Tag: previsão do tempo

  • Calor persiste e frente fria perde força no país; confira

    Calor persiste e frente fria perde força no país; confira

    O calor continua no início da semana em grande parte do Brasil. Os termômetros seguem acima de 30ºC em várias regiões. Uma frente fria se forma na Região Sul. No entanto, o sistema não avança sobre o território nacional.

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de grande perigo para onda de calor. O aviso inclui oeste de Santa Catarina e Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

    As ondas de calor ocorrem quando as temperaturas superam a média em 5ºC. Além disso, o fenômeno precisa durar mais de cinco dias consecutivos. O tempo permanece firme nesta segunda-feira prolongada pelo Tiradentes. A condição atinge quase toda a Região Sul e todo o Sudeste.

    Parte do Centro-Oeste também registra estabilidade no clima. Mesmo assim, a frente fria provoca tempestades no oeste do Rio Grande do Sul.

    Ainda assim, o sistema perde força e não avança pelo país. Por isso, o calor continua predominante em diversas áreas.

    Em Goiânia e Cuiabá, a máxima chega a 33ºC. Já em São Paulo, os termômetros atingem 25ºC. Curitiba registra máxima de 27ºC ao longo do dia. Enquanto isso, Campo Grande apresenta mínima de 23ºC.

    Brasília tem mínima de 19ºC. Por outro lado, Porto Alegre registra 17ºC nas primeiras horas.

    Na Região Norte, há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas. No Nordeste, o tempo segue firme e com maior presença de nuvens.

  • Outono marcado pela irregularidade: prognósticos para a estação em 2026

    Outono marcado pela irregularidade: prognósticos para a estação em 2026

    A estação do outono no Hemisfério Sul chegou nesta sexta-feira, dia 20 de março. Considerada uma transição entre o calor do verão e o frio do inverno, o período é
    tradicionalmente marcado pelas temperaturas amenas, diminuição das chuvas que encerram o verão (aquelas “águas de março”), noites mais longas e a queda das folhas das
    árvores.

    O outono apresenta fortes precipitações no Norte, escassez no semiárido e redução das chuvas e do calor, especialmente no Centro-Sul brasileiro. Nessas regiões, a estação é
    favorável às espécies de clima ameno, como as hortaliças folhosas e raízes; milho, aveia e trigo; a cultura do caqui, figo e a colheita do maracujá.

    São culturas beneficiadas pelos dias mais curtos (fotoperíodo) e menor umidade, características desse clima menos extremo do que o calor do verão e as frentes frias
    invernais. Por outro lado, sendo época de transição não é incomum que as primeiras massas de ar frio cheguem do sul do continente provocando nevoeiros, principalmente nas
    regiões serranas e de planalto.

    Prognósticos regionais para a agricultura

    Uma Nota Técnica Conjunta INMET / INPE apresentou os prognósticos para o outono brasileiro em 2026, indicando a influência do El Niño e sugerindo atenção para a
    possibilidade de uma estação mais quente e chuvosa.

    Para a região Norte, a previsão climática para o período de abril a junho indica chuvas acima da média. No nordeste, ela sugere condições desfavoráveis às chuvas na Bahia,
    Paraíba e no Rio Grande do Norte. Nas duas regiões, por outro lado, há expectativa de temperaturas acima da média.

    Para a região Centro-Oeste, a Nota Técnica conjunta do INMET / INPE indica redução de chuvas, especialmente no Mato Grosso, enquanto as temperaturas devem permanecer
    acima da média em toda a região.

    Na região Sudeste, embora possam ocorrer chuvas abaixo da média, há possibilidade de precipitações volumosas, sobretudo no leste. Já as temperaturas devem ficar também
    acima da média, ainda que as primeiras frente frias tragam prejuízos, especialmente nas regiões elevadas.

    Um prognóstico parecido é previsto, pela Nota Técnica Conjunta, para o Sul brasileiro. Exige-se atenção, em particular, ao aquecimento sobre as regiões do Rio Grande do Sul e
    Santa Catarina.

    Estes cenários exigem cuidados extras com a safra, diante da instabilidade com os padrões tradicionais do outono. Assim, a Nota Técnica Conjunta adverte que a produção agrícola,
    nos próximos meses, deve ser acompanhada com atenção.

  • Calor intenso predomina no Brasil no início da semana

    Calor intenso predomina no Brasil no início da semana

    O tempo quente deve continuar em todo o Brasil no início desta semana, com episódios de chuva no Centro-Oeste, Norte e partes do Nordeste. Após um fim de semana de calor, os termômetros devem alcançar 30ºC em São Paulo e 37ºC em Porto Alegre na segunda-feira.

