Tag: milho

  • EPA aprova novo herbicida glufosinato-P

    EPA aprova novo herbicida glufosinato-P

    A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anunciou em 2024 a aprovação do glufosinato-P, um novo ingrediente ativo herbicida que promete ser uma alternativa viável ao dicamba, anteriormente restringido devido a preocupações com a saúde e o meio ambiente. A decisão marca um avanço na gestão de ervas daninhas, especialmente para culturas como milho, soja, algodão e canola.

    O glufosinato-P atua como um herbicida de amplo espectro, interferindo na fotossíntese das plantas e provocando a acumulação de amônia em níveis tóxicos. Ele se destaca por sua aplicação pós-emergente flexível, útil em culturas resistentes ao glufosinato, e é eficiente com uma menor taxa de aplicação, reduzindo a quantidade de químicos dispersos no ambiente.

    A novidade é considerada um avanço para os agricultores, que agora contam com uma solução mais eficiente e ambientalmente consciente. O glufosinato-P exige cerca de metade da quantidade de produto em comparação com opções anteriores, resultando em menor impacto ambiental. A EPA destaca que a inovação faz parte de uma nova estratégia para proteger espécies ameaçadas e promover a conservação ambiental.

    Avaliações de saúde e impacto ambiental

    Antes da aprovação, a EPA realizou análises rigorosas para verificar os possíveis riscos do herbicida. Enquanto os resultados não apontaram ameaças diretas à saúde humana, foram detectados riscos potenciais para algumas plantas e espécies animais, incluindo invertebrados terrestres e mamíferos. Em resposta, a EPA introduziu instruções de uso específicas para mitigar esses riscos, como a implementação de zonas de proteção de 10 pés para evitar a deriva de pulverização.

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    Entidades agrícolas expressaram preocupações com as restrições adicionais. A American Soybean Association (ASA) criticou as medidas, alegando que impõem desafios regulatórios injustos aos agricultores. Alan Meadows, da ASA, afirmou que a EPA cedeu a pressões ambientais, prejudicando os interesses dos produtores rurais. “Essas limitações ultrapassam as avaliações de segurança já existentes e estabelecem um precedente preocupante”, comentou.

    Medidas mitigatórias e perspectivas futuras

    A EPA esclareceu que as novas diretrizes têm como objetivo proteger habitats críticos e minimizar impactos negativos. Entre as precauções estão buffers para evitar a contaminação de áreas sensíveis. O glufosinato-P representa um marco na agricultura sustentável, equilibrando produtividade com responsabilidade ecológica e servindo de modelo para futuras aprovações de herbicidas sob o novo Quadro Estratégico de Herbicidas da agência.

    A decisão evidencia um esforço para conciliar a necessidade de controle de ervas daninhas com a preservação de espécies e ecossistemas, estabelecendo um padrão que poderá orientar políticas agrícolas e ambientais nos próximos anos.

  • Pesquisa orienta produtor para controle da lagarta-do-cartucho

    Pesquisa orienta produtor para controle da lagarta-do-cartucho

    Um estudo da Embrapa Milho e Sorgo (MG) apresenta novas orientações para o manejo da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

    A pesquisa, que se insere, por sua vez, no contexto do novo cenário agrícola brasileiro, destaca, assim, a importância de práticas sustentáveis. Principalmente em plantios consorciados com braquiária.

    Os pesquisadores alertam, ainda, que a braquiária, frequentemente utilizada em consórcio com o milho, favorece a proliferação da lagarta-do-cartucho.

    Dessa forma, a combinação do uso de produtos químicos e biológicos no Manejo Integrado de Pragas (MIP) surge como a solução mais eficaz para controlar o inseto.

    Esse método orienta, então, os produtores a tomarem decisões informadas sobre a aplicação de inseticidas, com o objetivo de reduzir custos e aumentar a sustentabilidade das lavouras.

    Complexidade do manejo

    Ivênio Oliveira, pesquisador da Embrapa, ressalta que o manejo da lagarta-do-cartucho é complexo e deve considerar todo o sistema de produção.

    “É essencial entender a ocorrência e permanência dessa praga em sistemas como o ILPF e o de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), que estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil”, afirma Oliveira.

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    A pesquisa enfatiza a necessidade de um monitoramento contínuo da praga para determinar os momentos adequados para o controle.

