Tag: soja

  • Demanda firme e retração de vendedores elevam preços da soja

    Demanda firme e retração de vendedores elevam preços da soja

    Os preços da soja seguem em alta no mercado brasileiro. Pesquisadores do Cepea destacam que a demanda crescente da China, aliada à valorização internacional, mantém o mercado aquecido. Além disso, muitos sojicultores brasileiros estão resistentes em negociar o remanescente da safra 2023/24. Eles têm voltado suas atenções para as condições climáticas, que influenciarão o início da semeadura da nova safra.

    A falta de umidade nas principais regiões produtoras do Brasil preocupa. Não há previsão de chuva no curto prazo, o que pode atrasar o início das atividades da safra 2024/25, segundo os pesquisadores do Cepea.

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    Apesar dessa alta recente, a média de preços da soja em agosto foi a mais baixa desde abril deste ano, considerando os valores ajustados pela inflação (IGP-DI de julho/24). O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá registrou uma média de R$ 132,98 por saca de 60 kg, uma queda de 3,7% em comparação a julho e 14% menor do que em agosto do ano passado. Já o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná teve uma média de R$ 129 por saca, com retração de 3,4% no comparativo mensal e de 11,4% no anual.

    Tratamento de sementes

    O tratamento de sementes de soja no Brasil registrou um crescimento expressivo de 18% na safra 2023-24. Ou seja, alcançou um valor de R$ 3,6 bilhões, de acordo com o levantamento FarmTrak Soja, realizado pela Kynetec Brasil. Em resumo, o estudo revela que 99% da área plantada com a oleaginosa no país, equivalente a 44 milhões de hectares, já utiliza sementes protegidas por fungicidas, inseticidas e nematicidas, destacando a importância dessa prática preventiva para garantir o potencial produtivo e proteger as culturas de ataques iniciais de pragas e doenças.

  • Produtor dos EUA bate recorde mundial de produtividade de soja

    Produtor dos EUA bate recorde mundial de produtividade de soja

    Um produtor dos Estados Unidos quebrou o próprio recorde mundial de produtividade de soja. Alex Harrell, agricultor de Smithville, na Geórgia, alcançou 244,67 sacas por hectare, estabelecendo um novo marco global. Anteriormente, Harrell havia registrado o recorde anterior, de 231,8 sc/ha, no ano passado.

    Novo recorde mundial

    O novo recorde confirma a eficiência da tecnologia nutricional da BRANDT, que tem ajudado a maximizar o potencial das colheitas. O programa nutricional de Harrell foi elaborado em parceria com a equipe técnica da empresa, utilizando produtos-chave como BRANDT Smart Trio®, BRANDT Smart Quatro® Plus, BRANDT Smart B-Mo e BRANDT Smart K B.

    Opinião do produtor

    “Confio nos produtos da BRANDT porque eles sempre entregam resultados”, afirmou Harrell. “Este ano, nos esforçamos ainda mais, e as soluções da BRANDT não decepcionaram. Cada produto manteve os nutrientes no nível ideal, permitindo que alcançássemos esse rendimento recorde.”

    O pilar do programa de Harrell foi a linha de nutrientes foliares BRANDT® Smart System®. Essa tecnologia garante a entrega eficiente de micronutrientes, se integra a produtos de proteção de culturas e ajuda a mitigar o estresse, mesmo em condições desafiadoras.

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    Brian Haschemeyer, vice-presidente da BRANDT Discovery & Innovation, destacou o foco da empresa em trazer valor real aos agricultores. “Não se trata apenas de quebrar recordes, mas de garantir que os agricultores obtenham o melhor retorno sobre seu investimento”, disse.

    A BRANDT tem um histórico de contribuições para recordes mundiais, incluindo as conquistas de David Hula e Randy Dowdy em produtividade de milho e soja. “Parabéns, Alex, por mais uma vez empurrar os limites do que é possível na agricultura”, celebrou Rick Brandt, presidente e CEO da BRANDT.

