Tag: Minas

  • Mega operação apreende mais de 182 mil litros de bebidas falsificadas

    Mega operação apreende mais de 182 mil litros de bebidas falsificadas

    Uma operação de grande escala realizada pelo Governo de Minas Gerais durante todo o mês de novembro resultou na apreensão de mais de 182 mil litros de bebidas alcoólicas falsificadas ou irregulares em estabelecimentos comerciais de todo o estado. A Operação Baco também retirou de circulação 3.958 unidades entre garrafas e galões considerados inutilizáveis. Portanto, protegendo milhares de consumidores mineiros de produtos potencialmente nocivos à saúde.

    A ação fiscalizadora contou com a participação estratégica do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O instituto mobilizou suas 21 Coordenadorias Regionais para realizar mais de 200 fiscalizações em estabelecimentos ligados à produção, comercialização e armazenamento de bebidas alcoólicas. A operação integrou esforços de mais de 10 instituições estaduais e federais, incluindo Vigilância Sanitária, Polícia Militar e Polícia Civil.

    Produtos falsificados e sem registro são alvo principal

    De acordo com Lucas Guimarães, gerente de inspeção de produtos de origem vegetal do IMA, o instituto atuou como órgão técnico especializado na identificação de bebidas sem registro oficial, produtos falsificados e mercadorias de descaminho. “Essa atuação integrada reforça o importante papel do IMA na oferta de produtos seguros, garantindo que o consumidor mineiro não seja exposto a riscos à saúde”, destacou o gerente.

    Além das fiscalizações, a operação incluiu ações educativas para orientar consumidores sobre como identificar sinais de adulteração em bebidas alcoólicas. Contribuindo para a prevenção de intoxicações e problemas de saúde relacionados ao consumo de produtos irregulares.

    Estrutura estadual garante alcance em todos os municípios

    A amplitude da Operação Baco foi possível graças à capilaridade do IMA em Minas Gerais. Com 21 coordenadorias regionais e mais de 180 escritórios seccionais distribuídos estrategicamente pelo estado, o instituto conseguiu atender todos os municípios mineiros, proporcionando respostas rápidas e apoio técnico especializado.

    Eduardo Martins, fiscal assistente agropecuário do Escritório Seccional do IMA em Oliveira, participou ativamente da operação durante 15 dias. Nesse período, fiscalizou mais de 30 estabelecimentos em 10 municípios da região. “O apoio operacional do IMA na identificação de bebidas falsificadas, clandestinas ou sem procedência foi essencial para o êxito das ações”, afirmou Martins.

    O fiscal destacou ainda que a experiência técnica do instituto foi decisiva para ampliar a precisão das análises e assegurar que apenas produtos em conformidade com as normas sanitárias permaneçam no mercado mineiro.

  • Apicultura impulsiona geração de renda no Alto Jequitinhonha

    Apicultura impulsiona geração de renda no Alto Jequitinhonha

    A apicultura vem se consolidando como uma alternativa sustentável de renda para agricultores familiares no município de Couto Magalhães de Minas e em outras comunidades do Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais. O avanço é resultado do projeto “Produção de Mel e Própolis Verde no Alto Jequitinhonha”. Desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG), em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, a Codevasf e a Associação dos Apicultores de Couto de Magalhães de Minas (Apicouto).

    O projeto tem transformado a realidade local. Desde 2015, cerca de 100 apicultores da região foram beneficiados com assistência técnica, equipamentos e capacitações voltadas ao fortalecimento da atividade. Segundo o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Assis Antônio Vieira, o apoio foi essencial para superar desafios como a falta de recursos e as dificuldades na comercialização do mel e da própolis. “A parceria tem gerado emprego, renda e valorização dos produtos locais”, destaca.

    Geografia propícia

    De acordo com o extensionista da Emater-MG, José Dilson Pereira Coelho, as condições geográficas da região são ideais para a criação de abelhas e a qualidade da produção. “O aproveitamento da florada nativa e a diversificação da produção têm garantido um mel de alto valor agregado, com sabor e aroma únicos, representando a biodiversidade local”, afirma.

