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  • Alerta vermelho: previsão indica chuvas de 100mm e risco de deslizamentos

    Alerta vermelho: previsão indica chuvas de 100mm e risco de deslizamentos

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de grande perigo para Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Os meteorologistas preveem chuvas que podem superar 100 milímetros em 24 horas, com risco elevado de alagamentos, transbordamento de rios and deslizamentos de encostas.

    O aviso vigora das 22h desta quarta-feira (3) até 23h59 de quinta-feira (4).

    O Inmet projeta precipitações superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia nas regiões afetadas. O órgão alerta que a combinação de solo encharcado, relevo acidentado e alta concentração urbana amplia o potencial de danos materiais e riscos à população.

    Em Minas Gerais, o alerta abrange a região metropolitana de Belo Horizonte, além do Vale do Rio Doce, Jequitinhonha e Vale do Mucuri. Essas áreas historicamente registram problemas durante episódios prolongados de chuva volumosa, especialmente onde encostas, áreas urbanizadas e construções em zonas de risco se concentram.

    No Espírito Santo, os meteorologistas monitoram a faixa Central, Litoral Norte, Sul e Noroeste do estado. Esses municípios já enfrentaram alagamentos e danos à infraestrutura em períodos chuvosos anteriores, o que exige vigilância constante sobre rios e córregos.

    A Bahia concentra a preocupação no Sul do estado e na Zona da Mata, onde várias cidades possuem histórico de inundações rápidas. Bairros às margens de rios ou em áreas com drenagem precária enfrentam maior vulnerabilidade diante da previsão de chuva intensa em curto espaço de tempo.

    Autoridades alertam para riscos de alagamentos e deslizamentos

    O cenário previsto pode provocar alagamentos de grande proporção, com água subindo rapidamente em ruas, garagens, estabelecimentos comerciais e residências. Rios e córregos que já apresentam níveis elevados devido às chuvas anteriores correm risco de transbordar.

    Cidades com moradias em áreas de declive enfrentam ameaça adicional de deslizamentos de encostas. O solo saturado perde estabilidade, o que pode desencadear quedas de barreiras, rolamento de blocos de terra e desabamentos parciais em áreas irregulares.

    A Defesa Civil reforça que rachaduras novas em paredes, muros ou no solo, assim como portas e janelas que começam a emperrar sem motivo aparente, indicam instabilidade. A população deve comunicar imediatamente esses sinais pelo telefone 199.

    População deve adotar medidas preventivas imediatas

    O Inmet recomenda que os moradores desliguem aparelhos elétricos e o quadro geral de energia durante temporais para reduzir riscos de curtos-circuitos e incêndios. A orientação também inclui permanecer em locais abrigados e evitar deslocamentos desnecessários em áreas sujeitas a alagamentos.

    Residentes em locais com histórico de deslizamentos devem observar qualquer alteração em encostas, como fendas, inclinação de postes ou árvores, estalos e movimentação de terra. Em situações de inundação iminente, a população pode proteger pertences em sacos plásticos e, quando possível, elevar móveis e eletrodomésticos.

    O Corpo de Bombeiros atende emergências pelo telefone 193 em regime de plantão 24 horas.

    Alerta laranja abrange outros 10 estados

    Além do alerta vermelho, o Inmet emitiu alerta laranja para tempestades em uma faixa ainda maior do território nacional. O aviso vale até 10h de quinta-feira (4) e alcança Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre, Amazonas, Rondônia e Pará.

    Os meteorologistas preveem tempestades com chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ventos intensos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo em diversas regiões do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste.

    Infraestrutura e fornecimento de energia podem sofrer impactos

    As tempestades podem provocar cortes de energia elétrica por danos à rede de distribuição, queda de árvores sobre fiações ou falhas em equipamentos. O Inmet orienta a população a evitar contato com cabos rompidos e comunicar imediatamente as concessionárias.

