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  • Nova espécie de sapo da Mata Atlântica recebe nome de Lula

    Nova espécie de sapo da Mata Atlântica recebe nome de Lula

    Cientistas brasileiros e internacionais descreveram uma nova espécie de anfíbio da Mata Atlântica e batizaram o pequeno sapo com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Brachycephalus lulai, publicado na revista científica PLOS ONE, mede menos de 18 milímetros e chama atenção por sua coloração intensa e comportamento peculiar.

    A descoberta foi liderada pelo professor Marcos Bornschein, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus do litoral paulista, em parceria com 11 pesquisadores de quatro países. O estudo levou nove anos desde a primeira identificação do animal em novembro de 2016, na Serra do Quiriri, região montanhosa no norte de Santa Catarina, divisa com o Paraná.

    Características únicas do Brachycephalus lulai

    O sapo pertence ao gênero Brachycephalus, grupo de anfíbios diurnos que vivem escondidos sob a serrapilheira da Mata Atlântica. Apesar do tamanho diminuto, essas espécies apresentam características marcantes: cores vibrantes, número reduzido de dedos e movimentos extremamente lentos.

     

    “Os Brachycephalus vivem em locais de difícil acesso e são muito mais fáceis de ouvir do que de ver. Saber como produzem seus cantos de anúncio foi essencial para o recente aumento na descrição de novas espécies”, explica Bornschein, primeiro autor do artigo científico publicado em 10 de dezembro.

    Durante décadas, pesquisadores confundiram os sons emitidos por esses anfíbios com cantos de grilos. A compreensão de sua vocalização permitiu identificar novas espécies: das 44 atualmente reconhecidas no gênero, 37 foram descritas neste século.

    Homenagem presidencial e apelo à conservação

    A escolha do nome Brachycephalus lulai vai além de uma simples homenagem. Segundo os autores, o batismo busca reconhecer a trajetória do presidente e conclamá-lo para intensificar ações de conservação da Mata Atlântica, bioma considerado um dos mais ameaçados do planeta.

    A floresta, que frequentemente fica ofuscada pelo foco internacional na Amazônia, enfrenta desafios severos de preservação. A pesquisa integra esforços de cientistas de várias instituições brasileiras que apoiam a criação de um parque nacional na Serra do Quiriri para proteger a nova espécie e outras ameaçadas da região.

    Pesquisa internacional e metodologia inovadora

    O estudo contou com participação de pesquisadores da Unesp, Universidade Federal do Paraná e universidades do Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha. A colaboração internacional permitiu uma abordagem integrada, incluindo análises de morfologia, anatomia, esqueleto, bioacústica, filogenia molecular e aspectos ecológicos.

    “Essa é a descrição mais completa de um Brachycephalus do sul do Brasil, região que abriga metade de todas as 44 espécies conhecidas do gênero”, destaca Bornschein. Análises detalhadas da coloração de exemplares vivos e preservados superaram a dificuldade histórica de diferenciar essas espécies. Além do estudo comparativo dos cantos de todas as espécies da região.

    Mudanças climáticas e distribuição das espécies

    Os pesquisadores também investigaram a história ambiental que influenciou a distribuição dos Brachycephalus na Mata Atlântica. Os resultados indicaram que essas espécies passaram a ocupar topos de montanhas à medida que o clima se tornou mais quente e úmido no passado, estabelecendo-se em florestas nebulares.

    Atualmente, esse tipo de floresta ainda avança sobre os campos de altitude devido às mudanças climáticas, fenômeno que afeta diretamente o habitat dessas espécies endêmicas.

    Status verde e futuro da conservação

    Grande parte da pesquisa foi financiada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O estudo dedicou atenção especial às questões de conservação, propondo a criação de uma unidade de conservação na Serra do Quiriri. E efetuando a avaliação do status verde de cada espécie do sul do país.

    “A análise permite diagnosticar quanto as medidas de conservação já implementadas foram eficientes. E quanto as espécies dependem de medidas adicionais de proteção”, destaca Giovanna Sandretti-Silva, coautora do artigo e pesquisadora da University of Oldenburg, na Alemanha.

    No Brasil, apenas o Laboratório de Ambientes Insularizados (LABIN) da Unesp em São Vicente aplicou até o momento o status verde, proposta de análise formulada em 2021 pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Os pesquisadores acreditam que a ferramenta ganhará ampla difusão devido aos benefícios observados nos resultados obtidos.

