Tag: cna

  • PIB do Agro Avança 1,26% no terceiro trimestre após recuos

    PIB do Agro Avança 1,26% no terceiro trimestre após recuos

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 1,26% no terceiro trimestre de 2024, conforme dados do Cepea e da CNA. Após dois trimestres consecutivos de queda, o setor acumula retração de 2,49% no ano. A agropecuária deve representar 22% da economia brasileira em 2024, abaixo dos 23,5% registrados em 2023.

    O crescimento trimestral foi impulsionado por avanços nos insumos (0,83%), no segmento primário (1,14%), nas agroindústrias (1,60%) e nos agrosserviços (1,22%). Esse desempenho reflete o aumento do valor bruto da produção, influenciado por preços reais mais altos.

    Setores agrícola e pecuário mostram recuperação

    Os dois ramos do agronegócio apresentaram crescimento no terceiro trimestre. O ramo agrícola cresceu 1,27%, com destaque para as agroindústrias (1,85%) e agrosserviços (1,64%). Já o ramo pecuário teve alta de 1,31%, puxado por insumos (1,99%) e o segmento primário (3,02%).

    Apesar dos avanços pontuais, o ramo agrícola acumula queda de 4,04% nos primeiros nove meses de 2024. Menores preços e a redução na produção de soja, milho e trigo impactaram o segmento primário agrícola. No ramo pecuário, a indústria de rações e medicamentos para animais impulsionou o crescimento de 1,60%.

    Segmento de insumos registra queda no ano

    No acumulado de 2024, o PIB dos insumos recuou 7,24%, com destaque negativo para os insumos agrícolas (-10,69%). A retração reflete quedas nas indústrias de fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas, pressionadas por menores preços e produção. Por outro lado, os insumos pecuários cresceram 1,32%, impulsionados pelas indústrias de rações e medicamentos.

    No terceiro trimestre, o segmento de insumos cresceu 0,83%, com recuperação pontual nas indústrias de base agrícola. Contudo, o setor ainda enfrenta desafios como a alta global nos custos de matérias-primas e a desvalorização do Real.

    Agroindústria e agrosserviços mostram desempenho misto

    O PIB da agroindústria caiu 0,67% nos primeiros nove meses de 2024. As agroindústrias de base agrícola recuaram 2,32%, enquanto as de base pecuária avançaram 6,00%. Apesar do aumento da produção, os menores preços de biocombustíveis e óleos vegetais influenciaram na retração do setor agrícola.

    Os agrosserviços apresentaram queda de 1,74% no acumulado do ano. A retração foi mais acentuada nos agrosserviços de base agrícola (-3,99%), enquanto os de base pecuária cresceram 4,15%, refletindo a maior produção do setor.

    Projeções para 2024: PIB de R$ 2,58 trilhões

    O agronegócio brasileiro deve atingir um PIB de R$ 2,58 trilhões em 2024. O ramo agrícola deve responder por R$ 1,84 trilhão, e o ramo pecuário, por R$ 744,02 bilhões. Apesar da recuperação em alguns segmentos, a participação do setor na economia deve cair para 22%, sinalizando desafios para o próximo ano.

    Ou seja, com as oscilações nos preços globais e impactos internos, o planejamento das próximas safras exige monitoramento constante. Fatores como câmbio, custos de produção e demanda internacional serão decisivos para o desempenho futuro do agronegócio.

     

  • Após quedas seguidas, PIB do agro volta a crescer no trimestre

    Após quedas seguidas, PIB do agro volta a crescer no trimestre

    Após dois trimestres consecutivos de queda, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou um crescimento de 1,26% no terceiro trimestre de 2024. A informação foi divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Com esse avanço, a taxa de queda acumulada para o ano de 2024 diminuiu para 2,49%. Considerando o desempenho total da economia brasileira até agora, o agronegócio pode representar 22% do PIB nacional em 2024. Isso representa uma redução em relação aos 23,5% registrados em 2023.