    Áreas agrícolas expostas a ventos fortes, granizo e excesso de água podem sofrer danos em lavouras. As condições climáticas adversas comprometem plantações em estágio de desenvolvimento e afetam a produção em determinadas regiões.

    Nas cidades, a combinação de chuva intensa, vento e drenagem insuficiente resulta em alagamentos, queda de árvores, destelhamentos e danos a estruturas frágeis. Rodovias enfrentam risco de poças profundas e quedas de barreiras, o que compromete o tráfego e aumenta a probabilidade de acidentes.

    Cuidados essenciais durante tempestades

    Durante rajadas de vento, as autoridades recomendam não se abrigar debaixo de árvores, pois galhos podem se romper. Motoristas devem evitar estacionar próximo a torres de transmissão, postes e placas de propaganda.

    Em tempestades com raios, especialistas orientam permanecer dentro de casa, afastado de janelas, e evitar o uso de aparelhos conectados diretamente na tomada. Pessoas em áreas abertas devem buscar abrigo em construções seguras e evitar campos descampados ou proximidade com objetos altos e isolados.

    As autoridades reforçam a importância de acompanhar os boletins oficiais do Inmet e avisos da Defesa Civil, além das orientações das prefeituras e governos estaduais.

  • Agricultor deve se preparar: ciclone muda o tempo e traz chuvas intensas ao país

    Agricultor deve se preparar: ciclone muda o tempo e traz chuvas intensas ao país

    A cena se desenha já nos primeiros dias do mês, quando uma frente fria impulsionada por ciclone se espalha do Sul até parte do Sudeste e Centro-Oeste. Para o norte de Minas Gerais, o volume pode chegar perto dos 250 mm só na primeira semana. Os estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia), além de Goiás, Mato Grosso e Amazonas, também veem chuvas entre 100 mm e 125 mm, com transtornos potenciais, como alagamentos, enxurradas, e granizo.​

    Enquanto os agricultores monitoram suas lavouras e as famílias ajustam rotinas, meteorologistas apontam para um mês de chuva acima da média no centro-norte do Brasil. O fenômeno La Niña ainda está em atuação, o que facilita a passagem dessas frentes frias intensas, tornando dezembro mais instável e úmido, especialmente no Sudeste e Sul.​

    E tem mais: o calor excessivo dá uma trégua. No Paraná e Santa Catarina, o frio atípico pode aparecer, mas sem grandes extremos. No Nordeste, por outro lado, são esperadas altas temperaturas, até 40°C em algumas áreas do Sertão, enquanto o resto do país vê médias mais baixas graças à chuva e nebulosidade persistentes.​

    O que esperar do tempo em dezembro?

    • Região Sul: chuvas moderadas e picos de frio, mas nada extremo.
    • Sudeste e Centro-Oeste: chuvas frequentes e volumosas; risco alto de deslizamentos e cheias.
    • Norte: precipitação acima do normal, principalmente no Amazonas e Pará.
    • Nordeste: muito calor, mas proporcional à chuva, que será bem distribuída. Algumas cidades devem ver tempestades rápidas e dias abafados.

    Em resumo, dezembro pede guarda-chuva, olho nas previsões e atenção dobrada nos pontos de risco. Se alguém pediu verão típico, o ciclone resolveu mudar a festa.​

  • Granizo ameaça lavouras no Centro-Sul do país

    Granizo ameaça lavouras no Centro-Sul do país

    A semana começa com tempo instável em várias regiões do país e risco de granizo no Centro-Sul. A previsão do Inmet e de boletins regionais alerta para danos nas plantações.

    O alerta indica chuva com granizo, acumulados de até 50 milímetros no dia e ventos de até 60 quilômetros por hora. As áreas atingidas incluem Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Espírito Santo.

    As regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste também terão chuva forte. Os meteorologistas preveem risco de alagamentos e queda de galhos. Os volumes podem chegar a 100 milímetros no dia, com ventos de até 100 quilômetros por hora na Amazônia, Centro-Oeste e Norte.

