Tag: IBGE

  • Aquisição de leite cresce no Brasil e chega a 6,61 bilhões de litros

    Aquisição de leite cresce no Brasil e chega a 6,61 bilhões de litros

    A aquisição de leite cru por estabelecimentos que operam sob algum tipo de inspeção sanitária chegou a 6,61 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026.

    O volume representa uma alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Produção Animal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A pesquisa considera estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária federal, estadual ou municipal.

    Apesar do crescimento na comparação anual, o resultado foi menor do que o observado nos três primeiros meses deste ano.

    Aquisição de leite recua frente ao primeiro trimestre

    Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a aquisição de leite apresentou queda de 2,5%.

    Nos primeiros três meses do ano, o IBGE havia registrado aquisição de aproximadamente 6,78 bilhões de litros de leite cru por estabelecimentos inspecionados.

    A diferença entre as duas comparações é importante: enquanto o setor apresentou crescimento em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve redução na passagem de um trimestre para o outro.

    Os números fazem parte das pesquisas do IBGE sobre abate de animais, leite, couro e produção de ovos de galinha, que acompanham trimestralmente alguns dos principais segmentos da produção pecuária brasileira.

    Produção de ovos chega a 1,25 bilhão de dúzias

    A produção de ovos de galinha também apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026.

    Segundo o IBGE, foram produzidas 1,25 bilhão de dúzias de ovos no período. O resultado corresponde a uma alta de 0,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.

    Na comparação com os três primeiros meses de 2026, o crescimento foi mais expressivo, de 2,6%.

    No primeiro trimestre, a produção havia alcançado cerca de 1,21 bilhão de dúzias, segundo os dados divulgados anteriormente pelo instituto.

    Os resultados são preliminares e integram o acompanhamento trimestral realizado pelo IBGE sobre a atividade pecuária brasileira.

  • Inflação desacelera e alimentos ficam mais baratos em julho

    Inflação desacelera e alimentos ficam mais baratos em julho

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi menor que a registrada em junho, quando o índice avançou 0,16%.

    A queda nos preços dos alimentos ajudou a conter a inflação no mês. Com o resultado de julho, o IPCA acumula 4,44% em 12 meses e 3,44% no ano.

    Inflação desacelera pelo quarto mês seguido

    O resultado de julho mantém a trajetória de desaceleração observada nos últimos meses.

    Em 2026, o IPCA apresentou as seguintes variações:

    • Janeiro: 0,33%
    • Fevereiro: 0,70%
    • Março: 0,88%
    • Abril: 0,67%
    • Maio: 0,58%
    • Junho: 0,16%
    • Julho: 0,07%

    O dado de julho foi divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (11).

    Alimentos ajudam a segurar a inflação

    A redução dos preços dos alimentos contribuiu para o resultado mais baixo do IPCA em julho.

    O comportamento dos preços dos alimentos tem impacto direto no orçamento das famílias e também acompanha fatores ligados à produção agropecuária, oferta, demanda e condições de mercado.

    Para o consumidor, a queda desse grupo ajuda a reduzir a pressão sobre os gastos do dia a dia.

    Mercado projetava resultado

    O resultado do IPCA de julho ficou em linha com a expectativa do mercado financeiro.

    O Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com instituições do mercado, divulgado na segunda-feira (10), projetava inflação de 0,07% para julho.

    Para o fim de 2026, a projeção do mercado para o IPCA aposta em 5,02%.

  • Abate de bovinos e suínos bate recorde em 2026

    Abate de bovinos e suínos bate recorde em 2026

    O Brasil registrou recordes nos abates de bovinos e suínos no primeiro trimestre de 2026. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O país abateu 10,29 milhões de bovinos entre janeiro e março. O volume representa alta de 3,3% frente ao mesmo período de 2025. O resultado é o maior para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. Em comparação ao último trimestre de 2025, o abate recuou 6,9%.

    Ranking por estado

    Mato Grosso liderou o ranking nacional, com 17,5% de participação. Na sequência aparecem São Paulo, Goiás e Pará. A produção de carcaças bovinas alcançou 2,63 milhões de toneladas. O volume cresceu 5,1% na comparação anual. Por outro lado, a produção caiu 10,3% em relação ao trimestre anterior.

