corte e aumentar a qualidade nutritiva desse material, que é a palma forrageira.”

    Os resultados dessa etapa ainda estão em avaliação e devem ser concluídos até dezembro. Somente após a validação dos dados a tecnologia poderá avançar para a fase de disponibilização comercial.

    Projeto surgiu para enfrentar um dos maiores desafios da pecuária nordestina

    Durante a apresentação do Rally Forrageiras para o Semiárido, realizada em Baixa Grande, na Bahia, o presidente da CNA, João Martins, destacou que a iniciativa nasceu da necessidade de desenvolver pesquisas voltadas especificamente para a realidade do Nordeste.

    Segundo ele, apesar dos avanços obtidos pela Embrapa em diversas regiões do país, ainda havia espaço para ampliar os estudos relacionados à produção de forragem adaptada às condições climáticas do Semiárido.

    “Como é que nós temos uma Embrapa que conseguiu transformar uma das regiões mais pobres de solo nas terras mais produtivas do mundo? E por que essa mesma Embrapa até hoje não conseguiu fazer com que o Nordeste tivesse forrageiras, gramíneas que pudessem resistir mais à seca e alimentar os animais durante o período de seca?”

    Martins afirmou que a CNA destinou R$ 5 milhões para dar início às pesquisas, que posteriormente passaram a contar com a participação da Embrapa e de outros parceiros.

    Para o dirigente, a continuidade dos estudos será fundamental para preparar o setor agropecuário diante dos impactos das mudanças climáticas e dos períodos de seca cada vez mais intensos.

    “A pesquisa tem de continuar, vai continuar. Pesquisa é uma coisa constante. Hoje você tem um cenário, amanhã você tem outro. Há 10 anos atrás nós não tínhamos expectativa de ter uma super seca. Hoje estamos dizendo que nós vamos ter uma super seca.”

    Rally vai levar tecnologias para produtores de dez estados

    A nova etapa do projeto será marcada pelo Rally Forrageiras para o Semiárido, que percorrerá dez estados brasileiros para apresentar os resultados obtidos ao longo dos últimos anos.

    A iniciativa busca acelerar a adoção das tecnologias desenvolvidas pela pesquisa, ampliando o uso de forrageiras resistentes à seca, fortalecendo a pecuária do Semiárido e contribuindo para a segurança alimentar dos rebanhos em uma das regiões mais desafiadoras para a produção agropecuária do país.

  • Brasil busca acordo para evitar veto da UE à carne brasileira

    Brasil busca acordo para evitar veto da UE à carne brasileira

    Representantes da indústria da carne, pecuaristas e integrantes do Ministério da Agricultura se reúnem nesta quarta-feira (8), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, para definir uma estratégia que evite um bloqueio da União Europeia às exportações brasileiras de proteínas animais. Se não houver acordo, o impacto comercial poderá chegar a US$ 1,8 bilhão por ano.

    A União Europeia passou a exigir que carnes e derivados importados sejam produzidos sem determinados antimicrobianos. Por isso, o bloco poderá barrar produtos brasileiros a partir de setembro caso o país não comprove o cumprimento das novas regras.

    Governo tenta unificar posição da cadeia pecuária

    O tema divide a cadeia pecuária há vários meses. De um lado, os frigoríficos defendem o banimento dos antimicrobianos exigidos pela União Europeia para preservar o acesso ao mercado europeu. Do outro, os pecuaristas rejeitam a proposta por temerem prejuízos à produtividade.

    Enquanto isso, o Ministério da Agricultura passou a exigir, desde a semana passada, o controle de todo o ciclo produtivo dos animais destinados à Europa. Além disso, determinou a segregação desses rebanhos.

    A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina articulou a reunião para aproximar governo, indústria e produtores. Assim, ela busca construir uma estratégia única para enfrentar o impasse.

    Ministério cobra participação do setor produtivo

    Na terça-feira (7), o ministro da Agricultura, André de Paula, respondeu ao requerimento apresentado pelo deputado Evair de Melo sobre o risco de o Brasil perder a autorização para exportar carnes e derivados à União Europeia.

    Segundo o ministério, a solução depende também do setor produtivo. A pasta explicou que alguns antimicrobianos proibidos pelos europeus continuam registrados para uso na bovinocultura, avicultura e suinocultura brasileiras.

