A Seara, marca de alimentos, carne de frango e suína do grupo JBS, anunciou sua entrada no mercado de marmitas prontas, setor estimado em R$ 12 bilhões.
Segundo comunicado da empresa, a decisão se baseia em uma mudança concreta nos hábitos de consumo dos brasileiros, que têm almoçado mais em casa ou levado refeições prontas para o trabalho.
Além disso, a companhia também quer dar escala e consistência a um segmento hoje considerado altamente fragmentado, segundo o CEO da Seara, João Campos.
Apenas na cidade de São Paulo, cerca de 18 milhões de marmitas são consumidas todos os meses, dado apontado pela Seara com base em levantamento da principal empresa de delivery do país.
A empresa também cita pesquisa da consultoria de alimentação Galunion, que mostra crescimento expressivo do hábito de levar marmitas, inclusive entre consumidores de alta renda.
61% dos entrevistados da classe A passaram a levar, com maior frequência, refeições preparadas em casa para o trabalho. Em nota, a Seara afirmou:
“Soluções prontas, com qualidade percebida e alinhadas às novas demandas nutricionais tendem a ganhar protagonismo.”
Linha de pratos prontos já está no mercado
Desde maio, a Seara vem comercializando no varejo uma linha de pratos prontos com ingredientes já conhecidos do consumidor brasileiro, como feijoada, frango desfiado, carne moída com legumes e linguiça calabresa acebolada.
Segundo João Campos, o movimento não representa a criação de um novo comportamento de consumo, mas a organização de um mercado que já existe:
“Não se trata de criar um novo hábito, mas de organizar um mercado que já existe e cresce rapidamente”, afirmou o CEO da Seara.
Urucum! Esse nome é conhecido pela maioria dos brasileiros por causa do colorau, ingrediente na cozinha, ou pelas brincadeiras de criança. Mas o papel dessa planta vai muito além do tempero caseiro ou das boas memórias. Da semente é extraída a bixina, pigmento natural usado pela indústria para colorir queijos, embutidos, doces, bebidas e sorvetes, além de aplicações em cosméticos.
O país é o maior produtor global de urucum, respondendo por cerca de 57% da produção mundial. Segundo dados do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), com base em levantamento do IBGE referente a 2020, o Brasil colheu aproximadamente 13,6 mil toneladas de sementes naquele ano.
Em território nacional, São Paulo concentra a principal região produtora, com destaque para a Nova Alta Paulista, onde a cultura tem papel relevante na economia agrícola local.
Safra, preço e manejo
A safra principal do urucum ocorre entre junho e agosto. Segundo levantamento mais recente disponível junto a produtores, o valor pago pela saca gira em torno de R$ 12,50 a R$ 13,00 por quilo de sementes.
O urucum é rico em antioxidantes, além de possuir propriedades anti-inflamatórias e protetoras contra raios solares
Pontos de manejo relevantes:
Algumas variedades, como o urucum-anão, podem gerar uma segunda safra entre dezembro e março, dependendo da época de plantio e do manejo adotado.
Por ser uma cultura perene, o estabelecimento da lavoura exige planejamento de médio prazo.
A recomendação técnica é plantar as mudas entre a primavera e o verão, aproveitando o período de chuvas para o desenvolvimento inicial das plantas.
Embora seja uma espécie nativa da Amazônia, o urucum se adaptou bem às condições de cultivo em diferentes regiões do país, especialmente em São Paulo.
Pesquisa busca variedades mais produtivas
O avanço da cultura no Brasil tem apoio direto de pesquisa científica. Desde a década de 1980, o Instituto Agronômico (IAC-APTA) trabalha no melhoramento genético do urucum, buscando plantas com maior produtividade e teor de bixina nas sementes.
Segundo a pesquisadora Eliane Fabri, do IAC, o desafio central da pesquisa é reunir essas características em uma única variedade:
“A maior demanda dos produtores é obter plantas que combinem porte baixo, alta produtividade e elevado teor de bixina. Esse continua sendo o principal foco do nosso trabalho.”
