Tag: milho

  • Goiás deve atingir recorde na colheita de grãos em 2025

    Goiás deve atingir recorde na colheita de grãos em 2025

    A safra de grãos em Goiás deve alcançar um volume inédito de 33,7 milhões de toneladas em 2025. Ou seja, o dado, que representa um crescimento de 11,4% em relação ao ciclo anterior, foi divulgado no 4º Levantamento Sistemático de Grãos 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e analisado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Em resumo, o incremento equivale a 3,4 milhões de toneladas adicionais na produção.

    A produção de milho é um dos destaques. Em Goiás, a safra 2024/25 deve somar 12,7 milhões de toneladas, um aumento de 12,7% em relação ao ciclo anterior. Em comparação, o crescimento nacional estimado é de apenas 3,3%, totalizando 119,5 milhões de toneladas. Segundo a Seapa, a demanda interna por milho no Brasil deve crescer, reduzindo a oferta do cereal no mercado externo.

    Na soja, a estimativa é igualmente positiva. Goiás deve produzir 18,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, um aumento de 11,7% em relação à anterior. A produção nacional também terá alta de 12,6%, alcançando 166,3 milhões de toneladas. Ajustes nos quadros de oferta e demanda de farelo e óleo de soja da safra 2023/24 contribuíram para esse cenário, impulsionados pela expectativa de maior exportação de óleo de soja até 2025.

    “Goiás é o quarto maior produtor nacional de grãos, com participação de 10,5% na produção brasileira. Esse desempenho reflete os investimentos dos agricultores em tecnologia e do Governo de Goiás em infraestrutura e acompanhamento produtivo”, afirmou Pedro Leonardo Rezende, titular da Seapa.

    Prognóstico aponta crescimento na soja e cana-de-açúcar

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também prevê resultados expressivos para as safras em Goiás. Segundo o Terceiro Prognóstico da safra 2025, a produção de soja deve crescer 18,4%, enquanto a de cana-de-açúcar deve ter alta de 14,5%.

    Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados pelo IBGE, mostram que milho, soja e sorgo continuam como os principais produtos do estado. Esses três itens respondem por 97,6% da estimativa de produção e ocupam 96,3% da área cultivada. A área plantada com cana-de-açúcar também deve crescer, chegando a 1,02 milhão de hectares, 1,2% a mais que na safra anterior.

    Com resultados expressivos e planejamento eficiente, Goiás se firma como protagonista no agronegócio brasileiro, impulsionando a economia e atendendo às demandas do mercado interno e externo.

  • Soja, milho e feijão: preços seguem tendências diferentes; entenda

    Soja, milho e feijão: preços seguem tendências diferentes; entenda

    Os preços da soja recuaram no Brasil na última semana. A entrada da nova safra 2024/25, especialmente no Paraná, e a desvalorização do dólar frente ao real aumentaram a pressão sobre as cotações.

    Colheita da soja

    Segundo o Cepea, a colheita avançou no sul de Mato Grosso do Sul e no Paraná, onde o clima esteve mais favorável. No entanto, as chuvas no Cerrado dificultaram parcialmente os trabalhos em campo.

    Milho: ritmo lento nas negociações e variação nos preços

    O mercado de milho manteve preços estáveis, enquanto os produtores seguem concentrados na colheita da safra de verão e na semeadura da segunda safra. Dados do Cepea indicam que o clima seco favoreceu a colheita no Paraná e no Rio Grande do Sul, mas preocupa em áreas como Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso, chuvas intensas reduziram o ritmo das atividades, atrasando a semeadura.

    Feijão: oferta em alta, mas qualidade menor afeta vendas

    A colheita da primeira safra de feijão avança no Brasil, mas a baixa qualidade dos grãos limita as negociações. Segundo o Cepea, as chuvas em importantes regiões produtoras aumentaram a oferta de lotes com defeitos e manchas, restringindo produtos de melhor qualidade. Os preços seguem pressionados, com pequenas oscilações diárias.

