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  • Paraná inaugura maior biofábrica mundial de mosquitos contra dengue

    Paraná inaugura maior biofábrica mundial de mosquitos contra dengue

    O Paraná inaugurou neste sábado (19) a maior biofábrica mundial de mosquitos Aedes aegypti com bactéria Wolbachia. A unidade funciona no Parque Tecnológico da Saúde do Governo do Paraná, em Curitiba. A fábrica ampliará a produção em larga escala dos chamados “Wolbitos” para o controle biológico da dengue, chikungunya e zika vírus.

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu e aplicou o método Wolbachia no Brasil. Desde 2024, o Ministério da Saúde incorporou a técnica às estratégias nacionais de combate às arboviroses.

    A nova unidade produzirá até 100 milhões de ovos de mosquitos semanalmente. O Governo do Estado estabeleceu parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para viabilizar a implantação. A fábrica priorizará municípios com alto risco de transmissão de arboviroses.

    A biofábrica ocupa mais de 3,5 mil metros quadrados de área construída. Cerca de 70 funcionários operarão equipamentos de automação para criação dos mosquitos com bactéria Wolbachia. A Wolbito do Brasil administra a nova unidade para suprir a crescente demanda nacional pelo Método Wolbachia.

    Benefícios alcançarão 140 milhões de brasileiros

    A unidade atenderá a demanda do Ministério da Saúde. Os mosquitos Wolbitos chegarão a diversas regiões do Brasil, com prioridade para municípios de alto risco de dengue. A previsão indica que aproximadamente 140 milhões de brasileiros serão beneficiados ao longo de 10 anos de atividade.

    “A inauguração desta unidade coloca o Paraná em destaque nacional no uso de tecnologia avançada e sustentável no combate às arboviroses para todo o país”, declarou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

    O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP) coordenarão a biofábrica. O WMP detém a patente da tecnologia. O IBMP resulta de parceria entre a Fiocruz e o Governo do Paraná, através do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

    Eduardo Marafon, diretor-presidente do Tecpar, destacou que a escolha do Paraná reforça o compromisso do Estado com soluções inovadoras para a saúde pública.

    “O Parque Tecnológico da Saúde promove a área de biotecnologia, atrai novas empresas e apoia o fornecimento de novas soluções para o país. Três empresas de referência – Tecpar, Fiocruz e IBMP – trabalham juntas em projetos importantes”, afirmou.

    Brasil assume liderança mundial na tecnologia

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da inauguração. Ele enfatizou que nenhum lugar no mundo produz essa quantidade de mosquitos com essa tecnologia.

    Foto: Hedeson Alves/TECPAR

    “A inauguração dessa fábrica coloca o Brasil na linha de frente dessa tecnologia para todo mundo. É importante contar com instituições públicas que permitem expandir parcerias com empresas nacionais e internacionais para a produção de novas tecnologias”, declarou Padilha.

    O método Wolbachia reforça as ações de enfrentamento à dengue, zika e chikungunya no Paraná. Desde 2019, o Comitê Intersetorial de Controle da Dengue intensificou as estratégias de prevenção e combate.

    As iniciativas envolvem orientação aos municípios sobre novas tecnologias, capacitações, treinamentos e ações sociais. O trabalho inclui mutirões para eliminação de criadouros, campanhas de conscientização, aplicação de inseticidas e atendimento clínico qualificado.

    Primeiras aplicações já mostraram resultados

    Em julho de 2024, o Paraná iniciou o método em Foz do Iguaçu e Londrina. As equipes liberaram aproximadamente 94 milhões de mosquitos nessas cidades. As biofábricas locais encerraram atividades em maio e junho após finalizar o projeto.

    A Sesa já iniciou tratativas com o Ministério da Saúde para continuidade e expansão do método nas duas cidades. O objetivo é contemplar 100% do território dos dois municípios.

