Tag: São Paulo

  • Onda de calor de “grande perigo” atinge o Brasil

    Onda de calor de “grande perigo” atinge o Brasil

    A onda de calor que atinge diversas regiões do Brasil neste sábado, 7 de setembro, foi classificada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) como de “grande perigo”. O alerta atinge estados como São Paulo, Goiás, e partes do Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso) e Norte (Amazonas, Roraima e Pará)  do país, onde as temperaturas podem ultrapassar os 35°C.

    Características do Alerta

    Além disso, o Inmet definiu a onda de calor como um fenômeno que se caracteriza por temperaturas que permanecem 5ºC acima da média por um período superior a cinco dias. Portanto, o alerta de “grande perigo” é o mais severo na escala de avisos meteorológicos, que inclui também os níveis de “perigo potencial” e “perigo”.

    Dessa forma, esse aviso é um indicativo de que as altas temperaturas podem representar riscos à saúde da população, especialmente para grupos vulneráveis, como idosos e crianças.

    Previsões para o Dia

    Reprodução: Inmet

    Para este sábado, o clima promete ser de céu limpo e temperaturas elevadas em várias regiões do Brasil. Na capital paulista, os termômetros devem registrar mínimas em torno de 19°C, podendo chegar a máximas de até 31°C. A umidade do ar oscilará entre 32% e 85%, com os índices mais baixos sendo observados durante as horas mais quentes do dia.

    Outros estados também devem enfrentar condições climáticas semelhantes. Em Goiás, por exemplo, as temperaturas podem alcançar até 34°C. A escassez de chuvas tem agravado a situação, resultando em uma umidade do ar reduzida e aumentando o desconforto térmico para a população.

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    Recomendações

    Diante desse cenário de calor intenso, as autoridades de saúde alertam a população sobre a importância de adotar alguns cuidados essenciais. O recomendado é evitar a exposição direta ao sol durante as horas mais quentes do dia, geralmente entre 10h e 16h. Manter-se bem hidratado, consumindo bastante água, também é fundamental para regular a temperatura corporal e prevenir problemas de saúde relacionados ao calor.

    Ou seja, a utilização de roupas leves e de tecidos respiráveis, como algodão e linho, ajuda a minimizar o desconforto. Buscar ambientes frescos, como locais com ar-condicionado ou ventiladores, também é uma boa alternativa para escapar do calor excessivo.

    Portanto, a previsão é que a onda de calor comece a dar uma trégua a partir da próxima segunda-feira, quando as temperaturas devem apresentar uma leve queda, proporcionando um alívio temporário para a população. No entanto, é importante ficar atento às orientações das autoridades e adotar as medidas preventivas necessárias para enfrentar esse período de calor intenso.

  • Mapa remaneja recursos do Plano Safra para replantio de cana

    Mapa remaneja recursos do Plano Safra para replantio de cana

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou medidas para recuperar áreas agrícolas atingidas por queimadas no Brasil. Ou seja, uma nova linha de crédito, focada no replantio de cana-de-açúcar, está sendo estruturada. Primeiramente, a medida visa ajudar produtores que sofreram perdas significativas, especialmente no estado de São Paulo, onde lavouras inteiras foram destruídas.

    Necessidade de replantio

    Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) está avaliando os danos causados pelos incêndios nas lavouras. O primeiro diagnóstico revelou a necessidade urgente de replantio da cana-de-açúcar, fundamental para a próxima safra. Além disso, Fávaro destacou que haverá um remanejamento de recursos do Plano Safra atual, o maior da história, para financiar esse replantio.

    “A situação em São Paulo é crítica. Muitas lavouras que já estavam em fase vegetativa foram destruídas pelas queimadas, exigindo replantio imediato”, explicou o ministro. A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), estima que os incêndios atingiram cerca de 80 mil hectares de cana-de-açúcar..