    Na atividade há mais de 10 anos, o presidente da Apicouto, André Marcos da Silva, reforça os resultados positivos. A associação, que hoje reúne 20 produtores e mais de 400 colmeias de abelhas africanizadas, é responsável pelo beneficiamento e pela comercialização dos produtos. “A capacitação reduziu o desperdício, aumentou a qualidade e abriu novos mercados, especialmente nas feiras da região”, comenta.

    Outro beneficiado é Osvaldo Aparecido de Meira, do Apiário Paineira. Ele relata que o apoio recebido permitiu dar continuidade ao negócio. “A doação de equipamentos veio em boa hora e ajudou muito a manter a atividade”, afirma.

    Sustentabilidade e fortalecimento da economia local

    Além de promover geração de renda, o projeto também incentiva práticas sustentáveis no campo. As ações da Emater-MG incluem manejo orgânico, preservação da vegetação nativa e diversificação de floradas, fortalecendo a atividade apícola e a agricultura familiar.

    O secretário Assis Antônio reforça que o trabalho em parceria consolida a apicultura como um dos setores mais promissores da economia local. “A união entre Emater, prefeitura, Senar, Codevasf e Apicouto é essencial para garantir continuidade, apoio técnico e segurança aos produtores”, ressalta.

  • Natal da roça: plataforma conecta consumidores direto com agricultores

    Natal da roça: plataforma conecta consumidores direto com agricultores

    A Emater-MG criou o site ÉdoCampo há alguns anos, e agora a plataforma digital virou uma vitrine estratégica para quem quer fugir dos presentes convencionais neste Natal. A campanha lançada neste fim de novembro aposta numa ideia simples: conectar consumidores direto com produtores rurais mineiros.

    São 120 agricultores e estabelecimentos cadastrados que oferecem aproximadamente mil produtos diferentes. Queijos artesanais que ganharam prêmios importantes, cafés especiais que colocam Minas no mapa mundial, cachaças envelhecidas, doces caseiros, artesanato e até cosméticos naturais. Tudo isso chega na porta de casa, em praticamente qualquer canto do país.

    “A gente começou uma campanha bem legal de Natal, mostrando várias opções de presentes que vem da agricultura familiar. Quem quiser acompanhar as novidades é só seguir o Instagram @edocampooficial”, conta Thiara Viggiano, coordenadora técnica estadual da Emater-MG que toca o programa.

    Histórias que temperam a comida

    Maria Virgínia Guimarães produz temperos e antepastos em Casa Branca, um distrito tranquilo de Brumadinho. Há dez anos ela trabalha com produtos naturais, sem aqueles conservantes industriais que enchem os rótulos de nomes impronunciáveis. “Seria incrível se as pessoas conhecessem essa linha neste Natal. Os temperos tem usos bem diferentes na cozinha, e os antepastos são perfeitos pra quem vai receber visita ou montar uma ceia especial”, ela sugere com aquele entusiasmo de quem realmente acredita no que faz.

    Todos os produtos que aparecem no ÉdoCampo passaram por habilitação sanitária, seja federal, estadual ou municipal. A Emater-MG não apenas disponibiliza a plataforma mas também presta assistência técnica pros agricultores participantes, garantindo que eles produzam seguindo as melhores práticas.

    “O site tá crescendo bastante. Recentemente lançamos seções novas: uma pra turismo rural e outra pra compras no atacado, a ‘Compre Mais, Pague Menos’”, explica Thiara. A coordenadora também destaca uma novidade que deve animar muita gente: produtos selecionados agora tem frete grátis pro Sul e Sudeste quando a compra passa de R$ 150 do mesmo produtor.

    As compras funcionam de forma bem simples: você escolhe os produtos, paga com cartão de crédito ou Pix, e espera chegar em casa. Nada de complicação.

    Um presente que alimenta histórias

    Enquanto os shoppings lotam e as lojas virtuais bombardeiam emails promocionais, o ÉdoCampo aposta numa proposta diferente. Cada queijo, cada pote de geleia, cada saco de café especial carrega junto a história de quem produziu. É agricultura familiar encontrando espaço num mercado que costuma favorecer as grandes marcas.

    Pra quem já cansou de dar perfume importado ou eletrônico que vai ficar obsoleto em dois anos, presentear com comida de verdade pode ser aquela escolha que surpreende. E de quebra, você ainda ajuda famílias que vivem do campo a fortalecer seus negócios.