    Pesquisadores australianos desenvolveram o Método Wolbachia. O processo envolve liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Estes se reproduzem com a população local e formam nova geração de mosquitos com a mesma bactéria.

    Os pesquisadores do WMP introduziram em laboratório a bactéria Wolbachia dentro dos ovos de Aedes aegypti. A bactéria está presente em aproximadamente 50% dos insetos no mundo. Quando presente no mosquito, ela impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, chikungunya e zika vírus.

    Método sustentável sem modificação genética

    A tecnologia não envolve modificação genética. Ao longo do tempo, torna-se autossustentável e mantém-se na população de mosquitos. Essa característica elimina a necessidade de novas liberações e torna a estratégia eficaz, segura e acessível a longo prazo.

    O método já funciona em oito cidades brasileiras: Niterói (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR), Campo Grande (MS), Joinville (SC), Belo Horizonte (MG) e Petrolina (PE). O Ministério da Saúde seleciona os municípios e a Wolbito do Brasil implementa o projeto com apoio da Fiocruz.

    O último boletim epidemiológico de arboviroses da Sesa, divulgado na terça-feira (15), mostra a gravidade da situação no Paraná. O Estado registrou este ano 85.611 casos confirmados e 107 óbitos por dengue. A chikungunya confirmou 5.135 casos e cinco mortes. O zika vírus não apresentou confirmações de casos e óbitos no período.

  • Geada Negra completa 50 anos: conheça essa tragédia

    Geada Negra completa 50 anos: conheça essa tragédia

    Neste 18 de julho de 2025, o Paraná relembra os 50 anos da Geada Negra, um dos eventos climáticos mais marcantes de sua história. O fenômeno, registrado em 1975, destruiu cerca de 60% dos cafezais do estado — na época, o maior produtor de café do Brasil — e acelerou uma profunda mudança no perfil agrícola regional. A data, símbolo do fim do ciclo do café paranaense, também representa o início de um novo capítulo marcado pela diversificação produtiva e pela modernização do agronegócio paranaense.

    Na madrugada de 18 de julho de 1975, temperaturas negativas surpreenderam agricultores e autoridades. Segundo relatos de Eugênio Stefanelo, então diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, a catástrofe já era prevista na véspera por causa da queda abrupta nas temperaturas. O saldo da geada foi devastador: cerca de 1,1 milhão de hectares dos 1,8 milhão de hectares plantados de café foram perdidos. O Paraná, que atingira 21,3 milhões de sacas e tinha 64% da produção nacional de café, perderia rapidamente protagonismo no setor.

    Foto: Arquivo MIS/PR

    Em 1975, a produção estadual chegou a 10,2 milhões de sacas, metade da safra nacional na época. O efeito negativo, porém, se consolidou nos anos seguintes. A participação paranaense foi caindo sucessivamente, para menos de 10% nos anos 1990, 5% nos anos 2000 e apenas 3% na década seguinte.

    Diversificação e novos caminhos para a agricultura paranaense

    O fim da hegemonia cafeeira levou o Paraná a se reinventar. A partir da catástrofe climática, agricultores se viram forçados a diversificar a produção. Os campos deram lugar à soja e outros grãos, o setor de hortifruticultura se fortaleceu e cadeias de proteína animal, como avicultura e suinocultura, cresceram significativamente. Segundo Stefanelo, o processo de diversificação permanece até hoje, inclusive com cafeicultores remanescentes focados na produção de cafés especiais.

    Atualmente, a safra de café paranaense é de cerca de 718 mil sacas (43,1 mil toneladas) em uma área de 25,4 mil hectares, apenas 1% da colheita nacional. O Valor Bruto de Produção (VBP) do café no Paraná somou R$ 1,13 bilhão em 2024, equivalente a 0,6% da renda agropecuária estadual.

