Tag: milho

  • Safra de grãos 2025/26 deve atingir 360,1 milhões de toneladas

    Safra de grãos 2025/26 deve atingir 360,1 milhões de toneladas

    A produção brasileira de grãos na safra 2025/2026 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, segundo o 10º Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (14). Se confirmada, a projeção representa um crescimento de 2,2% em relação ao ciclo anterior, com acréscimo de 7,8 milhões de toneladas.

    O avanço é impulsionado, principalmente, pela expansão da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional deve permanecer estável, projetada em 4.311 quilos por hectare.

    Milho mantém volume elevado na safra 2025/26

    A produção total de milho está estimada em 141,7 milhões de toneladas, alta de 0,4% na comparação anual. A primeira safra, praticamente concluída, deve alcançar 29,6 milhões de toneladas.

    grãos de milho
    Foto: Seapa/MG

    Na segunda safra, a colheita atinge 38,9% da área, índice abaixo da média dos últimos cinco anos. Mato Grosso registra bom desempenho, favorecido por condições climáticas positivas. Por outro lado, estados como Goiás, Minas Gerais e Piauí enfrentaram veranicos entre abril e maio, impactando o potencial produtivo. A expectativa é de uma colheita de 109,43 milhões de toneladas nessa etapa.

    Já a terceira safra deve somar 2,7 milhões de toneladas, com impacto das baixas chuvas, especialmente em Sergipe e Alagoas.

    Soja bate recorde e arroz recua

    A soja alcançou produção recorde de 180,6 milhões de toneladas, alta de 5,3% frente à safra anterior. O resultado reflete o aumento de 2,7% na área plantada, aliado ao uso de tecnologia e condições climáticas favoráveis.

    Foto: Giovani Ruan Orso/AGCO

    Em contrapartida, o arroz registrou queda de 13,1%, com produção de 11,1 milhões de toneladas, impactado pela redução da área cultivada. O feijão também apresentou retração de 1,4%, com estimativa de 3 milhões de toneladas. Ainda assim, a Conab destaca que o abastecimento interno permanece garantido.

    Algodão ganha produtividade mesmo com menor área

    A produção de algodão em pluma está estimada em 4,06 milhões de toneladas. Apesar da redução de 3,2% na área plantada, o desempenho das lavouras foi favorecido pelo clima, resultando em aumento de 2,8% na produtividade média.

    Atualmente, 8,1% da área foi colhida, enquanto 78,4% das lavouras estão em fase de maturação e 13,5% em formação de maçãs.

    Trigo deve ter forte queda na produção

    O trigo, principal cultura de inverno, apresenta expectativa de retração significativa. A produção está estimada em 6 milhões de toneladas, queda de 23,5% em relação ao ciclo anterior.

    trator VALTRA BC6800 em uma plantação de trigo
    Foto: Nelson Konrad/AGCO

    O recuo é explicado tanto pela redução da área plantada quanto pela perspectiva de menor produtividade nas lavouras.

    Mercado e estoques

    A Conab revisou as projeções de estoque de milho para a safra 2025/26. Com a nova estimativa de produção, o estoque de passagem deve atingir cerca de 14,5 milhões de toneladas até 31 de janeiro de 2027.

    No algodão, a exportação pode chegar a 3,38 milhões de toneladas, com estoque final estimado em 2,67 milhões de toneladas.

    A Conab ajustou o estoque final de soja para 8,8 milhões de toneladas diante do aumento no processamento e nas exportações, que devem alcançar 62,57 milhões de toneladas e 116,3 milhões de toneladas, respectivamente.

  • Milho “perfumado” por fungo espanta praga que causa perdas de até 30%

    Milho “perfumado” por fungo espanta praga que causa perdas de até 30%

    Pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, no Distrito Federal, identificam uma estratégia biológica capaz de reduzir os danos causados pelo percevejo-barriga-verde, uma das pragas mais prejudiciais ao milho e a outras culturas de relevância econômica no Brasil.

    O estudo mostra que a aplicação de um fungo benéfico nas folhas da planta altera as substâncias aromáticas que ela libera no ambiente. E essa mudança atrai uma vespa parasitoide que elimina os ovos da praga antes que ela se prolifere.

    A descoberta abre caminho para um controle mais sustentável do inseto, com potencial para reduzir a dependência de defensivos químicos nas lavouras brasileiras.

    Um problema recorrente no Sistema Plantio Direto

    Os maiores prejuízos provocados pelo percevejo-barriga-verde acontecem em áreas que adotam o Sistema Plantio Direto com rotação entre soja e milho. Nesse modelo de cultivo, o inseto migra da soja recém-colhida e passa a se alimentar das plantas jovens de milho logo nas duas primeiras semanas após a germinação.

