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  • CNA apresenta diagnóstico da armazenagem agrícola no Senado

    CNA apresenta diagnóstico da armazenagem agrícola no Senado

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta quarta-feira (15), um estudo sobre os desafios da armazenagem agrícola no país. O evento ocorreu durante o “Café com a Frenlogi”, promovido pela Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), no Senado Federal.

    O encontro reuniu parlamentares, autoridades do Executivo e representantes do setor produtivo para discutir gargalos e soluções logísticas do agronegócio brasileiro. O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, apresentou os principais resultados do estudo “Diagnóstico da Armazenagem Agrícola no Brasil”, desenvolvido em parceria com a Esalq-Log (USP).

    Diagnóstico inédito

    A pesquisa entrevistou 1.065 produtores rurais de todas as regiões do país e traçou um panorama inédito sobre a capacidade e o uso das estruturas de armazenagem no campo.

    Segundo Tiago, o avanço da produção de grãos nas últimas décadas não foi acompanhado por um crescimento proporcional da capacidade de estocagem. “Enquanto a produção de grãos aumentou mais de 200 milhões de toneladas nos últimos 15 anos, a capacidade estática cresceu apenas 80 milhões no mesmo período”, explicou.

    Ele destacou que apenas 20% da capacidade de armazenagem nacional está localizada nas propriedades rurais. Além disso, o estudo também revelou que 61% dos produtores não possuem infraestrutura própria e que 72,7% investiriam em armazenagem se houvesse acesso a crédito com juros atrativos.

    Para Tiago, fortalecer a armazenagem dentro das fazendas é essencial para reduzir perdas, melhorar a eficiência logística e ampliar o poder de negociação do produtor. Ele reforçou que a CNA defende a expansão da armazenagem rural como prioridade nas políticas públicas do setor agropecuário.

    Os deputados Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e Edinho Bez (MDB-SC) conduziram os debates. Eles destacaram a importância de políticas estruturais para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

  • CNA e Faeb homenageiam 60 anos de avanços na agricultura baiana

    CNA e Faeb homenageiam 60 anos de avanços na agricultura baiana

    Na segunda-feira (13), a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) celebrou seus 60 anos com uma sessão solene na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador. O evento contou com a presença do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, que comandou a Faeb entre 2000 e 2018, e do presidente atual da Faeb, Humberto Miranda.

    A homenagem, proposta pelo deputado estadual Paulo Câmara, reuniu parlamentares, autoridades do governo estadual, sindicatos, produtores rurais e representantes do Sistema Faeb/Senar.

    João Martins ressaltou a transformação da pecuária baiana durante sua gestão e destacou o trabalho contínuo do Sistema CNA/Senar com a assistência técnica e gerencial (ATeG). O programa atende mais de 500 mil produtores rurais, impulsionando a gestão e a rentabilidade nas propriedades. “Temos uma equipe de 17 mil agrônomos, veterinários e técnicos de campo trabalhando junto aos produtores”, afirmou.

    O presidente da CNA também citou o Centro de Excelência em Zootecnia inaugurado recentemente em Feira de Santana, unidade que reforça a importância da pecuária para a Bahia e o Brasil.

    Evolução do setor agropecuário

    Humberto Miranda enfatizou a evolução do setor agropecuário baiano e brasileiro nas últimas seis décadas. “O Brasil passou de um importador a exportador de alimentos para mais de 190 países. Hoje, mais de 1 bilhão de pessoas consomem produtos brasileiros”, afirmou. Ele destacou que a inovação, a tecnologia e a ciência promovidas pela Embrapa foram pilares dessa mudança.

    Deputado Paulo Câmara enalteceu a trajetória de João Martins à frente da Faeb e da CNA, afirmando que seus programas se tornaram referência nacional. “Sua reeleição unânime para mais um mandato à frente da CNA demonstra sua liderança, credibilidade e dedicação ao agronegócio brasileiro. É motivo de orgulho para o Brasil e para a Bahia”, concluiu.