    Desempenho por segmento

    Pesquisadores do Cepea e da CNA destacam que a recuperação observada no terceiro trimestre se deve ao desempenho positivo tanto do setor agrícola, que cresceu 1,27%, quanto do setor pecuário, que teve um aumento de 1,31%. Todos os segmentos do agronegócio apresentaram avanços durante esse período, impulsionados pelo aumento do valor bruto da produção, principalmente devido aos preços reais mais altos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: União Europeia aprova verme-da-farinha como novo alimento
    + Agro em Campo: Bahia dobra valor das exportações de cacau em 2024

    No entanto, o desempenho negativo acumulado até setembro está associado à pressão no setor agrícola, que registrou uma queda superior a 4%, enquanto o setor pecuário apresentou um crescimento de 1,6%. Os pesquisadores indicam que a redução nos preços e a diminuição da produção de produtos-chave impactaram negativamente o agronegócio em 2024.

    Impactos e desafios

    A Síndrome da Murcha da Cana e outros fatores bióticos têm causado prejuízos significativos ao setor. Apesar disso, o ramo pecuário conseguiu mitigar parte dos impactos negativos graças ao bom desempenho dos segmentos agroindustriais e de insumos.

    Com as previsões indicando um crescimento modesto no PIB do agronegócio para 2024 e a necessidade de adaptação às condições de mercado e climáticas, especialistas ressaltam a importância de estratégias eficazes para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor. O acompanhamento contínuo das tendências econômicas será crucial para os canavicultores e demais produtores rurais enfrentarem os desafios futuros.

     

  • Produção de grãos no Brasil deve crescer 8,2%

    Produção de grãos no Brasil deve crescer 8,2%

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou sua segunda estimativa para a safra de grãos 2024/25, prevendo uma produção de 322,53 milhões de toneladas. Esse volume representa um crescimento de 8,2% em relação ao ciclo anterior, com um aumento aproximado de 24,6 milhões de toneladas na colheita.

    Esse crescimento é resultado da expectativa de aumento na área plantada e da recuperação na produtividade média das lavouras no Brasil. Segundo o 2º Levantamento de Grãos da Safra 2024/25, os agricultores deverão semear cerca de 81,4 milhões de hectares durante este ciclo.

    Thays Moura, fundadora da fintech Agree, observa que esses dados indicam um cenário promissor para o setor agrícola. “O planejamento financeiro é crucial para aproveitar as oportunidades que surgem com esse crescimento. Soluções de crédito personalizadas serão essenciais para atender às necessidades dos produtores”, destaca.

    Destaques por cultura

    Entre os principais produtos, a Conab projeta um aumento na área semeada de arroz, que deve passar de 1,6 milhão de hectares em 2023/24 para 1,77 milhão de hectares no ciclo atual. A semeadura já começou nas principais regiões produtoras e cobre 65% da área total, conforme o relatório Progresso de Safra. A produção deve ultrapassar 12 milhões de toneladas, com uma produtividade projetada em 6.814 quilos por hectare.

    Para a primeira safra de feijão, a estimativa é uma recuperação de 3,6% na área cultivada, totalizando 892,3 mil hectares e uma produção esperada de 991,6 mil toneladas. No caso da soja, projeta-se um aumento de 2,6% na área plantada, atingindo 47,36 milhões de hectares, com uma produtividade média 9,6% maior, resultando em 166,14 milhões de toneladas.

    O milho deve manter uma área estável em 21 milhões de hectares, com uma safra total estimada em 119,8 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões provenientes do primeiro ciclo já semeado em 48,7% da área. Para o trigo, espera-se uma produção de 8,11 milhões de toneladas, com 79,4% da área já colhida.

    Necessidade de crédito e inovação

    Moura ressalta que os agricultores continuarão a precisar de crédito para adquirir insumos e realizar investimentos em infraestrutura que suportem o aumento da produção. “A expectativa é que a melhoria na produtividade média das lavouras seja resultado dos investimentos em tecnologia e boas práticas agrícolas”, afirma.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: União Europeia aprova verme-da-farinha como novo alimento
    + Agro em Campo: Ações da Raízen atingem mínimas históricas em nova queda

    Ela também destaca que é fundamental aumentar o suporte em termos de crédito para inovação tecnológica, como agricultura de precisão e aquisição de equipamentos modernos. “O crédito rural deve ser complementado com estratégias como seguros agrícolas e contratos futuros para garantir a sustentabilidade financeira dos negócios”, explica.