    Esse ataque precoce compromete o desenvolvimento inicial da cultura e pode reduzir a produtividade em até 30%. O que torna o manejo da praga uma prioridade para produtores que trabalham com essa rotação de culturas.

    Cinco anos de pesquisa para driblar a dependência química

    A pesquisadora Maria Carolina Blassioli Moraes coordenou um estudo de cinco anos com o objetivo de enfrentar esse problema crônico sem recorrer exclusivamente aos defensivos químicos tradicionais. A equipe combinou duas tecnologias ecológicas: o fungo Beauveria bassiana e a vespinha Telenomus podisi, espécie que parasita os ovos do percevejo.

    Pesquisadora Maria Carolina Blassioli Moraes. Foto: Claudio Bezerra

    Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico científico internacional Journal of Pest Science, no artigo intitulado “Association of Beauveria bassiana with maize alters volatile organic compounds and enhances attraction of the egg parasitoid Telenomus podisi”.

    Uma reação química inesperada

    A equipe selecionou uma linhagem específica do fungo, chamada CG 1105, mantida no banco de microrganismos do laboratório de micologia da Embrapa. Inicialmente, os pesquisadores pulverizaram as plantas de milho com o fungo esperando um efeito direto de mortalidade sobre o percevejo.

    O experimento, no entanto, revelou algo mais surpreendente sob a ótica da ecologia química, área da ciência que estuda os sinais químicos trocados entre os seres vivos. Cinco dias após a aplicação foliar, a equipe observou que o fungo havia colonizado a planta de forma benéfica. E alterado significativamente sua composição de compostos voláteis, os odores característicos emitidos pela vegetação.

    O microrganismo aumentou a produção de salicilato de metila, substância já conhecida na literatura científica por sua capacidade de atrair inimigos naturais de pragas. Ao mesmo tempo, reduziu a emissão de alfa-farneseno, composto de aroma doce e amadeirado amplamente utilizado nas indústrias de fragrâncias.

    O “aroma” que chama a vespa aliada

    Segundo Blassioli, essa mudança molecular no conjunto de aromas do milho funciona como um aviso biológico que atrai a vespinha Telenomus podisi. Ao perceber a alteração no odor da planta, o inseto localiza com precisão a área afetada e parasita os ovos depositados pelo percevejo-barriga-verde.

    Imagem: Embrapa

    A vespa insere seus próprios ovos dentro dos ovos da praga, o que impede o nascimento de novos indivíduos e controla a população do inseto de forma sustentável. Ou seja, sem a necessidade de aplicações químicas adicionais.

    Próximo passo: testes em condições reais de lavoura

    Até agora, todos os bioensaios e análises foram realizados em ambiente controlado de laboratório. A pesquisadora afirma que a equipe pretende expandir as avaliações para testes práticos em campo nos próximos meses.

    Caso os resultados obtidos nas lavouras confirmem os índices observados em laboratório, os produtores rurais brasileiros poderão contar com um protocolo inédito de Manejo Integrado de Pragas (MIP). A metodologia reuniria diferentes frentes de controle biológico atuando em conjunto, o que otimizaria a proteção das lavouras e reduziria custos e impactos ambientais.

    Uma pesquisa multidisciplinar

    O estudo reuniu um grupo diverso de cientistas da Embrapa e de instituições parceiras. Além de Maria Carolina Blassioli Moraes, participaram Rogério Biaggioni, responsável pelo laboratório de micologia, e Raul Laumann e Miguel Borges, ambos do laboratório de semioquímicos, todos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

    A pesquisa também contou com a colaboração de Clenilson Rodrigues, pesquisador da Embrapa Agroenergia, da pós-doutoranda Mírian Michereff, responsável por grande parte dos bioensaios laboratoriais, e da estudante Isadora Quevedo.

  • Seca ameaça segunda safra de milho no Centro-Oeste

    Seca ameaça segunda safra de milho no Centro-Oeste

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê seca mais intensa nas regiões centrais entre julho e setembro. Como resultado, a segunda safra de milho e as pastagens podem sofrer impactos. Ao mesmo tempo, o instituto espera chuvas fortes no centro e norte da Região Norte, na Região Sul e no litoral nordestino. Essas áreas devem manter boa disponibilidade de água no solo.

    O Boletim Agroclimatológico também analisa a influência do El Niño e das temperaturas do Atlântico. Além disso, o estudo avalia os reflexos sobre milho, feijão, algodão e pastagens.

