Tag: Lula

  • Lula sanciona lei que regula mercado de carbono no Brasil

    Lula sanciona lei que regula mercado de carbono no Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (11), a lei que estabelece regras para o mercado de créditos de carbono no Brasil. A sanção foi anunciada durante o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, em Brasília.

    A nova legislação cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Em resumo, a medida divide o mercado de carbono em dois segmentos: o regulado, gerido por um órgão público, e o voluntário, voltado ao setor privado. Ou seja, empresas e organizações poderão compensar emissões de gases poluentes adquirindo créditos gerados por iniciativas de preservação ambiental e recuperação de vegetação nativa.

    Portanto, o objetivo do mercado de carbono é transferir os custos das emissões poluentes para os agentes emissores, contribuindo para a contenção do aquecimento global e das mudanças climáticas.

    Assinatura no hospital

    Lula assinou a nova lei no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde está internado para tratar uma hemorragia intracraniana. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o presidente analisou previamente o texto aprovado pelo Congresso e permanece em exercício ativo.

    Além da lei do mercado de carbono, Lula também assinou um decreto sobre a governança da transformação digital no governo federal. Os dois atos foram discutidos no âmbito do Conselhão, que reúne representantes da sociedade civil para assessorar o governo em políticas públicas.

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    Apoio do Conselhão

    Durante o evento, Alexandre Padilha destacou a contribuição dos conselheiros para aprovar a regulamentação do mercado de carbono. “Eles trouxeram perspectivas importantes, especialmente do agronegócio, que facilitaram o diálogo no Congresso”, afirmou.

    Os participantes do encontro apresentaram outras propostas, incluindo um documento com 40 sugestões para reduzir o custo do crédito no Brasil. Além disso, a Câmara de Assuntos Econômicos elaborou o documento em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

    Ao mesmo tempo, o grupo de trabalho do Pacto pela Igualdade Racial lançou uma carta de compromissos aberta à adesão de empresas públicas e privadas.

    Investimentos em bioeconomia e descarbonização

    Durante a reunião, o vice-presidente Geraldo Alckmin apresentou os investimentos do programa Nova Indústria Brasil (NIB). Em geral, a Missão 5 do programa, voltada à bioeconomia, descarbonização e transição energética, contará com R$ 468,38 bilhões em recursos até 2029.

    Desse montante, R$ 88,3 bilhões serão provenientes de linhas de crédito público, dos quais R$ 74,1 bilhões já foram contratados. Além disso, o setor privado prevê investir R$ 380,1 bilhões no mesmo período.

  • Suzano inaugura fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul

    Suzano inaugura fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul

    A Suzano inaugurou a maior fábrica de celulose do mundo, na cidade de Ribas do Pardo – MS. O empreendimento representa o maior investimento da história da empresa, totaliza R$ 22,2 bilhões e é considerado um dos maiores investimentos privados do Brasil entre 2021 e 2024.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da inauguração. “Eu sempre digo que a gente só consegue colher aquilo que a gente planta. Se a gente semear bem, se a gente adubar bem, se a gente colocar água, a gente vê crescer uma floresta”, afirmou Lula.

    A nova unidade terá capacidade para produzir cerca de 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano. Ou seja, a produção total da empresa irá aumentar para 13,5 milhões de toneladas anuais, um crescimento de 20%.

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    Durante a cerimônia, o presidente ressaltou o papel fundamental dos “trabalhadores que plantam, semeiam e produzem” na Suzano para o crescimento da empresa e da economia brasileira. Ele destacou que “a massa salarial cresceu 11,9%. É o maior crescimento desde que começamos a medir”, enfatizando a importância desse progresso.

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também participou do evento e declarou que a inauguração representa “uma verdadeira revolução para a região”. Sendo assim, sugeriu até mesmo mudar o nome do estado para “estado da celulose”, ressaltando a relevância da nova fábrica.

