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  • Distrito Federal – estudo mostra impacto do El Niño na produtividade de soja no Cerrado

    Distrito Federal – estudo mostra impacto do El Niño na produtividade de soja no Cerrado

    Pesquisadores da Embrapa identificaram pela primeira vez, de maneira detalhada, como o fenômeno El Niño afeta o regime de chuvas e a produtividade da soja em uma área do Cerrado brasileiro. Publicado na Revista Agrometeoros, o estudo realizado por Alfredo Luiz, da Embrapa Meio Ambiente (SP), e Fernando Macena, da Embrapa Cerrados (DF), analisou dados climáticos da região de Planaltina (DF) entre 1974 e 2022. A pesquisa revelou que, nos anos de El Niño, a precipitação acumulada nos meses críticos para o desenvolvimento da soja — outubro, novembro e dezembro — foi em média 40% menor do que nos anos de La Niña.

    “Constatamos que o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico, localizado a milhares de quilômetros do Cerrado, provoca uma redução significativa na quantidade de chuvas durante essa fase crítica do ciclo da soja”, afirma Luiz. O estudo observou uma média de 372 mm de chuva em anos de El Niño, contra 623 mm em anos de La Niña.

    Metodologia e resultados

    Os pesquisadores utilizaram o Indicador Oceânico Niño (ION), fornecido pela NASA, que mede a temperatura da superfície do Oceano Pacífico. Classificaram os anos de 1974 a 2022 em cinco grupos, baseados nas variações do ION: El Niño, La Niña, fim de El Niño, neutro e início de La Niña.

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    A partir dessas classificações, foi calculada a média de chuva e, com o uso de um simulador de crescimento de plantas, o STICS, os cientistas avaliaram a produtividade da soja em diferentes épocas de plantio. Nos anos de El Niño, quando o plantio ocorria em setembro e outubro, as perdas foram significativas. A cultivar BRS 8383IPRO, por exemplo, produziu apenas 493 kg por hectare, em comparação aos 2.418 kg por hectare registrados nos anos de La Niña.

    “Os efeitos do El Niño variam conforme a data de semeadura. Plantios realizados em setembro e outubro sofrem mais, enquanto os de novembro e dezembro apresentam menores impactos”, explica Macena.

    Impactos para a agricultura

    Além de reduzir a produtividade, o El Niño pode comprometer a segurança alimentar ao alterar a quantidade e a distribuição temporal das chuvas. Como observa Macena: “Ao impactar diretamente a chuva, o ele prejudica o desenvolvimento das culturas agrícolas, influenciando também a propagação de pragas e doenças.”

    Com base nesses resultados, os pesquisadores pretendem desenvolver sistemas de previsão que identifiquem, com antecedência, a influência do El Niño. E, além disso, permitam que os produtores planejem alternativas de manejo, plantio e cultivares para mitigar os prejuízos. “Sistemas de alerta precoce podem reduzir os impactos negativos e, em alguns casos, até gerar vantagens ao agricultor”, completa Luiz.

    O que é o El Niño?

    O El Niño é um fenômeno climático que envolve o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico, sendo uma das principais fontes de variabilidade climática global. Seus efeitos no Brasil incluem a redução das chuvas no Norte e Nordeste e o aumento das precipitações no Sul. Embora sua influência seja mais conhecida nessas regiões, o estudo da Embrapa demonstra que o fenômeno também altera significativamente o clima no Centro-Oeste.

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    “A experiência nos mostrou que há alterações significativas no clima da região central, o que motivou nossa investigação”, conclui Macena.

    O estudo da Embrapa reforça a importância de considerar o comportamento do El Niño ao planejar o plantio e o manejo agrícola no Cerrado, uma das principais regiões produtoras de soja do Brasil.

  • Coréia do Sul – Do K-pop e doramas para a produção agrícola

    Coréia do Sul – Do K-pop e doramas para a produção agrícola

    A Coreia do Sul é mundialmente conhecida por suas exportações culturais, como o K-pop e os dramas televisivos (doramas), que geraram uma “onda coreana” (Hallyu), influenciando a moda, a música e o entretenimento global. No entanto, além desse sucesso no campo cultural, o país também é um importante exportador de produtos agrícolas e agroindustriais, ligando a inovação tecnológica à produção agrícola de alta qualidade.