    Dessa forma, os próprios produtores precisam criar sistemas capazes de separar os animais destinados ao mercado europeu e comprovar que cumprem todas as exigências sanitárias.

    Governo afirma que alertou o setor desde 2023

    O Ministério da Agricultura informou que mantém reuniões e trocas de informações com entidades da cadeia pecuária desde 2023.

    Ao todo, o governo realizou pelo menos 32 encontros para discutir o tema. Além disso, a pasta afirmou que alertou o setor sobre a necessidade de desenvolver mecanismos próprios de controle.

    Segundo o ministério, não existia perspectiva de proibir esses medicamentos no Brasil. Por isso, o setor privado precisaria organizar sistemas de rastreabilidade e segregação para atender às exigências europeias.

    Pecuaristas rejeitam banimento da monensina

    A principal discussão envolve a monensina, substância utilizada para melhorar o desempenho e a eficiência alimentar do rebanho.

    A CNA mantém posição contrária ao banimento do produto. Segundo representantes dos pecuaristas, a retirada da monensina pode comprometer a produção de animais destinados ao chamado boi China.

    Esse mercado exige bovinos abatidos com até 30 meses de idade. Como a substância acelera o ganho de peso, muitos produtores acreditam que a proibição dificultará o atendimento desse requisito.

    Países vizinhos já adotaram outro modelo

    Argentina e Uruguai proibiram o uso dos antimicrobianos exigidos pela União Europeia. Entretanto, laboratórios desses países passaram a oferecer produtos alternativos aos pecuaristas.

    No Brasil, por outro lado, representantes do setor afirmam que ainda não existem substitutos economicamente viáveis.

    Além disso, a pecuária brasileira utiliza principalmente zebuínos. Essas raças levam mais tempo para atingir o peso ideal de abate do que as raças europeias criadas na Argentina e no Uruguai. Por esse motivo, muitos produtores consideram a monensina uma ferramenta importante para manter a competitividade das exportações brasileiras.

  • Projeto de proteção ao produtor rural divide agronegócio

    Projeto de proteção ao produtor rural divide agronegócio

    O Projeto de Lei 4588/21, que institui a Política Nacional de Proteção ao Produtor Rural, provocou divergências entre representantes do agronegócio nesta terça-feira (30). A proposta já passou pela Comissão de Agricultura e segue em análise na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que realizou audiência pública para discutir o tema.

    Entidades ligadas aos produtores rurais defendem o texto e apontam avanços na correção de falhas da legislação atual. Já representantes da indústria e do sistema financeiro alertam para impactos negativos no crédito rural e no ambiente jurídico.

    Apoio de produtores e entidades do agro

    O consultor jurídico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Kaufmann, afirmou que o projeto fortalece a segurança jurídica e melhora as relações contratuais no campo.

    Segundo ele, a proposta garante mais transparência nas informações, facilita o acesso ao crédito e amplia a eficiência do seguro rural.

    A Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja) também manifestou apoio. A entidade destacou a atualização das faixas de faturamento como um avanço importante para enquadrar produtores em políticas públicas.

    Para Marcelo Lara, diretor de agronegócio da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (PA), o projeto equilibra as negociações no mercado.

    Ele afirma que a proposta reduz a dependência dos produtores em relação às grandes tradings e assegura o direito de recorrer à Justiça em disputas comerciais.

    Críticas apontam riscos ao crédito rural

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa exportadores de grãos, lidera as críticas ao projeto. O presidente da entidade, André Nassar, destacou o alto nível de endividamento no setor e alertou para possíveis efeitos negativos.

    Presidente da Abiove, André Nassar. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Segundo Nassar, o texto pode aumentar a incerteza entre compradores e reduzir o interesse em investir no setor produtivo.

    A Abiove apresentou 11 pontos de preocupação, entre eles:

    • Impactos no Orçamento federal
    • Interferência na atuação do Judiciário e do Ministério Público
    • Imposições às Defensorias Públicas
    • Riscos de fiscalização e punições consideradas arbitrárias

    A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também demonstrou preocupação. A entidade relaciona o aumento da inadimplência no campo ao crescimento dos pedidos de recuperação judicial.

