Tag: IBGE

  • Colheita de pimenta ganha mecanização inédita no Brasil

    Colheita de pimenta ganha mecanização inédita no Brasil

    A MIAC, empresa da Indústrias Colombo, lançou a BP Master, implemento agrícola que mecaniza a colheita da pimenta-do-reino. A novidade chega ao mercado em meio à expansão da cultura no Brasil, impulsionada pela valorização internacional e pela busca por maior eficiência produtiva. Além disso, o equipamento foi desenvolvido ao longo de três anos, com base em testes em campo e na demanda direta dos produtores.

    Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição global na produção de pimenta-do-reino, com cerca de 125 mil toneladas anuais, segundo o IBGE. Nos últimos anos, o valor da produção superou R$ 3,6 bilhões. Esse crescimento ocorreu principalmente devido à valorização do produto no mercado externo. Como resultado, a cultura ganhou relevância estratégica dentro das propriedades rurais.

    A produção se concentra, sobretudo, no Espírito Santo e no Pará, que juntos respondem por mais de 90% da safra nacional. Além desses estados, a Bahia também apresenta áreas relevantes. Grande parte do volume segue para exportação, principalmente para mercados da Ásia e da Europa. Dessa forma, a pimenta-do-reino se consolida como alternativa de diversificação, especialmente em regiões cafeeiras.

    “Com mais de 50 anos de atuação, a MIAC desenvolve tecnologias voltadas às culturas que exigem atenção às particularidades de cultivo e colheita. Por isso, estruturamos a BP Master a partir da realidade do produtor, com o objetivo de tornar a colheita mais eficiente e produtiva, preservando a qualidade dos grãos”, afirma Joel Backes, diretor Comercial da MIAC – Indústrias Colombo.

    Escassez de mão de obra acelera mecanização

    Apesar da relevância econômica, muitos produtores ainda realizam a colheita de forma manual. Nesse cenário, a atividade exige grande volume de trabalhadores. Ao mesmo tempo, a escassez de mão de obra no campo eleva os custos operacionais e dificulta a expansão da cultura.

    Equipamento para a colheita da pimenta-do-reino é inédito no mundo – Foto: Divulgação

    Diante desse desafio, a MIAC desenvolveu a BP Master com foco na mecanização do processo. Durante o desenvolvimento, a empresa realizou testes operacionais e promoveu ajustes técnicos diretamente com produtores. Assim, o equipamento passou a atender diferentes realidades produtivas com maior precisão.

    “O lançamento amplia nossa atuação em culturas com alto potencial de crescimento. Além disso, responde à demanda por tecnologias que aumentem a eficiência e garantam qualidade ao produto colhido”, complementa Backes.

    Tecnologia embarcada otimiza operação

    A BP Master opera acoplada ao trator e utiliza a tomada de potência (TdP) para acionamento. Para funcionar, o operador utiliza duas válvulas de controle remoto, responsáveis pelo acionamento do motor e dos cilindros hidráulicos.

    Segundo Hugo Matsuo, diretor de Inovação da Indústrias Colombo, o equipamento reúne soluções técnicas voltadas ao desempenho no campo. “O sistema inclui alimentação contínua por rolo e lona, além de mecanismo de trilha com rotor. Também conta com peneira de limpeza e elevador de canecas plásticas, o que garante separação eficiente e preservação dos frutos”, explica.

    Além disso, o implemento atende tanto pequenas áreas quanto operações de maior escala. Dessa maneira, o produtor reduz custos e otimiza o trabalho no campo. Ao mesmo tempo, a estrutura robusta facilita a operação e contribui para maior durabilidade do equipamento.

    Outro ponto relevante envolve a manutenção. O modelo apresenta componentes de fácil acesso, o que agiliza reparos e limpeza. Além disso, o sistema inclui um pulmão de ensaque, que organiza o fluxo de descarga durante a operação.

    Com cerca de 3,2 metros de altura, 3,8 metros de comprimento e 3,5 metros de largura, a BP Master já está disponível para comercialização no Brasil e no exterior. Assim, a expectativa é de que a tecnologia fortaleça a competitividade da pimenta-do-reino brasileira, ao mesmo tempo em que eleva os padrões de eficiência e qualidade no campo.