    Mato Grosso do Sul

    Em Mato Grosso do Sul, o Cemtec projeta sol com aumento de nuvens. O Estado terá chuvas generalizadas e tempestades isoladas com raios e rajadas. As mínimas variam entre 17 °C e 23 °C. As máximas ficam entre 27 °C e 34 °C.

    Paraná

    No Paraná, o Simepar indica tempo instável durante toda a segunda-feira. O órgão prevê temporais isolados em todas as regiões e chuva persistente no litoral. As máximas ficam abaixo de 22 °C na Região Metropolitana de Curitiba. No Noroeste e Sudoeste, não passam de 30 °C.

    Rio Grande do Sul

    No Rio Grande do Sul, o domingo registrou temperaturas baixas. A segunda-feira começa com tempo estável e sol. A previsão indica pouca nebulosidade a partir de terça-feira.

    São Paulo

    Em São Paulo, a Defesa Civil alerta para chuva forte, raios e rajadas de vento entre hoje e terça-feira. O órgão também aponta possibilidade de granizo. Os maiores acumulados devem ocorrer no Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira, Região Metropolitana e Baixada Santista.

     

  • Frente fria mantém temporais no fim de semana; confira

    Frente fria mantém temporais no fim de semana; confira

    Uma frente fria avança e mantém o fim de semana instável em várias regiões do país. O Sul sente os efeitos com maior intensidade. O Inmet alerta para pancadas fortes no litoral gaúcho, na Região Metropolitana de Porto Alegre e na faixa norte do estado.

    Instabilidades atingem SC e PR

    Em Santa Catarina, a instabilidade avança pelo leste e traz risco de temporais no sábado (22/11). No Paraná, o leste, o litoral e o sul registram chuva forte e rajadas que chegam a 40 km/h.

    Região Sul enfrenta calor e baixa umidade

    As temperaturas seguem elevadas no Paraná, no extremo norte catarinense e no oeste gaúcho. A umidade no norte paranaense cai abaixo dos 30%.

    Calor e cavado meteorológico reforçam chuvas no Sudeste

    O sul, o litoral e parte do interior paulista registram chuva moderada a forte. O sul de Minas, o Triângulo Mineiro e o oeste do estado também recebem pancadas devido ao calor, à umidade e a um cavado meteorológico. O Sudeste enfrenta dias quentes, com máximas acima de 30°C. No domingo (23/11), a capital paulista pode ter clima mais ameno, com máxima de 24°C.

    Centro-Oeste tem calor, umidade e pancadas fortes

    Mato Grosso, Goiás e parte de Mato Grosso do Sul recebem pancadas fortes por causa do calor, da umidade e da baixa pressão vinda do Paraguai. Apenas o sul sul-mato-grossense mantém tempo seco, com máxima de 35°C.

    Norte mantém temporais e instabilidade

    Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima registram temporais durante o fim de semana. Tocantins e Pará também têm instabilidades, porém com menor intensidade.

    Nordeste registra chuva e baixa umidade

    A Bahia registra chuva na maior parte do estado, sobretudo ao sul de Salvador. Maranhão, Piauí, Sergipe e Pernambuco também têm pancadas fortes. Algumas áreas do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco têm umidade abaixo de 30%.

     

     

  • Especialistas explicam por que La Niña amena preocupa o agro

    Especialistas explicam por que La Niña amena preocupa o agro

    Confirmado para os próximos meses, o fenômeno La Niña, mesmo de intensidade fraca a moderada, já altera os mapas de chuva e temperatura no Brasil, reforçando um cenário de incertezas climáticas para o agronegócio. A instabilidade exige dos produtores rurais um manejo hídrico mais técnico e previsível para não comprometer a produtividade.

    De acordo com Danilo Silva, gerente agronômico da Netafim, a confirmação do fenômeno, em um ano que começou com expectativa de neutralidade, acende um sinal de alerta. “Temos observado uma La Niña de intensidade leve, mas que já provoca alterações perceptíveis”, explica.

