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  • Avanço do greening obriga citricultura brasileira a investir em inovação e manejo sustentável

    Avanço do greening obriga citricultura brasileira a investir em inovação e manejo sustentável

    O greening (HLB – Huanglongbing) já atinge 47,6% das laranjeiras no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais. O dado, divulgado pela Fundecitrus, reforça o alerta sobre a saúde dos pomares e a necessidade urgente de gestão eficaz.

    Esta doença é a maior ameaça à citricultura mundial. No Brasil, o maior produtor e exportador global de suco de laranja, a doença vai além do campo. Ela impacta diretamente a competitividade internacional e a segurança da cadeia de alimentos e bebidas.

    O caso dos Estados Unidos serve de exemplo preocupante. Na Flórida, o avanço do greening provocou o colapso da produção citrícola. Estima-se que a safra 2024/25 tenha apenas 12 milhões de caixas, segundo o USDA. Já o Brasil projeta mais de 300 milhões de caixas, conforme a Fundecitrus. O contraste evidencia a urgência de ações intensas.

    Produtores e indústrias brasileiras investem em monitoramento constante, controle do psilídeo-dos-citros e no desenvolvimento de soluções que unem produtividade e sustentabilidade.

    A doença também tem estimulado a migração de pomares para novas regiões, como Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Distrito Federal, formando o Cinturão Citrícola Expandido. Embora essa estratégia diminua a pressão da praga, especialistas alertam que a mudança não substitui o manejo integrado.

    Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, destaca: “Mudar de região não substitui o manejo integrado do HLB. É preciso vigilância contínua para garantir a sustentabilidade do setor”.

    A citricultura brasileira, responsável por mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja, enfrenta um momento decisivo. Para garantir oferta e qualidade, o setor precisa combinar inovação tecnológica, práticas regenerativas e trabalho conjunto entre produtores, governo e indústria. Só assim evitará repetir o cenário negativo da Flórida.

  • Controle do psilídeo-dos-citros é chave contra avanço do greening nos pomares 

    Controle do psilídeo-dos-citros é chave contra avanço do greening nos pomares 

    O Fundecitrus atualizou a previsão para a safra de laranja 2025-26, apontando que cerca de 100 milhões de árvores no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais estão contaminadas pelo greening, transmitido pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri). A doença deve causar uma queda na produção, que passará de 314,60 milhões para 306,74 milhões de caixas, redução de 2,5%.

    Apesar do impacto, houve uma queda significativa de 51,4% na população do psilídeo em pomares mais jovens, segundo o Fundecitrus. O controle do inseto vetor tornou-se uma estratégia indispensável para conter o avanço da doença.

    Um estudo recente feito pela Sipcam Nichino Brasil em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) demonstrou que os inseticidas fenpiroximato e buprofezina podem reduzir entre 75% e 100% as populações do psilídeo. A combinação dos produtos atua especialmente nas fases jovens do inseto, interrompendo seu ciclo de desenvolvimento.

    A pesquisa foi conduzida na Estação Experimental Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP). Os resultados indicaram um controle efetivo do vetor, considerado um dos mais rápidos disseminadores da doença.

    O engenheiro agrônomo Marcelo Palazim é coordenador de marketing da Sipcam Nichino. E destaca que os inseticidas devem ser aplicados via solo e na parte aérea da planta assim que os primeiros psilídeos forem detectados no monitoramento.

    Palazim reforça que o greening é a maior preocupação fitossanitária da citricultura atualmente. E recomenda a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos para aumentar a eficácia no combate ao vetor e retardar a resistência.

    Esta abordagem integrada é vista como essencial para proteger a produção de laranja no cinturão de São Paulo e Minas Gerais diante dos desafios impostos pelo greening.

  • Greening atinge 47,6% das laranjeiras, mas cresce em ritmo menor

    Greening atinge 47,6% das laranjeiras, mas cresce em ritmo menor

    O greening atingiu 47,63% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro em 2025. O levantamento do Fundecitrus mostra que quase 100 milhões de árvores, de um total de 209 milhões, estão contaminadas.

    O índice representa alta de 7,4% frente a 2024, quando a incidência foi de 44,35%. Apesar disso, o ritmo de crescimento desacelerou pelo segundo ano seguido. Entre 2022 e 2023, a incidência subiu 55,9%. Já entre 2023 e 2024, o aumento foi de 16,5%. Agora, o avanço ficou restrito a 7,4%.