    Liderança mundial

    O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e líder nas exportações do setor sucroalcooleiro. Em resumo, este ano, as exportações de açúcar bruto ultrapassaram US$ 8,69 bilhões, marcando um recorde histórico.

    Além do crédito para replantio, outras medidas estão sendo estudadas para apoiar os produtores. “Ainda estamos avaliando as perdas e planejando as ações necessárias. Há muito trabalho pela frente”, afirmou Fávaro.

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    Por fim, o ministro também destacou a importância da conscientização sobre as mudanças climáticas. “Estamos saindo de uma crise no Rio Grande do Sul e agora enfrentamos os impactos das queimadas. Não podemos mais ignorar a questão das mudanças climáticas. O governo está comprometido com a preservação do meio ambiente, nosso maior ativo”, concluiu Fávaro.

     

  • Incêndios afetam áreas pontuais de citros em São Paulo

    Incêndios afetam áreas pontuais de citros em São Paulo

    Um levantamento realizado pelo Cepea revelou que os incêndios registrados em algumas áreas de citros no estado de São Paulo, no final da última semana, foram pontuais. A previsão é de que esses incidentes não impactem significativamente o volume de frutas no mercado. De acordo com colaboradores do Cepea, as áreas atingidas são pequenas, e os proprietários conseguiram controlar o fogo rapidamente. Em algumas regiões, leves chuvas também contribuíram para o rápido controle das chamas.

    No mercado de laranja, pesquisadores do Cepea destacam que a recente frente fria em São Paulo afastou os consumidores. Além disso, o fim do mês limitou as vendas. Apesar disso, a oferta reduzida e os altos preços dos contratos industriais continuam sustentando os valores da laranja in natura.

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    Preço da laranja

    Um levantamento realizado pelo Cepea revelou que os incêndios registrados em algumas áreas de citros no estado de São Paulo, no final da última semana, foram pontuais. A previsão é de que esses incidentes não impactem significativamente o volume de frutas no mercado. De acordo com colaboradores do Cepea, as áreas atingidas são pequenas, e os proprietários conseguiram controlar o fogo rapidamente. Em algumas regiões, leves chuvas também contribuíram para o rápido controle das chamas.

    No mercado de laranja, pesquisadores do Cepea destacam que a recente frente fria em São Paulo afastou os consumidores. Além disso, o fim do mês limitou as vendas. Apesar disso, a oferta reduzida e os altos preços dos contratos industriais continuam sustentando os valores da laranja in natura.

     

  • Preços do etanol em queda após cinco semanas de alta

    Preços do etanol em queda após cinco semanas de alta

    Os preços do etanol enfraqueceram no mercado spot de São Paulo após cinco semanas consecutivas de alta. Entre 15 e 19 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado manteve-se estável, com valor de R$ 2,6564/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Já o anidro registrou queda de 0,97%, fechando a R$ 3,0508/litro (líquido de PIS/Cofins).

    Segundo pesquisadores do Cepea, a retração da demanda pressionou os preços. Ou seja, compradores indicaram que o período de férias escolares reduziu a necessidade de novas aquisições, diminuindo o fluxo de automóveis. Do lado dos produtores, algumas usinas preferiram ficar fora do mercado. Além disso, outros vendedores ofereceram valores menores para aumentar a liquidez e evitar a elevação dos estoques, já que a safra continua favorecida por boas condições climáticas.

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    Fatores influenciando o mercado de etanol

    A demanda retraída e a oferta dos produtores são os principais fatores influenciando o mercado de etanol em São Paulo. Durante o período de férias escolares, a necessidade de etanol caiu devido à redução no fluxo de veículos. Além disso, algumas usinas decidiram não participar do mercado, enquanto outras buscaram aumentar a liquidez com preços menores.

    Expectativas para o futuro

    Com a continuidade das boas condições climáticas, a safra de etanol permanece favorecida. Portanto, o comportamento dos produtores e a demanda dos compradores serão cruciais para determinar os próximos movimentos dos preços no mercado. 

