Tag: Paraná

  • Paraná inicia plantio de verão com milho e batata

    Paraná inicia plantio de verão com milho e batata

    As lavouras de verão começaram a ocupar os campos do Paraná. O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária do Deral destacou milho e batata. O plantio de soja segue restrito. Apenas a Região 2, que abrange Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, possui áreas emergentes. Nas demais regiões, o vazio sanitário ainda impede a semeadura.

    Milho

    Condições climáticas favoráveis aceleraram a primeira safra de milho 2025/26. Até agora, agricultores já semearam 29 mil hectares, 9% dos 314 mil previstos. A região de Ponta Grossa concentra 23% da área estadual de milho, com 72,2 mil hectares. Desse total, 21 mil já foram plantados. Guarapuava ocupa a segunda posição. Em geral, a área estimada chega a 47,6 mil hectares, 15% da produção estadual. O Deral projeta 3,2 milhões de toneladas na colheita.

    Batata

    A batata de primeira safra também avançou, mas em ritmo menor. Em resumo, os agricultores plantaram 3,5 mil hectares, 22% da área total prevista de 16,3 mil. No mesmo período do ano passado, o plantio atingia 35%. O solo mais duro, causado pelo tempo seco, dificultou a semeadura.
    Curitiba lidera a produção de batata, com 39% do total. Guarapuava responde por 23% e Ponta Grossa por 13%.
    A colheita deve alcançar 517,1 mil toneladas. Portanto, se confirmada, será queda de 11% em relação às 584,2 mil toneladas de 2024.

    Tabaco

    O boletim também destaca a expansão do tabaco. Os produtores estimam 85,3 mil hectares, maior área já cultivada no Paraná. O Deral projeta colheita de 217,5 mil toneladas. Ou seja, o volume deve superar o recorde anterior de 195,1 mil toneladas, registrado em 2024.
    O tabaco continua sendo alternativa de renda para pequenas propriedades, principalmente no Sudeste do Estado.

    Exportação de frango

    O documento também traz dados das exportações brasileiras de frango entre janeiro e julho. O faturamento cresceu 0,9%, somando US$ 5,472 bilhões. Por outro lado, o volume embarcado caiu 2,3%. O total passou de 2,975 milhões para 2,906 milhões de toneladas.
    No Paraná, as exportações recuaram 5,7%. O volume caiu de 1,262 milhão para 1,189 milhão de toneladas.
    Como resultado, a arrecadação também diminuiu. O valor passou de US$ 2,272 bilhões para US$ 2,181 bilhões, queda de 4% nos sete primeiros meses do ano. O recuo ocorreu principalmente pelos embargos aplicados após a confirmação de gripe aviária em granja comercial do Rio Grande do Sul.

    Carne bovina

    O boletim ainda registrou alta no preço da arroba bovina em agosto. A valorização foi de 5,49% em relação a julho. A arroba encerrou o mês a R$ 310,50, segundo dados do Cepea-Esalq/USP. A menor oferta de animais sustentou a alta.
    As exportações de carne bovina seguem firmes. Em julho, o Brasil exportou recorde de 310 mil toneladas.
    No mercado interno, consumidores enfrentaram preços mais altos em agosto. Apenas alcatra sem osso e contrafilé com osso recuaram levemente. Os demais cortes bovinos subiram entre 1,7% e 4,3%, pressionando ainda mais o orçamento das famílias.

     

  • Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Os produtores do Paraná começaram o plantio da safra de verão com foco no milho e na batata. Segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), essas culturas lideram o avanço dos trabalhos no estado.

    O plantio da soja, por sua vez, ainda é restrito e acontece majoritariamente na Região 2, que abrange o Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste. Nas demais regiões, o vazio sanitário segue em vigor, e a liberação para o plantio deve ocorrer ao longo deste mês.

    Milho avança com 9% da área prevista semeada

    O milho tem aproveitado as condições climáticas favoráveis. Até agora, cerca de 29 mil hectares já foram plantados, o que representa 9% dos 314 mil hectares previstos para esta safra. A região de Ponta Grossa, maior produtora do estado, responde por 21 mil hectares plantados, representando 23% da área total estimada para o Paraná.

    A região de Guarapuava ocupa a segunda posição, com 15% da área prevista para o milho, cerca de 47,6 mil hectares. A projeção para a safra é de 3,2 milhões de toneladas no primeiro ciclo do ano agrícola.