    Essa onda coreana por também ser aproveitada pelos agricultores, pois cresce o número de pessoas que, influenciados pelas séries, quer conhecer a culinária do país. E apesar de muitos produtos não serem plantados no Brasil, outros podem ser produzidos aqui com facilidade.

    Agricultura e exportações alimentares da Coreia do Sul

    A Coreia do Sul não é tradicionalmente vista como uma potência agrícola devido ao seu território limitado e ao foco em tecnologia e indústria pesada. No entanto, o país tem investido em aumentar sua produção e exportação de produtos agrícolas e alimentos processados. Entre os principais itens exportados estão:

    • Ginseng: A Coreia do Sul é o maior exportador de ginseng do mundo. Esse produto é famoso por suas propriedades medicinais e é altamente valorizado em mercados como o chinês e o americano. Além de seu uso tradicional, o ginseng também aparece em cosméticos e alimentos funcionais.
    • Frutas e vegetais frescos: A produção de morangos, maçãs e peras tem crescido de forma significativa, com as exportações destinadas a países da Ásia e Europa. O morango coreano em particular é valorizado por sua doçura e aparência uniforme, tornando-o um produto premium.
    • Alimentos processados: A Coreia do Sul exporta alimentos processados de forma massiva. Produtos como ramyun (macarrão instantâneo), kimchi (conserva de acelga fermentada) e doces típicos coreanos, como tteokbokki (bolos de arroz picantes), são muito populares em mercados internacionais, especialmente entre consumidores familiarizados com a cultura coreana.
    • Alimentos halal: Recentemente, a Coreia também começou a expandir seu mercado para alimentos halal, mirando em consumidores de países islâmicos. Essa iniciativa tem aberto novas oportunidades para exportações agrícolas certificadas.

    A Coreia do Sul tem investido significativamente em agricultura de precisão, utilizando tecnologias como drones, sensores IoT e big data para monitorar plantações e otimizar o uso de recursos como água e fertilizantes. Essas inovações ajudam o país a maximizar a produtividade em áreas relativamente pequenas.

    Além disso, a Coreia investe na agricultura urbana, uma tendência crescente nas cidades de Seul e Busan. Estufas verticais e hidropônicas são usados para cultivar hortaliças, oferecendo uma alternativa sustentável à produção tradicional.

    Ligando a cultura pop ao agro

    Assim como o K-pop e os doramas são cuidadosamente produzidos e promovidos, a Coreia do Sul tem adotado uma estratégia similar para divulgar seus produtos agrícolas. A popularidade global da cultura coreana tem ajudado a impulsionar o consumo de produtos alimentares típicos do país. Por exemplo, o kimchi, muitas vezes mencionado em doramas e filmes, tornou-se um item familiar para o público internacional, ampliando sua exportação.

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    Além disso, artistas de K-pop e celebridades coreanas frequentemente atuam como embaixadores de marcas agrícolas, ajudando a conectar a cultura pop com os produtos tradicionais. E criando, portanto, um ciclo virtuoso entre a demanda cultural e agrícola.

    Produtos da culinária coreana e sua produção no Brasil

    A culinária coreana é caracterizada pelo uso de ingredientes tradicionais que conferem sabores únicos aos seus pratos. Entre os ingredientes mais comuns estão:

    • Gochujang (pasta de pimenta fermentada): Essencial para pratos como bibimbap e tteokbokki, essa pasta confere um sabor picante e doce. Embora o clima brasileiro não seja ideal para a fermentação tradicional do gochujang, a produção de pimentas para sua base é possível no Brasil.
    • Soja: Usada em diversos produtos como doenjang (pasta de soja fermentada), tofu e molho de soja. Além disso, a soja é um ingrediente central em sopas, marinadas e acompanhamentos, e o Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, facilitando a produção local de derivados.
    • Gergelim: O óleo de gergelim e as sementes de gergelim são usados amplamente para dar sabor e textura a muitos pratos coreanos, como o bibimbap e kimchi. O Brasil também cultiva gergelim, tornando, portanto, sua produção viável.
    • Alho e cebolinha: Ingredientes cruciais em quase todos os pratos coreanos, como o kimchi e marinadas. Ambos os itens são facilmente cultivados no Brasil.
    • Arroz: O arroz de grão curto, que é um alimento básico da cozinha coreana, também pode ser cultivado no Brasil. Especialmente, porém, nas regiões com técnicas de irrigação adequadas.
    • Nabo (daikon): Utilizado em sopas e acompanhamentos como o kkakdugi (kimchi de nabo), o daikon pode ser facilmente cultivado no Brasil em climas temperados.
    • Pimenta coreana (gochugaru): Usada em pratos como kimchi e jjigae (ensopado), a pimenta gochugaru é única, mas o Brasil tem um clima propício para o cultivo de variedades semelhantes, o que poderia adaptar-se ao paladar e produção local.