  • Brasil bate recorde em exportações de feijão. Preço cai para consumidor

    Brasil bate recorde em exportações de feijão. Preço cai para consumidor

    O mercado brasileiro de feijão vive um momento de contrastes. Enquanto as exportações alcançam números históricos, o consumo doméstico desacelera e os preços caem nas principais regiões produtoras do país.

    O Brasil embarcou 85,4 mil toneladas de feijão em setembro, estabelecendo novo recorde mensal. No acumulado de 12 meses, as vendas externas atingiram 488,4 mil toneladas. De janeiro a setembro de 2025, o volume exportado já chegou a 361,9 mil toneladas, superando todo o total registrado em 2024.

    O Indicador Cepea/CNA aponta que o mercado interno do feijão carioca (notas 9 ou superiores) manteve baixa liquidez entre 2 e 9 de outubro. As chuvas em diferentes estados reduziram o interesse de compra e pressionaram as cotações para baixo.

    Sorriso (MT) registrou a queda mais expressiva. A média recuou 6,23% no período, passando de R$ 218,33 para R$ 204,72 por saca de 60 kg. No Leste Goiano, o recuo atingiu 4,91%, com a saca negociada a R$ 229,07. Belo Horizonte (MG) viu os preços caírem 4,6%, fechando em R$ 250,00 por saca, enquanto o Noroeste de Minas registrou queda de 2,31%, para R$ 247,79 por saca.

    Feijão de qualidade inferior enfrenta menor demanda

    O feijão carioca com notas 8 e 8,5 também sentiu o impacto da retração. A qualidade inferior dos lotes e a menor demanda afetaram as negociações na maioria das praças.

    O Sul Goiano registrou queda de 4,6% em sete dias, com a saca negociada a R$ 209,09. Em Belo Horizonte, o recuo foi de 4,0%, alcançando R$ 205,00 por saca. O Centro/Noroeste Goiano apresentou redução de 3,2%, com preço de R$ 198,38 por saca.

    Feijão preto apresenta ajustes moderados após valorização

    Depois da forte valorização em setembro, o mercado do feijão preto tipo 1 passou por ajustes negativos moderados. A reposição ocorre mais lentamente e a demanda se estabilizou.

    Curitiba (PR) viu o preço cair 2,3%, passando de R$ 159,07 para R$ 155,50 por saca. A metade sul do Paraná registrou recuo de 2,8%, para R$ 143,33 por saca. O Oeste Catarinense manteve estabilidade, com negócios a R$ 137,74 por saca. Itapeva (SP) contrariou a tendência e apresentou valorização de 6,3%, alcançando R$ 170,00 por saca.

    Mato Grosso consolidou-se como principal estado exportador brasileiro, seguido por Tocantins, Paraná, Minas Gerais e Goiás. A maior parte dos embarques consiste em feijões dos tipos vigna mungo e radiata.

    A Índia concentra mais da metade das compras brasileiras, representando 57% do volume total exportado. O país asiático mantém-se como principal destino do feijão nacional no mercado internacional.

    Clima influencia perspectivas para próxima safra

    Tiago Pereira, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), analisa que o cenário atual combina fatores opostos. “O movimento recorde das exportações contrasta com um mercado interno ainda enfraquecido pela menor demanda e pelos efeitos do clima”, explica.

    O especialista destaca que a intensificação das chuvas em outubro tende a influenciar esse cenário. “O Paraná, que concentra boa parte da primeira safra de feijão do país, merece atenção especial neste momento”, afirma Pereira.

  • Senar e MDA firmam parceria para apoiar pequenos produtores

    Senar e MDA firmam parceria para apoiar pequenos produtores

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) firmaram, nesta quarta-feira (8), um acordo para levar Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) a pequenos produtores rurais em todo o país.

