Tag: milho

  • Milho: venda da Conab para pequenos criadores cresce 70%

    Milho: venda da Conab para pequenos criadores cresce 70%

    As vendas de milho para pequenos criadores pelo Programa de Venda em Balcão (ProVB) da Conab cresceram 70% em 2024. Em geral, o volume chegou a 111,9 mil toneladas, superando as 65,9 mil toneladas comercializadas em 2023. Esse é o melhor resultado dos últimos quatro anos, conforme balanço divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    O aumento no volume vendido está diretamente ligado ao crescimento no número de clientes atendidos. Ou seja, em 2024, o ProVB alcançou 11.886 criadores, um aumento de cerca de 50% em relação ao ano anterior.

    “O ProVB garante alimentação animal a pequenos criadores da agricultura familiar. Para alcançar esse resultado, ampliamos parcerias com municípios e aumentamos os pontos de venda”, afirmou Arnoldo de Campos, diretor de Operações e Abastecimento da Conab. Segundo ele, o programa fortalece a agricultura familiar e contribui para a produção de alimentos essenciais para a cesta básica.

    A expectativa é que as vendas continuem crescendo. Em resumo, a Conab projeta comercializar 131,4 mil toneladas de milho em 2025, um aumento de 17%. “Oferecer milho a preços competitivos e de forma regular fortalece a economia rural e gera renda. Em 2025, vamos ampliar os pontos de venda e aumentar o atendimento”, destacou Arnoldo.

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    Piauí lidera crescimento

    Entre os estados, o Piauí se destacou com um crescimento de 98% nas vendas, passando de 9,85 mil toneladas para 19,46 mil toneladas. Além disso, o resultado superou o volume comercializado pelo Ceará, consolidando o estado como líder nacional.

    “A abertura de novos pontos de venda, como em São Raimundo Nonato e Piripiri, fortaleceu nossa presença no interior do estado. Essas iniciativas atraíram mais de 700 novos clientes”, explicou Danilo Viana, superintendente da Conab no Piauí.

    No Rio Grande do Norte, as vendas também registraram alta expressiva, subindo de 9,72 mil toneladas para 17,42 mil toneladas, um crescimento de 79%. O estado ocupa agora a segunda posição no ranking nacional.

    De acordo com Sebastião José de Arruda, superintendente da Conab no estado, a participação em feiras agropecuárias com o Projeto Conab Itinerante foi decisiva. “Os criadores puderam adquirir milho diretamente nos eventos, simplificando o acesso ao Programa”, afirmou.

    Destaque para Bahia e São Paulo

    Na Bahia, as vendas de milho aumentaram 393%, alcançando 11,54 mil toneladas. Já em São Paulo, o crescimento foi de 232%, saltando de 37,19 toneladas em 2023 para 123,34 toneladas no ano passado.

    Projeções para 2025

    A Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024, publicada em março, autorizou a Conab a adquirir até 50 mil toneladas de milho por leilão público. O orçamento de R$ 144,2 milhões será destinado à equalização de preços nas vendas do ProVB.

    Com esses investimentos, a expectativa é de que o Programa continue crescendo, ampliando o acesso ao milho para pequenos criadores e fortalecendo ainda mais a agricultura familiar no Brasil.

  • Exportações de soja e milho registram desempenho distinto em 2024

    Exportações de soja e milho registram desempenho distinto em 2024

    As exportações brasileiras de soja e milho apresentaram resultados diferentes em novembro de 2024, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A soja registrou 2,55 milhões de toneladas embarcadas, queda de 45,8% em relação ao mês anterior. Ou seja, esse recuo reflete a quebra na safra 2023/24. No entanto, para a próxima temporada, a expectativa é de recuperação, com exportações estimadas em 105,48 milhões de toneladas.

    Soja

    O Brasil, maior exportador mundial de soja, viu uma redução no volume exportado em 2024 frente aos recordes de 2023. Em geral, de janeiro a novembro, o país exportou 96,8 milhões de toneladas, contra 101,8 milhões no mesmo período do ano anterior. A quebra de safra e a queda nos preços internacionais explicam o desempenho inferior. Com isso, o petróleo ultrapassou a soja como principal produto de exportação brasileira, algo que não acontecia desde 2021.