    Serviço:

    Site: ÉdoCampo (plataforma da Emater-MG)

    Instagram: @edocampooficial

    Produtos: queijos, cafés, cachaças, doces, artesanato, cosméticos

    Frete grátis: Sul e Sudeste para compras acima de R$ 150 do mesmo produtor

    Pagamento: Cartão de crédito e Pix

  • Concurso de Cachaças atinge recorde de inscrições em Minas

    Concurso de Cachaças atinge recorde de inscrições em Minas

    Belo Horizonte já sente o cheiro doce da cana no ar. A cidade se apronta, quase como em festa de interior, para celebrar as melhores cachaças de alambique de Minas na próxima segunda-feira (17/11). E, no entanto, há algo diferente no ar. É aquela mistura curiosa: capital grande, alma rural. E tudo, inevitavelmente, se encontra ali, num salão iluminado, a partir das 18h.

    A premiação marca o 2º Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras. O evento cresceu. Cresceu mesmo. E, para ser sincero, cresceu rápido. Foram 247 bebidas inscritas — um salto de quase 14% em relação à edição de 2024. Além disso, muito produtor novo apareceu. Outros retornaram. E todos carregaram suas garrafas como quem leva um filho para ser avaliado por uma banca de gente séria. Porque, no fim das contas, é isso que a cachaça representa: trabalho, paciência e certo orgulho silencioso.

    A mesa de jurados, formada por 24 especialistas, provou tudo. Sem pressa. Com método próprio, criado para o concurso. Cada cachaça com registro no Ministério da Agricultura, cada gole medido, cada aroma contado. Uma ciência que parece simples, mas não é. Mas nada é tão simples quando envolve tradição.

    O concurso, puxado pelo Governo de Minas, tenta mostrar isso: que a cachaça é mais que bebida. Ou seja, é história, é diversidade. A Emater-MG lidera a organização, ao lado do IMA, da Epamig e de outras mãos que conhecem o chão mineiro melhor que qualquer mapa.

    Disputa em 4 categorias

    As categorias? Quatro, bem claras. Cachaça de Alambique. A Armazenada. A Envelhecida. E a Envelhecida Premium ou Extrapremium. Cada uma com seu charme. Seu tempo. Seu silêncio dentro do barril.

    Mas tem novidade também. Um diploma especial por polo produtivo — pra dar cara de território, não só de garrafa. E, além disso, surge o prêmio “Mulher Destaque da Cachaça Mineira”. Um reconhecimento que chega tarde, mas chega bonito. Logo depois, outro troféu entra em cena: o da melhor bebida da agricultura familiar. E, por fim, tudo isso costura uma ideia maior. História viva. Gente de verdade. Trabalho de sol e sereno. E, no entanto, com uma força que não aparece nas manchetes, mas aparece no copo.

    E existe o sonho maior. Atingir nota acima de 95 pontos. Quem alcançar esse feito leva o Troféu Diamante. Raridade. Quase mito. Mas possível.

    Serviço:
    • O quê: Premiação do 2º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras
    • Quando: Segunda-feira, 17 de novembro, a partir das 18h.
    • Onde: Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), na região Centro-Sul da capital.
  • Tecnologia mineira transforma leite materno para salvar bebês prematuros

    Tecnologia mineira transforma leite materno para salvar bebês prematuros

    Bebês prematuros internados em UTIs neonatais de Minas Gerais podem ganhar uma nova chance de sobrevivência. O Instituto de Laticínios Cândido Tostes da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig ILCT) desenvolve, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma tecnologia que aumenta o valor nutricional do leite materno humano doado.

    A pesquisa, que começou em 2019, adapta processos da indústria de laticínios para os bancos de leite humano. A técnica evita a perda de gordura e nutrientes essenciais durante o manuseio, congelamento e transporte do alimento.

    “O trabalho consiste na adaptação de tecnologias usadas na indústria do leite para a aplicação em bancos de leite humano”, define a pesquisadora e professora da Epamig ILCT, Denise Sobral.

    Parceria visa reduzir mortalidade de prematuros extremos

    A iniciativa busca aumentar a disponibilidade de leite materno nutritivo para prematuros extremos, bebês que nascem com menos de 1,5 quilo. A médica neonatologista e pesquisadora da Fiocruz, Maria Elizabeth Moreira, revela que a equipe procurava uma instituição parceira há quase duas décadas.