    A principal região produtora do estado é o Norte Pioneiro, com duas indicações geográficas (IG): Café do Norte Pioneiro do Paraná e Café de Mandaguari, reconhecidos nacionalmente pela qualidade. O município de Carlópolis destaca-se, sendo responsável por 25% da produção estadual. De acordo com o Deral, cerca de 30% da produção paranaense já se encaixa na categoria de cafés especiais em safras favoráveis.

    Evolução do café paranaense: qualidade, exportação e inclusão

    O Paraná também investiu em diferenciação de mercado. O Concurso Café Qualidade Paraná, que chega à 22ª edição em 2025, apoia a excelência do produto local. Ainda há o incentivo à participação feminina, com projetos como o “Mulheres do Café” do IDR-Paraná, que promovem não só a produção, mas também agregação de valor e turismo rural.

    Nas exportações, o Paraná enviou 21,8 mil toneladas de café verde e 33 mil toneladas de café solúvel ao exterior em 2024, o que gerou US$ 433 milhões. O desempenho segue positivo em 2025, apesar das preocupações com tarifas americanas.

    Geada Negra e mudanças climáticas

    Fenômenos de geada negra — fruto de massas polares secas que queimam as plantas pelo frio extremo — não são exclusivos do passado. O Paraná segue sujeito a eventos climáticos extremos e investe em monitoramento e tecnologia para minimizar os impactos. Em 2021, por exemplo, outra sequência de geadas prejudicou culturas como o milho e o café, lembrando a fragilidade da agricultura diante das mudanças climáticas.

    Cinquenta anos depois, a Geada Negra segue como marco na memória coletiva dos agricultores e inspiração para estratégias de enfrentamento de desafios ambientais.

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  • Energia solar – RenovaPR transforma paisagem rural no Paraná

    Energia solar – RenovaPR transforma paisagem rural no Paraná

    O RenovaPR, programa do Governo do Paraná, já viabilizou 10 mil projetos de energia renovável no campo, com financiamentos de R$ 1,54 bilhão e um investimento total de R$ 5,5 bilhões desde 2021. A iniciativa oferece subvenção de juros para sistemas de energia solar e biodigestão, beneficiando desde pequenos agricultores até grandes produtores.

    Agricultores familiares têm juros zerados, enquanto médios e grandes produtores recebem descontos proporcionais. O impacto é imediato: a economia na conta de luz cobre as parcelas do financiamento, que pode chegar a 10 anos, enquanto os painéis solares duram 30 anos.

    Como funciona o financiamento

    • Agricultores familiares (Pronaf): juros de 5% ao ano, totalmente cobertos pelo Estado (efetivamente 0%).
    • Médios produtores (Pronamp): subvenção de 3% para energia solar e 5% para biogás.
    • Grandes produtores: desconto de 3% para solar e 5% para biogás.

    Os limites são R$ 500 mil para energia solar e R$ 2 milhões para biogás. O pagamento é simples: o produtor quita a parcela integral, e o Estado devolve o valor subvencionado em até 20 dias.

    Impacto na economia rural

    Produtores relatam economias significativas:

    Idemar Dalberto (Nova Prata do Iguaçu): reduziu custos e investiu em uma carreta para transporte de silagem.

    Iranei Donizete (Mamborê): economiza R$ 25 mil/mês com energia solar e biogás na suinocultura.

    Lais Sary (São José dos Pinhais): cortou a conta de luz de R$ 1.000 para R$ 100 com painéis solares em cultivo hidropônico.

    Energia solar domina, mas biogás cresce

    O Paraná já tem 43 mil propriedades rurais com energia sustentável, sendo 99% solar. Toledo, Santa Helena e Marechal Cândido Rondon lideram em adoção. Já o biogás, produzido a partir de dejetos animais, ganha espaço como solução ambiental e econômica, transformando passivos em energia.

    O programa agora mira:

    • Ampliação do biogás na pecuária.
    • Incentivo a baterias para armazenamento.
    • Modernização da rede elétrica rural, migrando para sistemas trifásicos.