    Os portos do Arco Norte responderam por 35% das exportações de soja em novembro de 2024, acima dos 33,8% registrados no mesmo mês de 2023. O Porto de Santos movimentou 28,9%, uma leve queda frente aos 30% do ano anterior. Já Paranaguá registrou 13,9%, contra 14,1% em 2023.

    Milho

    No milho, os portos do Arco Norte também ganharam destaque, com 47,2% das exportações entre janeiro e novembro de 2024, acima dos 41,6% do mesmo período de 2023. Santos ficou com 41,6%, seguido por Paranaguá (3,3%) e São Francisco do Sul (5,4%). Mato Grosso, Goiás, Paraná e Maranhão lideraram as exportações do grão.

    Fertilizantes

    Em relação aos fertilizantes, as importações caíram 15% em novembro de 2024 em comparação com outubro, totalizando 4,2 milhões de toneladas. Porém, houve um aumento de 8,8% em relação a novembro de 2023. De janeiro a novembro, os portos brasileiros receberam 36,73 milhões de toneladas, queda de 0,8% em comparação ao ano anterior. Paranaguá liderou com 8,9 milhões de toneladas, seguido por Santos (7,19 milhões) e Arco Norte (6,39 milhões).

    O Boletim destaca que a intensificação do uso dos portos do Arco Norte reflete uma mudança estratégica nas rotas de exportação, projetando crescimento no escoamento de produtos agrícolas.

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    Frete apresenta variação entre as regiões brasileiras

    Em novembro, os preços do frete variaram entre as principais regiões produtoras. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e São Paulo registraram queda nos valores, impulsionada pela baixa demanda e menor movimentação de grãos. No Distrito Federal, os preços também caíram, com retrações de até 9%.

    Por outro lado, no Maranhão, os preços ficaram estáveis devido à baixa oferta de fretes para soja e milho. Em Minas Gerais, o mercado permaneceu aquecido, com estabilidade nos valores e ajustes pontuais. Ao mesmo tempo, a Bahia registrou equilíbrio, apesar da redução no fluxo logístico. No Paraná, os preços se mantiveram estáveis.

    Em resumo, o Boletim Logístico da Conab, publicado mensalmente, traz análises sobre logística agropecuária, desempenho das exportações e principais rotas utilizadas no escoamento da produção. A edição completa está disponível no portal da Companhia.

     

  • Sistema Antecipe: inovação de impacto na agricultura brasileira

    Sistema Antecipe: inovação de impacto na agricultura brasileira

    O Sistema Antecipe, desenvolvido pela Embrapa, tem se destacado como uma inovação tecnológica de grande impacto na agricultura brasileira, especialmente na produção de milho durante a segunda safra. Em um experimento realizado em Marianópolis, no Tocantins, a técnica apresentou resultados impressionantes: um aumento de 287% na produtividade de grãos de milho, em comparação ao plantio convencional após a colheita da soja, com rendimento médio de 3.062 quilos por hectare.

    Essa abordagem, que otimiza o calendário agrícola ao permitir o cultivo intercalar do milho antes da colheita da soja, representa um avanço significativo para a produtividade do setor e a redução de riscos climáticos associados à segunda safra tardia.

    Estratégia de cultivo intercalar e antecipação

    O Sistema Antecipe possibilita a semeadura do milho nas entrelinhas da soja durante o estádio fenológico R6, uma fase em que a soja já está em processo de enchimento de grãos. Com isso, os produtores podem iniciar o plantio do milho safrinha até 20 dias antes do método convencional, sem prejudicar a produtividade da soja.

    Durante a colheita da soja, os agricultores cortam o milho, reduzindo a área foliar, mas preservando o ponto de crescimento, que fica abaixo da superfície do solo. Essa estratégia garante que as plantas de milho continuem a crescer e se desenvolver normalmente. Aproveitando as condições climáticas mais favoráveis do início da estação de chuvas.

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    Ao antecipar o plantio, os agricultores conseguem reduzir os riscos de perdas provocadas pelas condições climáticas desfavoráveis do final do verão e início do outono, aumentando a eficiência do uso da terra e a rentabilidade da safra.