    “Esse casamento com a Epamig ILCT foi perfeito. Ainda mais, trabalhando essa questão junto ao Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e quem vai se beneficiar muito disso serão os nossos bebês”, afirma.

    Como funciona a homogeneização do leite humano

    A gordura do leite materno se separa naturalmente após a doação. O congelamento, descongelamento, transporte e pasteurização fazem o componente gorduroso aderir aos frascos e sondas. O resultado é um leite parcialmente desnatado — justamente quando o bebê prematuro precisa de mais calorias para sobreviver.

    A solução encontrada pelos pesquisadores utiliza um homogeneizador de pequeno porte. O equipamento força o leite a passar por pequenos orifícios, subdividindo os glóbulos de gordura em partículas menores que não se separam nem aderem às superfícies.

    “A ideia foi processar o leite humano em um homogeneizador de pequeno porte. No processamento, esse leite é forçado a passar em pequenos orifícios, então o glóbulo de gordura que é grande, se subdivide em pequenos glóbulos que não se separam mais e também não se aderem às superfícies”, detalha Denise Sobral.

    Pesquisa avança para fase pré-clínica

    Os pesquisadores já definiram as condições ideais de processamento, testando diferentes pressões e temperaturas. Agora, a equipe avalia se o leite preserva os nutrientes e fatores de imunidade após o tratamento. Os testes também simulam o comportamento do produto nas bombas de infusão utilizadas nas UTIs neonatais.

    Foto: Marcelo Ribeiro/Epamig

    “Estamos na fase pré-clínica. No visual, conseguimos distinguir o leite homogeneizado daquele que não passou pelo processamento, é perceptível que não há a separação de fases. Também estamos simulando a alimentação por sonda e bombas de infusão”, informa o gestor do Laboratório de Controle de Qualidade de Leite Humano da Fiocruz, Jonas Borges da Silva.

    Testes clínicos previstos para 2026

    A equipe planeja realizar os testes clínicos em 2026, caso os resultados da fase atual confirmem as expectativas. Antes de oferecer o leite aos bebês, os pesquisadores avaliarão segurança, eficiência e possíveis efeitos adversos.

    “Ao final queremos ofertar um leite humano que seja totalmente aproveitado por esses prematuros impactando no crescimento, no neurodesenvolvimento, no comprimento e no peso de cada bebê”, explica Maria Elizabeth Moreira.

    Jonas Borges projeta que o trabalho resultará no aumento da disponibilidade de conteúdo calórico no leite humano fornecido para bebês internados em UTIs neonatais.

    “Os resultados até agora são o que a gente esperava. Estou muito orgulhosa de participar desse projeto. Eu acho que, em breve, vamos conseguir oferecer um leite de melhor qualidade para esses bebês que precisam tanto”, comemora Denise Sobral.

  • Cafés do Cerrado Mineiro ganham avaliação inédita

    Cafés do Cerrado Mineiro ganham avaliação inédita

    O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro marca um momento histórico para o setor cafeeiro brasileiro ao se tornar o primeiro concurso de qualidade a adotar o Coffee Value Assessment (CVA) como ferramenta principal de avaliação. A iniciativa posiciona o Brasil na vanguarda da inovação em análise sensorial de cafés especiais.

    A implementação do novo protocolo acontece por meio de parceria entre a região produtora e a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), In-Country Partner oficial da Specialty Coffee Association (SCA) no Brasil. O objetivo é valorizar a característica mais marcante dos cafés do Cerrado Mineiro: a doçura.

    CVA: o novo padrão para avaliar cafés especiais

    “Presentear quem faz Cerrado com cara de Cerrado” é como Maryana Castro, coordenadora de Qualidade da Região do Cerrado Mineiro, define o propósito da mudança. Segundo ela, a adoção do sistema CVA coloca o concurso como o maior evento mundial a utilizar a metodologia desenvolvida pela SCA.

    “A escolha foi motivada pela necessidade de medir objetivamente a intensidade da doçura, critério central da competição e legado histórico dos cafés brasileiros. O CVA foi selecionado por ser o primeiro protocolo desenvolvido especificamente para essa finalidade”, explica a coordenadora.