    Vegetais produzidos no Brasil

    Além desses, vegetais como acelga, espinafre, brotos de feijão e algas marinhas, comuns na culinária coreana, podem ser parcialmente substituídos por variedades brasileiras. Ou até mesmo cultivados em regiões específicas do país, aproveitando o clima diversificado do Brasil.

    A ligação entre a produção agrícola brasileira e a culinária coreana é promissora, com muitos ingredientes sendo viáveis para cultivo ou adaptação local, ajudando a popularizar a comida coreana fora da Ásia.

    Em suma, a Coreia do Sul está se destacando tanto pelo entretenimento quanto pela exportação de produtos agrícolas, mostrando que a inovação e o planejamento estratégico podem elevar um país culturalmente relevante a um player importante no comércio agrícola global.

  • Produção de soja sofre com infestações de lagartas e percevejos

    Produção de soja sofre com infestações de lagartas e percevejos

    Além das condições climáticas, os produtores têm lutado contra a infestação simultânea de pragas severas, como lagartas e percevejos, que têm prejudicado a produtividade das lavouras. A produção de soja no Brasil, o principal grão cultivado no país, enfrenta grandes desafios na safra 2023/2024. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do grão caiu para 147,38 milhões de toneladas. Uma redução de 4,7% em relação ao ciclo anterior.

    O impacto se deve a diversos fatores climáticos, como baixa precipitação e altas temperaturas, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, onde o plantio ocorreu entre setembro e outubro. Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC, destacou que, devido à ação dessas pragas, muitos produtores têm optado por aumentar o uso de defensivos. “Na safra 23/24, a área aplicada de defensivos para controle de lagartas e percevejos aumentou 31%, atingindo 27% dos modos de tratamento na sojicultura”, disse Lemos, citando uma pesquisa da Kynetec.

    Spodoptera e percevejos

    Entre as principais ameaças estão as espécies de Spodoptera. Ela é uma lagarta de alto potencial de dano que pode causar até 10% de perda na produtividade, se não controlada. Outra preocupação crescente são os percevejos, como o percevejo-marrom (Euschistus heros) e o barriga-verde (Dichelops melacanthus). Que têm aumentado os ataques à soja, prejudicando tanto a quantidade quanto a qualidade dos grãos.

    Para enfrentar esses desafios, a FMC, empresa especializada em ciências agrícolas, lançou o um inseticida que oferece controle simultâneo dessas pragas. “O produto tem amplo espectro, longo residual e alta performance em percevejos, além de evitar a mistura de defensivos no tanque”, explica Lemos. O inseticida utiliza a tecnologia do lagarticida Rynaxypir, considerado um dos mais potentes no mercado para controle de percevejos e lagartas.

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    A FMC aponta que a combinação exata de ingredientes proporciona uma fórmula de alta performance, indicada para 50 alvos biológicos em mais de 50 culturas. O produto oferece duplo modo de ação, amplo espectro de controle e menor risco de lavagem pela chuva, garantindo maior eficácia no manejo das lavouras de soja.

    Resistência e ciclo contínuo

    Outro ponto de atenção destacado por Lemos é a resistência que a Spodoptera tem desenvolvido ao longo dos anos. “É essencial adotar novas soluções para evitar essa resistência. Além disso, o manejo deve considerar o sistema de produção como um todo. Já que a lagarta tem vários hospedeiros alternativos em todo o Brasil”, afirma.

