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  • Distribuição de insumos ganha destaque no Congresso Andav 2026

    Distribuição de insumos ganha destaque no Congresso Andav 2026

    A distribuição de insumos agropecuários estará no centro dos debates do 15º Congresso Andav 2026, que será realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Um dos destaques da programação será o painel “Distribuidor: Acesso ao Mercado”. O encontro reunirá empresários do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade diante das mudanças econômicas e das novas demandas do agronegócio brasileiro.

    O debate está marcado para o dia 12 de agosto, às 11h. Na ocasião, executivos que atuam em diferentes regiões do País compartilharão experiências sobre expansão de mercado, relacionamento com a indústria, acesso ao crédito, gestão empresarial e estratégias para ampliar a competitividade das empresas de distribuição.

    Além disso, o painel busca apresentar soluções práticas para um segmento que desempenha papel estratégico na conexão entre a indústria e o produtor rural.

    Distribuição amplia papel no agronegócio

    A distribuição de insumos ocupa uma posição estratégica na cadeia do agronegócio. O segmento conecta a indústria ao produtor rural, levando tecnologia, assistência técnica, soluções financeiras e serviços especializados ao campo.

    Nos últimos anos, as empresas ampliaram sua atuação para atender às novas exigências do mercado. Além da comercialização de insumos, passaram a oferecer ferramentas de agricultura digital, gestão de risco e consultoria técnica.

    Segundo o presidente executivo da Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários), Paulo Tiburcio, o distribuidor deixou de atuar apenas na venda de insumos. Hoje, ele exerce uma função mais ampla no desenvolvimento da atividade agrícola.

    “Além da comercialização de insumos, as empresas ampliaram sua atuação na oferta de assistência técnica, agricultura digital, soluções financeiras, gestão de risco e serviços especializados, tornando-se parceiras estratégicas do produtor rural em um ambiente de negócios cada vez mais complexo”, afirma.

    Ao mesmo tempo, o segmento enfrenta desafios importantes. Entre eles estão o aumento do custo do capital, a maior seletividade na concessão de crédito, a necessidade de ganhos de escala, a profissionalização da gestão e o processo de consolidação do mercado.

    Nesse cenário, Tiburcio avalia que a competitividade depende cada vez mais da capacidade de oferecer soluções integradas ao produtor rural.

    “Hoje, a competitividade da distribuição vai muito além da capacidade comercial. Ela passa pela qualidade do relacionamento com a indústria, pela proximidade com o produtor, pela oferta de serviços, pela gestão financeira e pela capacidade de compreender as diferentes realidades do mercado brasileiro. É essa visão prática que queremos levar ao Congresso”, destaca.

    Programação aborda desafios e oportunidades

    O painel integra a programação do Congresso Andav 2026, que terá como tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”. Durante os três dias de evento, representantes do agronegócio, da indústria, do mercado financeiro e da economia discutirão temas considerados estratégicos para o setor.

    Entre os assuntos previstos estão economia, crédito, reforma tributária, geopolítica, gestão de pessoas, bioenergia, inteligência de mercado e inovação. Além disso, será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026, desenvolvida em parceria com o Cepea/Esalq-USP. O levantamento é considerado uma das principais referências sobre o mercado brasileiro de distribuição de insumos agropecuários.

    Por fim, a edição deste ano contará com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. O congresso reunirá centenas de empresas, instituições e especialistas. Dessa forma, reforça seu papel como ambiente voltado à geração de conhecimento, relacionamento e oportunidades de negócios para o agronegócio.

    Serviço

    15º Congresso Andav 2026

    Data: 11 a 13 de agosto de 2026.

    Horário da plenária: 11 e 12 de agosto, das 10h às 16h45; 13 de agosto, das 10h às 16h.

    Horário da exposição: 11 e 12 de agosto, das 9h às 21h; 13 de agosto, das 9h às 18h.

    Local: Transamerica Expo Center.

    Endereço: Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo (SP), entrada pelo Pavilhão G.

    Outras informações: eventosandav.com.br

  • Tarifa sobre tilápia em SP atinge todos os pescados importados

    Tarifa sobre tilápia em SP atinge todos os pescados importados

    O decreto assinado pelo governador Tarcísio, que estabeleceu tributação sobre a importação de tilápia em SP, acabou produzindo efeitos sobre todo o mercado de pescados importados. Com a nova regra, espécies que anteriormente eram isentas passaram a recolher ICMS de 7%, incluindo salmão, bacalhau, polaca, merluza, cação, sardinha e pangasius, além da própria tilápia.