    Norte terá menos chuva e temperaturas mais altas

    O Inmet prevê precipitações abaixo da média em grande parte da Região Norte. No norte do Amazonas, o déficit pode alcançar 100 milímetros. Além disso, as temperaturas devem superar a média histórica. As anomalias podem atingir até 2°C no Amazonas, Acre, Pará, Roraima, Tocantins e norte de Rondônia. Esse cenário favorece a redução dos níveis dos rios. Também aumenta o risco de incêndios e queimadas.

    Apesar disso, a boa reserva de água no solo beneficia o milho segunda safra e o sorgo. As lavouras estão em maturação e colheita. Segundo o Inmet, o clima seco reduz a umidade dos grãos. Além disso, amplia as janelas de colheita e preserva a qualidade da produção.

    Entretanto, setembro pode trazer dificuldades para lavouras tardias de milho e pastagens. Tocantins, Amapá e sudeste do Pará concentram maior preocupação. Nessas áreas, o déficit hídrico poderá atingir 130 milímetros.

    Chuvas irregulares já reduziram a umidade do solo

    Em junho, as chuvas ficaram concentradas no norte da Região Norte, litoral nordestino e parte da Região Sul. Essas regiões registraram acumulados superiores a 150 milímetros. Além disso, mantiveram armazenamento de água acima de 70% da capacidade disponível. As condições favoreceram o desenvolvimento do milho segunda safra e do feijão durante o enchimento dos grãos.

    Por outro lado, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Tocantins receberam menos de 40 milímetros de chuva. O mesmo ocorreu no norte de Minas Gerais, Espírito Santo, interior nordestino, sul do Pará e Rondônia. Além disso, o sudeste do Pará apresenta armazenamento de água inferior a 15% da capacidade disponível. Segundo o boletim, essa situação deve piorar nos próximos meses. Como consequência, as pastagens perderão vigor e poderão afetar os rebanhos.

    No Centro-Oeste, a baixa umidade favorece a maturação do algodão. Porém, aumenta o risco de perdas na segunda safra de milho. Esse cenário também pode elevar os custos da proteína animal no segundo semestre.

    Sul favorece milho, mas aumenta risco de doenças

    No Paraná, as chuvas favoreceram o desenvolvimento das lavouras de milho. As culturas de inverno também apresentam bom desempenho. No entanto, as chuvas frequentes elevam o risco de doenças fúngicas.

    Segundo o Inmet, os produtores precisam intensificar o monitoramento fitossanitário. O cuidado é ainda mais importante nas lavouras mais avançadas. Além disso, as chuvas reduzem as janelas para fertilização e aplicação de defensivos agrícolas.

    Entre julho e setembro, o norte do Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina devem registrar volumes superiores a 150 milímetros.

    Nordeste exige atenção ao milho e ao feijão

    O Nordeste continuará com temperaturas acima da média histórica. Em algumas áreas, os desvios podem alcançar 2°C. A faixa litorânea deve manter boa umidade. Os Distúrbios Ondulatórios de Leste continuarão favorecendo as chuvas. Entretanto, agosto intensificará o déficit hídrico no oeste da Bahia e no interior da Paraíba e Pernambuco. Em setembro, o déficit poderá superar 100 milímetros em grande parte do interior nordestino.

    Segundo o Inmet, o cenário exige atenção às lavouras de milho e feijão de terceira safra cultivadas em sistema de sequeiro. O aumento da evapotranspiração pode comprometer a floração, a formação de vagens e o enchimento dos grãos. O risco é maior no semiárido oriental e na região do Sealba, formada por Sergipe, Alagoas e leste da Bahia. Enquanto isso, o algodão deve ganhar qualidade. Em contrapartida, as pastagens tendem a perder produtividade.

    Centro-Oeste deve concluir colheita com clima seco

    O Centro-Oeste terá temperaturas cerca de 2°C acima da média histórica. As chuvas registradas no primeiro semestre favorecem boa colheita de milho, sorgo e algodão. Além disso, o clima seco deve acelerar a conclusão da colheita e preparar as áreas para a próxima safra.

    No Pantanal, o inverno deve permanecer equilibrado. Já o norte de Mato Grosso e o nordeste de Goiás podem enfrentar déficit hídrico.

    Sudeste terá pressão sobre reservatórios

    O Sudeste deve manter volumes de chuva próximos da média histórica. Entretanto, Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais podem registrar déficit hídrico. As temperaturas devem permanecer cerca de 1°C acima da média.

    O cenário favorece a cafeicultura, as hortaliças e as culturas irrigadas de inverno. Por outro lado, a demanda por água deve aumentar. Assim, os reservatórios podem sofrer maior pressão.

