A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas para 2024 foi estimada em 294,3 milhões de toneladas, um declínio de 6,7% em relação a 2023, com redução de 21,1 milhões de toneladas, conforme dados de novembro do IBGE. No entanto, o instituto projeta recuperação para 2025, com um aumento de 7,0%, totalizando 314,8 milhões de toneladas.
Estimativas para 2024
A área a ser colhida em 2024 é de 79,1 milhões de hectares, um crescimento de 1,6% comparado a 2023. Apesar da expansão da área, a produção de milho (-11,9%) e soja (-4,7%) deve impactar negativamente os resultados. Já o algodão herbáceo (14,8%), arroz (3,1%), feijão (5,7%) e trigo (5,0%) apresentaram aumentos.
Os três principais produtos — soja, milho e arroz — representam 92,1% da produção total e 87,2% da área colhida. A redução da safra de milho, com queda de 17,8% na primeira safra e de 10,3% na segunda, foi um dos principais fatores para o declínio geral.
Projeções para 2025
A estimativa para 2025 aponta crescimento, com destaque para a soja, cuja produção deve alcançar 144,9 milhões de toneladas, um aumento de 12,9%. O milho também apresenta recuperação, somando 115,5 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões da primeira safra e 92,7 milhões da segunda. Outras culturas com crescimento significativo incluem o arroz (6,5%) e o feijão (29,0% na primeira safra).
A Região Norte deve registrar o maior aumento anual (10,1%) em 2024, enquanto as demais regiões enfrentam declínios: Centro-Oeste (-10,0%), Sudeste (-15,7%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-4,0%). Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional, com 31,2% da safra total, seguido por Paraná (12,7%) e Rio Grande do Sul (12,0%).
Destaques de outras culturas
Cacau: Produção estimada em 284,1 mil toneladas, redução de 2,2% em relação a 2023, mas com aumento de 2,8% no Pará, principal produtor.
Cereais de inverno: O trigo deve alcançar 8,1 milhões de toneladas, crescimento de 5,0% sobre 2023, enquanto a aveia cresce 31,3% e a cevada 12,6%.
Feijão: A produção total das três safras deve somar 3,1 milhões de toneladas em 2024, com o Paraná liderando (26,6% do total).
Impactos no mercado
A previsão de recuperação para 2025 reforça a expectativa de retomada do crescimento no agronegócio brasileiro, especialmente com o aumento expressivo nas culturas de soja e milho, essenciais para a exportação e consumo interno.
No 3º trimestre de 2024, o abate de bovinos atingiu um aumento de 15,3% em comparação ao mesmo período de 2023 e cresceu 3,9% em relação ao 2º trimestre de 2024. O total de cabeças abatidas chegou a 10,37 milhões, superando pela primeira vez a marca de dez milhões em um único trimestre. Além disso, os abates de suínos e frangos também cresceram, resultando no recorde na produção de carnes . Esses dados foram divulgados (05/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas Estatísticas da Produção Pecuária.
Angela Lordão, gerente da pesquisa, afirmou: “O ano de 2024 está sendo de recorde no abate de bovinos e na produção de carne. Estamos nos encaminhando para um recorde anual, a depender do quarto trimestre.” Ela destacou que julho foi o melhor mês da série histórica, iniciada em 1997, para o abate geral.
A boa oferta de animais se deve à retenção de fêmeas entre o final de 2019 e 2021. Lordão acrescentou que o setor ainda vive uma fase de baixa nos preços, especialmente do bezerro, o que desestimula a retenção de fêmeas.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, o abate aumentou em 1,37 milhão de cabeças. Dentre as 27 unidades da federação (UFs), 25 registraram crescimento no abate. O aumento no abate de fêmeas foi de 19,6%, enquanto o dos machos subiu 12,5%, influenciado pela queda nos preços dos bezerros.
Angela ressaltou a forte demanda por carne bovina: “Estamos com exportações recordes, e aqui no mercado interno também temos observado um aumento do consumo per capita das famílias.” Sendo assim, as exportações atingiram um patamar inédito de 706,43 mil toneladas no trimestre, refletindo um aumento de 30,6% na comparação anual.