    Plantio da batata atinge 22% da área, mas desacelera por solo seco

    A batata de primeira safra está plantada em 3,5 mil hectares, o equivalente a 22% da área total estimada em 16,3 mil hectares. O avanço ficou abaixo do registrado no ano passado, que marcava 35% do plantio neste período. A secura do solo atrasou o ritmo das operações.

    As principais regiões produtoras incluem Curitiba (39% da área), Guarapuava (23%) e Ponta Grossa (13%). A expectativa de colheita é de 517,1 mil toneladas, volume 11% menor que as 584,2 mil toneladas colhidas em 2024.

    Tabaco deve registrar maior área plantada da história do Paraná

    Os produtores de tabaco planejam ampliar o plantio para 85,3 mil hectares, o maior já registrado no estado. Principal alternativa de renda para pequenas propriedades do Sudeste paranaense, a previsão é colher 217,5 mil toneladas, superando o recorde anterior de 195,1 mil toneladas.

    Exportação de frango tem alta no faturamento, mas queda no volume

    O Brasil vendeu 2,906 milhões de toneladas de frango entre janeiro e julho, redução de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, o faturamento cresceu 0,9%, atingindo US$ 5,472 bilhões.

    No Paraná, o volume exportado caiu 5,7%, para 1,189 milhão de toneladas, e a receita diminuiu 4%, somando US$ 2,181 bilhões. A retração resulta dos embargos de alguns países após confirmarem caso de gripe aviária em maio, no Rio Grande do Sul.

    O valor da arroba bovina fechou agosto em R$ 310,50, com alta de 5,49% impulsionada pela menor oferta de animais. As exportações mantiveram ritmo forte, com recorde de 310 mil toneladas embarcadas em julho.

    No mercado interno, a maioria dos cortes bovinos sofreu aumento de preço em agosto. Apenas alcatra sem osso e contrafilé com osso registraram queda nos valores. Os demais cortes subiram entre 1,7% e 4,3%.

  • Internet no campo impulsiona PIB do Paraná em R$ 2 bilhões

    Internet no campo impulsiona PIB do Paraná em R$ 2 bilhões

    A expansão da internet em áreas rurais do Paraná já gera um impacto econômico anual de R$ 2,08 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, revelou estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A iniciativa faz parte do programa Conectividade Rural, uma estratégia do Governo do Paraná para levar internet de qualidade às zonas agrícolas e promover o desenvolvimento regional.

    De acordo com o relatório da Anatel divulgado em abril de 2025, o Paraná liderou o avanço na cobertura de internet no campo no Brasil, saltando de 52,73% para 62,21% entre junho de 2023 e junho deste ano, um crescimento de 9,48 pontos percentuais. Esse avanço superou estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

    O Paraná possui uma extensão territorial de 199 mil km², dos quais 195 mil km² são áreas rurais. A conectividade foi ampliada em 19.373 km², segundo dados da Anatel, beneficiando diretamente 88 municípios em todas as regiões do Estado, incluindo Litoral, Oeste, Sudoeste, Campos Gerais e Norte.

    Geração de empregos

    Além do impacto no PIB, a conexão promoveu a criação de 41 mil empregos formais e informais e elevou a arrecadação do ICMS em R$ 63 milhões por ano. A produtividade agrícola nas áreas conectadas é, em média, 37% maior do que nas regiões com acesso limitado à internet, ressaltando os benefícios da digitalização para o agronegócio paranaense.

    O programa Conectividade Rural é viabilizado por uma parceria inovadora entre o Governo do Paraná e as operadoras TIM e Claro, por meio da instalação de 541 torres de telefonia móvel e internet. A primeira fase, com 116 torres instaladas pela TIM, foi concluída em dezembro de 2024. Já a Claro instalou 83 torres, com outras 144 previstas para conclusão ainda em 2025, e as 155 restantes programadas para 2026.

    “A ampliação do acesso à internet no campo traz mais qualidade de vida, renda e desenvolvimento para o Paraná”, destacou Alex Canziani, secretário da Inovação e Inteligência Artificial do Estado. O plano envolve 20 órgãos governamentais e tem a meta de conectar 100% do campo paranaense até o final de 2026.

    Além dos benefícios para a economia, a conectividade reforça a segurança pública, especialmente na região de fronteira com o Paraguai. Para combater crimes transfronteiriços, 16 torres da Claro serão instaladas ao longo do Lago de Itaipu até dezembro de 2025, fortalecendo a atuação das Patrulhas Rurais da Polícia Militar do Paraná.