    O estudo introduz índices de tomada de decisão, como o nível de dano econômico (NDE) e o nível de controle (NC). Além disso, o relatório sugere que as aplicações de inseticidas devem ser realizadas apenas quando se atinge um NC em torno de 20% das plantas afetadas.

    Os experimentos realizados em condições simuladas de lavouras comerciais mostraram que as estratégias de MIP são mais eficazes do que a aplicação de inseticidas químicos.

    “A estratégia MIP reduz a necessidade de aplicações químicas, passando de quatro para três por safra”, conclui Oliveira.

    Com essas orientações, os produtores poderão gerenciar melhor a lagarta-do-cartucho, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes.

  • Desmatamento na Amazônia afeta cultivo de soja e milho

    Desmatamento na Amazônia afeta cultivo de soja e milho

    O avanço do desmatamento na Amazônia para a expansão da agropecuária tem gerado preocupações entre especialistas, que alertam que essa prática pode prejudicar o próprio setor agrícola. Uma nova pesquisa revela os impactos diretos dessa destruição nas safras de soja e milho, essenciais para a economia brasileira.

    As áreas mais afetadas pelo desmatamento, incluindo o norte do Mato Grosso, Rondônia e sul do Amazonas, já enfrentam atrasos no início da estação chuvosa, crucial para o plantio da soja. Esse atraso também compromete o cultivo subsequente de milho, que depende da colheita da soja.

    Pesquisadores do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) analisaram dados de 20 anos, entre 1999 e 2019, e descobriram que as regiões com maior perda de floresta apresentaram um atraso acumulado de cerca de 76 dias no início da estação chuvosa agrícola. Essas áreas também registraram uma redução de 360 mm nas chuvas e um aumento de 2,5 ºC na temperatura máxima.

    O estudo, publicado no International Journal of Climatology, foi pioneiro ao isolar os efeitos do desmatamento em relação a outros fatores climáticos, como o aquecimento global e fenômenos naturais como El Niño e La Niña. O climatologista Argemiro Teixeira, responsável pela pesquisa, explica que as mudanças climáticas têm um efeito cumulativo ao longo das décadas, enquanto os impactos do desmatamento são quase imediatos. “A remoção da vegetação reduz automaticamente a umidade. As secas e os problemas enfrentados pela agricultura não são causados apenas pelas mudanças climáticas e El Niño, mas também pelo desmatamento”, afirma.

    Impacto do desmatamento nas safras de soja e milho

    O estudo quantificou o impacto do desmatamento nas safras de soja e milho, que dependem fortemente do início da estação chuvosa. “Quando começa a chover, os produtores plantam a soja. Se plantarem antes da chuva, podem perder tudo”, explica Teixeira. A janela para o plantio é curta, variando entre seis a sete meses; portanto, um atraso nas chuvas pode inviabilizar a segunda safra.

    Teixeira também destaca que o impacto do desmatamento é regional. “Proprietários em áreas mais preservadas têm menor risco de atraso no plantio. Já aqueles em áreas degradadas enfrentam riscos maiores”, diz ele.

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    Além disso, mesmo propriedades que cumprem as normas do Código Florestal podem sofrer com a falta de chuvas se seus vizinhos não preservarem adequadamente a vegetação nativa. O estudo da UFMG revela que nas regiões onde 80% da floresta foi perdida, existe um risco de 58% de ocorrer uma queda no volume de chuva superior a 100 mm durante a primeira safra de soja. Para a segunda safra de milho, esse risco é de 44%, enquanto nas áreas com mais de 80% de cobertura florestal, o risco se reduz pela metade.

    Teixeira alerta que essa situação pode impactar o seguro agrícola no futuro. “Os prêmios terão que ser ajustados para considerar o nível de conservação das propriedades ao conceder seguros e créditos”, opina.

    Mudanças climáticas

    As mudanças climáticas já têm afetado negativamente o agronegócio em todo o Brasil. De acordo com dados da Serasa Experian, houve um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial por produtores rurais. Grande parte devido às perdas nas lavouras causadas por condições climáticas adversas. Entre janeiro e setembro de 2023, foram registrados 80 pedidos, um aumento de 300% em comparação com o ano anterior.

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    Enquanto isso, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou suas expectativas para a safra de soja deste ano. E reduziu a previsão inicial de 160,3 milhões de toneladas para 156,1 milhões.