    Contrastes regionais e imprevisibilidade

    O efeito do fenômeno não é uniforme em todo o país. Enquanto o Norte e Nordeste registram aumento de chuvas, o Sul enfrenta períodos mais secos e o Centro-Oeste e Sudeste têm um comportamento irregular.

    “Mesmo uma La Niña considerada fraca pode intensificar contrastes regionais. No Sul, a combinação de temperaturas elevadas e estiagem exige atenção redobrada na irrigação. Já no Nordeste, há municípios com veranicos superiores a 60 dias, um comportamento atípico, enquanto em outras áreas o excesso de chuvas preocupa”, detalha Silva.

    Essa instabilidade pode facilitar a ocorrência de eventos climáticos extremos, como o tornado recente no Paraná. O especialista ressalta que, embora não haja ligação direta com a La Niña, o episódio evidencia a crescente variabilidade atmosférica.

    Verão mais quente da história pressiona recursos hídricos

    Um dos paradoxos destacados pelo especialista é que, apesar de a La Niña estar associada ao resfriamento do Pacífico, o Brasil registrou o verão mais quente desde 1961 no ciclo 2024/2025, justamente sob sua influência.

    “Essa elevação térmica pressiona a demanda hídrica das culturas. Onde há irrigação, o sistema é mais utilizado. Onde não há, a dependência do clima aumenta e a produtividade fica mais vulnerável”, alerta Silva.

    Tecnologia e monitoramento como estratégia

    Para enfrentar a imprevisibilidade, a antecipação e o uso de dados tornam-se essenciais. Silva defende a correlação de informações de diferentes sensores para uma gestão precisa.

    “Uma estação meteorológica bem instalada permite calcular a evapotranspiração com precisão. Quando combinamos esses dados com sensores de umidade do solo, entendemos quanto de água o solo retém e qual volume precisa ser reposto”, explica.

    Na prática, essa integração é viabilizada por controladores de irrigação, como os da linha GrowSphere™, que automatizam bombas e válvulas, permitindo operação remota e adaptada a cada ambiente.

    Não existe receita pronta

    Diante da irregularidade, o especialista é categórico: não existe fórmula única. Em situações de demanda hídrica muito elevada, algumas propriedades podem precisar ajustar os turnos de rega, considerando tipo de solo, estágio da cultura e metas de produtividade.

    “É uma construção conjunta entre produtor, consultor e agrônomo. No fim do dia, entender a dinâmica clima-solo-planta-atmosfera é fundamental para enfrentar essas incertezas”, conclui Silva.

  • Frente fria provoca alerta de perigo intenso; confira

    Frente fria provoca alerta de perigo intenso; confira

    Uma frente fria atinge o Sul do Brasil e causa instabilidade em várias regiões. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu oito alertas meteorológicos. Destes, um apresenta classificação de perigo intenso por tempestades.

    Sistema avança pelo Sul

    O sistema frontal entrou no Rio Grande do Sul neste domingo (16/11). Antes disso, provocou temporais fortes na Argentina e no Uruguai. Nesta segunda-feira (17/11), a frente segue em direção a Santa Catarina e Paraná.

    A frente fria perdeu força ao atravessar o território gaúcho. Isso reduziu a possibilidade de temporais generalizados na região. Porém, ainda favorece episódios isolados de vento forte e granizo.

    Previsão para o Rio Grande do Sul

    A madrugada desta segunda-feira traz chuva no Norte e Leste gaúcho. Há chance de precipitação forte em pontos isolados, segundo o portal MetSul. As condições climáticas exigem atenção dos moradores dessas áreas.

    Santa Catarina e Paraná sob alerta

    Em Santa Catarina, a passagem da frente mantém chuva generalizada. O estado enfrenta risco de temporais isolados durante o dia. As mesmas condições também alcançam áreas do Paraná.