    O plantio de sucessão, especialmente com milho safrinha e algodão, contribui para a proliferação da praga. Que tem alta capacidade de adaptação e pode completar seu ciclo ao longo de todo o ano. Produtores têm observado a presença constante da Spodoptera na palhada, o que exige um monitoramento ainda mais rigoroso.

    Com a soja sendo um dos pilares da economia agrícola brasileira, a luta contra pragas como lagartas e percevejos, aliada às dificuldades climáticas, impõe um grande desafio aos produtores. A implementação de tecnologias de controle integrado de pragas e o uso de defensivos eficientes são passos cruciais para mitigar os danos e garantir a produtividade das lavouras.

    A Conab ainda não divulgou se haverá novas estimativas de produção. Mas os produtores continuam a adotar estratégias para minimizar os impactos das pragas e das condições climáticas adversas.

  • Dólar e menor demanda externa pressionam preço da soja

    Dólar e menor demanda externa pressionam preço da soja

    A demanda externa enfraquecida e a desvalorização do dólar frente ao Real pressionaram as cotações da soja no Brasil na última semana. Em resumo, as pesquisas do Cepea mostram que a maior parte dos consumidores evitou compras de grandes volumes no curto prazo. Os compradores monitoram o avanço da colheita nos Estados Unidos, que já começou, atraindo os importadores e reduzindo a competição pelo produto brasileiro. Pesquisadores do Cepea destacam que essa situação ampliou a diferença entre os preços ofertados pelos compradores e os pedidos pelos vendedores no mercado interno. Em algumas regiões, a diferença chegou a superar R$ 5 por saca.

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    Produção e importação de soja

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou dados atualizados sobre a produção e importação de soja no Brasil. A nova estimativa aponta para recorde na importação de soja em 20 anos. Além disso, apresenta uma leve redução na safra de soja, que agora é projetada em 153 milhões de toneladas, em comparação com os 153,2 milhões de toneladas previstos anteriormente. Essa diminuição ocorre em um contexto onde a colheita de 2023 atingiu um recorde de 160,3 milhões de toneladas.

    Recorde na importação

    Além da revisão na produção, a Abiove também elevou a previsão de importação de soja para 930 mil toneladas em 2024. Ou seja, um aumento significativo em relação à estimativa anterior de 800 mil toneladas. Portanto, esse volume de importação representa um salto considerável em comparação às 181 mil toneladas importadas em 2023. Se essa previsão se concretizar, será a maior importação de soja pelo Brasil desde 2003, quando o país importou 1,19 milhão de toneladas.

  • Exportações do agronegócio brasileiro superam us$ 14 bilhões em agosto

    Exportações do agronegócio brasileiro superam us$ 14 bilhões em agosto

    O agronegócio brasileiro alcançou exportações de US$ 14,14 bilhões em agosto de 2024, com destaque para cinco setores que contribuíram significativamente para esse resultado. O complexo soja liderou as vendas externas, com uma participação de 31,6%, seguido pelas carnes (15,3%), complexo sucroalcooleiro (13,5%), cereais, farinhas e preparações (9,1%) e produtos florestais (9,0%).

    Esses cinco setores juntos representaram 78,6% do total exportado pelo agronegócio brasileiro, equivalente a US$ 11,11 bilhões. Em comparação com agosto de 2023, esses setores foram responsáveis por US$ 13,08 bilhões em vendas externas, correspondendo a 83,8% do total.

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atribuiu o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro ao forte incentivo do Governo Federal. “O Brasil tem se destacado no cenário internacional graças ao retorno das boas relações comerciais do governo brasileiro com o mundo. Produtos de qualidade e o rigoroso controle sanitário têm sido nosso diferencial, sem dúvida”, ressaltou.

    Destaques dos produtos do agronegócio brasileiro

    O complexo soja continua sendo o principal setor exportador do agronegócio. Em agosto de 2024, as exportações desse segmento totalizaram US$ 4,47 bilhões. A China permanece como a principal importadora da soja brasileira, respondendo por 73,7% do volume importado neste mês, totalizando 5,9 milhões de toneladas.

