Tag: Paraná

  • Silo de milho desaba no Paraná; veja vídeo

    Silo de milho desaba no Paraná; veja vídeo

    Um silo de milho desabou na manhã desta sexta-feira (14), em uma unidade da Cocamar, em Primeiro de Maio, no Norte do Paraná. O momento do rompimento foi registrado em vídeo.

    As imagens mostram parte da estrutura cedendo e o milho armazenado começando a cair. Cerca de 20 segundos depois, o silo desaba completamente.

    Segundo a Cocamar, não houve feridos no incidente.

    https://www.instagram.com/reel/DcCQ-r6Jw7X/?igsh=aDQ4aHhicnM4YW9k

    A estrutura atingida é um silo pulmão, utilizado para regular o fluxo e equilibrar o ritmo de recebimento de produtos na unidade.

    Apesar do desabamento, a cooperativa informou que o incidente não deve afetar o recebimento de milho dos produtores. Até a última atualização desta reportagem, o valor do prejuízo causado pelos danos materiais não havia sido divulgado.

    Cocamar diz que protocolos de segurança foram acionados

    Em nota, a Cocamar afirmou que os protocolos de segurança foram acionados após o rompimento e que não houve vítimas.

    “A Cocamar informa que houve o rompimento de um silo pulmão de sua unidade em Primeiro de Maio (PR), utilizado para o armazenamento de milho.

    Os protocolos de segurança foram acionados e não houve vítimas. O incidente resultou apenas em danos materiais.

    A Cooperativa está adotando as providências necessárias e o recebimento da safra na unidade seguirá acontecendo.”

    A cooperativa informou ainda que está tomando as medidas necessárias após o incidente e que as operações de recebimento da safra continuarão normalmente na unidade.

  • Vídeo: Produtor rural filma passagem de tornado no Paraná

    Vídeo: Produtor rural filma passagem de tornado no Paraná

    O tornado que atingiu a área rural de Piraí do Sul (PR), na região dos Campos Gerais, no último sábado (08), deixou um rastro de destruição no campo. Cerca de 500 pessoas foram afetadas, segundo levantamento inicial da Defesa Civil Estadual.

    O advogado e produtor rural Bernardo Milleo registrou o fenômeno em vídeo. “Foi uma sensação de impotência, não tinha o que ser feito”, relatou. O tornado passou dentro de sua fazenda, no bairro rural Fundão, mas não atingiu as áreas de produção nem a moradia.

    https://www.instagram.com/reel/Db5hOV4S5dQ/?igsh=MTU5emMyYm1qMDJzaw==

    Tornado destruidor

    Os ventos do tornado chegaram a mais de 200 km/h. Ao todo, 30 residências foram impactadas, sendo seis delas completamente destruídas pela força do fenômeno.

    Além disso, dois barracões agrícolas também sofreram danos. Não há registro de vítimas fatais, mas os bairros de Santo André, Boa Vista, Jararaca, Fundão e Capinzal figuram entre os mais atingidos.

    Estragos na propriedade e no acesso rural

    Segundo Milleo, trovões e relâmpagos intensos acompanharam o fenômeno, que foi repentino. “Foi um fator climático estranho”, avaliou.

    A queda de árvores e o acúmulo de galhos bloquearam o acesso à propriedade. “Ficamos presos”, contou o produtor. O trânsito foi liberado depois, com atuação das equipes da prefeitura.

    Na fazenda, Milleo mantém três granjas de suinocultura, com 3.500 animais, além de área de reflorestamento com pinus e eucalipto. Sem prejuízos na própria propriedade, ele integra a força-tarefa organizada por autoridades e moradores para apoiar os afetados.

    Casa destruída por tempestade em área rural, com telhado danificado, árvores derrubadas e destroços espalhados pelo terreno.
    Ventos fortes causaram estragos no Paraná (Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Piraí do Sul)

    Trabalho de campo e apuração dos danos

    Nesta segunda-feira (10), equipes da Defesa Civil Estadual e de secretarias municipais de Piraí do Sul seguiram com o levantamento de danos. Os trabalhos também reúnem documentação para a elaboração do decreto de Situação de Emergência.