    Fatores que explicam a desaceleração

    O pesquisador do Fundecitrus Renato Bassanezi atribui o resultado a medidas de manejo mais rigorosas.
    Produtores passaram a escolher áreas com menor risco para novos plantios. Eles retomaram a prática de eliminar árvores doentes até cinco anos e replantar imediatamente. Além disso, o psilídeo, inseto transmissor da bactéria, teve queda populacional significativa em 2024.

    Produtores resistem em eliminar plantas produtivas

    A boa remuneração pela caixa de laranja em 2023 e 2024 influenciou o manejo. Muitos produtores resistiram em eliminar plantas doentes já em produção. Assim, a maior incidência continua em pomares acima de 10 anos, com 58,43% das árvores contaminadas. Nos pomares de 6 a 10 anos, a incidência é de 57,79%. Já em pomares de 3 a 5 anos, o índice é de 39,18%. Em plantas jovens de 0 a 2 anos, a taxa cai para 2,72%.

    Avanços no controle em plantas jovens

    O greening recuou 54,1% no grupo de 0 a 2 anos. Em pomares de 3 a 5 anos, a redução foi de 17,1%.
    Segundo Juliano Ayres, diretor do Fundecitrus, os citricultores se tornaram mais conscientes no manejo.
    Ele destaca a importância de preservar plantas jovens para garantir qualidade e viabilidade do negócio.
    Nas regiões de baixa incidência, produtores entenderam que não compensa manter árvores novas doentes.

    Severidade da doença preocupa

    A severidade média subiu pelo quarto ano seguido. Ela passou de 18,7% em 2024 para 22,7% em 2025.
    Esse avanço eleva a queda prematura de frutos e o impacto na produção.

    A perda de laranjas atribuída ao greening subiu para 9,1% na safra 2024/25. Atualmente, metade das frutas que caem antes da colheita tem ligação com a doença.

    Diferenças regionais no cinturão citrícola

    Cinco regiões têm mais de 60% das árvores contaminadas: Limeira, Porto Ferreira, Avaré, Duartina e Brotas.
    Bebedouro e Altinópolis seguem na faixa de 40% a 50%. Já São José do Rio Preto, Itapetininga e Matão estão entre 20% e 35%. Votuporanga e Triângulo Mineiro mantêm os menores índices, inferiores a 5%. Em São José do Rio Preto e Itapetininga, o avanço quase dobrou em um ano.

    As regiões de maior incidência também registram os níveis mais elevados de severidade.

    Estratégias regionais de manejo

    O Fundecitrus orienta que o manejo seja ajustado conforme a realidade regional. Em áreas de alta incidência, produtores devem intensificar o controle do psilídeo. Já em regiões de baixa incidência, é essencial eliminar imediatamente plantas contaminadas. Ayres reforça que o greening segue como maior obstáculo da citricultura.
    Ele alerta que não existe meio termo no controle da doença. Segundo ele, apenas o manejo completo e rigoroso freia o avanço.

  • Produção de laranja cai para 306,7 milhões de caixas

    Produção de laranja cai para 306,7 milhões de caixas

    A primeira reestimativa da safra de laranja 2025/26 mostra queda na produção do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais. O levantamento do Fundecitrus, divulgado nesta quarta-feira (10), prevê 306,74 milhões de caixas de 40,8 kg.

    O volume representa redução de 2,5% frente à estimativa inicial de maio, que projetava 314,6 milhões de caixas. A retração ocorre pelo aumento da queda de frutos. O Fundecitrus atribui o cenário ao avanço do greening, doença que compromete a copa das árvores, aliado ao ritmo mais lento da colheita.

    Clima reduziu produtividade

    Dados da Climatempo mostram que entre maio e agosto choveu 94 milímetros no cinturão citrícola, 33% abaixo da média histórica. Apenas São José do Rio Preto registrou precipitação acima do normal, com 21% de excesso.
    Apesar disso, as chuvas de abril e junho garantiram umidade suficiente no solo. O peso médio das variedades precoces Hamlin, Westin e Rubi ficou em 134 g, mantendo 305 frutos por caixa.

    As demais variedades precoces tiveram redução. O peso caiu de 158 g (259 frutos por caixa) para 150 g (272 frutos por caixa). Já a variedade Pera deve se beneficiar das chuvas de primavera, aumentando de 154 g para 156 g. A projeção indica estabilidade no tamanho médio das variedades Valência, Folha Murcha e Natal.