    A medida atende a uma reivindicação antiga de entidades ligadas à piscicultura nacional, como a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) e a Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca). Desde o ano passado, a entrada de filé de tilápia do Vietnã no mercado brasileiro vem pressionando a cadeia produtiva por chegar ao país com preços inferiores aos custos de produção da indústria nacional.

    Segundo Emerson Esteves, diretor-tesoureiro da Peixe SP, a legislação paulista difere da adotada em outros estados produtores.

    “A lei no Paraná e em outros estados como Santa Catarina e Minas Gerais permite a isenção de apenas um produto. Nesses estados, o governo aumentou o ICMS para até 22% no caso da importação do filé de tilápia.”

    Setor importador pede revisão

    Logo após a publicação do decreto, a Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), entidade que representa indústrias importadoras, tradings e distribuidoras, iniciou conversas com o governo paulista para solicitar o retorno da isenção dos demais pescados importados.

    A entidade argumenta que a decisão afeta uma cadeia composta por 110 indústrias, responsáveis pela geração de aproximadamente 60 mil empregos diretos e indiretos.

    O presidente da Abrapes, Julio César Antonio, afirmou que a entidade apoia a tributação da tilápia, mas considera inadequado estender a cobrança a outras espécies.

    “Somos favoráveis à tributação da tilápia, mas isso não pode atingir todos os pescados importados. O decreto inviabiliza todas as indústrias importadoras do nosso Estado, que importa de 70% a 80% do pescado que processa”, disse,

    Graças à sua eficiência produtiva, a tilápia se tornou uma das espécies mais importantes para o desenvolvimento da piscicultura nacional — Foto: Ricardo Trida/Secom GOVSC

    Além disso, segundo ele, a reivindicação conta com apoio do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (Sipesp) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    Governo avalia alternativa para outros pescados

    De acordo com Julio César Antonio, o governador compreendeu as preocupações apresentadas pelo setor.

    Assim, uma proposta já foi encaminhada ao governo para restabelecer a isenção dos pescados importados que não possuem produção nas águas brasileiras, mantendo a cobrança de ICMS sobre a tilápia. Segundo o dirigente, foi criada uma força-tarefa envolvendo as secretarias da Fazenda e da Agricultura, e a expectativa é que uma definição ocorra entre 15 e 30 dias.

    Secretaria dialoga com a cadeia produtiva

    Em nota, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo informou que acompanha o tema e mantém diálogo permanente com os diferentes segmentos da cadeia do pescado, especialmente os produtores paulistas.

    “As medidas adotadas têm como objetivo garantir condições equilibradas de competitividade para quem produz, gera emprego e riqueza no Estado e no país. Eventuais impactos sobre importadores serão tratados pela Secretaria da Fazenda e Planejamento, por meio de instrumentos previstos na legislação tributária, caso demandem ajustes.”

    Projeto propõe veto à importação

    Enquanto o debate avança em São Paulo, uma proposta ainda mais rígida tramita no Congresso Nacional.

    Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei prevê a proibição da importação de tilápia e seus derivados em todo o território nacional. A proposta abrange desde peixes vivos e alevinos até produtos resfriados, congelados, filetados ou processados, destinados tanto ao consumo humano quanto animal.

    O texto já recebeu aprovação na Comissão de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e prevê aplicação de multas, além da destruição das cargas irregulares.

    Para se tornar lei, a proposta ainda precisa passar por outras comissões e pelo plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado Federal.

  • Maior feira cervejeira da América Latina acontece em São Paulo

    Maior feira cervejeira da América Latina acontece em São Paulo

    A cidade de São Paulo recebe, entre os dias 9 e 11 de junho, a Brasil Brau 2026, maior evento profissional da indústria cervejeira da América Latina. Realizada no São Paulo Expo, a feira ocorre em um momento de transformação do setor no Brasil, marcado por crescimento mais moderado, busca por eficiência e maior diversificação de produtos.

    Foto: Divulgação / Brasil Brau

    A edição deste ano reúne 160 marcas de 14 países em uma área de 5 mil m², consolidando o evento como uma das principais plataformas de negócios, tecnologia e atualização profissional da cadeia cervejeira.