    A Secretaria Municipal de Agricultura atua no levantamento das atividades agropecuárias atingidas. Além dos danos estruturais, o município registrou queda de postes e transformadores, o que deixou moradores sem energia, obstruções em estradas rurais causadas por árvores caídas, e o isolamento temporário do bairro Santo André.

    Equipes da Copel trabalham nos reparos da rede elétrica, enquanto a prefeitura remove árvores caídas para liberar o acesso às áreas rurais.

    Situação de Emergência

    Quando reconhecido pelo Estado ou pela União, o decreto de Situação de Emergência permite a dispensa de licitações para ações de reconstrução e abre caminho para que moradores afetados acessem linhas de crédito voltadas a agricultores, além da possibilidade de saque do FGTS para pessoa física.

    A Defesa Civil já distribuiu lonas para cobrir estruturas atingidas por destelhamento. Uma campanha local de doações, que reúne alimentos não perecíveis, lonas, materiais de construção e itens de higiene, segue arrecadando apoio na cidade.

    Confirmação do tornado pelo Simepar

    Uma equipe do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) esteve em campo, acompanhada por um operador de drone da Defesa Civil, para registrar imagens aéreas da área atingida.

    As características observadas nos vídeos analisados pelo Simepar indicam a ocorrência de um tornado — o 10º registrado no Paraná em 2026. A classificação oficial da categoria e a intensidade exata do fenômeno ainda serão definidas a partir do cruzamento entre o levantamento aéreo, os depoimentos de moradores e o mapeamento da distribuição dos danos.

    Vendavais e queda de granizo no mesmo fim de semana também causaram danos em outros municípios paranaenses, entre eles Candói, Sapopema, Guarapuava, Jaguariaíva e Rio Branco do Sul.

  • Sistema FAEP cobra crédito emergencial após tornado no Paraná

    Sistema FAEP cobra crédito emergencial após tornado no Paraná

    Produtores rurais de diferentes regiões do Paraná enfrentam os impactos provocados pelas fortes tempestades que atingiram o estado no último sábado (8). Diante dos danos, o Sistema FAEP cobra medidas emergenciais dos governos estadual e federal para auxiliar agricultores, pecuaristas e moradores afetados.

    Segundo informações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), houve registros de tempestades em municípios como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora.

    Os temporais provocaram danos em áreas urbanas e rurais. Entre os registros estão casas, galpões e granjas danificados, quedas de árvores e postes e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

    FAEP pede apoio aos produtores rurais

    O Sistema FAEP afirma que vai formalizar pedidos de ajuda às Secretarias Estaduais da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e da Fazenda (Sefa), além da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

    Entre as medidas solicitadas estão:

    • Levantamento urgente dos prejuízos;
    • Atendimento da Defesa Civil aos municípios atingidos;
    • Prioridade para o restabelecimento da energia elétrica;
    • Criação de crédito emergencial para produtores rurais e moradores afetados.

    A entidade considera que essas ações são necessárias para que os produtores consigam iniciar a reconstrução das propriedades e retomar as atividades.

    Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a resposta precisa ser rápida e coordenada entre os órgãos públicos.

    A entidade também defende a criação de crédito emergencial pré-aprovado para pessoas e produtores que tiveram prejuízos com as tempestades.

    Paraná registra histórico de eventos extremos

    Além dos danos provocados pelo episódio mais recente, o Sistema FAEP chama atenção para a frequência dos eventos climáticos extremos no estado.

    De acordo com dados apresentados pela entidade, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais na última década.

    As ocorrências teriam atingido os 399 municípios paranaenses, afetado mais de 4,5 milhões de pessoas e causado prejuízos estimados em R$ 32 bilhões.

    Para a FAEP, o histórico reforça a necessidade de ampliar as ações de prevenção e criar mecanismos capazes de acelerar a resposta quando novos eventos atingirem comunidades rurais e urbanas.

