Tag: Preços

  • Exportações de carne bovina caem, mas preço maior sustenta receita

    Exportações de carne bovina caem, mas preço maior sustenta receita

    As exportações brasileiras de carne bovina perderam ritmo em julho, após alcançarem recorde histórico no primeiro semestre de 2026. Segundo o Cepea, a queda ocorreu principalmente pela redução das compras chinesas. A China antecipou parte das aquisições nos primeiros meses do ano. Além disso, o país já preencheu 90% da cota estabelecida.

    De acordo com dados da Secex, o Brasil exportou 257,983 mil toneladas de carne bovina em julho. O volume representa uma queda de 16,83% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar disso, a receita recuou menos no período. O faturamento passou de US$ 1,66 bilhão para US$ 1,56 bilhão.

    Assim, a receita com as exportações caiu 6,02% na comparação anual. Para pesquisadores do Cepea, a diferença entre volume e receita revela um cenário importante. A carne bovina brasileira está sendo comercializada no mercado internacional por valores mais elevados.

    Exportações de carne suína recuam em julho

    As exportações brasileiras de carne suína também recuaram entre junho e julho. Segundo pesquisadores do Cepea, a queda ocorreu principalmente pela redução das compras asiáticas.

    As Filipinas lideraram esse movimento. O país representa atualmente o principal destino da carne suína brasileira no exterior.

    Conforme dados da Secex, as compras aceleraram durante todo o primeiro semestre de 2026. Por isso, as Filipinas formaram estoques maiores e reduziram a demanda em julho. Além disso, o Cepea destaca que quedas nos embarques são comuns no início do segundo semestre.

    Nos últimos dez anos, julho registrou retração nas exportações em cinco ocasiões.O movimento também ocorreu em 2025, quando diversos países asiáticos reduziram as compras. Entre eles estavam importantes parceiros comerciais, como China, Filipinas e Japão.

    Mercado externo reduz ritmo de compras

    O desempenho de julho mostra uma desaceleração nas exportações brasileiras de proteínas animais. No caso da carne bovina, a redução das vendas à China teve maior impacto.

    Entretanto, os preços internacionais mais elevados limitaram a queda da receita brasileira. Já no mercado de carne suína, o ajuste concentrou-se principalmente entre compradores asiáticos. Assim, o ritmo dos embarques no início do segundo semestre ficou mais moderado.

    Siga o canal do Agro em Campo no WhatsApp e saiba tudo em primeira mão

  • Arroz mantém mercado firme com oferta interna limitada

    Arroz mantém mercado firme com oferta interna limitada

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue firme, sustentado pela oferta restrita. Segundo o Cepea, produtores mantêm postura cautelosa nas vendas e aguardam preços mais atrativos.

    Enquanto isso, as indústrias precisam comprar e enfrentam dificuldades para recompor os estoques. A baixa disponibilidade de lotes, portanto, limita a liquidez no mercado gaúcho de arroz.

    Produtores aguardam preços mais atrativos

    Os produtores esperam valores próximos de R$ 80 por saca de 50 quilos. Esse patamar, conforme o Cepea, atende melhor às expectativas de remuneração dos produtores.

    Além disso, o repasse da valorização do arroz em casca ao produto beneficiado continua limitado. Assim, o mercado interno permanece sustentado pela combinação entre oferta restrita e necessidade de compra das indústrias.

    Embarques de arroz recuam em julho

    No mercado externo, os embarques brasileiros de arroz recuaram em julho, após dois meses de forte crescimento. Dados da Secex mostram a redução das exportações no período. Os pesquisadores do Cepea relacionam esse movimento ao fim dos leilões promovidos pela Conab. Além disso, a valorização do arroz no mercado doméstico também contribuiu para reduzir os embarques.

    Importações de arroz avançam

    Em sentido contrário, as importações brasileiras de arroz aumentaram em julho. Segundo o Cepea, a baixa disponibilidade interna estimulou a reposição dos estoques industriais. Dessa forma, a necessidade de matéria-prima impulsionou as compras externas. O cenário combina oferta interna limitada, mercado doméstico firme e maior necessidade de importações pelas indústrias.