    El Niño continuará influenciando o clima

    O Inmet afirma que o El Niño seguirá influenciando o clima brasileiro até fevereiro de 2027. O fenômeno favorece chuvas na Região Sul. Além disso, altera o comportamento climático em outras partes do mundo.

    Já o Atlântico Tropical deve permanecer em condição de neutralidade durante os próximos meses.

  • Governo define preços mínimos para safra 2026/27 e 2027

    Governo define preços mínimos para safra 2026/27 e 2027

    O governo federal publicou nesta segunda-feira (13) a Portaria nº 934. Ela estabelece os preços mínimos para produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. A medida saiu no Diário Oficial da União (DOU) e define os valores que vão orientar as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou os preços, que funcionam como referência para assegurar renda mínima aos produtores rurais em caso de queda nas cotações de mercado.

    Os preços mínimos terão vigência entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto. A lista inclui culturas estratégicas para o agronegócio brasileiro, como algodão (em caroço e pluma), arroz longo fino em casca, milho, soja e sorgo, além de feijão (cores e preto), mandioca (raiz, fécula e goma), cacau, borracha natural cultivada e leite.

    Também entram na relação produtos como caroço de algodão e juta/malva (embonecada e prensada). Além de derivados da borracha, como coágulo virgem a granel e látex de campo.

    Além dos produtos agrícolas, a portaria fixa os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais, incluindo algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo. Nesse caso, a vigência começa em novembro de 2026 e segue até junho de 2028.

    O que é a PGPM

    A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) busca proteger a renda do produtor rural diante das oscilações de mercado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elabora as propostas de preços com base em custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo.

    De acordo com o Decreto-Lei nº 79/1966, os valores consideram fatores como oferta, demanda e variações nos preços agrícolas, garantindo maior previsibilidade ao setor.

  • Soja bate recorde de exportação e dispara no Brasil

    Soja bate recorde de exportação e dispara no Brasil

    A soja brasileira registrou recorde de exportação no primeiro semestre e voltou a ganhar força no mercado interno. A demanda internacional aquecida elevou os preços e reforçou o interesse dos compradores. Segundo os pesquisadores do Cepea, a valorização dos contratos futuros e a postura cautelosa dos vendedores impulsionaram as cotações da soja no mercado spot nacional.

    Além disso, a distribuição irregular das chuvas no Hemisfério Norte e o agravamento dos conflitos no Oriente Médio sustentaram a alta dos preços. Com esse cenário, a saca de 60 quilos da soja voltou a superar R$ 140 nos principais portos brasileiros. Esse valor nominal não era registrado desde janeiro, antes da entrada da safra 2025/26.

    O Cepea também destaca que a combinação desses fatores fortaleceu a demanda por embarques imediatos. Ao mesmo tempo, compradores anteciparam negociações dos prêmios de exportação para embarques previstos em 2028.

    Exportação de soja atinge maior volume da história

    A demanda mundial segue impulsionando as exportações de soja do Brasil. Dados da Secex mostram que o País embarcou 14,49 milhões de toneladas em junho. O volume representa um recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

    No acumulado do primeiro semestre, o Brasil exportou 69,57 milhões de toneladas de soja. O resultado supera em 35% o registrado no mesmo período de 2025. Além disso, o desempenho estabelece um novo recorde para os seis primeiros meses do ano e confirma a forte competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

    Preço do milho permanece firme no mercado interno

    Os preços do milho seguem firmes na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A baixa liquidez continua limitando os negócios no mercado spot.

    Enquanto produtores concentram esforços na colheita da segunda safra, compradores aguardam o aumento da oferta antes de fechar novos negócios. Ao mesmo tempo, valorização das cotações internacionais continua oferecendo sustentação ao mercado brasileiro.

    Segundo o Cepea, o mercado esperava queda dos preços durante a colheita. No entanto, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta disponível. A colheita avança em ritmo semelhante ao do ano passado. Porém, permanece abaixo da média das últimas cinco safras.

    A valorização da soja também influencia o mercado do milho. Muitos agricultores priorizam a comercialização da oleaginosa e adiam as vendas do cereal. Para as próximas semanas, a previsão indica menor volume de chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste. Assim, a colheita deve acelerar.

    Com o avanço dos trabalhos, produtores poderão avaliar com mais precisão os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições favoráveis registradas em Mato Grosso sobre a produtividade da segunda safra.

  • El Niño pode encarecer alimentos; veja os mais ameaçados

    El Niño pode encarecer alimentos; veja os mais ameaçados

    O alerta começa no prato. Arroz, óleos vegetais, açúcar, milho, trigo e até o café podem entrar no radar de pressão nos preços caso o El Niño se confirme nos próximos meses.