    O diretor de produtos da Febraban, Rafael Baldi, afirmou que o projeto tende a elevar o risco de crédito, o que pode encarecer financiamentos e limitar o acesso dos produtores aos recursos.

    Debate jurídico e próximos passos

    O presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Renato Buranello, questionou a necessidade de uma nova legislação. Para ele, o país já dispõe de um conjunto robusto de normas para proteger o produtor rural.

    Deputado Henderson Pinto (União/PA). Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    O relator do projeto na comissão, deputado Henderson Pinto (União-PA), afirmou que vai considerar as contribuições apresentadas para aprimorar o texto.

    Segundo ele, o objetivo é equilibrar interesses sem perder o foco na proteção do produtor rural, especialmente diante de prejuízos causados por fatores como eventos climáticos.

    O projeto segue em tramitação na Câmara dos Deputados.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • CNA divulga finalistas do Prêmio Brasil Artesanal 2026 de azeite de oliva

    CNA divulga finalistas do Prêmio Brasil Artesanal 2026 de azeite de oliva

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou, na segunda-feira (8), os finalistas do Prêmio Brasil Artesanal (PBA) 2026 na categoria Azeite de Oliva.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Os produtos avançaram após a avaliação do júri técnico e agora seguem para a etapa de votação popular, que definirá os vencedores da edição.

    A próxima fase ocorre no dia 27 de junho, durante a Feira Nacional de Viticultura, Enologia e Enoturismo (Expovitis), em Brasília. Para garantir transparência e imparcialidade, os avaliadores receberão os azeites sem identificação de marca ou produtor, repetindo o modelo adotado na etapa técnica.

    Os finalistas concorrem nas categorias Blend e Monovarietal e representam produtores dos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, principais polos emergentes da olivicultura brasileira.

    Finalistas do Prêmio Brasil Artesanal 2026 – Azeite de Oliva

    Categoria Blend:

    • Bob Costa – Azeite Sabiá – Blend de Terroir (RS)
    • Herbert Coratina – Azeite Mantikir Summit Premium (MG)
    • Jerônimo José Merlo – Azeite Potenza Blend Intenso (RS)
    • Patrícia Lafonte de Azevedo – Azeite L’Az (MG)
    • Zélia Maria Scherer Maciel – Azeite Viridi (RS)

    Categoria Monovarietal:

    • Cynthia Geyer – Azeite Cadenza (RS)
    • Glenda Haas – Azeite Lagar H Arbequina (RS)
    • Herbert Coratina – Azeite Mantikir Grappolo (MG)
    • Ivo Szterling – Azeites Aiu (SP)
    • José Martins de Siqueira Filho – Azeite Alto das Oliveiras (MG)
  • Antidumping sobre leite em pó é adiado pelo governo

    Antidumping sobre leite em pó é adiado pelo governo

    O governo federal adiou a aplicação do direito antidumping sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai. A medida havia sido aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), mas seguirá suspensa até nova avaliação.

    A resolução foi publicada nesta segunda-feira (9). O texto prevê a cobrança de tarifas adicionais por até cinco anos sobre o produto importado. No entanto, o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) decidiu adiar a aplicação imediata da medida.

    Segundo o governo, a suspensão permitirá analisar possíveis impactos sobre a inflação, o abastecimento e a segurança alimentar. Com isso, as importações continuam isentas da cobrança extra.

    Governo avalia efeitos sobre preços e abastecimento

    O Gecex aprovou o antidumping durante reunião realizada em 28 de maio. Porém, o Ministério do Planejamento e Orçamento solicitou uma análise complementar antes da entrada em vigor das tarifas. A investigação concluiu que exportadores da Argentina e do Uruguai praticaram dumping nas vendas ao Brasil. Por isso, o processo recomendou sobretaxas que variam conforme a empresa exportadora.

    No caso dos exportadores argentinos, os valores sugeridos vão de US$ 167,31 a US$ 4.183,17 por tonelada. Para os uruguaios, as tarifas variam entre US$ 378,27 e US$ 4.196,72 por tonelada.

    Empresas que não participaram da investigação receberam as maiores alíquotas. Já aquelas que colaboraram com o processo tiveram taxas menores.