    A descoberta do Brachycephalus lulai reforça a importância da Mata Atlântica como centro de biodiversidade e a urgência de políticas públicas para sua preservação.

  • Saiba quais produtos ficaram isentos da tarifa de 40% dos EUA

    Saiba quais produtos ficaram isentos da tarifa de 40% dos EUA

    O presidente Donald Trump assinou hoje uma ordem executiva que elimina as tarifas de 40% aplicadas a diversos produtos brasileiros desde julho deste ano. A medida atinge principalmente itens agrícolas como café, carne bovina, frutas tropicais e castanhas. São produtos que tiveram forte impacto nos preços do mercado americano nos últimos meses.

    A decisão vem depois que os consumidores americanos sentiram no bolso o peso das tarifas. O Brasil é o maior fornecedor de café dos Estados Unidos. E com as sobretaxas acumuladas chegando a 50%, o preço do café no mercado americano subiu quase 20% em setembro comparado ao mesmo período de 2024.

    Essa alta nos preços virou dor de cabeça politica para Trump. Muitos eleitores começaram a rejeitar a medida. E especialistas apontam que a vitória de candidatos democratas nas eleições municipais em diversos estados foi um dos sinais claros da insatisfação popular com a gestão das tarifas.

    Lula conversou diretamente com Trump

    As negociações entre Brasil e Estados Unidos foram cruciais pra reverter o cenário. Segundo o comunicado oficial da Casa Branca, houve contato direto entre autoridades brasileiras e o governo americano, incluindo uma conversa entre os presidentes.

    “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa com o presidente brasileiro Lula, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, diz trecho da ordem executiva assinada por Trump.

    Medida é retroativa a novembro

    O documento tem efeito retroativo a 13 de novembro e lista uma ampla gama de produtos agrícolas beneficiados. Além de carne e café, a ordem inclui frutas e nozes, produtos de cacau, chá, especiarias, vegetais, raízes e tubérculos. A relação ainda contempla alimentos processados, bebidas, fertilizantes, minérios, combustíveis fósseis e derivados de petróleo.

    Na semana passada, o governo americano já havia removido a tarifa básica de 10% sobre importação de café, carne bovina, tomate, banana e outros produtos agrícolas que tinha sido anunciada em abril contra diversos parceiros comerciais.

    Quais produtos brasileiros ficaram mais baratos

    A lista de produtos liberados das tarifas é extensa e beneficia diversos setores da economia brasileira:

    • Carnes: todos os cortes bovinos, incluindo carne fresca, refrigerada, congelada, com osso ou desossada, além de miúdos como língua e fígado, e produtos como carne salgada e corned beef.
    • Café: desde o grão cru até o torrado, com ou sem cafeína, além de cascas, substitutos e extratos concentrados.
    • Castanhas e nozes: castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia e outras variedades, todas com e sem casca.
    • Frutas tropicais: manga, abacaxi, abacate, mamão, goiaba, banana, limão e açaí — tanto frescos quanto processados em polpas, sucos e preparações.

    Importante: alguns tipos de suco de laranja congelado e não concentrado ainda continuam pagando a tarifa adicional, segundo o documento.

    A lista também inclue especiarias como pimenta-do-reino, baunilha, canela e cravo; produtos de cacau; mandioca e seus derivados; inhame; tomate fresco; erva-mate; chás verde e preto; e itens mais específicos como palmito, cogumelos secos e bambu.

    Vitória para exportadores brasileiros

    A remoção das tarifas representa um alívio significativo para os exportadores brasileiros, que vinham enfrentando dificuldades pra competir no mercado americano com os preços inflacionados pelas sobretaxas. O setor agrícola, um dos pilares da economia brasileira, deve sentir os efeitos positivos da medida nos próximos meses.

    Agora resta saber se as negociações em andamento entre os dois países vão resultar em acordos comerciais mais amplos ou se novas tarifas podem surgir no futuro, dependendo do clima político em Washington.

    Amcham Brasil emite nota

    A Amcham Brasil avalia como muito positiva a decisão anunciada hoje pelo governo dos Estados Unidos de eliminar as sobretaxas de 40%, em vigor desde agosto, sobre um conjunto de produtos brasileiros. Incluindo itens relevantes da pauta exportadora para o mercado americano, como café, carnes bovinas, frutas e óleos essenciais.