    Resultados no Tocantins e outras regiões

    O Tocantins, estado líder na produção de grãos da região Norte do Brasil, apresenta características que tornam o Sistema Antecipe ainda mais relevante. Predominantemente composto por áreas de sequeiro, o estado enfrenta alto risco climático para o cultivo da segunda safra, especialmente após o verão. Atualmente, a soja ocupa 74% das áreas agrícolas do estado, enquanto o milho safrinha é cultivado em apenas 28% dessas áreas.

    Com a aplicação do Antecipe, a segunda safra de milho torna-se mais viável e produtiva, mesmo em áreas onde o cultivo tardio era desafiador. Além do Tocantins, a técnica foi validada em estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

    Um exemplo de sucesso ocorreu em Rio Verde (GO), durante a segunda safra de 2021. Lá, o Sistema Antecipe proporcionou uma produtividade de 66 sacas de milho por hectare. Enquanto o plantio tradicional, realizado após a colheita da soja, registrou apenas 28 sacas por hectare.

    Sustentabilidade e benefícios econômicos

    A adoção do Sistema Antecipe traz vantagens operacionais, econômicas e ambientais. Entre os benefícios destacam-se:

    • Redução de Custos: A técnica elimina a necessidade de dessecação da soja para antecipar a colheita, o que diminui custos de insumos e operações.
    • Sustentabilidade: O cultivo intercalar é realizado em sistema de plantio direto, reduzindo a emissão de carbono e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.
    • Flexibilidade: Além do milho, outras culturas, como sorgo, milheto, gergelim e pastagens, podem ser cultivadas, dependendo das necessidades do produtor.

    O pesquisador Emerson Borghi, da Embrapa, destaca o impacto ambiental positivo da técnica. “Ao integrar o plantio direto com cultivos intercalares, o sistema não só aumenta a produtividade. Mas também contribui para uma pegada de carbono mais eficiente, fortalecendo a posição do Brasil como líder em produção agrícola sustentável,” afirma.

    Tecnologia e equipamentos inovadores

    A implementação do Sistema Antecipe exigiu o desenvolvimento de equipamentos específicos. Em parceria com a empresa Jumil, a Embrapa criou uma semeadora-adubadora patenteada que realiza o plantio do milho nas entrelinhas da soja sem causar danos às plantas ou perdas de produtividade.

    Esse equipamento permite o plantio convencional e intercalar, sendo adaptável para diferentes culturas e tamanhos de propriedade. Durante a safra de 2020/2021, os pesquisadores testaram a tecnologia em condições reais de produção e realizaram ajustes finais antes de disponibilizá-la ao mercado.

    “Nosso objetivo era criar uma ferramenta acessível para pequenos e médios produtores, ampliando a competitividade, reduzindo riscos e aumentando a produtividade,” explica Fabrício Rosa de Morais, diretor-presidente da Jumil.

    Expansão e futuro do Sistema Antecipe

    O Sistema Antecipe representa um marco para o agronegócio brasileiro, possibilitando a expansão da segunda safra de milho para áreas antes consideradas inviáveis. Além disso, a antecipação do plantio permite o uso mais eficiente dos recursos naturais, como a água, e melhora a sustentabilidade do sistema produtivo.

    Com resultados consistentes em diferentes regiões do país, a técnica demonstra potencial para transformar a dinâmica do cultivo de grãos no Brasil. Além disso, garante maior segurança aos agricultores diante das adversidades climáticas e aumentando a eficiência do uso da terra.

    A tecnologia, lançada em 2020, é fruto de mais de uma década de pesquisas da Embrapa, reforçando o papel da inovação no fortalecimento da agricultura nacional. O Sistema Antecipe, além de impulsionar a produtividade do milho safrinha, também contribui para que o Brasil consolide sua posição como líder global na produção de alimentos sustentáveis.

  • Mapa registra novos produtos para manejo de pragas no Brasil

    Mapa registra novos produtos para manejo de pragas no Brasil

    Os produtores brasileiros agora dispõem de novas soluções para o controle de pragas como psilídeo, mosca-branca e cigarrinha. Em geral, entre os destaques estão um produto de baixo risco e outro com mecanismo de ação inédito.