Além do melhoramento genético, o instituto também estuda manejo, espaçamento entre plantas e adaptação da cultura a diferentes regiões produtoras.
Maior banco genético de urucum do mundo
O IAC mantém o maior banco de germoplasma de urucum do planeta, com 378 genótipos catalogados. Esse acervo é a base para o desenvolvimento de novas cultivares mais produtivas e resistentes, sustentando a liderança brasileira na produção da cultura nos próximos anos.
A transformação do agronegócio brasileiro também passa pela forma como as empresas lidam com seus profissionais. Em um setor marcado por mudanças constantes e maior exigência de competitividade, temas como retenção de talentos, formação de lideranças, cultura organizacional e sucessão ganham espaço na agenda estratégica. Essas questões estarão entre os assuntos debatidos no 15º Congresso Andav 2026, que será realizado de 11 a 13 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.
A programação reunirá especialistas e lideranças para discutir os desafios relacionados à gestão de pessoas na distribuição de insumos agropecuários. O objetivo é ampliar o debate sobre desenvolvimento humano, engajamento e construção de ambientes organizacionais capazes de acompanhar as transformações do setor.
Um dos destaques será a palestra “Transforme Negócios Através de Pessoas!”, marcada para 12 de agosto. A apresentação será conduzida por Paulo Camargo, mentor de CEOs, conselheiro, ex-CEO do McDonald’s e colunista do UOL Economia.
No dia seguinte, 13 de agosto, Izabela Mioto, professora associada da Fundação Dom Cabral (FDC), ministrará a palestra “Gestão de Pessoas que Transforma Organizações”. A especialista abordará estratégias relacionadas ao fortalecimento da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças, com foco em inovação, desempenho e engajamento das equipes.
“Os desafios da distribuição vão além dos aspectos econômicos e tecnológicos. As pessoas são o principal ativo das empresas. Investir em liderança, cultura organizacional e desenvolvimento humano é investir na sustentabilidade dos negócios e na evolução de todo o setor”, afirma Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav.
Premiações reconhecem nomes do agronegócio
A programação do Congresso Andav também terá espaço para o reconhecimento de profissionais e personalidades que contribuem para o desenvolvimento da distribuição de insumos e do agronegócio brasileiro.
O tradicional Prêmio Andav de Reconhecimento será realizado ao longo dos três dias do evento. Em 11 de agosto, a advogada especializada em Direito Socioambiental Samanta Pineda, do escritório Pineda e Krahn, receberá a homenagem na categoria Defesa do Setor.
Já no dia 12, a premiação será dedicada à categoria Personalidades do Agro, que reconhecerá importantes lideranças da distribuição de insumos agropecuários.
Encerrando as homenagens, Letícia Jacintho, presidente do movimento De Olho no Material Escolar (DONME), será reconhecida no dia 13, na categoria Educação e Comunicação. A homenagem considera sua atuação relacionada à valorização da educação e da comunicação junto à sociedade.
Congresso reúne debates sobre futuro do setor
Com o tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”, o 15º Congresso Andav 2026 terá uma programação voltada aos principais desafios e oportunidades do agronegócio.
Além da gestão empresarial e das discussões sobre pessoas e liderança, o evento reunirá economistas, executivos, pesquisadores, especialistas e lideranças do setor. Entre os assuntos previstos estão economia, geopolítica, crédito, mercado financeiro, reforma tributária, inteligência de mercado, bioenergia, inovação e distribuição de insumos.
A edição de 2026 contará com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. O espaço reunirá centenas de empresas, instituições e especialistas em uma programação voltada à geração de conhecimento, relacionamento e oportunidades de negócios.
Durante o Congresso, também será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026, desenvolvida em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O levantamento é apontado como uma das principais referências sobre o mercado brasileiro de distribuição de insumos agropecuários.
