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  • PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve cair 5,33% em 2024, aponta Cepea

    PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve cair 5,33% em 2024, aponta Cepea

    Após um crescimento de mais de 21% em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja e do biodiesel deve registrar uma queda de 5,33% em 2024. Essa diminuição é atribuída à quebra da safra de soja e seus impactos nos agrosserviços. Apesar disso, o bom desempenho esperado da agroindústria, impulsionado pelo biodiesel e pelas exportações de farelo de soja, deve amenizar a queda. E contribuir positivamente para o PIB do setor.

    O PIB total da cadeia produtiva da soja e do biodiesel está projetado para atingir R$ 422 bilhões em 2024. Isso representa 18% do PIB do agronegócio nacional e 3,9% da economia brasileira como um todo. Os dados são de um levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

    Impactos por segmento

    A previsão é de que o PIB da soja sofra uma redução de 13,07%, enquanto os agrosserviços podem enfrentar uma queda de 4,28% em 2024. Em contrapartida, a agroindústria deve crescer 2,95%, com avanços em todos os segmentos: 0,59% para o esmagamento e refino, 2,6% para rações e expressivos 36,47% para o biodiesel. A crescente demanda pelo biocombustível está impactando positivamente o PIB do subsegmento, além de beneficiar o setor de esmagamento e refino.

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    No início de 2024, a população ocupada na cadeia produtiva da soja e do biodiesel apresentou uma redução de 4,65% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, totalizando 2,28 milhões de pessoas. Essa queda acompanha o desempenho negativo do PIB, mas é atenuada pelo crescimento do emprego nas indústrias. As participações da cadeia produtiva na população ocupada do agronegócio (9,69%) e na economia brasileira (2,28%) caíram levemente em comparação a 2023. Embora ainda se mantenham em níveis historicamente altos.

    Comércio exterior em alta

    No primeiro trimestre de 2024, as exportações da cadeia de soja e do biodiesel, que incluem soja in natura, farelo de soja, óleo de soja, glicerol, biodiesel e proteína de soja, totalizaram 27,59 milhões de toneladas.  Um aumento de 12,97% em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, o valor exportado caiu 11,33%, totalizando US$ 12,42 bilhões, devido à queda nos preços de exportação, que recuaram 21,51% no período. Esse cenário é semelhante ao observado entre 2022 e 2023.

    Embora o PIB da cadeia da soja e do biodiesel esteja projetado para uma queda em 2024, o desempenho da agroindústria e as exportações devem ajudar a mitigar os impactos negativos. A evolução do setor continua a ser crucial para a economia brasileira, refletindo a importância da soja e do biodiesel no cenário agrícola nacional.

  • Governo atualiza preços mínimos para produtos agrícolas

    Governo atualiza preços mínimos para produtos agrícolas

    O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou novos preços mínimos para os produtos de verão e regionais das safras 2024/2025 e 2025. Esses valores servirão como referência na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), garantindo uma remuneração mínima aos produtores rurais.

    O Conselho Monetário Nacional fixou os novos valores após votar a proposta enviada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Portaria n° 700, que oficializa os novos preços, foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (16).

    Entre os produtos com novos valores estão milho, soja, sorgo, algodão, arroz, borracha natural, látex, cacau, feijão, leite, mandioca e diversas outras culturas e sementes. A medida abrange todas as regiões do Brasil e é válida de julho deste ano até dezembro de 2025.

    Para definir os novos preços mínimos, a Conab considerou fatores como os custos variáveis de produção e condições de mercado. Os reajustes na tabela variam entre -11,86% para a soja (saca de 60Kg) e 14,71% para a amêndoa de cacau no Centro-Oeste e Norte. O arroz teve uma variação de 5% no Sul (exceto Paraná) e de 10% no Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Paraná.

    O que é o PGPM?

    A Conab atualiza o preço mínimo anualmente e elabora as propostas para os produtos da PGPM e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). Segundo o artigo 5° do Decreto-lei n.° 79/1966, as propostas de preços mínimos devem considerar fatores que influenciam as cotações dos mercados interno e externo e os custos de produção, por exemplo.

    O governo define os preços mínimos antes do início da safra seguinte. Sendo assim, eles servem de orientação para os produtores sobre as decisões de plantio. Além disso, demonstra o compromisso do Governo Federal em adquirir ou subvencionar produtos agrícolas caso seus preços de mercado fiquem abaixo dos mínimos estabelecidos.