    O Ato nº 58, publicado pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária no Diário Oficial da União, oficializou o registro de 23 defensivos formulados. Os especialistas consideram oito deles de baixo impacto. Além disso, os produtos, agora disponíveis para os agricultores, incluem soluções inovadoras e mais sustentáveis.

    Os registros incluem quatro produtos baseados em ingredientes ativos novos. A Anvisa classificou dois deles, de origem química, como categoria 5, indicando baixo risco toxicológico. Os outros dois foram desenvolvidos para a cultura dos citros, que enfrenta desafios fitossanitários significativos, prejudicando a produtividade.

    Produtos para controle de pragas em diferentes culturas

    Um dos destaques é o defensivo à base de dimpropiridaz, indicado para combater a mosca-branca (Bemisia tabaci), a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e o psilídeo (Diaphorina citri), vetor do Greening. Em resumo, o produto atua paralisando a alimentação dos insetos, reduzindo a transmissão de vírus e bactérias. Além disso, não apresenta resistência cruzada com outros ingredientes ativos, tornando-se uma opção eficaz para o manejo integrado de pragas.

    Ao mesmo tempo, outro produto registrado utiliza peptídeos que ativam o sistema imunológico das plantas de citros. Ele é eficaz contra Xanthomonas citri subsp. Citri (causadora do cancro cítrico) e Liberibacter asiaticus (responsável pelo Greening). Os pesquisadores testaram mais de 40 combinações em campo e desenvolveram o produto, considerado de baixo risco, com foco na resposta imunológica contra doenças bacterianas.

    “Nosso objetivo é oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para o manejo integrado de doenças, especialmente bacterianas e fúngicas”, afirmou Tatiane Nascimento, chefe de Divisão de Registro de Produtos Formulados.

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    Inovações para soja, milho e café

    Outro produto registrado utiliza óleo de café e eucalipto para controlar Bemisia tabaci na soja e Dalbulus maidis no milho. Já um defensivo à base de ácido nonanóico foi desenvolvido para combater a broca do café (Hypothenemus hampei), praga que ataca frutos em qualquer estágio de maturação e causa prejuízos globais.

    Impacto econômico e segurança

    Os demais produtos utilizam ingredientes já registrados no país, mas contribuem para aumentar a concorrência no mercado de defensivos. Isso promove custos de produção mais baixos e um comércio mais justo para a agricultura brasileira.

    Todos os defensivos registrados passaram por análise rigorosa dos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, seguindo critérios científicos e melhores práticas internacionais. Portanto, essas soluções representam um avanço significativo para a sanidade vegetal e a produtividade agrícola no Brasil.

     

  • IBGE prevê safra menor em 2024 e recuperação para 2025

    IBGE prevê safra menor em 2024 e recuperação para 2025

    A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas para 2024 foi estimada em 294,3 milhões de toneladas, um declínio de 6,7% em relação a 2023, com redução de 21,1 milhões de toneladas, conforme dados de novembro do IBGE. No entanto, o instituto projeta recuperação para 2025, com um aumento de 7,0%, totalizando 314,8 milhões de toneladas.

    Estimativas para 2024

    A área a ser colhida em 2024 é de 79,1 milhões de hectares, um crescimento de 1,6% comparado a 2023. Apesar da expansão da área, a produção de milho (-11,9%) e soja (-4,7%) deve impactar negativamente os resultados. Já o algodão herbáceo (14,8%), arroz (3,1%), feijão (5,7%) e trigo (5,0%) apresentaram aumentos.

    Os três principais produtos — soja, milho e arroz — representam 92,1% da produção total e 87,2% da área colhida. A redução da safra de milho, com queda de 17,8% na primeira safra e de 10,3% na segunda, foi um dos principais fatores para o declínio geral.

    Projeções para 2025

    A estimativa para 2025 aponta crescimento, com destaque para a soja, cuja produção deve alcançar 144,9 milhões de toneladas, um aumento de 12,9%. O milho também apresenta recuperação, somando 115,5 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões da primeira safra e 92,7 milhões da segunda. Outras culturas com crescimento significativo incluem o arroz (6,5%) e o feijão (29,0% na primeira safra).

