Tag: Minas

  • Doação de agrosilício fortalece agricultura sustentável no Leste de Minas

    Doação de agrosilício fortalece agricultura sustentável no Leste de Minas

    O Programa de Doação de Agrosilício tem incentivado práticas agrícolas mais sustentáveis no Leste de Minas Gerais. Em 2025, os 28 municípios atendidos pelo escritório regional da Emater-MG em Governador Valadares receberam cerca de 980 toneladas do insumo, que beneficiaram aproximadamente 400 produtores familiares.

    A iniciativa é resultado da parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Emater-MG, prefeituras e a empresa Harsco Environmental.

    De acordo com o coordenador regional de Culturas da Emater-MG, Jader Murta, o agrosilício desempenha papel semelhante ao calcário na correção do pH do solo, tornando os nutrientes mais disponíveis para as plantas. “O programa oferece o insumo gratuitamente, reduzindo custos com fertilizantes químicos e, ao mesmo tempo, aumentando a produtividade e a qualidade da produção da agricultura familiar”, explica.

    O gerente regional da Emater-MG em Governador Valadares, Ademar Pires, destaca que o impacto vai além da distribuição do produto. Segundo ele, a iniciativa contribui para consolidar entre os agricultores uma cultura de análise e cuidado permanente com o solo, o que favorece práticas mais sustentáveis e fortalece a agricultura familiar. A ação também dialoga com os objetivos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que prioriza a oferta de alimentos saudáveis e de base agroecológica na merenda escolar.

    Beneficiados

    Um dos beneficiados é Gislei Alves dos Santos, pecuarista de leite em São José do Divino. A propriedade dele produz cerca de 200 litros de leite por dia, comercializados por meio de uma cooperativa regional. Desde 2024, ele utiliza o agrosilício tanto na pastagem quanto na lavoura de cana destinada à alimentação do rebanho. “Minha motivação foi o melhoramento da pastagem. O apoio técnico da Emater foi fundamental. A aplicação foi tranquila e já percebi melhora na rebrota”, relata. Com os bons resultados, Gislei planeja ampliar a área de cana e de pastagem nos próximos anos.

    O programa, criado em 2024, distribui fertilizantes doados pela Harsco Environmental às prefeituras, em parceria com a Seapa e a Emater-MG. O objetivo é melhorar a qualidade do solo, aumentar a produtividade agrícola e promover o uso eficiente de insumos no campo.

    Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária, Marlon Gomes Dias, a união entre poder público e iniciativa privada fortalece a agricultura familiar e amplia o acesso à tecnologia. “Essa integração assegura insumos de qualidade e democratiza o uso de novas práticas no campo”, afirma.

    A Emater-MG é responsável pelo acompanhamento técnico, que inclui análises de solo e apoio na distribuição. Para o coordenador técnico estadual de Culturas da instituição, Sérgio Brás Regina, os resultados de 2025 superaram as expectativas. “Distribuímos 12.667 toneladas, enquanto a meta era de 10 mil. Isso reforça o compromisso com a sustentabilidade e o fortalecimento da agricultura familiar”, explica.

    O alcance da iniciativa cresce a cada ano. Em 2024, cerca de 5 mil toneladas de agrosilício atenderam 90 municípios mineiros. Já em 2025, o programa beneficiou 111 municípios em diferentes regiões do estado.

  • Vacinação contra brucelose em Minas já atinge 1,3 milhão de bezerras

    Vacinação contra brucelose em Minas já atinge 1,3 milhão de bezerras

    Minas Gerais avançou significativamente na vacinação contra a brucelose em 2025, imunizando mais de 1,3 milhão de bezerras bovinas e bubalinas na primeira etapa. Segundo dados do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), foram vacinadas 52,8% das bezerras de 3 a 8 meses registradas no primeiro semestre, superando a meta mínima de 40% estabelecida pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT).

    A segunda fase da campanha já está em andamento e os produtores que possuírem bezerras nessa faixa etária no segundo semestre têm até 31 de dezembro para realizar a vacinação. A declaração da imunização deve ser feita ao IMA até 10 de janeiro de 2026.