    Nota técnica aponta risco inflacionário

    O governo justificou a suspensão com base em uma nota técnica divulgada nesta segunda-feira. O documento destaca possíveis impactos sobre preços e abastecimento. Segundo a avaliação, o mercado brasileiro de leite enfrenta pressões de custos, riscos climáticos e aumento recente dos preços ao consumidor.

    A nota também ressalta que Argentina e Uruguai respondem por quase todas as importações brasileiras de leite em pó. De acordo com o governo, a aplicação imediata das tarifas poderia elevar custos industriais e afetar diversos segmentos da cadeia alimentícia.

    O documento cita setores como laticínios, panificação, chocolates, biscoitos, sorvetes e preparados alimentícios. Para o governo, uma alta nos custos poderia chegar ao consumidor final. Além disso, a análise destaca a importância do leite para famílias de menor renda, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

    Secex vai abrir avaliação de interesse público

    A resolução determina que a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) conduza uma avaliação de interesse público. O objetivo será medir os impactos da eventual aplicação do antidumping sobre produtores, indústrias, distribuidores, comerciantes e consumidores. Após essa análise, o governo decidirá se aplicará integralmente as tarifas ou se adotará outro encaminhamento.

    CNA rebate argumentos do governo

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) contestou a suspensão da medida. Em nota técnica, a entidade afirmou que o antidumping não provocaria impacto relevante sobre a inflação dos alimentos.

    Segundo a CNA, a cobrança atingiria apenas o leite em pó industrial vendido a granel. O leite em pó destinado ao varejo e o leite longa vida não fazem parte da investigação. A entidade argumenta que os produtos consumidos diretamente pelas famílias não seriam afetados pelas tarifas.

    A CNA também destacou que os alimentos que utilizam leite em pó importado são, em sua maioria, produtos ultraprocessados. Entre eles estão chocolates, sorvetes, biscoitos recheados e bebidas lácteas adoçadas.

    Segundo a confederação, esses itens representam apenas 0,26% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, a participação do leite em pó importado no consumo nacional é estimada em cerca de 6%. Por isso, a CNA defende que o impacto inflacionário da medida seria inexistente ou insignificante.

     

  • Plano Safra 2026/27 pode ter juros abaixo de 10% para custeio, diz Ministério da Agricultura

    Plano Safra 2026/27 pode ter juros abaixo de 10% para custeio, diz Ministério da Agricultura

    O Ministério da Agricultura e Pecuária trabalha para viabilizar linhas de custeio rural com taxas de juros de um dígito no Plano Safra 2026/27. A informação foi confirmada pelo secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, durante entrevista à CNN Brasil.

    Segundo o secretário, o governo negocia a proposta junto ao Tesouro Nacional, ao Ministério da Fazenda e à Casa Civil. O objetivo é reduzir o peso financeiro sobre os produtores rurais e ampliar o acesso ao crédito oficial.

    “Nosso pleito junto ao Tesouro, Ministério da Fazenda e Casa Civil é uma taxa de juros para custeio de um dígito”, afirmou Campos.

    A discussão ocorre em um momento de preocupação crescente com o custo do financiamento agropecuário. Além disso, produtores têm relatado dificuldades para acessar recursos subsidiados diante do atual cenário de juros elevados.

    No ciclo vigente, a taxa de custeio empresarial alcançou 14% ao ano, enquanto a Selic estava em 15% ao ano quando o programa foi anunciado. Para o secretário, o encarecimento do crédito se consolidou como um dos principais entraves para o desenvolvimento da atividade agropecuária.

    Além disso, Campos destacou que experiências recentes demonstram uma maior procura por financiamentos quando as condições são mais acessíveis. Como exemplo, ele mencionou as linhas destinadas à agricultura familiar.

    De acordo com o secretário, “as taxas oferecidas para a agricultura familiar, de até 4% ao ano e 6% ao ano, foram todas tomadas”.

    Crédito disponível nem sempre chega ao produtor

    No atual Plano Safra, o governo anunciou R$ 516,2 bilhões destinados à agropecuária. No entanto, o Tesouro Nacional conseguiu equalizar os juros de apenas R$ 113,8 bilhões desse montante, volume que representa menos de um quarto dos recursos anunciados.

    Para Guilherme Campos, a preocupação vai além do valor total disponibilizado. Segundo ele, o desafio está em garantir que os recursos cheguem efetivamente aos produtores rurais.