    Os alertas sobre a importância da floresta para as práticas agrícolas são recorrentes na comunidade científica. No entanto, decisões políticas recentes, como as alterações no Código Florestal que flexibilizaram a proteção da vegetação nativa no Brasil, não levaram em conta esses avisos cruciais.

  • Safra de grãos 2024/25 deve atingir recorde histórico no Brasil

    Safra de grãos 2024/25 deve atingir recorde histórico no Brasil

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma produção recorde de 322,47 milhões de toneladas na safra de grãos 2024/25. Ou seja, o volume representa um aumento de 8,3% em relação ao ciclo anterior, com 24,62 milhões de toneladas a mais. Além disso, se confirmado, esse será o maior resultado da história. A área plantada também deve crescer 1,9%, totalizando 81,34 milhões de hectares.

    Arroz

    O levantamento, divulgado nesta terça-feira (15), indica uma expansão significativa para o arroz, com alta de 9,9% na área semeada. O crescimento é notável no Centro-Oeste e Sudeste, onde o aumento chega a 33,5% e 16,9%, respectivamente. Em Mato Grosso, os produtores devem destinar 133 mil hectares para o cultivo, um salto de 39,3% em comparação ao ciclo anterior. A produção nacional de arroz pode alcançar 12 milhões de toneladas, recuperando o volume da safra 2017/18.

    Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o país poderá atingir uma das maiores safras de arroz de sua história. “Esse resultado reflete o esforço dos produtores em conjunto com as novas políticas públicas para o setor”, afirmou.

    Feijão

    A estimativa para o feijão também é de crescimento, com a área semeada subindo 2,3% na primeira safra, totalizando 947,3 mil toneladas. A produção total do grão deve atingir 3,26 milhões de toneladas, 0,5% acima da safra anterior.

    Soja e milho

    A área destinada à soja deve crescer 2,8%, mas o aumento é o terceiro menor desde 2009/10. As chuvas atrasadas no Centro-Oeste dificultaram o plantio, mas a produção está estimada em 166,05 milhões de toneladas. Para o milho, a previsão é de uma recuperação de 3,5%, com uma produção total de 119,74 milhões de toneladas.

    Algodão

    No caso do algodão, a área semeada deve crescer 2,9%, alcançando 2 milhões de hectares. A produção de pluma deve chegar a 3,67 milhões de toneladas.

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    Impactos no mercado e clima desafiam culturas de inverno

    A expectativa para as culturas de inverno, como o trigo, sofreu uma redução. A produção prevista foi ajustada para 8,26 milhões de toneladas, afetada pelas condições climáticas adversas no Paraná, que enfrentou estiagem e geadas. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm cenários mais positivos.

    Com o aumento da produção de arroz, os preços no mercado interno devem cair, mas os produtores ainda devem manter rentabilidade. O volume exportado pode atingir 2 milhões de toneladas, enquanto os estoques de passagem podem chegar a 840 mil toneladas.

    A soja também projeta forte desempenho no mercado externo, com exportações estimadas em 105,54 milhões de toneladas, impulsionadas pela demanda da China. No mercado de milho, as exportações podem alcançar 34 milhões de toneladas, com a demanda interna aquecida pela produção de proteína animal e etanol.

  • IBGE prevê safra de 295,1 milhões de toneladas para 2024

    IBGE prevê safra de 295,1 milhões de toneladas para 2024

    A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil em 2024 está estimada em 295,1 milhões de toneladas. Isso de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa uma queda de 6,4% em relação à safra de 2023, que foi de 315,4 milhões de toneladas, totalizando uma redução de 20,2 milhões de toneladas. Em comparação à projeção de agosto, o número também foi revisado para baixo, com uma diminuição de 1,2 milhão de toneladas (-0,4%).

    Apesar da redução na produção, a área destinada à colheita deverá crescer 1,1%.  Alcançando assim 78,7 milhões de hectares, com destaque para o aumento de 3,3% na área plantada com soja e de 15,6% no algodão herbáceo. Entretanto, houve retrações significativas nas áreas de milho (-3,3%) e trigo (-11,9%).

    Os principais produtos agrícolas continuam sendo arroz, milho e soja, que juntos representam 92,1% da produção total do país. Em relação a 2023, espera-se uma queda de 4,9% na produção de soja e uma redução expressiva de 11% no milho. Em contrapartida, o algodão deve registrar crescimento de 14,2% e o trigo, de 9%.