    O Banco Mundial estima uma probabilidade de 61% a 87% de formação do fenômeno entre meados de 2026 e 2027, com risco direto para a produção agrícola em áreas sensíveis da Ásia, da África e de parte do Leste Asiático.

    O dado mais preocupante envolve o arroz. Segundo o Banco Mundial, a produção pode cair de 20% a 50% nas regiões mais afetadas pelo fenômeno. Isso acende um sinal amarelo para países dependentes do cereal e também para o mercado internacional de alimentos.

    Quais alimentos podem ficar mais caros

    O arroz aparece como o alimento mais vulnerável no alerta do Banco Mundial. A razão é simples: boa parte da produção mundial depende de regimes de chuva regulares, especialmente na Ásia. Quando o El Niño altera esse equilíbrio, algumas regiões enfrentam seca, enquanto outras sofrem com chuvas fora de hora.

    Foto: Seapa/MG

    Além do arroz, outros produtos também podem sentir os efeitos do fenômeno. Óleos vegetais, açúcar, milho, trigo e café entram no radar porque dependem de clima estável em fases decisivas da lavoura.

    Uma seca no momento errado, por exemplo, pode reduzir a produtividade. Chuva excessiva na colheita também pode comprometer qualidade e oferta.

    No caso do açúcar, o risco passa por países importantes na produção de cana. Já os óleos vegetais dependem fortemente da oferta de palma, soja e outras oleaginosas. Por isso, qualquer quebra relevante em países produtores pode mexer com os preços globais.

    Por que o Banco Mundial acendeu o alerta

    O El Niño não age sozinho. Esse é o ponto central do alerta.

    O Banco Mundial afirma que o risco climático aparece em um momento de custos ainda elevados para o produtor. Na atualização mais recente sobre segurança alimentar, a instituição informou que os preços dos fertilizantes subiram 35% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo com algum alívio nas últimas semanas, o mercado ainda não se estabilizou.

    Foto: Divulgação AGCO

    Na prática, isso significa que muitos agricultores entram na temporada com menos margem para reagir. Se o fertilizante fica caro, parte dos produtores reduz a aplicação. Quando isso se soma a seca, calor ou excesso de chuva, o impacto aparece mais tarde, na colheita.

    Além disso, conflitos geopolíticos, custos de energia e gargalos logísticos continuam pressionando o mercado global de alimentos. Por isso, uma nova rodada de El Niño pode atingir um sistema que já opera sob tensão.

    O que é o El Niño

    O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal. Essa mudança altera a circulação dos ventos e mexe com o regime de chuvas em várias partes do planeta.

    Em algumas regiões, o fenômeno aumenta o risco de seca. Em outras, provoca chuva excessiva. Para a agricultura, o problema está justamente nessa quebra de padrão.

    A lavoura precisa de água no momento certo. Também precisa de temperatura adequada durante florescimento, enchimento de grãos e colheita. Quando o clima foge do roteiro, o produtor perde previsibilidade.

    Como isso pode afetar o Brasil

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    O Brasil não aparece como o centro do alerta do Banco Mundial, mas não fica fora da conta.

    Em anos de El Niño, o país costuma registrar mudanças importantes no clima. O Sul tende a enfrentar mais chuva, enquanto partes do Norte e do Nordeste podem sofrer com calor e seca. No Centro-Oeste e no Sudeste, os efeitos variam conforme a intensidade do fenômeno e a época do ano.

    Para o agro brasileiro, isso pode afetar soja, milho, café, cana, arroz e pecuária. O impacto não é automático, mas o risco aumenta quando o fenômeno coincide com fases sensíveis da safra.

    No café, por exemplo, calor intenso e irregularidade nas chuvas podem prejudicar florada e formação dos grãos. No milho, a falta de água durante o desenvolvimento reduz produtividade. Já no arroz, excesso ou falta de chuva pode comprometer plantio, manejo e colheita.

    O bolso sente antes da estatística

    O consumidor normalmente percebe a crise climática quando ela chega ao supermercado.

    Primeiro, o produtor enfrenta perda de produtividade. Depois, a indústria paga mais pela matéria-prima. Em seguida, o varejo repassa parte desse aumento. Nem sempre o movimento é imediato, mas ele costuma aparecer quando a quebra de safra atinge produtos básicos ou cadeias muito dependentes de importação.

    Por enquanto, o mercado global ainda tem algum alívio em grãos como milho e trigo, favorecidos por boas safras em algumas regiões. Mesmo assim, o Banco Mundial afirma que os riscos seguem inclinados para novas pressões, principalmente se o El Niño se confirmar e afetar países produtores ao mesmo tempo.

    O alimento mais sensível é o arroz

    Entre todos os produtos citados, o arroz merece atenção especial.