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    Desempenho regional

    A Região Norte deve registrar o maior aumento anual (10,1%) em 2024, enquanto as demais regiões enfrentam declínios: Centro-Oeste (-10,0%), Sudeste (-15,7%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-4,0%). Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional, com 31,2% da safra total, seguido por Paraná (12,7%) e Rio Grande do Sul (12,0%).

    Destaques de outras culturas

    • Cacau: Produção estimada em 284,1 mil toneladas, redução de 2,2% em relação a 2023, mas com aumento de 2,8% no Pará, principal produtor.
    • Cereais de inverno: O trigo deve alcançar 8,1 milhões de toneladas, crescimento de 5,0% sobre 2023, enquanto a aveia cresce 31,3% e a cevada 12,6%.
    • Feijão: A produção total das três safras deve somar 3,1 milhões de toneladas em 2024, com o Paraná liderando (26,6% do total).

    Impactos no mercado

    A previsão de recuperação para 2025 reforça a expectativa de retomada do crescimento no agronegócio brasileiro, especialmente com o aumento expressivo nas culturas de soja e milho, essenciais para a exportação e consumo interno.

     

  • Cepea destaca tendências de mercado em novembro de 2024

    Cepea destaca tendências de mercado em novembro de 2024

    O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, divulgou as análises das agromensais de novembro de 2024. Ou seja, os estudos detalham os movimentos de mercado de produtos agrícolas e pecuários, destacando tendências de preços e demandas. Confira os principais destaques:

    Açúcar

    Os preços do açúcar cristal branco em São Paulo mantiveram alta na primeira quinzena de novembro. A demanda pelo açúcar Icumsa 150 aumentou, enquanto a oferta seguiu restrita devido às exportações. Portanto, esse cenário impulsionou os preços domésticos, que atingiram máximas nominais históricas.

    Algodão

    O algodão em pluma registrou alta nos preços em novembro, especialmente no final do mês. Em resumo, a valorização do dólar e a elevação da paridade de exportação reforçaram o interesse no mercado externo, reduzindo a disponibilidade no mercado doméstico.

    Arroz

    Ao mesmo tempo, os preços do arroz em casca caíram significativamente, voltando aos níveis nominais de maio. A baixa liquidez no mercado spot do Rio Grande do Sul refletiu a pressão compradora, apesar da resistência inicial dos vendedores.

    Café

    O café robusta alcançou valores recordes no Brasil em novembro. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, registrou aumento de 11,05% em relação a outubro. Em resumo, o acumulado do mês mostrou alta expressiva de 23%, alcançando R$ 1.573,28 por saca.

    Etanol

    Após sete semanas de alta, o etanol hidratado teve queda na última semana de novembro, influenciado pelo aumento da oferta de algumas usinas em São Paulo. No entanto, o preço médio do hidratado em novembro subiu 3,91%, enquanto o anidro registrou alta de 2,41%.

    Frango

    Os preços da carne de frango atingiram os maiores patamares reais desde 2022. Ou seja, a competitividade frente às carnes bovina e suína impulsionou a valorização. Em São Paulo, o frango inteiro congelado teve aumento de 9,2%, alcançando R$ 7,99/kg no atacado.

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    Milho

    Os preços do milho subiram no início de novembro, sustentados pela retração vendedora. No entanto, a menor demanda na segunda quinzena interrompeu a alta em algumas regiões, com compradores já abastecidos reduzindo as aquisições.

    Ovinos

    Os preços do cordeiro vivo aumentaram em quase todos os estados, exceto São Paulo. A baixa oferta de animais e a valorização da carne de boi impulsionaram os valores. A carne ovina também registrou alta, refletindo a demanda de fim de ano.

    Soja

    Os preços da soja oscilaram em novembro. Na primeira quinzena, a demanda firme sustentou as altas. Já na segunda metade, indústrias retraíram novas compras, enfraquecendo as cotações.