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  • Safra brasileira de soja deve atingir 153,2 milhões de toneladas

    Safra brasileira de soja deve atingir 153,2 milhões de toneladas

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) revisou para cima a estimativa de produção de soja em grão, que deverá chegar a 153,2 milhões de toneladas, um aumento de 700 mil toneladas em relação ao levantamento anterior.

    A entidade atualizou nesta terça-feira, 16 de julho, as estatísticas mensais do complexo brasileiro da soja até maio de 2024. Segundo a entidade, as projeções para o atual ciclo sofreram poucas alterações.

    O esmagamento permanece projetado em 54,5 milhões de toneladas. A produção do farelo de soja segue estimada em 41,7 milhões de toneladas e a de óleo em 11 milhões de toneladas.

    No mês de maio, o processamento de soja atingiu 4,29 milhões de toneladas, uma queda de 1,5% em comparação a abril de 2024. Em comparação a maio de 2023, a redução é de 6,2%.

    Nas exportações, a ABIOVE projeta volumes de 97,8 milhões de toneladas de soja em grão, além de 21,7 milhões de toneladas de farelo de soja. Ou seja, um aumento de 100 mil toneladas em relação ao levantamento anterior. Além disso, espera-se que sejam exportadas 1,15 milhão de toneladas de óleo de soja, um incremento de 50 mil toneladas. Por fim, a projeção de receita com essas vendas internacionais do complexo soja é de US$ 49,6 bilhões neste ano

    Bolsa de Chicago em julho

    A soja negociada na Bolsa de Chicago registrou queda nos preços durante o mês de julho de 2024. Os contratos futuros da oleaginosa recuaram devido a uma combinação de fatores, incluindo previsões de estoques mais elevados da safra anterior e perspectivas de uma nova safra maior.

    Os contratos para entrega em julho de 2024 fecharam a US$ 11,3450 por bushel, uma queda de 0,72% em relação ao mês anterior. Por outro lado, os contratos para agosto de 2024 encerraram a US$ 11,0500 por bushel, uma baixa de 1,07%. Além disso, para os meses seguintes, a tendência de queda se manteve, com os contratos para setembro de 2024 fechando a US$ 10,5850 por bushel (-0,49%) e os de novembro de 2024 a US$ 10,6525 por bushel (-0,23%).

  • Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    A produção brasileira de grãos deve atingir 299,27 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa uma queda de 6,4%, ou 20,54 milhões de toneladas a menos em relação ao ciclo anterior. Mesmo assim, a safra ainda será a segunda maior já colhida no país.

    A pesquisa de campo realizada no final de junho indicou uma variação positiva de 0,6%, ou 1,72 milhão de toneladas, em relação à pesquisa do mês anterior. O avanço da colheita das principais culturas, como milho segunda safra, gergelim e arroz, contribuiu para essa recuperação. No entanto, houve uma redução na produção de milho primeira safra, feijão, trigo, algodão e soja.

    O fenômeno El Niño foi o principal responsável pela quebra em relação ao ciclo passado. Ou seja, a intensidade do fenômeno afetou negativamente o clima desde o início do plantio, prejudicando as lavouras de primeira safra plantadas até o final de outubro nas principais regiões produtoras do país.

    Desempenho da produção de grãos

    A produção de soja está estimada em 147,34 milhões de toneladas, uma redução de 4,7%, ou 7,27 milhões de toneladas, em comparação com a safra anterior. Mato Grosso se destaca como o maior produtor, com 39,34 milhões de toneladas, enquanto a Bahia apresenta a maior produtividade, com 3.780 kg/ha.

    Já a produção de milho, incluindo as três safras, é estimada em 115,86 milhões de toneladas, 12,2% abaixo da safra 2022/23. Apesar da queda, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

    A área cultivada total no país aumentou 1,5%, somando 1,21 milhão de hectares a mais em relação à safra passada. Os maiores crescimentos foram observados na soja, seguida de gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz. Em contrapartida, a área plantada com milho, trigo e outras culturas de inverno diminuiu.