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  • Drones revolucionam melhoramento genético de milho para tolerância à seca

    Drones revolucionam melhoramento genético de milho para tolerância à seca

    09Pesquisadores brasileiros adotaram drones para acelerar o melhoramento genético de milho resistente à seca, reduzindo custos e otimizando resultados. Em resumo, a técnica usa câmeras RGB para capturar imagens de campo, que são convertidas em índices que medem a saúde das plantas. Ou seja, com essas informações, é possível selecionar rapidamente as variedades mais promissoras e simular seu desempenho em diferentes condições climáticas.

    O Centro de Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC), liderou o estudo, em parceria com Embrapa, Unicamp e apoio da Fapesp, e publicou os resultados na revista The Plant Phenome Journal.

    Nova tecnologia supera métodos tradicionais

    Os métodos tradicionais de avaliação em campo são caros e demorados. “Nos processos convencionais, é necessário esperar o ciclo completo da planta e realizar medições manuais, o que demanda tempo e equipamentos caros”, afirma Juliana Yassitepe, pesquisadora da Embrapa Agricultura Digital e autora do estudo.

    Portanto, a nova metodologia reduziu significativamente o tempo de coleta de dados. “Antes, levaríamos dias para medir a produção de grãos, altura das plantas e tempo até a floração. Agora, drones e processamento de imagens realizam essas tarefas em poucas horas”, destaca Yassitepe.

    Experimentos comprovam eficiência

    Durante a estação seca de 2023, pesquisadores realizaram dois experimentos em Campinas (SP) ao longo de cinco meses. Os cientistas testaram 21 variedades de milho, incluindo 18 geneticamente modificadas para tolerância à seca e três variedades sem alterações, usadas como controle.

    As plantas foram divididas em dois grupos: um recebeu irrigação contínua, enquanto o outro enfrentou condições de seca. Além disso, os drones realizaram voos semanais, capturando imagens com câmeras RGB e multiespectrais. Em geral, os resultados mostraram que as câmeras RGB, mais acessíveis, oferecem dados confiáveis para o melhoramento genético em larga escala.

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    Menores custos e maior abrangência

    A nova abordagem reduz custos e permite realizar estudos em áreas menores. “Nem sempre os grupos de pesquisa têm muitas sementes viáveis para testar grandes áreas. Com imagens de alta resolução captadas por drones, podemos analisar mais variedades em espaços menores”, explica Helcio Pereira, pesquisador de pós-doutorado no GCCRC e coautor do estudo.

    Além disso, a metodologia também possibilita acompanhar o desenvolvimento das plantas ao longo de todo o ciclo. “A análise temporal contínua foi crucial para entender como as plantas reagem ao estresse hídrico”, complementa Pereira.

    Modelos preditivos otimizam seleção

    Pesquisadores usaram os dados captados pelos drones para criar modelos preditivos que identificam variedades adaptadas a diferentes condições climáticas. “Com esses modelos, podemos prever o comportamento das variedades sem medições manuais frequentes, tornando o processo mais rápido e acessível”, afirma Pereira.

    O estudo completo, intitulado “Temporal field phenomics of transgenic maize events subjected to drought stress: cross-validation scenarios and machine learning models”, está disponível aqui.

    O GCCRC, uma iniciativa conjunta da Embrapa e Unicamp com apoio da Fapesp, foca em soluções inovadoras para adaptar cultivos aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

  • Produção de grãos no Brasil deve crescer 8,2%

    Produção de grãos no Brasil deve crescer 8,2%

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou sua segunda estimativa para a safra de grãos 2024/25, prevendo uma produção de 322,53 milhões de toneladas. Esse volume representa um crescimento de 8,2% em relação ao ciclo anterior, com um aumento aproximado de 24,6 milhões de toneladas na colheita.

    Esse crescimento é resultado da expectativa de aumento na área plantada e da recuperação na produtividade média das lavouras no Brasil. Segundo o 2º Levantamento de Grãos da Safra 2024/25, os agricultores deverão semear cerca de 81,4 milhões de hectares durante este ciclo.