    A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas e sinaliza um resultado concreto do diálogo em alto nível entre os dois países.

    Ao mesmo tempo, a Amcham reforça a necessidade de intensificar esse diálogo entre Brasil e Estados Unidos. Com o objetivo de estender a eliminação dessas sobretaxas aos demais produtos ainda impactados, com destaque para bens industriais. E de aprofundar a cooperação bilateral em temas de interesse mútuo.

  • Trump retira tarifas de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros

    Trump retira tarifas de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (20) ordem executiva que determina a redução das tarifas de 40% impostas sobre a importação de determinados produtos agrícolas brasileiros. Ou seja, a decisão marca uma mudança significativa na política comercial entre os dois países e resulta de negociações iniciadas em outubro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A medida anunciada pela Casa Branca reverte o Decreto Executivo 14323, que havia declarado estado de emergência nacional em relação a práticas e ações do governo brasileiro. Com a nova ordem, a sobretaxa que onerava produtos agrícolas do Brasil deixa de existir.

    De acordo com o texto oficial divulgado pela presidência americana, a ordem exigirá o reembolso dos impostos cobrados sobre importações brasileiras a partir de 13 de novembro de 2025. Ou seja, irá beneficiando empresas que pagaram a tarifa adicional no último mês.

    Trump justifica decisão após conversa com Lula

    Em declaração oficial, Trump revelou os bastidores da decisão e destacou o papel das negociações bilaterais no processo:

    “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, afirmou o presidente americano.

    Trump explicou ainda que recebeu informações e recomendações de diversos funcionários que acompanharam as circunstâncias relacionadas ao estado de emergência. “Certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14323 porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil”, declarou.

    Impacto para exportadores brasileiros

    A eliminação da tarifa de 40% representa um alívio significativo para exportadores brasileiros de produtos agrícolas. Entre os itens que devem se beneficiar da medida estão café, carne bovina, frutas tropicais, açúcar e outros commodities essenciais da pauta exportadora do Brasil para os Estados Unidos.

    O reembolso retroativo a partir de 13 de novembro também significa que empresas que pagaram a sobretaxa nas últimas semanas poderão recuperar os valores, reduzindo prejuízos e melhorando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

    Negociações Brasil-EUA continuam

    Embora a redução das tarifas represente um avanço importante, as negociações entre Brasil e Estados Unidos devem continuar. O governo brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre a decisão até o momento. Porém, mas a medida é vista como um sinal positivo para o relacionamento comercial bilateral.

    A ordem executiva assinada por Trump demonstra que o diálogo entre os dois países tem produzido resultados concretos, abrindo caminho para possíveis acordos comerciais mais amplos no futuro.

    O que muda na prática

    Antes da ordem executiva:

    • Produtos agrícolas brasileiros pagavam tarifa adicional de 40%
    • Exportadores enfrentavam dificuldades de competitividade no mercado americano
    • Estado de emergência nacional estava em vigor

    Depois da ordem executiva:

    • Tarifa de 40% foi eliminada
    • Reembolso retroativo desde 13 de novembro
    • Estado de emergência foi revogado
    • Negociações bilaterais continuam em andamento

    A decisão de Trump deve impactar positivamente a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos, fortalecendo as relações econômicas entre as duas maiores economias das Américas.

  • Governo investe R$ 260 milhões no Porto de Outeiro

    Governo investe R$ 260 milhões no Porto de Outeiro

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inauguraram neste sábado (1º) o Terminal Portuário de Outeiro, no Pará. O governo federal investiu R$ 260 milhões na requalificação da estrutura, que agora comporta navios de grande porte e receberá milhares de visitantes durante a COP30.

    O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordenou o projeto em parceria com a Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop). A Itaipu Binacional patrocinou a obra, enquanto a Companhia Docas do Pará (CDP) executou a modernização. As equipes trabalharam em três turnos de 24 horas, finalizaram o terminal antes do prazo e geraram cerca de 450 empregos, priorizando trabalhadores locais.

    O projeto começou em 17 de abril de 2024 e levou apenas seis meses para conclusão. As obras incluíram a construção de 11 dolphins, instalação de 10 pontes metálicas e ampliação do píer de 261 metros para 716 metros. A nova estrutura suporta 80 mil toneladas, o dobro da capacidade anterior.