    A análise regional mostra que a produção no Norte deve crescer 12,5%, enquanto todas as outras regiões apresentam quedas: Sul (-0,7%), Centro-Oeste (-9,9%), Sudeste (-15,8%) e Nordeste (-3,8%).

    Mato Grosso se consolida como o maior produtor nacional de grãos, responsável por 31,1% da safra, seguido pelo Paraná (12,8%) e Rio Grande do Sul (12%).

    Essas previsões fazem parte das estimativas divulgadas pelo IBGE em setembro, sendo um indicativo dos desafios que o setor agrícola brasileiro enfrentará no próximo ano, principalmente diante da retração nas culturas de milho e soja, essenciais para o agronegócio nacional.

    Produção de batata e café registra variações positivas e negativas, aponta IBGE

    De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de batata-inglesa no Brasil deve atingir 4,4 milhões de toneladas em 2024, um aumento de 4,3% em relação à estimativa de agosto. Minas Gerais se destaca com um crescimento de 12,9% na produção, devendo alcançar 1,6 milhão de toneladas, o que representa 35,7% da produção nacional. A primeira safra de batata deve contribuir com 39,4% do total anual, sendo estimada em 1,7 milhão de toneladas, volume estável em comparação ao mês anterior, mas 3,8% menor que em 2023.

    A segunda safra, que representa 33,8% do total, foi revisada para cima, com um aumento de 11,3%, totalizando 1,5 milhão de toneladas. Já a terceira safra, responsável por 26,7% da produção nacional, deve crescer 2,6% em relação a agosto e 8,3% em comparação com 2023, com destaque para São Paulo (+24,7%) e Minas Gerais (+7,4%).

    No caso do café, a produção total do país, somando-se as espécies arábica e canephora, foi estimada em 3,5 milhões de toneladas, ou 58,8 milhões de sacas de 60 kg, o que representa uma queda de 1,5% em relação ao mês anterior. A produção de café arábica deve alcançar 2,5 milhões de toneladas, com um leve declínio de 0,2% em relação a agosto, mas um crescimento de 6,2% em relação a 2023. Minas Gerais, maior produtor de café arábica no país, mantém sua participação com 70,7% do total nacional, enquanto São Paulo e Espírito Santo registraram variações positivas e negativas, respectivamente.

    A produção de café arábica deve alcançar 2,5 milhões de toneladas

    Para o café canephora, ou conilon, a estimativa é de 1,0 milhão de toneladas. Uma redução de 4,7% em relação a agosto, com o Espírito Santo, maior produtor dessa espécie, apresentando uma queda de 4,0% na produção.

    Esses dados refletem os desafios e as variações regionais que impactam a agricultura brasileira, seja pela produtividade das lavouras de batata ou pela influência das condições climáticas sobre a colheita do café.

    IBGE também revisa safra de aveia e cevada com crescimento anual, mas redução mensal

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atualizou as estimativas de produção agrícola para 2024, destacando crescimento em comparação ao ano passado, apesar de algumas retrações em relação ao mês anterior.

    A produção de aveia (em grão) foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, registrando um declínio de 1,7% em relação à estimativa de agosto. No entanto, comparada ao ano de 2023, a produção apresentou um crescimento significativo de 33,7%. Esse aumento anual é impulsionado por melhores condições climáticas em 2024. Uma vez que, no ano anterior, o clima adverso afetou as lavouras de inverno na Região Sul do Brasil. Entre os principais estados produtores temos o Rio Grande do Sul, com 947,3 mil toneladas. Isso representa uma queda de 0,9% em relação a agosto, mas alta de 62,2% em comparação a 2023. E também o Paraná, com 167,9 mil toneladas, que apresentou declínios de 10,9% em relação ao mês anterior e de 32,1% em relação ao ano anterior.

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    A produção de cevada em grão foi estimada em 430,1 mil toneladas. Um declínio de 8,1% em relação a agosto, mas um crescimento de 13,4% em comparação com 2023. A área plantada de cevada encolheu 11,5% no último mês, porém o rendimento médio aumentou expressivos 27,8%. As dificuldades climáticas em 2023 também influenciam os números positivos observados em 2024.