  • Produção de abacate cresce 91% no Paraná, com Apucarana liderando

    Produção de abacate cresce 91% no Paraná, com Apucarana liderando

    A produção de abacate no Paraná cresceu 91% em área cultivada e 60,9% em volume de colheita entre 2014 e 2023. Os dados constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

    Em 2014, o Paraná cultivava cerca de 1.000 hectares de abacate, com uma produção de 22,2 mil toneladas, gerando R$ 55,6 milhões em Valor Bruto de Produção (VBP). No ano passado, a área dobrou, atingindo 2.000 hectares, enquanto a colheita chegou a 35,8 mil toneladas, equivalendo a R$ 89,7 milhões em VBP. Essa produção representa 2,6% do total da fruticultura estadual.

    Os números parciais de 2024 indicam crescimento contínuo na produção. O Norte do Paraná lidera a produção, com 88,1% do total. O município de Apucarana destaca-se como maior produtor do Estado, respondendo por 14% da produção estadual. Arapongas e Assaí ocupam as segunda e terceira posições, com 7,3% e 6,7%, respectivamente.

    O engenheiro agrônomo Paulo Andrade, analista de fruticultura do Deral, atribui o crescimento à maior valorização do abacate como superalimento. “Antes visto com desconfiança nutricional, o abacate agora é reconhecido por seus benefícios à saúde pública”, afirma.

    No cenário nacional, o Brasil mantém sua posição entre os maiores produtores mundiais de abacate, ocupando o 7º lugar e respondendo por 4% da produção global. A exportação do fruto cresce de forma consistente. Em 2023, o país exportou cerca de 24 mil toneladas, gerando receitas de 36 milhões de dólares. O abacate figura como a oitava fruta mais exportada no Brasil, contribuindo para recordes na balança comercial do agronegócio.

  • Salário no agro paranaense supera média nacional em 58%

    Salário no agro paranaense supera média nacional em 58%

    Agro do Paraná impulsiona economia com salários 23% maiores e safra recorde. Dados do IBGE revelam que renda média no estado chegou a R$ 3.428, injetando R$ 1,75 bi mensais na economia. Paraná consolida liderança com produtividade acima da média nacional.

    O trabalhador do agronegócio no Paraná teve o melhor rendimento médio do país no segundo trimestre de 2025, com salário de R$ 3.428. O valor é 58,5% superior à média nacional do setor, que ficou em R$ 2.163, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O crescimento no estado foi não apenas nominal, mas real (já descontada a inflação): um salto de 23% em apenas um ano. No mesmo período, a alta no Brasil foi de 5,2%. Com isso, o rendimento médio do agro brasileiro equivale a apenas 63% do verificado no Paraná.

    O diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Callado, destaca o poder de impacto desses salários. Com 511 mil ocupados no setor, a massa salarial mensal injetada na economia paranaense é de aproximadamente R$ 1,75 bilhão.

    “Esse valor movimenta o comércio, os serviços e uma série de outros segmentos produtivos em todas as regiões do estado”, analisa Callado.

    Produtividade e safra recorde explicam alta

    Os especialistas apontam a conexão direta entre a valorização do trabalhador e a excepcional performance das lavouras paranaenses. O estado, que possui apenas 2,3% do território nacional, é responsável por mais de 13% da produção nacional de grãos.

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    A estimativa mais recente do IBGE, acompanhada pelo Ipardes, prevê uma safra recorde de 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025 – um aumento de 21,8% em relação a 2024, superando a média nacional de crescimento (16,3%).

    “O território paranaense corresponde a 2,3% da área do País e a nossa participação na produção nacional de grãos ultrapassa 13%, o que não deixa duvida da elevada produtividade do Estado”, afirmou o secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia.

    Destaques da produção:
    • Milho: a produção deve crescer 33,3%, saltando de 15,1 para 20,1 milhões de toneladas (considerando 1ª e 2ª safras).
    • Soja: aumento de 14,2%, de 18,6 para 21,3 milhões de toneladas.
    • Cevada e Aveia: crescimentos explosivos de 50,3% e 47,3%, respectivamente. O Paraná deve responder por 78,6% de toda a cevada produzida no Brasil.