  • IBGE lança mapa com Brasil no centro e territórios invertidos

    IBGE lança mapa com Brasil no centro e territórios invertidos

    O IBGE acaba de lançar um novo mapa‑múndi que coloca o Brasil bem no centro e inverte a posição dos territórios, deixando o hemisfério Sul na parte de cima. O material recebeu o título “Riqueza de Espécies 2025” e trata da biodiversidade global. A presidência do órgão está sob o comando do economista Marcio Pochmann, indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .

    A nova projeção cartográfica mostra o Brasil virado para cima, com o Sul no topo e o Norte na parte de baixo da imagem. Segundo o instituto, o mapa muda a perspectiva que tradicionalmente privilegia a América do Norte na parte superior.

    O material é vendido em versões física e digital, com preços entre cerca de R$ 25 e R$ 90, e já está sendo divulgado como recurso didático e de comunicação institucional. A intenção é que escolas, governos e meios de comunicação usem a imagem para discutir geopolítica, ciência do clima e a posição do Brasil em organismos internacionais.

    Por que o Brasil no centro?

    A escolha de colocar o Brasil no centro busca reforçar a liderança do país em fóruns como BRICS, Mercosul e na COP 30 sobre clima. O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que o mapa quer “ressaltar a posição atual de liderança do Brasil em importantes fóruns internacionais”, destacando também países de língua portuguesa e a área da Amazônia.  “Estamos falando de um planeta que não é plano e, portanto, permite variações do ponto de vista do olhar”, afirmou ele. “Inovamos e fortalecemos o espírito público de refletir as transformações que estão em curso no mundo e o papel protagonista que o Brasil tem e pode ter ainda mais”.

    Além disso, o recorte do mapa dá mais destaque às regiões tropicais e de alta biodiversidade, reforçando a importância ambiental do país para o resto do planeta. Em termos práticos, isso significa que territórios que costumam aparecer pequenos e periféricos em mapas tradicionais passam a ocupar um espaço visual muito maior.

    Representação política

    O mapa invertido é um lembrete de que qualquer representação do mundo é uma escolha política e cultural, não apenas técnica. A configuração clássica, com o “Norte” em cima, naturaliza uma hierarquia de poder que o novo material do IBGE tenta questionar visualmente.

  • Seu bolso sentiu? Veja os alimentos que mais subiram e os que caíram em março

    Seu bolso sentiu? Veja os alimentos que mais subiram e os que caíram em março

    Mesmo com a desaceleração da inflação em março, o brasileiro continuou sentindo o peso dos alimentos no bolso. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o índice oficial perdeu força, mas ainda registrou alta de 0,44% no período.

    No entanto, os alimentos e bebidas lideraram a pressão inflacionária. O grupo subiu cerca de 0,88%, com impacto relevante no índice geral.

    Além disso, a alimentação dentro de casa apresentou aumento ainda mais expressivo, o que afeta diretamente o consumo das famílias.

    O que ficou mais caro em março

    Entre os principais vilões do mês, alguns itens chamaram atenção pelo avanço significativo dos preços.

    Produtos básicos como feijão, ovos e leite registraram alta consistente. O feijão-carioca, por exemplo, subiu quase 20%, enquanto os ovos avançaram mais de 7%.

    Além disso, carnes também ficaram mais caras, refletindo custos de produção e dinâmica de oferta no mercado.

    Outro destaque foi o açaí, que disparou quase 30%, evidenciando como fatores sazonais e logísticos podem impactar rapidamente os preços.

    O que ficou mais barato no mês

    Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter uma alta ainda maior da inflação.

    Os combustíveis registraram leve queda, com recuo em produtos como gasolina e etanol.

    Esse movimento ajudou a equilibrar parcialmente o índice geral, já que o transporte costuma ter peso importante no orçamento das famílias. Ainda assim, o alívio foi limitado frente ao avanço dos alimentos.

    Por que os preços continuam subindo?