    Siga o canal do Agro em Campo no WhatsApp e saiba tudo em primeira mão

  • Inflação desacelera e alimentos ficam mais baratos em julho

    Inflação desacelera e alimentos ficam mais baratos em julho

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi menor que a registrada em junho, quando o índice avançou 0,16%.

    A queda nos preços dos alimentos ajudou a conter a inflação no mês. Com o resultado de julho, o IPCA acumula 4,44% em 12 meses e 3,44% no ano.

    Inflação desacelera pelo quarto mês seguido

    O resultado de julho mantém a trajetória de desaceleração observada nos últimos meses.

    Em 2026, o IPCA apresentou as seguintes variações:

    • Janeiro: 0,33%
    • Fevereiro: 0,70%
    • Março: 0,88%
    • Abril: 0,67%
    • Maio: 0,58%
    • Junho: 0,16%
    • Julho: 0,07%

    O dado de julho foi divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (11).

    Alimentos ajudam a segurar a inflação

    A redução dos preços dos alimentos contribuiu para o resultado mais baixo do IPCA em julho.

    O comportamento dos preços dos alimentos tem impacto direto no orçamento das famílias e também acompanha fatores ligados à produção agropecuária, oferta, demanda e condições de mercado.

    Para o consumidor, a queda desse grupo ajuda a reduzir a pressão sobre os gastos do dia a dia.

    Mercado projetava resultado

    O resultado do IPCA de julho ficou em linha com a expectativa do mercado financeiro.

    O Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com instituições do mercado, divulgado na segunda-feira (10), projetava inflação de 0,07% para julho.

    Para o fim de 2026, a projeção do mercado para o IPCA aposta em 5,02%.

  • Por que o feijão ficou 8% mais caro? Estudo aponta os motivos

    Por que o feijão ficou 8% mais caro? Estudo aponta os motivos

    O varejo alimentar brasileiro fechou junho com a inflação concentrada nos itens básicos da cesta de consumo. Questões de oferta regional e sazonalidade impulsionaram o feijão, que liderou as altas do período com avanço de 8% na média nacional. Os legumes vieram na sequência, com incremento de 4,2%. Os dados constam do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados voltado à gestão da cadeia de suprimentos.

    O preço médio do feijão saltou de R$ 8,05 para R$ 8,70 entre maio e junho, com o Centro-Oeste e o Sul puxando o movimento de forma mais expressiva. Os legumes, por sua vez, subiram de R$ 7,93 para R$ 8,26, com destaque para a região Norte, onde o avanço chegou a 11,3%.

    Para Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, o encarecimento reflete a sensibilidade dessas categorias ao clima. “O cenário atual reforça a importância de um abastecimento inteligente no varejo. Com oscilações regionais tão distintas, a capacidade de adequar a reposição e a precificação com precisão para cada praça torna-se um diferencial competitivo”, afirma o executivo.

    Higiene e limpeza também registram altas

    Além dos itens de hortifrúti, o papel higiênico contabilizou alta de 1,8% no país, passando de R$ 1,50 para R$ 1,53. O detergente líquido acompanhou o movimento com alta de 1,7%, enquanto a água sanitária avançou 1,4%.

    Em direção oposta, alguns itens aliviaram o orçamento das famílias em junho. O café em pó e em grãos recuou 3,2%, com o preço médio caindo de R$ 65,20 para R$ 63,09. O açúcar registrou queda de 2,8%, saindo de R$ 3,59 para R$ 3,49. Ovos (-1,8%), óleo (-1,7%) e xampu (-1,5%) completam a lista das principais quedas nacionais.

    Pressão acumulada no ano preocupa

    O balanço entre dezembro de 2025 e junho de 2026 confirma os legumes como o item de maior valorização, com alta acumulada de 50,2% — de R$ 5,50 para R$ 8,26. O feijão vem logo atrás, com elevação de 36,7% no período. Leite UHT (23,1%), carne bovina (6,5%) e farinha de mandioca (5%) fecham a lista das maiores altas do ano.

    “Para os próximos meses, a tendência é de que a pressão sobre hortifrútis e feijão continue. O equilíbrio entre o encarecimento dos itens essenciais e a estabilidade nas demais categorias será determinante para a percepção de inflação e o ritmo de consumo das famílias no segundo semestre, exigindo acompanhamento em tempo real dos estoques para evitar rupturas e perdas financeiras”, analisa Alves.