    Setor combina recordes e desaceleração

    Dados do Anuário da Cerveja 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram um cenário de expansão estrutural, mas com sinais claros de maturidade. O Brasil fechou 2025 com 1.954 cervejarias registradas, crescimento de apenas 0,3%, o menor da série histórica.

    Ao mesmo tempo, a produção nacional somou 15,688 bilhões de litros, queda de 8,85% em relação a 2024. Apesar da retração, o setor ampliou sua diversidade, com 44.212 produtos e 56.170 marcas registradas, além de exportações recordes de US$ 218,3 milhões.

    Segundo o Sindicato da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o segmento representa 2,02% do PIB brasileiro, gera cerca de 2,5 milhões de empregos e movimenta mais de R$ 50 bilhões em impostos por ano. Ainda assim, a concentração produtiva segue elevada: 5% das cervejarias respondem por 98,62% da produção nacional.

    Feira destaca eficiência e tecnologia

    Diante desse cenário, a Brasil Brau 2026 direciona sua programação para temas estratégicos, como produtividade, automação, controle de processos, redução de perdas e digitalização.

    • Empresas expositoras apresentam soluções em:
    • Automação industrial e controle de produção
    • Filtração e envase
    • Novos formatos de embalagem
    • Produtos low e no alcohol
    • Tecnologias para diversificação de portfólio

    A proposta do evento é apoiar cervejarias, especialmente pequenas e médias, na busca por maior competitividade e eficiência operacional.

    Diversificação impulsiona novo ciclo

    A diversificação de produtos aparece como um dos principais vetores de crescimento do setor. O Anuário da Cerveja 2026 aponta:

    • Alta de 417,68% na produção de cervejas sem glúten
    • Crescimento de 15,48% nas versões sem álcool ou com baixo teor alcoólico
    • Avanço de 21,3% nas cervejas puro malte

    Esses números refletem mudanças no comportamento do consumidor, com maior atenção à qualidade, saudabilidade e novas ocasiões de consumo. Tendências que ganham espaço tanto na feira quanto na programação técnica.

    Congresso internacional amplia debates

    Paralelamente à feira, o evento sedia a 19ª edição do CBCTEC (Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira). O encontro reúne especialistas do Brasil, América do Norte, Europa e África para discutir temas como tecnologia de produção, gestão, posicionamento de mercado e inovação.

    A programação busca conectar conhecimento técnico com estratégias de mercado, fortalecendo a competitividade das cervejarias brasileiras.

    Histórico e relevância do evento

    Realizada desde a década de 1980, a Brasil Brau se consolidou como o principal ponto de encontro da cadeia produtiva cervejeira na América Latina. O evento ocorre a cada dois anos e reúne fornecedores, fabricantes, distribuidores, mestres-cervejeiros e investidores.

    Na edição de 2024, a feira movimentou cerca de R$ 470 milhões em negócios durante e após o evento, reforçando seu impacto econômico no setor.

    Serviço

    • Brasil Brau 2026
    • 19º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira (CBCTEC)
    • Data: 9 a 11 de junho de 2026
    • Local: São Paulo Expo
    • Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda – São Paulo/SP

    Horários:

  • Super El Niño: saiba quais serão os impactos do fenômeno em São Paulo

    Super El Niño: saiba quais serão os impactos do fenômeno em São Paulo

    O avanço do El Niño de intensidade moderada a forte, conhecido como “Super El Niño”, tem gerado preocupação em diversos setores da economia. No campo, produtores acompanham atentamente os possíveis reflexos do fenômeno climático, que deve influenciar as condições meteorológicas em São Paulo.

    De acordo com a meteorologista Maria Clara Sassaki, da TempoOK, os principais efeitos esperados para o estado incluem o atraso na regularização das chuvas e a manutenção de temperaturas acima da média durante a primavera e o verão. Além disso, há potencial para a ocorrência de ondas de calor mais intensas, o que pode afetar atividades agrícolas, recursos hídricos e o planejamento das safras.

    O que é o El Niño?

    O El Niño é um fenômeno natural associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Esse processo ocorre devido ao enfraquecimento dos ventos alísios, responsáveis por influenciar a circulação atmosférica global. Como consequência, diferentes regiões do planeta registram alterações significativas nos padrões de chuva e temperatura.

    Enquanto áreas do sudeste da Ásia, Austrália, sul da África e parte das regiões Norte e Nordeste do Brasil costumam enfrentar condições mais secas, outras localidades registram aumento das precipitações. Esse é o caso da África Oriental, do sul dos Estados Unidos, do Peru e do Equador.