    Diversos fatores explicam a pressão sobre os alimentos. Primeiramente, questões climáticas impactam diretamente a produção agrícola, reduzindo a oferta e elevando os preços.

    Além disso, o cenário internacional também influencia. Tensões geopolíticas e oscilações no mercado global afetam custos de insumos, transporte e energia.

    Outro ponto importante é o comportamento da demanda. Mesmo com inflação mais controlada, o consumo de itens essenciais mantém os preços elevados.

    Inflação desacelera, mas não alivia totalmente

    Embora o índice geral tenha desacelerado em relação a fevereiro, quando ficou em 0,84%, o impacto no dia a dia do consumidor ainda é significativo.

    No acumulado de 12 meses, a inflação permanece em torno de 3,9%, dentro da meta oficial.

    Ainda assim, como os alimentos têm peso relevante no orçamento das famílias, qualquer alta nesse grupo gera sensação de perda de poder de compra.

    Tendência para os próximos meses

    A expectativa do mercado é de continuidade da volatilidade nos preços dos alimentos. Por um lado, a melhora na oferta agrícola pode ajudar a estabilizar alguns itens. Por outro, fatores climáticos e externos seguem no radar e podem provocar novas oscilações.

    Dessa forma, o comportamento da inflação nos próximos meses dependerá, principalmente, da evolução do setor agrícola e do cenário internacional.

  • Pitaya avança na Amazônia: cooperativa em Manaus já colhe fruta-do-dragão quase o ano todo

    Pitaya avança na Amazônia: cooperativa em Manaus já colhe fruta-do-dragão quase o ano todo

    A pitaya avança pelo Brasil, e a Amazônia começa a figurar nesse mapa. Conhecida como fruta-do-dragão, a espécie originária das Américas domina prateleiras do Sudeste Asiático, mas nos últimos anos ganhou força na fruticultura brasileira, impulsionada por uma demanda interna crescente e pelo potencial de exportação.

    Os números confirmam a expansão. Dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e do IBGE mostram que a produção nacional saltou de 1,5 mil tonelada em 2017 para mais de 6 mil toneladas em 2023. Duas forças explicam esse crescimento: as propriedades nutricionais da fruta e a remuneração atraente para quem produz.

    O cultivo ainda se concentra no Sudeste e no Sul, que respondem por 80% do total. Mas o Norte ganha terreno. O Pará já detém cerca de 10% da produção nacional, e o Amazonas estrutura projetos de fomento em diferentes municípios.

    Em Manaus, a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semac) distribuiu cerca de 30 mil mudas. Uma das beneficiadas foi a Copasa-Agro, cooperativa de agricultores familiares instalada no assentamento Terumã-Mirim, às margens da rodovia AM-010.

    “O clima quente favorece a colheita durante quase o ano todo”

    O cooperado Daniel Mendonça Sampaio plantou 2 mil pés de pitaya em meio hectare. Numa área total de três hectares, ele também cultiva pimenta, quiabo e pepino. Toda a família trabalha na terra. “O clima quente favorece a colheita durante quase o ano todo, mas o principal período vai de janeiro até maio”, explica Daniel.

    A pitaya pertence à família Cactaceae e cresce em cactos trepadores, adaptados a climas quentes e de boa luminosidade. Para a Semac, o Amazonas reúne condições ideais: calor intenso, luz abundante e regime regular de chuvas.

    Daniel produz cerca de 2 toneladas por ano só de pitaya. Parte vai para a prefeitura de Manaus, que usa a fruta na merenda escolar. O restante circula em feiras e mercados. O preço ao consumidor final oscila entre R$ 7 e R$ 15, conforme a época do ano.

    Doença ameaça lavouras

    A expansão na Região Norte enfrenta um obstáculo agronômico sério: o cancro da pitaya, doença que pode destruir toda a produção se o produtor não agir rápido. “Se não cuidar, é perda de 100%. Estamos controlando com produtos químicos e biológicos”, diz Daniel.

    A pitaya é rica em fibras, vitamina C, ferro, magnésio, compostos antioxidantes e polifenóis, nutrientes associados à proteção celular e ao baixo teor calórico.