    Harrell alcançou 244,67 sc/ha em um ano em que a média de rendimento de soja do USDA foi de 56,04 sc/ha. “Essa conquista é extraordinária, ainda mais porque ele a repetiu”, concluiu Rick Brandt.

    Sobre a BRANDT

    A BRANDT Brasil é uma subsidiária da norte-americana BRANDT, líder em tecnologias agrícolas, atendendo agricultores em mais de 80 países. Fundada em 1953, a empresa desenvolve tecnologias que atuam na fisiologia vegetal, tecnologia de aplicação e biossoluções para diversas culturas. No Brasil desde 2015, a empresa tem sede em Cambé (PR) e filial em Olímpia (SP).

     

  • Mato Grosso sedia discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura

    Mato Grosso sedia discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura

    Mato Grosso, principal produtor de grãos e com o maior rebanho bovino do Brasil, foi escolhido como o local ideal para sediar as discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura, segurança alimentar e inovações agrícolas. No próximo mês, o município de Chapada dos Guimarães receberá as reuniões técnicas e ministeriais do Grupo de Trabalho da Agricultura.

    As principais pautas do GT Agricultura incluem a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares, a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional, e o reconhecimento do papel essencial da agricultura familiar, camponeses, povos indígenas e comunidades tradicionais para sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos. Além disso, haverá foco na promoção da integração sustentável da pesca e aquicultura nas cadeias sociais locais e globais.

    Ministério da Agricultura fará entrega de maquinas agricolas
    Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Reprodução – Redes sociais

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a relevância do evento, afirmando que “se Mato Grosso fosse um país, seria o terceiro maior produtor de soja do mundo”. Ele mencionou que o presidente Lula autorizou a realização do encontro no estado. O que representa uma oportunidade significativa para debater os avanços da agropecuária mundial. “Será um grande evento para mostrar a força e a sustentabilidade da nossa agropecuária”, completou.

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    Fávaro também ressaltou que o encontro com representantes da agropecuária das principais economias do mundo trará oportunidades econômicas para o Brasil. “Os ministros, as delegações e os países convidados participarão das reuniões, o que fortalecerá nossa relação comercial e gerará oportunidades de negócios, resultando em empregos para a nossa economia”, afirmou.

    Histórico de participação do Brasil

    O Brasil faz parte do GT Agricultura desde sua criação em 2011, inicialmente focado na redução da volatilidade dos preços dos alimentos. Desde então, o grupo se tornou um importante fórum para discutir e auxiliar os membros do G20 em questões relacionadas à produção agropecuária. E promover a cooperação internacional em temas essenciais como segurança alimentar, agricultura sustentável, inovação tecnológica e adaptação às mudanças climáticas.

    O G20 reúne as maiores economias do mundo e se encontra anualmente para discutir iniciativas econômicas, políticas e sociais. No dia 1º de dezembro de 2023, o Brasil assumiu a Presidência temporária do G20. Esse mandato se encerrará em 30 de novembro de 2024. Esta é a primeira vez que o país ocupa essa posição na história do grupo no formato atual.

    Com a realização das reuniões em Mato Grosso, o Brasil busca consolidar sua liderança nas discussões sobre práticas agrícolas sustentáveis. E também fortalecer sua posição no cenário global.

  • Veja o resultado do estudo FarmTrak Soja 2023-24

    Veja o resultado do estudo FarmTrak Soja 2023-24

    O tratamento de sementes de soja no Brasil registrou um crescimento expressivo de 18% na safra 2023-24, alcançando um valor de R$ 3,6 bilhões, de acordo com o levantamento FarmTrak Soja, realizado pela Kynetec Brasil. O estudo revela que 99% da área plantada com a oleaginosa no país, equivalente a 44 milhões de hectares, já utiliza sementes protegidas por fungicidas, inseticidas e nematicidas, destacando a importância dessa prática preventiva para garantir o potencial produtivo e proteger as culturas de ataques iniciais de pragas e doenças.