    Maior fábrica de celulose do mundo

    Lula comentou em suas redes sociais: “Inauguramos a maior fábrica de celulose do mundo, no Mato Grosso do Sul. Quando dissemos que voltaríamos para reindustrializar o Brasil, não estávamos brincando. Estamos valorizando a geração de empregos e as empresas privadas que querem investir na cadeia produtiva”.

    A nova unidade deve gerar mais de 3 mil postos de trabalho diretos nas áreas industrial, florestal e logística. A Suzano passa a ter três fábricas em Mato Grosso do Sul, totalizando uma capacidade produtiva instalada de 5,8 milhões de toneladas anuais.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou, portanto, que “a massa salarial alcança o maior valor na história desse país. Cerca de 8 milhões de pessoas deixaram a extrema pobreza e a pobreza. Esse empreendimento contribui com isso não só na construção, mas agora com 3 mil empregos diretos e mais outros tantos indiretos”.

  • Viagem ao Chile de comitiva brasileira rende acordos comerciais

    Viagem ao Chile de comitiva brasileira rende acordos comerciais

    Durante a missão oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Chile, na segunda-feira (5), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um Memorando de Entendimento (MdE) para cooperação técnica agropecuária entre o Ministério da Agricultura (Mapa) e o Ministério da Agricultura chileno (Minagri). A assinatura do acordo faz parte de uma série de 17 acordos e tratativas que visam expandir a agenda bilateral entre os dois países.

    O objetivo principal do MdE é fomentar o desenvolvimento dos sistemas agropecuários por meio da implementação conjunta de programas, projetos e eventos em áreas de interesse comum. O Chile demonstrou interesse em iniciativas como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e o plano ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono).

    O presidente Lula enfatizou a importância da integração sul-americana, afirmando que “a relação Brasil-Chile tem que melhorar, especialmente na política e na amizade entre os povos”. Ele destacou que uma nova era se inicia nas relações entre os dois países.

    Acordos adicionais

    Além do MdE, foram assinados dois outros acordos. Um sobre certificação eletrônica de vinhos e bebidas alcoólicas e outro sobre o reconhecimento mútuo da certificação orgânica. O acordo de certificação eletrônica visa aumentar a eficiência na troca de certificados oficiais e facilitar a comercialização de vinhos chilenos no Brasil, eliminando a necessidade de documentos físicos. O aditivo sobre certificação orgânica busca facilitar o comércio entre os dois países, reconhecendo semelhanças normativas na produção orgânica.

    Ministro Fávaro destaca relação comercial Brasil-Chile em fórum empresarial

    Carlos Fávaro também participou do Fórum Empresarial Chile-Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Santiago. Durante o evento, ele destacou as oportunidades de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. E também mencionou que, nos 19 meses de governo, o Brasil alcançou recordes nas aberturas de mercados.

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    O ministro anunciou a abertura do mercado chileno para a importação de melão pele de sapo. Além disso,  ressaltou a importância da relação comercial entre os dois países. O Brasil exportou cerca de US$ 1,5 bilhões para o Chile e o Chile, US$ 1,4 bilhões para o Brasil.

    Fávaro também comentou sobre a importação de salmão e pescados, enfatizando como uma boa relação diplomática pode gerar oportunidades recíprocas. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o secretário executivo do Ministério Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Rosa, também destacaram a parceria entre Brasil e Chile em biocombustíveis e a contínua política de integração entre os países da América do Sul.

    O Fórum Empresarial contou com a presença de autoridades e cerca de 500 empresários brasileiros e chilenos. Ele  visa fortalecer as relações comerciais entre as duas nações.

  • Governo Federal sanciona política nacional de manejo integrado do fogo

    Governo Federal sanciona política nacional de manejo integrado do fogo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (31), a lei que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. A cerimônia ocorreu em Corumbá (MS), após Lula sobrevoar áreas atingidas por incêndios na região, acompanhado pelos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Marina Silva (Meio Ambiente).