    O Rio Grande do Sul deve registrar as temperaturas mais elevadas do país ao longo da semana. Grande parte do território gaúcho deve ter máximas próximas ou acima de 35ºC durante as tardes. Além disso, a partir de terça-feira, as temperaturas podem atingir até 40ºC em algumas áreas do estado.

    Na região oeste e central dos estados do Sul, a previsão indica ocorrência de chuvas intensas nesta segunda-feira. Por isso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo para essas áreas. Enquanto isso, a Região Sudeste deve registrar temperaturas elevadas e pouca ocorrência de chuva. No Rio de Janeiro, por exemplo, o tempo deve permanecer quente, com máxima de 33ºC e mínima de 19ºC.

    Já a Região Norte também deve enfrentar calor ao longo da semana, embora a umidade traga algum alívio. Ainda na segunda-feira, os termômetros podem alcançar 30ºC em Palmas, 33ºC em Manaus e 36ºC em Boa Vista. Segundo o Inmet, também há previsão de pancadas de chuva isoladas em todo o Centro-Oeste.

    As instabilidades devem atingir grande parte da Região Norte e do Nordeste. No Nordeste, a exceção fica para Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco, onde não há previsão de chuva. Além disso, áreas amplas de Minas Gerais também devem registrar pancadas de chuva isoladas.

    A previsão indica que o tempo abafado deve continuar predominando no país durante abril. Mesmo com a mudança de estação, o clima ainda deve apresentar características típicas de verão. O outono começa oficialmente na próxima sexta-feira, dia 20.

  • Brasil enfrenta novo El Niño a partir de maio com previsão de temporais

    Brasil enfrenta novo El Niño a partir de maio com previsão de temporais

    O fenômeno climático El Niño retorna ao Brasil em 2026 com previsão de intensidade moderada a forte, trazendo temporais severos e ondas de calor prolongadas para grande parte do território nacional. Os primeiros efeitos devem começar em maio e se intensificar ao longo do ano, segundo análises da maior empresa de consultoria meteorológica do Brasil e da América Latina.

    Altas temperaturas (manchas vermelhas) no oceano Pacífico Equatorial, como observado entre 1 e 10 de junho de 2023, são características do El Niño. Fotoe: NOA

    Vinicius Lucyrio, meteorologista, alerta que o El Niño 2026 terá um início acelerado. “Possivelmente, o El Niño este ano terá um início acelerado, e a expectativa é de que seja, no mínimo, um evento climático com intensidade de moderada a forte”, afirma o especialista. E isso deve afetar de forma prejudicial a produção agrícola do Brasil.

    As projeções da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA) indicam maior probabilidade de um El Niño moderado ou mais intenso entre agosto, setembro e outubro. Normalmente, o fenômeno atinge seu pico entre novembro e janeiro.

    Temporais severos preocupam especialistas

    O aquecimento do ar e do oceano aumenta significativamente os eventos de temporais severos. Lucyrio lembra que 2023 e 2024 registraram as temperaturas mais altas da história do planeta, ambos anos marcados por um forte El Niño e maior frequência de incidentes climáticos extremos.

    O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico equatorial aquecem anormalmente. Esse aquecimento eleva a temperatura do ar e torna a distribuição de chuvas irregular na maior parte do País. O Rio Grande do Sul recebe mais precipitações, enquanto a Amazônia e o Nordeste enfrentam secas severas.

    Frio concentrado em maio e junho

    Especialistas apontam que o período mais frio de 2026 concentrará as massas de ar frio principalmente em maio e junho. A partir de julho, o desenvolvimento mais consistente do El Niño reduzirá gradualmente a entrada de ar frio no Brasil.

    “A tendência é termos extremos de calor e tempo seco a partir do final do inverno e a primavera de 2026. Isto mostra uma certa similaridade com as condições de 2023, no sentido de que poderemos ter grandes, frequentes, longas e intensas ondas de calor em grande parte do interior do País”, explica Lucyrio.

    Sul do país terá inverno tempestuoso

    Enquanto o interior enfrenta calor extremo, o Sul do Brasil terá um inverno mais tempestuoso e nublado. Os eventos de chuva abrangente, com risco de enchentes, além de fortes temporais e CCMs (Complexos Convectivos de Mesoescala), crescerão expressivamente na primavera. Mato Grosso do Sul e São Paulo também sentirão parte dessa instabilidade.

    As previsões indicam que os rios da Amazônia terão uma cheia maior em 2026 comparada ao ano anterior, seguida por uma vazante muito mais acentuada. “Entretanto, ainda não dá para afirmar se isso vai comprometer a navegabilidade dos rios da região. É bem provável que tenhamos longos e fortes períodos de calor e tempo seco por lá”, avalia Lucyrio.