    No mercado global, o Brasil ainda opera em escala modesta. O Vietnã produz mais de 600 mil toneladas por ano; a China, 36 mil; Taiwan, 27 mil. Os brasileiros colhem 6 mil toneladas. Mesmo assim, as exportações avançam: segundo dados do Comex Stat compilados pela Abrafrutas, o valor exportado cresceu de US$ 149,9 mil em 2020 para US$ 1,7 milhão em 2022. União Europeia, Canadá e Reino Unido lideram os destinos.

  • Produção de tomate bate recorde no Brasil

    Produção de tomate bate recorde no Brasil

    A produção brasileira de tomate fechou 2025 com recorde histórico: 4,7 milhões de toneladas colhidas, segundo o IBGE. O número supera o pico anterior de 4,4 milhões de toneladas registrado em 2011 e confirma o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

    Em três anos, o setor avançou 27%. No ano de 2022, o país produzia 3,7 milhões de toneladas em 52,3 mil hectares. Em 2025, a área plantada chegou a 63,3 mil hectares. Uma alta de 21%, e a produtividade subiu de 71 para 74 quilos por hectare.

    Clima úmido ameaça a safra de 2026

    O início de 2026, no entanto, acende um alerta para os produtores. As altas temperaturas e o clima mais úmido aumentaram a incidência de doenças fúngicas e bacterianas nas lavouras. O resultado são frutos manchados, maior volume de descartes e menos produto de qualidade no mercado.

    “O manejo fitossanitário precisa ser ainda mais criterioso e preventivo. O monitoramento constante da lavoura, a adoção de programas de proteção integrados, a rotação de ativos e o uso correto de defensivos registrados para a cultura são medidas que contribuem para reduzir perdas e preservar a sanidade das plantas”, afirma Hugo Centurion, head da Ascenza Brasil.

    Centurion também destaca que o manejo adequado de irrigação, a ventilação do dossel e o respeito ao intervalo de aplicação aumentam a eficiência do controle e garantem frutos de melhor qualidade mesmo diante de condições climáticas adversas. O uso de enxertos e variedades mais resistentes também ajuda a sustentar a produtividade.

    Preços sobem e devem acumular alta de 7% no ano

    Os efeitos da oferta limitada já aparecem nas prateleiras. No início de fevereiro, segundo o Cepea, os preços do tomate longa vida se mantiveram estáveis nos atacados de São Paulo e Belo Horizonte, mas dispararam 34% no Rio de Janeiro e 11% em Campinas. No Rio, a caixa chegou a R$ 134,12 — valor bem acima dos R$ 109,75 registrados em Campinas em fevereiro de 2024, o maior patamar do período anterior.

    Com oferta restrita e custos de produção elevados, a FGV Ibre projeta alta acumulada de cerca de 7% para o tomate ao longo de 2026.

    Goiás, São Paulo e Minas Gerais lideram a produção nacional

    No Brasil, Goiás, São Paulo e Minas Gerais concentram a maior parte da produção nacional. O Paraná ocupa a quarta posição no ranking. A produção divide em dois segmentos principais: o tomate de mesa, voltado ao consumo in natura, que representa em média 60% do total, e o tomate industrial, destinado à fabricação de molhos e derivados.

    No cenário internacional, China, Índia e países da União Europeia lideram a produção mundial. O mercado global do tomate movimentou US$ 217,03 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 273,84 bilhões em 2030, com crescimento anual composto (CAGR) de 4,76% no período, segundo a Mordor Intelligence.

  • IBGE prevê safra recorde em 2025 e queda em 2026

    IBGE prevê safra recorde em 2025 e queda em 2026

    O IBGE estima produção de 346,1 milhões de toneladas de grãos em 2025. O volume representa alta de 18,2% frente a 2024. Em relação a novembro, a projeção avançou 0,1%. Em geral, a área colhida deve alcançar 81,6 milhões de hectares. Ou seja, O número indica crescimento de 3,2% sobre o ano anterior. Na comparação mensal, houve aumento de 0,1%.