    Na região Sudeste, o feijão liderou as altas com avanço de 8,4%, seguido pelos legumes (3%), papel higiênico (2,8%), cerveja (2,3%) e detergente líquido (1,6%). Em contrapartida, os ovos puxaram os recuos com queda de 5,5%, seguidos pela carne suína (-3,5%), açúcar e farinha de mandioca (-3,3% cada) e café em pó e em grãos (-2,9%).

  • Farelo de soja dispara e sustenta preços no mercado

    Farelo de soja dispara e sustenta preços no mercado

    A demanda global por farelo de soja impulsionou as cotações no Brasil e nos Estados Unidos. Os dados são do Cepea. No mercado brasileiro, a disputa entre compradores internos e externos ganhou força. Com isso, os prêmios de exportação e os preços FOB avançaram.

    Além disso, a valorização do farelo elevou os preços da soja no mercado interno. Segundo os pesquisadores do Cepea, a maior oferta mundial de soja limitou altas mais expressivas do grão. Ainda assim, a expectativa de crescimento da demanda internacional pelo farelo mantém o mercado aquecido.

    A Argentina segue como principal exportadora mundial de derivados de soja. No entanto, o USDA destaca o avanço das exportações de farelo do Brasil e dos Estados Unidos.

    Preços do milho oscilam entre regiões produtoras

    Os preços do milho registram comportamentos diferentes nas regiões acompanhadas pelo Cepea. Em algumas praças, as cotações subiram devido à retração de vendedores. Além disso, o ritmo inicial da colheita da segunda safra permaneceu lento.

    Por outro lado, os preços recuaram em regiões produtoras. Nesses locais, o avanço da colheita ampliou a oferta do cereal.

    Parte dos consumidores continua atenta às oportunidades de compra. Outros adquiriram volumes no início da semana passada para reforçar os estoques. Mesmo assim, esses compradores aguardam maior disponibilidade de milho nas próximas semanas. A expectativa é de queda dos preços no mercado interno.

    Enquanto isso, produtores paulistas mantêm postura cautelosa. Eles esperam o avanço da colheita para negociar volumes maiores.

  • Competitividade do frango frente ao suíno cai quase 70%

    Competitividade do frango frente ao suíno cai quase 70%

    A carne de frango perdeu competitividade frente à suína no mercado atacadista da Grande São Paulo. O movimento ocorreu após a queda dos preços das duas proteínas na primeira quinzena de julho, segundo dados do Cepea.

    Entre os dias 1º e 15 de julho, as cotações da carne suína, representada pela carcaça especial, e do frango resfriado recuaram em relação às médias de junho. Ainda assim, a proteína de frango perdeu espaço diante da carne suína.

    Competitividade do frango frente ao suíno

    Os pesquisadores do Cepea destacam que a diferença se torna ainda mais evidente na comparação anual. Entre as médias de julho de 2026 e julho de 2025, a competitividade do frango frente ao suíno caiu quase 70%. Esse desempenho resulta da forte desvalorização da carne de frango. Atualmente, a carcaça acumula queda real de 33,2% em relação a julho do ano passado.

    Mercado de ovos

    No mercado de ovos, a demanda enfraquecida também provocou mudanças nos preços. As vendas mais lentas reduziram a diferença entre as cotações dos ovos brancos e vermelhos nas regiões acompanhadas pelo Cepea.

    Em Maria de Jetibá (ES), a diferença entre os dois produtos atingiu o menor nível do ano. Na parcial de julho, até o dia 15, o intervalo médio ficou em R$ 15,22 por caixa. Esse valor representa queda de 38,6% frente a junho. Além disso, ficou 24,4% abaixo do registrado em julho de 2025, em termos reais, considerando a inflação medida pelo IGP-DI.

    De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento reflete o desequilíbrio entre a oferta interna e a demanda por ovos. Como consequência, a menor liquidez elevou os estoques nas granjas. Diante desse cenário, os produtores passaram a conceder descontos nas negociações. A estratégia busca acelerar o escoamento da produção e reduzir a pressão sobre os preços.