    Lucas Lima Alves, especialista em pesquisas da Kynetec, explica que o tratamento de sementes proporciona um estande adequado de plantas, bom desenvolvimento inicial da soja e uniformidade da lavoura. “O uso desses defensivos agrícolas no tratamento de sementes é essencial para assegurar a saúde das plantas desde o início do ciclo”, destaca Alves.

    Reprodução – Kynetec Brasil

    Mudança de perfil

    O levantamento também aponta uma mudança significativa no perfil das aplicações de produtos, com o processo de tratamento industrial de sementes ganhando destaque. Em 2023-24, 51% das áreas cultivadas com soja utilizaram sementes tratadas industrialmente, produzidas por parceiros como indústrias, sementeiros ou distribuidores. Esse avanço é expressivo se comparado à safra 2014-15, quando apenas 31% das sementes chegavam às propriedades com o tratamento já realizado.

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    “O modelo industrial oferece precisão nas doses de produtos, praticidade no manuseio e auxilia na otimização da janela de plantio”, afirma Alves, ressaltando os benefícios dessa modalidade para os produtores.

    Reprodução – Kynetec Brasil

    Entre os agroquímicos mais utilizados no tratamento industrial de sementes, os inseticidas e fungicidas lideram, presentes em 50% das áreas cultivadas. Os nematicidas, embora ainda em menor proporção, com 8% de adoção, apresentam tendência de crescimento nas próximas safras, conforme identificado pelo FarmTrak Soja.

    Paraná se destaca

    O Paraná se destaca como o estado com maior adoção do tratamento industrial de sementes de soja, atingindo 85% das áreas cultivadas. Enquanto a Bahia registra o menor índice, com apenas 11% das lavouras utilizando essa técnica. Alves atribui essas diferenças regionais ao perfil fundiário. “Em estados como a Bahia e o Mato Grosso, onde predominam grandes propriedades, os produtores geralmente possuem equipamentos para realizar o tratamento com qualidade industrial. Já no Sul e Sudeste, o serviço depende mais de revendas, cooperativas e sementeiros”, explica.

    O estudo FarmTrak Soja 2023-24 foi elaborado a partir de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com produtores em toda a fronteira agrícola da soja no Brasil. Oferece um panorama detalhado das práticas de tratamento de sementes no país.

  • Preços futuros da soja caem para níveis de 2020

    Preços futuros da soja caem para níveis de 2020

    Os preços futuros do complexo da soja registraram uma queda acentuada na última semana, atingindo os níveis vistos em 2020.

    Preços futuros da soja

    A soja em grão voltou a ser negociada abaixo de US$ 10,00 por bushel, o que impactou diretamente a paridade de exportação no Brasil e os valores praticados no mercado spot.

    Pesquisadores do Cepea indicam que a principal pressão sobre as cotações vem das expectativas de uma oferta mundial que pode superar a demanda. O relatório do USDA, divulgado em 12 de agosto, projeta que a produção global de soja deve aumentar de 395,12 milhões de toneladas na safra 2023/24 para 428,72 milhões de toneladas em 2024/25, ambos volumes recordes.

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    Apesar do crescimento nas transações internacionais e no consumo global, os estoques de passagem também podem alcançar níveis recordes. A estimativa é de 134,3 milhões de toneladas para 2024/25. Ou seja, uma alta de 19,5% em comparação com as 112,36 milhões de toneladas previstas para a temporada 2023/24.

     

  • Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiro

    Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiro

    As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram um novo recorde em julho de 2024, totalizando US$ 15,44 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 8,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando as exportações somaram US$ 14,20 bilhões. O desempenho robusto do setor reafirma sua importância para a economia nacional.

    Os setores que mais impulsionaram esse resultado foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e café, que juntos representaram 82,5% das exportações do agronegócio em julho. Destaca-se o aumento nas exportações de soja em grãos para a China, que continua sendo o maior mercado para o produto brasileiro. Além disso, as exportações de carnes cresceram 19,2%, com ênfase na carne bovina e suína.