    Entidade cobra medidas de prevenção

    A discussão sobre prevenção já havia sido realizada em julho, durante uma reunião na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

    O encontro reuniu representantes do Sistema FAEP, Simepar, Defesa Civil, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Comitê de Governança Climática, Tribunal de Contas do Estado, Associação dos Municípios do Paraná, universidades, prefeituras e outras entidades.

    Na ocasião, foram discutidas estratégias para enfrentar fenômenos como vendavais, granizo e tornados, além dos possíveis efeitos do El Niño no estado.

    Agora, diante dos novos estragos, o Sistema FAEP cobra que as discussões sejam acompanhadas por medidas práticas de prevenção e auxílio.

    Tornado de 2025 ainda afeta produtores

    A entidade também utiliza como exemplo o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, em novembro de 2025.

    O fenômeno provocou danos no município e também afetou áreas de Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond, Guarapuava e Candói.

    Segundo o Sistema FAEP, parte dos produtores atingidos pelo desastre não foi contemplada pelas condições especiais anunciadas pelo governo estadual.

    Nove meses depois, agricultores e pecuaristas ainda enfrentariam dificuldades para acessar medidas de apoio à reconstrução das propriedades, de acordo com a entidade.

    Para a organização, a situação reforça a necessidade de criar mecanismos de resposta capazes de chegar aos produtores afetados pelos eventos climáticos com maior rapidez.

    A cobrança agora se volta para que os governos estadual e federal adotem medidas emergenciais após os novos temporais e evitem que produtores atingidos fiquem sem condições de reconstruir suas propriedades e retomar a produção.

  • BMG Foods pede recuperação judicial após acumular R$ 3,5 bi em dívidas

    BMG Foods pede recuperação judicial após acumular R$ 3,5 bi em dívidas

    A BMG Foods protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça do Paraná nesta semana, buscando proteção contra credores após acumular mais de R$ 3,5 bilhões em dívidas. A empresa, controlada pelo grupo paraguaio Concepción, já ocupou posição entre as cinco maiores produtoras de carne bovina do Brasil, mas viu sua situação financeira se deteriorar ao longo dos últimos meses.

    O grupo Concepción, comandado pelo empresário brasileiro Jair Lima, expandiu suas operações por meio de diversas aquisições e arrendamentos financiados com capital de terceiros. Mas não conseguiu sustentar o custo elevado dessa dívida. A companhia chegou a devolver uma série de frigoríficos que mantinha arrendados no Brasil à medida que a crise se agravava.

    Antes do pedido formal de recuperação judicial, a Justiça paranaense já havia concedido à BMG Foods uma tutela de urgência que suspendeu por 60 dias as execuções movidas por credores, período em que a empresa tentou negociar o passivo em um processo de mediação com 94 credores. A companhia relatou à Justiça um cenário de forte deterioração financeira, com mais de 1.500 títulos protestados somando cima de R$ 46 milhões e bloqueios judiciais superiores a R$ 7,5 milhões sobre contas e ativos.

    Fornecedores e pecuaristas ficaram sem receber

    A crise atingiu diretamente a cadeia produtiva ligada à BMG Foods. No Brasil, a empresa deixou dívidas com fornecedores, incluindo transportadoras que atendem a operação de carne suína mantida pelo grupo no Paraná. Pecuaristas também relataram falta de pagamento pelo gado entregue aos frigoríficos da companhia, e ações judiciais movidas por produtores rurais já somavam mais de R$ 960 mil somente em Mato Grosso do Sul, estado onde a empresa fechou unidades em meio à crise.

    No maior credor individual do processo de recuperação judicial está o Bank of New York Mellon, que representa detentores de títulos de dívida (bonds) no valor de R$ 1,5 bilhão. A companhia é assessorada na recuperação judicial pelo escritório Guedes & Manocchio.

    Crise ultrapassa fronteiras e atinge operações no Paraguai

    O aperto financeiro não se limita ao Brasil. O grupo Concepción interrompeu pagamentos a credores internacionais e atrasou uma parcela de juros devida a detentores de bonds no Paraguai. A companhia paraguaia também deixou de honrar juros de uma linha de crédito junto ao Bank of America. Um movimento que, segundo apurações anteriores, já sinalizava o risco de um pedido de recuperação judicial ou extrajudicial.

