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  • Fiscalização aponta falhas no manejo do greening apesar da queda do inseto vetor

    Fiscalização aponta falhas no manejo do greening apesar da queda do inseto vetor

    Uma recente fiscalização em pomares das regiões de Avaré, Itapeva e Mogi Mirim, revelou um cenário preocupante para a citricultura paulista. Embora a presença do psilídeo, inseto vetor do HLB/Greening, tenha diminuído em comparação com anos anteriores, quase metade das propriedades fiscalizadas apresentaram falhas no manejo. Portanto, comprometendo o controle da praga.

    O HLB/Greening, considerado a doença mais destrutiva da citricultura mundial, é causado por bactérias transmitidas pelo psilídeo. A doença não tem cura, se dissemina rapidamente, compromete o desenvolvimento das plantas, causa queda prematura dos frutos e reduz drasticamente a produtividade dos pomares.

    A força-tarefa, composta por engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários da Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), inspecionou mais de 3 milhões de plantas em 48 propriedades. A operação resultou na emissão de 48 notificações e três autos de infração, evidenciando a necessidade de medidas mais eficazes para o controle da doença.

    Manejo Inadequado e fiscalização

    O gerente do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes (PEPQP) da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, Danilo Romão, alerta que muitos produtores ainda não possuem informações adequadas ou não estão aplicando corretamente as práticas recomendadas. Em quase 50% das propriedades, mais de 10% dos brotos apresentavam psilídeos, indicando manejo inadequado e alto risco de disseminação da doença.

    Apesar dos desafios, a redução na quantidade de psilídeos encontrados nos pomares em relação aos anos anteriores é um avanço importante. No entanto, a presença do inseto ainda representa um perigo, pois aumenta a transmissão do HLB/Greening dentro da própria propriedade e para pomares vizinhos.

    Para conter a doença, os especialistas recomendam três medidas essenciais. A compra de mudas sadias de viveiros credenciados aos órgãos da Secretaria de Agricultura é uma delas. A erradicação de plantas sintomáticas em pomares com menos de oito anos e um controle rigoroso do psilídeo são as outras.

    O Estado de São Paulo conta com o Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes. Ele foi criado com o objetivo de monitorar e propor ações para reduzir a disseminação das pragas quarentenárias. O trabalho visa a sustentabilidade sanitária dessas culturas, utilizando como ferramenta ações de fiscalização que acompanham desde a produção das mudas até a comercialização dos frutos in natura.

    Diante desse cenário, a capacitação dos produtores e o fortalecimento da assistência técnica são cruciais para garantir a sustentabilidade da citricultura e evitar prejuízos econômicos significativos.

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  • Fiscalização intensifica combate ao greening em São Paulo

    Fiscalização intensifica combate ao greening em São Paulo

    Em uma força-tarefa realizada entre os dias 10 e 21 de fevereiro de 2025, sete equipes da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) inspecionaram mais de três milhões de plantas em pomares de 48 propriedades nas regiões de Avaré, Itapeva e Mogi Mirim. A ação visa combater o Greening, uma das principais ameaças à citricultura brasileira.

    A iniciativa faz parte das ações contínuas de combate ao Greening, que teve seu início em 2025 em propriedades onde houve ausência de entrega do relatório semestral Cancro/Greening, cujo prazo expirou em 15 de janeiro. De acordo com Danilo Romão, gerente do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes (PEPQP), a fiscalização aproveitou para conferir a documentação dos pomares. E também realizar inspeções para identificar plantas sintomáticas não erradicadas em pomares com menos de oito anos. Além de detectar ninfas do psílidio, o inseto vetor da doença.

    A ação resultou em 48 notificações, dando aos produtores um prazo para melhorar o manejo e o controle do inseto vetor, visando reduzir a incidência da doença nos pomares. Essas medidas são cruciais para manter a sanidade do parque citrícola paulista. E também garantir que São Paulo continue como o maior polo de produção de frutas cítricas no Brasil.

    O Greening é uma doença bacteriana que afeta seriamente as plantas cítricas, causando folhas amareladas e frutos inviáveis para comercialização8. A incidência da doença no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais já atinge cerca de 44%6. E está projetada para alcançar 50% das áreas em 2024-20257. Esse cenário tem impactado significativamente a produção e o preço das laranjas no Brasil4.

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  • Prazo do Relatório Cancro/HLB termina em 15 de janeiro

    Prazo do Relatório Cancro/HLB termina em 15 de janeiro

    Os citricultores paulistas têm até o dia 15 de janeiro para enviar o Relatório Cancro/HLB (Greening). Portanto, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, reforça a importância do cumprimento do prazo.