    Porto funcionará como hotel flutuante durante conferência climática

    “Vamos mostrar para o mundo que está preocupado com a manutenção do clima que investir em bioeconomia é uma das coisas mais sagradas”, afirmou o presidente Lula. “O Pará pode ser a porta de entrada desse novo modelo de desenvolvimento. Quem imaginaria que um transatlântico, que carrega 6 mil pessoas, poderia parar aqui?”, celebrou.

    O terminal receberá dois navios como hotéis flutuantes durante a COP30. Essa estratégia adicionará 6 mil leitos à rede hoteleira de Belém e resolverá parte da demanda por hospedagem durante o evento internacional.

    Turismo marítimo e exportações no Arco Norte

    Costa Filho destacou os benefícios das melhorias no terminal. “As obras no porto de Outeiro trarão grande reforço para receber os cruzeiros que virão para a COP30. Instalaremos equipamentos como estações de raio X para controlar a entrada e saída de visitantes. Isso significa mais conforto e segurança às delegações”, explicou o ministro.

    Após a COP30, o porto integrará as rotas regulares de turismo marítimo. A expectativa é que a estrutura beneficie continuamente os setores de hotelaria, gastronomia, transporte e comércio da região Norte. O governo federal também planeja fortalecer a matriz de exportação do Pará e atrair novas rotas marítimas, consolidando o terminal como alternativa competitiva no Arco Norte.

    Aeroporto de Belém recebe R$ 450 milhões e triplica capacidade

    Mais cedo, o presidente Lula e o ministro Costa Filho visitaram o Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans) e entregaram as obras de modernização. A concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA) investiu R$ 450 milhões na ampliação, que aumentou a capacidade do terminal de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros por ano.

    O aeroporto ganhou pistas requalificadas, novo pátio de aeronaves, saguão ampliado e áreas de embarque doméstico e internacional triplicadas. A infraestrutura agora conta com portões eletrônicos com tecnologia biométrica, sala multissensorial para o público neurodivergente e opera com 100% de energia renovável.

    “As obras do Aeroporto de Belém estão oficialmente entregues à população do Pará e do Brasil. Mais de R$ 450 milhões investidos. Ganha a COP30, ganha o estado do Pará e ganha o Brasil”, declarou Costa Filho.

    As obras finalizaram com quase um ano de antecedência e geraram mais de 1.500 empregos diretos e indiretos.

  • Brasil e EUA abrem diálogo sobre tarifas do café; setor se manifesta

    Brasil e EUA abrem diálogo sobre tarifas do café; setor se manifesta

    O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) comemorou o diálogo realizado neste domingo (26), na Malásia, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A conversa marcou um passo importante para fortalecer as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

    Importância do mercado americano

    Os EUA importam 16% de todo o café exportado pelo Brasil, o que correspondeu a 8,1 milhões de sacas em 2024. O país é o principal destino do café brasileiro e um parceiro estratégico para o setor.

    Durante a missão oficial à Indonésia e à Malásia, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, participou de reuniões com a equipe do governo federal. Ele apresentou informações estratégicas e defendeu a isenção das tarifas aplicadas aos cafés brasileiros.

    Segundo o Cecafé, ambos os governos demonstraram disposição em avançar nas negociações sobre as tarifas em vigor. Essas taxas reduzem a competitividade do café brasileiro nos Estados Unidos. Como resultado, elas aumentam os preços ao consumidor norte-americano e ameaçam a participação do Brasil no maior mercado importador e consumidor de café do mundo.

    A entidade reforçou que atua tanto no Brasil quanto em Washington para fortalecer a parceria bilateral. O objetivo é garantir competitividade nas exportações, previsibilidade ao mercado global e sustentabilidade à cadeia produtiva do café.

    O Cecafé espera resultados concretos para a eliminação das tarifas sobre o produto, medida que pode reduzir a pressão inflacionária nos EUA e estimular toda a cadeia produtiva brasileira.

    Cafés Especiais

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) também celebrou o encontro entre Lula e Trump. Para a entidade, a reunião representa uma oportunidade real de resolver o impasse tarifário e abrir novas frentes de cooperação entre os dois países.

    A BSCA destacou que os Estados Unidos são o principal destino dos cafés especiais do Brasil, com 2 milhões de sacas exportadas por ano e uma receita superior a US$ 550 milhões.