    Soja, milho e arroz concentram produção

    Soja, milho e arroz respondem por 92,7% da produção estimada. Essas culturas ocupam 87,9% da área a ser colhida. A soja deve atingir 166,1 milhões de toneladas. O volume estabelece novo recorde histórico.

    O milho também alcança marca recorde, com 141,7 milhões de toneladas. A primeira safra soma 25,7 milhões de toneladas. A segunda safra totaliza 116,0 milhões de toneladas.

    O algodão em caroço chega a 9,9 milhões de toneladas. O resultado também é o maior da série histórica.

    Produção cresce para a maioria das culturas

    O arroz em casca deve alcançar 12,7 milhões de toneladas. Já o trigo soma 7,8 milhões de toneladas. O sorgo atinge 5,4 milhões de toneladas. Frente a 2024, o sorgo cresce 35,5%. O milho avança 23,6% e a soja sobe 14,6%.
    O feijão apresenta queda de 2,7% na produção.

    Centro-Oeste lidera a safra de 2025

    O Centro-Oeste lidera a produção nacional, com 178,7 milhões de toneladas. A região responde por 51,6% do total. O Sul aparece em seguida, com 86,3 milhões de toneladas. O Sudeste produz 31,1 milhões de toneladas.
    O Nordeste soma 27,7 milhões de toneladas. O Norte alcança 22,3 milhões de toneladas. Todas as regiões registram crescimento anual.

    Estados com maior participação

    O Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos. O estado responde por 32,0% do total.
    Na sequência aparecem Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. Juntos, seis estados concentram 79,7% da produção brasileira.

    Safra de 2026 deve recuar após recorde

    Para 2026, o IBGE projeta produção de 339,8 milhões de toneladas. O volume representa queda de 1,8% frente a 2025. Apesar do recuo anual, a estimativa subiu 1,2% em relação ao prognóstico anterior. O levantamento inclui canola e gergelim pela primeira vez.

    Milho puxa redução em 2026

    Foto: Agência Agro em Campo

    A produção de milho deve cair 6,0% em 2026. O recuo equivale a 8,5 milhões de toneladas.
    O sorgo deve recuar 13,0%. O arroz deve cair 8,0%. O algodão em caroço deve reduzir 10,5%.
    A soja segue em alta e cresce 2,5%.

    Área plantada cresce em 2026

    A área colhida deve alcançar 82,7 milhões de hectares. O número representa aumento de 1,4%.
    O milho amplia área em 2,3%. A soja cresce 0,4%. O algodão e o arroz reduzem área plantada.

    Soja deve bater novo recorde em 2026

    A produção de soja pode atingir 170,3 milhões de toneladas. O volume configura novo recorde nacional.
    A recuperação de áreas afetadas por estiagens em 2025 sustenta o avanço. O Rio Grande do Sul lidera essa retomada.

    Café avança com bienalidade positiva

    Foto: divulgação – ApexBrasil

    A produção total de café deve alcançar 61,8 milhões de sacas. O volume cresce 7,3% frente a 2025.
    O café arábica se beneficia da bienalidade positiva. O café canephora recua após safra recorde anterior.

    Resumo do cenário agrícola

    O IBGE confirma safra histórica em 2025. Para 2026, o órgão projeta ajuste após recordes consecutivos.

  • Inflação de alimentos em 2026 terá pressão nas proteínas

    Inflação de alimentos em 2026 terá pressão nas proteínas

    A inflação de alimentos perdeu força em 2025, mas deve mostrar comportamentos distintos em 2026 no Brasil.
    Após alta de 7% em 2024, os alimentos fecharam 2025 com avanço de 2,9%, segundo o IBGE. Enquanto arroz e feijão ficaram mais baratos, as proteínas mantiveram preços elevados e devem pressionar a inflação neste ano.

    Dados divulgados na sexta-feira (9) mostram que o clima mais estável impulsionou a produção agrícola e aliviou parte dos preços. Por outro lado, fatores de oferta e demanda devem elevar os custos das carnes ao longo de 2026.