    Colheita segue mais lenta

    Até meados de agosto, a colheita alcançou apenas 25% da safra, contra 50% no mesmo período do ano passado.
    As variedades precoces Hamlin, Westin e Rubi chegaram a 68%, enquanto outras precoces somaram 75%. A colheita da Pera atingiu 17%. Entre as tardias, Valência e Folha Murcha ficaram em 1%, e Natal em 2%.

    O atraso decorre da alta concentração de frutos da segunda florada. Os citricultores priorizam a maturação adequada para garantir suco de melhor qualidade. Essa espera aumentou a queda prematura, principalmente em árvores com greening, baixo índice de chuvas e temperaturas mais baixas.

    Greening eleva queda de frutos

    A taxa de queda de frutos, projetada em 20% em maio, subiu para 22% nesta reestimativa. A perda é maior nas regiões Sul, Centro e Sudoeste, onde a doença tem maior incidência.
    O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, destaca que a severidade média do greening no cinturão cresceu de 19% em 2024 para 22,7% em 2025. Essa evolução reduziu em cerca de 35% o potencial produtivo da região. “Esse avanço da severidade aumenta a queda prematura de frutos e determina a redução da safra”, afirmou Ayres.

    A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é realizada pelo Fundecitrus em parceria com o professor aposentado da FCAV/Unesp José Carlos Barbosa.

     

  • Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

    Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

    O governo do Paraná renovou por mais 180 dias o estado de emergência fitossanitária para combate ao greening (HLB), uma das doenças mais devastadoras para a citricultura. O Decreto nº 10.445, assinado pelo governador em exercício Darci Piana, foi publicado na segunda-feira (30/06) e garante agilidade nas ações de controle.

    A medida, em vigor desde 2023, já resultou na eliminação de mais de 270 mil mudas infectadas em todo o estado. Agora, as operações se concentram no Vale do Ribeira, principal região produtora de ponkan no Paraná.

    Operação Big Citros intensifica fiscalização

    Nesta semana, fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciaram vistorias em propriedades de Doutor Ulysses e Cerro Azul. As equipes orientam produtores sobre identificação de plantas doentes e procedimentos para erradicação de mudas com sintomas de HLB.

    A Adapar também realizou encontros com citricultores na Ceasa de Curitiba para treinamento sobre reconhecimento da praga em frutas e plantas. “A educação sanitária é fundamental para conter o avanço da doença”, afirmou Caroline Garbuio, responsável pelo Programa de Sanidade da Citricultura da Adapar.

    Até agora, as equipes confirmaram plantas doentes na região, mas não encontraram o psilídeo (Diaphorina citri), inseto vetor da bactéria Candidatus Liberibacter spp que causa o greening. Armadilhas foram instaladas em vários pontos para monitoramento.

    Especialistas avaliam que os psilídeos podem ter sido controlados por predadores naturais, como a vespa Tamarixia radiata, usada no controle biológico 12. No entanto, o alerta permanece máximo.

    Impactos econômicos do HLB

    O greening provoca:

    • Queda prematura de frutos
    • Redução drástica da produção
    • Morte precoce das plantas
    • Frutos deformados e com qualidade inferior

    “Os prejuízos são enormes, tanto para consumo in natura quanto para a indústria de processamento”, explica Alexandre Paloschi, especialista em defesa sanitária vegetal.

    Ações integradas mostram resultados

    A Câmara Setorial da Cadeia da Citricultura do Paraná, criada este ano, reúne entidades como Sistema FAEP, Adapar e IDR-Paraná para coordenar o combate à doença. “A união de esforços está trazendo resultados concretos”, afirma Ágide Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

    Produtores destacam a importância das medidas: “As ações são um caminho sem volta. Graças a esse trabalho conjunto, estamos conseguindo controlar o avanço da doença”, relata Marlene Calzavara, citricultora de Paranavaí.

    Como identificar e denunciar

    Sintomas do greening incluem:

    • Folhas com manchas irregulares amarelas
    • Frutos assimétricos e menores
    • Sementes abortadas
    • Morte de ramos

    Moradores podem denunciar plantas suspeitas diretamente nas Unidades Regionais de Sanidade da Adapar ou pelo WhatsApp (48) 3665.7300, em Santa Catarina.