Serviço
Congresso Andav 2026 Data: 11 a 13 de agosto de 2026 Horário da plenária: dias 11 e 12, das 10h às 16h45; dia 13, das 10h às 16h Horário da exposição: dias 11 e 12, das 9h às 21h; dia 13, das 9h às 18h Local: Transamerica Expo Center Endereço: Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo-SP – entrada pelo Pavilhão G Outras informações: eventosandav.com.br
Os preços do etanol continuam em queda no mercado de São Paulo. A oferta crescente e a demanda fraca pressionam as cotações. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as férias escolares reduziram o fluxo de veículos. Como resultado, o consumo de combustíveis perdeu força.
Na semana passada, distribuidoras compraram pequenos volumes em São Paulo. Em alguns casos, elas buscaram maiores quantidades em outros estados. Mesmo assim, vendedores precisaram reduzir ainda mais os preços para fechar negócios.
Além disso, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina não impulsionou a demanda. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a elevação da mistura de 30% para 32% na última terça-feira (14). A medida entrará em vigor em 1º de agosto. Ela terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.
Segundo o Cepea, a mudança ainda não gerou efeitos concretos sobre o mercado. Os pesquisadores também destacam que algumas usinas anteciparam vendas quando os preços estavam mais atrativos. Por isso, essas unidades reduziram a participação nas negociações do mercado spot nas últimas semanas.
Açúcar cristal mantém oscilações em São Paulo
Os preços do açúcar cristal branco continuam oscilando no mercado paulista. Nos últimos dias, as cotações registraram altas expressivas. O movimento acompanhou a valorização do mercado internacional. Ainda assim, a recuperação não definiu uma tendência consistente para os preços.
Segundo pesquisadores do Cepea, a volatilidade resulta das mudanças constantes em fatores do mercado interno e externo. Esse cenário dificulta uma direção mais clara para as cotações. Ao mesmo tempo, a produção atende às expectativas do setor. As condições climáticas favorecem o desenvolvimento da safra. Com isso, a oferta abastece o mercado interno e ainda garante excedentes para exportação.
Você provavelmente já temperou um frango ou deu mais cor ao arroz com colorau. Mas poucas pessoas sabem que esse ingrediente tão presente na cozinha brasileira vem de uma planta nativa da Amazônia com aplicações muito além da mesa: o urucum.
Foto: Instituto Agronômico (IAC-APTA)
O urucum é a matéria-prima do colorífico, nome técnico do condimento conhecido como colorau. A planta fornece a bixina, um pigmento vermelho que hoje ocupa o posto de corante natural mais utilizado pela indústria de alimentos.
Queijos, salsichas, linguiças, balas, doces, sorvetes e bebidas ganham a coloração característica graças às sementes dessa planta. A indústria também emprega a bixina na fabricação de vernizes, batons, blushes e outros produtos.
Safra aquece a economia rural
A safra principal do urucum ocorre entre junho e agosto, período em que o produtor rural recebe atualmente entre R$ 12,50 e R$ 13,00 por quilo de sementes. Algumas variedades, como o urucum-anão, ainda permitem uma segunda colheita entre dezembro e março, dependendo da época de plantio e do manejo da lavoura.
A pesquisadora Eliane Fabri, do Instituto Agronômico (IAC-APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destaca que o cultivo exige planejamento desde o início. “O urucum é uma planta perene. E a recomendação é que o plantio das mudas seja realizado entre a primavera e o verão, durante o período chuvoso. Dessa forma, a lavoura se estabelece naturalmente, sem necessidade de irrigação no momento do plantio”, explica.
Embora tenha origem na região Amazônica, o urucum se adaptou muito bem ao clima paulista. Hoje, São Paulo ocupa a liderança da produção nacional, e o Brasil lidera a produção mundial da cultura. A Nova Alta Paulista concentra a principal região produtora do estado, entre os municípios de Tupã e Panorama. Com destaque para São João do Pau D’Alho, Monte Castelo, Tupi Paulista e Irapuru, cidades onde a cultura movimenta boa parte da economia agrícola local.
A ciência por trás do corante
Antes de chegar às indústrias e aos supermercados, o urucum passa pelo trabalho silencioso da pesquisa científica. O IAC pesquisa a cultura desde a década de 1980, e dez anos depois o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA) passou a atuar para ampliar as aplicações da matéria-prima e aprimorar a qualidade, a segurança e a sustentabilidade dos produtos derivados.