    Brasil lidera inovação em cafés especiais

    A chegada do sistema CVA ao Brasil foi oficializada em abril, quando BSCA e SCA assinaram um memorando de entendimento durante a Specialty Coffee Expo, em Houston (EUA). O acordo consolidou o país como líder global em inovação no setor de café especial e estabeleceu um novo modelo nacional para avaliação de qualidade.

    Como In-Country Partner da SCA, a BSCA assumiu a missão de promover, gerenciar e capacitar a comunidade brasileira de cafés especiais, adotando o CVA como protocolo oficial para avaliação dos cafés do país.

    “Em termos de volume, o concurso do Cerrado Mineiro se torna o maior global a utilizar o CVA até o momento. Reforçando nossa posição como líder na aplicação de ferramentas inovadoras. E nosso papel em ditar tendências para a comunidade mundial”, afirma Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA.

    Categoria “Doce Cerrado Mineiro” em destaque

    O protocolo CVA será aplicado exclusivamente na categoria “Doce Cerrado Mineiro”, uma das quatro do Prêmio. Criada para identificar e premiar os cafés mais doces da região na safra 2025/26, a categoria valoriza características sensoriais típicas como notas de chocolate, caramelo, amêndoas e acidez cítrica.

    Os produtores devem processar os cafés concorrentes pelo método natural, colhendo e secando os grãos com casca, técnica que potencializa a doçura e a complexidade sensorial.

    A cerimônia de divulgação dos vencedores do 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro está prevista para 19 de novembro de 2025, em Patrocínio (MG). O concurso encontra-se em fase final de análise das amostras inscritas.

    O Cerrado Mineiro é reconhecido mundialmente pela qualidade de seus cafés. A região é a primeira do Brasil a receber Denominação de Origem. E é conhecida pela produção de grãos com alta doçura e perfil sensorial marcante.

  • Feijão mineiro: vazio sanitário e cadastro obrigatório garantem futuro da produção

    Feijão mineiro: vazio sanitário e cadastro obrigatório garantem futuro da produção

    Minas Gerais, segundo maior produtor de feijão do Brasil, coloca em prática medidas sanitárias rigorosas para proteger sua produção recorde e manter a competitividade no mercado nacional. Com mais de 476 mil toneladas produzidas até setembro de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o estado reforça o cumprimento do vazio sanitário e a obrigatoriedade do cadastro de produtores rurais.

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) determina o período de vazio sanitário entre 20 de setembro e 20 de outubro, medida crucial para combater a mosca-branca, inseto transmissor do vírus do mosaico dourado. A doença representa uma das maiores ameaças à cultura do feijão, comprometendo o desenvolvimento das plantas e afetando diretamente a qualidade dos grãos.

    “Esse intervalo sem o cultivo impede que a mosca-branca se alimente e se reproduza, quebrando seu ciclo e reduzindo a presença da praga nas lavouras. Cumprir o vazio sanitário no prazo é essencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da cultura nos mercados”, explica Leonardo do Carmo, gerente de Defesa Sanitária Vegetal do IMA.

    Municípios-chave sob fiscalização rigorosa

    A portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabelece seis municípios obrigados a cumprir o vazio sanitário. São eles: Buritis, Cabeceira Grande, Formoso, Guarda-Mor, Paracatu e Unaí. Entre eles estão os três maiores produtores do estado. Unaí lidera com 66 mil toneladas, seguido por Paracatu (61,8 mil toneladas) e Guarda-Mor (28,8 mil toneladas).

    Durante o vazio sanitário, as propriedades não podem manter plantas vivas de feijão. E os restos culturais devem ser eliminados em até 15 dias após a colheita. O descumprimento pode resultar em multas e interdição da propriedade.

    Cadastro obrigatório fortalece rastreabilidade

    Além do vazio sanitário, a Portaria nº 2.324/2024 torna obrigatório o cadastro de produtores e propriedades rurais junto ao IMA. A medida permite mapear áreas de produção e agilizar ações preventivas contra doenças.

    “O cadastro nos permite agir de maneira rápida e precisa para prevenir a disseminação de doenças e minimizar impactos ao setor produtivo. Essa agilidade consolida a confiança dos mercados, valorizando o feijão mineiro e fortalecendo a cadeia”, destaca Leonardo.