    “É como comprar 20 anos de energia com desconto e retorno garantido”, resume Herlon Almeida, coordenador do RenovaPR.

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  • Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

    Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

    O governo do Paraná renovou por mais 180 dias o estado de emergência fitossanitária para combate ao greening (HLB), uma das doenças mais devastadoras para a citricultura. O Decreto nº 10.445, assinado pelo governador em exercício Darci Piana, foi publicado na segunda-feira (30/06) e garante agilidade nas ações de controle.

    A medida, em vigor desde 2023, já resultou na eliminação de mais de 270 mil mudas infectadas em todo o estado. Agora, as operações se concentram no Vale do Ribeira, principal região produtora de ponkan no Paraná.

    Operação Big Citros intensifica fiscalização

    Nesta semana, fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciaram vistorias em propriedades de Doutor Ulysses e Cerro Azul. As equipes orientam produtores sobre identificação de plantas doentes e procedimentos para erradicação de mudas com sintomas de HLB.

    A Adapar também realizou encontros com citricultores na Ceasa de Curitiba para treinamento sobre reconhecimento da praga em frutas e plantas. “A educação sanitária é fundamental para conter o avanço da doença”, afirmou Caroline Garbuio, responsável pelo Programa de Sanidade da Citricultura da Adapar.

    Até agora, as equipes confirmaram plantas doentes na região, mas não encontraram o psilídeo (Diaphorina citri), inseto vetor da bactéria Candidatus Liberibacter spp que causa o greening. Armadilhas foram instaladas em vários pontos para monitoramento.

    Especialistas avaliam que os psilídeos podem ter sido controlados por predadores naturais, como a vespa Tamarixia radiata, usada no controle biológico 12. No entanto, o alerta permanece máximo.

    Impactos econômicos do HLB

    O greening provoca:

    • Queda prematura de frutos
    • Redução drástica da produção
    • Morte precoce das plantas
    • Frutos deformados e com qualidade inferior

    “Os prejuízos são enormes, tanto para consumo in natura quanto para a indústria de processamento”, explica Alexandre Paloschi, especialista em defesa sanitária vegetal.

    Ações integradas mostram resultados

    A Câmara Setorial da Cadeia da Citricultura do Paraná, criada este ano, reúne entidades como Sistema FAEP, Adapar e IDR-Paraná para coordenar o combate à doença. “A união de esforços está trazendo resultados concretos”, afirma Ágide Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

    Produtores destacam a importância das medidas: “As ações são um caminho sem volta. Graças a esse trabalho conjunto, estamos conseguindo controlar o avanço da doença”, relata Marlene Calzavara, citricultora de Paranavaí.

    Como identificar e denunciar

    Sintomas do greening incluem:

    • Folhas com manchas irregulares amarelas
    • Frutos assimétricos e menores
    • Sementes abortadas
    • Morte de ramos

    Moradores podem denunciar plantas suspeitas diretamente nas Unidades Regionais de Sanidade da Adapar ou pelo WhatsApp (48) 3665.7300, em Santa Catarina.

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  • Frio intenso e geadas ameaçam lavouras no Paraná

    Frio intenso e geadas ameaçam lavouras no Paraná

    A forte onda de frio que atinge o Sul do Brasil preocupa agricultores paranaenses. Geadas e temperaturas negativas podem ter causado prejuízos nas lavouras de milho e trigo. A Cocamar Cooperativa Agroindustrial informou que o frio intenso alcançou regiões produtoras do noroeste e norte do estado.

    Segundo a cooperativa, estações meteorológicas registraram temperaturas próximas ou abaixo de zero grau em diversos municípios. Antes da chegada do frio, a Cocamar já alertava que cerca de 30% das lavouras de milho estavam em estágio vulnerável. Agora, a preocupação se amplia para o trigo, cultivado em regiões ainda mais frias.