O IAC mantém hoje o maior banco de germoplasma de urucum do mundo, com 378 genótipos cadastrados. Um patrimônio genético fundamental para o desenvolvimento de novas variedades. Já o pesquisador Paulo Carvalho, do ITAL, assina dois livros trilíngues dedicados à cultura. Urucum: uma semente com a história do Brasil, referência nacional e internacional sobre os aspectos históricos, agronômicos e tecnológicos da planta, e Urucum: Além do poder corante, que aprofunda os efeitos fitoterápicos da espécie.
Os pesquisadores do IAC selecionam plantas capazes de produzir mais sementes, com maiores concentrações de bixina e maior resistência a doenças que afetam a cultura, especialmente o oídio. A equipe também investiga o espaçamento entre plantas, o manejo da lavoura, a adaptação de novos materiais às diferentes regiões produtoras e aspectos básicos da genética e da botânica da espécie. No ITAL, os cientistas concentram esforços na otimização de processos industriais e no desenvolvimento de novas tecnologias, como o fracionamento do óleo de urucum para separar frações fitoterápicas.
Além da cor: potencial farmacêutico
O trabalho técnico da APTA já identificou no urucum compostos bioativos como tocotrienóis e geranilgeraniol, substâncias de interesse para as áreas farmacêutica e de saúde. Programas de seleção genética hoje buscam aumentar a concentração desses compostos nas plantas, ampliando o potencial da cultura para muito além da produção de corante.
Para Eliane Fabri, a pesquisa ainda tem muito caminho pela frente. “A maior demanda dos produtores é obter plantas que combinem porte baixo, alta produtividade e elevado teor de bixina. Esse continua sendo o principal foco do nosso trabalho, sem deixar de lado as pesquisas básicas, fundamentais para compreender melhor a planta e permitir novos avanços no melhoramento genético”, detalha.
Um modelo de simulação computacional conseguiu estimar com precisão as emissões de metano produzidas por uma lavoura de arroz irrigado ao longo de diferentes safras. A conclusão vem de uma pesquisa conduzida pela Embrapa Meio Ambiente, com apoio da Apta Regional de Pindamonhangaba, em uma área de cultivo no Vale do Paraíba, em São Paulo.
O estudo comparou as emissões de metano medidas em campo durante três safras com os valores simulados pelo modelo DNDC (DeNitrification-DeComposition), uma das ferramentas mais usadas internacionalmente para estimar fluxos de carbono e nitrogênio em sistemas agrícolas. Os resultados confirmaram que o modelo reproduz de forma consistente o comportamento das emissões durante todo o ciclo da cultura.
Por que o metano do arroz irrigado preocupa pesquisadores
O arroz irrigado ocupa posição estratégica na produção mundial de alimentos, mas também figura entre as principais fontes agrícolas de metano, um gás de efeito estufa com elevado potencial de aquecimento global. O ambiente alagado, típico desse sistema de cultivo, favorece microrganismos que produzem metano durante a decomposição da matéria orgânica na ausência de oxigênio.
Parte desse gás escapa para a atmosfera e contribui para as mudanças climáticas. Por isso, pesquisadores e formuladores de políticas públicas passaram a priorizar o conhecimento preciso sobre o volume de metano emitido pelas lavouras ao longo do ciclo produtivo.
A medição direta em campo, no entanto, exige recursos financeiros, equipamentos sofisticados, equipes especializadas e campanhas contínuas de monitoramento. Fatores que limitam a aplicação dessa técnica em grandes áreas agrícolas.
Como o modelo DNDC simula as emissões
Diante desse desafio, a Embrapa Meio Ambiente passou a avaliar o desempenho do DNDC em cenários de arroz irrigado por inundação. Para cada cenário, a ferramenta reúne dados sobre a cultivar, fatores climáticos, características do solo e práticas de manejo agrícola e de irrigação. Com essas informações, o modelo simula simultaneamente o desenvolvimento da planta e os processos biológicos que produzem e liberam gases de efeito estufa.