    O processo de cadastro é acessível: produtores devem preencher requerimento disponível no site do IMA, reunir a documentação exigida e enviar por e-mail ou entregar presencialmente no Escritório Seccional mais próximo.

    Impacto econômico e sustentabilidade

    Da lavoura ao prato, o feijão representa uma das principais riquezas agrícolas de Minas Gerais, sustentando milhares de famílias e movimentando a economia nacional. As medidas de defesa vegetal implementadas pelo IMA visam não apenas proteger a produção atual. Mas garantir a sustentabilidade e a competitividade do setor a longo prazo.

    Com a combinação de fiscalização rigorosa, cadastramento completo e cumprimento do vazio sanitário, Minas Gerais reafirma seu compromisso com a produção de alimentos de qualidade e a manutenção de sua posição estratégica no mercado brasileiro de feijão.

  • Projeto monitora 27 onças-pintadas ameaçadas pelo desmatamento no Norte de Minas

    Projeto monitora 27 onças-pintadas ameaçadas pelo desmatamento no Norte de Minas

    Pesquisadores monitoram desde meados de 2024 as onças-pintadas e pretas que habitam o Cerrado nativo do Norte de Minas. O projeto “Onças – Guardiãs do Grande Sertão Veredas” utiliza armadilhas fotográficas distribuídas em 93 mil hectares, área equivalente a três vezes o tamanho de Belo Horizonte.

    O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) viabiliza a iniciativa com recursos de medidas compensatórias, por meio do Semente, núcleo que incentiva projetos sociais e ambientais. A organização não-governamental Onçafari executa o trabalho de campo.

    A equipe já identificou 27 onças-pintadas na região, sendo seis com pelagem preta. O coordenador do projeto, biólogo Eduardo Fragoso, destaca que a região do Parque Nacional Grande Sertão Veredas possui uma das maiores proporções de onças melânicas do mundo.

    “As onças-pintadas e pretas são a mesma espécie. A diferença na cor ocorre devido a uma mutação genética. As pintas existem embaixo da pelagem negra, mas não é possível vê-las a olho nu”, explica Fragoso.

    Nascimento de trigêmeos marca quinta fase do monitoramento

    A quinta fase do projeto registrou o nascimento de filhotes trigêmeos de uma onça-pintada. A equipe acompanha a mãe dos filhotes desde 2019, quando ela nasceu na região do Parque.

    Foto: Onçafari

    Dois biólogos e dois assistentes de pesquisa compõem o time que monitora a área mineira. As armadilhas fotográficas captam imagens e vídeos automaticamente ao detectar movimentação. O Parque Nacional Grande Sertão Veredas abrange 230 mil hectares entre Minas Gerais e Bahia.

    Desmatamento transforma Cerrado em ilha isolada

    O projeto revela que as onças permanecem exclusivamente nas áreas de Cerrado nativo. Imagens de satélite mostram que o bioma natural se transforma em uma ilha cercada por pastos e lavouras.

    “As onças-pintadas não andam nas lavouras nem nas pastagens. Elas não saem do Cerrado”, afirma Fragoso. O biólogo aponta o desmatamento como a maior ameaça aos animais.

    O confinamento em espaços cada vez menores força as onças a cruzarem com animais da mesma família. Esse isolamento genético causa doenças consanguíneas e problemas reprodutivos que comprometem a preservação da espécie.

    Corredores ecológicos podem garantir sobrevivência dos felinos

    Os pesquisadores propõem a criação de corredores ecológicos de mata nativa. Essas passagens permitiriam que as onças circulem livremente por territórios extensos e encontrem outras populações da espécie para reprodução.

    “As onças-pintadas e pretas precisam de áreas gigantescas para viver. Ao entendermos o comportamento desses animais e o ambiente necessário para eles, ajudamos a proteger o meio ambiente, as onças e todos os outros bichos que convivem no mesmo bioma”, explica o coordenador.

    Os pesquisadores classificam as onças como “espécie guarda-chuva”. No topo da cadeia alimentar, elas controlam as populações de outras espécies e mantêm o equilíbrio ecológico dos ecossistemas onde vivem.

    Caça ilegal ameaça presas naturais e gera conflitos

    A presença de caçadores representa outra ameaça significativa. Os caçadores matam tanto as onças quanto os animais menores que servem de alimento para os felinos.