    Para conduzir as negociações com credores em diferentes países, o grupo contratou a consultoria financeira Pantalica Partners. Além de escritórios de advocacia especializados em reestruturação no Brasil, no Paraguai, na Bolívia e nos Estados Unidos. Em nota anterior, o Concepción afirmou buscar uma solução abrangente para suas obrigações em todas as jurisdições onde mantém operações. E que incluem também unidades na Bolívia.

    O caso da BMG Foods reacende o debate sobre os riscos do endividamento no setor frigorífico brasileiro. Especialmente entre empresas que expandiram operações via arrendamento e aquisições em um cenário de boi caro e juros elevados. Fatores que também pressionaram outras companhias do setor nos últimos meses.

  • Agroleite 2026 espera movimentar R$ 500 milhões no Paraná

    Agroleite 2026 espera movimentar R$ 500 milhões no Paraná

    A Agroleite 2026 começa nesta segunda-feira (3), em Castro (PR), com expectativa de movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios ao longo dos cinco dias de programação. Promovida pela Cooperativa Castrolanda, a feira reúne empresas, produtores, pesquisadores e especialistas para apresentar tecnologias, inovações e tendências voltadas à pecuária leiteira.

    A previsão para esta edição é mais conservadora do que a registrada no ano passado. Em 2025, o evento alcançou um recorde histórico de R$ 969 milhões em negócios, resultado que praticamente dobrou a expectativa inicial da organização.

    Cenário econômico leva produtores a buscar mais conhecimento

    Segundo o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, o momento vivido pelo agronegócio e pela cadeia do leite exige cautela por parte dos produtores.

    De acordo com ele, a prioridade neste ano deve ser a busca por conhecimento, inovação e novas tecnologias, enquanto os investimentos nas propriedades tendem a ocorrer de forma mais moderada.

    “Acreditamos que o momento, para o produtor, é mais de busca de novos conhecimentos, informação e tecnologias do que de investimentos nas propriedades.”

    Entre os fatores que pressionam a atividade, Bouwman destaca a redução das margens do produtor, a entrada de leite em pó importado no mercado brasileiro, as elevadas taxas de juros e o aumento dos custos de produção, incluindo fertilizantes, sementes e óleo diesel.

    Segundo o dirigente, esses fatores tornam os investimentos mais desafiadores para a pecuária leiteira e para outras atividades agropecuárias.

    Feira espera receber 170 mil visitantes

    Mesmo diante do cenário econômico, a Agroleite deve registrar crescimento em sua estrutura.

    A organização prevê a participação de aproximadamente 400 empresas expositoras, cerca de 600 animais e um público estimado de 170 mil visitantes.

    Castrolanda investe R$ 11 milhões na expansão do parque tecnológico

    Para a edição deste ano, a Castrolanda investiu aproximadamente R$ 11 milhões na ampliação do Parque Tecnológico Agroleite.

    Os recursos foram destinados à construção de novos espaços para empresas parceiras, expansão da Arena Conexão, melhorias na infraestrutura e nos serviços oferecidos aos visitantes.

    As obras fazem parte de um projeto mais amplo, que prevê investimentos de cerca de R$ 100 milhões, realizados em parceria com instituições públicas e privadas. Entre os projetos estão a criação de um Centro de Excelência de Bovinocultura de Leite e de um Laboratório de Biotecnologia de Leite.

    A proposta é transformar o parque em um ambiente permanente de inovação, aproximando empresas, produtores, universidades e instituições ligadas à cadeia leiteira durante todo o ano.

    75 anos

    Em 2026, a Castrolanda comemora 75 anos de história com o tema “Movidos por um legado”.

    A cooperativa iniciou suas atividades na pecuária leiteira com animais puros de origem trazidos por imigrantes holandeses e, atualmente, atua nas cadeias de grãos, leite, carnes (suínos e ovinos) e batata.