    Paraná lidera entre os grandes

    O salário médio do agro paranaense também se destacou frente a outros estados gigantes do setor:

    • Santa Catarina: R$ 3.229
    • Mato Grosso do Sul: R$ 3.149
    • Goiás: R$ 3.071
    • São Paulo: R$ 2.989
    • Minas Gerais: R$ 2.440

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  • Brasil e Japão negociam exportação de carne bovina

    Brasil e Japão negociam exportação de carne bovina

    As negociações para abrir o mercado japonês à carne bovina brasileira estão avançando, mas com um foco que tem causado desconforto no setor: apenas três estados — Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina — estão sendo priorizados, representando menos de 4% do volume total de exportações do Brasil.

    Enquanto isso, grandes produtores, como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, responsáveis por quase 60% das vendas externas, ficam de fora das tratativas iniciais.

    Por que o Japão está negociando apenas com esses estados?

    O Japão, um dos maiores importadores de carne bovina do mundo, tradicionalmente compra dos EUA e da Austrália, mas busca alternativas devido a tarifas comerciais. O Brasil, maior exportador global de carne bovina, tenta há 20 anos acessar esse mercado.

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    A preferência pelos três estados do Sul se deve ao fato de terem sido os primeiros reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação, um requisito sanitário crítico para o Japão. Em maio de 2023, o Brasil conquistou o status de “país livre de febre aftosa sem vacinação” pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), mas o Japão ainda exige avaliações adicionais por região.

    Frigoríficos de grandes estados produtores estão preocupados com a exclusão inicial das negociações, já que poderiam perder acesso a um mercado de alto valor.

    Abrafrigo, associação que representa empresas como Marfrig e outros exportadores, manifestou surpresa com a limitação aos três estados.

    O Ministério da Agricultura do Brasil ainda não se pronunciou oficialmente sobre os critérios usados pelo Japão.

    Próximos passos nas negociações

    O governo japonês afirmou que está conduzindo uma avaliação de risco antes de liberar a importação. Enquanto isso, a indústria brasileira espera que mais estados sejam incluídos no futuro, ampliando as oportunidades de exportação.

    Se aprovada, a abertura do mercado japonês pode:

    • Aumentar a competitividade da carne brasileira frente a EUA e Austrália.
    • Diversificar os destinos de exportação, reduzindo dependência de mercados como China e Hong Kong.
    • Valorizar cortes premium, já que o Japão é um comprador de alto poder aquisitivo.

    A negociação entre Brasil e Japão é uma oportunidade estratégica, mas a limitação inicial a três estados gera tensão no setor. A inclusão de mais regiões produtoras será crucial para equilibrar os interesses da cadeia bovina nacional.

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  • Paraná lidera ranking nacional de indicações geográficas

    Paraná lidera ranking nacional de indicações geográficas

    O Paraná assumiu a liderança nacional em indicações geográficas (IGs). O Estado agora tem 21 produtos certificados pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

    O reconhecimento mais recente foi para a poncã de Cerro Azul. Com isso, o Paraná superou Minas Gerais, que soma 20 selos próprios e um compartilhado com São Paulo. Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (15), Espírito Santo (11), Santa Catarina (10) e São Paulo (10).

    Somente em 2025, o Paraná conquistou sete novas IGs. Além da poncã, foram reconhecidos as broas de centeio de Curitiba, a cracóvia de Prudentópolis e a carne de onça de Curitiba. Além disso, também receberam o selo o café de Mandaguari, o urucum de Paranacity e o queijo colonial do Sudoeste.

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    Esses produtos se juntam a outros 14 itens já certificados. Entre eles estão a cachaça de Morretes, a goiaba de Carlópolis, as uvas de Marialva e o barreado do Litoral. A lista inclui ainda bala de banana de Antonina, melado de Capanema, queijo da Colônia Witmarsum, café do Norte Pioneiro, mel da região Oeste e mel de Ortigueira. Completam o grupo a erva-mate de São Mateus do Sul, o morango do Norte Pioneiro, a camomila de Mandirituba e os vinhos de Bituruna.

    Certificações x economia

    As certificações fortalecem a economia local. Ou seja, o selo agrega valor, garante qualidade e reforça a identidade regional. Em geral, no Brasil, 139 produtos possuem IG, benefício criado pelo INPI há 20 anos para atestar reputação e origem.