    Os citricultores devem enviar o documento pelo sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal) e incluir os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2024. Além disso, o monitoramento abrange todas as plantas cítricas das propriedades.

    De acordo com Veridiana Zocoler, gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros, as informações do relatório não têm caráter punitivo. “Esses dados orientam ações de defesa agropecuária e políticas públicas, visando a sustentabilidade sanitária da citricultura paulista”, explica.

    Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal, ressalta que o relatório é essencial para mapear as condições dos pomares. “Quanto mais precisas as informações, mais eficazes serão as medidas de combate ao Greening”, afirma.

    Em resumo, a Portaria MAPA nº 317/2021 determina a eliminação obrigatória de plantas sintomáticas em pomares com menos de oito anos. Além disso, exige o controle contínuo do psilídeo (Diaphorina citri) em todas as plantações, independentemente da idade.

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    Greening (HLB)

    O Greening, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., é transmitido pelo psilídeo. A doença não tem cura e afeta todas as plantas cítricas, funcionando como fonte permanente de contaminação.

    Cancro Cítrico

    Já o cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri, provoca lesões em folhas, frutos e ramos. Em casos graves, pode levar à desfolha e queda prematura dos frutos.

    A entrega do relatório é obrigatória para todos os citricultores paulistas. O cumprimento dessa exigência é essencial para proteger a citricultura, uma das principais atividades econômicas do estado de São Paulo.

     

  • Centro de Pesquisa em Inovação e Sustentabilidade reforça combate ao greening

    Centro de Pesquisa em Inovação e Sustentabilidade reforça combate ao greening

    O Fundecitrus, a Esalq/USP e a Fapesp uniram forças para criar o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA). O projeto foi apresentado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O objetivo é intensificar o combate ao greening, doença que afeta 44% dos pomares paulistas em 2024.

    Investimento

    O CPA terá um investimento de R$ 200 milhões nos próximos cinco anos, renováveis por mais cinco. Ou seja, Fundecitrus e Fapesp destinarão R$ 90 milhões em recursos financeiros. O restante será contrapartida não financeira, como infraestrutura e salários de técnicos. Em geral, o centro busca desenvolver pesquisas, transferir tecnologia e difundir conhecimento para fortalecer a citricultura, setor responsável por 8,2% das exportações paulistas e 45 mil empregos no estado.

    Márcio de Castro Silva e Filho, diretor-científico da Fapesp, destacou a relevância histórica da parceria com o Fundecitrus. “Juntos, avançamos na pesquisa e mitigação do greening. Agora, damos um passo transformador para a citricultura paulista”, afirmou. Além disso, a colaboração entre as instituições remonta ao Projeto Genoma, que, em 2000, sequenciou o genoma da Xylella fastidiosa, bactéria causadora da CVC (amarelinho).

    Impactos do greening

    A doença, que provoca queda de produtividade e eleva os custos de produção, já reduziu pela metade o número de propriedades citrícolas no estado. Ou seja, de 2008 a 2024, a incidência subiu de 0,6% para 44,4%, condenando 90,7 milhões de árvores só neste ano. Portanto, desde 2004, outras 64 milhões de árvores foram eliminadas na tentativa de controlar a doença.

    Ao mesmo tempo, o aumento da população do inseto vetor, resistente a inseticidas, intensifica o problema. Entre 2019 e 2024, o número de vetores cresceu dez vezes, ampliando os desafios para conter a disseminação. “O CPA foi criado para oferecer respostas eficazes e reduzir os prejuízos à produção”, explicou Lilian Amorim, pesquisadora da Esalq/USP e diretora do CPA.

    Em resumo, nas últimas cinco safras, o greening causou a perda de 97,2 milhões de caixas de laranja, totalizando US$ 972 milhões em receita. Algumas regiões já registram mais de 60% de pomares afetados pela doença, que ameaça a sustentabilidade do setor.

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    Pesquisa e transferência de tecnologia

    As pesquisas do CPA abordarão interações entre patógenos, plantas e vetores, com foco em resistência genética e controle integrado. Outras áreas de estudo incluirão nutrição das plantas, avaliação de perdas e impactos econômicos das medidas de manejo.

    Além disso, o CPA atuará na formação de profissionais, com programas de pós-graduação e cursos online. Pesquisadores e técnicos de instituições parceiras, como CATI e Defesa Agropecuária do Estado, farão a transferência de tecnologia.