    O cumprimento dessa etapa é essencial para que Minas atinja a meta nacional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Que exige cobertura anual mínima de 80% considerando as duas fases.

    O que é a brucelose

    A brucelose é uma doença que afeta a pecuária e pode ser transmitida a seres humanos, causando danos como abortos, queda na produção de leite e perda de peso dos animais. A vacina protege as fêmeas durante toda sua vida reprodutiva. Garantindo segurança alimentar e saúde do rebanho. A médica-veterinária do IMA, Guaraciaba Santana, destaca que “o avanço depende do engajamento de toda a cadeia produtiva para alcançar a meta nacional.”

    Para garantir a eficácia do programa, a vacinação deve ser realizada por veterinários cadastrados no IMA, com uso das vacinas B19 ou RB51 para bovinas e B19 para bubalinas. É proibida a vacinação de machos e fêmeas gestantes. Após a vacinação, o produtor deve apresentar atestado do médico-veterinário no Escritório Seccional do IMA para declarar a imunização dentro dos prazos estipulados. O não cumprimento das regras pode acarretar multas, bloqueios na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e restrições na venda de leite para cooperativas e laticínios.

  • Certificação inédita no Brasil abre mercados para peixes ornamentais mineiros

    Certificação inédita no Brasil abre mercados para peixes ornamentais mineiros

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) publicou uma portaria inédita no país. A nova norma regulamenta a certificação de peixes ornamentais dentro do Programa Certifica Minas. A medida fortalece toda a cadeia produtiva e amplia as oportunidades de mercado para os produtores.

    O governo anunciou a novidade durante a 3ª Exposição Estadual de Aquicultura Ornamental, em Muriaé. O selo oficial agrega valor ao produto e amplia a confiança do consumidor.

    Produtores certificados ganham o direito de usar o selo em seus produtos e divulgações. Eles alcançam ganhos concretos em rastreabilidade, boas práticas e eficiência. A certificação também facilita o acesso a políticas públicas. Uma delas é uma redução de 0,5% nas taxas de juros do Plano Safra.

    Zona da Mata consolida liderança nacional

    A nova certificação consolida a liderança de Minas Gerais na piscicultura ornamental. A Zona da Mata responde por cerca de 70% da produção nacional, segundo estudo do IF Sudeste MG.

    O governo estadual acelerou a regulamentação do setor. Em menos de dois meses, analisou contribuições de uma consulta pública e publicou a portaria. Em 2022, uma norma anterior já havia regulamentado a biosseguridade da atividade.

    “Muitas pisciculturas da região já estão adequadas. Agora, com essa nova etapa, acreditamos que o setor vai crescer ainda mais”, afirma Maria José Firmo, coordenadora regional do IMA em Viçosa.

    Como obter a certificação

    Para ingressar no programa, o produtor precisa ter Inscrição Estadual (IE) ativa em Minas Gerais. É necessário também estar cadastrado no IMA.

    O processo exige o preenchimento de um requerimento, a assinatura de contratos e o pagamento de taxas. Uma auditoria na unidade produtiva finaliza a avaliação. O certificado de conformidade tem validade de um ano.

  • Minas Gerais escolhe os melhores queijos artesanais em concurso estadual

    Minas Gerais escolhe os melhores queijos artesanais em concurso estadual

    Itanhandu, no Sul de Minas, recebe nesta quinta-feira (4/9) o julgamento dos queijos finalistas do 18º Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais. A disputa começa às 8h30, na Fundação Itanhanduense Dilza Pinho Nilo.

    Os vencedores serão divulgados no dia 13 de setembro, também em Itanhandu, município que integra a região produtora do Queijo Artesanal Mantiqueira de Minas.

    A cerimônia de premiação faz parte do Festival Gastronômico “Aromas e Sabores”, realizado pela Prefeitura de Itanhandu. O concurso é promovido pelo Governo de Minas, por meio da Emater-MG, e traz uma novidade em 2025: a categoria Queijo Minas Artesanal Casca Florida Natural, com maturação de até 60 dias.

    Categorias em disputa

    Além do Casca Florida Natural, concorrem queijos nas seguintes categorias:

    • Queijo Minas Artesanal (maturação de 14 a 30 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (maturação de 14 a 30 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (maturação acima de 50 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (com ingredientes opcionais ou defumados).