    Atendido para 100 mil famílias

    O Acordo de Cooperação Técnica prevê atendimento gratuito a cerca de 100 mil famílias rurais durante 24 meses. Cada propriedade contará com o acompanhamento de um técnico do Senar por dois anos.

    O objetivo é aumentar a produção de alimentos, elevar a renda e melhorar a gestão das propriedades, promovendo mais eficiência e sustentabilidade no campo.

    Pelo acordo, o Senar será responsável por selecionar e capacitar técnicos de campo, além de oferecer cursos de formação voltados à Assistência Técnica e Gerencial.

    Durante a assinatura, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, ressaltou o papel do Senar na evolução da agropecuária brasileira. Segundo ele, a entidade atua lado a lado com o produtor rural para desenvolver um plano de negócios sob medida. “O que ele quer para sua propriedade? A partir daí é feito um plano de negócio para acompanhar se aquilo que foi projetado está sendo cumprido rigorosamente”, explicou Martins.

    O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância da parceria e a qualidade reconhecida da assistência prestada pelo Senar. “A partir de hoje, 100 mil novos agricultores terão acesso à assistência técnica do Senar, com o que há de mais moderno em gestão e produção”, afirmou o ministro.

    Além da assistência técnica, o Acordo de Cooperação inclui ações para facilitar o acesso dos produtores a mercados e políticas públicas. Alguns exemplos são o Pronaf e o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

    Participaram da assinatura o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, o diretor de ATeG do Senar, Eduardo Oliveira, e o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi.

     

  • João Martins é reeleito presidente da CNA por unanimidade

    João Martins é reeleito presidente da CNA por unanimidade

    O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, foi reeleito por unanimidade para o mandato de 2025 a 2029. A votação ocorreu na terça-feira (7), na sede da CNA, em Brasília.

    Martins recebeu o voto de todas as 27 Federações Estaduais de Agricultura e Pecuária. Também foram escolhidos os vice-presidentes da Diretoria Executiva e os membros do Conselho Fiscal para o mesmo período.

    Transformação no campo e apoio aos pequenos produtores

    Durante o discurso, João Martins agradeceu o apoio das federações e destacou as conquistas da sua gestão. Ele lembrou a promessa feita há oito anos, quando iniciou o primeiro mandato.
    “Prometi transformar o meio rural e criar uma nova classe média no campo, com 400 mil produtores assistidos”, afirmou.

    O presidente destacou que a meta foi superada. “Hoje, temos quase 480 mil pequenos produtores atendidos pela assistência técnica do Sistema CNA/Senar. Foi uma verdadeira revolução.”

    Valorização da assistência técnica e inovação

    Martins ressaltou que descobriu a importância da assistência técnica ainda na presidência da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb). Segundo ele, a prática é essencial para melhorar a renda e a qualidade de vida dos produtores.

    Ele também elogiou a atual diretoria, responsável por modernizar setores estratégicos do Sistema CNA/Senar. “A CNA é uma casa aberta a todos, sem donos”, reforçou.

    Planos para o futuro e fortalecimento das Federações

    O presidente reafirmou o compromisso com a renovação da Diretoria e a formação de novos líderes rurais. Entre as metas, está a criação de centros de treinamento e capacitação em todo o país.
    Martins garantiu que o Sistema CNA/Senar continuará apoiando todas as Federações Estaduais, para garantir igualdade de oportunidades e fortalecimento institucional. “Precisamos estar unidos e preparados para o futuro”, destacou.

    Processo eleitoral

    O processo de eleição foi conduzido por uma Comissão Eleitoral independente. A superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tania Zanella, presidiu a comissão, que contou ainda com Maximiliano Ferreira Temer, advogado da União, e Nilson Leitão, do Instituto Pensar Agropecuária (IPA).