    Os produtos com IG têm características únicas. Em resumo, essa qualidade resulta da combinação entre recursos naturais específicos – como solo, clima e vegetação – e processos tradicionais de produção. Portanto, essa combinação garante identidade própria e impacto positivo na economia regional.

    Associações, sindicatos e cooperativas lideram os pedidos de registro. Muitas vezes, elas contam com apoio do Governo do Estado e do Sebrae-PR. Essas instituições orientam sobre a importância do selo e os procedimentos para a certificação.

    O processo exige padrões de qualidade, manejo sustentável e rastreabilidade. Esses critérios facilitam a entrada em mercados internacionais.

    O que é indicação geográfica

    A IG é um ativo de Propriedade Industrial concedido pelo INPI. Ela identifica a origem de produtos ou serviços com características ligadas ao território. Em geral, o reconhecimento ocorre após rigorosa análise, que inclui verificação de caderno técnico e delimitação da área.

    Existem dois tipos de certificação. A Indicação de Procedência é a mais comum e vale para regiões conhecidas pela produção específica. Já a Denominação de Origem é concedida quando a qualidade depende exclusivamente do meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.

    O marco legal das IGs no Brasil está na Lei da Propriedade Industrial e na Portaria 04/2022 do INPI. Essas normas definem direitos, deveres e condições para registro.

     

  • Capital dos pintinhos: Rolândia (PR) lidera produção nacional

    Capital dos pintinhos: Rolândia (PR) lidera produção nacional

    O município de Rolândia, no Paraná, se consolida como o maior polo de produção de pintinhos do país. Com estrutura moderna e capacidade para receber milhões de aves por mês, a cidade atende tanto o mercado interno quanto a exportação, fortalecendo a avicultura brasileira.

    O berçário de Rolândia opera com incubatórios de alta tecnologia, garantindo eficiência desde a eclosão dos ovos até a distribuição dos pintinhos. A logística avançada permite o envio rápido para granjas em diversas regiões do Brasil, reduzindo custos e aumentando a produtividade.

    Investimento

    A JBS investiu R$ 135 milhões para retomar as operações de um incubatório de frango de corte, localizado na cidade de Rolândia, no norte do Paraná. O projeto de recuperação e modernização foi realizado após um incêndio que atingiu o local em 2023. A instalação, inaugurada em janeiro de 2024, ocupa uma área de 16.314 m² e possui tecnologia avançada que permite incubar mais de 16 milhões de ovos férteis por mês. O berçário moderno opera com incubação em estágio único, acelerando o processo e garantindo maior eficiência produtiva.

    O investimento no berçário ultrapassou R$ 135 milhões e soma-se à importância da avicultura para a economia da região. A planta em Rolândia foi reconstruída e modernizada após um incêndio no início de 2023, retomando sua operação em grande escala para atender à demanda nacional e internacional.

    O Paraná já lidera a produção avícola nacional, e Rolândia reforça esse protagonismo. A cidade abastece grandes integradoras e cooperativas, gerando empregos e movimentando a economia local. Além disso, a qualidade dos pintinhos ajuda o Brasil a manter sua reputação como um dos maiores exportadores de carne de frango do mundo.

    História

    O nome da cidade de Rolândia, no norte do Paraná, tem origem germânica. A cidade recebeu esse nome em homenagem a Roland, um herói lendário alemão da Idade Média que lutava ao lado do imperador Carlos Magno.

    O lema de Roland era “liberdade e justiça”, ideais que os colonizadores alemães que fundaram Rolândia compartilhavam. A influência alemã é muito presente na história e cultura local, e a cidade chegou a receber uma estátua de Roland doada pelo município alemão de Bremen.

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  • Nova safra deve reduzir preço do café

    Nova safra deve reduzir preço do café

    A chegada da nova safra de café no Paraná tem resultado em uma queda significativa nos preços pagos aos produtores, refletindo uma tendência de redução dos valores ao consumidor final. Contudo, os preços atuais permanecem elevados se comparados ao mesmo período do ano passado.

    De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, a safra paranaense deve alcançar 718 mil sacas (43,1 mil toneladas) produzidas em 25,4 mil hectares, equivalente a cerca de 1% da produção nacional. Até o momento, 68% da área plantada já foi colhida.

    O agrônomo Carlos Hugo Godinho destacou que o avanço na colheita levou a uma forte redução dos preços para os cafeicultores neste mês. A cotação média da saca foi estimada em aproximadamente R$ 1.500. Isso é cerca de 40% inferior ao valor de junho, quando os preços ultrapassavam os R$ 2.000.