    Avaliação e premiação

    Os jurados darão notas para apresentação externa e interna, cor, consistência, aroma e sabor. O julgamento é fechado ao público. Os cinco melhores queijos de cada categoria recebem troféus. Todos os produtores inscritos ganham certificado de participação e uma devolutiva técnica sobre o produto avaliado.

    O concurso aceita apenas queijos artesanais com registro em serviço de inspeção oficial — municipal, estadual ou federal. Também podem concorrer queijos classificados nos concursos regionais. No caso de estabelecimentos de QMA fora das regiões caracterizadas, a participação é permitida para produtos legalizados e com habilitação sanitária.

    O regulamento completo está disponível no site da Emater-MG.

  • Queijaria conquista certificação oficial e triplica faturamento

    Queijaria conquista certificação oficial e triplica faturamento

    A queijaria Cava, localizada no município do Serro, acaba de conquistar o registro oficial do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), marcando uma transformação definitiva no negócio familiar que perdura há 38 anos. O produtor Décio Padilha de Miranda agora pode comercializar seu Queijo Minas Artesanal (QMA) em novos mercados, deixando para trás a dependência dos atravessadores que pagavam preços abaixo do custo de produção.

    Foto: Emater-MG / Divulgação

    “Na época que não tinha registro, ficava à mercê dos atravessadores que pagavam um preço muito baixo. Na maioria das vezes, nem arcava com o custo da produção”, relata Décio Padilha, que produz mensalmente 240 peças da iguaria na Fazenda da Cava.

    Emater-MG acompanha processo completo de certificação

    O sucesso da certificação contou com o apoio integral da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo João Paulo Teixeira Campos, membro da Rede de Assistência Técnica e Extensão Rural em Queijos Artesanais da instituição, a empresa participou de todas as etapas, desde a elaboração da planta e memoriais até os exames e certificação final.

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    Região do Serro registra oito queijarias certificadas em 2025

    A queijaria Cava integra um movimento maior de formalização na microrregião do Serro. Em 2025, outras sete queijarias obtiveram registro oficial, beneficiando mais de 700 produtores locais. A região possui indicação geográfica e o modo de fazer o queijo é reconhecido como Patrimônio Imaterial e Cultural da Humanidade.

    “Cada nova certificação reforça o protagonismo da região e leva segurança sanitária e alimentar para os consumidores”, destaca João Paulo Teixeira Campos.

    A história de Décio Padilha na produção de queijos artesanais começou aos 14 anos, ajudando o pai que buscava alternativas de renda após dificuldades na produção de carvão. Mesmo tendo deixado o campo para trabalhar na cidade, o sonho de montar uma queijaria permaneceu vivo.

    “Depois de alguns anos decidi voltar e ajudar meu pai. Quando ele faleceu, tomei conta da produção e construí minha queijaria. Hoje é uma atividade familiar – eu e mais dois irmãos estamos na área e cada um tem sua queijaria”, comemora o produtor.

    Programas de apoio garantem qualidade e produtividade

    A parceria com a Emater-MG permitiu que Décio Padilha participasse de diversos programas de melhoria. O Projeto Queijo Minas Legal auxiliou na adequação do estabelecimento às normas sanitárias, enquanto o Minas Pecuária oferece visitas mensais para orientação em manejo sanitário, produtivo e nutricional do rebanho.

    O programa de Inseminação Artificial de Tempo Fixo (IATF) já apresenta resultados concretos com o nascimento de bezerros, representando um passo importante para o aumento da produção e melhoria da qualidade almejada pelo produtor.

    Com a certificação oficial conquistada, Décio Padilha estabeleceu metas ambiciosas para o futuro. Melhorar a qualidade do rebanho e das pastagens, aumentar a produção de leite e expandir a fabricação das iguarias. A comercialização atual é destinada à Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro (Cooperserro). Mas as novas oportunidades de mercado prometem ampliar significativamente o alcance dos produtos.