  • Mercado – preços da soja sobem em Junho

    Mercado – preços da soja sobem em Junho

    Os preços da soja no mercado doméstico registraram altas significativas em junho, alcançando as maiores médias do ano em termos reais. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá subiu 2,10%, atingindo R$ 138,92/saca, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná aumentou 2,40%, chegando a R$ 133,98/saca de 60 kg.

    Pesquisadores do CEPEA atribuem essa alta à firme demanda internacional e à valorização externa, com sojicultores resistindo à comercialização em grandes volumes, esperando que a alta taxa de câmbio continue favorecendo as exportações. No primeiro semestre, as exportações de soja totalizaram 64,13 milhões de toneladas, um recorde para o período, segundo dados da Secex.

    Segundo semestre

    A perspectiva para a soja no Brasil no segundo semestre de 2024 é promissora, mas com desafios. O setor se beneficia de uma demanda internacional robusta, especialmente da China, e de preços elevados no mercado global. No entanto, os agricultores enfrentam incertezas devido às flutuações cambiais e às condições climáticas imprevisíveis. A resistência dos produtores em comercializar grandes volumes, esperando preços ainda melhores, pode manter a oferta restrita no mercado interno.

    Fatores Positivos:

    • Demanda internacional forte: A China, maior importador de soja brasileira, continua a aumentar suas compras, impulsionando os preços.
    • Valorização externa: Os preços elevados no mercado global favorecem as exportações brasileiras, que atingiram um recorde no primeiro semestre de 2024.
    • Alta dos preços: A resistência dos produtores em vender grandes volumes e a expectativa de um câmbio favorável contribuem para manter os preços altos.

    Desafios:

    • Flutuações cambiais: A variação do dólar pode impactar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
    • Condições climáticas: O clima adverso, como seca no Sudeste e enchentes no Sul, pode afetar a produção e a qualidade da safra.
    • Custos de produção: O aumento nos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, pode reduzir a margem de lucro dos produtores.

    Os analistas esperam uma produção robusta, mas os rendimentos podem variar dependendo das condições climáticas durante a colheita. A tecnologia e o manejo eficiente serão cruciais para maximizar a produtividade.

    A soja brasileira tem um potencial significativo no segundo semestre de 2024, impulsionada pela demanda internacional e preços favoráveis. No entanto, os produtores devem estar atentos às flutuações cambiais e às condições climáticas para garantir uma colheita lucrativa e sustentável

  • Junho registra recorde de preços e exportação de soja

    Junho registra recorde de preços e exportação de soja

    Os preços da soja no mercado interno brasileiro dispararam em junho, alcançando as maiores médias do ano em termos reais, segundo o IGP-DI de maio. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá chegou a R$ 138,92 por saca, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná atingiu R$ 133,98 por saca de 60 kg. Esses valores representam aumentos de 2,1% e 2,4%, respectivamente, em relação a maio de 2024.

    Os pesquisadores do Cepea atribuem essa alta à forte demanda internacional pela soja brasileira e à valorização do produto no mercado externo. Além disso, muitos sojicultores têm resistido a vender grandes volumes. Eles apostam que a alta taxa cambial continuará a favorecer as exportações e, consequentemente, os preços internos do grão.

    No primeiro semestre de 2024, as exportações de soja somaram 64,13 milhões de toneladas, um recorde para o período e 2,2% acima do volume exportado no mesmo intervalo de 2023, de acordo com dados da Secex.

    Vale lembrar que um outro diferencial do Brasil é a sustentabilidade. A Embrapa estabeleceu diretrizes técnicas para a certificação da soja de baixo carbono, prometendo uma redução de 30% na pegada ambiental das produções que seguirem as orientações. Este avanço, além de promover a sustentabilidade, visa diversificar as exportações brasileiras, atualmente direcionadas majoritariamente para a China.

    A primeira versão do documento “Diretrizes Técnicas para Certificação Soja Baixo Carbono” foi publicada, delineando as premissas para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em sistemas agrícolas. Essas premissas estão sendo testadas em mais de 60 áreas agrícolas, distribuídas por cinco macrorregiões produtoras de soja, durante as safras de 2023/24 e 2024/25.