    Sediado na Esalq/USP, em Piracicaba, o CPA reunirá especialistas de universidades e centros de pesquisa do Brasil e do exterior. Entre os parceiros estão a UFSCar, Unicamp, Embrapa e instituições de países como França, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e Portugal.

    O secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, reforçou a importância do setor. “A citricultura paulista é referência mundial. O CPA fortalecerá o setor, possibilitando enfrentarmos desafios como o greening com mais eficiência”, destacou.

    Com essa iniciativa, o estado de São Paulo renova seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade da citricultura, promovendo soluções que alavancam a economia e protegem uma das principais cadeias produtivas do Brasil.

  • Flórida: safra de laranja pode cair 16%, aponta USDA

    Flórida: safra de laranja pode cair 16%, aponta USDA

    A produção de laranjas na Flórida deve recuar 16% na safra 2024/25, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão é de que sejam colhidas 15 milhões de caixas, o equivalente a 675 mil toneladas.

    Impacto dos furacões na Flórida ainda é incerto

    O USDA informou que a queda na produção está associada à doença bacteriana greening, que afetou os pomares locais. O impacto dos recentes furacões, no entanto, ainda não foi avaliado pelo órgão.

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    Produção nacional também em em baixa

    Além da Flórida, a produção total de laranjas nos Estados Unidos deve atingir 2,62 milhões de toneladas em 2024/25, o que representa uma queda de 5% em relação à temporada anterior.

    Soja em queda, mas milho surpreende

    No mesmo relatório, o USDA revisou para baixo a previsão de produção de soja, embora ainda espere uma safra recorde. Já o milho registrou alta. Os agricultores norte-americanos colheram mais milho do que o estimado inicialmente, e o órgão ampliou a projeção para a segunda maior colheita da história do país.

     

     

     

  • Cientistas desenvolvem inseticida sustentável com nanotecnologia

    Cientistas desenvolvem inseticida sustentável com nanotecnologia

    Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciaram o desenvolvimento de um inseticida sustentável que utiliza nanotecnologia para aumentar a eficiência no combate a pragas. O novo produto encapsula a molécula inseticida tiametoxam em nanomicelas poliméricas, estruturas menores que um bilionésimo de metro,. Isso permite um controle mais eficaz do psilídeo, vetor responsável pela disseminação do greening nos citros.

    Os estudos demonstraram que a aplicação do nanopesticida pode ser até duas vezes mais eficaz do que os pesticidas convencionais. Entretanto, utilizando em média apenas metade da quantidade necessária nas aplicações tradicionais. Essa liberação controlada do princípio ativo não só minimiza perdas do produto, mas também reduz os impactos ambientais associados ao uso de inseticidas.

    Avaliação da Eficácia

    A eficácia do novo nanoinseticida foi testada em casas de vegetação, onde os pesquisadores controlaram o inseto Diaphorina citri. Ele dissemina a bactéria causadora do greening, uma doença incurável que afeta todas as plantas cítricas. A analista da Embrapa, Marcia Assalin, coordenadora do estudo, destacou que “os resultados indicaram que as nanoestruturas foram eficazes com uma dose aproximadamente duas vezes menor comparada às formulações comerciais”.

    Além de aumentar a eficácia, o novo produto pode reduzir o número de aplicações necessárias, atenuar o desenvolvimento de resistência das pragas e diminuir o impacto ambiental. Portanto, resultando em menores custos para os agricultores.

    De acordo com Ljubica Tasic, professora da Unicamp, o nanoinseticida apresentou baixa toxicidade a organismos aquáticos, conforme estudos de ecotoxicidade com Raphidocelis subcapitata e Artemia salina. “O produto representa uma das maneiras pelas quais a nanotecnologia pode promover práticas agrícolas mais sustentáveis”, afirma Tasic.

    A agricultura sustentável deve garantir a capacidade de suprir as necessidades de produção e qualidade de vida para as gerações futuras. E também aumentar o rendimento agrícola com menos recursos, ao mesmo tempo que reduz seu impacto ambiental.

    Desafios e Futuro do Produto

    Embora o desenvolvimento do inseticida seja promissor, o produto ainda precisa passar por novos testes antes de chegar ao mercado. Assalin ressalta que a aplicação convencional de inseticidas enfrenta desafios, como perdas devido a técnicas de aplicação inadequadas e condições ambientais adversas. Isso resulta em custos elevados e riscos de contaminação de corpos hídricos.