    Expectativas para o agronegócio

    De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio pode crescer 5% em 2025. Esse avanço deve-se ao aumento da produção primária agrícola e ao crescimento da indústria de insumos e da agroindústria exportadora. Apesar do cenário otimista, desafios como a alta do dólar e dos juros ainda persistem. A Agree se propõe a oferecer suporte aos produtores rurais na captação do crédito rural com condições favoráveis e atendimento personalizado.

    Com as previsões otimistas para a safra 2024/25 e a crescente demanda por crédito e tecnologia no setor agrícola, o Brasil se prepara para enfrentar os desafios do mercado enquanto busca consolidar sua posição como um dos principais produtores agrícolas do mundo. A colaboração entre instituições financeiras e agricultores será crucial para garantir o sucesso dessa empreitada.

  • Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia abre inscrições para 2025

    Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia abre inscrições para 2025

    O Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia 2025 já está com inscrições abertas. Os interessados podem se inscrever até o dia 23 de fevereiro no site do Sistema CNA/Senar. A iniciativa, que inaugura o calendário de concursos deste ano, busca reconhecer e valorizar pequenos e médios produtores rurais de todo o país.

    O concurso conta com a parceria da Embrapa Agroindústria de Alimentos, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/SAA-SP) e do Sebrae Nacional. Os participantes poderão competir em duas categorias: simples e mista.

    Para participar, é necessário produzir até 50 toneladas de geleia por ano e atender às exigências legais. Após a inscrição, o produtor deve enviar pelo menos um quilo do produto, dividido em seis embalagens individuais, para análise.

    Processo de avaliação e premiação

    O concurso terá três etapas de avaliação: júri técnico, júri popular e análise da história do produto. Produtores que utilizam matéria-prima cultivada em suas propriedades receberão um bônus de 10% na pontuação final.

    Em resumo, os cinco finalistas de cada categoria receberão prêmios em dinheiro. Além disso, os três primeiros colocados ganharão o Selo de Participação Ouro, Prata ou Bronze, uma certificação que agrega valor ao produto.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça os 5 cafés mais caros e exóticos do mundo
    + Agro em Campo: Picanha sem imposto, entenda o impacto da reforma tributária na carne

    Iniciativa valoriza alimentos artesanais e tradicionais

    O Prêmio é promovido pelo Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. Ou seja, a proposta incentiva a profissionalização de pequenos e médios produtores e destaca a qualidade dos alimentos artesanais no mercado.

    Em geral, gesde sua criação, em 2019, o prêmio já reconheceu produtores de chocolates, queijos, cachaças, mel, vinhos, azeites e outros alimentos artesanais.

    Para mais informações e inscrições, acesse o site oficial da CNA.

     

  • CNA projeta crescimento do agronegócio em 2025 apesar de desafios

    CNA projeta crescimento do agronegócio em 2025 apesar de desafios

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê crescimento do PIB do agronegócio em 2025, com avanço estimado em até 5%. O aumento será impulsionado pela expansão da produção primária, especialmente de grãos, e pelo desempenho da indústria de insumos e da agroindústria exportadora. Contudo, o setor enfrenta cenários desafiadores no Brasil e no exterior.

    O balanço de 2024 e as perspectivas para 2025 foram apresentados em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11). O evento contou com a presença de João Martins, presidente da CNA, e de diretores técnicos e internacionais da entidade. Durante a apresentação, foram destacados fatores que impactam o setor, como política fiscal, câmbio, inflação e a taxa Selic.

    Cenário internacional e mercado externo

    A conclusão do acordo Mercosul-União Europeia é um marco positivo, mas as tensões globais desafiam o agronegócio. Medidas como a Lei Antidesmatamento (EUDR) podem restringir o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. Além disso, o setor privado reagiu às recentes ameaças de boicotes contra produtos agropecuários do Brasil.