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  • Minas Gerais prevê safra recorde de tangerina ponkan em 2025

    Minas Gerais prevê safra recorde de tangerina ponkan em 2025

    Minas Gerais deve colher 238,6 mil toneladas de tangerina ponkan em 2025, consolidando-se como o segundo maior produtor da fruta no Brasil, atrás apenas de São Paulo. A projeção foi divulgada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). E aponta crescimento de 3,1% em relação ao volume registrado em 2024. O pico da colheita ocorre entre maio e julho, período de maior movimentação nos pomares do estado.

    O cultivo da tangerina ponkan, também conhecida como mexerica, ocupa uma área de 12,4 mil hectares em Minas Gerais e é dominado pela agricultura familiar. São 6.175 pequenos produtores responsáveis pela produção, que se beneficia do fácil manejo da planta e da alta produtividade por hectare, fatores que garantem boa rentabilidade aos agricultores.

    Segundo Deny Sanábio, coordenador de fruticultura da Emater-MG, “a ponkan tem uma predominância da agricultura familiar por ser uma planta de fácil manejo, com uma produtividade alta por hectare. Isso traz um rendimento bom para os produtores”.

    Principais polos produtores

    Os três municípios mineiros com maior produção de tangerina ponkan são Belo Vale (região Central), Campanha (Sul de Minas) e Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Em Belo Vale, maior polo produtor do estado, a expectativa é colher 34,6 mil toneladas em 2025, numa área de 2,1 mil hectares dedicada à fruta.

    A fruta se adapta melhor a regiões com temperaturas médias entre 20°C e 30°C, o que favorece áreas como o Sul de Minas, região Central, Zona da Mata e Campo das Vertentes. As temperaturas mais elevadas reduzem a expressão do cultivo no Norte e Nordeste do estado. Mas o uso de irrigação pode viabilizar a produção nessas regiões.

    A tradição da produção de ponkan em Minas Gerais é passada de geração em geração. Produtores como Flávio Amaral Santos, de Belo Vale, mantêm a atividade na família desde a década de 1960. “É um plantio que vem passando de geração a geração. Tenho orgulho da nossa história”, relata. Mesmo com atraso na colheita este ano devido à baixa pluviosidade em fevereiro e março, a expectativa é de boa safra e vendas para diversos mercados do país. Isso inclui São Paulo, Belo Horizonte, Uberlândia, Maceió, Teresina, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

    Desafios sanitários: combate ao greening

    A Emater-MG reforça a necessidade de cuidados para evitar o greening, doença bacteriana considerada a mais grave da citricultura. O greening provoca deformação dos frutos, maturação irregular, queda de produtividade e pode levar à morte das plantas. A principal forma de controle é a eliminação imediata das plantas contaminadas, controle do inseto transmissor (psilídeo), uso de mudas sadias e viveiros certificados. Além da erradicação de pomares antigos que possam servir de foco para a doença. Técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) devem acompanhar a eliminação de plantas doentes, conforme as normas do Ministério da Agricultura.

    No cenário nacional, Minas Gerais ocupa posição de destaque, respondendo por uma parcela significativa da produção brasileira de tangerina. O estado mantém desempenho superior à média nacional em produtividade e área cultivada, reforçando sua importância para a citricultura do país.

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  • Greening ameaça pomares do Vale do Ribeira

    Greening ameaça pomares do Vale do Ribeira

    O Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) emitiu alerta fitossanitário após a confirmação de casos de greening (HLB) nos municípios de Doutor Ulysses e Cerro Azul, no Vale do Ribeira. Considerada a mais grave doença da citricultura, o HLB pode causar perdas devastadoras à produção, levando à queda precoce de frutos e até à morte das plantas.

    Diante do risco, o governo do Paraná reforçou as medidas de controle e convocou reunião emergencial com produtores e autoridades para 23 de junho, na sede da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em Curitiba.

    Operação Big Citros chega ao Vale do Ribeira

    No dia 30 de junho, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) inicia uma nova edição da Operação Big Citros na região. A ação, que já obteve resultados positivos no Norte e Noroeste do estado, visa:

    • Inspecionar pomares em busca de plantas sintomáticas
    • Orientar produtores sobre manejo preventivo
    • Eliminar focos da doença para evitar disseminação

    Além disso, o IDR-Paraná instalará armadilhas para monitorar a presença do psilídeo asiático (Diaphorina citri), inseto transmissor do HLB. Até agora, não há registros do vetor na região, o que aumenta as chances de controle eficaz.