    Trigo

    Com a colheita de trigo no Brasil quase encerrada, a menor oferta e qualidade aumentaram a necessidade de importações. Apesar da pressão nas cotações internas, o dólar valorizado deve elevar os custos de importação e dar suporte aos preços internos.

    As análises completas estão disponíveis no site do Cepea.

     

  • PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre

    PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre

    O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira caiu 0,9% no terceiro trimestre, comparado ao segundo. Na comparação com o mesmo período de 2023, o recuo foi de 0,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A queda está relacionada à sazonalidade de produtos como cana-de-açúcar, milho e laranja. Ou seja, esses itens registraram retrações de 1,2%, 11,9% e 14,9%, respectivamente, em relação ao trimestre anterior. Apesar do bom desempenho de culturas como algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%), as quedas dos demais produtos pesaram mais no resultado final, informou o IBGE.

    Revisão anual dos dados

    Na comparação anual, o IBGE revisou o crescimento do setor agropecuário de 2023. O resultado passou de 15,1% para 16,3%. Em resumo, essa mudança se deve à inclusão de novas fontes estruturais, como as pesquisas de Produção Agrícola Municipal e Produção da Pecuária Municipal, que substituíram levantamentos conjunturais. “A diferença reflete a incorporação de dados mais robustos, como os da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura”, explicou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

    PIB geral avança 0,9% no trimestre

    Por outro lado, o PIB brasileiro, como um todo, cresceu 0,9% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Comparado ao mesmo período de 2023, houve expansão de 4%. Este é o 15º aumento consecutivo na atividade econômica brasileira nessa base de comparação.

    O avanço foi puxado principalmente pelo setor de serviços. Atividades como informação e comunicação, influenciadas por internet e telecomunicações, além de serviços financeiros e seguros, impulsionaram o crescimento. “Esses segmentos tiveram alta significativa, com destaque para serviços prestados às famílias e atividades profissionais”, detalhou Rebeca Palis.

    Desempenho por setores

    No terceiro trimestre, a agropecuária registrou queda, enquanto outros setores mostraram avanço:

    • Indústria: crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e 3,6% frente ao terceiro trimestre de 2023.
    • Serviços: alta de 0,9% no trimestre e 4,1% na comparação anual.

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    Demanda interna e setor externo

    Pelo lado da demanda, o consumo das famílias subiu 1,5% no trimestre, com alta anual de 5,5%. A demanda do governo cresceu 0,8% no trimestre e 1,3% na comparação anual.

    A Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos em máquinas, construção e pesquisa) avançou 2,1% no trimestre e 10,8% frente ao terceiro trimestre de 2023. A taxa de investimento alcançou 17,6% do PIB no período.

    No setor externo, as exportações recuaram 0,6%, enquanto as importações subiram 1%, comparando com o segundo trimestre.

    Embora a agropecuária tenha registrado retração, o desempenho positivo dos setores de serviços e indústria garantiu o crescimento geral do PIB no terceiro trimestre. O consumo interno e os investimentos continuam impulsionando a economia brasileira.

  • Dólar em alta impulsiona preço da soja no mercado interno

    Dólar em alta impulsiona preço da soja no mercado interno

    O mercado de soja apresentou alta nos preços na última semana, impulsionado pela valorização do dólar. Segundo o Cepea, o cenário animou os produtores. Ou seja, eles estão mais confiantes para as vendas de 2025, apesar da previsão de uma safra recorde no Brasil.

    Em novembro, até o dia 28, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná atingiu a média de R$ 140,46 por saca de 60 kg, o maior valor do ano em termos reais, considerando o IGP-DI de outubro.

    Pesquisadores destacam que o dólar, cotado em torno de R$ 6, encarece os insumos importados, como fertilizantes, o que pressiona os custos de produção, especialmente nas lavouras de segunda safra. Por outro lado, a valorização cambial beneficia a receita em Reais dos produtos exportados e fortalece a paridade de exportação.

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    Preço do milho segue em queda com clima favorável

    Enquanto isso, os preços do milho continuam em queda no mercado interno. A retração dos consumidores e a desvalorização nos mercados futuros e externos intensificaram a pressão sobre as cotações domésticas, conforme aponta o Cepea.