Recordes produção de carnes de Suínos e Frangos
O abate de frangos alcançou 1,62 bilhão de cabeças, representando um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado e um acréscimo de 0,8% em comparação com o trimestre anterior. Este resultado, portanto, estabeleceu um novo recorde trimestral.
O abate de suínos também atingiu um novo marco com 14,95 milhões de cabeças abatidas, aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e alta de 2,6% frente ao segundo trimestre.
As exportações brasileiras de carne suína, sendo assim, voltaram a crescer e estabeleceram novo recorde trimestral. As vendas externas da carne de frango também se mantiveram elevadas no terceiro trimestre, alcançando o segundo melhor resultado na série histórica da Secex. “O Brasil tem aberto novos mercados para exportação de carne suína e é o maior exportador mundial de carne de frango”, afirmou Angela.
Produção de Ovos Atinge Novo Recorde
Além do recorde na produção de carnes, a produção de ovos de galinha chegou a 1,2 bilhão de dúzias no terceiro trimestre deste ano. Esse número, portanto, representa um aumento significativo: 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado e 3% na comparação com o trimestre anterior.
Angela explicou: “A produção de ovos também foi recorde; eles são a proteína mais acessível para a população.” A oferta maior levou à queda dos preços dos ovos. Foram produzidas 111,94 milhões de dúzias a mais do que no terceiro trimestre do ano passado. Mais da metade das granjas (54,2%) dedicou-se à produção para consumo.
Aquisição e Preço do Leite
A aquisição totalizada foi de 6,30 bilhões de litros de leite cru. Embora tenha havido uma leve redução (0,3%) em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve um crescimento significativo (7,1%) comparado ao trimestre anterior. O preço médio pago ao produtor subiu para R$ 2,80 por litro.
Angela destacou que a competição entre indústrias aumentou devido à oferta menor: “Com uma oferta menor no campo, temos uma competição maior pelas indústrias.” Minas Gerais apresentou recuperação na produção e continua sendo o maior produtor nacional.
Crescimento na Aquisição de Couro
Por fim, os curtumes receberam 10,55 milhões de peças no terceiro trimestre deste ano. Esse total representa um aumento significativo (17,4%) em relação ao mesmo período do ano anterior e alta (2,7%) frente ao segundo trimestre. Além disso, Angela explicou que o aumento no abate bovino naturalmente reflete no couro: “Esse incremento é justamente pelo maior número de cabeças abatidas.”
O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira caiu 0,9% no terceiro trimestre, comparado ao segundo. Na comparação com o mesmo período de 2023, o recuo foi de 0,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda está relacionada à sazonalidade de produtos como cana-de-açúcar, milho e laranja. Ou seja, esses itens registraram retrações de 1,2%, 11,9% e 14,9%, respectivamente, em relação ao trimestre anterior. Apesar do bom desempenho de culturas como algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%), as quedas dos demais produtos pesaram mais no resultado final, informou o IBGE.
Revisão anual dos dados
Na comparação anual, o IBGE revisou o crescimento do setor agropecuário de 2023. O resultado passou de 15,1% para 16,3%. Em resumo, essa mudança se deve à inclusão de novas fontes estruturais, como as pesquisas de Produção Agrícola Municipal e Produção da Pecuária Municipal, que substituíram levantamentos conjunturais. “A diferença reflete a incorporação de dados mais robustos, como os da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura”, explicou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
PIB geral avança 0,9% no trimestre
Por outro lado, o PIB brasileiro, como um todo, cresceu 0,9% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Comparado ao mesmo período de 2023, houve expansão de 4%. Este é o 15º aumento consecutivo na atividade econômica brasileira nessa base de comparação.
O avanço foi puxado principalmente pelo setor de serviços. Atividades como informação e comunicação, influenciadas por internet e telecomunicações, além de serviços financeiros e seguros, impulsionaram o crescimento. “Esses segmentos tiveram alta significativa, com destaque para serviços prestados às famílias e atividades profissionais”, detalhou Rebeca Palis.
Desempenho por setores
No terceiro trimestre, a agropecuária registrou queda, enquanto outros setores mostraram avanço:
Indústria: crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e 3,6% frente ao terceiro trimestre de 2023.