    Na China, maior parceira comercial do Brasil, a desaceleração econômica e a baixa capacidade ociosa impactam a demanda. Apesar disso, o país segue dependente das importações de grãos devido às limitações de terras e água agricultáveis.

    Câmbio e custos de produção

    A valorização do dólar pode favorecer as exportações, mas aumenta os custos de insumos importados, como fertilizantes e pacotes tecnológicos. Esse cenário pressiona diretamente os produtores rurais e desafia a competitividade do setor.

    Taxa Selic e crédito rural

    A CNA projeta que a taxa Selic deve permanecer elevada em 2025, atingindo 13,50% ao final do ano. Juros altos dificultam o acesso ao crédito rural e impactam negativamente as concessões financeiras para o setor. No orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), os recursos previstos de R$ 1,06 bilhão são insuficientes para atender à demanda de R$ 4 bilhões.

    VBP: crescimento impulsionado pela recuperação da safra

    O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve atingir R$ 1,43 trilhão em 2025, alta de 7,4% sobre 2024. O segmento agrícola, que deve totalizar R$ 937,55 bilhões, se recupera após a quebra de safra deste ano. Na pecuária, o VBP pode crescer 9,2%, somando R$ 495,13 bilhões, com destaque para a bovinocultura de corte, que projeta aumento de 20,9% nos preços.

    Produção e consumo interno

    A safra de grãos 2024/2025 deve alcançar 322,53 milhões de toneladas, segundo a Conab, um recorde histórico com alta de 8,2%. Na pecuária, a produção de leite deve crescer 1,5%, enquanto a de carne bovina deve cair 3,3%, devido à virada do ciclo pecuário. Apesar disso, a exportação de carne bovina deve aumentar 1,8% em 2025.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Novas cultivares de maracujá resistentes à fusariose
    + Agro em Campo: Brasil projeta US$ 28,5 milhões com café especial na Coreia do Sul

    Logística e infraestrutura

    O Brasil avança em infraestrutura com o fortalecimento do transporte hidroviário e ferroviário. A Ferrovia Transnordestina receberá R$ 3,6 bilhões, e o leilão da Ferrogrão está previsto para o segundo semestre, condicionado a decisão do STF. O lançamento do Marco Regulátor dos Rios busca fomentar a navegação fluvial e aumentar a eficiência do transporte.

    Sustentabilidade e mercado global

    O Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o cumprimento do Código Florestal são desafios estruturais que exigem soluções urgentes. A CNA destaca a necessidade de demonstrar a sustentabilidade da produção brasileira para competir no mercado internacional. Enquanto isso, a coalizão de países produtores busca enfrentar barreiras climáticas e comerciais impostas pela União Europeia.

    Balanço de 2024

    O PIB do agronegócio deve crescer até 2% em 2024, puxado pela bovinocultura de corte. Em resumo, até novembro, as exportações do setor somaram US$ 152,6 bilhões, com estimativa de atingir US$ 166 bilhões até o final do ano. Apesar dos desafios, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia brasileira.

     

  • CNA promete ação contra Carrefour e empresas francesas

    CNA promete ação contra Carrefour e empresas francesas

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou que tomará medidas contra o Carrefour e outras empresas francesas. Ou seja, a entidade reagiu à decisão dessas empresas de suspender a compra de carne de países do Mercosul, afirmando que a atitude prejudica a imagem do produto brasileiro.

    Brasil: maior exportador mundial

    O presidente da CNA, João Martins, criticou a posição do grupo francês e destacou a qualidade da carne exportada pelo Brasil. “Fomos surpreendidos pela atitude do Carrefour e de outras empresas. Alegam que nossa carne não atende aos padrões europeus, o que não é verdade. Somos os maiores exportadores do mundo, fornecendo para Estados Unidos, Europa, Oriente Médio, China e Ásia”, declarou.

    Além disso, Martins informou que a CNA acionará seu escritório em Bruxelas, na Bélgica, e um escritório de advocacia local para adotar as medidas necessárias. Em resumo, a intenção é esclarecer a situação e defender o setor brasileiro no mercado europeu.