    Trajetória de João Martins

    À frente da CNA desde 2015, João Martins construiu uma carreira dedicada à defesa dos produtores rurais. Ele já presidiu a Faeb e a Agropecuária João Martins S/A. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Martins foi fundador e primeiro tesoureiro da Central de Cooperativas de Leite da Bahia (CCLB) e presidente interino da Associação Baiana de Criadores (Abac). Na Faeb, comandou também o Senar Bahia e o Sebrae Bahia, reforçando sua atuação voltada à capacitação e empreendedorismo rural.

    Nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal (2025-2029)

    Diretoria Executiva
    • Presidente – João Martins da Silva Júnior (BA)
    • 1º vice-presidente – Gedeão Silveira Pereira (RS)
    • 2º vice-presidente – Antônio Pitangui de Salvo (MG)
    • 1º vice-presidente de Finanças – Humberto Miranda (BA)
    • 2º vice-presidente de Finanças – Muni Lourenço Silva Júnior (AM)
    • 1º vice-presidente de Secretaria – Marcelo Bertoni (MS)
    • 2º vice-presidente de Secretaria – José Amílcar de Araújo Silveira (CE)
    Conselho Fiscal (Efetivos)
    • Álvaro Arthur Lopes de Almeida (AL)
    • Paulo Carneiro (TO)
    • Hélio Dias de Souza (RO)
    Suplentes
    • Raimundo Coelho de Souza (MA)
    • Luiz Iraçú Guimarães Colares (AP)
    • José Álvares Vieira (RN)

  • Produtores rurais celebram aprovação do acordo Mercosul-União Europeia

    Produtores rurais celebram aprovação do acordo Mercosul-União Europeia

    O Acordo Mercosul-União Europeia deve criar a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores e redução gradual de tarifas sobre a maioria dos produtos negociados entre os blocos. A expectativa do setor rural é alta, pois o acordo amplia mercados, fortalece a competitividade internacional e oferece segurança para investimentos no agronegócio brasileiro.

    O acordo elimina progressivamente tarifas sobre 91% dos produtos europeus e 92% dos produtos sul-americanos em até 15 anos, beneficiando principalmente o agronegócio dos dois blocos.

    Segundo Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp), o tratado traz a oportunidade de ampliar mercados. Além de reduzir barreiras e garantir previsibilidade para os produtores rurais brasileiros. “O setor ganha competitividade ao diversificar destinos e assegurar saída para a produção excedente”, destaca Meirelles.

    O Acordo Mercosul-UE abre possibilidades especialmente para carnes, grãos, frutas e produtos com valor agregado. Com isso, o agronegócio pode investir com mais confiança em tecnologia, qualidade e sustentabilidade. Além disso, o Brasil poderá atuar como um garante da segurança alimentar europeia, aproveitando sua capacidade de realizar três safras anuais.

    Meirelles explica que acordos bilaterais são essenciais para que o produtor rural minimize riscos financeiros, diversifique os mercados e mantenha a estabilidade econômica. “Essa diversificação protege contra oscilações de preços e crises regionais, permitindo ao produtor rural continuar investindo e ter renda mais estável”, afirma.

    Maior bloco econômico mundial

    Para Úrsula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, o acordo é um marco que consolida a UE como o maior bloco econômico mundial. Ela destaca a importância estratégica desses tratados para fortalecer relações e enfrentar desafios globais, como a modernização do comércio mundial e o reforço da confiança mútua.

    O coordenador da Comissão Técnica de Cafeicultura da Faesp, Guilherme Vicentini, vê o acordo como forma de garantir maior rentabilidade e continuidade para o produtor rural. Que passa a ter mais opções de mercados globais.

    Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), avalia que o benefício tarifário ao Mercosul será uma vantagem competitiva importante, considerando que a União Europeia já é o segundo maior destino das exportações brasileiras, mesmo sem privilégios tarifários. Ela ressalta que o acordo deve acelerar processos de negociação com outros parceiros comerciais, em um cenário geopolítico global em transformação.