    Além disso, a China também é a maior importadora de carnes brasileiras. As vendas externas desse setor aumentaram de US$ 2,05 bilhões em agosto de 2023 para US$ 2,17 bilhões em agosto de 2024, representando um crescimento de 5,6%. As exportações de carne bovina atingiram um recorde em volume, com 245,36 mil toneladas (+15,7%).

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    As exportações de carne suína também mostraram crescimento significativo de 9,2%, alcançando US$ 273,95 milhões. O aumento foi impulsionado por um incremento de 4,5% na quantidade exportada e um aumento de 4,6% no preço médio. O volume comercializado cresceu para países como Filipinas (+11,55 mil toneladas), Japão (+5,11 mil toneladas), Chile (+3,97 mil toneladas) e Singapura (+2,97 mil toneladas).

    Como o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, o Brasil deve alcançar uma produção recorde de quase 46 milhões de toneladas na safra 2024/2025. Em agosto de 2024, o país exportou um volume recorde de 3,92 milhões de toneladas de açúcar, totalizando US$ 1,79 bilhão (-0,9%).

    Resultados dos últimos doze meses

    Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, o Brasil exportou US$ 165,76 bilhões em produtos do agronegócio. Esse valor representa um crescimento de 1,6% em relação aos US$ 163,19 bilhões comercializados nos doze meses anteriores.

  • BASF apresenta resultados iniciais do programa global de agricultura de baixo carbono

    BASF apresenta resultados iniciais do programa global de agricultura de baixo carbono

    A BASF divulgou os primeiros resultados de seus ensaios no Programa Global de Agricultura de Baixo Carbono, mostrando que é possível reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na agricultura em até 30% em comparação com práticas agrícolas convencionais. Essa meta foi estabelecida pela empresa em 2020, com o objetivo de auxiliar os agricultores na diminuição das emissões de GEE por tonelada de cultivo produzido. A redução das emissões depende de iniciativas inteligentes e adaptadas ao clima, variando conforme o tipo de cultivo e a região.

    Os testes foram realizados em diversas regiões agrícolas ao redor do mundo, abrangendo cultivos estratégicos como soja, milho, arroz, trigo e canola. Os resultados obtidos entre 2021 e 2023 indicam que a diminuição das emissões de GEE requer uma combinação de práticas, produtos e tecnologias. O relatório destaca o sucesso das iniciativas implementadas, como o uso otimizado de fertilizantes por meio de sistemas digitais que auxiliam na tomada de decisões, além da aplicação de estabilizadores de nitrogênio e sementes de alto desempenho.

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    “A emergência climática já é uma realidade. Os métodos de cultivo precisam ser adaptados para reduzir significativamente as emissões sem comprometer a produtividade. Esse é um desafio, mas temos as soluções certas para apoiar os agricultores e tenho certeza de que, se você ama a agricultura, deve se comprometer com a sustentabilidade como nós estamos fazendo”, afirmou Marko Grozdanovic, vice-presidente sênior de Marketing Global da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF. “Os dados que obtemos de nossos ensaios de campo apoiam nosso Programa Global de Agricultura de Baixo Carbono, com recomendações para capacitar os agricultores a se tornarem pioneiros em mudanças positivas no clima e na natureza.”

    Os ensaios também evidenciam os desafios enfrentados pelos agricultores na redução das emissões, especialmente devido a condições climáticas adversas ou impactos na produtividade. Por isso, a BASF, em parceria com outras entidades, informa que vai continuar testando estratégias agrícolas através do Programa Global de Agricultura de Baixo Carbono, buscando soluções práticas e inteligentes para o clima, fundamentadas em ciência e dados para agricultores em todo o mundo.

    Para acessar o relatório completo e obter mais detalhes, visite o site da BASF.

  • Expectativa de maior oferta global derruba preços da soja

    Expectativa de maior oferta global derruba preços da soja

    A expectativa de aumento na oferta global interrompeu o avanço nos preços da soja. O USDA divulgou, na última quinta-feira (12), dados que indicam um recorde na produção mundial para a safra 2024/25. O volume estimado é de 429,2 milhões de toneladas, um aumento de 8,73% em relação à temporada anterior. No Brasil, a produção deve subir de 153 milhões de toneladas em 2023/24 para 169 milhões de toneladas em 2024/25.

