Tag: Preços

  • Demanda aquecida sustenta preços do boi em dezembro

    Demanda aquecida sustenta preços do boi em dezembro

    O mercado pecuário ganha força com a entrada de dezembro, puxado pelo aumento do consumo nas festas de fim de ano. Além disso, o pagamento do 13º salário eleva as compras de carne no varejo, segundo levantamentos do Cepea.

    No mercado externo, China e Estados Unidos mantêm sinais claros de demanda firme durante este início de mês.
    Para atender aos pedidos, parte dos frigoríficos já opera com escalas adiantadas e férias coletivas programadas.
    Por outro lado, algumas indústrias ainda precisam comprar muitos animais, o que sustenta a movimentação do mercado.

    Assim, o aquecimento deve continuar, principalmente até a metade da próxima semana, avaliam os pesquisadores. Historicamente, a primeira quinzena registra alto escoamento de carne no atacado e no varejo nacional. Como resultado, o cenário dá suporte direto aos preços da arroba do boi gordo.

    Na segunda quinzena, porém, o mercado costuma perder ritmo por paradas técnicas e recessos industriais.
    Mesmo assim, a oferta ajustada e as exportações recordes mantêm os preços sustentados neste mês.
    Portanto, o setor não deve enfrentar pressão significativa de queda ao longo de dezembro.

     

  • Preços do café oscilam com força em novembro; confira

    Preços do café oscilam com força em novembro; confira

    Os preços médios dos cafés arábica e robusta oscilaram fortemente em novembro, porém ficaram próximos aos níveis de outubro. Pesquisadores do Cepea atribuíram a volatilidade, sobretudo, às decisões comerciais dos Estados Unidos sobre tarifas de importação do café.

    No início do mês, o mercado reagiu às expectativas de retirada do café da lista de produtos sobretaxados naquele país. Depois, a partir do dia 20, os preços responderam à confirmação da isenção da tarifa adicional de 40% sobre o produto. Além disso, as condições climáticas no Brasil e no Vietnã também influenciaram as cotações no mercado doméstico.

    O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou média de R$ 2.245,16 por saca de 60 quilos em novembro.
    Esse valor ficou apenas 0,5% acima da média verificada em outubro, indicaram os dados do centro de pesquisas.
    Ao longo do mês, o indicador variou entre R$ 2.100 e R$ 2.300 por saca, os mesmos níveis de outubro.
    No caso do robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 apresentou média de R$ 1.384,46 por saca em novembro.

    Esse resultado representou alta de 1% em relação à média registrada em outubro, segundo os pesquisadores.
    Durante o mês, os preços oscilaram entre R$ 1.300 e R$ 1.400 por saca, mantendo o padrão do mês anterior.
    Assim, apesar da volatilidade diária, o mercado brasileiro de café fechou novembro com estabilidade nos preços médios.

     

     

  • Safra recorde da Argentina pressiona preços do trigo no Brasil

    Safra recorde da Argentina pressiona preços do trigo no Brasil

    Agentes brasileiros acompanham de perto a colheita de trigo na Argentina, principal fornecedora do cereal ao Brasil. Pesquisadores do Cepea destacam que o desempenho argentino influencia diretamente o mercado brasileiro do grão.

    Dados da Bolsa de Cereales, divulgados em 27 de novembro, indicam avanço significativo da colheita no país vizinho. Até a data, a Argentina havia colhido 33,9% da área cultivada com trigo. Além disso, a entidade revisou a produção para 25,5 milhões de toneladas. Esse volume supera em 1,5 milhão de toneladas a estimativa anterior da própria bolsa. Consequentemente, o país registra um novo recorde histórico na produção do cereal. O número também supera o recorde anterior, de 22,4 milhões de toneladas, obtido na safra 2021/22.

    Enquanto isso, os preços do trigo caíram no mercado brasileiro ao longo de novembro. Segundo o Cepea, a perspectiva de oferta elevada na Argentina pressiona as cotações internas. Além disso, a valorização do real frente ao dólar reforçou o movimento de desvalorização do trigo. No Rio Grande do Sul, o preço médio atingiu R$ 1.044,82 por tonelada em novembro. Esse valor representa queda de 8,2% em relação a outubro de 2025.
    Além disso, o preço recuou 17,1% frente a novembro de 2024. Com isso, o estado registrou o menor valor mensal desde fevereiro de 2018. Todas as comparações consideram valores reais corrigidos pelo IGP-DI.

    No Paraná, o preço médio fechou novembro em R$ 1.196,69 por tonelada. O valor representa recuo mensal de 1,6%. Na comparação anual, a queda alcançou 15,9%. Assim, o estado anotou o menor patamar desde outubro de 2023. Desse modo, o avanço da safra argentina segue como fator-chave para o mercado brasileiro de trigo.