    A nova política estabelece uma abordagem planejada e coordenada para o uso controlado e consciente do fogo. E visa prevenir e combater incêndios florestais, conservar ecossistemas e respeitar práticas tradicionais. Ela permite o uso do fogo em atividades agropecuárias, pesquisa científica, prevenção e combate a incêndios, agricultura de subsistência de comunidades tradicionais, sempre com autorização dos órgãos competentes.

    Combate aos incêndios no Pantanal

    Segundo Marina Silva, a situação crítica no Pantanal é resultado da combinação entre mudanças climáticas, desmatamento e incêndios. Fávaro destacou que, neste ano, a região sofrerá fortes consequências da seca, com alto risco de incêndios e escassez de água.

    Atualmente, há 890 profissionais do governo federal em campo, entre integrantes das Forças Armadas, Ibama, ICMBio, Força Nacional e Polícia Federal. Eles contam com 15 aeronaves e 33 embarcações para combater os 82 focos de incêndio registrados até 28 de julho. Desses, 45 já foram extintos e 37 estão ativos, sendo 20 controlados.

    A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo tem como principais objetivos a prevenção e redução de incêndios florestais, a promoção do uso controlado do fogo, a capacitação para enfrentamento dos incêndios, a conservação e recuperação da vegetação nativa e a responsabilização pelo uso não autorizado do fogo.

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    A governança será realizada pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, com participação de representantes de diversos setores. Isso para garantir a coordenação entre instituições públicas, privadas e a sociedade civil.

    Importância da sanção

    Para Lula, a sanção da política será um marco no combate a incêndios no país, reconhecendo o trabalho dos brigadistas e respeitando os saberes tradicionais. Ele destacou que o Brasil sediará a COP 30 em 2024, na cidade de Belém, o que torna a iniciativa ainda mais relevante para o país.

    A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo será implementada em cooperação entre União, estados, municípios, sociedade civil e entidades privadas. E visa prevenir e reduzir os impactos dos incêndios florestais e promover o uso controlado e sustentável do fogo no país.

  • Governo Federal aumenta número de adidos agrícolas pelo mundo

    Governo Federal aumenta número de adidos agrícolas pelo mundo

    O Brasil contará com 11 novos adidos agrícolas em suas representações diplomáticas no exterior, aumentando o total de 29 para 40 postos. A ampliação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma cerimônia em Várzea Grande, Mato Grosso, nesta quarta-feira (31). Este é o maior aumento no número de adidos agrícolas desde a criação da função em 2008.

    “Agora, teremos adidos do Ministério da Agricultura nas embaixadas brasileiras para ajudar a vender os produtos que produzimos. Isso é uma iniciativa do Fávaro, que está sempre pensando em abrir novos mercados para nossos produtos”, destacou o presidente Lula. Ele enfatizou que o crescimento do Brasil gera empregos e melhora a qualidade de vida da população.

    Novos Postos e Localizações

    Dos 11 novos adidos, cinco serão alocados na Ásia, três na África, dois na América do Sul e um na Europa. Os locais específicos para a instalação das novas adidâncias agrícolas serão definidos posteriormente por meio de uma portaria interministerial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou que, desde o início da gestão de Lula, o Brasil tem batido recordes de aberturas de mercado, com 166 novas oportunidades em 55 destinos. “Isso tem sido possível, em grande parte, graças ao trabalho dos nossos adidos agrícolas, que são responsáveis por quase 70% dessas aberturas”, afirmou.

    Função dos Adidos Agrícolas

    Os adidos agrícolas atuam como assessores nas representações diplomáticas brasileiras, focando na identificação de oportunidades de comércio, investimentos e cooperação para o agronegócio. Eles mantêm interlocução com representantes do setor público e privado, além de formadores de opinião na sociedade civil e na academia.

    Atualmente, o Brasil possui adidos agrícolas em locais estratégicos, como África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, China, Estados Unidos e Japão, entre outros. A presença desses profissionais é fundamental para a geração de divisas e empregos, especialmente por meio da abertura de novos mercados.