    Mais intenso já registrado

    O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alerta que o El Niño 2026/2027 pode se tornar o mais intenso já registrado na história moderna.

    Segundo Maria Clara Sassaki, a distribuição das chuvas tende a ficar desequilibrada durante o fenômeno.

    “As chuvas ficam concentradas no Sul e demoram muito para avançar de forma continental, organizando o corredor de umidade que seria típico desta época: com o ar mais seco, a atmosfera mais aquecida e as temperaturas também ficam mais elevadas.”

    Dessa forma, produtores rurais devem acompanhar os boletins meteorológicos e reforçar estratégias de manejo para reduzir possíveis impactos provocados pela falta de chuva e pelo aumento do calor.

    Por outro lado, os efeitos do fenômeno também exigem atenção da população em geral. A especialista recomenda evitar longos períodos de exposição ao sol, manter a hidratação adequada e utilizar protetor solar com frequência.

    Além disso, os recursos hídricos também podem sofrer pressão adicional caso o período seco se prolongue.

    “O nível dos reservatórios pode ficar baixo, então os cuidados que normalmente são tomados no período de seca devem ser mantidos até a regularização do nível dos reservatórios”, afirmou Maria Clara.

    Assim, especialistas reforçam que o monitoramento constante das condições climáticas será fundamental para minimizar impactos sobre a produção agropecuária, o abastecimento de água e a rotina da população paulista.

  • São Paulo adota novas medidas para conter avanço do greening na citricultura

    São Paulo adota novas medidas para conter avanço do greening na citricultura

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo publicou nesta quinta-feira (28) uma nova resolução com medidas voltadas à prevenção e ao controle do HLB/Greening, considerada a principal doença da citricultura brasileira.

    A pasta oficializou as mudanças por meio da Resolução SAA nº 32 de 2026, divulgada no Diário Oficial do Estado. Além disso, o texto segue as diretrizes da Portaria SDA/MAPA nº 1.326, publicada em julho de 2025 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, para reforçar as ações de defesa agropecuária no estado.

    Municípios passam a ter classificação por incidência

    Entre as principais novidades, a resolução cria uma divisão dos municípios paulistas conforme o nível de contaminação pelo greening.

    A partir de agora, cidades com até 10% de pomares contaminados entram na categoria de baixa incidência. Já os municípios que ultrapassarem esse índice passam a integrar a classificação de alta incidência da doença.

    Segundo a secretaria, a medida busca direcionar as estratégias de combate e tornar o controle mais eficiente em cada região produtora.

    Monitoramento do psilídeo será quinzenal

    Além da nova classificação, o governo paulista também determinou o monitoramento quinzenal do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão do greening.

    Os produtores deverão acompanhar a presença do inseto em pomares de qualquer idade. Dessa forma, as autoridades pretendem impedir que o psilídeo complete o ciclo entre as fases de ovo e adulto.

    Regra para erradicação de plantas muda em áreas críticas

    A resolução também alterou as exigências para eliminação de plantas contaminadas.

    Nos municípios classificados com alta incidência, produtores que possuem árvores adultas doentes não precisarão mais arrancar essas plantas obrigatoriamente.

    Por outro lado, a erradicação continuará obrigatória para plantas novas com até três anos de idade nessas localidades.

    Enquanto isso, cidades enquadradas como áreas de baixa incidência deverão manter a eliminação de plantas contaminadas em todas as faixas etárias.

    Transporte de frutas terá novas exigências

    O governo paulista também modificou as regras para o transporte interestadual de frutas cítricas.

    A partir da nova norma, produtores e empresas precisarão realizar o processamento e a escovação das frutas antes do envio para outros estados.

    Segundo a secretaria, o objetivo é retirar folhas e ramos que possam transportar vetores da doença durante o trânsito da carga. A única exceção prevista pela medida vale para a Tangerina Ponkan.

    Por fim, a secretaria informou que as novas regras valem para plantas dos gêneros Citrus spp., Fortunella spp. e Poncirus spp.

  • Etanol sobe após chuvas reduzirem oferta em São Paulo

    Etanol sobe após chuvas reduzirem oferta em São Paulo

    As chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar de São Paulo reduziram o ritmo de moagem recentemente. Segundo o Cepea, as paralisações pontuais diminuíram o processamento nas usinas paulistas.