     

  • Preço do trigo cai no Brasil com oferta interna e externa

    Preço do trigo cai no Brasil com oferta interna e externa

    Os preços do trigo seguem em queda no mercado brasileiro, segundo levantamento do Cepea. A oferta nacional amplia a pressão sobre as cotações e mantém o mercado enfraquecido. Além disso, os analistas destacam que a boa expectativa para a produtividade desta safra reforça esse movimento.

    Ao mesmo tempo, o Cepea aponta que a desvalorização do dólar aumenta a competitividade do trigo importado. Por isso, os compradores tentam negociar o produto nacional com valores ainda menores. Esse comportamento mostra a preferência do mercado por alternativas mais baratas, o que reduz o espaço para altas.

    No cenário global, a produção mundial de trigo deve crescer 3,5% e alcançar o recorde de 828,89 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo o USDA. Esse avanço indica uma oferta ampla e consistente no mercado internacional.

    A Argentina também ampliou sua estimativa. A Bolsa de Cereales elevou a projeção para 24 milhões de toneladas, outro recorde histórico. O Cepea afirma que a maior disponibilidade argentina pode elevar as importações brasileiras, já que os preços costumam ser competitivos.

    Os pesquisadores destacam que esse quadro global pressiona as cotações internacionais e, consequentemente, os valores praticados no Brasil. Assim, a tendência de baixa permanece enquanto a oferta seguir elevada dentro e fora do país.

  • Saiba diferenciar o alho brasileiro do alho chinês

    Saiba diferenciar o alho brasileiro do alho chinês

    O cheiro do alho invade a cozinha. Sobe rápido. Avisa que tem coisa boa vindo do fogão. É quase um alarme — daqueles que chamam a fome e puxam memórias antigas. Mas quem usa alho todo dia já reparou uma coisa. Nem todo alho é igual. E isso muda tudo, sim.

    Você sabe diferenciar o brasileiro do chinês? Parece detalhe. Não é. O Agro em Campo explica.

    Começa pela aparência

    O alho brasileiro costuma ter a casca branca ou com um arroxo leve. Quase tímido. Mas, quando você abre, a pele dos dentes brilha num roxo mais firme. Os dentes são compactos. Apertados mesmo. A cabeça pesa mais na mão. Dá uma sensação de produto forte, inteiro.

    O chinês… bem, é outro papo. Casca sempre clara, bem branca. A pele que envolve os dentes vira um marrom puxado para castanho. E pronto — até o brilho muda.

    Depois vem o cheiro

    O brasileiro, por exemplo, é mais intenso. Bem mais. Tem um aroma que invade o ambiente. O chinês é mais suave, quase discreto demais. Apesar disso, tem gente que gosta. Tem gente que torce o nariz.

    E tem o tal do alho sorriso. Ele é brasileiro. E simpático. Ao descascar, a película some — ou fica tão fina que parece nem estar lá. Os dentes ficam expostos, como se estivessem… sorrindo. Prático. Bonito. Com casca roxa ou amarronzada. E muito querido nas feiras.

    Importações

    De janeiro a setembro, o Brasil trouxe 12,8 milhões de caixas de alho de 10 quilos. É alho pra caramba. Cerca de 128 mil toneladas. E a China ganhou destaque, respondeu por 45% desse volume.
    Foram 5,82 milhões de caixas, contra 3,16 milhões no mesmo período do ano passado, um salto gigante de 84% a mais.

    Mesmo assim, a Argentina ainda lidera com cerca de  52% do total. Mas com preços mais altos, sem chance de competir com os chineses.
    Só em setembro, chegaram 1,07 milhão de caixas. Destas, 1,05 milhão eram da China. Preço médio? US$ 12,09 por caixa. Baixíssimo.

    Rafael Corsino, presidente da ANAPA, não esconde a preocupação. Diz que o alho chinês chega barato demais.  Ou seja, “incompatível com o custo real da produção nacional”.

    Resultado? Produtor brasileiro travado. Difícil negociar safra. Difícil respirar.

    Projeção assusta

    Para 2025, a ANAPA espera 15,5 milhões de caixas importadas. Mesmo com boa safra nacional, o mercado segue pressionado. Sufocado.

    O setor pede firmeza do governo. Ações de defesa comercial. E um apelo simples ao consumidor: olhar a etiqueta. Escolher o que é do país. Valorizar quem planta aqui. Porque, no fim, alho é só alho — até você descobrir que ele conta histórias também.

  • Exportações de algodão ganham ritmo com beneficiamento

    Exportações de algodão ganham ritmo com beneficiamento

    O beneficiamento do algodão em pluma da safra 2024/25 já ultrapassou a metade, e as exportações avançam em outubro. Cálculos do Cepea indicam que, se o ritmo atual continuar, o volume embarcado pode superar 300 mil toneladas.