  • Cade mantém suspensão da Moratória da Soja a partir de janeiro de 2026

    Cade mantém suspensão da Moratória da Soja a partir de janeiro de 2026

    O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu manter, nesta terça-feira (30/9), a medida preventiva contra a Moratória da Soja, mas estabeleceu que os efeitos começam apenas em 1º de janeiro de 2026. O órgão analisou o caso durante a 255ª Sessão Ordinária de Julgamento.

    A determinação do Cade proíbe as empresas exportadoras e entidades do Grupo de Trabalho da Soja de coletar, armazenar, compartilhar ou disseminar informações comerciais sobre venda, produção ou aquisição de soja. A restrição abrange dados de preços, volumes e origem do produto comercializado por produtores rurais e empresas exportadoras.

    A Superintendência-Geral do Cade adotou a medida preventiva em agosto deste ano durante investigação sobre possíveis condutas anticompetitivas no mercado nacional de soja. O órgão investiga se a troca sistemática de informações sensíveis prejudica a concorrência no setor.

    Investigação começou após denúncia da Câmara dos Deputados

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados encaminhou a representação que originou a investigação. O documento apontava que os signatários da Moratória da Soja estabeleceram acordo para não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas do bioma amazônico após 2008.

    A investigação da Superintendência-Geral identificou que empresas concorrentes criaram o Grupo de Trabalho da Soja para monitorar o mercado e estabelecer condições para a compra da commodity no país. O órgão considera essa prática um acordo anticompetitivo que prejudica a exportação de soja brasileira.

    Tribunal analisa recursos e prorroga prazo para adequação

    As entidades envolvidas no processo apresentaram recursos voluntários solicitando a suspensão da medida preventiva. O conselheiro-relator Carlos Jacques votou pela manutenção integral da medida, argumentando que informações sobre fornecedores e volumes de compra reduzem a competitividade mesmo quando não envolvem preços diretamente.

    O conselheiro José Levi apresentou voto divergente e propôs suspender a eficácia da medida até 31 de dezembro de 2025. Segundo o conselheiro, o período permitiria diálogo entre agentes públicos e privados. O Tribunal acatou por maioria o voto de José Levi e suspendeu os efeitos até o fim de 2025.

    CNA e Aprosoja comemoram decisão do Cade

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou no início do ano representação contra a Moratória da Soja. A entidade argumentou que a prática causa prejuízos aos produtores rurais e consumidores. Para a CNA, a decisão do Cade reconhece os efeitos nocivos da Moratória para o mercado.

    A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) divulgou nota oficial celebrando a decisão. A entidade destaca que o fim da moratória representa marco histórico na defesa da livre concorrência e devolve segurança jurídica aos produtores que atuam conforme o Código Florestal.

    A Aprosoja MT criticou o acordo privado que, segundo a entidade, impõe barreiras comerciais injustas aos produtores, especialmente pequenos e médios. A associação argumenta que o acordo impede a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas, mesmo quando os produtores respeitam as leis ambientais brasileiras.

  • CNA apresenta posicionamento do agro brasileiro para COP 30 em Belém

    CNA apresenta posicionamento do agro brasileiro para COP 30 em Belém

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elaborou o documento “Agropecuária Brasileira na COP 30” para apresentar os compromissos e conquistas do setor durante a Conferência sobre as Mudanças Climáticas. O evento acontecerá entre 10 e 21 de novembro, em Belém. As federações estaduais ratificaram a publicação, que mostra ao mundo as práticas sustentáveis consolidadas no campo brasileiro.

    O material destaca tecnologias como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas e uso de bioinsumos. Essas práticas comprovam que o Brasil desenvolveu uma das agriculturas mais eficientes e ambientalmente responsáveis do planeta.

    Setor rural contribui para combater mudanças climáticas

    O documento funciona como instrumento estratégico de posicionamento internacional. A CNA reforça que o setor rural integra a solução para enfrentar as mudanças climáticas, contrariando narrativas que associam a agropecuária brasileira apenas a problemas ambientais.

    Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), ressalta a necessidade de desconstruir o mito de que a agropecuária brasileira opera de forma rudimentar.

    “O setor agropecuário representa parte vital na construção das soluções para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Cada vez mais tecnológico e sustentável, o agro sustenta a economia nacional e a preservação ambiental. Pois entende que a qualidade do solo e dos recursos hídricos impacta diretamente a produção”, afirma Meirelles.

    CNA defende acesso facilitado a financiamento climático

    A transição para uma economia de baixo carbono e a adaptação dos sistemas produtivos exigem investimentos de larga escala. O financiamento climático destinado aos países em desenvolvimento, reforçado no Acordo de Paris, representa condição fundamental para fortalecer a resiliência climática e viabilizar ações de mitigação e adaptação.

    A CNA defende maior acesso dos produtores rurais a recursos internacionais, com linhas simplificadas e justas. A entidade propõe que os fundos considerem a realidade dos países em desenvolvimento, garantindo previsibilidade e condições adequadas para a transição sustentável no agro.

    Produção de baixo carbono alinha Brasil a metas globais

    O documento enfatiza a produção com baixa emissão de carbono, alinhada às metas de descarbonização global. A Confederação destaca que o agro brasileiro já reduz emissões de forma efetiva através da adoção de tecnologias inovadoras e da preservação de florestas nativas em propriedades rurais, que sequestram grandes quantidades de carbono.

    Ao demonstrar avanços em métricas concretas, a agropecuária nacional reforça sua legitimidade para acessar mercados internacionais cada vez mais exigentes em sustentabilidade e rastreabilidade.

    Dados contestam narrativas negativas sobre o agro brasileiro

    O presidente da Faesp ressalta a importância de desconstruir narrativas negativas que associam o agro brasileiro ao desmatamento ilegal e à degradação ambiental. O documento da CNA apresenta dados que evidenciam o oposto: produtores rurais brasileiros preservam cerca de 33% do território nacional em áreas de vegetação nativa dentro das propriedades, diferencial único no cenário mundial.

    Essa informação reposiciona a imagem do Brasil nos fóruns internacionais e garante que políticas ambientais não funcionem como barreiras comerciais disfarçadas contra a produção nacional.

    O documento reforça a importância da articulação internacional do agro brasileiro em eventos como a COP 30. Ao unir evidências técnicas, experiências práticas e políticas públicas já implementadas, o setor demonstra capacidade de dialogar com a sociedade e com mercados externos de forma transparente e propositiva.

    A desconstrução de narrativas representa não apenas uma defesa, mas uma estratégia ativa para consolidar o protagonismo do Brasil na agenda global de sustentabilidade. O setor demonstra que o futuro da agropecuária pode ser, simultaneamente, produtivo, inclusivo e ambientalmente responsável.

  • Senar inaugura Centro de Excelência em Zootecnia na Bahia

    Senar inaugura Centro de Excelência em Zootecnia na Bahia

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) inaugurou, na sexta-feira (26), o Centro de Excelência em Zootecnia, em Feira de Santana. A nova unidade vai oferecer cursos gratuitos e terá foco especial na equinocultura.

    O presidente da CNA, João Martins, participou da cerimônia junto com o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito José Ronaldo. O evento reuniu ainda lideranças da Faeb, diretores do Senar, autoridades políticas, professores, alunos e tutores dos cursos. Em discurso, João Martins afirmou que o Centro de Excelência vai fortalecer a pecuária da Bahia e o desenvolvimento local. Além disso, ele destacou que os produtores encontrarão apoio para levar tecnologia e gestão às propriedades rurais.

    O presidente da Faeb, Humberto Miranda, reforçou o caráter transformador da iniciativa. Ele disse que o Centro vai gerar conhecimento, qualificar trabalhadores e transformar vidas com ciência e tecnologia.