    O cereal é base alimentar em países populosos da Ásia e da África. Também tem forte peso social, porque qualquer alta costuma atingir diretamente famílias de menor renda. Se a produção cair nas regiões mais expostas, governos podem restringir exportações para proteger o mercado interno.

    Quando isso acontece, o preço internacional sobe. Foi assim em outras crises recentes de alimentos. O país produtor tenta segurar oferta doméstica, mas o mercado global sente a redução do volume disponível.

    É por isso que o alerta do Banco Mundial sobre queda potencial de 20% a 50% na produção de arroz em áreas afetadas chama tanta atenção. Não se trata apenas de uma estatística agrícola. É um risco para a segurança alimentar.

    O que observar nos próximos meses

    Infográfico sobre efeitos no El nino nos proximos meses

    Os próximos meses serão decisivos para confirmar a intensidade do fenômeno e seus impactos sobre as safras.

    Se o El Niño ganhar força, o mercado deve acompanhar de perto a produção de arroz na Ásia, o comportamento das monções, a oferta de óleos vegetais, a safra de cana em países relevantes e o desenvolvimento de culturas como milho, trigo e café.

    No Brasil, o produtor também terá de olhar para o céu com mais cuidado. O país tem tecnologia, escala e experiência para lidar com variações climáticas. Ainda assim, quando o clima muda rápido demais, até sistemas bem preparados sentem o baque.

    O alerta do Banco Mundial não significa que todos esses alimentos vão subir ao mesmo tempo. Mas mostra que o risco aumentou. E, quando o clima mexe com arroz, grãos, açúcar e óleos vegetais, o impacto raramente fica restrito ao campo.

  • Cooperativas agrícolas quase dobram participação no PIB do agronegócio

    Cooperativas agrícolas quase dobram participação no PIB do agronegócio

    As cooperativas agrícolas ampliaram significativamente sua importância na economia do campo. Um levantamento da L.E.K. Consulting mostra que a participação dessas organizações no PIB do agronegócio brasileiro passou de 8,1% em 2019 para 15,4% em 2024, crescimento de aproximadamente 90% em cinco anos.

    O avanço ocorreu em meio a um cenário de queda nos preços de commodities, aumento da inadimplência rural e dificuldades financeiras enfrentadas por parte das revendas de insumos, reforçando o papel das cooperativas como fonte de crédito, assistência técnica e comercialização para os produtores.

    O que impulsionou o crescimento das cooperativas

    Segundo Eric Emiliano, sócio da L.E.K. Consulting responsável pelos setores de agronegócio e alimentos, o movimento reflete mudanças profundas no financiamento do campo.

    “O Plano Safra vem perdendo representatividade ao longo dos anos, principalmente entre os grandes produtores. Durante muito tempo a cadeia financiou o agro por meio de barter e crédito comercial. Nos últimos anos, esse modelo sofreu um choque importante com o aumento da inadimplência.”

    A mudança ocorreu justamente quando parte das empresas privadas do setor enfrentou dificuldades para manter a oferta de crédito aos produtores.

    Crise das revendas abriu espaço para cooperativas

    A retração dos preços da soja e do milho aumentou a pressão financeira sobre distribuidoras de insumos.

    Empresas como AgroGalaxy, Lavoro e Belagrícola entraram em processos de recuperação judicial ou extrajudicial, enquanto as cooperativas seguiram ampliando sua presença no mercado.

    Segundo Bruno Brandi, senior manager da consultoria, muitas revendas assumiram um papel semelhante ao de instituições financeiras.

    “Em muitos casos as revendas estavam funcionando como bancos. Elas financiavam o produtor por meio de barter e prazos estendidos. Quando a inadimplência aumentou, esse modelo mostrou suas limitações.”

    O estudo aponta que a inadimplência do crédito ligado ao agronegócio, historicamente próxima de 3%, atualmente se aproxima de 15%, superando os níveis registrados durante a crise de 2016 e 2017.

    Para Eric Emiliano, duas safras consecutivas com custos elevados e menor rentabilidade comprometeram a capacidade de pagamento dos produtores, pressionando toda a cadeia.

    Cooperativas oferecem um ecossistema completo

    Com maior solidez financeira, as cooperativas ampliaram sua atuação e passaram a oferecer um conjunto mais amplo de serviços aos produtores. Além do crédito, elas atuam com assistência técnica, operações de barter, armazenagem da produção, compra de insumos e comercialização dos grãos.

    Segundo Bruno Brandi, esse modelo integrado fortalece o relacionamento com os cooperados, reduz o risco de inadimplência e aumenta a eficiência ao reunir diferentes etapas da cadeia produtiva.