  • Perigo – fungo atinge nivel alarmante em São Paulo

    Perigo – fungo atinge nivel alarmante em São Paulo

    A podridão da uva madura, causada pelo fungo Glomerella cingulata, atingiu níveis alarmantes na última safra em São Paulo, com perdas de até 100%. Em resposta, Embrapa Territorial, prefeituras e o setor produtivo se uniram para elaborar um plano emergencial.

    A podridão da uva madura tem devastado os vinhedos do Circuito das Frutas Paulista, que abrange dez municípios de São Paulo. Esse fungo encontra condições ideais para se desenvolver, como temperaturas entre 25 °C e 30 °C e alta umidade. Os danos chegaram a um nível crítico na última safra, com perdas variando entre 30% e 100%.

    A primeira fase do plano envolve a coleta de amostras do patógeno para análise no Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS). Especialistas instalarão ensaios em propriedades selecionadas e acompanharão os resultados, focando em práticas de manejo integrado e controle biológico e químico.

    O analista da Embrapa, Rafael Mingoti, destaca a importância da união das instituições para ajustar práticas de controle da doença, desde tratamentos de inverno até a aplicação de indutores de resistência. A primeira fase do plano consiste na seleção de produtores receptivos à instalação de ensaios de controle da podridão da uva madura. No início de julho, especialistas visitaram propriedades em municípios como Jundiaí, Louveira e Itatiba para conversar com os proprietários e coletar amostras.

    Impacto Econômico

    A podridão da uva madura não afeta apenas a produção, mas também a economia local. Em Jundiaí, conhecida como a Terra da Uva, a doença comprometeu a produção de uvas Niagara Rosada, essenciais para a Festa da Uva e o turismo rural. Produtores relatam perdas significativas, com muitos sendo forçados a buscar outros meios de subsistência.

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    Alguns produtores, como Anderson Tomazetto, têm conseguido controlar a doença com práticas de manejo integradas e tratamento adequado. Ele relata ter visto os primeiros sintomas há quatro anos, mas só recentemente a podridão causou grandes prejuízos. Orientado pela Embrapa, ele adotou práticas de manejo e obteve bons resultados, mostrando que o combate ao fungo é possível com as medidas certas.

    O conjunto de ações propostas visa reduzir a pressão do patógeno nos vinhedos e diminuir a taxa de infecção ao longo das safras. A Embrapa e os especialistas esperam que essas medidas devolvam a confiança dos produtores nas práticas de manejo e garantam a continuidade da produção de uvas no Circuito das Frutas Paulista.

    O plano emergencial é crucial para conter a podridão da uva madura e proteger a economia e o turismo das regiões produtoras de uva em São Paulo. A colaboração entre Embrapa, prefeituras e produtores é fundamental para enfrentar esse desafio e garantir a sustentabilidade da viticultura na região.

  • Preços dos etanóis: hidratado sobe mais 5% e anidro 6% em SP

    Preços dos etanóis: hidratado sobe mais 5% e anidro 6% em SP

    Os preços dos etanóis subiram novamente na última semana no mercado spot do estado de São Paulo. Entre 8 e 12 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado aumentou 4,83%, chegando a R$ 2,6562 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins. O etanol anidro teve um aumento de 6% no mesmo período, com o Indicador a R$ 3,0809 por litro, líquido de PIS/Cofins.

    Preços dos etanóis: entenda o movimento do mercado

    Pesquisadores do Cepea afirmam que, apesar do enfraquecimento da demanda, os vendedores mantiveram firmes os preços pedidos. O aumento de 20 centavos por litro no preço da gasolina A, anunciado pela Petrobras na segunda-feira, 8, fortaleceu essa postura. A valorização do combustível fóssil tende a tornar o etanol mais atrativo.

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    De maneira geral, o ritmo de comercialização diminuiu. Distribuidoras adquiriram volumes limitados. No campo, chuvas em algumas regiões produtoras de São Paulo causaram paralisações pontuais na moagem.