    Apesar da queda, o preço médio do café ainda está significativamente acima dos R$ 16,10 registrados em julho do ano passado, refletindo fatores de mercado e custos produtivos elevados.

    Café solúvel desponta como alternativa diante dos altos preços do café tradicional

    Para o consumidor que busca alternativas diante do preço elevado do café tradicional, o café solúvel aparece como uma opção com custos reduzidos e ampla disponibilidade no Paraná. O estado abriga um dos maiores parques industriais do segmento e lidera as exportações brasileiras do produto.

    No primeiro semestre de 2025, o Paraná exportou 15.240 toneladas de café solúvel. Portanto, gerando receitas de US$ 199,6 milhões, o que equivale a 35% do total brasileiro exportado. Os Estados Unidos seguem como o principal mercado, respondendo por 15% dessas exportações.

    Porém, o setor enfrenta desafios externos, como a tarifa adicional de 50% imposta pelo governo Trump. Conforme alertou Godinho, representa uma ameaça significativa ao segmento. A medida pode impactar as fábricas locais e seus fornecedores, afetando não apenas o Paraná, mas também outras regiões produtoras.

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  • Polinização animal impulsiona 12,6% da agricultura paranaense

    Polinização animal impulsiona 12,6% da agricultura paranaense

    A polinização animal foi responsável por 12,6% do valor da produção agrícola do Paraná em 2023, segundo o estudo “Contribuição dos Polinizadores para as Produções Agrícola e Extrativista do Brasil”, divulgado pelo IBGE. O índice representa um crescimento acima da média nacional desde 2018.

    O levantamento destaca que o Paraná teve um aumento médio de 0,33 pontos percentuais em cinco anos, superando o crescimento nacional de 0,27 pontos percentuais no mesmo período. Essa tendência demonstra a importância crescente da ação de polinizadores para a economia agrícola do Estado.

    No Brasil, cerca de 75% das culturas dependem da polinização realizada por animais como abelhas, aves e morcegos. Estes agentes são fundamentais para elevar a produtividade, melhorar a qualidade dos frutos e garantir a segurança alimentar da população.

    O que é polinização?

    A polinização consiste na transferência de pólen entre as flores, processo essencial para a formação de frutos e sementes. Além da ação animal, o pólen pode ser levado pelo vento, água ou gravidade, mas a contribuição dos polinizadores vivos é determinante em grande parte das culturas.

    Em 2023, 300 municípios paranaenses tiveram mais de 10% do valor agrícola impactado pela polinização animal, um crescimento de 6% em relação a 2018, quando 283 cidades estavam nessa situação. Destaque para Rio Branco do Sul, que teve a maior dependência, com 40,52% da produção agrícola vinculada a polinizadores.

    De acordo com o estudo, outros municípios com alta contribuição são Doutor Ulysses (34,22%), Cerro Azul (32,46%) e Morretes (31,94%). Essa distribuição ressalta a relevância dos polinizadores em diferentes regiões do Estado.

    Além do benefício ambiental, a polinização animal eleva a produtividade agrícola. Produtores de soja do Paraná, amparados por pesquisas da Embrapa, relatam aumento de até 13% na produtividade graças à polinização pelas abelhas. Eduardo Mazzuchelli, coordenador do IDR-Paraná, explica que a presença dos polinizadores permite que as vagens passem a ter até quatro ou cinco grãos, contra os dois ou três habituais.

    Programas estaduais

    O IDR-Paraná também incentiva a integração da produção agrícola com a criação de abelhas. Assim,  proporcionando uma fonte de renda adicional para os agricultores, que podem comercializar mel de alta qualidade. O mel das colmeias manejadas corretamente é valorizado pela indústria por sua cor clara e dificuldade de cristalização, com produção anual podendo chegar a 50 quilos.

    Para fortalecer a preservação dos polinizadores, o estado mantém o projeto Poliniza Paraná. Desenvolvido pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), o programa promove a criação de jardins com colmeias de abelhas nativas sem ferrão, reforçando a biodiversidade local.

    Desde seu lançamento em janeiro de 2022, o programa implantou 205 meliponários em 29 municípios, distribuídos em parques urbanos e unidades de conservação. Pontos estratégicos, como os Palácios Iguaçu e das Araucárias, além da própria Sedest em Curitiba, também recebem o projeto.

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