    Alertas de perigo por tempestades

    O Inmet mantém aviso de perigo para cinco estados brasileiros. O alerta abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Também inclui o sul e centro-oeste de São Paulo.

    A previsão indica chuva de 30 a 60 mm/h. O volume diário pode atingir entre 50 e 100 mm. Além disso, os ventos variam entre 60 e 100 km/h. Há possibilidade de queda de granizo nas regiões afetadas.

    Alerta de perigo intenso

    Um segundo aviso apresenta classificação mais grave de perigo intenso. A área de risco abrange o centro-oeste gaúcho e Santa Catarina. Também inclui todo o Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul.

    O alerta permanece válido até as 3h desta segunda-feira. A previsão aponta chuva superior a 60 mm/h nas regiões. Os acumulados diários podem ultrapassar 100 mm de precipitação. Os ventos têm potencial para superar 100 km/h.

    Queda de temperatura no Sul

    O Sul e Sudoeste gaúcho enfrentam alerta de perigo potencial. A temperatura deve cair entre 3°C e 5°C nas próximas horas. Os moradores devem se preparar para o frio intenso.

    Ventos costeiros intensificam

    O litoral gaúcho e catarinense permanece sob aviso de perigo. O alerta para ventos costeiros segue ativo até 18h desta segunda. A intensificação do vento pode causar movimentação de dunas litorâneas.

    Situação na Região Norte

    No Amazonas, a porção oeste mantém alerta de perigo ativo. A região enfrenta chuva intensa com volumes entre 30 e 60 mm/h. O acumulado diário pode chegar até 100 mm de precipitação. Os ventos variam de 60 a 100 km/h na área.

    Outras regiões em atenção

    Várias áreas apresentam instabilidade moderada com alerta de perigo potencial. No Sudeste, o norte de São Paulo e todo Rio de Janeiro estão incluídos. O sul do Espírito Santo também entra na lista de atenção.

    Em Minas Gerais, o centro-sul e Triângulo Mineiro receberam alertas. No Centro-Oeste, o centro-sul de Goiás está sob monitoramento. Mato Grosso também integra a área de atenção meteorológica.

    Na Região Norte, Rondônia e Acre apresentam instabilidade climática. A parte central do Amazonas e Roraima completam as áreas monitoradas.

    Previsão para áreas de perigo potencial

    Nessas regiões, a chuva varia entre 20 e 30 mm/h. O volume diário pode atingir até 50 mm de precipitação. Os ventos sopram de 40 a 60 km/h nas áreas. Há chance isolada de granizo com risco baixo de danos.

    As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas. Em caso de temporais, deve-se evitar áreas abertas e buscar abrigo seguro.

  • Ciclone se afasta e chuva atinge o Centro do país

    Ciclone se afasta e chuva atinge o Centro do país

    O ciclone extratropical se afastou do Brasil neste domingo (9) e avançou para o oceano Atlântico. O fenômeno perdeu força e reduziu as chuvas e ventanias no Sul.

    Mesmo assim, a frente fria segue ativa sobre o continente e provoca chuva no Espírito Santo, norte de Minas Gerais e Goiás. O sistema também influencia o clima na Bahia. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo para tempestade. A previsão indica chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros em um dia.

    Os ventos podem variar entre 60 e 100 km/h, com risco de queda de granizo. O Inmet alerta para possíveis alagamentos, queda de árvores, estragos em plantações e falhas no fornecimento de energia elétrica.
    As áreas sob risco incluem o leste, norte, centro, oeste, noroeste e sul de Goiás; norte e noroeste de Minas Gerais; centro-sul da Bahia, Vale do São Francisco e o Distrito Federal.

    Com o afastamento do ciclone, o ar mais seco e frio de alta pressão predomina no Sul. Nesta segunda-feira (10), o tempo fica firme no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mas com queda de temperatura e madrugadas frias.