    Chuvas irregulares ameaçam abastecimento e agricultura

    O meteorologista alerta que o início do próximo período úmido pode “enganar” algumas regiões. Pancadas de chuva atípicas podem ocorrer entre agosto e setembro no Brasil Central, sudeste do Pará, Minas Gerais, São Paulo e interior nordestino. Contudo, essas chuvas não indicarão o retorno da regularidade.

    “O começo do próximo período de chuvas deve ter um padrão muito irregular e insuficiente para repor a umidade do solo e dos reservatórios, o que pode levar a problemas de abastecimento, geração de energia hidrelétrica e instalação de algumas culturas”, conclui o especialista.

    O agricultor deve se preparar para proteger a produção, pois o ano promete muitos obstáculos para a plantação.

  • Calor intenso persiste no fim do Carnaval

    Calor intenso persiste no fim do Carnaval

    O calor intenso deve continuar no Brasil na reta final do Carnaval. Além disso, o tempo segue instável e abafado em várias regiões. Segundo previsões meteorológicas, chuvas típicas de verão devem atingir grande parte do país. Entretanto, as precipitações não devem reduzir as temperaturas elevadas.

    Sul

    Na Região Sul, a instabilidade tende a aumentar nos próximos dias. Isso porque uma frente fria avança e intensifica as chuvas. No entanto, o sistema não afasta o calor predominante. Especialistas indicam que a atividade da frente fria será limitada. Portanto, não há previsão de massa de ar frio forte na retaguarda. Assim, as temperaturas não devem registrar queda significativa.

    No Rio Grande do Sul, a instabilidade observada no fim de semana continua. A massa de ar quente e úmido de origem tropical mantém o clima abafado. Além disso, o tempo deve alternar entre sol, nuvens e pancadas de chuva.

    Sudeste

    No Sudeste, as temperaturas permanecem elevadas neste início de semana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as máximas superam 30 °C em todos os estados.
    Ainda conforme o órgão, há previsão de muitas nuvens e chuva isolada.

    Norte e Centro-Oeste

    Nas regiões Norte e Centro-Oeste, o calor também predomina durante o Carnaval.
    O estado de Roraima deve registrar máximas próximas de 38 °C na segunda-feira (16/2).
    Já no norte de Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, os termômetros podem alcançar 39 °C.

    Dessa forma, o calor intenso deve marcar os últimos dias do feriado em todo o país.

  • Atenção produtor:  ciclone traz chuvas intensas ao Sudeste a partir de sexta

    Atenção produtor: ciclone traz chuvas intensas ao Sudeste a partir de sexta

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a formação de um ciclone no Sudeste a partir de sexta-feira (30). O sistema deve se formar no litoral e provocar grandes volumes de chuva em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Segundo o Inmet, os acumulados podem superar 100 milímetros na Serra da Mantiqueira. Além disso, o litoral paulista pode registrar volumes acima de 60 milímetros.

    O ciclone também deve intensificar tempestades na cidade de São Paulo durante a sexta-feira. Com isso, há risco de granizo em grande parte do estado paulista. Além disso, municípios vizinhos de Minas Gerais podem registrar granizo, especialmente na região do Triângulo Mineiro.

    No sábado (31), as áreas de chuva devem se concentrar entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro. Nesse período, os acumulados podem superar 100 milímetros em 24 horas. Ao mesmo tempo, há previsão de tempestades localizadas no norte de Santa Catarina, no leste do Paraná e no sul de São Paulo.

    Até o momento, o Inmet indica que o ciclone deve atuar até o início da próxima semana. Assim, o sistema pode favorecer a formação de um canal de umidade entre Espírito Santo e Mato Grosso.

    Frente fria aumenta risco no Sul

    Antes disso, a partir desta quinta-feira (29), a passagem de uma frente fria deve provocar chuvas intensas no Sul.
    O sistema pode causar tempestades isoladas no Paraná e em Santa Catarina. As áreas com maior risco incluem a região metropolitana de Curitiba, o norte catarinense e o Vale do Itajaí. Além disso, a região serrana de Santa Catarina pode registrar raios, granizo e acumulados de até 100 milímetros em 24 horas.

  • Inmet alerta para tempestades e ventos no Sul

    Inmet alerta para tempestades e ventos no Sul

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu neste sábado (10) alerta laranja para tempestades na Região Sul do Brasil. O aviso vale até as 12h deste domingo (11) e indica risco moderado a elevado para a população.