    Thays Moura, fundadora da fintech Agree, observa que esses dados indicam um cenário promissor para o setor agrícola. “O planejamento financeiro é crucial para aproveitar as oportunidades que surgem com esse crescimento. Soluções de crédito personalizadas serão essenciais para atender às necessidades dos produtores”, destaca.

    Destaques por cultura

    Entre os principais produtos, a Conab projeta um aumento na área semeada de arroz, que deve passar de 1,6 milhão de hectares em 2023/24 para 1,77 milhão de hectares no ciclo atual. A semeadura já começou nas principais regiões produtoras e cobre 65% da área total, conforme o relatório Progresso de Safra. A produção deve ultrapassar 12 milhões de toneladas, com uma produtividade projetada em 6.814 quilos por hectare.

    Para a primeira safra de feijão, a estimativa é uma recuperação de 3,6% na área cultivada, totalizando 892,3 mil hectares e uma produção esperada de 991,6 mil toneladas. No caso da soja, projeta-se um aumento de 2,6% na área plantada, atingindo 47,36 milhões de hectares, com uma produtividade média 9,6% maior, resultando em 166,14 milhões de toneladas.

    O milho deve manter uma área estável em 21 milhões de hectares, com uma safra total estimada em 119,8 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões provenientes do primeiro ciclo já semeado em 48,7% da área. Para o trigo, espera-se uma produção de 8,11 milhões de toneladas, com 79,4% da área já colhida.

    Necessidade de crédito e inovação

    Moura ressalta que os agricultores continuarão a precisar de crédito para adquirir insumos e realizar investimentos em infraestrutura que suportem o aumento da produção. “A expectativa é que a melhoria na produtividade média das lavouras seja resultado dos investimentos em tecnologia e boas práticas agrícolas”, afirma.

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    Ela também destaca que é fundamental aumentar o suporte em termos de crédito para inovação tecnológica, como agricultura de precisão e aquisição de equipamentos modernos. “O crédito rural deve ser complementado com estratégias como seguros agrícolas e contratos futuros para garantir a sustentabilidade financeira dos negócios”, explica.

    Expectativas para o agronegócio

    De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio pode crescer 5% em 2025. Esse avanço deve-se ao aumento da produção primária agrícola e ao crescimento da indústria de insumos e da agroindústria exportadora. Apesar do cenário otimista, desafios como a alta do dólar e dos juros ainda persistem. A Agree se propõe a oferecer suporte aos produtores rurais na captação do crédito rural com condições favoráveis e atendimento personalizado.

    Com as previsões otimistas para a safra 2024/25 e a crescente demanda por crédito e tecnologia no setor agrícola, o Brasil se prepara para enfrentar os desafios do mercado enquanto busca consolidar sua posição como um dos principais produtores agrícolas do mundo. A colaboração entre instituições financeiras e agricultores será crucial para garantir o sucesso dessa empreitada.

  • Preços da soja têm comportamentos opostos no Brasil e nos EUA

    Preços da soja têm comportamentos opostos no Brasil e nos EUA

    Os preços da soja apresentaram movimentos distintos no Brasil e nos Estados Unidos na última semana. De acordo com o Cepea, as cotações norte-americanas subiram devido à estimativa de menor produção e à demanda aquecida. No Brasil, porém, os valores recuaram por causa das projeções de safra recorde

    No mercado interno, a liquidez foi baixa. O restante da safra 2023/24 está praticamente esgotado, e a colheita da safra 2024/25 está apenas começando, segundo pesquisadores do Cepea. Para esta temporada, o USDA mantém uma previsão de 169 milhões de toneladas, volume 10,5% superior ao da safra anterior. A Conab projeta 166,33 milhões de toneladas, consolidando também um recorde histórico de produção no País.