    Feijão, milho e laranja: oscilações regionais afetam projeções para 2024

    A produção de feijão no Brasil, considerando as três safras do grão, deve atingir 3,1 milhões de toneladas em 2024. Um leve aumento de 0,3% em relação a agosto e crescimento de 5,5% em comparação com 2023. O Paraná continua a liderar a produção, com 830,7 mil toneladas, ou 26,7% da safra nacional.

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    A produção de milho total foi estimada em 116,7 milhões de toneladas. Isso representa uma queda anual de 11,0%.  Porém, houve um pequeno aumento de 11,8 mil toneladas em relação a agosto. A primeira safra de milho mostrou uma leve retração, enquanto a segunda safra apresentou estabilidade com 93,7 milhões de toneladas.

    Por outro lado, a produção de laranja sofreu uma queda de 13,0% em relação a agosto, totalizando 13,1 milhões de toneladas. A estiagem e as altas temperaturas prejudicaram a produtividade, especialmente em São Paulo. O estado revisou para baixo suas estimativas, com uma queda de 17,2% na produção.

    Esses números demonstram a complexidade e as variações regionais que afetam as principais safras do Brasil, com fatores climáticos desempenhando um papel crucial na definição dos volumes finais.

  • Lei incentiva produção de biocombustíveis avançados no Brasil

    Lei incentiva produção de biocombustíveis avançados no Brasil

    A Lei do Combustível do Futuro fortalece o uso de biocombustíveis no Brasil. Em resumo, a nova legislação incentiva o diesel verde, biometano e combustíveis sustentáveis para a aviação. Além disso, amplia a mistura de etanol à gasolina e biodiesel ao diesel.

    Embrapa

    A Embrapa teve papel fundamental na concepção e aprovação da lei, participando de grupos de trabalho e contribuindo com notas técnicas. Ou seja, a nova lei representa um avanço importante nas políticas de incentivo aos combustíveis renováveis, promovendo uma matriz energética mais sustentável.

    “Com mais de 5 milhões de propriedades rurais, o Brasil pode liderar a revolução energética no mundo”, disse o presidente Lula durante a cerimônia de sanção. Além disso, ele destacou o papel da Embrapa como modelo global de inovação agroenergética.

    Lei cria novos programas

    O novo marco regulatório cria programas como o Programa Nacional do Diesel Verde (PNDV) e o Programa Nacional do Bioquerosene de Aviação (ProBioQAV). Esses incentivos visam estimular o desenvolvimento de biocombustíveis e ampliar a produção de etanol e biodiesel. Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, destacou a importância da nova lei. “Ela traz inúmeras oportunidades de pesquisa e inovação, posicionando o Brasil como líder em energia sustentável no cenário global”, afirmou.

    Alexandre Alonso, chefe da Embrapa Agroenergia, ressaltou que o aumento das misturas obrigatórias de biocombustíveis deve ampliar a produção de etanol e biodiesel. “Precisaremos aumentar a produção de cana-de-açúcar e milho para atender a crescente demanda por etanol”, explicou.

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    A Embrapa também está desenvolvendo novas tecnologias para a produção de biocombustíveis, como o diesel verde a partir da macaúba, uma palmeira nativa brasileira. “A macaúba tem grande potencial para produção de biocombustível devido à sua alta produtividade”, destacou Alonso.

    Além disso, a nova lei incentiva o uso de biometano e combustível sustentável de aviação (SAF). Ou seja, a expectativa é que o biometano, produzido a partir de resíduos agrícolas, substitua o gás natural em várias indústrias. O SAF, por sua vez, poderá ser fabricado a partir de etanol e óleos vegetais, contribuindo para a redução de emissões de carbono na aviação.

    Nos últimos anos, a Embrapa tem sido protagonista na chamada “Pauta Verde”, apoiando políticas de descarbonização e sustentabilidade. Cynthia Cury, chefe de Relações Governamentais da Embrapa, destacou a contribuição da empresa para a implementação da Lei do Combustível do Futuro e outras políticas públicas. “A pesquisa agropecuária brasileira terá um papel crucial na transição energética”, concluiu.

     

  • Flórida: safra de laranja pode cair 16%, aponta USDA

    Flórida: safra de laranja pode cair 16%, aponta USDA

    A produção de laranjas na Flórida deve recuar 16% na safra 2024/25, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão é de que sejam colhidas 15 milhões de caixas, o equivalente a 675 mil toneladas.