    Com produção de aproximadamente 568,9 milhões de litros de leite em 2025, volume 6,1% superior ao registrado em 2024, a cooperativa reúne mais de 1.200 cooperados e possui unidades nos estados do Paraná, São Paulo e Tocantins.

    Serviço

    Agroleite 2026

    • Data: de 3 a 7 de agosto
    • Local: Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo, em Castro (PR)
    • Entrada: gratuita
    • Informações: agroleitecastrolanda.com.br
  • Trigo gaúcho enfrenta risco de doenças após chuvas recordes em julho

    Trigo gaúcho enfrenta risco de doenças após chuvas recordes em julho

    As chuvas ganharam força nos últimos dias em parte do Brasil e elevaram o risco sanitário para as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul. É o que aponta o relatório semanal da EarthDaily, empresa de sensoriamento remoto com dados de satélites.

    O levantamento mostra que a precipitação acumulada ficou acima da média em áreas do Centro-Oeste, em parte do Sudeste e no MATOPIBA. Os maiores volumes, porém, ocorreram na Região Sul: em algumas localidades gaúchas, os acumulados superaram 160 milímetros nos últimos 10 dias.

    Temperaturas revertem cenário de geadas

    O comportamento térmico também mudou de forma significativa. Na primeira quinzena de julho, termômetros marcaram até 5°C abaixo da média, com geadas em algumas regiões. Na última semana, esse quadro se inverteu: as temperaturas subiram até 7°C acima da normalidade, principalmente no Sul, o que reduz o risco de novos episódios de geada.

    Em contrapartida, o calor combinado à alta umidade do solo favorece a proliferação de doenças, sobretudo nas áreas que registraram excesso de chuvas.

    RS tem maior volume de chuva em 10 anos, diz especialista

    “No Rio Grande do Sul, a precipitação acumulada desde o início de julho atingiu o maior nível dos últimos 10 anos e deve permanecer elevada até o fim do mês. Apesar de um início mais seco, as chuvas intensas das últimas semanas mudaram o cenário. O excesso de chuvas tende a reduzir a radiação solar devido ao aumento da cobertura de nuvens. E pode favorecer a ocorrência de doenças, elevando o risco para as lavouras de trigo”, afirma Felippe Reis, analista de cultura da EarthDaily.

    trigo
    Foto: Arquivo Agro em Campo

    O índice de vegetação (NDVI) ainda indica condições favoráveis para as lavouras no estado, com valores superiores aos do ciclo anterior, quando a produtividade superou a tendência histórica. Contudo, a persistência do padrão úmido nos estádios finais da cultura pode comprometer o potencial produtivo e a qualidade dos grãos. Portanto, repetindo o que ocorreu em 2023.

    Paraná mantém boas condições, mas norte do estado preocupa

    No Paraná, o desenvolvimento do trigo segue favorável. Na maior parte do território, a precipitação acumulada nos últimos 30 dias superou tanto a média histórica quanto os volumes registrados nos últimos três anos, garantindo boa disponibilidade hídrica para a cultura.

    A exceção fica por conta do norte paranaense, onde os acumulados de chuva foram menores. Caso esse cenário de baixa precipitação persista nas próximas semanas, a região pode enfrentar redução da umidade do solo e aumento do risco de estresse hídrico.

    Chuvas reduzem ritmo da colheita da cana-de-açúcar no Sul

    Depois de cerca de 20 dias de tempo seco, a região Sul da zona canavieira, que reúne Paraná e Mato Grosso do Sul, voltou a registrar chuvas expressivas, com acumulados superiores a 20 milímetros nos últimos dias. O volume de precipitação reduziu o ritmo das operações de campo e chegou a interromper temporariamente a colheita em algumas áreas. A EarthDaily prevê normalização das atividades no início da próxima semana.

    Apesar da pausa momentânea, as lavouras de cana mantêm boas condições gerais. Na média, o NDVI aponta desenvolvimento satisfatório dos canaviais, com potencial produtivo semelhante ou até superior ao da safra passada.