    Em particular, as exportações de carne bovina atingiram US$ 1,14 bilhão, um aumento de 34% em relação a julho de 2023. O volume exportado também foi recorde, com 265,7 mil toneladas, refletindo um crescimento de 43,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A China foi o principal destino da carne bovina brasileira, representando mais da metade do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Filipinas.

    Importância do desempenho do agronegócio

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, destacou a importância do desempenho do agronegócio: “O resultado excepcional da balança comercial do agronegócio em julho é um reflexo claro da dedicação de toda a equipe do Mapa, sob a liderança do Ministro Carlos Fávaro. A estratégia de abrir novos mercados e fortalecer relações diplomáticas tem permitido que produtos como soja, açúcar e carnes atinjam números históricos.”

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    No acumulado de janeiro a julho de 2024, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 97,80 bilhões, um recorde histórico para o período e um aumento de 1% em relação aos US$ 96,87 bilhões exportados nos primeiros sete meses de 2023. Produtos como açúcar de cana em bruto e soja em grãos tiveram aumento expressivo nas quantidades embarcadas, contribuindo para o resultado positivo.

    Análise dos últimos 12 meses

    Considerando os últimos 12 meses, de agosto de 2023 a julho de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 167,41 bilhões. Um crescimento de 3,2% em comparação aos US$ 162,24 bilhões registrados nos 12 meses anteriores. O agronegócio continua a desempenhar um papel essencial na balança comercial do Brasil, representando 49,3% do valor total das exportações entre janeiro e julho de 2024.

    As importações de produtos agropecuários também registraram um crescimento significativo em julho de 2024.  Subindo 25,4% e alcançando US$ 1,74 bilhão, em comparação aos US$ 1,39 bilhão importados no mesmo mês do ano anterior. As importações de insumos para o agronegócio, como fertilizantes e nutrição animal, também aumentaram. Um crescimento de 22,5% e 12,4%, respectivamente, ambos considerados essenciais para a produção agropecuária.

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    O agronegócio brasileiro demonstra resiliência e potencial de crescimento, com exportações atingindo recordes históricos. O aumento nas vendas de soja, carnes e café destaca a importância do setor para a economia do país, enquanto a demanda global por produtos brasileiros continua a crescer.

  • Alta dos preços do óleo de soja impulsiona valor do grão

    Alta dos preços do óleo de soja impulsiona valor do grão

    Na última semana, os preços do óleo de soja subiram, elevando as cotações da soja em grão. Pesquisadores do Cepea indicam que o aumento do coproduto está ligado à firme demanda doméstica.

    Reflexo das indústrias

    As indústrias alimentícias e de biodiesel têm intensificado as compras, o que pressiona os valores. Além disso, a disputa entre compradores internos e externos pelo óleo de soja brasileiro se acirrou recentemente. Consumidores estrangeiros, especialmente, redirecionaram suas aquisições para o Brasil após a greve de indústrias esmagadoras na Argentina.

    Preços do óleo de soja

    Um levantamento do Cepea revela que o preço do óleo de soja na região de São Paulo, com 12% de ICMS, atingiu R$ 6.353,95/t na última quinta-feira, 8, o maior valor nominal desde março de 2023.

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  • Brasil e Nicarágua – briga pode afetar o agronegócio

    Brasil e Nicarágua – briga pode afetar o agronegócio

    A tensão entre os governos do Brasil e da Nicarágua se intensificou recentemente devido a divergências políticas e diplomáticas, especialmente em relação às questões de direitos humanos e democracia na Nicarágua.

    O Brasil, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, criticou publicamente o governo do presidente Daniel Ortega, da Nicarágua, por suas práticas autoritárias e pela repressão a opositores políticos e à liberdade de imprensa. O governo brasileiro manifestou preocupações sobre a situação dos direitos humanos no país, condenando prisões arbitrárias e a perseguição a líderes da oposição e ativistas.