    Além disso, o secretário alertou que o problema pode se repetir no próximo ciclo caso temas como seguro rural e endividamento dos produtores não sejam discutidos em conjunto com o Plano Safra.

    Dessa forma, o governo busca construir uma solução mais ampla para melhorar o acesso ao crédito e fortalecer a capacidade de investimento do setor.

    Governo mantém cronograma de lançamento

    Apesar das negociações ainda estarem em andamento, o Ministério da Agricultura garante que o anúncio do Plano Safra 2026/27 será realizado dentro do calendário previsto.

    Segundo Campos, os prazos de plantio seguem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), o que impede alterações motivadas por questões políticas ou administrativas.

    “Não há possibilidade de adiamento do anúncio, porque o tempo de plantar é independente de qualquer coisa. Está no ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático). Esse calendário nem a política consegue mudar”, declarou.

    Sobre o volume de recursos previsto para a próxima temporada, o secretário informou que a proposta em análise pelo governo está próxima da demanda apresentada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    A entidade sugeriu um Plano Safra de R$ 623 bilhões, valor 53,5% superior aos R$ 405,9 bilhões disponibilizados no ciclo anterior. Conforme Campos, “está muito próximo daquilo que a CNA deliberou”.

  • CNA critica suspensão de tarifas antidumping no leite em pó

    CNA critica suspensão de tarifas antidumping no leite em pó

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifestou forte insatisfação com a decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) de não aplicar, de imediato, medidas de defesa comercial contra a importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai.

    O governo reconheceu oficialmente a prática de dumping, mas ainda assim optou por suspender a aplicação das tarifas recomendadas tecnicamente. Dessa forma, o setor produtivo permanece exposto a práticas desleais de comércio já devidamente comprovadas pela CNA ao longo do processo investigativo.

    A suspensão, por sua vez, foi motivada por preocupações do governo com possíveis reflexos negativos na economia.

    Além disso, as importações atingiram novo recorde em 2026: Argentina e Uruguai responderam por 90% dos 604 milhões de litros equivalentes importados, a preços com distorções de até 60%.

    Avaliação de interesse público

    Para suspender as tarifas, o mecanismo adotado foi a abertura de uma avaliação de interesse público, por meio da qual o governo analisará os impactos econômicos e diplomáticos com os parceiros do Mercosul.

    Em contrapartida, a CNA rebate os argumentos utilizados para a suspensão. A entidade destaca que corrigir práticas desleais não trará efeitos negativos ao consumidor, uma vez que o leite em pó está excluído do escopo da investigação quanto ao preço ao consumidor final. Por isso, essa categoria representa peso diminuto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — apenas 0,2% na média dos últimos cinco anos.

    Assim, após o resultado da 237ª reunião do Gecex, ocorrida na quinta-feira (28), a CNA reafirmou seu compromisso de continuar trabalhando para reverter o cenário e garantir a efetiva defesa comercial da produção nacional de leite.

    “A luta ainda não acabou, seguiremos dialogando com o governo para conquistar a legítima defesa comercial para nossos produtores de leite”, afirmou o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite, Jônadan Ma.

    Linha do Tempo do Caso

    • Agosto de 2024 — A CNA protocola petição no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) solicitando investigação de dumping na importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai.
    • Dezembro de 2024 — O governo acata o pedido, com base nos indícios levantados pela CNA. Os dois países estariam vendendo leite em pó mais barato no Brasil do que em seus próprios mercados, caracterizando, portanto, a prática de dumping.
    • Agosto de 2025 — O MDIC altera entendimento vigente há mais de 25 anos, alegando que o leite fluido dos produtores não seria similar ao leite em pó. Em resposta, a CNA apresenta novas provas e um parecer internacional atestando que a mudança de entendimento “não faz sentido do ponto de vista da defesa comercial e de políticas públicas”. Junto à FPA, FPPL e outras entidades, a CNA se reúne com o MDIC para contestar a decisão.
    • Outubro de 2025 — O presidente da CNA, João Martins, reforça pessoalmente o pedido ao ministro Geraldo Alckmin: “Agora é hora de agir com responsabilidade e sensibilidade”.
    • Dezembro de 2025 — Em importante vitória para o setor, o vice-presidente Geraldo Alckmin anuncia a retomada da investigação após acatamento do recurso da CNA.
    • Abril de 2026 — O Departamento de Defesa Comercial (Decom) do MDIC publica Nota Técnica com Fatos Essenciais, apontando margens de dumping de até 60% para a Argentina e 50% para o Uruguai.
    • Maio de 2026 — Na 237ª reunião do Gecex, o dumping é reconhecido e as tarifas são aprovadas. No entanto, o governo suspende os efeitos e abre avaliação de interesse público.
  • Revisão da lista de espécies invasoras ameaça agronegócio, alertam debatedores