    A possível retirada do tarifaço de 50% sobre os cafés brasileiros tende a normalizar o comércio internacional do produto, especialmente entre o Brasil — maior fornecedor global — e os EUA — maiores importadores e consumidores do mundo.

    Como representante oficial do setor de cafés especiais, a BSCA defende que o diálogo entre os governos preserve empregos, renda e parcerias históricas construídas entre os dois países. A entidade reforçou que a eliminação das tarifas é essencial para proteger o setor brasileiro, a indústria cafeeira e os consumidores norte-americanos.

     

  • Lula e Trump abrem diálogo sobre tarifas e sanções

    Lula e Trump abrem diálogo sobre tarifas e sanções

    Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram neste domingo (26), na Malásia, para discutir o comércio bilateral. O encontro, de cerca de 45 minutos, marcou o início das negociações sobre tarifas e sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras.

    A reunião é o primeiro contato formal entre os dois líderes desde a breve conversa na Assembleia da ONU, em setembro. A agenda ocorre após Washington impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e sanções políticas ligadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em declaração oficial, Lula afirmou que o diálogo foi “franco e construtivo”. “Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para buscar soluções para as tarifas e sanções”, disse o presidente.
    Durante um encontro com empresários na Malásia, Lula agradeceu o gesto e afirmou que os dois conseguiram “fazer uma reunião que parecia impossível”.

    Trump sinaliza possibilidade de acordo

    Antes da conversa privada, Lula e Trump falaram com jornalistas por cerca de dez minutos. O norte-americano disse ser uma honra reencontrar o líder brasileiro e demonstrou otimismo com um acordo.
    “Provavelmente faremos alguns bons acordos”, afirmou Trump.
    O republicano evitou comentar o caso Bolsonaro, mas disse “se sentir mal pelo que o ex-presidente passou”.
    Segundo um integrante da comitiva brasileira, Lula destacou que o julgamento ocorreu dentro da legalidade e considerou injustas as sanções aplicadas a autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF).
    Lula reforçou que o Brasil busca cooperação e respeito mútuo com os Estados Unidos. “Não há razão para desavenças entre os dois países”, declarou.

    Negociações devem começar de imediato

    Após o encontro, o chanceler Mauro Vieira classificou a reunião como “muito positiva”. Segundo ele, Trump prometeu instruir sua equipe a iniciar as negociações ainda neste domingo.
    “A expectativa é concluir rapidamente um acordo que trate de cada setor afetado pela tributação americana”, afirmou.
    Vieira também revelou que a meta brasileira é suspender as tarifas durante as negociações.
    Além disso, Lula e Trump concordaram em realizar visitas recíprocas.
    “O presidente Trump quer ir ao Brasil, e Lula também aceitou visitar os Estados Unidos em breve”, disse o chanceler.

    Lula propõe intermediar diálogo entre EUA e Venezuela

    Ainda segundo Vieira, Lula se ofereceu para atuar como interlocutor entre Washington e Caracas.
    “O presidente disse que a América do Sul é uma região de paz e que o Brasil pode ajudar no diálogo com a Venezuela”, explicou.
    O chanceler destacou que Lula reafirmou o compromisso histórico do país com a diplomacia e o entendimento internacional. “O Brasil estará sempre disposto a atuar como elemento de paz”, concluiu Vieira.

     

  • CNI classifica conversa entre Lula e Trump sobre tarifaço como “avanço concreto”

    CNI classifica conversa entre Lula e Trump sobre tarifaço como “avanço concreto”

    A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) classificou como “avanço concreto” a videoconferência entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta segunda-feira (6). O encontro virtual reforça o respeito mútuo entre as duas nações, segundo a entidade.

    Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou a importância das negociações para o setor industrial. “Para a indústria, é muito relevante esse avanço das tratativas. Desde o início, nós defendemos o diálogo, pautado pelo respeito e pela significância desta parceria bicentenária. Vamos acompanhar e contribuir com o que for possível”, afirmou o dirigente.

    Durante a conversa, Lula solicitou a Trump a revogação das tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. A CNI calcula que o governo americano pode isentar US$ 7,8 bilhões em exportações brasileiras caso aceite a demanda.

    Alban enfatizou que o Brasil busca recuperar espaço comercial, não obter vantagens extras. “O que está em jogo não é um ganho extra para o Brasil, mas a recuperação de espaço comercial. A possibilidade de integrar o anexo [Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners] significa devolver previsibilidade e competitividade às nossas exportações, corrigindo distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país”, declarou.