    Impacto dos furacões na Flórida ainda é incerto

    O USDA informou que a queda na produção está associada à doença bacteriana greening, que afetou os pomares locais. O impacto dos recentes furacões, no entanto, ainda não foi avaliado pelo órgão.

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    Produção nacional também em em baixa

    Além da Flórida, a produção total de laranjas nos Estados Unidos deve atingir 2,62 milhões de toneladas em 2024/25, o que representa uma queda de 5% em relação à temporada anterior.

    Soja em queda, mas milho surpreende

    No mesmo relatório, o USDA revisou para baixo a previsão de produção de soja, embora ainda espere uma safra recorde. Já o milho registrou alta. Os agricultores norte-americanos colheram mais milho do que o estimado inicialmente, e o órgão ampliou a projeção para a segunda maior colheita da história do país.

     

     

     

  • Método detecta micotoxinas em grãos de milho de maneira rápida e sem reagentes químicos

    Método detecta micotoxinas em grãos de milho de maneira rápida e sem reagentes químicos

    Uma equipe de cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu uma técnica inédita que promete transformar o monitoramento de micotoxinas nos grãos de milho. O novo método detecta fumonisinas diretamente nos grãos, utilizando imagens hiperespectrais de infravermelho próximo (NIR-HSI), sem a necessidade de moer os grãos ou usar reagentes químicos tóxicos, tornando o processo mais rápido, barato e ambientalmente seguro.

    As fumonisinas, produzidas por fungos do gênero Fusarium, são uma das maiores ameaças à produção de milho no Brasil, contaminando os grãos ainda no campo. Pior ainda, elas não são destruídas pelo calor durante o processamento dos alimentos, mantendo-se como um risco à saúde humana e animal. Essa nova tecnologia NIR-HSI permite a identificação e quantificação das fumonisinas diretamente nos grãos, visualizando alterações químicas invisíveis a olho nu, tudo isso sem destruir as amostras.

    De acordo com a pesquisadora Maria Lúcia Simeone, da Embrapa Milho e Sorgo, “o método utiliza o princípio da reflectância difusa, que identifica a interação entre a radiação eletromagnética e as moléculas dos grãos, possibilitando a visualização pixel a pixel das alterações químicas”. A tecnologia combina informações espaciais e espectrais obtidas por meio de um algoritmo matemático que analisa as amostras de milho, oferecendo resultados rápidos e precisos.

    Benefícios e avanços para a cadeia produtiva do milho

    A inovação traz uma série de benefícios para toda a cadeia produtiva do milho. Primeiramente, o novo método realiza a análise significativamente mais rápido que as técnicas tradicionais, permitindo que a análise ocorra em apenas 30 segundos. Isso possibilita testar um número maior de amostras, otimizando a detecção de contaminações em grandes lotes. Além disso, a técnica é mais econômica, uma vez que dispensa tanto a moagem das amostras quanto o uso de reagentes químicos caros e prejudiciais ao meio ambiente e à saúde dos técnicos de laboratório.

    Outro grande diferencial é o fato de que a análise não destrói as amostras, permitindo que os grãos continuem intactos após o processo. Isso representa uma grande vantagem para os produtores, que podem usar os grãos analisados posteriormente, sem a necessidade de descartá-los.

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    A pesquisadora Valéria Aparecida Vieira Queiroz, da Embrapa, destaca que “essa técnica pode revolucionar o controle de fumonisinas no milho, contribuindo para a segurança alimentar e reduzindo perdas na produção. Com essa metodologia, podemos segregar lotes contaminados e garantir alimentos mais seguros para os consumidores e para os animais”.

    A importância das fumonisinas

    As fumonisinas estão entre as micotoxinas mais perigosas devido à sua ampla distribuição geográfica e alta toxicidade. Elas são responsáveis por diversos problemas de saúde, tanto em humanos quanto em animais, quando consumidas em alimentos contaminados. A sua presença na produção de milho é uma preocupação crescente, especialmente no Brasil, um dos maiores produtores do grão no mundo.

    https://www.youtube.com/watch?v=s_PJCZbXxw4

    Com o aumento da demanda por métodos mais eficientes e menos invasivos para garantir a qualidade dos alimentos, o desenvolvimento de novas tecnologias como o NIR-HSI se torna essencial. O pesquisador Everaldo Medeiros, da Embrapa Algodão, explica que a técnica gera uma espécie de “imagem química” dos grãos. Isso permite identificar e quantificar as fumonisinas com grande sensibilidade e precisão. “Os resultados que obtivemos mostram que essa tecnologia tem o potencial de ser amplamente utilizada para melhorar a segurança alimentar e prevenir contaminações”, acrescenta.