Serviços: alta de 0,9% no trimestre e 4,1% na comparação anual.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias subiu 1,5% no trimestre, com alta anual de 5,5%. A demanda do governo cresceu 0,8% no trimestre e 1,3% na comparação anual.
A Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos em máquinas, construção e pesquisa) avançou 2,1% no trimestre e 10,8% frente ao terceiro trimestre de 2023. A taxa de investimento alcançou 17,6% do PIB no período.
No setor externo, as exportações recuaram 0,6%, enquanto as importações subiram 1%, comparando com o segundo trimestre.
Embora a agropecuária tenha registrado retração, o desempenho positivo dos setores de serviços e indústria garantiu o crescimento geral do PIB no terceiro trimestre. O consumo interno e os investimentos continuam impulsionando a economia brasileira.
A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil em 2024 está estimada em 295,1 milhões de toneladas. Isso de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa uma queda de 6,4% em relação à safra de 2023, que foi de 315,4 milhões de toneladas, totalizando uma redução de 20,2 milhões de toneladas. Em comparação à projeção de agosto, o número também foi revisado para baixo, com uma diminuição de 1,2 milhão de toneladas (-0,4%).
Apesar da redução na produção, a área destinada à colheita deverá crescer 1,1%. Alcançando assim 78,7 milhões de hectares, com destaque para o aumento de 3,3% na área plantada com soja e de 15,6% no algodão herbáceo. Entretanto, houve retrações significativas nas áreas de milho (-3,3%) e trigo (-11,9%).
Os principais produtos agrícolas continuam sendo arroz, milho e soja, que juntos representam 92,1% da produção total do país. Em relação a 2023, espera-se uma queda de 4,9% na produção de soja e uma redução expressiva de 11% no milho. Em contrapartida, o algodão deve registrar crescimento de 14,2% e o trigo, de 9%.
A análise regional mostra que a produção no Norte deve crescer 12,5%, enquanto todas as outras regiões apresentam quedas: Sul (-0,7%), Centro-Oeste (-9,9%), Sudeste (-15,8%) e Nordeste (-3,8%).
Mato Grosso se consolida como o maior produtor nacional de grãos, responsável por 31,1% da safra, seguido pelo Paraná (12,8%) e Rio Grande do Sul (12%).
Essas previsões fazem parte das estimativas divulgadas pelo IBGE em setembro, sendo um indicativo dos desafios que o setor agrícola brasileiro enfrentará no próximo ano, principalmente diante da retração nas culturas de milho e soja, essenciais para o agronegócio nacional.
Produção de batata e café registra variações positivas e negativas, aponta IBGE
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de batata-inglesa no Brasil deve atingir 4,4 milhões de toneladas em 2024, um aumento de 4,3% em relação à estimativa de agosto. Minas Gerais se destaca com um crescimento de 12,9% na produção, devendo alcançar 1,6 milhão de toneladas, o que representa 35,7% da produção nacional. A primeira safra de batata deve contribuir com 39,4% do total anual, sendo estimada em 1,7 milhão de toneladas, volume estável em comparação ao mês anterior, mas 3,8% menor que em 2023.
A segunda safra, que representa 33,8% do total, foi revisada para cima, com um aumento de 11,3%, totalizando 1,5 milhão de toneladas. Já a terceira safra, responsável por 26,7% da produção nacional, deve crescer 2,6% em relação a agosto e 8,3% em comparação com 2023, com destaque para São Paulo (+24,7%) e Minas Gerais (+7,4%).
No caso do café, a produção total do país, somando-se as espécies arábica e canephora, foi estimada em 3,5 milhões de toneladas, ou 58,8 milhões de sacas de 60 kg, o que representa uma queda de 1,5% em relação ao mês anterior. A produção de café arábica deve alcançar 2,5 milhões de toneladas, com um leve declínio de 0,2% em relação a agosto, mas um crescimento de 6,2% em relação a 2023. Minas Gerais, maior produtor de café arábica no país, mantém sua participação com 70,7% do total nacional, enquanto São Paulo e Espírito Santo registraram variações positivas e negativas, respectivamente.
A produção de café arábica deve alcançar 2,5 milhões de toneladas
Para o café canephora, ou conilon, a estimativa é de 1,0 milhão de toneladas. Uma redução de 4,7% em relação a agosto, com o Espírito Santo, maior produtor dessa espécie, apresentando uma queda de 4,0% na produção.