    Anexo americano prevê isenção para 1.908 produtos

    A Ordem Executiva dos EUA nº 14.346, apresentada em 5 de setembro, criou o anexo “Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners” (Potencial Ajuste Tarifário para Parceiros Aliados). O documento prevê possíveis isenções tarifárias para 1.908 produtos mediante compromissos em comércio e segurança.

    Foto: Divulgação – Ministério de Portos e Aeroportos / José Fernando Ogura / ANPr

    Segundo análise da CNI, o anexo abrange 18,4% do total que o Brasil exportou ao mercado americano em 2024. Esse percentual se somaria aos 26,2% já isentos de tarifas adicionais. Café, cacau, frutas e produtos metálicos estão entre os itens que podem receber benefícios.

    Balança comercial registra queda de 20,3% nas exportações

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou hoje os dados da balança comercial bilateral referentes a setembro. Os números mostram retração de 20,3% nas exportações brasileiras ao mercado americano, enquanto as importações de produtos dos EUA cresceram 14,3% no período.

    No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras caíram 0,6%, enquanto as importações aumentaram 11,8%. Os Estados Unidos ampliaram o superávit comercial em relação ao Brasil para US$ 5,1 bilhões.

    As sobretaxas impostas às exportações brasileiras geram distorções na corrente de comércio e provocam efeitos adversos para empresas e consumidores de ambos os países. Siderurgia, alumínio, máquinas e equipamentos, madeira, químicos e manufaturados industriais figuram entre os setores mais afetados.

    Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, considera o diálogo presidencial um passo importante para construir soluções que mitiguem esses impactos. “O comércio Brasil–EUA é sustentado por uma ampla rede de empresas, investimentos e interesses mútuos. Esperamos que o diálogo entre os presidentes abra caminho para negociações que devolvam previsibilidade e permitam preservar e expandir o comércio e os investimentos bilaterais”, afirmou.

  • Alckmin destaca avanços comerciais com os Estados Unidos

    Alckmin destaca avanços comerciais com os Estados Unidos

    O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou neste sábado (4), em Brasília, avanços nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, o governo norte-americano reduziu tarifas sobre produtos brasileiros após a conversa entre Lula e Donald Trump, realizada durante a Assembleia-Geral da ONU, no fim de setembro.

    Alckmin explicou que, depois do encontro, os EUA diminuíram tarifas de madeira serrada e macia de 50% para 10%. Produtos como armários, móveis e sofás também tiveram redução, passando de 50% para 25%.
    “Essas mudanças significam a exclusão de US$ 370 milhões em produtos brasileiros do tarifaço norte-americano”, afirmou o vice-presidente, durante visita a uma concessionária em Brasília. A redução, segundo ele, foi aplicada conforme a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA, que permite taxações iguais a todos os países. “Agora, o Brasil mantém competitividade internacional, já que as tarifas ficaram uniformes”, acrescentou.

    Alckmin avaliou que a conversa entre Lula e Trump foi “um primeiro passo importante”. Para ele, não há motivo para manter as tarifas, pois os Estados Unidos têm superávit comercial com o Brasil.
    O vice-presidente tem atuado como principal interlocutor brasileiro junto ao governo norte-americano. Nesta semana, ele manteve diálogo direto com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutcnick, para aprofundar as negociações.

    Programa Carro Sustentável impulsiona vendas

    Durante a visita, Alckmin também comemorou o aumento na venda de veículos novos desde o lançamento do programa Carro Sustentável, em julho. A iniciativa zera impostos e incentiva a compra de automóveis de entrada produzidos no Brasil, com padrões de sustentabilidade.
    De acordo com a Fenabrave, as vendas subiram 28,2% entre 11 de julho e 30 de setembro. “O carro sustentável é menos poluente, flex, fabricado no Brasil e tem 80% de reciclabilidade”, disse Alckmin.
    Ele destacou ainda o impacto social do programa. “É o carro mais acessível do mercado, com preço reduzido e tecnologia limpa”, completou.

    Novo encontro entre Lula e Trump está previsto

    Lula e Trump devem se reunir novamente nas próximas semanas, em encontro virtual ou presencial. A reunião dará continuidade às conversas iniciadas em Nova York, durante o evento das Nações Unidas.