    A conquista da queijaria Cava representa não apenas o sucesso individual de uma família. Mas também o fortalecimento de toda uma região reconhecida mundialmente pela excelência na produção do Queijo Minas Artesanal.

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  • Café impulsiona exportações do agronegócio de Minas que crescem 17%

    Café impulsiona exportações do agronegócio de Minas que crescem 17%

    As exportações do agronegócio de Minas Gerais registraram alta de 17% no acumulado de janeiro a julho. O valor chegou a US$ 11,4 bilhões, contra US$ 9,8 bilhões no mesmo período de 2024. O estado se consolida como o terceiro maior exportador do agro nacional, responsável por 12% da receita.

    O desempenho ocorreu mesmo com uma redução de 8,4% no volume embarcado, que totalizou 10,2 milhões de toneladas. A valorização dos preços médios, especialmente do café, puxou o resultado positivo.

    A assessora técnica da Secretaria de Agricultura (Seapa), Manoela Teixeira, destaca a resiliência do setor. “Este desempenho ganha mais relevância diante de um cenário internacional adverso, com novas tarifas, volatilidade cambial e ajustes logísticos”, afirmou.

    Café é o grande protagonista

    O café foi o motor das exportações. Mesmo com menor volume, a receita do grão saltou 56,4%, alcançando US$ 6,2 bilhões. Este valor responde por 54% de toda a receita do agro mineiro no período. A escassez global e a demanda firme explicam os preços recordes.

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    Desempenho por setores

    • Carnes: o setor (bovina, suína e frango) cresceu 16,8% em valor (US$ 1 bi) e 3% em volume (284 mil t).
    • Soja: o complexo soja (grão, óleo e farelo) recuou 16,5% em valor (US$ 2,2 bi) e 8,2% em volume (5,5 mi t).
    • Sucroalcooleiro: registrou queda de 22% no valor, totalizando US$ 970 milhões.
    • Produtos Florestais: as vendas caíram 17%, somando US$ 586 milhões.

    Destaques positivos

    Produtos como o mel garantiram a liderança nacional para Minas, com crescimento de 60% (US$ 17 mi). As frutas também bateram recorde, com alta de 48,4% em valor (US$ 11 mi).

    Minas Gerais exportou mais de 580 produtos para 171 países. China (25,5%), Estados Unidos (11,6%) e Alemanha (8%) lideram como principais destinos.

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  • Governo de Minas facilita produção de cachaça

    Governo de Minas facilita produção de cachaça

    O Governo de Minas Gerais sancionou a Lei nº 25.424, que facilita a produção de cachaça e aguardente de cana no estado. A legislação regulamenta a inspeção e fiscalização de produtos de origem vegetal destinados à alimentação humana. O objetivo é agilizar e desburocratizar a produção e comercialização dessas bebidas tradicionais, valorizadas pelo seu papel histórico, cultural e gastronômico.

    A sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado no último sábado (2/8). A lei estabelece normas higiênico-sanitárias para todas as etapas produtivas, desde o engarrafamento até o acondicionamento. Os estabelecimentos devem manter a documentação regularizada para evitar multas ou até suspensão das atividades.

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    Lucas Silva Ferreira Guimarães, gerente de inspeção do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), destaca que a nova lei tem importância histórica para Minas Gerais. Segundo ele, muitos produtores que aguardam vistoria do Ministério da Agricultura (Mapa) poderão ter seus processos analisados mais rapidamente, graças à capilaridade do IMA.

    Guimarães ressalta ainda que a medida traz “justiça social” ao setor, beneficiando produtores que querem atuar de forma regulamentada e sustentável. O texto abre espaço para o fortalecimento econômico e cultural das regiões produtoras da bebida no estado

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  • Pioneiras do café: mulheres transformam a cafeicultura no sul de Minas Gerais

    Pioneiras do café: mulheres transformam a cafeicultura no sul de Minas Gerais

    A cafeicultura mineira tem novas protagonistas. No Sul de Minas Gerais, mulheres quebram barreiras históricas e conquistam espaço em um setor tradicionalmente masculino, levando inovação e qualidade para a produção de café.