    O alerta laranja representa perigo e fica entre os níveis amarelo e vermelho, conforme a classificação do Inmet.
    Segundo o instituto, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem registrar chuva intensa nas próximas horas.

    A previsão aponta volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia. Além disso, o Inmet prevê ventos intensos, com rajadas entre 60 e 100 quilômetros por hora. Também há possibilidade de queda de granizo em diferentes áreas da Região Sul.

    Danos às plantações

    O cenário oferece risco de corte de energia elétrica e danos às plantações agrícolas. Há ainda possibilidade de queda de árvores, alagamentos urbanos e prejuízos à infraestrutura.

    No Rio Grande do Sul, a região da Lagoa dos Patos deve enfrentar intensificação dos ventos costeiros.
    As rajadas podem deslocar dunas de areia e atingir construções localizadas na orla. Durante ventos fortes, o Inmet orienta não se abrigar sob árvores e evitar áreas abertas.

    A recomendação inclui não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O instituto também orienta evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros atende ocorrências pelo número 193.

  • Previsão do tempo em janeiro: INMET alerta agricultores para clima

    Previsão do tempo em janeiro: INMET alerta agricultores para clima

    O INMET projeta volumes de chuva acima da média para as regiões Norte e Sul durante janeiro de 2026. A previsão também contempla o oeste do Centro-Oeste, formando um corredor de precipitações intensas.

    Na Região Norte, o Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e porções do Pará registrarão até 50 mm acima da média histórica. O centro-sul de Tocantins e o sul de Roraima, no entanto, enfrentarão os menores volumes da região.

    A Região Sul concentrará acumulados de até 50 mm acima da média histórica em praticamente todos os estados. As exceções ficam por conta do centro-oeste de Santa Catarina e do sul do Rio Grande do Sul, onde o instituto prevê volumes próximos ou abaixo da média.

    Nordeste e Sudeste enfrentam déficit hídrico; Centro-Oeste apresenta cenário misto

    O INMET antecipa chuvas abaixo da média no centro-sul do Nordeste e no centro-norte do Sudeste. A Bahia, o centro-sul do Piauí, a região central do Maranhão e o oeste de Pernambuco devem registrar os menores índices pluviométricos do Nordeste.

    No Sudeste, o sul do Espírito Santo, o centro-norte do Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais experimentarão déficit de chuvas. São Paulo e o sul de Minas Gerais, por outro lado, terão volumes acima da média.

    O Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul receberão chuvas acima da média, assim como o nordeste e sudoeste de Goiás. As demais áreas da região experimentarão precipitações próximas ou abaixo da média climatológica.

    Aquecimento intenso no interior do Brasil

    O INMET projeta temperaturas acima da média em quase todo o território nacional. Tocantins liderará o aquecimento na Região Norte, com temperaturas até 1°C acima da média climatológica.

    O Nordeste registrará temperaturas elevadas em todos os estados, com destaque para o sul do Piauí, onde o aumento médio superará 1°C. A Bahia, o Piauí e o sul do Maranhão concentrarão as maiores anomalias térmicas.

    No Centro-Oeste, o centro-leste de Goiás, o Distrito Federal, o centro-oeste do Mato Grosso do Sul e o noroeste do Mato Grosso alcançarão temperaturas até 1°C acima da média.

    Sudeste e Sul registram aquecimento moderado

    O noroeste de Minas Gerais, o oeste e o nordeste de São Paulo terão aumento nas temperaturas médias. O Espírito Santo e o Rio de Janeiro permanecerão próximos à climatologia.

    Na Região Sul, o Rio Grande do Sul, o norte de Santa Catarina e o centro-leste do Paraná experimentarão aumento médio de até 0,6°C. Santa Catarina e o sul gaúcho manterão temperaturas próximas à média.

    Agricultura enfrenta desafios e oportunidades

    As chuvas acima da média no Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Pará favorecerão a reposição da umidade do solo e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. A recuperação das pastagens também se beneficiará das precipitações.

    O aumento das temperaturas em Tocantins, entretanto, intensificará a evapotranspiração e elevará o risco de estresse térmico. O centro-sul do Tocantins e o sul de Roraima exigirão maior atenção ao manejo hídrico.

    Nordeste: irregularidade hídrica ameaça lavouras de sequeiro

    A Bahia, o centro-sul do Piauí, o centro do Maranhão e o oeste de Pernambuco enfrentarão déficit hídrico associado a temperaturas elevadas. Essas condições comprometem a semeadura e o desenvolvimento do milho e do feijão, principalmente nas fases reprodutivas.

    A faixa litorânea, a Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Ceará, com chuvas acima da média, oferecerão condições favoráveis ao desenvolvimento das culturas e à fruticultura irrigada.