    Além disso, algumas unidades interromperam temporariamente as negociações no mercado de etanol. Outras usinas, porém, mantiveram ofertas mais firmes e sustentaram os preços em níveis elevados. Com isso, os preços do etanol hidratado subiram na semana passada em São Paulo.

    O avanço interrompeu uma sequência de oito semanas consecutivas de queda do biocombustível. Ainda segundo o Cepea, distribuidoras concentraram esforços na retirada de volumes comprados anteriormente. Por isso, o número de novos negócios permaneceu limitado durante o período analisado.

    Os estoques formados nas semanas anteriores atenderam a demanda imediata das distribuidoras. Além disso, compradores seguiram atuando de forma pontual e evitaram recomposições maiores. O mercado espera aumento da oferta com o avanço da safra 2026/27.

    Açúcar

    Enquanto isso, o mercado spot paulista de açúcar cristal manteve ritmo lento na última semana. De acordo com o Cepea, compradores continuam retraídos e aguardam novas quedas nos preços.

    O cenário reforça expectativas de oferta abundante. Por outro lado, projeções recentes apontam recuo no ATR médio da cana-de-açúcar. Além disso, o mix de produção mais voltado ao etanol pode limitar a oferta de açúcar. Esse movimento pode reduzir a disponibilidade do produto no curto prazo.

    No mercado internacional, o açúcar demerara perdeu força na Bolsa de Nova York. Segundo o Cepea, o avanço das exportações da Tailândia pressionou as cotações internacionais. As vendas externas tailandesas cresceram nos primeiros quatro meses de 2026.

  • Safra de café 2026 começa com colheita urbana em São Paulo

    Safra de café 2026 começa com colheita urbana em São Paulo

    A colheita de café dentro da cidade de São Paulo marca o início oficial da safra paulista de 2026. O evento “Sabor da Colheita” acontece neste sábado (23), no Instituto Biológico (IB-APTA), na Vila Mariana. E abre ao público as etapas da produção cafeeira em pleno ambiente urbano.

    Em sua 18ª edição, a iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo transforma o maior cafezal urbano do mundo em vitrine da cafeicultura paulista. A programação começa às 8h e inclui oficinas de colheita, demonstrações de beneficiamento, rodas de conversa e degustações de cafés produzidos em diferentes regiões do estado.

    Durante as atividades práticas, os visitantes colhem café diretamente nos pés cultivados no Instituto Biológico e acompanham etapas iniciais do processamento, incluindo a secagem em terreiro suspenso. Técnicos da Secretaria orientam os grupos ao longo da manhã.

    O evento também destaca a qualidade do café paulista. O público pode degustar amostras de produtores premiados no Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, que soma 24 edições. Produtores com selo de Indicação Geográfica (IG) também participam, reforçando a valorização da origem e da identidade regional.

    Seis regiões cafeeiras no estado

    Atualmente, São Paulo reúne seis regiões cafeeiras com Indicação Geográfica reconhecida, o que fortalece a presença do estado no cenário nacional. Além da tradição, o setor apresenta crescimento. Levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e da CATI projeta alta de 15,2% na safra 2025/26, com produção estimada em 5,13 milhões de sacas.

    A programação inclui ainda estandes institucionais, conteúdos sobre cafezal regenerativo e uma roda de conversa com o pesquisador Celso Vegro, do IEA-APTA, que aborda a história, a economia e os desafios da cafeicultura paulista.

    O “Sabor da Colheita” reúne diferentes áreas da Secretaria de Agricultura, como CATI, APTA, Defesa Agropecuária, Diretoria de Segurança Alimentar, Diretoria de Desenvolvimento dos Agronegócios e a Câmara Setorial do Café.

    Serviço – 18º Sabor da Colheita

    • Data: sábado, 23 de maio de 2026
    • Horário: a partir das 8h
    • Local: Instituto Biológico de São Paulo – Cafezal Urbano
    • Endereço: Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana – São Paulo/SP
    • Entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia
  • Vinhos italianos ganham destaque em evento gastronômico

    Vinhos italianos ganham destaque em evento gastronômico

    Entre os dias 25 e 31 de maio, São Paulo sedia a 3ª edição da Settimana del Vino Italiano, evento que reúne 20 restaurantes italianos da capital para celebrar a diversidade e a cultura do vinho da Itália. A iniciativa leva ao público rótulos originários das 20 regiões do país, promovendo uma experiência completa de harmonização com a gastronomia típica.