    A chuva deve retornar à região na quarta-feira (12), de forma irregular e com baixos volumes, mas sem risco de tempo severo. Na terça-feira (11), as precipitações alcançam o Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Ao mesmo tempo, uma nova frente fria se forma no Sul e leva chuva para São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

  • La Niña exige preparo de produtores do Norte e Nordeste

    La Niña exige preparo de produtores do Norte e Nordeste

    A confirmação oficial da formação do fenômeno La Niña em 2025 coloca produtores das regiões Norte e Nordeste do Brasil em estado de atenção. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) atestaram a ocorrência, que tem 71% de probabilidade de persistir até fevereiro de 2026.

    Apesar da intensidade classificada como fraca, a La Niña deve elevar o volume de chuvas acima da média histórica durante a safra 2025/26. O cenário, que beneficia a disponibilidade hídrica, também exige manejo rigoroso para evitar prejuízos significativos.

    Riscos e estratégias para o agricultor

    Frederico Dellano, Consultor de Desenvolvimento de Produtos da TMG (Tropical Melhoramento & Genética), alerta que os produtores não podem ignorar os impactos do fenômeno. “O produtor precisa antecipar e planejar o manejo para lidar com a maior umidade. Essa condição pode intensificar a ocorrência de nematoides, favorecer doenças fúngicas e comprometer a qualidade dos grãos na colheita”, explica Dellano.

    O especialista lista medidas críticas para a safra:

    • Escolha de cultivares: selecionar sementes adaptadas às condições da região e com resistência a doenças recorrentes é o primeiro passo.
    • Preparo e logística: organizar a logística de insumos e realizar a manutenção de máquinas com antecedência são ações essenciais para aproveitar os breves intervalos entre as chuvas, sem perder a janela ideal de plantio.
    • Cuidados com o solo: Dellano adverte contra o plantio em solos encharcados. “Isso aumenta o risco de compactação e prejudica o desenvolvimento da lavoura. Sempre que possível, o produtor deve utilizar cultivares com maior tolerância ao acamamento, problema agravado pelo excesso de chuva.”
    • Proteção da colheita: o período de colheita exige cuidado redobrado. A umidade elevada pode causar a germinação dos grãos ainda nas vagens, perda de qualidade e o surgimento de doenças de final de ciclo. “Buscar cultivares com melhor tolerância a essas condições é uma forma direta de reduzir os impactos”, completa o consultor.

    Aspecto positivo

    Apesar dos desafios, Dellano ressalta um aspecto positivo: os anos de La Niña costumam ser mais favoráveis para o Norte do Brasil em comparação com os períodos de El Niño, marcados pela escassez de chuvas.

    “O excesso de água exige cuidados adicionais, mas com planejamento e uso de cultivares mais adaptadas, o produtor pode manter bons resultados. Este La Niña, mesmo sendo fraco, merece atenção redobrada principalmente nos períodos críticos da cultura”, conclui o especialista.

  • La Niña pode se estender até 2026 e impactar soja e milho no Brasil

    La Niña pode se estender até 2026 e impactar soja e milho no Brasil

    O fenômeno La Niña deve começar a se formar no último trimestre de 2025 e possui potencial para se estender até o início de 2026, com impactos significativos no clima e na produção agrícola do Brasil e do mundo. É o que aponta o Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX.

    A analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Jaramillo Giraldo, baseia-se em dados de instituições como a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a NOAA. Ela destaca que as anomalias de temperatura no Oceano Pacífico já mostram o resfriamento típico do fenômeno. A previsão mais consolidada indica uma La Niña de intensidade fraca, mas não se descarta um retorno à neutralidade durante o verão no Hemisfério Sul.

    O relatório traça um cenário de contrastes para o Brasil. Enquanto o Sul do país enfrenta alto risco de seca, regiões como o Centro-Oeste e Sudeste podem registrar chuvas acima da média. Este padrão divide os riscos para o agronegócio: a estiagem prejudica culturas como soja e milho no Paraná, Rio Grande do Sul e Uruguai, enquanto o excesso de umidade no Cerrado e Sudeste beneficia plantios, mas também eleva a incidência de doenças fúngicas e atrapalha a colheita da cana-de-açúcar.