    Ao mesmo tempo, o consultor jurídico da CNA, Carlos Bastide Horbach, detalhou os próximos passos. “Estamos avaliando essa ação do Carrefour e de outras empresas francesas, que contam com o apoio do governo da França. A recente declaração da ministra da Agricultura francesa reforça o alinhamento. Portanto, a CNA formalizará uma reclamação junto aos órgãos da União Europeia, apontando possíveis violações às regras de defesa da concorrência”, explicou.

    A entidade busca garantir a liberdade econômica e proteger a produção brasileira na União Europeia, destacando que as ações visam preservar a imagem e a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Saída à francesa: CEO do Carrefour envia carta de retratação
    + Agro em Campo: Embrapa identifica áreas suscetíveis a impactos climáticos extremos no Paraná

    Retratação

    O CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, enviou uma carta de retratação sobre suas recentes declarações que geraram uma crise entre a rede varejista e o agronegócio brasileiro. Desde que Bompard anunciou, no dia 20 de novembro, que as lojas da empresa na França deixariam de comercializar carne proveniente do Mercosul, a reação do setor agropecuário brasileiro foi imediata e contundente. Frigoríficos como JBS, Marfrig e Masterboi chegaram a suspender o fornecimento de carne ao Carrefour Brasil, resultando em uma possível escassez de produtos nas prateleiras da rede. Porém, após a retratação, os frigoríficos brasileiros voltaram a fornecer carne para o Carrefour.

  • Apoio ao produtor – CNA debate a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas

    Apoio ao produtor – CNA debate a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas, em resposta à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553.

    O caso, relatado pelo ministro Edson Fachin, questiona a validade de regras que reduzem em 60% a base de cálculo do ICMS sobre agrotóxicos. E estabelecem alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns desses produtos.

    Durante a audiência, Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, destacou a importância da capacitação e assistência técnica para os produtores rurais no uso seguro e eficiente de defensivos. Ele enfatizou que qualquer medida que retire os benefícios tributários pode resultar em aumento nos preços dos alimentos, impactando especialmente os pequenos produtores. “O produtor rural é usuário dos agroquímicos e não teria problema em substituir essa tecnologia, caso a pesquisa avance”, afirmou Lucchi.

    Senar e a capacitação dos agricultores

    Lucchi também mencionou o papel do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na capacitação dos agricultores. E ressaltou que a educação é fundamental para corrigir possíveis problemas na utilização desses produtos. Ele lembrou que a reforma tributária aprovada recentemente introduziu uma alíquota diferenciada para o setor agropecuário, com um desconto significativo.

    “Com a regulamentação do Projeto de Lei Complementar 68/2024, já foi aprovada na Câmara a lista de insumos agropecuários com a inclusão dos defensivos agrícolas”, completou o diretor da CNA. Ele argumentou que outros países adotam tributação reduzida para pesticidas devido à sua importância na produção de alimentos e na segurança alimentar.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: JBS e Masterboi suspendem fornecimento para Carrefour e Atacadão
    + Agro em Campo: Farelo de mamona pode revolucionar alimentação de bovinos

    Lucchi finalizou sua fala ressaltando que não é aumentando o custo dos defensivos que se estimulará o uso de alternativas biológicas. “Os produtores já fazem isso naturalmente porque é uma tecnologia que dá certo. Temos que investir em pesquisa e orientação técnica ao produtor”, concluiu.

    A ADI 5553 foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), questionando as regras do Convênio 100/1997 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e sua relação com a legislação tributária vigente. A discussão sobre a isenção de tributos para defensivos agrícolas continua a ser um tema relevante no debate sobre a política agrícola brasileira e suas implicações econômicas.

  • Entidades sugerem boicote ao Carrefour e Atacadão no Brasil

    Entidades sugerem boicote ao Carrefour e Atacadão no Brasil

    Entidades do agronegócio e da indústria de alimentos no Brasil se uniram em uma nota de repúdio às declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard. Ele anunciou a decisão da rede de supermercados de não comercializar mais carnes provenientes do Mercosul nas lojas da França.

    O comunicado foi assinado por importantes organizações, incluindo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). E pode ser lida no final do site.