    Modelos climáticos preveem novas chuvas fortes no Sul

    Os modelos ECMWF e GFS indicam continuidade das chuvas no Sul do país, com acumulados que devem superar 100 milímetros em parte do Rio Grande do Sul. O GFS projeta um cenário ainda mais chuvoso, com precipitações significativamente superiores às estimadas pelo ECMWF em algumas áreas da região.

    Os dois modelos também apontam temperaturas acima da média, o que reduz o risco de novas geadas no curto prazo e favorece tanto o desenvolvimento das lavouras quanto o avanço das operações de campo.

    A umidade do solo deve permanecer acima da média na maior parte das regiões produtoras de trigo, mantendo condições hídricas favoráveis à cultura. Em contrapartida, essa mesma umidade elevada continuará aumentando o risco de doenças nas lavouras de trigo do país.

  • Grupo investe R$ 400 milhões em nova fábrica no Paraná

    Grupo investe R$ 400 milhões em nova fábrica no Paraná

    O Grupo RFK inaugurou uma nova fábrica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), com investimento de R$ 400 milhões. A unidade é a maior já realizada pela empresa e faz parte da estratégia de expansão no mercado brasileiro de bebidas.

    Com a nova planta, a capacidade produtiva da companhia deve ser praticamente triplicada. A estrutura tem potencial para produzir até 2 milhões de unidades por dia, incluindo linhas de envase em latas e garrafas PET. A expectativa é ampliar o abastecimento principalmente nos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

    O projeto industrial foi desenvolvido com tecnologia de automação e sistemas de inteligência aplicados à gestão produtiva. A fábrica também incorpora soluções voltadas à eficiência energética e à redução de desperdícios, incluindo reaproveitamento de energia e captura de dióxido de carbono (CO₂) gerado no processo produtivo.

    Segundo estimativas da empresa, a unidade inicia as operações com cerca de 300 empregos diretos. Considerando o efeito multiplicador da indústria de bebidas, o impacto pode se estender a milhares de postos de trabalho indiretos ao longo da cadeia produtiva.

    Dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) indicam que o setor movimenta aproximadamente R$ 254 bilhões por ano no Brasil, com forte influência na geração de renda e empregos.

    Fundado em Cambé (PR), o Grupo RFK atua em diferentes regiões do país e na América Latina. A nova fábrica reforça a presença industrial da empresa e acompanha o crescimento da demanda por bebidas no mercado nacional.

  • Justiça aprova recuperação judicial do Grupo Prime

    Justiça aprova recuperação judicial do Grupo Prime

    A Justiça do Paraná deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Prime, empresa que atua em diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. A decisão abrange um passivo total de aproximadamente R$ 790,2 milhões, somando créditos concursais e extraconcursais, e permite que o grupo mantenha suas operações enquanto negocia com os credores e elabora o plano de recuperação judicial.

    Uma das unidades do Grupo Prime Agro
    Foto: Divulgação

    Ao analisar o pedido, o Judiciário reconheceu o cumprimento dos requisitos previstos na Lei nº 11.101/2005. A documentação contábil, fiscal, patrimonial e operacional apresentada pela empresa atendeu às exigências legais para o prosseguimento do processo.

    Empresa atua em nutrição vegetal e manejo biológico

    Fundado no Paraná, o Grupo Prime desenvolve soluções para o agronegócio e atua nas áreas de nutrição vegetal, manejo biológico e integração lavoura-pecuária. A companhia atende produtores rurais em diversas regiões do país.

    Segundo a empresa, fatores como juros elevados, restrição ao crédito, aumento da inadimplência e dificuldades financeiras dos produtores comprometeram o fluxo de caixa de toda a cadeia produtiva nos últimos anos. Esse cenário tornou necessária a utilização da recuperação judicial como instrumento de reorganização financeira.