    Em resposta às críticas, o governo de Daniel Ortega reagiu de forma contundente, acusando o Brasil de interferência em seus assuntos internos. A Nicarágua também afirmou que as críticas brasileiras eram uma forma de submissão aos interesses dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, que têm posições contrárias ao governo Ortega.

    Exportações do Brasil – Nicarágua

    As exportações do Brasil para a Nicarágua apresentam uma predominância significativa de produtos do agronegócio, refletindo a importância desse setor na economia brasileira. Entre os principais produtos exportados para o país centro-americano, destacam-se:

    O milho brasileiro tem uma participação expressiva nas exportações para a Nicarágua, sendo utilizado tanto na alimentação humana quanto animal. O clima favorável e as tecnologias agrícolas avançadas contribuem para a alta produtividade do milho no Brasil, tornando-o um importante produto de exportação.

    A soja, tanto em grão quanto processada, é outro destaque nas exportações brasileiras para a Nicarágua. Utilizada principalmente na produção de óleo e ração animal, a soja brasileira é valorizada pela sua qualidade e volume de produção.

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    O açúcar, tanto bruto quanto refinado, é outro produto agropecuário que o Brasil exporta para a Nicarágua. O país é um dos maiores produtores e exportadores de açúcar do mundo, e essa commodity representa uma parte significativa das trocas comerciais com a Nicarágua.

    A carne de frango também figura entre os principais produtos exportados pelo Brasil para a Nicarágua. Reconhecida por sua qualidade, a carne de frango brasileira é uma importante fonte de proteína para o mercado nicaraguense.

    Café e algodão

    Embora em menor escala em comparação com outros produtos, o café brasileiro também chega à Nicarágua, um país tradicionalmente conhecido por sua produção de café. A exportação de café do Brasil para a Nicarágua reflete a diversidade e a qualidade do produto nacional.

    Café nacional é um dos produtos exportados para Nicarágua

    O algodão brasileiro é exportado para a Nicarágua, onde é utilizado principalmente na indústria têxtil. A alta qualidade do algodão produzido no Brasil contribui para sua demanda no mercado nicaraguense.

    Esses produtos refletem a robustez do agronegócio brasileiro e a capacidade do país de atender à demanda global por alimentos e matérias-primas agrícolas. O comércio com a Nicarágua, embora não seja o maior em termos de volume total, é significativo por sua composição, centrada em produtos essenciais para a economia e a segurança alimentar do país centro-americano.

    Expulsão de Diplomatas

    Em um movimento que agravou ainda mais as tensões, a Nicarágua expulsou diplomatas brasileiros, o que foi visto como um gesto de represália contra as críticas do Brasil. Isso resultou em um enfraquecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

    O conflito entre os dois países reflete uma divisão mais ampla na América Latina, onde governos de esquerda, como o de Ortega, enfrentam crescentes críticas por práticas antidemocráticas. O Brasil, ao tomar uma posição contrária a essas práticas, alinhou-se com outros países que defendem a democracia e os direitos humanos na região.

    As tensões diplomáticas também tiveram impacto nas relações comerciais e econômicas entre os dois países. Embora o comércio entre Brasil e Nicarágua não seja extremamente significativo, as relações bilaterais sofreram um revés devido à deterioração do diálogo diplomático.

  • La Niña – mudanças no clima vão impactar o preço da alimentação

    La Niña – mudanças no clima vão impactar o preço da alimentação

    As mudanças climáticas, especialmente a influência do fenômeno La Niña, devem impactar significativamente os preços da alimentação na próxima safra no Brasil. Especialistas alertam que as condições climáticas adversas podem afetar a produção agrícola, resultando em uma elevação nos custos dos alimentos.

    O La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura, impactando diretamente as safras de diversos produtos agrícolas. Essa situação pode levar a uma redução na oferta de alimentos, o que, por sua vez, tende a elevar os preços no mercado.