    Um futuro promissor para a segurança alimentar

    Essa pesquisa, publicada na revista Brazilian Journal of Biology, representa um avanço significativo no campo da segurança alimentar. Ao permitir a detecção rápida e direta da presença de fumonisinas nos grãos de milho, a nova metodologia oferece aos produtores uma ferramenta poderosa para garantir a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos consumidores. Além disso, a técnica também ajuda a prevenir perdas econômicas na cadeia produtiva, ao identificar lotes contaminados antes que eles sejam processados ou distribuídos.

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    O projeto de pesquisa conta com o apoio de diversos parceiros, incluindo universidades e centros de pesquisa. Além disso, promete continuar a evoluir nos próximos anos, com o objetivo de expandir as aplicações dessa tecnologia para outras culturas e micotoxinas.

    O que são micotoxinas

    Micotoxinas são compostos tóxicos que fungos produzem e que podem contaminar alimentos e rações. Frequentemente, esses compostos aparecem em grãos, nozes, frutas e outros produtos agrícolas, especialmente quando as condições de armazenamento se tornam inadequadas.

    As micotoxinas podem causar uma variedade de problemas de saúde em humanos e animais, incluindo toxicidade aguda e efeitos crônicos, como câncer e distúrbios imunológicos. Os tipos mais comuns de micotoxinas incluem aflatoxinas, ocratoxinas, fumonisinas e zearalenona.

  • Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    O sistema TEMPOCAMPO da Esalq divulgou o boletim climático de setembro, revelando que a maior parte do Brasil registrou chuvas abaixo de 30 mm. Em resumo, as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, assim como Tocantins, Pará e Amapá, foram as mais afetadas. Já no Sul, os volumes de chuva variaram entre 60 e 150 mm, sendo o Paraná o estado com os menores registros, entre 60 e 120 mm. Roraima e Rondônia acumularam entre 60 e 90 mm, enquanto no Amazonas as chuvas atingiram até 120 mm.

    Armazenamento de água

    Além disso, o armazenamento de água ficou abaixo de 15% em grande parte do país. As regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste foram as mais impactadas, com exceção da Região Sul, onde o Paraná e Santa Catarina registraram entre 30 e 45% de água armazenada. O Rio Grande do Sul se destacou, com armazenamento entre 45 e 60%.

    Temperaturas

    As temperaturas máximas em setembro também variaram bastante. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as máximas ficaram abaixo de 25°C, enquanto no Paraná atingiram até 31°C. No Sudeste, São Paulo registrou picos de até 35°C, com demais estados entre 29 e 33°C. Já no Nordeste, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco marcaram entre 27 e 31°C. No Norte, Pará e Amazonas chegaram a registrar mais de 35°C.

    As mínimas seguiram o padrão típico do Sul, ficando abaixo de 15°C em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e entre 15 e 19°C no Paraná. No Sudeste, as mínimas variaram de 17 a 19°C, e no Centro-Oeste e Norte, as temperaturas mínimas oscilaram entre 21 e 25°C.

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    Desafios da safra de milho 2023/24

    A segunda safra de milho 2023/24 foi encerrada, com resultados distintos devido às variações climáticas. A Conab reportou produtividade média de 91,52 sacas/ha e uma produção de 90,25 milhões de toneladas. Ou seja, estados como Goiás e Mato Grosso registraram boas produtividades, com chuvas bem distribuídas. No entanto, Paraná, São Paulo e Minas Gerais enfrentaram condições climáticas adversas, como falta de chuva e temperaturas elevadas, impactando a produção.

    A safra de milho em Mato Grosso teve uma produtividade de 115,14 sacas/ha, levemente inferior à anterior. Já no Mato Grosso do Sul, a falta de chuvas comprometeu seriamente a produção, resultando em um dos piores desempenhos da última década, com 67,05 sacas/ha.

    Para a safra 2024/25, o Sistema CNA/Senar/Cepea alerta para o planejamento cuidadoso, já que a descapitalização dos produtores pode comprometer a produtividade. No entanto, a Conab projeta uma safra promissora, com uma produtividade estimada em 95,1 sacas/ha.