  • Preços do agro: fique por dentro das negociações

    Preços do agro: fique por dentro das negociações

    O Agro em Campo traz agora a análise do Cepea sobre os preços dos principais produtos do agronegócio brasileiro. A produção de açúcar cristal branco em São Paulo cresceu, impulsionada pelos avanços na colheita e moagem da cana-de-açúcar da safra 2024/25, em junho. Esse aumento de oferta foi especialmente notável no mercado spot do Icumsa 180. Apesar disso, os preços permaneceram firmes nas duas primeiras semanas do mês, sustentados pela desvalorização do real frente ao dólar, o que tornou as exportações mais atraentes. No final de junho, a menor demanda pressionou as cotações. Indústrias alimentícias relataram vendas fracas para o varejo, indicando que o açúcar recebido por contratos foi suficiente para manter a produção, eliminando a necessidade de compras adicionais no mercado spot.

    Alta nos preços do algodão

    Os preços do algodão em pluma subiram no mercado interno ao longo de junho. Esse movimento foi sustentado pela firme posição dos vendedores e pelo aumento na demanda dos compradores, mesmo que de forma pontual. Após três meses de queda, o preço da pluma registrou alta no último mês.

    Mercado de arroz mantém preços firmes no Rio Grande do Sul

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul terminou junho com preços firmes, apesar do ritmo lento de negócios devido às incertezas no cenário econômico. A demanda internacional aquecida, que manteve as exportações mais atraentes do que as vendas internas, deu suporte aos preços. No entanto, a menor saída de arroz beneficiado para grandes centros consumidores nacionais limitou a liquidez e os aumentos nos valores da matéria-prima. Vendedores mantiveram suas propostas firmes devido aos altos custos estimados, enquanto as perdas agrícolas causadas pelo El Niño levaram produtores a buscar maior valorização do arroz em casca.

    Disparidade de preços no mercado de boi

    O mercado de boi vivo registrou uma maior dispersão nos preços coletados pelo Cepea no final do semestre, refletindo diferentes percepções sobre as condições do mercado. Após quedas sucessivas no primeiro semestre, agentes buscam preços que se ajustem melhor às condições atuais.

    Café fecha junho com alta de preços

    Os preços dos cafés robusta e arábica subiram no mercado spot nacional em junho, mas a comercialização de novos lotes permaneceu lenta. A liquidez aumentou apenas em momentos de forte elevação nos valores.

    Demanda por etanol

    A safra sucroenergética 2024/25 avança rapidamente no Centro-Sul, favorecida pelas boas condições climáticas para a colheita e moagem da cana-de-açúcar. A demanda por etanol no varejo, especialmente em São Paulo, se mantém firme, sustentada pela vantagem do biocombustível frente à gasolina.

    Valores do frango variam

    Os preços médios dos produtos avícolas acompanhados pelo Cepea apresentaram variações distintas em junho. Em alguns casos, a demanda aquecida elevou as cotações, sustentando a média mensal, enquanto em outros, a baixa liquidez resultou em queda nos valores.

    Preços do milho caem com avanço da colheita

    Os preços do milho caíram em junho na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, influenciados pelo avanço da colheita da segunda safra. Parte dos produtores aumentou o volume de milho disponível no mercado spot, enquanto outros, receosos quanto aos impactos do clima adverso, limitaram a oferta. Consumidores priorizaram o uso de estoques e adquiriram poucos lotes no spot, aguardando novas desvalorizações com o avanço da colheita.

    Cotações de ovinos

    Em junho, os preços do cordeiro vivo apresentaram variações nas regiões acompanhadas pelo Cepea. No Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, os valores subiram, enquanto em outras regiões os preços recuaram.

    Soja registra alta nas negociações

    As negociações de soja estiveram aquecidas no mercado brasileiro em junho, impulsionadas pela demanda firme, tanto doméstica quanto externa. A valorização cambial, com o dólar subindo 5% de maio para junho, deixou as commodities nacionais mais atraentes para importadores.

    Preços do trigo permanecem firmes

    Os preços do trigo mantiveram-se firmes no mercado brasileiro em junho, operando acima dos níveis do mesmo período do ano passado. Esse cenário foi sustentado pelos baixos estoques domésticos e pela elevação da paridade de importação, o que limitou a liquidez e resultou em negociações pontuais.