    Carne bovina deve subir novamente

    O preço da carne bovina desacelerou em 2025, sustentado por uma produção recorde no país. A inflação do contrafilé ficou em 1,3% em 2025, após disparar 20% no ano anterior. Já a picanha teve desaceleração de 8,7% para 2,8% no mesmo período. Mesmo assim, a expectativa é de nova alta da carne bovina em 2026.

    Em 2025, o Brasil registrou abate recorde de fêmeas, superando o de machos pela primeira vez desde 1997. Esse movimento elevou o preço do bezerro e incentivou pecuaristas a priorizarem a reprodução. Além disso, o período seco do segundo semestre reduz pastagens e limita a oferta de animais para abate.

    China não deve aliviar preços no Brasil

    As restrições impostas pela China às exportações brasileiras não devem gerar excesso de carne no mercado interno. Além disso, o consumo doméstico tende a crescer, o que reforça a pressão sobre os preços.

    Ovos e frango seguem pressionados

    Os preços dos ovos dispararam no início de 2025, impulsionados pelo milho caro, calor intenso e maior demanda. Em fevereiro, o valor do ovo chegou a subir 40% no atacado. Apesar da desaceleração posterior, os ovos fecharam 2025 com alta de 4%, após queda em 2024.

    O frango também manteve inflação elevada, embora tenha desacelerado de 10,3% para 6%, segundo o IBGE. Com a demanda aquecida, dificilmente os preços dessas proteínas recuarão em 2026.

    Feijão tem cenário mais equilibrado

    O feijão preto registrou queda de preço mais intensa do que o carioca em 2025. Já o feijão carioca teve redução de 10% na safra, compensada por consumo estável. Para 2026, analistas indicam possibilidade de leve recuperação dos preços, mas sem grandes oscilações.

    Arroz deve seguir estável

    O arroz ficou mais barato em 2025, impulsionado pela forte expansão da produção nacional. A safra 2024/25 cresceu 20,6%, conforme dados da Conab. Como os preços caíram mais ao produtor do que ao consumidor, ainda há espaço para novas quedas no curto prazo.

    Para 2026, a expectativa é de uma colheita menor, com leve recuperação dos preços no campo.
    Mesmo assim, não são esperados aumentos significativos ao consumidor.

  • Brasil bate recorde histórico com menor taxa de desemprego

    Brasil bate recorde histórico com menor taxa de desemprego

    O mercado de trabalho brasileiro está com números históricos: a taxa de desemprego atingiu 5,2% no trimestre encerrado em novembro. Esse é o menor patamar desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) revelam que 5,644 milhões de pessoas estavam em busca de emprego no período.

    O destaque positivo ficou com os trabalhadores do campo. Os setores de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura lideraram o crescimento do rendimento médio mensal real, com aumento de 7,3% na comparação anual. O equivalente a mais de R$ 157 no bolso dos trabalhadores rurais.

    Esse desempenho impulsionou o rendimento real habitual de todos os trabalhos no país para R$ 3.574, um recorde histórico. O valor representa crescimento de 1,8% em relação ao trimestre anterior e de 4,5% na comparação com o mesmo período de 2023.

    A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 363,7 bilhões, outro recorde da série. O indicador, que mede o volume total de salários pagos no país, teve alta de 2,5% (mais R$ 9 bilhões) no trimestre e de 5,8% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.

    Recuperação pós-pandemia

    Os números atuais contrastam fortemente com o pior momento da série histórica. No trimestre encerrado em março de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19, o Brasil registrou 14,979 milhões de desocupados — quase três vezes o contingente atual.

    Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os resultados demonstram a efetividade das políticas públicas implementadas pelo governo federal. “Encerramos o ano com mais uma conquista significativa: mais brasileiros empregados, mais renda chegando às famílias do campo e da cidade e mais dignidade para quem vive da agricultura. Esse resultado é fruto da retomada de políticas públicas responsáveis”, afirmou o ministro.