Foto: divulgação Embrapa / Sebastião Araújo
Segundo Magda Lima, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, a análise mostrou que o DNDC reproduziu satisfatoriamente o comportamento das emissões ao longo do ciclo da cultura. Esse desempenho indica potencial para apoiar inventários de gases de efeito estufa, pesquisas científicas e o planejamento de estratégias de redução de emissões.
A pesquisadora Maria Conceição Pessoa lembra que a Embrapa Meio Ambiente e a Apta já haviam calibrado e validado o DNDC há cerca de 16 anos, com outra cultivar de arroz irrigado e outras condições locais. O novo estudo repete o bom desempenho da ferramenta, agora com uma cultivar diferente e considerando o clima e o manejo atuais das lavouras paulistas.
Simulação acompanha picos de emissão registrados em campo
Os dados mostraram que as simulações seguiram de perto a dinâmica de emissão observada na lavoura durante toda a safra. Portanto, os maiores picos de metano ocorreram nos períodos de inundação, quando o solo reúne condições favoráveis à ação dos microrganismos produtores do gás. Quando a disponibilidade de água mudava, o modelo também captava a redução das emissões. O que demonstra sensibilidade às alterações no manejo da água e nas condições ambientais.
Para Pessoa, a boa concordância entre os dados medidos e os simulados em diferentes safras aponta o DNDC como ferramenta confiável para estimar emissões sazonais de metano em sistemas de arroz irrigado paulista, o maior polo produtor do Sudeste brasileiro. Essa confiabilidade amplia as possibilidades de avaliar diferentes práticas de manejo sem exigir medições complexas em todas as áreas de produção.
Simulações abrem caminho para testar novas estratégias de manejo
Além de reduzir custos de pesquisa local, a ferramenta permite investigar cenários futuros. Produtores e pesquisadores podem avaliar, por exemplo, como mudanças no manejo da irrigação, na adubação ou na incorporação de resíduos vegetais afetam as emissões de metano. Esse tipo de simulação possibilita identificar antecipadamente estratégias que reduzem o impacto ambiental da atividade sem comprometer a produtividade das lavouras.
O estudo também contribui para aprimorar os inventários nacionais de gases de efeito estufa. Atualmente, muitos países recorrem a fatores médios de emissão para estimar a contribuição da agricultura às mudanças climáticas. Modelos calibrados com dados brasileiros tornam essas estimativas mais representativas da realidade nacional. E aumentam a confiabilidade das informações usadas em políticas públicas e em compromissos internacionais sobre o clima.
Qualidade dos dados define o desempenho do modelo
A pesquisa reforça uma tendência crescente na agricultura moderna: a integração entre experimentação de campo e ferramentas digitais para entender processos ambientais complexos e apoiar decisões mais eficientes. Conforme os modelos computacionais ganham precisão, eles assumem papel estratégico na construção de sistemas agrícolas mais sustentáveis e resilientes diante dos desafios climáticos.
As pesquisadoras alertam, porém, que o desempenho do DNDC e de ferramentas semelhantes depende diretamente da qualidade das informações inseridas. Especialmente dados climáticos, características físicas e químicas do solo, cultivares e práticas de manejo adotadas na propriedade. Por isso, defendem a ampliação de estudos em diferentes regiões produtoras para gerar e divulgar essas informações-base, o que aperfeiçoa as simulações e amplia sua validação em todo o país.
Assim, para a rizicultura brasileira, os resultados representam mais do que um avanço metodológico. Eles mostram que a combinação entre ciência, monitoramento e simulação numérica pode acelerar tecnologias que reduzem as emissões de gases de efeito estufa, fortalecem a agricultura de baixo carbono e tornam a produção de alimentos ambientalmente mais responsável.
A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) alerta os citricultores paulistas: o prazo para entregar o relatório semestral de Cancro Cítrico e HLB/Greening encerra na próxima quarta-feira, 15 de julho. Os produtores devem preencher o resultado das inspeções no sistema Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), registrando as vistorias trimestrais realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026 em todas as plantas cítricas da propriedade.