    Colheita de feijão avança, mas grãos de alta qualidade são escassos

    A colheita da primeira safra de feijão avançou no Brasil, com o Paraná alcançando 74% da área colhida até 13 de janeiro, conforme dados do Deral/Seab analisados ​​pelo Cepea. A maior parte dos grãos disponíveis apresenta notas 8 e 8,5, especialmente da variedade Sábia, conhecida pelo rápido escurecimento

    No entanto, grãos de alta qualidade, com notas 9 e 10, são escassos no Paraná e em outras regiões produtoras. Pesquisadores do Cepea atribuem essa situação às mudanças climáticas, que melhoraram a qualidade em algumas áreas, e à oferta sazonal limitada.

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    Preços do milho seguem firmes com oferta restrita e demanda aquecida

    Os preços do milho continuam em alta no mercado brasileiro. A retração de vendedores, os baixos estoques e a demanda interna sustentaram as cotações, segundo o Ce

    Parte dos compradores ativos estiveram no mercado spot ao longo da última semana, enquanto os produtores focaram em trabalhos de campo. Dados da Conab mostram que o estoque de passagem da safra 2023/24, que termina em janeiro, caiu para 2,53 milhões de toneladas, bem abaixo dos 4,42 milhões de toneladas projetadas em dezembro. O aumento das exportações, agora estimado em 38,5 milhões de toneladas, foi o principal fator para essa redução.

     

  • Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    A safra 2024/25 de grãos no Brasil deve chegar a 322,3 milhões de toneladas. Em geral, o volume representa um aumento de 8,2% em relação à safra anterior, com 24,5 milhões de toneladas a mais. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os dados nesta terça-feira (14), durante o 4º Levantamento da Safra de Grãos.

    Em resumo, a previsão reflete o clima favorável ao desenvolvimento das culturas de primeira safra. A área total plantada também deve crescer 1,8%, alcançando 81,4 milhões de hectares. Portanto, se confirmado, o volume será o maior da série histórica.

    Produção de soja em alta

    A soja, principal cultura do país, deve atingir 166,33 milhões de toneladas, um crescimento de 18,61 milhões em relação à safra anterior. A produtividade média esperada é de 3.509 quilos por hectare, contra 3.201 kg/ha do ciclo passado. O plantio ocorreu de forma concentrada, principalmente após outubro, e a colheita deve começar no fim de janeiro.

    As condições climáticas até o momento são favoráveis, mas a Conab monitora os possíveis impactos climáticos até o fim da colheita.

    Milho também registra avanços

    O milho deve alcançar 119,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em comparação à safra anterior. A primeira safra do cereal deve apresentar uma produtividade média de 6.062 quilos por hectare, um crescimento de 4,8%. As condições climáticas, com chuvas frequentes intercaladas por sol, favoreceram as lavouras. A colheita da primeira safra está estimada em 22,53 milhões de toneladas.

    Recuperação no arroz e feijão

    O arroz deve registrar uma produção de 11,99 milhões de toneladas, um aumento de 13,2% em relação ao ciclo anterior. A área plantada cresceu 8,5%, totalizando 1,75 milhão de hectares. Além disso, a produtividade também subiu, chegando a 6.869 quilos por hectare.

    A produção de feijão deve atingir 3,4 milhões de toneladas, a segunda maior dos últimos 15 anos. A primeira safra da leguminosa apresenta alta de 15,5%, com colheita estimada em pouco mais de 1 milhão de toneladas. Cerca de 19,4% dessa colheita foi concluída na primeira semana de janeiro.

    Avanço no algodão e resultados do trigo

    A área plantada com algodão deve crescer 3,2%, alcançando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está projetada em 3,7 milhões de toneladas, um dos maiores volumes já registrados.

    No caso do trigo, a produção caiu 2,6%, totalizando 7,89 milhões de toneladas. Ou seja, a redução da área plantada no Sul e o clima desfavorável impactaram negativamente o resultado.

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    Exportações e estoques

    A Conab projeta um aumento nas exportações de soja, com embarques estimados em 105,47 milhões de toneladas em 2024/25. As exportações de farelo devem permanecer em 22 milhões de toneladas, enquanto as de óleo estão projetadas em 1,4 milhão de toneladas.