    Pesquisadores do Cepea afirmam que a entrada da safra no Hemisfério Norte está próxima, mas é necessário aguardar o cultivo, desenvolvimento e colheita, especialmente na América do Sul. Apesar das preocupações com o clima seco no Brasil, a previsão de chuvas nas próximas semanas já está incentivando os produtores a iniciarem o plantio da nova safra.

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    Em resumo, o cenário atual reflete uma desaceleração nos preços, em resposta ao aumento da oferta global e às expectativas sobre a próxima safra.

    Recorde na importação

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou dados atualizados sobre a produção e importação de soja no Brasil. A nova estimativa aponta para recorde na importação de soja em 20 anos. Além disso, apresenta uma leve redução na safra de soja, que agora é projetada em 153 milhões de toneladas, em comparação com os 153,2 milhões de toneladas previstos anteriormente. Ou seja, essa diminuição ocorre em um contexto onde a colheita de 2023 atingiu um recorde de 160,3 milhões de toneladas.

  • Brasil estima maior importação de soja em 20 anos

    Brasil estima maior importação de soja em 20 anos

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou dados atualizados sobre a produção e importação de soja no Brasil. A nova estimativa aponta para recorde na importação de soja em 20 anos. Além disso, apresenta uma leve redução na safra de soja, que agora é projetada em 153 milhões de toneladas, em comparação com os 153,2 milhões de toneladas previstos anteriormente. Essa diminuição ocorre em um contexto onde a colheita de 2023 atingiu um recorde de 160,3 milhões de toneladas.

    Recorde na importação

    Além da revisão na produção, a Abiove também elevou a previsão de importação de soja para 930 mil toneladas em 2024. Ou seja, um aumento significativo em relação à estimativa anterior de 800 mil toneladas. Esse volume de importação representa um salto considerável em comparação às 181 mil toneladas importadas em 2023. Se essa previsão se concretizar, será a maior importação de soja pelo Brasil desde 2003, quando o país importou 1,19 milhão de toneladas.

    A associação esclareceu que não existe uma relação direta entre a queda na safra e o aumento nas importações. Em 2023, as importações de soja pelo Brasil atingiram a menor marca desde 2019, com apenas 144 mil toneladas. A Abiove ressaltou que a soja importada provém principalmente de países vizinhos da América do Sul. Para a associação o movimento representa uma “oportunidade natural” para complementar o mercado interno. Este cenário ocorre em um ano em que o Brasil também está realizando grandes exportações e aumentando o esmagamento da soja, especialmente para a produção de biodiesel.

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    A previsão de exportação de soja do Brasil para 2024 permanece em 97,8 milhões de toneladas. Ou seja, ligeiramente abaixo do recorde de 101,87 milhões de toneladas registrado em 2023. O processamento de soja também se mantém em patamares elevados, com uma estimativa de 54,5 milhões de toneladas para este ano, em comparação com 54,16 milhões de toneladas no ano anterior.

    Processamento e demanda

    Além disso, a exportação de farelo de soja foi ajustada para cima, agora estimada em 22 milhões de toneladas, um aumento de 300 mil toneladas em relação à previsão anterior. Esse crescimento é atribuído à maior demanda do Sudeste Asiático, embora o volume ainda fique abaixo das 22,47 milhões de toneladas exportadas em 2023.

    A Abiove, por fim, não alterou as estimativas de produção, exportação e consumo interno de óleo de soja, que permanecem em 11 milhões, 1,15 milhão e 9,9 milhões de toneladas, respectivamente. Em conclusão, esses dados refletem um panorama complexo para o setor de soja no Brasil, que, apesar da leve redução na produção, continua a se adaptar às demandas do mercado interno e externo.

  • Estiagem faz preço da mandioca atingir maior nível desde janeiro

    Estiagem faz preço da mandioca atingir maior nível desde janeiro

    A estiagem prolongada tem prejudicado o avanço das colheitas em todas as regiões produtoras de mandioca, segundo o Cepea. Ao mesmo tempo, a oferta da raiz continua baixa, impulsionada pela rentabilidade e pelas expectativas de preços mais altos.