    Para enfrentar esses desafios, ferramentas digitais têm se mostrado aliadas importantes para os agricultores. A utilização de tecnologias de monitoramento climático e gestão agrícola pode auxiliar na tomada de decisões mais informadas, permitindo que os produtores se adaptem rapidamente às mudanças nas condições climáticas. Essas soluções digitais podem otimizar o uso de insumos e melhorar a eficiência na produção, ajudando a mitigar os efeitos negativos das mudanças climáticas.

    Com a expectativa de que o La Niña continue a influenciar o clima nos próximos meses, é crucial que os agricultores se preparem e adotem estratégias que possam garantir a sustentabilidade e a rentabilidade de suas atividades. A combinação de tecnologia e práticas agrícolas adaptativas pode ser a chave para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. E também garantir a segurança alimentar no Brasil.

    Impactos no Brasil

    As expectativas apontam para um período com menos chuvas no Centro-Sul do País, concentrando as precipitações nas regiões Norte e Nordeste.

    No que se refere à safra de soja 2024/2025, agricultores já buscam seus insumos para o novo ciclo. E se preparam para iniciar o plantio, que deve ser puxado por Mato Grosso em setembro. Porém, os desafios começaram antes mesmo da temporada.

    Por conta dos padrões de chuva atípicos, os agricultores devem planejar o plantio e o manejo de forma a mitigar os efeitos do La niña. Algumas estratégias, como a escolha de cultivares certificadas, de alta qualidade, mais precoces ou tardias (dependendo da região), escalonamento de plantio, uso de tratamento de sementes, aplicações preventivas e com intervalos corretos de fungicidas, bem como o auxílio de ferramentas digitais, podem reduzir os riscos de perda de produtividade.

    De acordo com a diretora de Marketing para Sistemas de Cultivo Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF, Graciela Mognol, esse é o momento para o agricultor analisar o cenário em sua região. E tomar decisões de compra baseadas em dados, procurando profissionais capacitados para auxiliá-lo.

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    “Podemos ter secas na região Sul do Brasil, principalmente no período inicial, quando o cultivo ainda está se adaptando no solo. Já no Cerrado, especialmente em Mato Grosso, vemos chuvas em excesso, principalmente no momento da colheita. Entender essa complexidade climática é fundamental para que se possa extrair o máximo da lavoura e minimizar impactos”, afirma.

    Escolhendo cultivares e momento de plantio

    Na hora de decidir as cultivares de soja e escolher o momento do plantio, a dica é não apostar todas as fichas em uma só estratégia. Optar por cultivares com diferentes níveis de maturação e combinar com escalonamento de plantio (semear a lavoura em momentos diferentes) pode ser uma alternativa interessante.

    Para o Sul, a dica é escolher cultivares médias e tardias, que possuem um ciclo mais longo, considerando a previsão de período de seca na fase vegetativa da lavoura. Dessa forma, o agricultor abre uma janela maior de recuperação para que a planta se desenvolva. Optando por cultivares muito precoces, o risco é comprometer todo o potencial produtivo por conta da escassez hídrica.

    Já no Cerrado, o apodrecimento de vagens e grãos pode ser uma grande dor de cabeça. Isso em decorrência da previsão de chuvas na época de colheita. Por isso, escolher cultivares com tolerância a doenças de fim de ciclo. E que suportem o clima mais úmido nessa fase. Além de escalonar a semeadura para conseguir colher as áreas em momentos diferentes, é decisivo no resultado da safra.

    Além disso, existem ferramentas podem ser grandes aliadas na tomada de decisão dos agricultores. A solução de semeadura em taxa variável permite que seja realizada uma melhor distribuição das sementes de acordo com potencial produtivo de cada talhão. Possibilitando assim uma maior eficiência no uso de insumos, melhor uniformidade no campo e maior produtividade.

    Outra solução é a de gestão nutricional do talhão que oferece uma coleta de solo otimizada e uma recomendação digital de nutrientes e corretivos de solo em taxa variável. Essas e outras soluções contribuem para aumentar a produtividade e a rentabilidade no campo por meio de tecnologias somadas ao conhecimento agronômico.