  • Saiba quem são os campeões de máxima produtividade de soja 2023/2024

    Saiba quem são os campeões de máxima produtividade de soja 2023/2024

    O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) revelou os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja da safra 2023/24. A cerimônia aconteceu na sede do Canal Rural, em São Paulo. Os títulos de Campeão Nacional e Sul e Campeão Centro-Oeste, com produtividades de 138,95 sacas e 119,03 sacas por hectare, respectivamente, foram conquistados e celebrados mais uma vez pela BASF.

    O lugar mais alto do pódio ficou para o agricultor Egon Milla, de Candói (PR), coroado Campeão Nacional e Sul. “A parceria técnica da BASF foi essencial, oferecendo soluções inovadoras para o manejo e contribuindo decisivamente para nossa produtividade”, destacou Milla.

    Divulgação – Egon Milla, vencedor desta edição

    Na região Centro-Oeste, a vencedora foi a Fazenda Reunidas Baumgart, de Rio Verde (GO), representada por Alexandre Baumgart. “Parcerias de longo prazo são fundamentais para desenvolver um histórico de informações e melhorar a qualidade do manejo. A BASF entende essa necessidade”, afirmou Baumgart.

    Alexandre Baumgart, representante a Fazenda Reunidas Baumgart. Divulgação

    O que é o Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja?

    O Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja é uma iniciativa que visa estimular a busca por altos rendimentos na cultura da soja no Brasil. O desafio consiste em produtores rurais competirem para alcançar a maior produtividade possível em uma área de 1 hectare, seguindo boas práticas agronômicas.

    Os principais objetivos do desafio, portanto, são:

    • Incentivar a adoção de tecnologias e melhores práticas de manejo para maximizar a produtividade da soja
    • Identificar e divulgar os fatores que mais impactam a produtividade, como manejo de solo, nutrição de plantas, controle de pragas e doenças, entre outros
    • Promover a troca de experiências e conhecimentos entre os produtores participantes.
    • Estimular a competitividade e o aprimoramento contínuo da produção de soja no país

    O desafio ocorre anualmente, premiando os produtores vencedores em cada categoria (convencional e orgânico). Os resultados são divulgados amplamente, proporcionando uma referência e inspiração para outros produtores que buscam alcançar altos rendimentos em suas lavouras.

    Há 13 anos, a BASF colabora com o Desafio do CESB, promovendo avanços na sojicultura brasileira. “Nossa parceria mostra que estamos no caminho certo para uma agricultura mais rentável e equilibrada”, disse Graciela Mognol, diretora de Marketing de Sistemas de Cultivo Soja da BASF no Brasil. Além disso, a empresa investe em um portfólio completo, incluindo sementes, tratamentos, herbicidas, inseticidas, fungicidas e agricultura digital, visando apoiar os produtores no melhor manejo para altas produtividades.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/o-poder-da-nutricao-desvendando-os-segredos-da-biofortificacao/

  • Saiba o que é Comércio Justo, que ganha espaço no agro

    Saiba o que é Comércio Justo, que ganha espaço no agro

    O Comércio Justo tem se destacado no Brasil como um modelo alternativo de negócios que faz diferença na vida de muitas famílias que dependem da agricultura. Com a crise climática global ameaçando a sustentabilidade do planeta, os produtores e trabalhadores rurais envolvidos no sistema Fairtrade (Comércio Justo) contribuem com a gestão responsável e sustentável dos recursos naturais.

    O Comércio Justo cria um canal de comercialização mais direto entre produtores e consumidores, proporcionando relações comerciais mais justas e pagamento de melhores preços pelos produtos Fairtrade. Os produtores e trabalhadores Fairtrade cumprem uma série de requisitos que abrangem direitos humanos e preservação ambiental.

    Beneficiários e produtos

    Cerca de 10 mil famílias de pequenos produtores e trabalhadores agrícolas cultivam café, laranja, mel, castanha de caju, limão, manga, mamão, uva, guaraná, soja, ervas finas e especiarias em mais de 50 associações e cooperativas. Esses produtores recebem benefícios do sistema Fairtrade, que visam melhorar suas condições de vida e trabalho.

    Anualmente, diversas atividades promovem o sistema tanto nos países produtores como o Brasil quanto nos principais países consumidores, majoritariamente na Europa. Em 2023, o tema central da campanha mundial foi “Ao semear o Comércio Justo colhemos esperança”. Este tema foi amplamente divulgado por Organizações de Pequenos Produtores (OPPs) certificadas Fairtrade e por Cidades e Universidades Pelo Comércio Justo em eventos realizados em maio, o Mês do Comércio Justo.