    Luiz Eduardo Montans Braga, sócio fundador e presidente do Grupo Prime, avalia que o deferimento representa um passo importante para garantir a continuidade da empresa. “Essa decisão nos traz segurança para continuar trabalhando e construir uma solução responsável junto aos nossos credores. O agronegócio atravessa um momento extremamente desafiador, marcado pelo aumento da inadimplência e pela dificuldade de acesso ao crédito. Nosso compromisso permanece o mesmo: continuar produzindo, atendendo nossos clientes e preservando um projeto construído ao longo de muitos anos”, afirma o executivo.

    Consultoria e escritório jurídico conduzem o processo

    A PS Consultoria, empresa contratada pelo Grupo Prime, conduz a reestruturação empresarial. A consultoria organiza as informações econômico-financeiras, reúne a documentação necessária e apresenta, de forma técnica, a situação de crise enfrentada pela companhia. Já a Vaz Advogados Associados assume a condução jurídica da recuperação judicial.

    Bruno Vaz, titular da Vaz Advogados Associados, explica que o deferimento confirma o atendimento aos pressupostos estabelecidos pela legislação. “Nesta etapa, o Judiciário analisa se a empresa reúne os requisitos legais para iniciar a recuperação judicial. O deferimento confirma que a documentação apresentada permitiu essa análise e abre caminho para a construção do plano de recuperação, que será discutido com os credores, sempre buscando preservar uma atividade econômica viável e garantir segurança jurídica para todas as partes envolvidas”, diz o advogado.

    O que muda a partir de agora

    O deferimento do processamento não representa a aprovação definitiva da recuperação judicial. Nesta fase, o Judiciário apenas reconhece que a empresa preenche os requisitos legais para ingressar no procedimento recuperacional.

    A partir de agora, começa o período de elaboração e negociação do plano de recuperação com os credores, etapa prevista na legislação para permitir que empresas economicamente viáveis reorganizem suas finanças e preservem suas atividades.

    Recuperação judicial cresce no agronegócio

    O aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio reflete um cenário que preocupa todo o setor. Custos elevados de produção, restrição ao crédito, oscilações do mercado, eventos climáticos adversos e índices crescentes de inadimplência pressionam produtores rurais, distribuidores e indústrias. Nesse contexto, a recuperação judicial se tornou uma ferramenta prevista em lei para permitir que empresas economicamente viáveis reorganizem suas finanças, preservem empregos e mantenham suas operações.

    Pedro Siqueira, da PS Consultoria, afirma que ainda existe um grande desconhecimento sobre a finalidade da recuperação judicial. “Muitos empresários associam a recuperação judicial ao fracasso, quando, na verdade, ela é um instrumento legal criado para permitir que empresas viáveis reorganizem suas finanças, preservem empregos, mantenham suas operações e encontrem uma solução equilibrada para todos os envolvidos. O mais importante é compreender o momento que a empresa está vivendo e entender que existe uma ferramenta jurídica criada justamente para possibilitar essa reestruturação financeira”, pontua o consultor.

    Siqueira destaca ainda que cada recuperação judicial possui características próprias e exige uma análise individualizada. “Cada empresa enfrenta uma realidade diferente. Nosso trabalho consiste em apresentar ao Judiciário, de forma técnica, organizada e transparente, a efetiva situação econômico-financeira da companhia, permitindo que o processo seja conduzido dentro dos parâmetros previstos na legislação e oferecendo as condições necessárias para a negociação com os credores.”

  • 52ª Expoleite movimenta Arapoti (PR) com programação gratuita e foco social

    52ª Expoleite movimenta Arapoti (PR) com programação gratuita e foco social

    A 52ª Expoleite movimenta Arapoti (PR) entre os dias 2 e 4 de julho de 2026, com programação voltada ao público rural e urbano, incluindo shows, praça de alimentação solidária e atrações para toda a família. A Capal Cooperativa Agroindustrial organiza o evento, que tem entrada gratuita e ocorre no Parque de Exposições Capal.