    Durante o período, os restaurantes mantêm seus cardápios regulares, mas oferecem uma seleção especial de vinhos da região italiana que representam. Cada casa disponibiliza pelo menos um rótulo branco e um tinto, com opções em taça e garrafa.

    Evento ganha força após reconhecimento da UNESCO

    A edição de 2026 ocorre em um momento simbólico para a cultura italiana. Em dezembro de 2025, a UNESCO reconheceu a cozinha italiana como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, tornando-se a primeira culinária nacional a conquistar o título de forma integral.

    O calendário gastronômico em São Paulo acompanha esse reconhecimento com três eventos ao longo do ano: a Settimana del Vino Italiano, em maio; a Settimana della Pizza, em julho; e a Settimana della Cucina Regionale Italiana, em outubro, considerada o maior evento de gastronomia italiana do Brasil.

    Rótulos destacam diversidade regional

    A seleção de vinhos inclui rótulos de diferentes terroirs italianos. Entre os destaques estão:

    • Praidis Vermentino di Sardegna DOC 2024, da Cantina Castiadas, servido no Ristorantino Caffè
    • Tinaia Salice Salentino Bianco DOP 2024, da Due Palme, presente no Supra di Mauro Maia
    • Teroldego Rotaliano Classico DOC 2022, da Vescovi Ulzbach, disponível no Zena
    • Conte Carlo Enrico Roma DOC 2023, servido no Tre Bicchieri

    Os vinhos representam desde regiões alpinas até áreas mediterrâneas, evidenciando a amplitude da produção italiana.

    Potencial do vinho italiano no Brasil

    A Itália lidera o número de castas autóctones no mundo, com mais de 500 variedades reconhecidas. O país também ocupa posição de destaque em certificações de origem e produz vinhos em todas as suas regiões.

    Apesar da forte presença da culinária italiana no Brasil, o consumo de vinhos do país ainda apresenta espaço para crescimento. A Settimana del Vino Italiano surge como uma estratégia para ampliar esse mercado e aproximar o público brasileiro da diversidade dos rótulos italianos.

    Relações comerciais e integração cultural

    O evento também reforça as relações entre Brasil e Itália, especialmente diante do avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul.

    Segundo Graziano Messana, presidente da ITALCAM, a iniciativa fortalece a integração cultural e comercial entre os países. Já o cônsul geral da Itália em São Paulo, Domenico Fornara, destaca que o vinho representa uma expressão cultural e que o acordo tende a ampliar o acesso a produtos italianos no Brasil.

    A Settimana del Vino Italiano conta com coordenação da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo (ITALCAM) e apoio do Consulado Geral da Itália, Accademia Italiana della Cucina, Istituto Italiano di Cultura, ENIT e importadoras brasileiras.

  • São Paulo bate recorde histórico e ultrapassa 250 mil hectares regularizados

    São Paulo bate recorde histórico e ultrapassa 250 mil hectares regularizados

    O Governo do Estado de São Paulo consolidou, na Agrishow 2026, o maior programa de regularização fundiária de sua história. Coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) por meio da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), o programa já ultrapassou a marca de 5.300 títulos rurais emitidos desde 2023, além de mais de 7 mil títulos urbanos, somando 12.554 documentos entregues em pouco mais de três anos. A área regularizada chega a 250 mil hectares, com investimentos públicos superiores a R$ 20 milhões.

    A entrega de 42 novos títulos rurais durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, marcou simbolicamente o avanço de uma política que, segundo o próprio governo estadual, encerra um passivo histórico no campo paulista. O número de titulações realizadas a partir de 2023 é 16 vezes superior aos 331 títulos concedidos ao longo de todo o período entre 2011 e 2022.

    A arrecadação gerada pelo processo de regularização já supera R$ 250 milhões, recursos que, segundo o governo, são reinvestidos em políticas agrárias e fundiárias voltadas à população rural paulista.

    Segundo Geraldo Melo Filho, Secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, “A regularização fundiária vai além da entrega de um título. Ela abre portas para crédito, investimento, planejamento e dignidade para milhares de famílias rurais em todo o estado.”

    O que é o Programa de Regularização Fundiária

    A regularização fundiária é um instrumento jurídico e administrativo que garante a titulação formal de imóveis rurais e urbanos ocupados há anos sem documentação adequada. Em São Paulo, a política é executada pela Fundação Itesp, que percorre regiões historicamente marcadas pela insegurança jurídica na posse da terra.