Esses dados refletem os desafios e as variações regionais que impactam a agricultura brasileira, seja pela produtividade das lavouras de batata ou pela influência das condições climáticas sobre a colheita do café.
IBGE também revisa safra de aveia e cevada com crescimento anual, mas redução mensal
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atualizou as estimativas de produção agrícola para 2024, destacando crescimento em comparação ao ano passado, apesar de algumas retrações em relação ao mês anterior.
A produção de aveia (em grão) foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, registrando um declínio de 1,7% em relação à estimativa de agosto. No entanto, comparada ao ano de 2023, a produção apresentou um crescimento significativo de 33,7%. Esse aumento anual é impulsionado por melhores condições climáticas em 2024. Uma vez que, no ano anterior, o clima adverso afetou as lavouras de inverno na Região Sul do Brasil. Entre os principais estados produtores temos o Rio Grande do Sul, com 947,3 mil toneladas. Isso representa uma queda de 0,9% em relação a agosto, mas alta de 62,2% em comparação a 2023. E também o Paraná, com 167,9 mil toneladas, que apresentou declínios de 10,9% em relação ao mês anterior e de 32,1% em relação ao ano anterior.
A produção de cevada em grão foi estimada em 430,1 mil toneladas. Um declínio de 8,1% em relação a agosto, mas um crescimento de 13,4% em comparação com 2023. A área plantada de cevada encolheu 11,5% no último mês, porém o rendimento médio aumentou expressivos 27,8%. As dificuldades climáticas em 2023 também influenciam os números positivos observados em 2024.
Feijão, milho e laranja: oscilações regionais afetam projeções para 2024
A produção de feijão no Brasil, considerando as três safras do grão, deve atingir 3,1 milhões de toneladas em 2024. Um leve aumento de 0,3% em relação a agosto e crescimento de 5,5% em comparação com 2023. O Paraná continua a liderar a produção, com 830,7 mil toneladas, ou 26,7% da safra nacional.
A produção de milho total foi estimada em 116,7 milhões de toneladas. Isso representa uma queda anual de 11,0%. Porém, houve um pequeno aumento de 11,8 mil toneladas em relação a agosto. A primeira safra de milho mostrou uma leve retração, enquanto a segunda safra apresentou estabilidade com 93,7 milhões de toneladas.
Por outro lado, a produção de laranja sofreu uma queda de 13,0% em relação a agosto, totalizando 13,1 milhões de toneladas. A estiagem e as altas temperaturas prejudicaram a produtividade, especialmente em São Paulo. O estado revisou para baixo suas estimativas, com uma queda de 17,2% na produção.
Esses números demonstram a complexidade e as variações regionais que afetam as principais safras do Brasil, com fatores climáticos desempenhando um papel crucial na definição dos volumes finais.
O agronegócio brasileiro registrou 28,6 milhões de empregos no segundo trimestre de 2024, marcando um crescimento de 2,3%, ou aproximadamente 643 mil novas vagas, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Este número representa um novo recorde na série histórica iniciada em 2012. A participação do setor no total de ocupações do Brasil manteve-se em 26,5% entre abril e junho de 2024.
Crescimento por setor
Os pesquisadores do Cepea/CNA apontam que o aumento no número de empregos no agronegócio foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 8,3% nos agrosserviços, o que representa cerca de 815 mil novas vagas.
Além disso, também registrou aumento de 4% (aproximadamente 179 mil pessoas) nas agroindústrias.
A expansão das atividades agroindustriais resulta em uma maior demanda por serviços, uma vez que operações industriais mais complexas requerem uma ampla gama de serviços.
Perfil dos trabalhadores
O agronegócio cresceu no segundo trimestre de 2024, impulsionado por trabalhadores com e sem carteira assinada, além de refletir o aumento do nível educacional dos empregados.
Essa tendência vem sendo observada desde o início da série histórica, com destaque para a maior participação feminina na força de trabalho.
A análise da série histórica revela uma transformação no perfil ocupacional do agronegócio, com uma substituição gradual de trabalhadores autônomos e auxiliares familiares por empregados formalmente registrados.