    O Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, com chuvas acima da média e temperaturas elevadas, favorecerão os cultivos em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos.

    Goiás, com previsão de chuvas abaixo da média, enfrentará períodos de restrição hídrica e aumento do risco de estresse nas lavouras durante fases sensíveis do ciclo.

    Sudeste: São Paulo deve ser favorecido,mas demais estados enfrentam restrições

    São Paulo se beneficiará com chuvas acima da média, favorecendo grãos, cana-de-açúcar e café. Minas Gerais, Espírito Santo e o centro-norte do Rio de Janeiro, com déficit hídrico e temperaturas elevadas, terão disponibilidade hídrica limitada, afetando o desenvolvimento inicial das lavouras.

    Sul: condições ideais para culturas de verão

    Os acumulados de chuva acima da média, associados a temperaturas próximas ou ligeiramente elevadas, favorecerão as culturas de verão em fase inicial e a recuperação das pastagens.

    No sul do Rio Grande do Sul, menores volumes de chuva e maior incidência de radiação solar beneficiarão as operações de campo e o desenvolvimento do arroz irrigado.

  • Ciclone intenso avança pelo Brasil e preocupa meteorologistas

    Ciclone intenso avança pelo Brasil e preocupa meteorologistas

    Um ciclone atípico e de grande intensidade começou a atingir o Brasil nesta segunda-feira (8), com previsão de fortes impactos até quinta (11). Segundo a MetSul Meteorologia, o fenômeno alcançará as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, trazendo chuva volumosa, ventos intensos e risco de transtornos como quedas de energia e alagamentos.

    O Rio Grande do Sul deve sentir os efeitos mais severos. O estado enfrentará tempestades, precipitação acima da média e ventos ciclônicos por até 36 horas. A pressão atmosférica pode cair para valores entre 985 hPa e 990 hPa, índices raros para o mês de dezembro e semelhantes aos de sistemas subtropicais mais típicos do inverno.

    O deslocamento lento do ciclone aumenta o potencial de estragos. Após cruzar a Argentina, o sistema deve atuar com força sobre o Rio Grande do Sul entre terça e quarta-feira, afastando-se apenas na quinta. Essa lentidão prolonga o período de instabilidade e eleva o risco de inundações e deslizamentos.

    As chuvas devem ser intensas

    Modelos meteorológicos indicam acumulados superiores a 100 milímetros em áreas do Sul e de estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em locais isolados, os volumes podem chegar entre 150 mm e 300 mm, provocando enxurradas e transtornos em zonas urbanas e rurais.

    Os temporais mais fortes devem ocorrer na terça-feira (9), quando há chance de granizo, vendavais e formação de supercélulas, tempestades altamente severas. O Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo estão entre as regiões com maior risco.

    O vento também preocupa. No Sul e no Leste gaúcho, rajadas podem ultrapassar 100 km/h, alcançando até 130 km/h em áreas próximas ao litoral e à Lagoa dos Patos. Em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, a previsão é de ventos entre 70 km/h e 100 km/h, suficientes para derrubar árvores, causar danos em estruturas e interromper o fornecimento de energia em parte das cidades.

  • La Niña ameaça elevar preços dos alimentos em até 5% em 2026

    La Niña ameaça elevar preços dos alimentos em até 5% em 2026

    O fenômeno climático La Niña deve pressionar os preços dos alimentos no Brasil ao longo de 2026. O BTG projeta que a inflação no setor acelere de 1,3% em 2025 para 5,0% no próximo ano. Fatores climáticos e o ciclo pecuário lideram as causas desse aumento.

    O banco divulgou relatório que aponta o clima como principal fator de risco, mesmo diante de um cenário inicialmente favorável para a produção de grãos. Os efeitos do La Niña preocupam especialmente os analistas do setor.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil produza 355 milhões de toneladas de grãos na temporada 2025/26, superando o recorde anterior. A previsão inclui 178 milhões de toneladas de soja e 139 milhões de toneladas de milho.

    La Niña já chegou e deve persistir até fevereiro

    A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou na quinta-feira, 4, que existe 55% de probabilidade de um La Niña fraco entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. O fenômeno já atua sobre o clima brasileiro.

    O La Niña resfria as águas do Oceano Pacífico e altera o regime de chuvas em diversas regiões produtoras. O fenômeno deve impactar diretamente a colheita de soja e a semeadura do milho safrinha, comprometendo a produtividade das lavouras.

    Especialistas monitoram a evolução do fenômeno para avaliar seus efeitos reais sobre a agricultura brasileira e o abastecimento alimentar do país nos próximos meses.