    Revisão da lista de espécies invasoras ameaça agronegócio, alertam debatedores

    Parlamentares, representantes do agronegócio e pesquisadores demonstraram preocupação, nesta quarta-feira (20), com a revisão da lista nacional de espécies exóticas invasoras elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente. O tema foi discutido durante uma reunião conjunta das comissões de Agricultura e de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

    Segundo os participantes, a proposta pode gerar impactos diretos em cadeias produtivas importantes para a economia brasileira. Isso porque espécies amplamente utilizadas no país, como tilápia, eucalipto e braquiária, passaram a ser classificadas como invasoras no documento em análise.

    Na avaliação do setor, essa mudança pode abrir caminho para restrições no licenciamento ambiental e até impedir o cultivo dessas espécies em determinadas situações. Como consequência, produtores temem prejuízos econômicos e insegurança jurídica.

    Durante o encontro, deputados defenderam a aprovação do Projeto de Lei 5900/25. A proposta pretende retirar a exclusividade do Ministério do Meio Ambiente na definição dessas regras e exigir participação obrigatória de órgãos ligados à Agricultura e à Pesca antes da publicação das normas.

    O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, autor do projeto, criticou a possibilidade de decisões ambientais afetarem cadeias produtivas estratégicas para o país.

    Segundo ele, incluir espécies como a tilápia na lista de invasoras pode comprometer a produção, a geração de empregos e até a balança comercial brasileira.

    Pedro Lupion criticou decisões que ignoram cadeias produtivas importantes no país — (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados)

    Já o deputado Valdir Cobalchini, que solicitou o debate, afirmou que a revisão da lista desconsidera os impactos econômicos da medida. Além disso, ele questionou a composição da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela elaboração do documento.

    De acordo com o parlamentar, as análises não deveriam considerar apenas o aspecto ecológico. Para ele, decisões regulatórias precisam incluir avaliações socioeconômicas, jurídicas e técnicas, principalmente quando envolvem atividades essenciais para o abastecimento e a economia nacional.

    A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Jaine Ariele Cubas, também apontou desequilíbrio na representatividade dentro da Conabio. Segundo ela, o setor privado possui pouca participação em comparação com organizações não governamentais e movimentos sociais.

    Ela defendeu a ampliação do debate e a realização de mais estudos antes da definição de medidas que possam afetar setores produtivos relevantes para o país.

    Pesquisadores alertam para possíveis efeitos regulatórios

    O chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores, destacou que o enquadramento generalizado de espécies aquícolas como invasoras pode causar impactos regulatórios importantes.

    Segundo o pesquisador, é necessário diferenciar regiões, sistemas de cultivo e níveis de risco antes da adoção de medidas amplas. Ele ressaltou ainda que o setor aquícola já segue instrumentos específicos de controle ambiental.

    Roberto Flores alertou para os riscos de incluir peixes comerciais — (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados)

    Outro ponto discutido durante a reunião envolveu o cultivo de eucalipto. O pesquisador do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), Paulo Henrique Miller, apresentou estudos que indicam a existência de barreiras naturais para conter o avanço da espécie.

    Conforme explicou o engenheiro florestal, formigas nativas, como saúvas e quem-quens, acabam consumindo sementes e brotos de eucalipto logo após a germinação. Dessa forma, esses insetos funcionariam como um mecanismo natural de controle ecológico.

    O debate segue em andamento na Câmara dos Deputados, enquanto representantes do agro pedem maior participação técnica e econômica nas decisões relacionadas à classificação das espécies.

    Contém dados de Agência Câmara de Notícias