    A cooperativa destacou que ainda não é possível calcular os prejuízos. Técnicos devem levar alguns dias para finalizar o levantamento em campo. Mesmo sem números oficiais, os danos já são considerados significativos.

    Temperaturas extremas

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou temperaturas extremas no Paraná. General Carneiro registrou -7,8°C, a mais baixa do estado. Outras mínimas severas ocorreram em São Mateus do Sul (-4,2°C), Telêmaco Borba (-2,7°C) e Jaguariaíva (-2,3°C).

    As condições meteorológicas favoreceram o frio intenso. O céu claro, a umidade baixa em altitude e os ventos fracos facilitaram o resfriamento e a formação de geadas. A massa de ar polar também provocou frio severo em Santa Catarina.

    Urupema e São Joaquim, municípios da serra catarinense, enfrentaram temperaturas de até -8°C. O cenário aumenta a apreensão no campo e reforça os riscos à produção agrícola no Sul do país.

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  • Os 10 Estados que comandam a força do agro no Brasil

    Os 10 Estados que comandam a força do agro no Brasil

    Com um Valor Bruto de Produção (VBP) que beira R$ 1,2 trilhão, o agro no Brasil segue firme como um dos grandes pilares da economia nacional. No entanto, apesar da dimensão continental do país, essa riqueza está longe de ser distribuída de forma uniforme.

    Atualmente, mais de 80% de todo o faturamento agropecuário do país vem das Regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. No entanto, mesmo dentro dessas áreas, alguns Estados se destacam com ainda mais força. Por isso, a seguir, você confere os 10 gigantes do agro brasileiro — e os produtos que, sem dúvida, fazem cada um deles brilhar.

    🥇 1. Mato Grosso – R$ 204 bilhões

    Imbatível. Sozinho, o Mato Grosso responde por cerca de 17% de toda a produção agropecuária nacional. Por lá, a soja reina soberana, mas o milho e o algodão também têm peso expressivo nas lavouras. É, sem dúvida, o motor do campo brasileiro.

    🥈 2. Paraná – R$ 164 bilhões

    Na Região Sul, o Paraná lidera com folga. A soja puxa o faturamento, mas a avicultura (frango) e o milho completam o combo de sucesso. O Estado representa quase metade do VBP do Sul, o que mostra a força do seu campo.

    🥉 3. São Paulo – R$ 142 bilhões

    A locomotiva econômica do Brasil também se destaca no agro. A cana-de-açúcar responde por mais de R$ 45 bilhões, enquanto a laranja e os bovinos garantem que o agro paulista siga no pódio nacional.

    4. Minas Gerais – R$ 133 bilhões

    Se café é assunto, Minas é autoridade. O tipo arábica movimenta R$ 30 bilhões no Estado. Além disso, a soja e a produção leiteira também garantem peso no VBP mineiro, que segue entre os maiores do país.

    5. Rio Grande do Sul – R$ 116 bilhões

    A força gaúcha vem da combinação certeira: soja, frango e arroz. Vale destacar que o RS é responsável por cerca de dois terços do arroz nacional. Um trio poderoso para manter o agro do Sul pulsando forte.

    6. Goiás – R$ 103 bilhões

    No Centro-Oeste, Goiás é potência crescente. A soja lidera, mas a pecuária bovina e o milho dividem o protagonismo. A cana-de-açúcar e a avicultura também aparecem com destaque, reforçando a diversidade da produção.

    7. Mato Grosso do Sul – R$ 77 bilhões

    Foto: Semadesc/MS

    Vizinho do líder Mato Grosso, o Estado mantém seu foco na soja, mas também investe pesado na pecuária de corte e nas lavouras de milho. Um agro que cresce com consistência ano após ano.

    8. Bahia – R$ 50,6 bilhões

    A liderança do Nordeste vem da Bahia, que tem um agro diversificado e competitivo. Soja, algodão e bois são os protagonistas. O Estado representa quase metade de todo o VBP da região, consolidando-se como player relevante no cenário nacional.