    Industrialização e biocombustíveis lideram nova fase

    O levantamento da L.E.K. Consulting aponta que a diversificação das receitas tem fortalecido a resiliência das cooperativas agrícolas.

    Capitalizadas após anos de crescimento, essas organizações vêm concentrando investimentos na industrialização da produção, na expansão para o mercado de biocombustíveis, no avanço para novas regiões e na aquisição de ativos de empresas em dificuldades financeiras.

    Segundo a consultoria, a industrialização permite agregar valor aos produtos do campo, enquanto a entrada no setor de biocombustíveis amplia as fontes de receita. Além disso, a compra de empresas em recuperação judicial pode acelerar a expansão territorial das cooperativas e gerar ganhos operacionais.

    Sul lidera crescimento, mas expansão continua

    O estudo mostra que a Região Sul concentra o maior crescimento absoluto no número de cooperativas agrícolas do país.

    Ao mesmo tempo, Centro-Oeste e Sudeste aparecem como as regiões com maior potencial de expansão, devido ao tamanho do mercado agropecuário e à participação ainda relativamente baixa do cooperativismo nessas áreas.

    Com um modelo mais diversificado e resiliente, as cooperativas vêm ampliando sua relevância na cadeia do agronegócio e consolidando espaço como protagonistas no financiamento, na industrialização e na comercialização da produção agrícola brasileira.

  • El Niño está de volta; veja como ele pode afetar os alimentos no Brasil

    El Niño está de volta; veja como ele pode afetar os alimentos no Brasil

    A volta do El Niño acendeu um alerta no campo brasileiro. O fenômeno, provocado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, já está em formação e deve ganhar força ao longo do segundo semestre de 2026. O efeito mais direto para o consumidor pode aparecer no preço dos alimentos.

    Segundo o Ministério da Agricultura, a previsão para o trimestre julho, agosto e setembro indica chuva acima da média em áreas do Sul e chuva abaixo da média no centro-norte do país. Além disso, há risco maior de temperaturas elevadas, ondas de calor e incêndios florestais.

    Na prática, isso mexe com o calendário de plantio, a produtividade das lavouras e a oferta de produtos básicos. Soja, milho, feijão, arroz, café, frutas, hortaliças, leite e carne podem ser afetados, cada um de forma diferente.

    Safra recorde ajuda a reduzir os riscos

    O risco não significa quebra generalizada de safra. O Brasil entra neste período com uma produção de grãos estimada em 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, a maior já projetada para o país, segundo a Conab.

    O El Niño costuma provocar excesso de chuva no Sul. Em anos mais intensos, isso pode atrasar o plantio, prejudicar a colheita e favorecer doenças nas lavouras. Já no Centro-Oeste, no Norte e em parte do Nordeste, o problema tende a ser o oposto: menos chuva, calor mais forte e maior pressão sobre pastagens e reservatórios.

    O milho e a soja ficam no centro da preocupação porque sustentam boa parte da cadeia de carnes. Quando o clima reduz a produção ou encarece a ração, o efeito pode chegar ao frango, ao suíno, ao leite e ao boi.

    O feijão e as hortaliças também merecem atenção. São culturas mais sensíveis a irregularidades de chuva e calor. Por isso, qualquer quebra regional costuma aparecer mais rapidamente no bolso do consumidor.

    O café também inspira atenção. Temperaturas muito altas e chuvas irregulares podem comprometer floradas e reduzir o potencial produtivo das lavouras. Como o Brasil é o maior produtor e exportador mundial, qualquer instabilidade climática tende a influenciar tanto os preços internos quanto o mercado internacional.

    O que pode acontecer com os preços dos alimentos

    O alerta chega em um momento em que os alimentos já pressionam o orçamento das famílias. Em maio, o IPCA acumulava alta de 4,72% em 12 meses, segundo o IBGE. Em junho, a prévia da inflação oficial mostrou avanço de 0,74% no grupo alimentação e bebidas.

    Embora uma safra recorde ajude a formar estoques e reduzir parte da pressão, eventos climáticos extremos podem alterar esse cenário. Caso ocorram perdas relevantes em regiões produtoras, a menor oferta tende a pressionar os preços ao consumidor.

    Quando os efeitos podem chegar ao consumidor

    A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, informou que as condições de El Niño já estão estabelecidas e devem ganhar intensidade até o fim de 2026. A agência estima elevada probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade forte entre novembro e janeiro.

    Animação da Temperatura da Superfície do Mar no Pacífico — (Foto: NOAA)

    Os reflexos, entretanto, costumam aparecer de forma gradual. Primeiro, o clima interfere no desenvolvimento das lavouras. Depois, afeta a produtividade, altera os preços pagos aos produtores e, por fim, chega às gôndolas dos supermercados.