    Com a titulação, famílias que antes viviam sem garantias legais passam a ter acesso ao crédito rural, podem investir com mais segurança em suas propriedades, fortalecem a sucessão familiar e ampliam o exercício da cidadania. No campo, o resultado prático é a redução de conflitos fundiários e a criação de um ambiente mais estável para produzir e viver.

    Os números do programa

    Ao todo, o programa acumula os seguintes resultados desde 2023:

    • Mais de 5.300 títulos rurais emitidos — 16 vezes mais do que o total registrado entre 2011 e 2022
    • Mais de 7.179 títulos urbanos emitidos, sendo 7.122 por meio da Regularização Fundiária Urbana (Reurb)
    • 12.554 documentos entregues no total (áreas rurais e urbanas)
    • 250 mil hectares regularizados em todo o território paulista
    • Mais de R$ 20 milhões investidos pelo poder público desde 2023
    • Arrecadação superior a R$ 250 milhões revertidos para políticas agrárias e fundiárias

    Do total de títulos rurais, cerca de 90% foram destinados a pequenos e médios produtores, reforçando o caráter social da iniciativa. As regiões do Pontal do Paranapanema e do Vale do Ribeira, historicamente marcadas por maior vulnerabilidade social e insegurança jurídica na terra, concentram parte expressiva das entregas.

    Agrishow 2026 e o pacote histórico de R$ 455 milhões

    A Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto entre os dias 28 de abril e 1º de maio, serviu como palco central para os anúncios do governo estadual no setor agrícola. O estande de São Paulo foi o maior estande institucional da feira e registrou 197 mil visitantes ao longo dos cinco dias de programação, com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios.

    Além da regularização fundiária, o governador Tarcísio de Freitas anunciou um pacote de R$ 455 milhões em investimentos voltados ao fortalecimento do agronegócio paulista. O principal eixo foi a nova etapa do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que recebeu R$ 400 milhões em crédito rural. Esse é maior ciclo de fortalecimento do fundo na história do Estado.

    Também foram destinados R$ 100 milhões em subvenção ao prêmio do seguro rural, além de R$ 40 milhões para a linha Pró-Trator e Implementos, voltada à mecanização agrícola. Um aporte recorde de R$ 25 milhões ao FEAP Mulher atende exclusivamente produtoras rurais, com crédito de até R$ 30 mil a juros de 2% ao ano.

    Governo de SP entrega títulos rurais. Foto: Secom SP

    “Aproveitamos esse grande evento para mostrar nosso compromisso com o agronegócio paulista. Com o repasse recorde para o FEAP, mantemos um nível de crédito que garante segurança para o produtor rural”, disse Tarcísio de Freitas, Governador do Estado de São Paulo durante a Agrishow.

    Impacto social e perspectivas

    A regularização fundiária é apontada pelo governo estadual como uma política de múltiplos efeitos. Além da segurança jurídica, ela abre caminho para que famílias rurais acessem linhas de crédito bancário e programas de financiamento agrícola que exigem a comprovação de propriedade como garantia.

    O programa também dialoga com outros eixos da política agrária do estado. O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), por exemplo, facilita a venda da produção da agricultura familiar para órgãos públicos. E em 2025, cresceu mais de 150%, alcançando R$ 53,9 milhões em compras públicas, com limite de até R$ 104 mil por produtor por ano.

    Convênios entre a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a SAA também viabilizam a construção de moradias para produtores rurais, assentados e remanescentes de quilombos, integrando habitação e produção no campo. Segundo o governo estadual, há previsão de 360 novas moradias em assentamentos.

    Meta: 100% das propriedades regularizadas até 2026

    A meta declarada do Governo de São Paulo é titular 100% das propriedades passíveis de regularização até o fim de 2026. Encerrando o que o próprio governo classifica como um passivo histórico. E abrindo novas oportunidades para quem vive e produz no campo paulista.

    O secretário Geraldo Melo Filho sintetizou o balanço da Agrishow com uma avaliação que resume a estratégia do estado. “Encerramos a Agrishow com resultados concretos, investimentos robustos e políticas públicas que chegam ao produtor. São Paulo mostra, mais uma vez, que acredita no agro, investe em inovação e trabalha para gerar competitividade, renda e desenvolvimento no campo.”