    9. Santa Catarina – R$ 50,4 bilhões

    Quando o assunto é pecuária intensiva, SC está entre os melhores. A produção de frangos, suínos e leite representa mais de 60% do VBP estadual. O Estado é referência em eficiência produtiva e segurança alimentar.

    10. Pará – R$ 28 bilhões

    Na Região Norte, o Pará puxa a fila. O destaque vai para a pecuária bovina, seguida pela soja e a mandioca. O Estado já se consolida como nova fronteira agrícola, expandindo sua influência no agro brasileiro.

    🌾 Resumo da lavoura

    Embora o agro no Brasil se expanda em todo o país, a força produtiva continua concentrada em dez Estados. E, como vimos, a soja é a protagonista absoluta, ao lado de frangos, bois, milho, cana e café.

    O Brasil rural pulsa nesses territórios; afinal, são eles que sustentam a economia, geram empregos e, acima de tudo, abastecem o mundo. E você, por acaso já sabia quem são os verdadeiros campeões do agro?

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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  • Vazio sanitário da soja começa em todo o Paraná

    Vazio sanitário da soja começa em todo o Paraná

    O vazio sanitário da soja passa a valer em todo o Paraná a partir deste sábado (21). Com a inclusão da Região 1, o escalonamento definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está completo no estado.

    Essa fase abrange os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral. Nas demais regiões, o período de vazio começou no início do mês. A medida segue até 19 de setembro nessa área. Em resumo, ela busca conter o avanço do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. A doença é considerada a mais severa da cultura da soja e pode gerar perdas de até 90% na produtividade.

    Vazio sanitário

    Durante o vazio sanitário, os produtores não podem cultivar nem manter plantas vivas de soja no campo. Ou seja, o objetivo é eliminar possíveis hospedeiros do fungo, evitando sua multiplicação e a recontaminação da lavoura no ciclo seguinte.

    O Paraná adotou o escalonamento em três fases. A divisão considera os diferentes microclimas das regiões produtoras. O Mapa estabeleceu os prazos com base em estudos técnicos para reduzir os riscos fitossanitários.

    A fiscalização é responsabilidade da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A autarquia, ligada à Secretaria estadual da Agricultura, fiscaliza o cumprimento da medida e aplica penalidades aos infratores.

    A Adapar também controla os prazos da janela oficial de plantio da soja no Estado. O Departamento de Sanidade Vegetal da agência (DESV) reforça que a adesão de todos os produtores é essencial para o sucesso da medida.

    A orientação é eliminar imediatamente qualquer planta viva de soja encontrada no campo. Além disso, o monitoramento contínuo das lavouras ajuda a evitar a reintrodução do fungo.

    Regiões e datas do vazio sanitário da soja no Paraná

    A Portaria nº 1.271, publicada em 30 de abril de 2025 pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, define as datas do vazio sanitário em três regiões do estado:

    • Região 1 (Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral): de 21 de junho a 19 de setembro. O plantio começa em 20 de setembro e segue até 20 de janeiro de 2026.

    • Região 2 (Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste): de 2 de junho a 31 de agosto. A semeadura vai de 1º de setembro até 31 de dezembro.

    • Região 3 (Sudoeste): de 12 de junho a 10 de setembro. O plantio ocorre entre 11 de setembro e 10 de janeiro de 2026.

    A adesão ao vazio sanitário é uma das estratégias mais eficazes para controlar a ferrugem asiática no Brasil. Além disso, garante maior segurança fitossanitária para a próxima safra de soja.

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  • Greening ameaça pomares do Vale do Ribeira

    Greening ameaça pomares do Vale do Ribeira

    O Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) emitiu alerta fitossanitário após a confirmação de casos de greening (HLB) nos municípios de Doutor Ulysses e Cerro Azul, no Vale do Ribeira. Considerada a mais grave doença da citricultura, o HLB pode causar perdas devastadoras à produção, levando à queda precoce de frutos e até à morte das plantas.