  • Combate ao greening retira 25 mil mudas irregulares em SP

    Combate ao greening retira 25 mil mudas irregulares em SP

    O Governo de São Paulo intensificou o combate ao greening, uma doença que ameaça a citricultura no estado. Entre os dias 2 e 4 de julho, agrônomos e técnicos agropecuários atuaram em Herculândia e Tupã, onde retiraram de circulação 25.040 mudas cítricas produzidas e comercializadas de forma irregular. A ação, coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Saa) e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), atendeu a denúncias e resultou na fiscalização de seis locais.

    “Nesta ação, identificamos mudas cítricas armazenadas a céu aberto. Coletamos amostras para diagnóstico de Cancro Cítrico e greening, além de destruir e apreender as mudas”, explica Valentim Scalon, engenheiro agrônomo e gerente do Programa Estadual de Sanidade na Produção de Materiais de Propagação. Ele acrescenta que essas ações se tornarão rotineiras até que a produção seja regularizada e o comércio irregular cesse.

    A operação contou ainda com o apoio da Polícia Militar Ambiental, resultando em quatro autos de infração baseados nas legislações vigentes. Ou seja, essas leis estabelecem medidas de defesa sanitária vegetal para coibir o comércio ambulante de mudas, que causa graves danos econômicos às lavouras e pomares comerciais.

    A equipe técnica da Defesa Agropecuária retornou à região após coordenar uma ação no final de 2023, quando apreenderam mais de 9 mil mudas.

    Canal de denúncia

    Para conter o avanço do greening, a Defesa Agropecuária lançou em outubro um canal direto para denúncias de pomares de citros abandonados ou mal manejados. Esses pomares, sem controle do psilídeo (Diaphorina citri), vetor do greening, ou sem erradicação de plantas contaminadas, representam uma ameaça à citricultura.

    O greening, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., afeta todas as plantas cítricas e não tem cura. Ou sejam uma vez contaminada, a planta torna-se uma fonte de infecção para outras. Portanto, o greening é a doença mais ameaçadora para a citricultura global atualmente.

    O canal de denúncia visa informar a Defesa Agropecuária sobre a localização de pomares abandonados ou mal manejados. Isso permite ações de educação e conscientização dos produtores para adoção de medidas necessárias ao controle do greening, por exemplo. A legislação vigente exige o controle eficiente do psilídeo em todos os pomares e a eliminação de plantas sintomáticas em pomares com até oito anos de idade.

    Relatório cancro/greening

    A Defesa Agropecuária alerta os produtores de citros sobre a necessidade de entregar o relatório Cancro/Greening até 15 de julho. O documento deve ser enviado pelo sistema Gedave. Ele deve conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2024.

    A entrega dos relatórios com dados precisos permite à Defesa Agropecuária direcionar melhor as ações de defesa fitossanitária e políticas públicas. Em São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores, independentemente da idade das plantas. Ou seja, atraso ou a não entrega do relatório sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

     

  • Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

    A irregularidade das chuvas comprometeu o desenvolvimento das laranjeiras. Em São Paulo, chuvas abaixo da média no início do ano causaram uma floração irregular, resultando em frutos de tamanhos variados e menor qualidade. Em Minas Gerais, as chuvas intensas em períodos críticos provocaram doenças fúngicas, como a pinta preta, afetando a produção e o rendimento das colheitas.

    A seca prolongada e as altas temperaturas, especialmente durante o verão, aumentaram o estresse hídrico nas plantas. As laranjeiras, submetidas a essas condições, reduziram a produção de frutos e apresentaram queda prematura das laranjas, comprometendo a safra. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a previsão é de uma redução significativa na colheita deste ano.

    Repercussão no Mercado

    Com a redução na oferta de laranjas, o preço dos produtos derivados, como suco de laranja, pode aumentar. “A diminuição da produção impacta diretamente o mercado interno e externo. Enquanto eleva os preços, e diminui a competitividade do Brasil no cenário internacional”, afirma João Sampaio, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, em entrevista recente.