    Suínos também registram recorde

    O abate de suínos atingiu 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2026. O número representa crescimento de 5,5% sobre igual período do ano passado.

    O desempenho também estabeleceu um recorde para primeiros trimestres da série histórica do IBGE. Na comparação com os três meses finais de 2025, o volume apresentou leve queda de 0,1%.

    Santa Catarina manteve a liderança nacional no setor. O estado respondeu por 28,1% do total abatido. Paraná e Rio Grande do Sul aparecem na sequência, com participações de 20,9% e 17,8%, respectivamente.

    O peso acumulado das carcaças suínas chegou a 1,43 milhão de toneladas. O resultado avançou 6,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Além disso, houve aumento de 1% frente ao trimestre imediatamente anterior.

    Frangos têm segundo melhor resultado da história

    O abate de frangos somou 1,71 bilhão de aves no primeiro trimestre de 2026. O volume ficou 3,6% acima do registrado no mesmo período de 2025. Na comparação trimestral, porém, ocorreu recuo de 0,5%.

    Segundo o IBGE, esse foi o segundo melhor resultado da série histórica iniciada em 1997. O recorde permanece com o quarto trimestre de 2025.

    O Paraná continuou como principal produtor nacional. O estado respondeu por 35% de todo o abate de frangos do país. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo completam a lista dos maiores participantes.

    O peso acumulado das carcaças de frango atingiu 3,73 milhões de toneladas. O resultado cresceu 6,9% na comparação anual. Em relação ao trimestre anterior, o avanço foi de 2,2%.

     

  • Alimentos pressionam inflação e preocupam agronegócio

    Alimentos pressionam inflação e preocupam agronegócio

    Os alimentos voltaram a liderar a inflação brasileira em maio. O grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 1,33%, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (12). O resultado ficou praticamente estável em relação a abril. O índice recuou apenas 0,01 ponto percentual no período.

    A alimentação no domicílio avançou 1,65%. Os maiores aumentos ocorreram na batata-inglesa, que subiu 44,69%, no tomate, com alta de 20,62%, e na cebola, que avançou 16,80%. As carnes também ficaram mais caras e registraram elevação de 1,39%. Esses produtos repetiram o movimento observado em abril e acumulam altas desde janeiro.

    Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preços. O café moído recuou 2,38%, enquanto as frutas registraram baixa de 0,70%.

    A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara. O segmento avançou 0,49% em maio. Os preços dos lanches subiram 0,49%, após alta de 0,71% em abril. Já as refeições passaram de 0,54% para 0,51% no mesmo período.

    No acumulado do mês, a inflação oficial do país ficou em 0,58%. O resultado desacelerou frente aos 0,67% registrados em abril. Apesar do alívio no índice geral, os alimentos continuaram como principal fator de pressão sobre o orçamento das famílias. O grupo Alimentação e Bebidas respondeu pela maior contribuição ao resultado do IPCA.

    Itens básicos e produtos in natura exerceram forte influência sobre a inflação. Fatores climáticos, custos de produção e oscilações na oferta explicam parte desse movimento.

    Para o agronegócio, os números reforçam a influência das safras e do abastecimento sobre o custo de vida dos brasileiros.

    Safra de cana reduz preços do etanol

    O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil favoreceu a queda do etanol em maio. O biocombustível registrou recuo de 6,20%. Em abril, o produto havia apresentado alta de 0,62%.

    Mesmo com a demanda aquecida, a maior oferta ajudou a reduzir os preços. O etanol também contribuiu para aliviar a inflação do grupo Transportes. Com o aumento da moagem, as usinas ampliaram a disponibilidade de matéria-prima. Como resultado, a oferta de etanol cresceu no mercado.

    O cenário reforça a importância do agronegócio para o comportamento da inflação. Afinal, a produção agrícola influencia diretamente os preços dos combustíveis renováveis.

    Além do etanol, o óleo diesel caiu 2,34% em maio. O combustível tem papel estratégico no campo por abastecer máquinas agrícolas e transportar a produção. A redução dos combustíveis pode diminuir custos logísticos em toda a cadeia agropecuária. Dessa forma, o movimento pode ajudar a reduzir pressões sobre os preços dos alimentos nos próximos meses.

  • PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre e alcança R$ 3,3 trilhões

    PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre e alcança R$ 3,3 trilhões

    A economia brasileira iniciou 2026 com um ritmo acelerado. Segundo dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados hoje (29) pelo IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre em comparação ao período anterior. Em valores correntes, a riqueza gerada pelo país atingiu a marca de R$ 3,3 trilhões.

    O resultado positivo reflete o avanço nos três principais setores da economia. A Agropecuária liderou a alta com 2,0%, seguida pela Indústria (1,0%) e pelo setor de Serviços (0,5%). No confronto com o primeiro trimestre de 2025, o PIB apresenta uma expansão ainda mais sólida, de 1,8%.

    Dentro da indústria, a Extração Mineral (3,6%) e a Construção (2,9%) garantiram o saldo positivo. No setor de Serviços, que representa cerca de 70% da economia nacional, os destaques ficaram com as atividades de Informação e Comunicação (2,4%) e Atividades Imobiliárias (1,2%).

    Ricardo Montes de Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, explica que a Agropecuária e a Extrativa Mineral foram essenciais para sustentar o índice médio de crescimento neste início de ano.

    Consumo das famílias e investimentos em alta

    Pelo lado da demanda, o Consumo das Famílias subiu 1,0%, consolidando-se como o principal motor do PIB devido ao seu peso na economia. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) registrou uma recuperação expressiva de 3,5% após a queda no trimestre anterior.

    O setor externo, por sua vez, apresentou comportamentos distintos: enquanto as importações saltaram 4,4%, as exportações recuaram 1,7% na comparação com o quarto trimestre de 2025.

    Safra recorde de soja impulsiona resultados anuais

    Ao analisar o acumulado de um ano, a Agropecuária destaca-se pelo ganho de produtividade. O cultivo de soja atingiu uma produção recorde na série histórica, com um crescimento estimado de 4,8%. Condições climáticas favoráveis e a expansão da área plantada favoreceram o campo, compensando as quedas registradas nas safras de milho (-2,5%) e arroz (-10,6%).

    No âmbito industrial anual, as Indústrias Extrativas saltaram 13,1%, puxadas pela extração de petróleo e gás natural. Entretanto, a indústria de transformação enfrentou desafios, registrando queda de 0,9%, influenciada principalmente pelos setores de fabricação de máquinas e equipamentos.

    Desafios nos investimentos e produção nacional

    Apesar do otimismo trimestral, a comparação anual revela que a produção nacional de bens de capital caiu 6,3%. Segundo Moraes, essa retração na produção interna puxou para baixo o índice de investimentos (FBCF) no período de um ano, mesmo com o crescimento observado na construção civil.

    Nas trocas comerciais com o exterior no primeiro trimestre de 2026, as exportações cresceram 7,4%, com destaque para o petróleo, gás e produtos alimentícios. Já as importações avançaram 1,2%, focadas em veículos automotores e produtos farmacêuticos.

  • El Nino pode desacelerar agropecuária até 2027, mesmo com avanço do PIB do Brasil

    El Nino pode desacelerar agropecuária até 2027, mesmo com avanço do PIB do Brasil

    Após iniciar o ano em alta, a agropecuária brasileira tende a perder força nos próximos meses e pode entrar em trajetória de desaceleração até 2027. O cenário é pressionado principalmente pelo risco de perdas nas colheitas associadas ao fenômeno El Nino, além do aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes.

    Segundo o economista Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro, o comportamento climático deve impactar diretamente o desempenho das safras. “Não se faz safra recorde em ano de El Nino”, afirma.

    Além disso, Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócios, lembra que eventos anteriores servem de alerta ao setor produtivo.

    “O último El Nino de grande intensidade, semelhante ao que se espera para este ano, foi o de 2014 e 2015. Para os produtores, ele deixou uma péssima lembrança, já que o país enfrentou a maior quebra de safra de sua história”, destaca.

    O fenômeno climático, por sua vez, provoca efeitos diferentes no território nacional, já que causa secas intensas no Centro-Norte e, em contrapartida, chuvas mais fortes no Sul. Dessa forma, há alta probabilidade de formação entre junho e julho. Se confirmado, o evento pode atrasar o plantio e reduzir as colheitas previstas para 2027.