  • Preços da laranja caem; tahiti sobe na entressafra

    Preços da laranja caem; tahiti sobe na entressafra

    O aumento da oferta de laranja de mesa pressiona os preços no mercado paulista. Ao mesmo tempo, a menor disponibilidade da lima ácida tahiti sustenta a alta das cotações. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    A diferença na oferta entre as regiões produtoras de São Paulo explica os movimentos opostos nos preços das frutas cítricas. Enquanto a laranja registra queda nas cotações, a tahiti avança devido à oferta restrita.

    Agentes consultados pelo Cepea afirmam que a qualidade das laranjas de mesa, principalmente as de meia estação, segue boa. Além disso, essas frutas se aproximam do período de safra. No entanto, o avanço da maturação em algumas regiões reduz o poder de negociação dos produtores neste início de temporada. Por isso, os preços da fruta seguem pressionados.

    Tahiti

    Já a lima ácida tahiti apresenta qualidade elevada, mas enfrenta menor oferta por causa da entressafra. Dessa forma, a disponibilidade limitada mantém as cotações em alta. Além disso, pesquisadores do Cepea projetam uma produção menor na próxima safra, que começa após setembro.

    A expectativa envolve, principalmente, as regiões centro-oeste e norte de São Paulo. Essa previsão considera as induções realizadas no início do ano. Na ocasião, o clima chuvoso dificultou o processo e comprometeu o florescimento esperado, mesmo após a desfolha química.

  • Preços da carne bovina e suína caem; frango sobe

    Preços da carne bovina e suína caem; frango sobe

    O mercado atacadista da Grande São Paulo registra queda nos preços das carnes bovina e suína nesta parcial de julho. Em contrapartida, o frango resfriado acumula alta no mesmo período. O levantamento do Cepea considera as negociações realizadas entre 30 de junho e 14 de julho.

    O consumo doméstico moderado explica a retração das cotações das carnes bovina e suína. Além disso, o atacado costuma repor estoques com mais cautela na primeira quinzena de julho.

    No mercado bovino, a queda do preço da arroba reduz o ritmo das negociações. Ao mesmo tempo, a dificuldade para repassar os preços ao varejo também limita os negócios. Por outro lado, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações impedem desvalorizações mais acentuadas da carne bovina.

    Carnes suína e de frango

    Na carne suína, as exportações seguem aquecidas. Entretanto, a demanda doméstica enfraquecida continua pressionando as cotações no mercado interno.

    Já o frango apresenta desempenho mais favorável. Conforme o Cepea, a proteína mantém preço mais competitivo que as demais carnes.

    Com isso, muitos consumidores substituem a carne bovina e a suína pelo frango. Como resultado, a demanda permanece firme e sustenta os preços.

    O que vem pela frente?

    Para a segunda quinzena de julho, o Cepea avalia que o mercado da carne bovina dependerá da demanda doméstica e da oferta de animais para abate. Se o consumo não reagir de forma consistente, a pressão sobre os preços das carnes bovina e suína deve continuar no atacado. Enquanto isso, o frango poderá manter a valorização caso a procura permaneça aquecida.

  • El Niño forte e alta nos custos ameaçam produção agrícola global, aponta estudo europeu

    El Niño forte e alta nos custos ameaçam produção agrícola global, aponta estudo europeu

    A combinação de um El Niño intenso com o aumento dos preços de insumos agrícolas já pressiona a produção global de alimentos em 2026. A avaliação consta na edição de maio do relatório Anomaly Hotspots of Agricultural Production (ASAP), publicado pelo Centro Comum de Pesquisa (JRC), da Comissão Europeia.

    O levantamento indica cenários contrastantes entre regiões, com ganhos de produtividade em algumas áreas e perdas relevantes em outras, principalmente por eventos climáticos extremos e instabilidade econômica.

    Na África Austral, a produção de cereais deve superar a média na safra 2025/2026. A África do Sul lidera o avanço com alta de 10% na produção de milho em relação à média de cinco anos, enquanto a Zâmbia registra safra recorde e o Zimbábue projeta crescimento de 2%.

    Em contrapartida, Angola, Moçambique e o sul de Madagascar enfrentam perdas por condições climáticas adversas. Em áreas costeiras angolanas, a degradação das pastagens já compromete a pecuária.