    O que produtores e consumidores devem observar

    Especialistas ressaltam que o El Niño representa um fator de risco, mas não uma garantia de perdas. O uso de sementes mais adaptadas, irrigação, seguro rural, monitoramento climático e planejamento das operações ajudam a reduzir os impactos sobre a produção.

    Ainda assim, os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes. Por isso, produtores acompanham com atenção cada atualização das previsões meteorológicas para ajustar o manejo das lavouras.

    Imagem mostra bancada de frutas em um mercado
    Foto: Agro Em Campo/ Pedro H. Lopes

    Para o consumidor, a recomendação é acompanhar a evolução dos preços de produtos como arroz, feijão, café, carnes, leite, frutas e hortaliças ao longo do segundo semestre.

    O fenômeno começa no Oceano Pacífico, a milhares de quilômetros do Brasil. No entanto, seus efeitos podem atravessar continentes e, alguns meses depois, chegar à mesa dos brasileiros na forma de alimentos mais caros ou de uma oferta menor de determinados produtos.

  • Soja ganha apoio da demanda por derivados

    Soja ganha apoio da demanda por derivados

    A demanda por derivados de soja nos Estados Unidos fortaleceu os contratos futuros da oleaginosa na CME Group, Bolsa de Chicago. O movimento elevou as cotações do farelo e do óleo e sustentou os preços da soja em grão.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização dos derivados resulta do aumento da demanda interna e externa. Além disso, consumidores domésticos e compradores estrangeiros ampliaram as aquisições.

    A procura internacional também cresceu após novos conflitos envolvendo navios no Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, notícias sobre uma possível paralisação na Argentina reforçaram esse movimento. De acordo com o Cepea, esses fatores podem favorecer as exportações de soja dos Estados Unidos e do Brasil.

    Exportações aquecem mercado brasileiro de soja

    No Brasil, o interesse pela soja destinada à exportação aumentou a disputa entre compradores internacionais e indústrias esmagadoras. Como consequência, os prêmios de exportação avançaram e sustentaram os preços da soja no mercado interno, conforme o Cepea.

    Queda dos preços do milho perde intensidade

    O movimento de queda das cotações do milho perdeu força em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. O avanço da colheita da segunda safra havia pressionado os preços nas últimas semanas.

    Segundo o Centro de Pesquisas, as baixas temperaturas em algumas regiões preocupam produtores. Eles temem possíveis impactos sobre as lavouras. Apesar disso, os negócios seguem limitados pela menor participação dos compradores. Muitos agentes também afirmam estar abastecidos para o curto e o médio prazos.

  • Preço do ovo cai com demanda mais fraca

    Preço do ovo cai com demanda mais fraca

    Os preços dos ovos voltaram a cair nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. A demanda mais fraca pressionou as negociações na segunda quinzena de junho. Após estabilidade na primeira metade do mês, o mercado perdeu ritmo. Com isso, produtores concederam descontos para manter o escoamento da produção.

    Segundo o Cepea, a redução do consumo é típica deste período do mês. Esse cenário aumentou a pressão sobre as cotações. Agora, o setor acompanha o comportamento do mercado durante as férias escolares. Tradicionalmente, o consumo de ovos perde força nesse período.

    Em algumas regiões, produtores já programam o descarte de poedeiras mais velhas. A estratégia busca ajustar a oferta interna e conter novas quedas nos preços.

    Frango mais valorizado fortalece avicultor paulista

    O poder de compra do avicultor paulista cresceu pelo terceiro mês consecutivo. A alta do frango vivo e a queda dos insumos sustentaram o resultado. O milho e o farelo de soja ficaram mais baratos em junho. Ao mesmo tempo, o frango vivo registrou valorização.

    A média do frango vivo em São Paulo alcançou R$ 5,12 por quilo até 24 de junho. O valor representa alta de 1,1% frente à média de maio. Apesar do avanço, o ritmo de valorização perdeu força neste mês. O Cepea atribui o movimento à leve redução da procura por lotes.

    No mercado de grãos, compradores permanecem retraídos durante a safra. Esse comportamento contribuiu para a queda dos preços do milho. Já o farelo de soja recuou devido ao aumento da oferta. O cenário reduziu os custos da atividade avícola. Com isso, o produtor paulista consegue comprar 4,82 quilos de milho ao vender um quilo de frango. O volume é 3,9% superior ao registrado em maio.

    Além disso, o avicultor adquire 3,06 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo de frango. Esse é o maior volume desde novembro de 2025 e representa alta de 3,7% frente ao mês anterior.