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    As formulações de pesticidas nanoencapsulados prometem uma liberação controlada e proteção contra degradação prematura, permitindo um uso mais eficiente e sustentável do inseticida convencional. A avaliação da efetividade dessas formulações é essencial para viabilizar seu uso na agricultura. Estudos sobre os impactos nos seres humanos e no meio ambiente devem ser realizados.

    Com a crescente demanda por soluções agrícolas que minimizem os efeitos nocivos ao meio ambiente, o desenvolvimento de inseticidas sustentáveis como o nanopesticida da Embrapa e Unicamp pode representar um avanço significativo na proteção das culturas e na promoção da sustentabilidade agrícola.

  • Combate ao greening retira 25 mil mudas irregulares em SP

    Combate ao greening retira 25 mil mudas irregulares em SP

    O Governo de São Paulo intensificou o combate ao greening, uma doença que ameaça a citricultura no estado. Entre os dias 2 e 4 de julho, agrônomos e técnicos agropecuários atuaram em Herculândia e Tupã, onde retiraram de circulação 25.040 mudas cítricas produzidas e comercializadas de forma irregular. A ação, coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Saa) e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), atendeu a denúncias e resultou na fiscalização de seis locais.

    “Nesta ação, identificamos mudas cítricas armazenadas a céu aberto. Coletamos amostras para diagnóstico de Cancro Cítrico e greening, além de destruir e apreender as mudas”, explica Valentim Scalon, engenheiro agrônomo e gerente do Programa Estadual de Sanidade na Produção de Materiais de Propagação. Ele acrescenta que essas ações se tornarão rotineiras até que a produção seja regularizada e o comércio irregular cesse.

    A operação contou ainda com o apoio da Polícia Militar Ambiental, resultando em quatro autos de infração baseados nas legislações vigentes. Ou seja, essas leis estabelecem medidas de defesa sanitária vegetal para coibir o comércio ambulante de mudas, que causa graves danos econômicos às lavouras e pomares comerciais.

    A equipe técnica da Defesa Agropecuária retornou à região após coordenar uma ação no final de 2023, quando apreenderam mais de 9 mil mudas.

    Canal de denúncia

    Para conter o avanço do greening, a Defesa Agropecuária lançou em outubro um canal direto para denúncias de pomares de citros abandonados ou mal manejados. Esses pomares, sem controle do psilídeo (Diaphorina citri), vetor do greening, ou sem erradicação de plantas contaminadas, representam uma ameaça à citricultura.

    O greening, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., afeta todas as plantas cítricas e não tem cura. Ou sejam uma vez contaminada, a planta torna-se uma fonte de infecção para outras. Portanto, o greening é a doença mais ameaçadora para a citricultura global atualmente.

    O canal de denúncia visa informar a Defesa Agropecuária sobre a localização de pomares abandonados ou mal manejados. Isso permite ações de educação e conscientização dos produtores para adoção de medidas necessárias ao controle do greening, por exemplo. A legislação vigente exige o controle eficiente do psilídeo em todos os pomares e a eliminação de plantas sintomáticas em pomares com até oito anos de idade.

    Relatório cancro/greening

    A Defesa Agropecuária alerta os produtores de citros sobre a necessidade de entregar o relatório Cancro/Greening até 15 de julho. O documento deve ser enviado pelo sistema Gedave. Ele deve conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2024.

    A entrega dos relatórios com dados precisos permite à Defesa Agropecuária direcionar melhor as ações de defesa fitossanitária e políticas públicas. Em São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores, independentemente da idade das plantas. Ou seja, atraso ou a não entrega do relatório sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

     

  • Produção de laranja – governo amplia emergência fitossanitária

    Produção de laranja – governo amplia emergência fitossanitária

    O governo do Paraná prorrogou por 180 dias a emergência fitossanitária no estado para intensificar o combate ao greening, uma das principais pragas que afetam a citricultura no mundo. A medida busca dar maior mobilidade e agilidade às ações de controle da doença, que vem se agravando nos últimos anos.

    Desde que as ações de combate se iniciaram, há cerca de dois anos, o governo erradicou quase 280 mil plantas cítricas e ornamentais nas regiões Noroeste e Norte do estado.

    As boas práticas recomendadas contra a doença incluem a erradicação de plantas doentes e o plantio de mudas sadias de viveiros registrados. Além disso, o controle eficiente do inseto vetor (psilídeo Diaphorina citri) com produtos biológicos e químicos também é recomendado.