    A nota destaca o compromisso das entidades com uma produção agropecuária responsável e sustentável, ressaltando que os produtos brasileiros atendem aos padrões exigidos em mercados internacionais, incluindo Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, China e Japão. “Se o CEO do Carrefour acredita que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês, então não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país”, afirmam as entidades na nota.

    Declaração polêmica

    Bompard fez sua declaração em resposta à insatisfação dos agricultores franceses em relação ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Em sua carta, ele expressou preocupação com a possibilidade de que produtos que não atendem aos requisitos europeus invadam o mercado francês. Além disso, o governo francês tem sido um forte opositor desse acordo, pressionado pelos produtores locais.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Pesquisa da Embrapa desenvolve feijão mais saudável
    + Agro em Campo: Governador sugere boicote ao Carrefour e Atacadão

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, criticou a posição do Carrefour, considerando-a uma ação orquestrada contra o Brasil. Além disso, ele enfatizou que a agropecuária brasileira é comprometida com práticas sustentáveis e respeita as legislações internacionais. Fávaro também mencionou que essa atitude poderia prejudicar as relações comerciais entre o Brasil e o Carrefour.

    Enquanto isso, o Grupo Carrefour Brasil afirmou que suas operações no país não serão afetadas pela decisão anunciada na França. E garantiu que continuará a adquirir carne do Mercosul. A situação gerou reações no setor, com alguns líderes estaduais sugerindo boicotes à rede de supermercados em resposta à declaração de Bompard.

    Federação sugere boicote ao Carrefour e Atacadão

    A FHORESP (Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo) condena veementemente as declarações de Alexandre Bompard e a decisão do Carrefour, que, sob alegações infundadas e sem comprovação técnica, optaram por uma ação meramente protecionista. Essa postura não apenas desrespeita a qualidade das carnes brasileiras,reconhecidas globalmente por sua excelência. Além disso, prejudica toda a cadeia produtiva nacional, que é um pilar da economia do país.

    Convocamos o setor de Hospedagem e Alimentação a agir com reciprocidade! Nossa Federação representa mais de 500 mil empresas no estado de São Paulo e convocamos todas a deixarem de comprar nas redes Carrefour, Atacadão e Sam’s Clube, do Grupo Carrefour. Solicitamos o engajamento e a adesão nessa campanha de boicote, mostrando a força e a união do nosso setor em defesa da economia nacional e do respeito aos nossos produtos.

    Nota de repúdio do agronegócio do Brasil para o grupo Carrefour

    Em resposta às alegações do CEO Global da rede de supermercados Carrefour, Alexandre Bompard, as entidades abaixo assinadas manifestam o repúdio aos ataques proferidos contra a produção agropecuária no Mercosul. A produção de proteína do bloco econômico sulamericano chega a todos os países do mundo. Isso inclui os mercados mais exigentes, entre eles as maiores economias mundiais, como Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, China e Japão.

    Periodicamente as empresas são auditadas e certificadas por centenas de missões sanitárias internacionais e também por clientes que confirmam a segurança de alimentos do que vai para cada destino. Entre as certificações obtidas por empresas do Mercosul destacam-se as do BRC (British Retail Consortium), principal referência global em qualidade quando o assunto é produção de proteína.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários
    + Agro em Campo: Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    O bloco é líder mundial em exportação de carne de frango e bovina e está entre os principais na suína. Foram necessárias décadas para que o Mercosul por inteiro avançasse em sua reputação internacional como produtor de carnes. Com responsabilidade, o setor na região foi o principal fornecedor para todos os mercados durante a maior crise global de saúde pública neste século, a pandemia do coronavírus em 2020 e 2021.

    Excelência da produção

    Tudo isso demonstra a excelência da produção na região, num comprometimento que as entidades e associações que representam os 29 milhões de trabalhadores no agronegócio no Brasil reforçam dia a dia com a segurança alimentar e a qualidade do que chega aos consumidores em todo o mundo.

    Portanto, se o CEO Global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês – que não é diferente do espanhol, belga, árabe, turco, italiano –, as entidades abaixo assinadas consideram que, se não serve para abastecer o Carrefour no mercado francês, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país.

    Assim sendo, reafirmamos o compromisso do setor com a produção responsável, sustentável e com a segurança alimentar.

    ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes)

    ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal)

    ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio)

    CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)

    SRB (Sociedade Rural Brasileira)

    FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

    Pelo visto, essa história ainda vai render, com descobramentos no mercado. Por outro lado, mostra a união do setor contra uma declaração no mínimo infeliz. Que essa união continue, portanto.

  • Benchmark Agro é realizado na sede da CNA em Brasília

    Benchmark Agro é realizado na sede da CNA em Brasília

    Na terça-feira (5), a competitividade do agronegócio brasileiro em relação aos principais concorrentes globais, os custos de produção de grãos e as perspectivas para a safra 2024/25 foram temas centrais do evento “Benchmark Agro”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    O encontro, que ocorreu na sede da CNA, marcou a etapa final do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro e reuniu especialistas, pesquisadores, presidentes de federações estaduais de agricultura, diretores, produtores e representantes de entidades do setor.

    Painéis de debate

    O evento contou com quatro painéis de debates ao longo do dia. No primeiro painel, moderado pela editora-chefe do Notícias Agrícolas, Carla Mendes, os palestrantes analisaram a produção agropecuária brasileira em comparação com os principais países produtores de alimentos.

    Mauro Osaki, pesquisador do Cepea, apresentou dados sobre os custos de produção de soja e milho no Brasil, comparando-os com Argentina, Estados Unidos e Ucrânia nas últimas cinco safras. Ele destacou que o Brasil apresenta o maior custo por tonelada produzida devido ao alto preço dos insumos. “Os custos dos principais insumos, especialmente fertilizantes e sementes, aumentaram no país, refletindo no Custo Operacional das atividades”, afirmou Osaki. Ele também ressaltou a importância do Brasil como fornecedor mundial de alimentos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Petrobras investe R$ 3,5 bilhões em fábrica de fertilizantes no MS
    + Agro em Campo: saiba como a relação entre abelhas e café pode ser tornar uma mistura lucrativa e saborosa

    Thiago Bernardino, também do Cepea, discutiu o mercado da carne bovina e leite. Ele observou que a lucratividade na criação caiu em quase todos os países e que 80% das nações precisam aumentar a produção de leite para alcançar a autossuficiência.

    Painéis da manhã do “Benchmark Agro” reuniram especialistas e pesquisadores

    Amanda Roza, assessora técnica da CNA, abordou questões ambientais e o mercado de carbono, destacando os impactos das mudanças climáticas nos ganhos de produtividade.

    Custos de produção

    O segundo painel focou nos custos e na eficiência econômica na produção de grãos para a safra 2024/25. Moderado por André Dobashi, presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, o painel apresentou dados sobre as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Mapipa (Maranhão, Piauí e Pará).

    Renato Garcia, pesquisador do Cepea, comentou sobre as mudanças no comportamento dos produtores em relação à comercialização da soja. Ele destacou que muitos conseguiram travar custos favoráveis durante a colheita.

    Cleiton Gauer, superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), apresentou um aumento de 4,22% na receita bruta na safra atual em Mato Grosso, embora ainda insuficiente para cobrir todos os custos.

    Por fim, Luiz Fernando Gutierrez, analista da Safras & Mercado, projetou uma produção de soja de 171,8 milhões de toneladas para 2024/25 e um aumento na produção de milho para 133,5 milhões em 2025. Ele alertou que o crescimento dos estoques pode limitar a valorização dos preços.

    O evento “Benchmark Agro” se consolidou como um importante espaço para discutir os desafios enfrentados pelo setor agropecuário brasileiro em um cenário global competitivo.

    Presidente da CNA enfatiza a importância de prever tendências para sustentabilidade no agro

    O presidente da CNA, João Martins durante a abertura do evento, disse que a capacidade de antecipar cenários e tendências é fundamental para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade do setor agropecuário no longo prazo.

    O “Benchmark Agro” marca a etapa final do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro 2024. Ao longo deste ano, foram realizados 154 painéis em 125 municípios de 20 estados brasileiros. Isso envolveu cerca de 1.500 produtores em análises detalhadas sobre mais de 40 atividades agrícolas e pecuárias. O objetivo é oferecer aos produtores dados precisos sobre custos e perspectivas de mercado, contribuindo para estratégias de longo prazo.