Foto: Arquivo
A entrega dos dados reais permite que a equipe técnica da Defesa Agropecuária acompanhe com precisão a dispersão e a incidência das duas doenças, orientando as ações de defesa fitossanitária e as políticas públicas voltadas ao setor.
Estado exige relatório de todos os produtores, independentemente da idade das plantas
A Portaria SDA/MAPA nº 1.326, de 4 de julho de 2025, instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB) e determinou que os estados passem a definir os critérios para eliminação de plantas sintomáticas. Já o monitoramento e o controle do psilídeo, inseto vetor do HLB/Greening, continuam obrigatórios em todos os pomares do país, sem exceção de idade.
Foto: divulgação – Fundecitrus
Em São Paulo, a regra é ainda mais rígida: a entrega do relatório vale para todos os produtores, independentemente da idade das plantas. Quem atrasa ou deixa de enviar o documento fica sujeito às sanções previstas no Decreto Estadual nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.
Cancro cítrico ataca folhas, frutos e ramos das plantas
Causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri, o cancro cítrico atinge todas as variedades e espécies de citros. A doença provoca lesões em folhas, frutos e ramos e, em casos de alta incidência, causa desfolha e queda de frutos.
Desde 2017, quando o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou a Resolução nº 4, de 22 de março, São Paulo integra o Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico. O mecanismo permite adotar medidas fitossanitárias que reduzem o potencial de inóculo da praga e mantêm um nível de proteção adequado contra a doença. O que viabiliza a comercialização de frutos sem sintomas tanto no mercado interno quanto no internacional.
Divulgação: CDA
Transmitido pelo psilídeo (Diaphorina citri), o HLB/Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e acomete todas as plantas cítricas. Depois que a bactéria contamina a planta, os produtores não conseguem eliminá-la: o vegetal passa a agir como fonte de inóculo, contaminando outras plantas ao redor. Hoje, o HLB/Greening representa a maior ameaça à citricultura em todo o mundo.
SAA cria novas regras de monitoramento e flexibiliza erradicação
Publicada em 28 de maio, a Resolução SAA nº 32/2026 revogou a Resolução SAA nº 88/2021 e trouxe mudanças importantes para o controle do HLB/Greening no estado:
Monitoramento quinzenal do psilídeo: os produtores passam a monitorar o inseto vetor a cada 15 dias em pomares de qualquer idade, e devem controlar a praga para impedir que ela complete o ciclo do ovo à fase adulta.
Regionalização por incidência: a SAA dividiu os municípios paulistas entre baixa e alta incidência da doença. Localidades com até 10% dos pomares contaminados entram na categoria de baixa incidência; acima desse percentual, a classificação passa para alta incidência.
Erradicação flexibilizada: produtores com árvores adultas doentes em municípios de alta incidência não precisam mais eliminar as plantas de forma compulsória. Nesses locais, a exigência de erradicação vale apenas para plantas novas, de até três anos. Nos municípios de baixa incidência, a regra permanece a mesma: erradicação obrigatória para plantas de qualquer idade.
Transporte interestadual mais rígido: antes de seguir para outros estados, as frutas paulistas precisam passar por processamento e escovação, etapa que elimina folhas ou ramos capazes de transportar a doença. A única exceção é a tangerina Ponkan, dispensada da escovação.
Portaria Defesa nº 46/2026 define lista de municípios de baixa incidência
Publicada nesta semana, a Portaria Defesa nº 46/2026 estabeleceu os municípios paulistas classificados como de baixa incidência de HLB/Greening. A lista inclui, entre outras, as cidades de Adamantina, Araçatuba, Assis, Auriflama, Birigui, Dracena, Fernandópolis, Ilha Solteira, Jales. Lucélia, Marília da região (Mariápolis), Martinópolis, Osvaldo Cruz, Pacaembu, Paraguaçu Paulista, Penápolis. Pereira Barreto, Pirapozinho, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Quatá, Rancharia, Santa Fé do Sul. Tupã e Teodoro Sampaio, além de diversos outros municípios da região Noroeste e Oeste do estado.
Todos os demais municípios paulistas que não constam na lista passam a ser automaticamente classificados como de alta incidência da doença.