     

  • Lula gigante “se vinga” de pescador filipino com ataque

    Lula gigante “se vinga” de pescador filipino com ataque

    Um pescador filipino vivenciou um momento inusitado que rapidamente viralizou nas redes sociais. Enquanto exibia orgulhosamente sua captura de uma lula gigante, o animal executou sua última linha de defesa: borrifou o homem com um jato de tinta escura, criando uma cena que muitos interpretaram como uma “vingança” do molusco.

    O episódio, gravado em vídeo, mostra o pescador segurando o cefalópode quando este libera sua substância defensiva, manchando completamente as roupas e o rosto do homem. A reação natural do animal gerou risadas entre quem assistia, mas também despertou interesse sobre os mecanismos de defesa das lulas.

    Como funciona o sistema de defesa das lulas

    As lulas desenvolveram um sofisticado sistema de proteção ao longo de milhões de anos de evolução. Quando detectam perigo, estes cefalópodes liberam rapidamente uma substância escura conhecida popularmente como “tinta”, embora sua composição seja bem mais complexa.

    A secreção consiste numa mistura de melanina – o mesmo pigmento responsável pela cor da pele humana – combinada com muco espesso. Esta combinação cria uma nuvem densa na água que confunde predadores e oferece à lula alguns segundos preciosos para escapar.

    “O muco ajuda a formar uma cortina opaca que permanece coesa por tempo suficiente para a lula desaparecer”, explica o comportamento defensivo que evoluiu como resposta às pressões predatórias no ambiente marinho.

    Propriedades e efeitos da secreção

    Diferentemente da tinta comum, a substância produzida pelas lulas possui características específicas que a tornam eficaz em ambiente aquático. A melanina confere a cor escura intensa, enquanto o muco garante densidade e permanência na água.

    Esta secreção natural pode manchar roupas, pele e outros materiais, especialmente quando não removida rapidamente. Embora seja solúvel em água, o contato prolongado com superfícies pode deixar marcas persistentes e mais difíceis de eliminar.

    Para limpeza eficaz, especialistas recomendam enxágue imediato com água abundante. Roupas manchadas devem ser lavadas o quanto antes, preferencialmente com detergentes enzimáticos que quebram as proteínas presentes na secreção.

    O crescente mercado mundial de lulas

    O episódio filipino ocorre em meio ao crescimento significativo da pesca comercial de lulas globalmente. Estes cefalópodes representam um dos recursos pesqueiros mais valiosos do mundo, com demanda crescente tanto para consumo direto quanto para uso como isca.

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    As Filipinas figuram entre os principais produtores mundiais de lulas, aproveitando suas águas tropicais ricas em nutrientes que sustentam populações robustas destes animais. A pesca de lulas movimenta milhões de dólares anualmente no arquipélago, fornecendo proteína essencial para mercados locais e internacionais.

    Países como Japão, China e Coreia do Sul lideram o consumo mundial, onde lulas preparadas de diversas formas integram a culinária tradicional. No Brasil, o consumo cresce gradualmente, especialmente em regiões costeiras onde frutos do mar ganham popularidade.

    Características das espécies gigantes

    As lulas gigantes despertam fascínio não apenas pelo tamanho impressionante, mas também por sua inteligência notável. Estes invertebrados marinhos possuem sistemas nervosos complexos, demonstram capacidade de aprendizado e exibem comportamentos sofisticados de caça.

    Algumas espécies podem atingir comprimentos superiores a 10 metros, incluindo os tentáculos, tornando-se verdadeiros gigantes dos oceanos. Seus olhos, entre os maiores do reino animal, permitem visão aguçada mesmo em águas profundas com pouca luminosidade.

    A pesca comercial geralmente foca em espécies menores, mais abundantes e de captura mais segura. Lulas gigantes raramente aparecem em redes comerciais, tornando encontros como o filipino eventos relativamente raros que geram grande interesse público.

    Sustentabilidade e conservação

    O crescimento da demanda por lulas levanta questões importantes sobre sustentabilidade pesqueira. Estes animais possuem ciclos de vida relativamente curtos, com muitas espécies vivendo apenas um ou dois anos, o que pode tornar suas populações vulneráveis à sobrepesca.

    Organizações pesqueiras internacionais desenvolvem regulamentações específicas para proteger estoques de lulas, estabelecendo quotas sazonais e áreas de proteção reprodutiva. A pesca sustentável garante que futuras gerações possam continuar aproveitando este recurso marinho valioso.