    Riscos ampliados para as safras de verão

    A interação da La Niña com a Oscilação de Madden-Julian (MJO) preocupa os especialistas. Essa combinação pode intensificar um padrão de bloqueio atmosférico, impedindo a entrada de frentes frias e prolongando períodos de calor e seca exatamente no Sul do Brasil, Paraguai e Argentina. Este é o período crítico para o desenvolvimento da soja e do milho de primeira safra.

    “Esse fenômeno desloca os ventos para latitudes mais ao sul, reduzindo a entrada de frentes frias. O resultado é um aumento de seca e calor em regiões como o Sul do Brasil, justamente durante a primavera e o verão”, detalha Carolina Giraldo.

    Projeções de temperatura e chuva

    Os modelos climáticos também projetam variações importantes de temperatura para os próximos meses:

    • Outubro de 2025: áreas do leste de Mato Grosso, oeste da Bahia e nordeste de Goiás podem ter temperaturas até 1°C acima da média, acelerando a germinação da soja, mas aumentando o risco se as chuvas atrasarem.
    • Novembro/Dezembro 2025: o Sudeste, principalmente Espírito Santo e Minas Gerais, pode enfrentar calor acima do normal, elevando a evapotranspiração em lavouras e cafezais.
    • Verão 2025/2026: o Centro-Sul deve ter temperaturas médias, o que é bom para o enchimento de grãos, desde que as chuvas se distribuam bem.

    A formação da La Niña, portanto, coloca o setor agrícola em alerta. O fenômeno deve ditar os rumos do clima nos próximos meses, demandando planejamento e gestão de riscos dos produtores para mitigar perdas nas principais commodities do país.

  • INmet emite alerta de perigo potencial para chuva, ventania e granizo

    INmet emite alerta de perigo potencial para chuva, ventania e granizo

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INmet) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para uma extensa área do Sul e Sudeste do Brasil. O aviso, válido para os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, prevê a ocorrência de chuvas intensas, com acumulados que podem atingir até 50 milímetros (mm) em um único dia, acompanhadas de ventos fortes e queda de granizo.

    O alerta amarelo, de nível “perigo potencial”, é o segundo na escala de três níveis do INmet e indica risco moderado para o período. As principais ameaças associadas a essa frente fria e instabilidade atmosférica são:

    • Chuvas intensas: os volumes previstos, de até 50 mm/dia, representam um volume significativo de água em um curto espaço. Esse cenário eleva substancialmente os riscos de alagamentos, enxurradas em áreas de declive e deslizamentos de terra em encostas e morros.
    • Ventos fortes: rajadas de vento podem causar danos como a queda de árvores, destelhar construções e interromper o fornecimento de energia elétrica. A população deve evitar estacionar veículos próximos a placas de propaganda, árvores antigas ou estruturas frágeis.
    • Granizo: a precipitação de pedras de gelo, típica de nuvens de grande desenvolvimento vertical (cumulonimbus), pode danificar veículos, lavouras e telhados, além de representar perigo para pessoas e animais que estiverem ao ar livre sem proteção.

    Como se proteger e onde buscar informações

    Diante de um alerta deste nível, a adoção de medidas de precaução é fundamental. O INmet e a Defesa Civil recomendam:

    • Evite áreas de risco, como baixadas sujeitas a alagamentos e encostas.
    • Não atravesse ruas alagadas ou pontes inundadas.
    • Procure abrigo seguro em caso de ventania ou início de chuva de granizo.
    • Mantenha-se informado por fontes oficiais, como a Defesa Civil Municipal (telefone 199) e o próprio site do INmet.

    A previsão do tempo é uma ferramenta essencial para a prevenção de desastres. A divulgação em massa de alertas como este permite que a população e as autoridades se preparem, minimizando os impactos humanos e materiais dos eventos climáticos severos.