    Para mitigar os efeitos climáticos adversos, produtores têm adotado práticas de manejo mais sustentáveis, como a irrigação eficiente e o uso de técnicas de controle biológico de pragas. No entanto, essas medidas requerem investimentos significativos, nem sempre acessíveis a todos os produtores.

    Safra afeta a qualidade da laranja disponível.

    Especialistas apontam que a adaptação às mudanças climáticas é crucial para a sustentabilidade da produção de laranja no Brasil. “Precisamos investir em pesquisa e desenvolvimento de cultivares mais resistentes às condições climáticas extremas e em tecnologias de manejo que garantam a produtividade mesmo em anos difíceis”, ressalta Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, em declaração ao jornal Estadão.

    A combinação de fatores climáticos adversos e a necessidade de adaptação tecnológica coloca os produtores  de SP e MG diante de grandes desafios, com impactos na safra de laranja que se estendem do campo até o mercado global.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/precos-das-laranjas/

  • Mercado aquecido: Preço do etanol sobe em São Paulo

    Mercado aquecido: Preço do etanol sobe em São Paulo

    Os preços dos etanóis continuaram a subir na última semana no mercado spot de São Paulo. Entre os dias 17 e 21 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado registrou um valor de R$ 2,4113 por litro, já descontados ICMS e PIS/Cofins. Ou seja, um aumento de 3,14% em comparação com o período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador atingiu R$ 2,7204 por litro, líquido de PIS/Cofins, uma elevação de 3,28% no mesmo período.

    Análise de mercado do etanol

    Pesquisadores do Cepea explicam que a movimentação dos negócios se intensificou devido às boas saídas de etanol hidratado no varejo, além da postura firme dos vendedores. Os produtores continuam vigilantes em relação ao clima seco que predominou nos últimos meses. De acordo com os especialistas do Cepea, embora essa condição climática favoreça as atividades agrícolas e industriais, ela também trará consequências negativas. Isso acontece pelo déficit hídrico, que deverá ser sentido em breve com a redução dos estoques do produto.

    De olho no clima

    Essa situação ressalta a importância de monitorar as condições climáticas e seus impactos no mercado de etanol, já que a oferta pode ficar comprometida se a seca persistir. Por enquanto, os preços seguem em alta, refletindo a atual dinâmica entre oferta e demanda no setor.

  • Produção acelerada de Etanol impacta cotações em São Paulo

    Produção acelerada de Etanol impacta cotações em São Paulo

    Os preços do etanol no estado de São Paulo registraram uma queda em maio, segundo análise de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Apesar da demanda aquecida, a produção intensiva nas usinas ao longo do mês exerceu pressão sobre as cotações do biocombustível.

    De acordo com dados do Cepea, considerando as semanas completas de maio, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado ficou em R$ 2,3147 por litro, representando uma queda de 2,01% em relação ao mês anterior, abril. Já para o etanol anidro, considerando apenas o mercado spot, a média ficou em R$ 2,6489 por litro em maio, uma redução de 1,71%.

    Enquanto isso, as vendas de etanol hidratado no segmento produtor do estado de São Paulo mantiveram-se aquecidas em maio, registrando o terceiro mês consecutivo de desempenho positivo. Os pesquisadores do Cepea apontam que essa tendência é impulsionada pela vantagem comparativa do etanol em relação à gasolina C, o que tem consolidado a preferência dos consumidores pelo biocombustível nas bombas.

    A análise do Cepea reflete um cenário dinâmico no mercado de etanol, onde fatores como produção, demanda e preços são influenciados por uma série de variáveis econômicas e sazonais. A queda nos preços em maio, apesar da demanda robusta, evidencia a importância de um monitoramento contínuo para compreender as nuances desse mercado vital para a economia brasileira.