    Com a ampliação do número de adidos agrícolas, o Governo Federal busca fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional, promovendo a exportação de produtos agrícolas e ampliando as oportunidades para o setor. Essa estratégia é essencial para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro em um cenário global cada vez mais desafiador.

  • Lula faz pronunciamento em Rede Nacional    

    Lula faz pronunciamento em Rede Nacional    

    Em pronunciamento exibido em Rede Nacional de radio e televisão na noite deste domingo, o presidente Lula fez um balanço do seu governo, que completa um ano e meio.

    Entre os trechos destacados, falou sobre o maior Plano Safra da história. Além disso, lembrou sobre seu compromisso com a responsabilidade fiscal, e dos investimentos em todos os setores que seu governo tem realizado.

    Falou também sobre o Brasil sediar este ano a cúpula do G20 e no ano que vem a cúpula dos BRICs.

    “Não abrirei mão da responsabilidade fiscal. Entre as muitas lições de vida que recebi de minha mãe, dona Lindu, aprendi a não gastar mais do que ganho. É essa responsabilidade que está nos permitindo ajudar a população do Rio Grande do Sul com recursos federais. Aprovamos uma reforma tributária que vai descomplicar a economia e reduzir o preço dos alimentos e produtos essenciais. Inclusive a carne”, disse Lula em um trecho.

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    Ele também falou sobre apresentar uma proposta global de taxar os super ricos, e apresentar uma proposta de combater a fome de forma global, fome que atinge segundo o pronunciamento mais de setecentos milhões de pessoas no mundo.

    Esse foi o quarto pronunciamento do presidente Lula neste seu terceiro mandato.

    Outros trechos

    “Toda mãe e todo pai sabem a dificuldade que é cuidar de uma família. Garantir que os filhos tenham uma boa alimentação, saúde, educação, segurança e um futuro melhor. Para mim, governar é cuidar de milhões de famílias e é o que venho fazendo desde o início do meu governo. Hoje o que falta ao mundo é paz, solidariedade e humanismo. E estamos prontos para dar o exemplo de que aqui, no Brasil, a inclusão social, a fraternidade, o respeito e o amor são capazes de vencer o ódio.”

    “Antes mesmo de começarmos a governar, ainda em 2022, tivemos que buscar recursos para cobrir o rombo bilionário deixado pelo governo anterior. Apostavam que o crescimento do PIB não passaria de 0,8%, mas crescemos quase 3% no ano passado, e vamos continuar crescendo. O salário-mínimo voltou a ter aumento acima da inflação. Aprovamos a igualdade salarial entre homens e mulheres. A inflação está sob controle, e caindo. Mais de 2,7 milhões empregos foram criados e a taxa de desemprego é a menor em 10 anos. Isentamos do imposto de renda quem ganha até dois salários mínimos. 24 milhões de pessoas ficaram livres do pesadelo da fome.”

    “Programas importantes para o povo, como a Farmácia Popular e o Minha Casa Minha Vida, foram abandonados. Cortaram os recursos da educação, do SUS e do meio ambiente. Espalharam armas ao invés de empregos. Trouxeram a fome de volta. O Brasil era um país em ruínas. Diziam defender a família mas deixaram milhões de famílias endividadas, empobrecidas e desprotegidas.”

    https://www.youtube.com/watch?v=xqScDhRitQg

  • Indústria de alimentos anuncia R$ 120 bilhões em investimentos até 2026

    Indústria de alimentos anuncia R$ 120 bilhões em investimentos até 2026

    Em reunião no Palácio do Planalto, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) confirmou um investimento de R$ 120 bilhões até 2026. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a importância do setor, que gera 2 milhões de empregos diretos e 8 milhões indiretos, além de ser um líder global em exportações de alimentos industrializados.

    “O setor é campeão de investimentos e exportações”, afirmou Alckmin. O presidente Lula também expressou otimismo: “Eu duvido que tenha um brasileiro mais otimista do que eu em relação ao Brasil”.

    Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, ressaltou a intenção do governo de facilitar o crescimento econômico: “Nós queremos ser facilitadores para que vocês possam atuar e fazer este país crescer”. Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário, comentou: “Os dados de investimentos dão clareza que o Brasil é o lugar no mundo do crescimento sustentável”.

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    João Dornellas, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, destacou a capacidade de exportação do setor: “Além de abastecer a mesa do brasileiro, exportamos 26% do que produzimos para 190 países”. Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reforçou a segurança do investimento no setor.

    Participaram da reunião outros ministros, representantes do BNDES, e empresários de grandes empresas como Nestlé, Mondelez, Unilever, Cargill, e Coca-Cola. A ABIA, junto com esses líderes, pretende continuar impulsionando a economia brasileira através do setor alimentício.

  • Mercosul e Emirados Árabes começam negociações de livre comércio

    Mercosul e Emirados Árabes começam negociações de livre comércio

    Representantes do Mercosul e dos Emirados Árabes Unidos começaram as negociações para um acordo de livre comércio entre as regiões. As partes se reuniram no início do mês antes da abertura da Cúpula do Mercosul, em Assunção, Paraguai.

    Durante a reunião, os países acordaram termos de referência para a negociação e realizaram a primeira rodada de discussões. O objetivo é estabelecer um novo acordo de livre comércio. Esses termos de referência definem as bases para as discussões, abrangendo temas como bens, serviços, regras de origem, barreiras técnicas, medidas fitossanitárias e sanitárias, além de propriedade intelectual.

    Negociações de livre comércio

    As negociações buscam eliminar ou reduzir tarifas alfandegárias e outras barreiras comerciais. Além disso, visam facilitar o fluxo de investimentos e serviços entre as partes.

    Em 2023, os Emirados Árabes Unidos foram o 28º maior destino de produtos brasileiros. No primeiro semestre de 2024, avançaram para a 13ª posição. De janeiro a junho, as exportações brasileiras para o país árabe subiram 74% em comparação com o mesmo período de 2023.

    As negociações entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos reforçam a política do governo de expandir a rede de acordos comerciais do bloco sul-americano. Isso cria mais oportunidades para empresas exportadoras brasileiras. Uma consulta pública realizada pela Secex em 2023 mapeou interesses e preocupações das empresas brasileiras em relação aos Emirados Árabes, servindo de referência para a atuação do MDIC nessa negociação.

    Lula e Luis Arce discutem cooperação bilateral

    Foto: Divulgação – Agência Gov / Via Planalto

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Bolívia, Luis Arce, se reuniram nesta terça-feira (9/7) em Santa Cruz de la Sierra. Eles tiveram uma reunião bilateral seguida de um encontro ampliado com autoridades dos dois países. Foram discutidos avanços em temas estratégicos como agricultura, energia e infraestrutura, além de ações conjuntas para proteção do meio ambiente e transição energética.

    Lítio e fertilizantes

    Lula destacou a cooperação entre Brasil e Bolívia na política industrial para exploração e manufatura do lítio. Ele ressaltou a importância do desenvolvimento conjunto dos dois países, com ênfase na produção de fertilizantes.

    O presidente expressou satisfação pela adesão plena da Bolívia ao Mercosul. Ele afirmou que é importante que o povo boliviano entenda a importância estratégica da entrada do país no bloco.

    Lula frisou a colaboração entre Brasil e Bolívia nas iniciativas voltadas à transição energética. Ele também destacou o potencial para a produção de gás natural, energia eólica e etanol. Lula enfatizou ainda a necessidade de os países atuarem em estreita colaboração nas fronteiras, elogiando a participação da Polícia Federal brasileira no combate ao crime organizado.

  • Produção de cacau sustentável no Brasil

    Produção de cacau sustentável no Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.877, de 2024, que cria os selos verdes “Cacau Cabruca” e “Cacau Amazônia”. Essa medida visa atestar a sustentabilidade e o interesse social e ambiental da cacauicultura brasileira. A norma busca valorizar o cultivo sustentável de cacau, contribuindo para a preservação ambiental e impulsionando a produção nacional.