    Sintomas e riscos do greening

    O HLB é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter (CLas) e ataca:

    • Laranjeiras
    • Limoeiros
    • Murta (Murraya paniculata)

    Principais sintomas:

    • Folhas amareladas e manchadas
    • Frutos pequenos, deformados e com sementes abortadas
    • Queda prematura de frutos
    • Morte precoce das plantas

     

    “Não Há Motivo para Pânico”, Diz Adapar

    Renato Blood, diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, tranquilizou os produtores: “A erradicação é feita apenas na planta doente, não em todo o pomar. Com ações rápidas, podemos conter o avanço.”

    O Paraná está em estado de emergência fitossanitária desde dezembro de 2023, e a notificação imediata de casos suspeitos é obrigatória.

    Próximos passos

    • Reunião de alinhamento (23/06) com produtores e prefeituras
    • Início da Operação Big Citros (30/06) no Vale do Ribeira
    • Instalação de armadilhas para monitoramento do psilídeo

    “A citricultura é vital para a região, especialmente a produção de poncã. Contamos com a colaboração de todos para evitar prejuízos maiores”, reforçou Blood.

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  • São Paulo reforça combate ao Greening com novo edital

    São Paulo reforça combate ao Greening com novo edital

    O governo de São Paulo vai contratar 28 profissionais para reforçar o combate ao Greening, também conhecido como HLB. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (3), durante a abertura da 50ª Expocitros, em Cordeirópolis.

    Em geral, a medida envolve um investimento de aproximadamente R$ 4 milhões da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Os novos técnicos irão atuar ao lado da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), que lidera as ações contra a doença no estado. O edital prevê um termo de cooperação com uma Organização da Sociedade Civil (OSC). O contrato terá validade inicial de um ano com possibilidade de prorrogação.

    Formação das equipes

    As equipes técnicas serão formadas por quatro técnicos agropecuários, dois engenheiros agrônomos e dois profissionais administrativos. Ao todo, seis equipes vão atuar em regiões estratégicas, ainda em definição. 

    Segundo o secretário Guilherme Piai, o reforço garante mais eficiência nas ações de monitoramento. “Mais monitoramento significa maior produtividade e segurança para os pomares paulistas”, afirmou. Piai destacou a importância da citricultura para o estado. “São Paulo concentra 80% da produção nacional e gerou quase 50 mil empregos só em 2024”, acrescentou.

    De acordo com Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal, a regionalização das ações é fundamental. “Vamos adaptar as medidas conforme a incidência da doença em cada local”, explicou.

    Além do Greening, a CDA atua no controle de outras doenças como o Cancro Cítrico. Ou seja, a coordenadoria realiza fiscalizações, orientações técnicas e ações sanitárias em todo o estado. Em resumo, só em 2024, a CDA realizou 1.743 fiscalizações de Greening, com a retirada de 4,5 milhões de mudas. Além disso, também promoveu 37 palestras educativas voltadas ao público externo.

    Legislação estadual

    A legislação estadual proíbe o comércio ambulante de mudas cítricas. A prática representa alto risco para os pomares comerciais. 

    Em maio, duas resoluções da Secretaria ampliaram o rigor contra o Greening. A Resolução nº 23/2025 proíbe plantas hospedeiras da bactéria em imóveis ligados à pasta. Já a Resolução nº 24/2025 proíbe a produção, plantio e comércio da murta, planta usada no paisagismo e hospedeira do vetor da doença. A exceção é para pesquisas científicas autorizadas pela CDA. 

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  • Secretaria de Agricultura de SP intensifica combate ao greening

    Secretaria de Agricultura de SP intensifica combate ao greening

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) reforçou as ações contra o greening, doença que ameaça a citricultura em São Paulo e no mundo. Na segunda-feira (19), duas novas resoluções entraram em vigor para proibir plantas hospedeiras da bactéria e controlar o uso da murta no estado.

    Conheça as novas regras contra o greening:

    • Resolução nº 23/2025: Proíbe o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras do greening em imóveis da Secretaria, exceto para pesquisa científica. Desde que devidamente registradas na Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA).
    • Resolução nº 24/2025: Veda a produção, comércio, transporte e uso da murta no paisagismo urbano (público e privado), exceto para estudos científicos autorizados.

    Guilherme Piai, secretário de Agricultura, destacou: “Essas medidas são essenciais para proteger a citricultura paulista e garantir o futuro da produção de citros.”

    Fiscalização e controle

    A CDA já realizou 1.743 fiscalizações em 2024, eliminando 4,5 milhões de mudas contaminadas. Além disso, ofereceu 37 palestras educativas e mantém um canal de denúncias para pomares abandonados – em abril, 57 casos foram atendidos.