Além disso, houve um aumento no nível médio de escolaridade dos trabalhadores. Isso é evidenciado pelo crescimento da participação de profissionais com ensino superior e médio, completo ou não.
Recuperação no mercado de trabalho
Em 2024, o Brasil tem mostrado sinais de recuperação no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego caindo gradualmente.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil ficou em torno de 7,9% no segundo trimestre de 2024.
Isso representa uma redução em relação ao ano anterior, impulsionada pela recuperação econômica pós-pandemia e a retomada de setores como turismo e serviços.
Nos primeiros meses do ano, especialmente até abril, o país gerou mais de 556 mil novos empregos com carteira assinada. Os dados são de acordo com o Novo Caged.
Ou seja, o setor de serviços liderou a criação de vagas, gerando cerca de 288 mil empregos. A indústria veio em seguida, com 114 mil novos postos, e a construção civil criou 87 mil vagas.
Esses números também indicam uma recuperação estável do mercado de trabalho no Brasil, com destaque para o setor de serviços e uma queda contínua no desemprego.
Além disso, as políticas governamentais também têm desempenhado um papel importante na recuperação do emprego. Portanto, os incentivos para a geração de empregos e programas de qualificação profissional tem contribuído para os bons números do setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 14.975, que estabelece uma Política de Incentivo à Cocoicultura de Qualidade. A lei foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (19). Em resumo, o objetivo é contribuir para a produção, competitividade e sustentabilidade do setor, ampliando a produção e o processamento do coco no Brasil.
Objetivos da nova lei
A política também visa estimular o consumo doméstico, aumentar as exportações de coco e lucros, reduzir perdas ao longo da cadeia produtiva e apoiar a produção orgânica. Além disso, promove a integração com outras políticas públicas federais para coordenar recursos e esforços no desenvolvimento da cocoicultura.
Entre as ações previstas estão o treinamento da mão de obra, a expansão das políticas de financiamento e crédito, a melhoria da infraestrutura produtiva e o fortalecimento da competitividade do setor. A pesquisa e a assistência técnica também são prioridades da nova política.
Os recursos para implementar essas ações virão de doações orçamentárias da União, operações de crédito nacionais e internacionais, além de saldos de exercícios anteriores.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023 o Brasil produziu mais de 1 milhão de frutos de Coco-da-baía, com valor de produção superior a R$ 1,6 milhão. Os principais estados produtores são Ceará, Pará, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo.
De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), no primeiro semestre de 2023 o Brasil exportou mais de US$ 672 mil em cocos, um aumento de 95% em relação ao mesmo período de 2022. Os principais destinos foram os Estados Unidos , Espanha e Argentina. Ao todo, o país comercializou cerca de 876 toneladas de coco para mais de 60 países.
Portanto, a cocoicultura é uma atividade crucial para o Brasil, especialmente para o Nordeste, segundo a Embrapa.
A produção brasileira de ovos alcançou um novo recorde no segundo trimestre de 2024, mantendo a pressão sobre as cotações. O IBGE registrou uma produção de 956,7 milhões de dúzias de ovos entre abril e junho, o que representa um aumento de 7% em relação ao primeiro trimestre e 12% a mais do que o mesmo período de 2023. Pesquisadores do Cepea compilaram e analisaram os dados.
Preço mais barato
Esse cenário tem impacto diretamente sobre os preços. Em resumo, no segundo trimestre, o preço médio da caixa com 30 dúzias de ovos brancos tipo extra, negociado em Bastos (SP), foi de R$ 150,23, registrando uma queda de 3,8% em relação aos três meses anteriores.
No terceiro trimestre, até 12 de setembro, as cotações caíram ainda mais. Além disso, levantamentos do Cepea indicam uma redução de 15% no preço médio da caixa de ovos brancos em Bastos em comparação com o segundo trimestre.
O consumidor segue atento aos preços nos supermercados. Essa é a hora de aproveitar o valor mais acessível para comprar o alimento rico em proteína e que pode ser usado em várias receitas.
O cultivo de amendoim no Brasil tem mostrado um crescimento significativo nos últimos anos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de amendoim em 2023 atingiu 598 mil toneladas. Isso representa um aumento de 5,2% em relação ao ano anterior. Este crescimento se deve principalmente ao aumento da área plantada, que passou de 151 mil hectares em 2022 para 159 mil hectares em 2023.