    No milho, as vendas externas devem atingir 34 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está previsto em 86,4 milhões de toneladas. Em resumo, os estoques finais do cereal podem chegar a 3,5 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento interno.

    Para o arroz, é esperado um aumento das exportações, com 2 milhões de toneladas em 2024/25. Mesmo com a alta nos embarques, os estoques finais devem se recuperar, atingindo 1,28 milhão de toneladas até fevereiro de 2026.

     

  • Produção: segunda safra deve crescer em 2025

    Produção: segunda safra deve crescer em 2025

    A segunda safra tem se tornado cada vez mais relevante na agricultura brasileira. De acordo com a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta terça-feira (14), a produção de milho para a temporada 2024/2025 deve crescer, alcançando 119,6 milhões de toneladas no total das três safras, o que representa um aumento de 3,3% em relação à temporada anterior. A chamada “safrinha” é responsável por cerca de 80% dessa produção.

    No que diz respeito ao algodão, a área cultivada deve alcançar 2 milhões de hectares, com uma produção estimada em 3,7 milhões de toneladas, sendo a maior parte proveniente da segunda safra.

    Para maximizar o potencial produtivo, os produtores devem estar atentos a diversos fatores. Sérgio Zambon, gerente de Desenvolvimento de Tecnologias Brasil da BASF Soluções para Agricultura, enfatiza que o sucesso da segunda safra começa no manejo adequado da safra anterior. “É fundamental evitar altas infestações de pragas como nematoides e mosca branca, além de planejar todas as necessidades do cultivo da safrinha”, afirma Zambon.

    Dicas para aumentar a produtividade

    Zambon recomenda que os agricultores semeiem na melhor janela de plantio e escolham sementes certificadas e tratadas. Além disso, é essencial realizar o manejo adequado de pragas e doenças para evitar perdas. Entre as dicas do especialista estão:

    • Combater a cigarrinha do milho logo no início com produtos eficientes.
    • Escolher produtos de alta qualidade e rotacionar inseticidas, fungicidas e herbicidas para evitar resistência.

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    • Usar fungicidas preventivos com multissítios para proteger a produtividade.
    • Optar por cultivares geneticamente modificados que facilitem o controle de pragas e doenças.

    Manejo do algodão

    No cultivo do algodão, é importante controlar o crescimento excessivo das plantas. “Os reguladores de crescimento ajudam a manter o algodoeiro sob controle, favorecendo as operações de manejo fitossanitário e colheita”, explica Zambon.

    Com as previsões positivas para a segunda safra e as orientações dos especialistas, os produtores têm a oportunidade de maximizar sua produtividade e rentabilidade. A adoção das melhores práticas agrícolas e o uso de tecnologias avançadas são fundamentais para garantir uma colheita bem-sucedida na próxima temporada.

  • Milho, soja e feijão: mercado reage à colheita e clima

    Milho, soja e feijão: mercado reage à colheita e clima

    Os preços do milho iniciaram 2025 em alta, segundo levantamento do Cepea. O aumento da demanda e a  retração de vendedores impulsionam o movimento. Mesmo com o início da colheita das safras de verão de milho e soja, as cotações seguem firmes.

    Consumidores esperavam que a colheita trouxesse maior oferta, já que muitos produtores precisariam liberar espaço nos armazéns. No entanto, produtores estão priorizando os trabalhos no campo e não demonstram urgência em vender. Com isso, a oferta no mercado spot permanece limitada.

    Soja: colheita começa no Brasil e preços recuam

    A colheita da safra recorde de soja 2024/25 começou em diversas regiões do Brasil, com produtores otimistas. Esse cenário pressionou os preços da oleaginosa, conforme aponta o Cepea.

    Apesar da queda, fatores como a menor oferta da Argentina e as incertezas no mercado internacional limitaram o recuo. O dólar e possíveis mudanças na política comercial dos Estados Unidos, como taxas de importação e exportação, também influenciaram.