Luciano Huck, de 54 anos, consolida sua atuação no agronegócio brasileiro. Além de comandar um dos programas de maior audiência da TV Globo, o apresentador administra uma fazenda de avocado na Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Huck transformou a propriedade em uma plantação de frutas e acompanha de perto cada etapa do cultivo.
Reprodução: Redes Sociais
Nesta semana, o apresentador visitou a fazenda para verificar a evolução dos frutos, que já atingiram tamanho considerável e se aproximam da colheita. Huck registrou a visita nos stories do Instagram e mostrou a região montanhosa onde as árvores produtivas se distribuem pela propriedade.
Huck batizou a propriedade de Fazenda Karacy. O empreendimento reúne uma equipe especializada que conduz a produção de avocado em sintonia com o ecossistema local. O projeto busca dois objetivos centrais: desenvolver a fruticultura na região e preservar o ambiente ao redor da plantação.
A fazenda ocupa 25 hectares de área plantada, o equivalente a 35 campos de futebol. Huck iniciou o cultivo há cerca de três anos e agora se prepara para colher os primeiros avocados da variedade Hass.
Huck explica motivação para investir no campo
Em vídeo publicado nas redes sociais, Huck relatou o processo que o levou a investir na produção rural. Segundo o apresentador, ele buscou por anos uma relação mais próxima com o campo antes de decidir qual cultura produzir.
Reprodução: Redes Sociais
“Alguns anos atrás decidi que eu queria ter uma relação mais intensa com o campo. Queria produzir. Fiquei anos pensando, pesquisando, viajando o Brasil e pensando o que eu queria produzir. Resolvi produzir avocado, aquele abacate Hass. Há uns 3 anos, a gente vem plantando uma fazenda na Serra da Mantiqueira, divisa de São Paulo e Minas Gerais. Está ficando lindo!”, declarou Huck.
De onde vem a fortuna de Luciano Huck
O patrimônio de Huck ultrapassa os cachês recebidos na TV Globo. O apresentador atua também como investidor financeiro e no setor imobiliário, mantém participação em diversos empreendimentos pelo país e fatura como protagonista de campanhas publicitárias. Estimativas apontam um salário milionário na emissora carioca, mas a Globo nunca confirmou publicamente os valores.
Reprodução: Redes Sociais
Huck nasceu em São Paulo, em uma família de intelectuais, e cursou Direito na USP antes de consolidar a carreira na televisão. No início da trajetória profissional, trabalhou como estagiário na revista Playboy e atuou como assistente do fotógrafo J.R. Duran.
A projeção nacional veio nos anos 1990, quando Huck comandou o programa H, na Band, atração que se tornou fenômeno de audiência com as personagens Feiticeira e Tiazinha. Em 2000, o apresentador estreou na TV Globo e conduziu o Caldeirão do Huck ao topo da audiência. Anos depois, assumiu o comando dos domingos da emissora no lugar de Fausto Silva e garantiu a permanência à frente do Domingão com Huck até, pelo menos, 2030.
O Dia da Pizza é celebrado em 10 de julho e foi criado em 1985, em São Paulo, em homenagem ao prato e à influência da imigração italiana na cultura local. A data surgiu após um concurso que elegeu as melhores receitas de marguerita e muçarela, promovido pelo então secretário de turismo Caio Luiz de Carvalho. O sucesso da iniciativa foi tão grande que o dia da divulgação dos vencedores passou a ser oficialmente dedicado à pizza.
Hoje, São Paulo é a segunda cidade que mais consome pizza no mundo, atrás apenas de Nova York, segundo a Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Abupra). Além disso, o alto consumo e a criatividade gastronômica impulsionam combinações cada vez mais inusitadas, que reinventam o clássico italiano.
A pizza de estrogonofe nasceu da adaptação de um dos pratos mais populares do Brasil. Nesse caso, o recheio cremoso de frango ou carne é distribuído sobre a massa e finalizado com batata palha.