    A praça de alimentação se destaca como um dos principais espaços da feira, reunindo variedade gastronômica e fortalecendo o trabalho de entidades sociais do município. Sete instituições participam desta edição: Amigos da Igrejinha, Associação de Mães de Autistas de Arapoti (AMAA), APAE, Colégio Colônia Holandesa, Creche Nosso Cantinho, Lar dos Idosos e Programa de Atendimento à Criança e ao Adolescente de Arapoti (PACAA).

    Essas entidades utilizam a estrutura oferecida pela organização como vitrine para divulgar suas atividades e arrecadar recursos. A diretora da APAE de Arapoti, Patrícia Aparecida Leite de Almeida, destaca que a participação amplia a visibilidade do trabalho com os alunos e fortalece a relação com a comunidade, além de garantir receitas importantes para a manutenção dos serviços.

    Solidariedade

    O Centro de Educação Infantil Nosso Cantinho também direciona integralmente a renda obtida durante o evento para o atendimento de 94 crianças e suas famílias. Segundo a diretora Ediléia Bueno Mainardes Alves, os recursos contribuem diretamente para alimentação, ensino e estrutura da instituição.

    O PACAA reforça que a Expoleite contribui tanto para a arrecadação quanto para o relacionamento com famílias e apoiadores. Neste ano, a entidade recebe apoio adicional do Rotary Club de Arapoti, que destina ao programa os recursos arrecadados na Expoflor, exposição de flores que integra a programação da feira. A presidente do Rotary, Elenira de Souza e Silva, afirma que a iniciativa amplia o impacto social e aproxima a população das ações da entidade.

    Além das instituições, a praça de alimentação reúne empreendedores e estabelecimentos locais, como Pastel do Tio Chico, Shawarma Original, Witt Burger, Baruch Burger, Crepe Francês, entre outros.

    A programação inclui ainda área kids, galeria comercial com produtos artesanais e shows musicais. Samba Chik abre o evento na quinta-feira (2), Rob Nunes se apresenta na sexta-feira (3) e Matheus Xavier encerra a programação no sábado (4), sempre às 20h.

    Com atividades distribuídas ao longo dos três dias, a Expoleite amplia o fluxo de visitantes. E reforça seu papel como vitrine do agronegócio e da integração comunitária em Arapoti.

    Serviço

    52ª Expoleite

    Data: 2 a 4 de julho de 2026

    Horário: Praça de Alimentação – 9h às 22h

    Local: Parque de Exposições Capal (Rua Luiz Binoto, 164) – Arapoti/PR

    Entrada gratuita

     

  • Cobras exóticas são encontradas vivas em encomenda postal

    Cobras exóticas são encontradas vivas em encomenda postal

    Três cobras exóticas foram apreendidas após serem encontradas vivas dentro de uma encomenda postal em uma unidade dos Correios de Cambé, no Norte do Paraná.

    Os animais foram descobertos durante uma inspeção de rotina realizada com o auxílio de um aparelho de raio-X, que identificou movimentação suspeita dentro da embalagem.

    Segundo a Polícia Ambiental, as serpentes pertencem à espécie Corn Snake, originária da América do Norte.

    Como as cobras foram encontradas

    A encomenda havia sido postada na cidade de Umuarama, no Noroeste do Paraná, e tinha como destino um endereço em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

    Ao identificar imagens incomuns durante a inspeção, funcionários dos Correios acionaram a Polícia Ambiental para averiguar o conteúdo da remessa.

    Dentro do pacote, os agentes encontraram três serpentes acondicionadas em recipientes plásticos.

    Leia mais: Milho com fungo vale R$ 400 e vira iguaria no México

    Espécie é exótica no Brasil

    De acordo com a Polícia Ambiental, as serpentes apreendidas pertencem à espécie Corn Snake, nativa da América do Norte.

    Close-up portrait photo of a corn snake on a white background
    A cobra-do-milho é uma espécie norte-americana que subjuga sua presa por constrição — Foto: National Zoo

    A corporação informou que a criação e a comercialização desses animais são proibidas no Brasil sem autorização dos órgãos ambientais competentes.

    Espécies exóticas introduzidas fora de seu habitat natural podem causar impactos ambientais e representar riscos à fauna local caso sejam soltas na natureza.