    Diante do risco, o governo do Paraná reforçou as medidas de controle e convocou reunião emergencial com produtores e autoridades para 23 de junho, na sede da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em Curitiba.

    Operação Big Citros chega ao Vale do Ribeira

    No dia 30 de junho, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) inicia uma nova edição da Operação Big Citros na região. A ação, que já obteve resultados positivos no Norte e Noroeste do estado, visa:

    • Inspecionar pomares em busca de plantas sintomáticas
    • Orientar produtores sobre manejo preventivo
    • Eliminar focos da doença para evitar disseminação

    Além disso, o IDR-Paraná instalará armadilhas para monitorar a presença do psilídeo asiático (Diaphorina citri), inseto transmissor do HLB. Até agora, não há registros do vetor na região, o que aumenta as chances de controle eficaz.

    Sintomas e riscos do greening

    O HLB é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter (CLas) e ataca:

    • Laranjeiras
    • Limoeiros
    • Murta (Murraya paniculata)

    Principais sintomas:

    • Folhas amareladas e manchadas
    • Frutos pequenos, deformados e com sementes abortadas
    • Queda prematura de frutos
    • Morte precoce das plantas

     

    “Não Há Motivo para Pânico”, Diz Adapar

    Renato Blood, diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, tranquilizou os produtores: “A erradicação é feita apenas na planta doente, não em todo o pomar. Com ações rápidas, podemos conter o avanço.”

    O Paraná está em estado de emergência fitossanitária desde dezembro de 2023, e a notificação imediata de casos suspeitos é obrigatória.

    Próximos passos

    • Reunião de alinhamento (23/06) com produtores e prefeituras
    • Início da Operação Big Citros (30/06) no Vale do Ribeira
    • Instalação de armadilhas para monitoramento do psilídeo

    “A citricultura é vital para a região, especialmente a produção de poncã. Contamos com a colaboração de todos para evitar prejuízos maiores”, reforçou Blood.

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  • Sudoeste do Paraná inicia vazio sanitário da soja 

    Sudoeste do Paraná inicia vazio sanitário da soja 

    O Sudoeste do Paraná entrou nesta quinta-feira (12) no período de vazio sanitário da soja, conforme o calendário escalonado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida, que se estende até 10 de setembro, proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja nos campos da região. O plantio da oleaginosa será liberado a partir de 11 de setembro, com prazo final para a semeadura em 10 de janeiro de 2026.

    O vazio sanitário é uma estratégia fitossanitária fundamental para interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, considerada a principal doença da soja no Brasil. Sem a presença de plantas vivas no campo, o fungo perde seu hospedeiro, reduzindo drasticamente a incidência e a disseminação da doença na próxima safra. A ferrugem asiática pode comprometer até 90% da produção, além de elevar os custos de controle e impactar a produtividade das lavouras.

    Fiscalização e penalidades

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) é responsável pela fiscalização do cumprimento do vazio sanitário em todo o estado. Produtores que descumprirem as regras e mantiverem soja viva durante o período proibido estão sujeitos a penalidades previstas em lei. A Adapar também monitora o calendário de plantio para garantir a efetividade da medida.

    Segundo técnicos da Adapar e do Sistema FAEP, a adesão de todos os agricultores é essencial para o sucesso da estratégia. A orientação é eliminar imediatamente qualquer planta de soja que surgir espontaneamente durante o vazio sanitário, incluindo áreas de pousio, beiras de estradas e cultivos de inverno.

    Calendário escalonado por regiões

    O Paraná adotou o escalonamento do vazio sanitário para respeitar os diferentes microclimas e otimizar o controle da doença. Confira as datas para cada região:

    A Portaria nº 1.271, de 30 de abril de 2025, do Mapa definiu os períodos após consultar entidades representativas do setor agrícola.