As projeções para a safra 2024 são otimistas. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), espera-se que a área plantada com amendoim continue a crescer, atingindo 165 mil hectares. O aumento na área cultivada é impulsionado pela demanda crescente tanto no mercado interno quanto no externo. Além disso, a introdução de novas tecnologias e melhores práticas agrícolas tem contribuído para o aumento da produtividade, com uma expectativa de produção superior a 620 mil toneladas para 2024.
Fatores de Crescimento
Demanda Externa: A crescente demanda por amendoim no mercado internacional, especialmente em países asiáticos, tem incentivado os produtores brasileiros a expandir suas áreas de cultivo.
Tecnologia Agrícola: A adoção de tecnologias de ponta, como sistemas de irrigação modernos e variedades de sementes mais resistentes. Isso tem aumentado a eficiência e a produtividade das plantações de amendoim.
Incentivos Governamentais: Programas de incentivo ao agronegócio, incluindo financiamentos e subsídios, têm apoiado os agricultores na expansão de suas áreas de cultivo.
Demanda Festiva: A maior demanda por produtos de amendoim durante as festas juninas e julinas impulsiona o cultivo.
Reprodução: IBGE
Conexão com as Festas Juninas e Julinas
As festas juninas e julinas, celebradas em junho e julho respectivamente, são tradições populares no Brasil que incluem uma variedade de doces típicos feitos de amendoim. Entre os mais populares estão a paçoca, o pé-de-moleque, e o cajuzinho. O aumento do cultivo de amendoim contribui diretamente para a disponibilidade desses ingredientes, garantindo que os festejos sejam bem abastecidos com esses doces tradicionais.
A paçoca é um doce de amendoim triturado com açúcar e farinha de mandioca, enquanto o pé-de-moleque é feito com amendoim torrado e caramelizado com açúcar. Ambos são indispensáveis nas mesas das festas juninas e julinas e representam a forte conexão entre a agricultura e a cultura brasileira.
Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios, como a necessidade de manejo sustentável do solo e água, além de questões relacionadas à logística e armazenamento.
Outr o fator relevante: com o preço do azeite de oliva em alta constante, muitos consumidores brasileiros estão buscando alternativas mais acessíveis, como o óleo de amendoim, o que pode impulsionar ainda mais a busca pelo produto.
Entretanto, o aumento do cultivo de amendoim no Brasil é um reflexo da demanda crescente e dos avanços tecnológicos no setor agrícola. Com projeções otimistas para os próximos anos, o país se consolida como um importante produtor de amendoim, tanto para o mercado interno quanto para o externo.
A produção de ovos para consumo desponta com números impressionantes no início de 2024. Ela atingiu um novo recorde na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que teve início em 2018.
De acordo com informações recentemente divulgadas pelo IBGE em 6 de junho e analisadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o país registrou a produção de 893 milhões de dúzias de ovos entre janeiro e março deste ano. Esse volume representa um aumento de 2,8% em relação ao último trimestre de 2023. Ou seja, um impressionante crescimento de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Preços em alta
Apesar do aumento significativo na produção, dados compilados pelo Cepea indicam que os preços dos ovos mantiveram-se em níveis elevados, impulsionados pelo aquecimento da demanda interna, especialmente durante o período da Quaresma. Durante os primeiros três meses do ano, a cotação da caixa contendo 30 dúzias de ovos tipo extra branco, negociada em Bastos (SP), registrou uma valorização de 8,2% em relação ao trimestre anterior. No caso dos ovos tipo vermelho, a valorização foi ainda mais expressiva na praça paulista, atingindo um aumento de 11,6% no mesmo período comparativo.
Adaptação ao mercado
Este cenário reflete não apenas a solidez do setor avícola brasileiro, mas também a capacidade de adaptação e resposta às demandas do mercado. Principalmente em momentos de maior consumo como a Quaresma. Com uma produção em ascensão e preços aquecidos, o segmento de ovos para consumo mantém-se como um pilar essencial no panorama do agronegócio nacional. O setor promove não apenas o abastecimento interno, mas também contribuindo para a economia do país.