    O novo Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA), com investimento de R$ 90 milhões em 5 anos, visa desenvolver soluções contra o greening. A iniciativa é uma parceria entre SAA, Fundecitrus, FAPESP e Esalq/USP.

    Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, reforçou: “O Estado dará o exemplo, eliminando plantas hospedeiras e substituindo murtas por espécies nativas, com apoio do setor produtivo.”

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  • Doença começa a mudar o mapa da citricultura no Brasil

    Doença começa a mudar o mapa da citricultura no Brasil

    O avanço implacável do huanglongbing (HLB ou greening), doença que devasta pomares de citros em todo o mundo, está reconfigurando a citricultura brasileira. O tradicional Cinturão Citrícola, que abrangia São Paulo (exceto o litoral), Triângulo Mineiro e sudoeste de Minas Gerais, agora se expande para Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Distrito Federal, formando o Cinturão Citrícola Expandido (CCE). Pesquisadores da Embrapa e do Fundecitrus lideram iniciativas inéditas de zoneamento climático e fitossanitário para orientar produtores na migração estratégica.

    Expansão para o Cinturão Citrícola Expandido

    “A Embrapa está imbuída em colaborar de todas as formas para mitigar e controlar o huanglongbing , mas a avaliação de que a citricultura pode mudar e se expandir para novas áreas é uma realidade”, afirma Francisco Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura. “Vamos seguir nessa linha, procurando avaliar todo o País. É um compromisso com a cadeia produtiva”, reforça.

    Com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta que mapeia vulnerabilidades climáticas em municípios brasileiros, cientistas identificaram regiões com menor risco para a instalação de novos pomares. “Conseguimos separar áreas limítrofes do Cinturão Citrícola tradicional e diagnosticar possibilidades de expansão”, explica Mauricio Coelho, coordenador do Zarc Citros. O estudo considera fatores como déficit hídrico e temperaturas elevadas, críticos para floração e frutificação.

    Deslocamento é impulsionado pelo avanço do HLB e expande a produçào para outros estados, além de São Paulo e Minas Gerais. Foto: Orlando Passos/Embrapa

    Um projeto financiado pela Fapesp até 2026 avança no zoneamento de riscos fitossanitários, focando no psilídeo (vetor do HLB) e na podridão floral dos citros. “Queremos gerar mapas de favorabilidade para essas pragas no CCE, auxiliando produtores a tomar decisões em cenários climáticos futuros”, afirma Alécio Moreira, analista da Embrapa. Os primeiros resultados devem sair em 2025.

    Renato Bassanezi, pesquisador do Fundecitrus, destaca que a migração ganhou força em 2023 e segue em ascensão: “Em 2024, produtores intensificaram a busca por áreas livres do greening”. Apesar do aumento da doença em São Paulo (de 38% para 44% em 2024), o ritmo de crescimento diminuiu, sinalizando controle parcial.

    Desafios logísticos e climáticos

    Danilo Yamane, da FortCitrus Consultoria, aponta três obstáculos para a expansão: clima adverso, logística distante dos polos processadores e falta de mão de obra especializada. “Temperaturas altas prejudicam a fisiologia da planta, e regiões novas carecem de infraestrutura consolidada”, explica.

    Para enfrentar esses desafios, empresas como a Cambuhy Agrícola já migraram parte de seus cultivos. “Plantamos 1.200 hectares em Mato Grosso do Sul, gerando 1.200 empregos diretos”, relata Fabrício Lanza, gerente da empresa. A Agroterenas também investiu no estado: “Iniciamos 1.500 hectares em 2024, com orientação técnica da Embrapa sobre porta-enxertos e manejo”, diz Ezequiel Castilho, diretor da AGT Citrus.

    Por trás dos dados: processamento em tempo real

    Eduardo Monteiro, da Embrapa Agricultura Digital, detalha a base tecnológica do Zarc: “Processamos 4 mil séries históricas de clima, simulando cenários para diferentes solos e ciclos de cultivo”. Os dados, validados por especialistas e setor produtivo, orientam portarias do Ministério da Agricultura.

    Enquanto o huanglongbing pressiona o coração citrícola paulista, a ciência abre rotas para uma nova geografia agrícola. Com investimento em pesquisa e adaptação logística, o Brasil busca manter sua liderança global na produção de laranjas, mesmo sob a sombra do greening.

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