    Avanço do plantio de milho 2024/25

    O plantio da primeira safra de milho 2024/25 já avança pelo país, com 16,2% da área semeada. No Paraná, por exemplo, 60% da área já foi plantada, com boas condições climáticas favorecendo o desenvolvimento inicial. Santa Catarina também apresentou avanço no plantio, com 22% da área semeada, beneficiada por chuvas adequadas.

    Algodão e soja: fechamento de safra e início de plantio

    A Conab apontou que a safra de algodão 2023/24 teve produtividade nacional de 1.879 kg/ha. No Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a colheita, com produção recorde de 6,39 milhões de toneladas de algodão em caroço. Na Bahia, os resultados foram positivos, mesmo com a irregularidade das chuvas, registrando uma produtividade de 325,45 @/ha.

    O plantio da safra de soja 2024/25 começou em Mato Grosso e Paraná. No Mato Grosso, a área plantada deve aumentar 1,47%, com previsão de alta na produtividade. Contudo, a seca e os focos de incêndio preocupam os produtores locais. No Paraná, 10% da área já foi plantada, com boas condições de umidade no solo favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

    Avanço da colheita de trigo

    A colheita do trigo 2023/24 já avançou em 25,1% do território. No Paraná, 48% da área foi colhida, mas a estiagem e as geadas tardias prejudicaram parte das lavouras. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda não começou, mas as lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos.

    Semeadura de arroz e feijão

    A safra de arroz 2024/25 teve início com 3,5% da área plantada até o final de setembro, com maiores avanços em Santa Catarina. Em resumo, no Rio Grande do Sul, a expectativa é de um aumento de 11,69% na produtividade. Já o plantio do feijão está em andamento, com 8,5% da área semeada. No Paraná, os produtores já plantaram 32% da área de feijão, beneficiados pelas chuvas da segunda quinzena de setembro.

     

     

  • Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro

    Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro

    A tecnologia dos bioinsumos pode reduzir a dependência de fertilizantes importados e promover uma produção mais sustentável no Brasil. Um estudo estratégico, lançado em Brasília pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), mostrou que essa inovação pode gerar uma economia de até US$ 5,1 bilhões anuais para o agronegócio nas culturas de arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens.

    Bioinsumos

    A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, foi o ponto de partida do Projeto Nitro+. Em resumo, o objetivo é expandir o uso de inoculantes em gramíneas, similar ao que já ocorre com as leguminosas, como a soja. Além disso, o estudo também aponta a possibilidade de reduzir até 18,5 milhões de toneladas de emissões de CO₂ equivalente, tornando o setor agropecuário mais sustentável.

    Pedro Neto, secretário de Inovação do Mapa, destacou a importância de tornar a inovação acessível a todos os agricultores. “Precisamos consolidar processos que agreguem valor ao que é produzido, independente do porte do produtor”, afirmou. Segundo ele, a parceria entre o Mapa, a ABBI, o Instituto Senai e o IICA é fundamental para aumentar a resiliência e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

    Gabriel Delgado, representante do IICA no Brasil, reforçou a relevância da cooperação entre governo, setor privado e instituições de pesquisa. “Essa união é essencial para fortalecer a agricultura brasileira em nível nacional e internacional. O tema dos bioinsumos é uma prioridade tanto para o governo quanto para o IICA”, declarou.

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    Inovação em bioinsumos

    O fortalecimento do ecossistema de inovação em bioinsumos, que envolve institutos de pesquisa, startups, universidades e governos estaduais, pode reduzir a dependência de fertilizantes importados. Portanto, isso contribui para uma agricultura mais resiliente e menos vulnerável a oscilações no mercado global.

    Durante o evento de lançamento, três painéis discutiram o panorama dos bioinsumos no Brasil. Alessandro Cruvinel, diretor de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, e Marcos Pupin, diretor de Assuntos Regulatórios da ABBI, apresentaram dados e perspectivas do setor. Em seguida, Luana Nascimento, pesquisadora do Instituto Senai, detalhou o estudo. O evento foi encerrado com a fala de Jorge Luiz Jardim Teixeira, da Finep, sobre apoio institucional a projetos de inovação em bioinsumos e bioeconomia.

    Ou seja, a ampliação do uso de bioinsumos em gramíneas representa um passo importante para o futuro da agropecuária brasileira, reduzindo custos e impactos ambientais.