  • Milho, feijão e cacau puxam alta da produção agrícola baiana em 2026

    Milho, feijão e cacau puxam alta da produção agrícola baiana em 2026

    A produção agrícola da Bahia deve crescer em 2026, impulsionada principalmente pelas safras de milho, feijão e cacau, segundo projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão estima aumento em 15 das 26 culturas acompanhadas no estado, na comparação com 2025.

    O milho deve registrar expansão de 8,1%, alcançando 156 mil toneladas adicionais. O feijão deve ter o maior avanço percentual, com alta de 35,3% — equivalente a 116,9 mil toneladas. Já o cacau deve somar 6,3 mil toneladas a mais, crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior.

    A Bahia deve continuar como o segundo maior produtor de algodão do Brasil, representando 17% da produção nacional, atrás apenas do Mato Grosso. Os dados fazem parte do segundo prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE em dezembro.

    Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Pablo Barrozo, o resultado reforça a força do agronegócio baiano. “A previsão do IBGE, com aumento da produção em 15 das 26 safras, reflete o trabalho contínuo de fortalecimento da agricultura baiana. Esses resultados são fruto de investimentos, inovação e apoio aos produtores rurais, consolidando a Bahia como um dos principais polos agrícolas do Brasil”, destacou.

    Safra recorde em 2025 prepara cenário para 2026

    De acordo com o IBGE, a estimativa de novembro manteve em 2025 o recorde histórico da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas na Bahia, com 12,8 milhões de toneladas — alta de 12,8% frente a 2024. Entre as culturas destacadas estão arroz, milho, feijão, algodão, soja e girassol.

    Na comparação com outubro, a produção total de grãos cresceu 0,1%, e o volume colhido representa alta de 18,2% sobre novembro de 2024. O Brasil deve alcançar o recorde nacional de 345,9 milhões de toneladas em 2025. Nesse contexto, a Bahia mantém a 7ª posição entre os maiores produtores de grãos, com 3,7% da produção nacional.

    O levantamento de novembro aponta ainda que 18 das 26 safras investigadas no estado devem encerrar 2025 com crescimento em relação ao ano anterior. A soja lidera em volume absoluto, com acréscimo de 1,07 milhão de toneladas (+14,3%), seguida pela cana-de-açúcar (+699 mil t; +12,6%) e pelo milho da primeira safra (+380,9 mil t; +24,6%).

  • Safra forte e pecuária elevam PIB do agronegócio

    Safra forte e pecuária elevam PIB do agronegócio

    O PIB do agronegócio brasileiro cresceu no terceiro trimestre de 2025 e surpreendeu o mercado. O avanço ocorreu mesmo após o fim da colheita da safra, impulsionado pela recuperação da produção de grãos e pelo desempenho firme da pecuária.

    O setor registrou alta de 0,4% frente ao segundo trimestre e crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2024. Mesmo assim, a melhora não acompanha a realidade financeira no campo, marcada por preços mais baixos, crédito limitado e margens reduzidas.

    A retomada das culturas perenes também ajudou o PIB. A reação ocorreu após perdas provocadas por extremos climáticos em 2023 e 2024. A citricultura sofreu com seca, queimadas e problemas que prejudicaram o desenvolvimento das plantas.

    Pecuária sustenta o desempenho do agro

    A pecuária reforçou o resultado do agronegócio e manteve o ritmo de crescimento. O setor alcançou produção e exportações em níveis recordes, mesmo com impactos do tarifaço em mercados relevantes.
    O PIB do agro subiu 0,4% na comparação dessazonalizada com o segundo trimestre. A alta ocorreu apesar do período ser tradicionalmente mais fraco para a atividade.
    O avanço da produção de carnes também influenciou o indicador. Apesar do desempenho positivo, o setor ainda enfrenta margens apertadas, custos elevados e menor liquidez financeira.

    PIB nacional desacelera no trimestre

    O PIB brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre frente ao trimestre anterior, segundo o IBGE. O dado confirma desaceleração da economia nacional.

    Revisão do segundo trimestre

    O IBGE revisou o PIB do segundo trimestre de 2025. O crescimento passou de 0,4% para 0,3% ante o primeiro trimestre.