    África

    Na África Oriental, chuvas antecipadas favoreceram lavouras no Quênia, Etiópia e norte de Uganda. Porém, a irregularidade das precipitações afeta a produção na Somália e no sudeste etíope. Na Tanzânia, a colheita avança com produtividade abaixo da média após déficit hídrico. O relatório também alerta para novos impactos do El Niño no fim de 2026. Conflitos no Sudão e Sudão do Sul continuam a desestruturar a produção agrícola e ampliam o risco de fome. Fora das áreas de guerra, a alta nos preços de combustíveis e insumos,agravada pela guerra no Irã, reduz a capacidade produtiva dos agricultores.

    Na África Ocidental e Central, as condições iniciais para o milho são positivas, mas conflitos na Nigéria e no Sahel Central limitam a atividade agrícola. Países como Gana, Benim, Chade, Guiné e Togo registram atrasos no plantio. As previsões climáticas indicam chuvas dentro da média no Golfo da Guiné, mas apontam risco de seca em partes do Sahel.

    Oriente Médio

    No Oriente Médio e Norte da África, a colheita de cereais de inverno apresenta forte recuperação, com produtividade acima da média após chuvas regulares desde dezembro. Marrocos e Argélia lideram esse avanço após anos de seca. Ainda assim, problemas localizados persistem, como restrições de irrigação no sul do Iraque e enchentes em áreas marroquinas. No Iêmen, o clima favorece a produção, mas 17 milhões de pessoas ainda enfrentam insegurança alimentar severa.

    Na Ásia Central, as lavouras de inverno mantêm bom desempenho, impulsionadas por chuvas recentes. O Afeganistão também registra condições favoráveis, apesar de 14 milhões de pessoas enfrentarem insegurança alimentar. No Sul da Ásia, Paquistão e Bangladesh encerraram colheitas com bons resultados, enquanto o Sri Lanka projeta safra positiva. Na Coreia do Norte, o plantio de arroz e milho avança bem, embora a redução da área cultivada no inverno limite parte dos ganhos.

    América Latina e Caribe

    Na América Latina e Caribe, o plantio da safra “primera” sofre atrasos devido à falta de chuvas e às altas temperaturas. Apesar disso, a colheita atual na América do Sul apresenta desempenho majoritariamente positivo.

    O avanço do El Niño deve intensificar contrastes climáticos: seca severa ameaça lavouras de milho e arroz na América Central, Caribe e Colômbia, enquanto Bolívia, Equador e Peru devem registrar chuvas acima da média. O aumento dos custos de combustíveis e fertilizantes também pressiona o setor, com destaque para a escassez de diesel em Cuba e os preços elevados em países como Bolívia, Peru, Guatemala, Honduras e Nicarágua.

  • Carne suína atinge maior competitividade da história frente à bovina

    Carne suína atinge maior competitividade da história frente à bovina

    A carne suína ganhou ainda mais competitividade em relação às principais concorrentes neste mês, especialmente frente à carne bovina. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a diferença de preços entre as proteínas atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em 2004.

    Na parcial de maio, até o dia 26, o preço da carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo registrou queda de 3,7% em comparação à média de abril, chegando a R$ 8,68 por quilo.

    De acordo com pesquisadores do Cepea, este é o menor valor real da carne suína desde outubro de 2018, quando o quilo custava R$ 8,54, considerando os valores corrigidos pelo IPCA de abril de 2026.

    Demanda interna enfraquecida pressiona preços

    Segundo o Cepea, a retração nos preços está ligada principalmente ao enfraquecimento da demanda interna, cenário que vem se mantendo ao longo de praticamente todo o ano.

    Com isso, a diferença entre os preços da carcaça bovina e da suína chegou a R$ 16,56 por quilo, alta de 2,1% em relação a abril. Este é o maior diferencial já registrado pela série histórica do Cepea em termos reais.

    Na prática, quanto maior essa distância, mais competitiva a carne suína se torna frente à bovina para o consumidor.

    Carne suína também ganha espaço frente ao frango

    A proteína suína também avançou em competitividade na comparação com a carne de frango.

    Segundo o levantamento, a diferença de preços entre a carne suína e a de frango caiu 23,4% entre abril e a parcial de maio, ficando em R$ 1,39 por quilo.

    Esse foi o menor resultado desde abril de 2022, quando o diferencial era de R$ 1,15 por quilo.

    Os pesquisadores destacam que, quanto menor a diferença de preços entre as proteínas, maior tende a ser a competitividade da carne suína no mercado.