    Decreto fitossanitário

    “Em primeiro lugar, o decreto de emergência fitossanitária é um instrumento forte e necessário, desejado por toda a cadeia da citricultura. Isso possibilita medidas efetivas para controlar o problema e garantir a continuidade da citricultura, importante para a economia e sociedade do Paraná,” afirmou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza.

    Um balanço das ações foi apresentado na última semana durante reunião da Câmara Técnica de Citricultura em Paranavaí, em complemento ao decreto de emergência fitossanitária. “Buscamos reforçar o envolvimento dos técnicos de empresas públicas e privadas. O objetivo é garantir que a atuação política respalde e fortaleça o trabalho realizado,” disse a citricultora e engenheira agrônoma Marlene Calzavara.

    Foto: Divulgação – AEN/Jaelson Lucas

    Um grupo de trabalho foi criado para tratar do greening, detectado no Brasil recentemente. Com o recrudescimento da doença a partir de 2022, a discussão foi intensificada e o grupo transformado na Câmara Técnica da Citricultura em 2023. “Antes, o índice de contaminação era de 1%, aceitável, mas subiu para 10% e, em alguns casos, até 20% da propriedade,” salientou Marlene.

    Operação Big Citrus

    A operação envolveu conscientização, fiscalização e reforço nas medidas de prevenção e controle do greening.  40 servidores atuaram em 24 municípios dos núcleos de Apucarana, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Londrina, Maringá, Paranavaí e Umuarama.

    Desde então, a equipe de fiscalização realizou 409 inspeções em propriedades comerciais de citros, 376 em áreas não comerciais e duas em viveiros clandestinos.

    Além disso, eles aplicaram mais de 200 notificações para que os proprietários erradicassem as plantas sintomáticas ou apresentassem um plano de manejo para controlar o HLB (Huanglongbing) e o inseto vetor.

    “O setor público reforça a importância de o setor privado contribuir integralmente para seu próprio sucesso,” afirmou Paulo Marques, chefe da Divisão de Sanidade da Fruticultura da Adapar. Ele também destacou o trabalho do setor público contra o comércio irregular de mudas cítricas, que fomenta a implantação de pomares sem acompanhamento técnico, arriscando toda a atividade. O setor público também emitiu 20 autos de infração.

    O greening

    O greening é uma praga grave que afeta severamente a citricultura devido à sua rápida disseminação e dificuldades de controle. A bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas) é o principal agente causal da doença, no Brasil e ataca diversas espécies cítricas. A transmissão acontece pelo psilídeo asiático dos citros Diaphorina citri Kuwayama.

    A praga causa queda prematura dos frutos, reduzindo a produção e podendo levar à morte precoce das plantas.

    Por exemplo, os frutos ficam menores, deformados, com sementes abortadas, açúcares reduzidos e acidez elevada, depreciando o sabor e o valor comercial, tanto para consumo in natura quanto para processamento industrial.

    Renato Rezende Young Blood, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, explicou que o greening atinge com mais intensidade os primeiros 50 metros dos pomares. “As pequenas propriedades são mais afetadas, pois têm mais borda proporcional às suas áreas,” disse ele. “Por isso, é importante um bom trabalho de controle nas bordaduras, onde a Adapar age com mais efetividade.”

    Atualmente, além da proibição de mudas de viveiros irregulares, o uso de quebra-ventos, adensamento do plantio, adubação, irrigação de qualidade e cobertura vegetal ajudam no desenvolvimento rápido da planta. Isso reduz a exposição ao inseto, pois a transmissão é mais comum em brotos.

    Controle biológico

    A Tamarixia radiata, uma vespa parasitoide criada em laboratório, é um inimigo biológico eficaz no controle do psilídeo dos citros. Desde 2016, mais de 10 milhões de vespas foram liberadas no Paraná em áreas marginais a aproximadamente 60 municípios com propriedades citrícolas comerciais.

    No campo, as vespas procuram os ninhos da Diaphorina citri para se reproduzir, depositando ovos embaixo das ninfas, que servirão de alimento para as larvas.  Ou seja, cada vespa pode eliminar até 500 psilídeos, reduzindo significativamente o número de vetores e, consequentemente, a incidência da doença do greening.

    A liberação de T. radiata no entorno dos pomares pulverizados é um importante aliado no controle da doença em áreas abandonadas, sítios e residências com árvores cítricas no quintal ou com as plantas ornamentais. Portanto é importante eliminar  tambpem vetores de transmissão comuns em áreas públicas e cemitérios, que também são focos de psilídeos.