    Esse resultado seria o maior desde o início do ano, reforçando o bom desempenho do algodão brasileiro no mercado externo.

    No mercado interno, o cenário é diferente. O baixo escoamento de produtos manufaturados leva as indústrias a adotar cautela nas compras. Ou seja, com menor demanda, as negociações seguem lentas e os preços se mantêm estáveis, acompanhando a paridade de exportação.

    O levantamento do Cepea mostra ainda que as cotações da pluma variam em faixa estreita. A média do mês está em R$ 3,55 por libra-peso, com mínima de R$ 3,50/lp e máxima de R$ 3,61/lp — uma variação de apenas 2,8%.

    O desempenho positivo das exportações, aliado à estabilidade doméstica, indica um mercado de algodão equilibrado e atento às oportunidades externas.

  • Preços do café elevam poder de compra dos produtores

    Preços do café elevam poder de compra dos produtores

    Os preços do café seguem firmes e fortalecem o poder de compra dos produtores rurais. Segundo o Cepea, a saca de 60 quilos do arábica opera em torno de R$ 2.200, enquanto o robusta supera R$ 1.350.

    Com isso, o poder de compra dos cafeicultores frente aos principais fertilizantes é considerado favorável neste ano. Em outubro, produtores de São Paulo precisaram de 1,16 saca de arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada do adubo formulado 20-00-20.

    O resultado mostra avanço frente às 1,44 sacas registradas no mesmo período de 2024 e à média histórica de 2,6 sacas, iniciada em 2011.

    Os pesquisadores destacam que a retomada das chuvas nas regiões produtoras favorece o início das adubações. Essa condição deve impulsionar o bom desenvolvimento das lavouras e garantir uma safra positiva em 2025/26.

  • Mercado do feijão desacelera e preços recuam no país

    Mercado do feijão desacelera e preços recuam no país

    O mercado de feijão manteve ritmo lento na última semana, e os preços seguiram em queda. Segundo o Cepea, a retração dos compradores e a oferta de lotes com umidade fora do padrão industrial pressionaram as cotações.

    Os pesquisadores destacam que o feijão classificado como “extra”, com peneira 12 acima de 90%, é escasso e valorizado. Muitos produtores que ainda têm esse grão só vendem quando precisam fazer caixa. Já os mais capitalizados preferem armazenar o produto à espera de melhores oportunidades.

    No campo, o avanço da semeadura da safra 2025/26 alcança 21,1% da área estimada para o primeiro ciclo, conforme dados da Conab do dia 11. No Sul, as chuvas têm atrasado as atividades. Em São Paulo, a semeadura terminou há semanas, e os produtores se preparam para iniciar a colheita no fim de outubro. Grande parte das lavouras paulistas é irrigada, o que permite uma colheita mais adiantada em relação a outras regiões.

    A Conab estima que a produção brasileira de feijão em 2025/26 deve atingir 3,04 milhões de toneladas, 1% abaixo da safra anterior. A queda reflete a redução de 0,4% na área plantada, para 2,68 milhões de hectares, e a leve baixa de 0,5% na produtividade, agora em 1.134 kg por hectare.

    A oferta segue desigual entre os tipos de feijão. O feijão-carioca, o preto e o caupi apresentam dinâmicas distintas de mercado, influenciadas pela demanda regional e pela qualidade dos lotes disponíveis.

     

  • Preços do boi gordo continuam em alta em outubro

    Preços do boi gordo continuam em alta em outubro

    As cotações do boi gordo seguem em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea desde o início de outubro. A menor disponibilidade de animais prontos para o abate mantém a procura firme e sustenta os preços.

    Segundo o Cepea, mesmo com os contratos de confinadores garantindo parte do suprimento aos frigoríficos, as escalas de abate estão mais curtas neste mês. Esse cenário tem elevado a busca por animais no mercado de balcão.

    No acumulado de outubro, os preços do boi permanecem firmes nas 28 regiões pesquisadas pelo Cepea. Em São Paulo, as negociações ocorrem entre R$ 305 e R$ 315 por arroba, com alguns negócios chegando a R$ 320.

    Com os valores atuais, a diferença entre a arroba do boi gordo e 15 quilos de carcaça é a menor do ano, aponta o Centro de Pesquisas.

  • Demanda aquecida mantém alta nos preços do frango

    Demanda aquecida mantém alta nos preços do frango

    Os preços do frango vivo e da carne seguem em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o avanço é impulsionado pela maior demanda típica do início do mês.

    Pesquisadores destacam que as valorizações se mantêm desde o início de setembro, mesmo na segunda quinzena, quando o consumo costuma cair com a redução do poder de compra da população.

    No mercado de pintinhos de corte, os levantamentos do Cepea indicam dois meses consecutivos de alta, em agosto e setembro. De acordo com agentes consultados, a valorização reflete a oferta limitada e a demanda firme pelo produto.