Combinação une cremosidade e crocância, o que reforça seu apelo como ‘comfort food’
Pizza de manga
A pizza de manga ganhou destaque nas Filipinas, onde a fruta é amplamente consumida. Nessa versão, a receita combina molho de tomate, fatias de manga e queijo muçarela.
Algumas variações incluem manjericão, morango ou pimentão
Pizza de rena
A pizza de rena surgiu na Finlândia, onde a carne do animal é tradicional na culinária local.
Versão utiliza rena defumada como principal ingrediente
Além disso, a receita ficou conhecida internacionalmente após uma provocação culinária envolvendo o ex-premiê italiano Silvio Berlusconi, o que rendeu o apelido de “pizza Berlusconi”
Pizza com borda de coxinha
No Brasil, a pizza com borda de coxinha une dois ícones da gastronomia nacional. Aqui, a borda tradicional é substituída pelo salgado, criando uma combinação mais robusta.
Receita virou atração em pizzarias que buscam inovação
Pizza de sushi
A pizza de sushi mistura elementos da culinária japonesa com a massa tradicional italiana.
Nesse caso, entram ingredientes como peixe, arroz temperado, vegetais e queijo.
Algumas versões incluem bordas de hot roll ou salmão como destaque
No fim, a pizza mostra sua capacidade de reinvenção ao redor do mundo. No Dia da Pizza, essas versões inusitadas reforçam como tradição e criatividade andam juntas.
Um produtor rural de Santo Antônio do Aracanguá, no interior de São Paulo, teve a oportunidade de acompanhar uma partida da Seleção Brasileira ao lado de um dos maiores ídolos do futebol nacional. Aos 74 anos, Edemir Rubens Doná recebeu o ex-goleiro Marcos, pentacampeão mundial em 2002, após vencer a campanha “Pronto Pro Jogo”, promovida pela Massey Ferguson.
O encontro aconteceu no dia 24 de junho, durante a partida entre Brasil e Escócia. Na ocasião, Edemir reuniu familiares para um churrasco em sua propriedade rural. Assim, acompanhou o jogo e compartilhou momentos de descontração com o ex-jogador.
Com mais de 50 anos de atuação no agronegócio, o produtor cultiva soja, milho e cana-de-açúcar. Além disso, é cliente da Massey Ferguson há vários anos. Ele já utilizava um trator MF 275 e garantiu a participação na campanha ao adquirir um MF 4408.
Encontro com ídolo marcou a família
Palmeirense, Edemir conta que recebeu a notícia de que havia sido contemplado com a promoção com muita alegria. Segundo ele, a oportunidade de conhecer Marcos pessoalmente tornou a experiência ainda mais especial.
“Gostamos demais da experiência. O Marcão é uma pessoa espetacular, muito simples e atenciosa. Ficamos muito felizes com a presença dele aqui. Foi um momento que vai ficar para sempre na memória da nossa família”, afirma.
A campanha “Pronto Pro Jogo” foi criada pela Massey Ferguson para aproximar a marca dos produtores rurais, concessionários e clientes durante a Copa do Mundo. Dessa forma, a empresa uniu a paixão pelo futebol ao universo do agronegócio.
De acordo com Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson, a iniciativa buscou oferecer uma experiência diferenciada aos clientes da empresa.
“Buscamos proporcionar uma experiência diferenciada para os nossos clientes, unindo entretenimento e a paixão nacional pelo futebol. Marcos representa atributos muito alinhados aos valores da Massey Ferguson, como confiança, proximidade e autenticidade”, destaca.
Campanha fortalece relacionamento com clientes
A ação faz parte das iniciativas de relacionamento desenvolvidas pela Massey Ferguson para fortalecer os vínculos com os produtores rurais. Além da comercialização de máquinas agrícolas, a empresa investe em campanhas que valorizam a proximidade com seus clientes. Também promove experiências ligadas ao cotidiano no campo.
Atualmente, a Massey Ferguson integra o grupo AGCO e está presente no Brasil há seis décadas. A empresa fabrica tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores, implementos agrícolas e soluções de agricultura de precisão. Além disso, mantém mais de 200 concessionárias no País. Por fim, exporta máquinas para mais de 80 países.