    Em uma mensagem em vídeo, Martins ressaltou o compromisso da CNA com o futuro do agronegócio e a importância de fornecer informações que garantam previsibilidade. Ele apontou que a safra de grãos 2023/2024 enfrentou desafios severos, como condições climáticas adversas e preços baixos. Essas condições levaram a uma queda de mais de 30% nas margens dos agricultores em regiões-chave. “Apesar das dificuldades, nossas expectativas são otimistas quanto ao aumento da produtividade e rentabilidade”, destacou.

    Mercado aponta recuperação

    No setor pecuário, o presidente da CNA observou que os abates de fêmeas permanecem elevados há 17 meses, consequência da forte desvalorização dos preços do bezerro e da arroba do boi gordo até junho de 2024. Contudo, o mercado agora aponta uma recuperação, com a arroba superando R$ 293. “A expectativa é de preços firmes a médio prazo, impulsionados pela alta demanda interna e externa”, disse.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Petrobras e Embrapa se unem; acordo foca em “revolução verde”
    + Agro em Campo: Mudança climática é a principal preocupação de agricultores

    Martins também enfatizou a necessidade de se preparar para as oportunidades de crescimento global. “A demanda por alimentos continuará crescendo, e o Brasil deve ampliar sua participação no mercado internacional”, afirmou. Ele destacou o papel do Projeto Campo Futuro em fornecer mais do que apenas dados, mas também análises profundas que ajudam os produtores a se planejar e superar desafios.

    Evento debate custos de produção de grãos e competitividade do agro

    O evento incluiu discussões sobre o desempenho do agronegócio brasileiro, eficiência econômica na produção de grãos, e sustentabilidade na pecuária de leite e corte. Ao concluir o “Benchmark Agro”, Martins reafirmou o compromisso da CNA. Que é promover um setor agropecuário cada vez mais competitivo e sustentável, focado na valorização do produtor rural.

  • PIB do agronegócio recua 3,5% no acumulado de 2024

    PIB do agronegócio recua 3,5% no acumulado de 2024

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro caiu 1,28% no segundo trimestre de 2024, de acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No acumulado do ano, o setor registra uma retração de 3,5%. Com isso, o PIB do agronegócio pode representar 21,8% do total da economia brasileira, uma queda em relação aos 24% observados em 2023.

    PIB do agronegócio

    Pesquisadores do Cepea e da CNA apontam que a redução do PIB do agronegócio é reflexo da queda nos preços, um movimento que começou em 2023. Além disso, a retração na produção de importantes culturas agrícolas, como soja, milho e cana-de-açúcar, impactou negativamente o desempenho do setor.

    O PIB do ramo agrícola caiu 1,22% no segundo trimestre, acumulando uma baixa de 5,1% no ano. Já o ramo pecuário apresentou uma queda de 1,2% no trimestre, mas ainda acumula alta de 0,5% em 2024. Esse crescimento do setor pecuário se deve principalmente ao desempenho positivo da agroindústria e dos agrosserviços, que tiveram aumentos de 5,29% e 3,78%, respectivamente.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas
    + Agro em Campo: Safra de grãos 2024/25 deve atingir recorde histórico no Brasil

    Desempenho por setores do agronegócio no acumulado de 2024

    • Insumos: -8,13%
    • Primário: -5,11%
    • Agroindústria: -1,93%
    • Agrosserviços: -2,74%
    • Total agronegócio: -3,50%

    Variação no segundo trimestre de 2024

    • Insumos: -2,68%
    • Primário: -1,77%
    • Agroindústria: -0,62%
    • Agrosserviços: -1,15%
    • Total agronegócio: -1,28%

    Em resumo, os dados do Cepea e da CNA mostram que o agronegócio brasileiro enfrenta desafios, especialmente no setor agrícola, que sofreu com a queda na produção e nos preços. No entanto, o ramo pecuário, sustentado pela agroindústria e pelos serviços, mantém um leve crescimento no ano.