    No mercado físico nacional, a última semana foi marcada por maior liquidez, principalmente para completar cargas de contratos a termo.

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    Feijão: mais oferta e qualidade marcam início do ano

    A colheita da primeira safra de feijão avança no Brasil, com oferta crescente e qualidade superior. O Sul, especialmente o Paraná, concentra os trabalhos, que devem se intensificar nas próximas semanas em Minas Gerais e Goiás.

    Produtores monitoram o clima, fator decisivo para a qualidade dos grãos. Chuvas acima da média em regiões do Sudeste e Centro-Oeste preocupam agricultores com lavouras no fim do ciclo.

    Em relação aos preços, o Cepea identificou variações regionais no feijão carioca. Ou seja, a qualidade dos grãos e a demanda influenciam os valores de forma distinta em cada praça.

  • Cientistas brasileiros editam genética do milho

    Cientistas brasileiros editam genética do milho

    Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão utilizando a agrobacterium para editar o DNA do milho, tornando a planta mais resistente às altas temperaturas e à escassez de água provocadas pelas mudanças climáticas. Essa inovação promete aumentar a tolerância do milho em até 2°C acima da temperatura ideal de cultivo, que varia entre 28°C e 30°C.

    Com a crescente elevação das temperaturas globais, que já aumentaram 1°C em comparação aos níveis pré-industriais e devem alcançar 1,5°C entre 2030 e 2050, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, a pesquisa se torna ainda mais relevante. O relatório do IPCC alerta que até 8% da flora mundial pode desaparecer de suas áreas tradicionais devido ao aquecimento global.

    Os resultados preliminares da pesquisa indicam que as plantas geneticamente modificadas apresentaram um aumento de 10% na produção. Além disso, as novas variedades de milho requerem apenas 20% da água necessária anteriormente, o que representa um avanço significativo em tempos de seca.

    Terceiro maior produtor

    O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de produção de milho. Contribuindo com cerca de 11,7% do fornecimento global, atrás apenas dos Estados Unidos (30,3%) e da China (24,1%). Nos últimos vinte anos, a produção brasileira cresceu continuamente a uma taxa média de 5,2% ao ano, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

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    Para a safra 2024/2025, que está em fase de plantio, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a área cultivada deve se manter estável em torno de 21 milhões de hectares. A expectativa é que a produção alcance 119,8 milhões de toneladas.

    Como funciona a edição genética

    A técnica utilizada pelos cientistas envolve a agrobacterium, uma bactéria capaz de modificar o DNA das plantas. Embora na natureza essa bactéria seja considerada uma praga que pode causar tumores nas raízes do milho, no ambiente controlado do laboratório, os pesquisadores removem as partes do DNA que causam doenças antes de introduzi-la nas células do milho.

    A inserção da agrobacterium não representa risco para os consumidores. Qualquer alimento com genoma mapeado pode passar por esse processo de edição genética para obter benefícios semelhantes aos observados no milho.

    Para monitorar se o gene alterado se desenvolveu corretamente, os pesquisadores utilizam marcadores genéticos que mudam a cor dos grãos. Durante a fase embrionária, essa coloração pode ser observada ao microscópio. Quando o milho se desenvolve completamente, toda a espiga assume essa nova cor. Contudo, ao final do estudo e antes da comercialização da nova variedade, esses marcadores não serão mais inseridos, garantindo que o milho mantenha sua coloração amarela tradicional.

    Testes em ambientes diversos

    As plantas geneticamente modificadas passam por uma série de testes em diferentes ambientes durante seu desenvolvimento. Desde as salas de aclimatação até estufas com climas extremos, os pesquisadores avaliam como as plantas reagem ao estresse térmico e à variação na quantidade de água disponível. As variedades que demonstram resistência são então replicadas por meio da polinização.

    Além disso, os testes incluem o plantio em lavouras reais para verificar como as novas variedades se comportam no campo.