    Impacto das atividades

    Esses eventos visam promover os conceitos, princípios e valores do Comércio Justo, sensibilizando consumidores para o consumo responsável e sustentável. Maurício Alves Hervaz, presidente da Associação das Organizações de Produtores Fairtrade do Brasil (BRFAIR), destacou a importância dessas ações para mostrar aos brasileiros os benefícios do sistema.

    “O mercado interno de cafés especiais e certificados é grande, e todas as ações de divulgação e marketing fortalecem e fomentam esse comércio interno”, afirmou Hervaz.

    Comércio justo em ação
    Reprodução – divulgação

    A Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) são reconhecidas como “Universidades pelo Comércio Justo”. Esse reconhecimento faz parte do projeto Universidades Latino-Americanas pelo Comércio Justo, promovido pela CLAC desde 2015.

    Além disso, quatro cidades brasileiras possuem o título de Cidades Latino-Americanas pelo Comércio Justo: Boa Esperança, Poço Fundo, Santana da Vargem e Muqui. A cidade mineira de Nova Resende está em processo de reconhecimento.

    10 anos do projeto no Brasil

    Em Boa Esperança, o Comitê Gestor comemorou 10 anos do projeto na cidade com diversas atividades. Incluindo o lançamento de novos produtos Fairtrade e a premiação de estabelecimentos comerciais. Já em Poço Fundo, a feira de produtores locais e palestras sobre Fairtrade foram destaques.

    Já em Santana da Vargem, alunos das escolas locais receberam o título de Embaixadores do Comércio Justo. Eles também visitaram a cooperativa local para aprender sobre a produção de café. E em Muqui, a cooperativa local realizou ações de conscientização e venda de produtos Fairtrade.

    Enfim, o método é um movimento que promove relações comerciais justas, visando melhorar as condições de vida de produtores e trabalhadores. E também conscientizar consumidores sobre a importância de escolher produtos certificados. A Fairtrade International define as normas e certifica os produtos que recebem a marca “Fairtrade”.

  • Vazio sanitário – proibido plantar soja em Mato Grosso

    Vazio sanitário – proibido plantar soja em Mato Grosso

    Em 2024, diversos estados brasileiros adotarão períodos de vazio sanitário para a cultura da soja, visando proteger a produção e a produtividade da oleaginosa no país. Neste mês de julho começa a valer o período no estado do Mato Grosso.

    O vazio sanitário é uma medida fitossanitária que determina uma interrupção temporária do cultivo da soja, com o objetivo de reduzir a população de pragas e doenças que afetam a cultura. Durante esse período, não é permitido o plantio, a manutenção ou a colheita de soja em determinadas regiões.

    No Brasil, os principais estados produtores de soja que implementarão o vazio sanitário em 2024 são:

    • Tocantins: 90 dias de vazio, de 15 de junho a 15 de setembro.
    • Mato Grosso: 90 dias de vazio, de 1º de julho a 30 de setembro.
    • Paraná: 60 dias de vazio, de 1º de junho a 31 de julho.
    • Rio Grande do Sul: 60 dias de vazio, de 1º de junho a 31 de julho.

    Essa medida é fundamental para o controle da ferrugem asiática da soja, uma das principais doenças que afetam a cultura no país. A ferrugem pode causar perdas significativas na produção, chegando a até 90% em casos de alta severidade.

    Objetivo do vazio sanitário

    O vazio sanitário interrompe o ciclo de vida do fungo causador da ferrugem, impedindo sua disseminação e sobrevivência entre os cultivos. Além disso, a medida também auxilia no controle de outras pragas e doenças, como o percevejo-marrom, a lagarta-da-soja e a antracnose.

    Durante o período de vazio sanitário, os produtores rurais deverão respeitar a determinação e não realizar nenhuma atividade relacionada ao cultivo da soja. As agências de defesa agropecuária estaduais serão responsáveis pela fiscalização e aplicação de penalidades aos infratores.

    A adoção do vazio sanitário da soja em 2024 é uma medida essencial para a sustentabilidade da cultura no Brasil, garantindo a produção de grãos com qualidade e produtividade elevadas na próxima safra.