    Maria José Vilela Rezende Bernardes fez história ao se tornar a primeira mulher a exercer a cafeicultura em Varginha. Há 33 anos, ela era a única presença feminina nas reuniões de associação e eventos do setor.

    O conhecimento veio da infância, quando acompanhava o pai na Fazenda dos Tachos. Com a morte do patriarca e posteriormente do irmão, ela assumiu a frente da lavoura enfrentando desafios únicos.

    “Há 33 anos tinha só eu de mulher nas reuniões de associação, nos eventos da área. Aos poucos fui conquistando espaço e reconhecimento”, relembra a produtora.

    Hoje, Maria José gerencia 50 hectares de lavoura com ajuda do marido, filho e três funcionários. Seu café é certificado pelo Certifica Minas e já conquistou diversos prêmios estaduais e regionais.

    Do desafio financeiro ao sucesso dos cafés especiais

    Em Campos Gerais, Lucélia de Carvalho Araújo descobriu sua vocação para a cafeicultura ao lado do marido, Klayton Paiva de Araújo. O que começou como uma pequena produção no Sítio Santa Cruz se transformou em oportunidade de crescimento.

    Lucélia de Carvalho Araújo e o marido, Klayton Paiva de Araújo. Foto: Divulgação/Emater-MG

    “Meu cunhado sugeriu que investíssemos em cafés especiais. Mesmo com a resistência inicial, mergulhei na pesquisa”, conta Lucélia.

    A aposta deu certo. Quando o primeiro lote recebeu excelentes pontuações, a família decidiu criar sua própria marca. Hoje, comercializam em cafeterias, empórios, cooperativas e lojas online, além de administrarem uma cafeteria e restaurante próprios.

    Dupla jornada: o maior desafio das mulheres no campo

    Para Lucélia, conciliar as atividades profissionais com as demandas domésticas e familiares representa um dos maiores obstáculos para mulheres na agricultura.

    Segundo Adalise Dayane Vieira da Silveira, coordenadora técnica regional da Emater-MG, a desigualdade de gênero, sobrecarga de trabalho e baixa representatividade em associações são limitações que ainda precisam ser superadas.

    A coordenadora da Emater-MG destaca que a cafeicultura desempenha papel importante na economia do Sul de Minas, com crescente participação feminina.

    “A história das duas produtoras é um recorte de tantas outras da região”, observa Adalise Dayane.

    A presença das mulheres traz melhorias na qualidade dos grãos, bem-estar nas comunidades rurais, gestão familiar e transmissão de conhecimento entre gerações.

    Além da produção de café, as empreendedoras investem em turismo rural. Maria José recebe visitantes na fazenda para café da manhã, agregando valor à propriedade e criando novas fontes de renda.

    Esta diversificação representa uma tendência crescente entre produtores que buscam alternativas para fortalecer a economia familiar rural.

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  • É hoje: concurso elege a maior mandioca de Montes Claros

    É hoje: concurso elege a maior mandioca de Montes Claros

    Montes Claros sedia o primeiro concurso da maior mandioca da região. A competição acontece durante a 51ª Expomontes e busca identificar as maiores e mais pesadas raízes de mandioca de mesa da safra 2025.

    A Emater-MG organiza o evento em parceria com a Prefeitura de Montes Claros e a Sociedade Rural local. Quatro amostras concorrem nas categorias de maior comprimento e maior peso.

    As raízes passaram por análise técnica de uma comissão julgadora especializada. Os participantes podem conferir as amostras expostas na Feira Regional da Agricultura Familiar, que integra a programação da Expomontes.

    O resultado será anunciado nesta sexta-feira (11/7), a partir do meio-dia, no Parque de Exposições João Alencar de Athayde.

    Incentivo ao cultivo regional

    “A mandioca tem alto consumo na região, mas está sendo pouco cultivada”, explica Antônio Dumont, técnico da Emater-MG em Montes Claros. “Nossa intenção é trabalhar com os agricultores para aumentar esse cultivo.”

    A iniciativa visa promover uma cultura estratégica para o Norte de Minas. A região enfrenta escassez hídrica, e a mandioca apresenta boa adaptação a essas condições climáticas.

    mandioca
    Foto: Divulgação Emater-MG

    A região Norte de Minas Gerais cultiva mandioca de mesa em 3 mil hectares. A safra 2025 deve alcançar 46 mil toneladas, segundo dados da Emater-MG.