    “Sem as presas naturais, as onças podem atacar animais de criação na região, como o gado, gerando conflito com os moradores”, informa Fragoso.

    A equipe aplica questionários nas comunidades tradicionais do entorno do Parque para identificar os principais conflitos entre a população local e as onças. Em um ano, os pesquisadores aplicaram cerca de 80 questionários e pretendem chegar a 100.

    As respostas coletadas complementarão as ações educacionais ambientais realizadas com as comunidades locais. O trabalho busca promover a convivência pacífica entre humano

  • Oportunidade: aberto concurso para trabalhar na Epamig

    Oportunidade: aberto concurso para trabalhar na Epamig

    O Governo de Minas Gerais autorizou a realização de um novo concurso público para a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). A decisão, aprovada pelo Comitê de Orçamento e Finanças (Cofin), prevê a oferta de 257 vagas para cargos de níveis médio e superior, com foco no reforço das áreas técnicas e administrativas da instituição.

    A diretoria executiva da Epamig celebra a vitória, que representa uma das prioridades da atual gestão iniciada em 2019. Segundo a diretora-presidente Nilda Soares, o concurso é essencial para renovar o quadro de profissionais após duas décadas sem novos editais, assegurando o fortalecimento da pesquisa e o repasse de resultados qualificados aos produtores rurais de Minas Gerais.

    “Estamos há 20 anos sem a realização de um concurso na Epamig, e essa renovação é crucial para o avanço da pesquisa agropecuária no estado”, afirmou Nilda Soares. Ela também agradeceu o apoio do Governo de Minas e da Secretaria de Agricultura, que continuam a valorizar a pesquisa como motor do desenvolvimento regional.

    Para Trazilbo de Paula, diretor de Pesquisa e Inovação da Epamig, o momento é estratégico. Com a instituição planejando ampliar sua atuação regional e abrir novas frentes de pesquisa nos próximos anos. O concurso será alinhado às demandas definidas no novo Plano Diretor para priorizar as áreas mais importantes.

    Quando?

    O diretor de Administração e Finanças, Leonardo Kalil, reafirmou o compromisso de avançar rapidamente nas etapas preparatórias do concurso. Para que o edital e a divulgação das vagas estejam prontos já no próximo ano.

    O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, ressaltou a relevância da chegada do concurso. “Essa conquista é fundamental para fortalecer o quadro de servidores em um momento de investimentos significativos em pesquisa para o desenvolvimento do estado”, declarou.

  • Semana Internacional do Café 2025 cresce 50% e atrai público global

    Semana Internacional do Café 2025 cresce 50% e atrai público global

    A Semana Internacional do Café (SIC) 2025 chega com crescimento expressivo, reunindo 240 expositores e visitantes de mais de 40 países em Belo Horizonte. O evento, que ocorre de 5 a 7 de novembro no Expominas, destaca o tema “Café em Transformação – Inovação, Sustentabilidade e Oferta do Mercado Global” e movimenta R$ 150 milhões.

    Organizado pelo Governo de Minas, Sistema Faemg Senar, Sebrae Minas e Espresso Company, o evento cresce 50% em área ocupada em relação a 2024. Com expectativa de público de 25 mil pessoas.

    O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destaca que a SIC se consolidou como ponte estratégica para a cadeia produtiva do café. “Minas investe em qualidade, novos mercados e tecnologias sustentáveis para o setor”, afirma.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, reforça a liderança mineira na cafeicultura mundial, com Minas respondendo por 47% da produção brasileira. Ele ressalta o papel da SIC como espaço de diálogo e fortalecimento da cadeia produtiva.

    Transformações do mercado

    Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, vê a SIC como palco para preparar pequenos produtores para as transformações do mercado, com foco em gestão, inovação e origem do café.

    Desde sua primeira edição em 2013, o Governo de Minas mantém plantão técnico no evento. Técnicos orientam produtores sobre processos produtivos e políticas públicas, como o Certifica Minas Café, primeiro selo de certificação governamental para propriedades cafeeiras do Brasil.

    A programação inclui rodadas de negócios, salas de cupping, campeonatos, o prêmio Coffee of the Year para os melhores cafés da safra, e o Expresso Design, que premia embalagens inovadoras. No último dia, o consumidor final poderá participar e interagir diretamente com toda a cadeia produtiva do café.