    Estiagem x preço

    Esse cenário, aliado à demanda aquecida, elevou os valores da mandioca na última semana. Em muitos negócios, o preço já supera R$ 1,00 por grama de amido, o maior patamar registrado desde janeiro deste ano.

    Entre os dias 2 e 6 de setembro, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca entregue à fecularia alcançou R$ 557,70 (equivalente a R$ 0,9699 por grama de amido), um aumento de 3,9% em comparação à semana anterior. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, desde o preço mínimo registrado em 10 de maio até a última semana, houve um aumento expressivo de 37,3%. No entanto, o preço atual ainda está 10,4% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, em termos nominais.

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    Estiagem também impacta o setor de soja

    A seca nas principais regiões produtoras de soja no Brasil preocupa os produtores. A falta de chuvas pode atrasar o início da semeadura da safra 2024/25. De acordo com pesquisas do Cepea, esse cenário leva os vendedores a reduzir a oferta no mercado interno. Ao mesmo tempo, compradores domésticos e internacionais disputam novos lotes. Com a demanda superando a oferta, os prêmios de exportação e os preços no mercado interno continuam a subir, segundo o Cepea. A paridade de exportação também indica preços mais altos para o próximo mês, aumentando a resistência dos produtores em vender grandes volumes a curto prazo.

     

  • Diversificação de culturas aumenta lucro do produtor em até 11%

    Diversificação de culturas aumenta lucro do produtor em até 11%

    Pesquisas realizadas ao longo de três anos nas regiões centro-oeste e oeste do Paraná apontam que a diversificação de culturas agrícolas na sucessão entre a soja e o milho segunda safra pode aumentar o lucro de produtores em até 11%. Os experimentos, conduzidos em parceria entre a Embrapa e o Centro de Pesquisa Agrícola Copacol, identificaram três modelos de produção mais lucrativos, que incluem a braquiária, a aveia preta e o trigo no sistema produtivo.

    Modelos de produção mais lucrativos

    O primeiro modelo considerado eficiente introduz a braquiária consorciada com o milho segunda safra, em sucessão à soja. Isso resulta em um aumento significativo na produtividade da soja e uma rentabilidade 11% superior ao sistema padrão da região.

    No segundo modelo, o sistema de produção é planejado com milho segunda safra, aveia preta, soja, milho segunda safra e soja. Nesse exemplo, a cada dois anos, a aveia é cultivada como cobertura vegetal do solo, na terceira safra. Os resultados desse modelo produtivo mais intensificado apresentaram rentabilidade superior a 10% em relação ao sistema tradicional.

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    O terceiro sistema produtivo avaliado como rentável introduz o trigo, configurando-se assim: milho segunda safra, trigo terceira safra, soja, milho segunda safra e soja. Nessa proposta, com a produção de trigo, obteve-se uma rentabilidade no sistema produtivo 6,6% superior à tradicional sucessão da soja com o milho segunda safra.

    Benefícios da diversificação

    Além da viabilidade econômica, a diversificação traz outros benefícios. A rotação do milho segunda safra, em cultivo solteiro ou consorciado à braquiária ruziziensis, com cereais de inverno como o trigo, representa uma alternativa para diversificar a matriz produtiva. Além disso, proporciona redução dos custos de produção e aumento da produtividade da soja em relação ao modelo de sucessão tradicionalmente utilizado na região.

    Na próxima etapa de pesquisa, os esforços serão centrados na validação dos resultados em propriedades rurais.  Assim como na transferência dessa tecnologia para os produtores da região. O uso de aveia preta ou do trigo nos sistemas produtivos paranaenses se constitui em processos agropecuários inovadores.  Pois aumentam a diversificação da matriz produtiva, a produção de fitomassa e a intensificação do uso da terra entre a colheita do milho segunda safra e a semeadura da soja.

    Assim, a diversificação de culturas na sucessão entre a soja e o milho segunda safra apresenta-se como uma alternativa viável para aumentar a rentabilidade dos produtores rurais. Os modelos de produção identificados pela pesquisa, incluem a braquiária, a aveia preta e o trigo. E esses modelos de produção proporcionam ganhos significativos de produtividade e lucratividade, além de benefícios para a melhoria da qualidade do solo e redução dos custos de produção