    Aproximadamente 4,8 mil agricultores trabalham com o cultivo da raiz na região. Minas Gerais ocupa a 8ª posição nacional na produção de mandioca, com a região norte liderando dentro do estado.

    Expomontes 2025 fortalece agricultura familiar

    A 51ª Expomontes ampliou significativamente o espaço para pequenos produtores. O evento reúne 60 barracas, número expressivamente maior que os 40 expositores dos anos anteriores.

    A feira espera 350 mil visitantes ao longo dos 11 dias e deve movimentar aproximadamente R$ 400 milhões em negócios.

    Cerca de 50 agricultores familiares expõem e comercializam produtos regionais durante a Expomontes. O público encontra mel, derivados da cana, derivados do milho, beiju, requeijão, quitandas, artesanato, doces cristalizados, paçoca e comidas típicas. A feira acontece até domingo (13/7), último dia da exposição agropecuária.

    A Emater-MG também promove uma Mostra Tecnológica durante o evento. Produtores rurais visitam os estandes para conhecer novidades em máquinas, implementos agrícolas, insumos e equipamentos de irrigação.

    A atividade busca apresentar tecnologias adequadas para uso na região, considerando as características climáticas e econômicas locais.

    Importância estratégica da mandioca

    As pequenas propriedades são a maioria na produção de mandioca, reforçando o papel da cultura para a agricultura familiar. A raiz representa uma fonte de renda importante para os produtores do Norte de Minas.

    A cultura adapta-se bem ao clima semiárido da região e oferece alternativa sustentável para os agricultores familiares. O concurso da Emater-MG representa um passo importante no reconhecimento e valorização desta atividade agrícola.

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  • Varrição do café: prática protege lavouras e reduz perdas na colheita

    Varrição do café: prática protege lavouras e reduz perdas na colheita

    A varrição do café, prática consolidada entre produtores, consiste na coleta dos grãos que caem no chão após a derriça manual, semimecanizada ou mecanizada. Além de evitar desperdícios, essa operação tem papel estratégico no manejo fitossanitário, ajudando a controlar pragas como a broca-do-café, que encontra nos frutos caídos um ambiente favorável para se proliferar.

    De acordo com Vanessa Figueiredo, pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a remoção dos frutos do solo é um importante controle cultural. “A varrição reduz a incidência da broca, já que os grãos no chão servem de abrigo para o inseto, favorecendo sua sobrevivência e, consequentemente, a infestação nas próximas safras”, explica.

    Evitar perdas e agregar valor

    Além de contribuir para a sanidade da lavoura, a varrição ajuda a evitar perdas significativas na produção. “A maioria dos frutos que caem ainda apresenta boa qualidade e deve ser aproveitada. Esse café tem valor agregado, especialmente em períodos de mercado aquecido”, ressalta Vanessa.

    A prática pode ser realizada de forma manual ou com o auxílio de máquinas. Para áreas mecanizadas, já existem equipamentos varredores ajustáveis a diferentes tipos de terreno. “Essas máquinas oferecem eficiência no uso da mão de obra, fazendo o trabalho de maneira mais rápida e uniforme”, pontua a pesquisadora.

    Qualidade e mercado do café de varrição

    Os produtores costumam beneficiar e comercializar o café recolhido do chão separadamente do que colhem diretamente das plantas, normalmente praticando preços mais baixos. Isso porque a qualidade pode ficar comprometida devido à exposição à umidade, ao solo e a possíveis resíduos, o que aumenta o risco de defeitos nos grãos.

    Mesmo assim, o mercado ainda absorve o café de varrição, que costuma compor blends ou produtos onde pequenas variações de sabor não afetam tanto a experiência do consumidor final.

    Para Vanessa, o mais importante é manter a lavoura limpa e pronta para o próximo ciclo. “Uma varrição bem feita garante o manejo adequado e prepara o terreno para a safra seguinte. Portanto, reforçando o compromisso do produtor com a produtividade e a qualidade”, conclui.

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