    Pescadores como o protagonista do vídeo filipino dependem destes recursos para subsistência, destacando a importância de equilibrar conservação ambiental com necessidades econômicas das comunidades pesqueiras.

    Curiosidades científicas

    Além do mecanismo de tinta, lulas possuem outras adaptações fascinantes. Podem alterar rapidamente a cor e textura da pele através de células especializadas chamadas cromatóforos, criando camuflagens elaboradas ou sinais de comunicação.

    Seus tentáculos contêm ventosas poderosas equipadas com estruturas semelhantes a dentes, permitindo captura eficiente de presas. Algumas espécies produzem bioluminescência, criando padrões de luz para comunicação ou confusão de predadores.

    O episódio filipino, embora divertido, ilustra perfeitamente a eficácia dos mecanismos defensivos que permitiram às lulas prosperar nos oceanos por centenas de milhões de anos, muito antes dos dinossauros dominarem a Terra.

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  • Saúde: ovos de pata podem ser opção nutritiva

    Saúde: ovos de pata podem ser opção nutritiva

    Os ovos de pata têm ganhado destaque no mercado brasileiro, especialmente por suas propriedades nutricionais superiores em comparação aos tradicionais ovos de galinha. Com um perfil nutricional rico e um custo de produção que pode ser vantajoso, esses ovos se tornam uma opção interessante para consumidores e produtores.

    E essa semana, após a fala do presidente Lula que está comendo ovo de pata e de ema, vamos falar sobre as diferenças entre os ovos de patas e de galinhas.

    Os ovos de pata são conhecidos por serem mais nutritivos do que os ovos de galinha. Um ovo de pata contém aproximadamente 9 gramas de proteína, enquanto um ovo de galinha oferece cerca de 6 gramas. Além disso, os ovos de pata possuem uma concentração 40% maior de ácidos graxos ômega-3, essenciais para a saúde cardiovascular e cerebral. Em termos de vitaminas, os ovos de pata são uma excelente fonte de vitamina B12, apresentando mais de quatro vezes a quantidade encontrada nos ovos de galinha.

    Os dados nutricionais indicam que um ovo de pata contém cerca de 377 mg de colesterol. Contra aproximadamente 186 mg em um ovo de galinha. Embora os níveis mais altos de colesterol possam ser uma preocupação para alguns consumidores, especialistas sugerem que o colesterol alimentar não tem o mesmo impacto no colesterol sanguíneo que se pensava anteriormente.

    Custo de produção

    Embora os ovos de pata ofereçam benefícios nutricionais, o custo de produção é um fator determinante para sua viabilidade no mercado. De acordo com a Embrapa, a produção de ovos envolve diversos custos fixos e variáveis, incluindo alimentação, manejo e cuidados veterinários. Os custos para a produção de ovos de galinha geralmente são mais baixos devido à escala maior da avicultura comercial.

    Os custos com ração para patos tendem a ser mais altos devido à menor escala de produção e à necessidade de dietas específicas para garantir a saúde das aves. No entanto, a durabilidade e resistência dos ovos de pata podem compensar esses custos adicionais, já que eles apresentam uma casca mais grossa e menos suscetível a quebras.

    Apesar do custo mais elevado, os ovos de pata têm conquistado espaço no mercado gourmet e entre consumidores preocupados com a saúde. O aumento da demanda por produtos naturais e nutritivos pode impulsionar as vendas desses ovos. Embora ainda representem uma fração do mercado total de ovos no Brasil, as expectativas são positivas para o crescimento do consumo.

    Vantagens do Consumo

    Além do valor nutricional elevado, os ovos de pata oferecem vantagens adicionais. Eles têm uma casca mais grossa e resistente, o que proporciona maior durabilidade e segurança durante o transporte e armazenamento. Essa característica torna os ovos menos suscetíveis a quebras e contaminações.

    Os ovos de pata também apresentam um sabor distinto e são frequentemente utilizados em pratos gourmet, aumentando sua popularidade entre chefs e amantes da culinária. Eles podem ser usados em diversas receitas, desde omeletes até sobremesas sofisticadas.

    À medida que o interesse por alimentos saudáveis e nutritivos cresce, os ovos de pata podem se tornar uma escolha cada vez mais popular nos lares brasileiros.

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