    El Niño pode se consolidar já nas próximas semanas, alertam especialistas — Foto: Curiosity/CuriosityonX/X

    Para Cogo, o impacto tende a ser amplo sobre diferentes culturas.

    “Praticamente não existe cultivo que não seja vulnerável ao El Nino. Como o Brasil tem dimensões continentais e a produção agrícola está espalhada por todo o país, algumas regiões sofrem com secas intensas e outras com chuvas excessivas”, ressalta.

    PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026

    Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE mostram que a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com os três últimos meses de 2025. Além disso, em valores correntes, o PIB alcançou R$ 3,3 trilhões no período.

    O resultado indica aceleração em relação ao quarto trimestre de 2025, quando a alta foi de 0,3%. Dessa forma, trata-se do maior avanço trimestral desde o primeiro trimestre do ano anterior, quando a economia havia crescido 1,3%.

    Agro lidera avanço econômico

    De acordo com o IBGE, os setores que mais contribuíram para o crescimento foram a agropecuária, a indústria extrativa mineral e outras atividades de serviços. Assim, o campo volta a se destacar como um dos principais motores da economia brasileira.

  • PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026

    PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026

    O PIB da agropecuária brasileira começou 2026 em alta e registrou crescimento de 2% no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Segundo o levantamento, o setor movimentou cerca de R$ 230,4 bilhões entre janeiro e março deste ano. Já na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço do PIB agropecuário foi de 0,7%.

    O desempenho positivo ajudou diretamente o resultado da economia brasileira. Ao todo, o PIB do Brasil alcançou R$ 3,3 trilhões no primeiro trimestre, com crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior.

    Ainda de acordo com o IBGE, o PIB da agropecuária respondeu por aproximadamente 7% de toda a economia brasileira no início de 2026. Além disso, quando entram na conta setores ligados ao agronegócio, como transporte, comércio, agroindústria e produção de insumos, a participação do agro no PIB nacional se torna ainda maior.

    Produção de soja fortaleceu o PIB agropecuário

    O IBGE atribuiu o crescimento do PIB da agropecuária principalmente ao avanço da produção agrícola e ao aumento da produtividade em diversas regiões do país.

    Além disso, as condições climáticas favoráveis impulsionaram o desempenho das lavouras. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) mostraram que a ampliação da área plantada favoreceu especialmente a produção de soja.

    A cultura apresentou aumento de 4,8% na estimativa anual e atingiu um novo recorde na série histórica do levantamento. Com isso, a soja se consolidou como um dos principais motores do crescimento do PIB agropecuário no período.

    Milho e arroz tiveram retração

    Apesar do avanço da soja, algumas culturas importantes registraram queda no começo de 2026. Segundo o IBGE, o milho apresentou recuo de 2,5% na estimativa anual de produção. Já o arroz teve queda de 10,6%.

    Mesmo assim, o resultado geral do PIB da agropecuária permaneceu positivo graças ao desempenho robusto de outras culturas agrícolas.

    Trajetória de crescimento

    Além da agropecuária, outros setores também contribuíram para o avanço da economia nacional no primeiro trimestre.

    A Indústria cresceu 1,0%, enquanto o setor de Serviços avançou 0,5% no período.

    No acumulado dos quatro trimestres encerrados em março de 2026, o PIB brasileiro registrou alta de 2,0% em relação aos quatro trimestres anteriores.

    Já o Valor Adicionado da Agropecuária acumulou crescimento expressivo de 7,5%, reforçando o peso do agronegócio no desempenho econômico do país.

  • Graviola e morango passarão a integrar levantamento do IBGE

    Graviola e morango passarão a integrar levantamento do IBGE

    A Bahia passará a contar com um monitoramento mais detalhado de duas culturas que vêm ganhando força no estado. A partir da edição de 2026 da Produção Agrícola Municipal (PAM), levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a graviola e o morango passarão a integrar oficialmente a pesquisa, prevista para ser divulgada em agosto.

    A novidade foi anunciada durante uma reunião realizada nesta quarta-feira (20), que reuniu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), do IBGE e de outras instituições ligadas ao setor agropecuário baiano.

    A inclusão atende a uma demanda apresentada pela Seagri e por produtores rurais do estado. Atualmente, a graviola possui forte presença no Baixo Sul da Bahia, enquanto o cultivo do morango avança principalmente na Chapada Diamantina e no Sudoeste baiano.