    O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a unidade promove conhecimento e une os setores em torno da zootecnia. O prefeito José Ronaldo afirmou que o projeto vai capacitar homens e mulheres para atuar no setor rural e no agro local.

    Mais de 4 mil estudantes por ano

    Foto: divulgação – CNA/Senar

    Segundo André Sanches, diretor de Educação Formal do Senar, a meta é formar 4.160 alunos por ano. Os cursos atenderão demandas de qualificação em operação, gestão, planejamento e estratégias adaptadas ao mercado pecuário brasileiro.

    Estrutura

    A estrutura inaugurada possui oito blocos modulares, salas de aula, laboratórios de biologia, informática, biblioteca, auditório e área de convivência. Os alunos terão acesso a cursos presenciais e a distância, além de especializações na cadeia de equinos.

    O Centro vai abrir inscrições para as primeiras turmas no dia 6 de outubro. Os formados poderão atuar em propriedades rurais, agroindústrias, consultorias, empresas de assistência técnica e pesquisa.

    Com a unidade de Feira de Santana, o Senar soma quatro Centros de Excelência no país. Já funcionam os de Fruticultura, em Juazeiro (BA), de Bovinocultura de Corte, em Campo Grande (MS), e de Cafeicultura, em Varginha (MG).

    Senar Qualifica

    Foto: divulgação CNA/Senar

    Durante o evento, o Senar lançou o programa Senar Qualifica, voltado para capacitar produtores e trabalhadores rurais em diferentes áreas. A iniciativa vai ofertar cursos híbridos, combinando aulas a distância e práticas presenciais.

    Um dos destaques é o curso de Manejo de Equinos, com 240 horas de carga horária. Em resumo, o conteúdo vai do manejo alimentar ao casqueamento, passando por doma racional, iniciação à equitação e preparação para eventos. A aula inaugural do curso de Manejo de Equinos aconteceu em Feira de Santana durante a inauguração do novo Centro.

     

  • CNA apresenta o posicionamento do agro para COP30

    CNA apresenta o posicionamento do agro para COP30

    O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, entregou o posicionamento do setor agropecuário. A entrega ocorreu durante a abertura do evento “Agropecuária Brasileira na COP30”, realizado na sede da CNA, em Brasília, na quarta-feira (24).

    Martins entregou o documento ao enviado especial da Agricultura para a COP30, Roberto Rodrigues, à presidente da Embrapa, Sílvia Massruhá, e ao senador Zequinha Marinho (Podemos/PA).

    Em discurso, Martins destacou a sustentabilidade dos produtores rurais. Ele também ressaltou a agropecuária como provedora de segurança alimentar no Brasil e no mundo. A cerimônia reuniu presidentes de federações estaduais, entidades, autoridades, convidados e diretores do Sistema CNA/Senar.

    A presidente da Embrapa, Sílvia Massruhá, reforçou a parceria com o Sistema CNA/Senar. Ela destacou ações para mostrar a sustentabilidade da agricultura brasileira na COP30.

    Iniciativas

    Entre as iniciativas estão tecnologias de baixa emissão de carbono, bioeconomia e práticas sustentáveis em diversas cadeias produtivas. Segundo Massruhá, ciência e inovação fortalecem a transição para modelos de produção mais sustentáveis.

    O enviado especial da Agricultura, Roberto Rodrigues, afirmou que pretende elaborar um documento com as visões do setor produtivo. Ele classificou o posicionamento da CNA como grande contribuição para os debates da conferência.

    Rodrigues também defendeu a aceleração da regularização fundiária na Amazônia. Para ele, a medida garante ao produtor rural condições para produzir e alimentar o Brasil e o mundo.

    Já o senador Zequinha Marinho disse que a COP30 será oportunidade para o Brasil comprovar a sustentabilidade da agricultura nacional. Ele ressaltou a importância do posicionamento da CNA e das contribuições da Embrapa para os debates climáticos globais.