  • Escassez de laranjas em julho: preços em alta

    Escassez de laranjas em julho: preços em alta

    A oferta de cítricos no mercado de mesa paulista deve continuar baixa em julho, conforme apontam pesquisas do Cepea. A disponibilidade de laranjas, em particular, vem caindo desde meados do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, essa queda está relacionada à elevada absorção industrial, uma vez que as processadoras têm uma grande necessidade de adquirir a matéria-prima, já que os estoques de suco devem encerrar a safra 2023/24 (em 30 de junho de 2024) em níveis bastante baixos.

    Preços em alta

    Nesse contexto, os preços da laranja tendem a se manter firmes ou em alta. Na parcial de junho, até o dia 27, a média da laranja pera in natura atingiu R$ 85,60 por caixa de 40,8 kg na árvore, um aumento de 6,7% em relação a maio. Na indústria, a cotação média para a pera e as tardias foi de R$ 75,97 por caixa de 40,8 kg, colhida, registrando um aumento de 14,2% na mesma comparação.

    Esses dados indicam uma tendência de valorização dos cítricos no mercado paulista, impulsionada pela demanda industrial e pela baixa oferta disponível.

    Greening no Brasil

    Dados do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) indicam prejuízos de até R$ 3,5 milhões em 2023 devido à intensidade da doença em determinadas fazendas. “O greening representa hoje a principal preocupação dos citricultores, causando grandes perdas de produtividade e aumento no preço da laranja. Medidas eficazes de manejo são essenciais para reduzir os danos e garantir a rentabilidade dos produtores”, concluiu um especialista do setor.

    O greening, ou Huanglongbing (HLB), é uma das doenças mais devastadoras da citricultura brasileira, comprometendo a produtividade dos pomares e a qualidade das frutas. Transmitido pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), o greening afeta grandes áreas de cultivo, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. A falta de controle adequado, impulsionada por baixos investimentos, agrava a disseminação da doença. Medidas integradas de manejo e novas estratégias de controle são cruciais para mitigar os impactos econômicos e preservar a saúde dos pomares brasileiros.

  • Novas estratégias para o controle do greening

    Novas estratégias para o controle do greening

    A Expocitros 2024, principal feira citrícola do Brasil, realizada em Cordeirópolis (SP), destacou novas estratégias para o controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), vetor da doença greening. A equipe técnica da Sipcam Nichino celebrou a aceitação de sua nova estratégia para controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri). Esse é o vetor da doença ‘greening’. A nova abordagem, que utiliza os compostos buprofezina e fenpiroximato, mostrou-se altamente eficaz, com controle de 80% a 100% das populações do inseto.

    evento expocitrus
    Reprodução – divulgação

    De acordo com pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), a combinação desses compostos oferece uma solução economicamente viável e agronomicamente eficaz para os citricultores. “Buprofezina atua por contato e vapor em todas as etapas de desenvolvimento do psilídeo, recomendando-se duas aplicações com intervalos de sete dias nos períodos de maior ocorrência de brotações”, explicou Marcelo Palazim, engenheiro agrônomo e um especialista do setor.

    Previsão de Avanço do Greening na Safra 2024-25

    Especialistas apontam que a prevalência de preços baixos para a caixa de laranja nos últimos anos tem desmotivado produtores a investir no controle do greening, resultando em um aumento significativo do inseto-vetor. Gilberto Tozatti, da Citrus Consulting, estima que a doença deverá avançar de 38% para mais de 50% dos pomares do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais na safra 2024-25.

    Dados do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) indicam prejuízos de até R$ 3,5 milhões em 2023 devido à intensidade da doença em determinadas fazendas. “O greening representa hoje a principal preocupação dos citricultores, causando grandes perdas de produtividade e aumento no preço da laranja. Medidas eficazes de manejo são essenciais para reduzir os danos e garantir a rentabilidade dos produtores”, concluiu um especialista do setor.

    Greening no Brasil

    O greening, ou Huanglongbing (HLB), é uma das doenças mais devastadoras da citricultura brasileira, comprometendo a produtividade dos pomares e a qualidade das frutas. Transmitido pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), o greening afeta grandes áreas de cultivo, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. A falta de controle adequado, impulsionada por baixos investimentos, agrava a disseminação da doença. Medidas integradas de manejo e novas estratégias de controle são cruciais para mitigar os impactos econômicos e preservar a saúde dos pomares brasileiros.