  • Jararaca em piscina de bolinhas: cobra foi encontrada em restaurante de SP enquanto crianças brincavam

    Jararaca em piscina de bolinhas: cobra foi encontrada em restaurante de SP enquanto crianças brincavam

    Imagine estar encerrando o expediente, dar uma última olhada no espaço de brincar das crianças e perceber que uma bolinha está se movendo por conta própria. Foi exatamente isso que aconteceu com um funcionário de um restaurante em Suzano, no interior de São Paulo, na noite do último domingo, dia 26 de abril. Escondida entre as bolinhas coloridas da piscina infantil do estabelecimento, estava uma jararaca, uma das cobras mais perigosas do Brasil.

    O funcionário percebeu o detalhe que salvou todo mundo

    O funcionário notou que algo estava errado ao reparar em uma bolinha se movendo de forma estranha. Sem hesitar, acionou imediatamente a equipe do Reserva RP, santuário para animais silvestres localizado na região.

    Quem foi ao local foi o médico veterinário Celso Gatti, especialista em animais silvestres e um dos responsáveis pelo resgate. Ele chegou equipado com um gancho herpetológico, instrumento específico para manejo de serpentes, e uma caixa de transporte adequada para a espécie. “Um dos funcionários notou que a jararaca estava na piscina ao reparar uma bolinha se movendo. Logo, já me chamou”, contou.

    Depois do resgate, a jararaca foi levada para uma área de mata em um bairro próximo, longe de residências, e solta em segurança. O restaurante estava fechado no momento da descoberta, o que evitou que clientes, especialmente crianças, entrassem em contato com o animal.

    Como uma cobra venenosa foi parar em uma piscina de bolinhas?

    Embora ninguém saiba exatamente como a jararaca chegou ao local, o veterinário Celso Gatti acredita que ela saiu da mata densa nos fundos do restaurante. O animal provavelmente buscou a piscina em uma tentativa de encontrar abrigo ou alimento.

    De fato, o caso não surpreende os especialistas, visto que a jararaca domina grande parte do sudeste brasileiro. Como essa espécie habita áreas da Bahia ao Rio Grande do Sul, a proximidade entre a Mata Atlântica e os centros urbanos facilita tais encontros. Por esse motivo, moradores e donos de estabelecimentos próximos à vegetação devem encarar esses incidentes como um risco real e constante.

    Celso Gatti compartilhou as imagens do resgate no Instagram e a postagem rapidamente viralizou. Como resultado, o registro já somava mais de 1,6 milhão de visualizações até a tarde de quarta-feira. O veterinário utilizou a legenda para reforçar um alerta importante: o objetivo do vídeo não é causar pânico, mas sim garantir que a população redobre o cuidado em áreas onde o animal costuma circular.

    https://www.instagram.com/reel/DXwbaADyg_e/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Por que a jararaca é tão perigosa?

    Não é à toa que o caso assustou tanta gente. Segundo o Ministério da Saúde, o grupo das jararacas é o maior causador de acidentes com cobras no país, representando 69,3% das picadas registradas no Brasil em 2022, e sendo responsável por mais de 72% dos casos no estado de São Paulo.

    O veneno da jararaca é hemotóxico, ou seja, age diretamente no sangue e nos tecidos. Os principais sintomas da picada de uma jararaca adulta em humanos são dor e inchaço local, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento no ferimento. Também podem ocorrer sangramentos em mucosas, como nas gengivas e no nariz. Em casos mais graves, há risco de necrose e insuficiência renal aguda.

    O veneno da jararaca pode provocar lesões locais como hemorragia e necrose que, em situações mais sérias, chegam a exigir amputação dos membros afetados. O soro antiofídico, produzido pelo Instituto Butantan e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, é o único tratamento eficaz e precisa ser aplicado por profissionais de saúde em ambiente hospitalar.

    O que fazer se encontrar uma cobra?

    Antes de tudo: não tente capturar o animal. Celso Gatti deixou orientações claras para quem se deparar com uma jararaca. Mantenha distância, afaste crianças e animais domésticos do local e acione imediatamente o serviço público de resgate de animais silvestres da sua cidade.

    Em caso de picada, a recomendação do Ministério da Saúde é que a vítima permaneça em repouso, se hidrate e seja levada ao hospital de referência para tratamento de acidentes ofídicos o mais rápido possível. Dois erros comuns que devem ser evitados: fazer torniquete no local da picada e tentar chupar o veneno. O torniquete não impede a circulação do veneno e apenas aumenta o risco de necrose e amputação do membro.