    Prevenir doenças é melhor que tentar controlar

    Já para o manejo de doenças, os fungicidas preventivos e seletivos serão uma das chaves para alcançar a máxima produtividade na safra 2024/2025. O mais recomendado é impedir que doenças como ferrugem, mancha-alvo, cercospora e mofo-branco se instalem na lavoura, em vez de realizar manejos curativos, que não conseguem controlar 100% da disseminação dos patógenos. Por isso, as primeiras aplicações de fungicidas são essenciais.

    Por conta do cenário de chuvas mais irregulares no Sul, por exemplo, alguns agricultores podem escolher aumentar o intervalo entre as aplicações, visando reduzir a fitotoxicidade (danos nas folhas). No entanto, essa decisão pode piorar o cenário futuro: quando a área estiver mais úmida, as doenças podem evoluir de forma rápida.

    Para reduzir esses danos, duas práticas são fundamentais: escolher soluções altamente seletivas e programar aplicações noturnas, que têm o intuito de reduzir os efeitos dos raios solares fortes e das altas temperaturas, que podem causar danos às folhas e reduzir a produção.

  • Agro brasileiro registra aumento de 8,3% nas exportações em Julho

    Agro brasileiro registra aumento de 8,3% nas exportações em Julho

    O setor agropecuário do Brasil teve um desempenho significativo em julho, com um aumento de 8,3% nas exportações, totalizando US$ 30,9 bilhões no mês e US$ 198,2 bilhões no acumulado do ano. Os dados foram divulgados na última terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e mostram um superávit de US$ 7,6 bilhões em julho e de US$ 49,6 bilhões no acumulado de 2024.

    As exportações gerais do país cresceram 9,3% em julho em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento foi de 2,4% em relação aos sete primeiros meses de 2023. As importações, por sua vez, atingiram US$ 23,3 bilhões. Um aumento de 15,7% em relação a julho de 2023, resultando em uma corrente de comércio de US$ 54,2 bilhões e um superávit de US$ 7,6 bilhões.

    Desempenho do setor agropecuário

    No que diz respeito ao setor agropecuário, as exportações aumentaram em US$ 0,55 bilhões, representando um crescimento de 8,3% em julho deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, no entanto, houve uma queda de US$ 3,03 bilhões (6,1%) nas exportações em relação ao mesmo período de 2023.

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    Em relação às importações, o setor agropecuário registrou um crescimento de US$ 0,13 bilhões (35,9%) quando comparado a julho de 2023. No acumulado do ano, as importações também aumentaram, com um crescimento de US$ 0,73 bilhões (27,6%).

    Soja, café e açúcar

    O relatório da Secex revelou que as exportações de soja totalizaram 75,4 mil toneladas nos primeiros sete meses de 202. Uma variação de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023. A China se destacou como o maior comprador da soja brasileira, importando 73% do total, impulsionada pela queda da safra norte-americana em 2023 e questões geopolíticas.

    Além disso, o Brasil importou 752 mil toneladas de soja de janeiro a julho de 2024. O maior volume desde 2003, com uma variação de 707,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    As exportações de café (verde e solúvel) em julho totalizaram 3,513 milhões de sacas de 60 kg. Isso representa um crescimento de 41,95% em comparação a julho de 2023, quando foram exportadas 2,475 milhões de sacas. A receita também aumentou 57,20%, passando de US$ 581,284 milhões para US$ 913,754 milhões.

    O Brasil também exportou 3,782 milhões de toneladas de açúcares e melaços em julho. Um aumento de 28,50% em relação ao mesmo mês de 2023, com a receita subindo 16%, de US$ 1,491 bilhão para US$ 1,729 bilhão.

    O setor agropecuário brasileiro continua a mostrar resiliência e potencial de crescimento, com aumentos significativos nas exportações de produtos-chave como soja, café e açúcar. Esses resultados são promissores e indicam um futuro positivo para o agronegócio no Brasil.