    De acordo com a assessora técnica da Seagri, Kátia Correia Lima, o crescimento dessas cadeias produtivas reforçou a necessidade de incorporar as culturas ao levantamento nacional.

    “O morango e a graviola são culturas que vêm crescendo bastante no estado, e os próprios produtores já reivindicavam essa inclusão no levantamento do IBGE. A Seagri formalizou a solicitação e, com esses dados, será possível acompanhar melhor o desenvolvimento dessas cadeias produtivas, subsidiando políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, à geração de emprego e renda e ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios e do estado”, destacou.

    Cenoura também está na mira do governo

    Além da inclusão das duas culturas, o encontro também discutiu a possibilidade de incorporar novos produtos agrícolas à PAM futuramente, como a cenoura. Os participantes ainda avaliaram melhorias nas fontes utilizadas e nos métodos de coleta de dados da produção agrícola no estado.

    Segundo Luís Alberto Pacheco, da Supervisão de Agropecuária do IBGE na Bahia, as informações repassadas pelas instituições parceiras ajudam a aprimorar a pesquisa e ampliar a precisão dos dados.

    “O IBGE realiza o levantamento e os ajustes metodológicos a partir das informações compartilhadas pelas instituições parceiras, como a Seagri. No caso da graviola, por exemplo, os dados da produção baiana são obtidos por meio de levantamentos da Adab (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia). Essa reunião teve como objetivo avaliar os dados disponíveis, discutir melhorias metodológicas e identificar novas demandas que possam ser incorporadas ao estudo”, explicou.

    A inclusão da graviola e do morango também deve fortalecer os indicadores econômicos da Bahia. Para o coordenador de Contas Regionais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), João Paulo Caetano, a medida permitirá mensurar de forma mais precisa a relevância dessas culturas para a economia estadual.

    “A graviola e o morango são culturas relevantes para a produção baiana, mas ainda não havia dados consolidados sobre sua contribuição econômica. Com a inclusão na PAM, será possível mensurar o valor da produção e da comercialização dessas culturas, fortalecendo os indicadores do PIB baiano”, afirmou.

    Com isso, o estado deve ampliar a capacidade de planejamento para o setor agropecuário. Além disso, os dados poderão orientar novas políticas públicas e incentivar investimentos em cadeias produtivas que seguem em expansão na Bahia.

  • Produtividade: estado produz 145 ovos por segundo

    Produtividade: estado produz 145 ovos por segundo

    O setor de avicultura de postura no Espírito Santo atingiu um patamar de produtividade que impressiona não apenas pelo volume total, mas pela velocidade do processo. O estado registrou a produção de 380.650 mil dúzias de ovos de galinha, segundo dados da Produção Pecuária Municipal do IBGE, em 2024. Esse montante, quando convertido, representa a marca astronômica de aproximadamente 4,57 bilhões de ovos em um único ano.

    Para facilitar a compreensão da magnitude desses números, o volume pode ser fragmentado em frações de tempo: o Espírito Santo produz cerca de 12,5 milhões de ovos por dia, o que equivale a 521 mil por hora, 8,7 mil por minuto e aproximadamente 145 ovos a cada segundo. Na prática, no tempo que se leva para ler uma frase curta, milhares de novos ovos já foram produzidos em território capixaba.

    Abastecimento e consumo

    A escala da produção é tamanha que seria capaz de abastecer a população estadual com folga. Considerando a população estimada de 4,1 milhões de habitantes, a produção média anual é de 1.114 ovos por habitante. Isso significa que, se toda a produção ficasse no estado, haveria pouco mais de três ovos disponíveis por dia para cada capixaba.

    Em termos gastronômicos, a produção diária do estado seria suficiente para preparar cerca de 6,25 milhões de omeletes simples (de dois ovos) todos os dias.

    O cinturão verde da produção: Santa Maria de Jetibá

    Embora a produção esteja presente em diversos municípios, há uma concentração clara na Região Serrana. Santa Maria de Jetibá é o protagonista absoluto do setor, sendo responsável por 346.602 mil dúzias, o equivalente a 91,1% de toda a produção do Espírito Santo. Sozinho, o município entregou cerca de 4,16 bilhões de ovos ao mercado em 2024.