    Portanto, com essas inovações na genética do milho, o Brasil se posiciona na vanguarda da pesquisa agrícola voltada para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A capacidade de produzir milho mais resistente não apenas ajuda os agricultores locais a manterem suas colheitas em condições adversas. Mas também contribui para a segurança alimentar em um cenário global cada vez mais incerto.

  • 2025: soja deve ter produção recorde e preço externo menor

    2025: soja deve ter produção recorde e preço externo menor

    A safra brasileira de soja 2024/25 começou com preocupação devido ao baixo volume de chuvas. No entanto, o clima favorável nos meses seguintes deve garantir uma produção recorde. Segundo pesquisadores do Cepea, políticas nacionais que incentivam maior mistura de biodiesel ao óleo diesel devem aumentar a demanda interna pelo grão.

    Além disso, no mercado externo, a valorização do dólar frente ao Real torna a soja brasileira mais competitiva para compradores internacionais, favorecendo as exportações. Apesar disso, dados do Cepea indicam que as negociações em dólar para embarques no primeiro semestre de 2025 estão abaixo dos valores registrados no ano anterior. Ou seja, as cotações externas também seguem em patamares mais baixos.

    Além da taxa de câmbio, o mercado deve acompanhar de perto as decisões do novo governo dos Estados Unidos, especialmente sobre tarifas de importação, que podem impactar a demanda global. Na Argentina, o governo sinalizou a possibilidade de reduzir as “retenciones” sobre produtos agrícolas, o que pode aumentar a concorrência com o Brasil no mercado de farelo de soja.

    Em geral, as projeções do USDA apontam uma produção brasileira de 169 milhões de toneladas, representando 40% da safra mundial. Já a Conab estima um volume de 166,2 milhões de toneladas.

    Feijão: exportações serão essenciais em 2025

    O consumo doméstico de feijão segue estável há pelo menos oito safras. Nesse cenário, o crescimento do cultivo depende diretamente das exportações. Segundo agentes do mercado consultados pelo Cepea/CNA, as vendas externas devem manter bom desempenho em 2025, impulsionadas pelos recordes de 2024.

    Pesquisadores do Cepea alertam para um cenário desafiador em 2025, com maior oferta e excedente doméstico. A Conab estima um excedente de 561,5 mil toneladas para a safra 2024/25, acima das 551,9 mil toneladas registradas na temporada anterior.

    A produção total deve atingir 3,36 milhões de toneladas, crescimento de 3,5% em relação ao ciclo anterior. A expectativa é que 169 mil toneladas sejam exportadas em 2025. Caso isso se confirme, o estoque final pode chegar a 392,5 mil toneladas, o maior volume em relação ao consumo em 15 anos, pressionando os preços.

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    Milho: produção nacional deve crescer 

    O mercado de milho começa 2025 com cenários opostos no Brasil e no exterior. No mercado interno, os preços no spot superam os registrados no início de 2024, mas os contratos futuros indicam queda.

    Na Bolsa de Chicago, os contratos operam abaixo dos valores do início de 2024, sem sinais de recuperação. Segundo o Cepea, no Brasil, a expectativa de aumento na produção nacional explica a tendência de queda nos preços futuros.

    Nos Estados Unidos, a estabilidade entre oferta e demanda mantém o excedente elevado. Para evitar estoques excessivos, o país dependerá de exportações robustas, apesar das incertezas políticas.

    No Brasil, a alta nos preços no segundo semestre de 2024 pode estimular o aumento da semeadura na segunda safra de 2025. O cultivo acelerado da soja favorece a janela ideal para o milho, reforçando as projeções de produção recorde.

    Além disso, o consumo doméstico deve bater novos recordes, impulsionado pelo setor de proteína animal e pela crescente indústria de etanol de milho. As exportações, no entanto, podem ser limitadas por um excedente doméstico mais ajustado.

    No cenário global, a projeção é de menor produção mundial, aumento no consumo e redução na relação estoque/consumo. Esse equilíbrio pode sustentar os preços externos e atrair agricultores brasileiros para o mercado internacional.