    A Adapar alerta que a fiscalização será intensificada durante o vazio sanitário. E a colaboração dos produtores é decisiva para evitar prejuízos econômicos e garantir a sanidade das lavouras de soja no Paraná.

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  • Festival destaca a força do vinho paranaense

    Festival destaca a força do vinho paranaense

    O IV Festival Vinopar do Vinho Paranaense, realizado no Museu Oscar Niemeyer (MON) em Curitiba nos dias 7 e 8 de junho de 2025, evidenciou o avanço da produção de uva e vinho no Paraná e seu potencial como vetor de desenvolvimento turístico e integração comunitária.

    O evento reuniu cerca de 1.200 pessoas, com degustação de mais de 80 rótulos produzidos por 13 vinícolas do estado, além de estandes de queijos artesanais, gastronomia regional e workshops sobre vitivinicultura e enoturismo.

    A entrada foi gratuita, mas a degustação exigiu a compra de uma taça personalizada, incentivando a experiência sensorial e o contato direto com os produtores.

    O festival contou com palestras e workshops, atraindo também profissionais do setor turístico e gastronômico, ampliando o alcance do evento para além do público consumidor.

    Vinho paranaense: qualidade e tradição em ascensão

    O Paraná é o quarto maior produtor nacional de uvas, com destaque tanto para uvas de mesa quanto para viníferas voltadas à produção de vinhos finos. A produção de vinho no estado, tradicionalmente ligada à chegada de imigrantes europeus no século XIX, passou por altos e baixos. Mas vive atualmente um ciclo de retomada, com o uso de novas variedades e tecnologias adaptadas ao clima local.

    Em 2023, 143 municípios paranaenses produziram uvas para transformação em vinho, totalizando 15.774 toneladas e gerando R$ 57,7 milhões em valor bruto de produção.

    O Sul do estado se destaca na produção de vinhos, enquanto o Norte lidera na produção de uvas de mesa, com municípios como Marialva e Uraí entre os principais polos.

    As vinícolas presentes no festival incluem nomes como Araucária, Bertoletti, Betiatto, Costantini, Cooperante, Di Turra, Durigan, Família Fardo, Franco Italiano, Legado, RH, Vô Vito e Zanlorenzi.

    Enoturismo: nova fronteira para o Paraná

    O festival reforçou o papel do vinho como elemento integrador e de valorização do território. Além disso, promove o enoturismo como estratégia para gerar emprego, renda e fortalecer a identidade regional. Muitas vinícolas já oferecem experiências completas, com visitação, hospedagem e gastronomia, ampliando o potencial turístico do estado.

    O programa Revitis, criado em 2019 pelo Governo do Estado, atua em quatro frentes. Incentivo à produção, reorganização da comercialização, desenvolvimento do turismo e apoio à agroindústria. Já foram investidos mais de R$ 7,5 milhões, beneficiando mais de 400 agricultores familiares e promovendo a modernização e diversificação do setor.

    Reconhecimento

    O vinho paranaense vem sendo premiado nacional e internacionalmente, reflexo do investimento em tecnologia, qualificação e integração dos produtores. O festival no MON consolidou-se como vitrine dessa evolução, estimulando o consumo local e o turismo. Além disso, projeta o Paraná como um novo destino relevante no mapa do vinho brasileiro.

    “Mostramos aqui a qualidade do vinho paranaense, que está sendo premiado nacional e internacionalmente. Estamos em um potencial muito bom de produção, desenvolvimento tecnológico e aperfeiçoamento”, diz Claudinei Bertoletti, presidente da Vinopar

    Assim, o sucesso do festival e o fortalecimento das cadeias produtivas de uva e vinho apontam para um futuro promissor, em que o vinho paranaense conquista espaço à mesa e no roteiro de viagens de brasileiros e estrangeiros.

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