    As chuvas recentes têm favorecido o plantio e o desenvolvimento da safra verão, diminuindo o receio de atrasos no cultivo da segunda safra em 2025. As condições climáticas também aceleraram a semeadura de milho e soja, garantindo maior tranquilidade para os produtores.

    Pesquisadores do Cepea explicam que esse cenário climático favorável contribui para a manutenção da oferta e reduz temores de períodos fora da janela ideal para o plantio da próxima safra.

  • Prepare o bolso: preço da carne atinge recordes

    Prepare o bolso: preço da carne atinge recordes

    Os preços do suíno vivo seguem em alta, atingindo novos recordes nominais na série histórica do Cepea. Em termos reais, as médias atuais são as maiores desde 2020. Pesquisadores do Cepea afirmam que a maior liquidez no mercado de carne impulsiona frigoríficos a adquirirem mais lotes para abate.

    A alta nos preços da carne bovina também estimula a demanda interna por suínos. Além disso, a oferta doméstica está limitada, cenário agravado pelo bom desempenho das exportações. Em outubro, foram embarcadas 129,7 mil toneladas de carne suína, o segundo maior volume da série histórica da Secex, iniciada em 1997.

    Boi gordo: carcaça casada bate recordes diários

    Desde 1º de novembro, o preço da carcaça casada bovina ultrapassa R$ 22 por quilo, alcançando novos recordes diários. Segundo o Cepea, a demanda aquecida reflete fatores macroeconômicos, como a queda do desemprego, e a proximidade das festas de fim de ano. Isso leva varejistas a reforçar estoques, pagando preços mais altos no atacado.

    No mercado de boi gordo, a dificuldade de adquirir novos animais pressiona a indústria a aumentar os valores da arroba. Além disso, frigoríficos estão reduzindo prazos de pagamento para garantir o abastecimento. O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 registra alta acumulada de mais de 5% em novembro.

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    Frango: poder de compra frente ao milho cai ao menor nível

    O poder de compra dos avicultores paulistas em relação ao milho é o mais baixo desde abril de 2023. Conforme o Cepea, o cenário reflete a valorização interna do milho e o enfraquecimento dos preços do frango vivo. Além disso, a média parcial de novembro mostra queda em comparação ao mês anterior.

    Apesar de certa estabilidade nos preços do frango, alguns agentes, visando desovar estoques, reduziram valores. Já no mercado de milho, a forte demanda doméstica e a valorização internacional sustentam as altas nos preços.

     

  • Vitória de Trump impulsiona preços da soja em Chicago

    Vitória de Trump impulsiona preços da soja em Chicago

    A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos mexeu com os mercados, mas os preços da soja contrariaram expectativas. Nesta quarta-feira (6/11), os contratos de soja para janeiro subiram 0,20%, encerrando a sessão a US$ 10,0375 por bushel na Bolsa de Chicago.

    Dólar

    O dólar disparou no exterior após a vitória do candidato republicano, movimento que geralmente pressiona as commodities agrícolas. Durante o pregão, a soja chegou a cair para US$ 9,82, mas reverteu as perdas no fechamento.

    Segundo especialistas, o aumento recente nas exportações de soja dos EUA foi um fator-chave. Apesar da possibilidade de novas sanções e tarifas sobre exportações à China, os compradores asiáticos aceleraram as aquisições. Nas últimas semanas, os embarques semanais saltaram de 800 mil para mais de 2 milhões de toneladas.

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    EUA x China

    Uma nova guerra comercial entre EUA e China, caso se confirme, pode favorecer o Brasil. Assim como em 2018, os chineses podem recorrer à soja brasileira. No entanto, a China já possui estoques suficientes para até dois meses, o que pode moderar o impacto no curto prazo.

    Milho e trigo também registram alta

    No mercado de milho, os contratos para dezembro subiram 1,85%, fechando a US$ 4,2625 por bushel. O trigo também encerrou em alta, com lotes para dezembro avançando 0,13%, para US$ 5,7325 por bushel.

    A reação positiva dos grãos, mesmo com a valorização do dólar, reforça a complexidade do mercado agrícola global e os efeitos de uma possível reconfiguração comercial entre as maiores economias do mundo.