    Imagem gerada por IA/LM Notebook

    Outras cidades também se destacam no ranking estadual, embora com volumes menores:

    • Santa Teresa: 9.800 mil dúzias.
    • Santa Leopoldina: 9.613 mil dúzias.
    • Domingos Martins: 5.016 mil dúzias.
    • Venda Nova do Imigrante: 2.859 mil dúzias.

    Eficiência e tecnologia no campo

    O setor alcançou sucesso com uma combinação de profissionalismo e investimento tecnológico. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Carlos Tesch, uma cadeia produtiva organizada gerou esses resultados ao unir a força da agricultura familiar ao alto nível tecnológico.

    Além do impacto direto na mesa do consumidor, a atividade possui um peso econômico vital para o estado, gerando renda e estruturando comunidades, especialmente na região serrana. O objetivo do governo estadual, conforme destacado por Tesch, é manter o apoio ao setor para garantir que o Espírito Santo continue sendo uma referência nacional na produção de ovos, focando em competitividade e sustentabilidade.

  • Girassol: opção rentável para diversificar a produção agrícola

    Girassol: opção rentável para diversificar a produção agrícola

    Quem busca diversificação na lavoura tem encontrado no girassol uma alternativa cada vez mais atraente, e os dados confirmam esse movimento.

    Segundo a Conab, a área plantada na safra 2022/23 chegou a 70 mil hectares, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. A cultura reúne uma combinação rara de baixo custo de manejo, ciclo curto e múltiplas fontes de receita.

    Encaixe perfeito no calendário agrícola

    O ciclo de aproximadamente 120 dias é um dos grandes trunfos da cultura. Ele permite o plantio justamente nos períodos de entressafra, ocupando a terra em janelas que normalmente ficariam ociosas. Combinado com soja e milho na rotação, o girassol ainda contribui para a saúde do solo, quebrando o ciclo de pragas e doenças, o que traz benefícios que vão além da safra atual.

    Para pequenos e médios produtores, essa flexibilidade é especialmente valiosa.

    Girassol: uma oportunidade lucrativa para agricultores
    Uma oportunidade lucrativa para agricultores

    Números que explicam o interesse crescente

    A produtividade média no Brasil fica entre 1.500 e 2.000 kg por hectare, de acordo com a Embrapa. Com manejo adequado e condições favoráveis de solo e clima, esse número pode ultrapassar os 2.500 kg/ha.

    No mercado, as cotações têm se mantido atraentes, em torno de R$ 100 por saca de 60 kg. Considerando uma produtividade média de 1,8 tonelada por hectare e preço médio de R$ 1.700 por tonelada, um produtor pode alcançar receita bruta de aproximadamente R$ 3.060 por hectare. Dependendo da eficiência do manejo e das condições de mercado, esse valor pode ser ainda maior.

    Mais de uma fonte de renda na mesma planta

    Um ponto que chama atenção é a diversidade de produtos que a cultura gera. O óleo é o mais conhecido, com ampla aplicação na indústria alimentícia e cosmética, além do crescente interesse para a produção de biodiesel, um mercado em expansão no Brasil.

    Além disso, há outro produto que muitos ignoram: o farelo. Subproduto do processo de extração de óleo, ele é altamente valorizado na alimentação animal, especialmente na pecuária leiteira, pelo alto teor proteico.

    Onde a produção acontece

    Estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná concentram a maior parte da produção nacional, destacando-se pela alta eficiência. Mas a Embrapa reforça que a cultura tem boa adaptação a diferentes tipos de solo e clima, incluindo regiões mais secas, o que abre espaço para expansão em áreas onde outras culturas têm dificuldade de prosperar.

    Nem tudo são facilidades, é claro. A colheita exige máquinas específicas, o que representa um investimento inicial que pode pesar no orçamento de quem ainda não tem esse maquinário. Em algumas regiões, a escassez de sementes de qualidade e a falta de assistência técnica especializada também travam a expansão.

    No entanto, com o suporte de instituições de pesquisa como a Embrapa e o acesso a programas de assistência técnica, muitos produtores têm conseguido superar essas barreiras e colher bons resultados já nas primeiras safras.