    O Brasil cultiva diversas variedades de cacau, entre as principais estão:

    • Cacau Forasteiro: Comum na Amazônia, é resistente e tem produtividade elevada.
    • Cacau Crioulo: Conhecido pela alta qualidade, é mais suscetível a doenças.
    • Cacau Trinitário: Híbrido do Forasteiro e Crioulo, combina produtividade e qualidade.
    Cacau
    Selo verde promove sustentabilidade

    A cacauicultura é crucial para a economia brasileira, especialmente nos estados da Bahia e Pará. A Bahia, principal produtor, responde por cerca de 70% da produção nacional. O Pará tem se destacado pela expansão de suas lavouras, contribuindo significativamente para o crescimento do setor.

    Selos Verdes e Sustentabilidade

    A nova legislação promove o cultivo sustentável de cacau, incentivando práticas agroflorestais que preservam a biodiversidade. O selo “Cacau Cabruca” certifica o cacau cultivado na Mata Atlântica sob sombra de árvores nativas, enquanto o “Cacau Amazônia” certifica o cultivo em sistemas agroflorestais na Amazônia. Esses selos visam agregar valor ao produto brasileiro, aumentando sua competitividade no mercado internacional.

    Preço do Cacau e do Chocolate no Mundo

    O preço do cacau tem grande influência no mercado global de chocolate. Em anos recentes, fatores como mudanças climáticas, doenças e também flutuações econômicas têm impactado os preços. Portanto, a valorização de cacau certificado e sustentável pode beneficiar produtores brasileiros, melhorando suas margens de lucro e oferecendo um produto diferenciado aos consumidores.

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    Desafios e Oportunidades

    Produtores que aderirem aos critérios de sustentabilidade dos novos selos verdes poderão usar a certificação para promover seus produtos. No entanto, devem arcar com as despesas das análises e vistorias necessárias. Os selos têm validade de dois anos, podendo ser renovados, desde que os produtores mantenham práticas sustentáveis.

    Além disso, a iniciativa representa um passo importante para a cacauicultura brasileira, incentivando a adoção de práticas agrícolas que preservam o meio ambiente e contribuem para a sustentabilidade econômica e social do setor.

  • Agro em Campo – ao vivo: Lula anuncia Plano Safra 2024/25

    Agro em Campo – ao vivo: Lula anuncia Plano Safra 2024/25

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança, em instantes, o Plano Safra da agricultura empresarial para o ciclo de produção de 2024 e 2025.  O objetivo é impulsionar o setor agropecuário brasileiro. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oferece linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para médios e grandes produtores.

    Nesta edição, são R$ 400,59 bilhões destinados para financiamentos, um aumento de 10% em relação à safra anterior.  Além disso, os produtores rurais poderão contar com mais R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR) — complementares aos incentivos do novo Plano Safra. No total, são R$ 508,59 bilhões para o desenvolvimento do agro nacional.

    O Agro em Campo acompanha a transmissão na íntegra do evento.

    https://www.youtube.com/watch?v=yQ04rWvE-Pg

    Evento pela manhã (03/06)

    Lula chamou o novo Plano de “exuberante” e afirmou que o governo não “joga dinheiro fora”, em evento hoje (03/07) pela manhã. Ele anunciou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025, oferecendo R$ 76 bilhões em crédito pelo Pronaf.

    Esse valor é 6,2% superior ao da safra passada, sendo o maior da série histórica. Ou seja, somando todas as políticas de apoio, o governo oferecerá R$ 85,7 bilhões aos pequenos produtores, comparado a R$ 77,7 bilhões da temporada passada. Ainda assim, Lula disse que “o Plano Safra atende a um apelo antigo, garantindo mais segurança alimentar, mesmo com mudanças climáticas”.

    Por fim, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que é o “maior” e “melhor” Plano Safra. Paulo Teixeira destacou incentivos para agroecologia e produção de arroz em todo o país.