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  • Conheça o ingá – fruta conquista pelo sabor e poder curativo

    Conheça o ingá – fruta conquista pelo sabor e poder curativo

    Nas matas brasileiras, das margens dos rios amazônicos às áreas de cerrado, cresce silenciosamente uma das árvores mais generosas da nossa flora: o ingazeiro. Com suas longas vagens verdes que podem atingir impressionantes um metro de comprimento, esta árvore esconde um tesouro gastronômico e medicinal que poucos conhecem em profundidade.

    A polpa branca e adocicada do ingá, envolta em suas características vagens retorcidas, é uma experiência sensorial única. Quem já provou descreve o sabor como delicado, levemente adocicado, com textura que lembra um algodão-doce natural. Mas comer ingá é mais que um simples ato de alimentação – é uma conexão com saberes ancestrais. Populações tradicionais há gerações utilizam não apenas o fruto, mas também as folhas e cascas da árvore em preparos medicinais, desde xaropes para problemas respiratórios até chás com propriedades anti-inflamatórias.

    Foto: reprodução

    O ingazeiro se revela um verdadeiro aliado da natureza. Suas flores brancas, ricas em néctar, são verdadeiros banquetes para abelhas e outros polinizadores, desempenhando papel crucial na manutenção da biodiversidade. Como leguminosa, a árvore tem a capacidade notável de fixar nitrogênio no solo, enriquecendo a terra e permitindo que outras plantas cresçam mais vigorosas ao seu redor. Não por acaso, agricultores que praticam a agroecologia estão cada vez mais incorporando o ingazeiro em seus sistemas de cultivo, especialmente em consórcio com plantas como o café.

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    Apesar de seu enorme potencial, o ingá permanece um fruto subutilizado em nossa sociedade. Enquanto na Amazônia é comum encontrar crianças saboreando a polpa doce diretamente da vagem, nas grandes cidades brasileiras este alimento quase não chega.

    Foto: reprodução

    Pesquisadores da Embrapa e de universidades como a ESALQ/USP destacam que estamos perdendo a oportunidade de explorar comercialmente este recurso natural, que poderia ser transformado em polpas, doces e até farinhas nutritivas.

    O desafio agora é dar ao ingá o reconhecimento que merece. Seja através de políticas públicas que incentivem seu cultivo, seja pelo trabalho de chefs que estão começando a explorar seu potencial gastronômico, este fruto nativo tem muito a contribuir para uma alimentação mais sustentável e conectada com nossos ecossistemas. Afinal, proteger e valorizar o ingazeiro é também preservar um pedaço importante da identidade ambiental e cultural do Brasil.

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  • Conheça as frutas mais caras do Brasil

    Conheça as frutas mais caras do Brasil

    No universo das frutas brasileiras, algumas se destacam não apenas pelo sabor, mas também pelo preço elevado e pela dificuldade de cultivo e importação. Enquanto pitayas e cerejas já são conhecidas por seus preços elevados, o Brasil abriga frutas ainda mais raras e caras, algumas ultrapassando R$ 200 por unidade.

    Entre essas frutas estão exemplares que encantam pelo exotismo e trazem consigo histórias de raridade e exclusividade. Descubra por que elas valem tanto.

    Mangostão (ou Mangostim)

    mangostão
    Foto: Mondini Plantas

    Nativo do sudeste asiático, o mangostão é uma das frutas mais cobiçadas do mundo. No Brasil, é cultivado em regiões como Bahia e Pará, mas sua produção é limitada, elevando o preço.

    O mangostão é também chamado de mangostim. Apesar de ser relativamente acessível em regiões produtoras, onde pode custar cerca de R$ 15 a unidade, a fruta se torna um luxo nas grandes cidades brasileiras. Em locais como a Ceagesp ou o Mercado Municipal de São Paulo, uma caixa de mangostão pode alcançar até R$ 200, reflexo da alta demanda e da dificuldade de importação.

    Jabuticaba Branca

    jabuticaba branca
    Foto: Viveiro Dan Cruz

    Raríssima, a jabuticaba branca é uma variação da tradicional jabuticaba roxa, mas com sabor mais delicado e doce. Encontrada apenas em pequenas produções no Sudeste, seu preço pode ultrapassar R$ 500 o quilo. A dificuldade de cultivo e a baixa disponibilidade a tornam uma das frutas mais exclusivas do país. Apesar do nome, ela é verde.

    Pitaya

    pitaya
    Foto: Agência Agro em Campo

    A pitaya, fruta exótica de origem mexicana e centro-americana. No Brasil, é produzida principalmente no Nordeste e Sudeste.

    Ela chama atenção com sua beleza e sabor únicos. O cultivo da fruta no Brasil é complexo, principalmente devido ao processo de polinização totalmente manual, que encarece sua produção. Essa característica faz da pitaya uma das frutas com maior valor agregado no mercado nacional.

    pitaya
    Foto: Agência Agro em Campo

    Seu preço varia entre R$ 60 e R$ 100 o quilo, dependendo da variedade (vermelha, branca ou rosa).

    Cereja Importada

    cereja
    Foto: Agência Agro em Campo

    Embora muito consumida, a cereja não é produzida no Brasil, justamente por sua exigência climática. Para se desenvolver, precisa de mais de 400 horas com temperaturas abaixo de 7°C, condição rara no território brasileiro. Por isso, só é encontrada na versão importada, principalmente do Chile e EUA, chegando a custar R$ 150 o quilo. Seu sabor doce e textura firme a tornam um item de luxo em mercados e festas.

    Rambutão

    rambutão ou rambutan
    Foto: Ceagesp

    Pouco conhecido no Brasil, o rambutão é uma fruta peluda, semelhante à lichia, mas com sabor mais adocicado e ácido. Originário do Sudeste Asiático, é cultivado em pequena escala no Norte e Nordeste. Seu preço pode chegar a R$ 120 o quilo, especialmente em feiras especializadas.

    Por que essas frutas são tão caras?

    Além da raridade, fatores como dificuldade de cultivo, necessidade de importação e baixa produção elevam os preços. Para quem busca experiências gastronômicas únicas, porém, o investimento pode valer a pena.

    Além dessas, existem outras frutas que figuram entre as mais caras do país, como o durião — conhecido pelo odor forte e sabor exótico — e o maracujá-do-mato, que apesar de menos conhecido, tem alta demanda em nichos específicos pela sua raridade.

    A complexidade do cultivo, a origem estrangeira e as condições climáticas específicas explicam por que algumas frutas brasileiras assemelham-se quase a verdadeiros luxos em suas versões nacionais, atraindo consumidores dispostos a pagar caro por sabores únicos. Interessou e quer experimentar?

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  • Oiti: a fruta dourada do cerrado

    Oiti: a fruta dourada do cerrado

    O cerrado brasileiro abriga tesouros gastronômicos únicos, e entre eles destaca-se o oiti (Licania tomentosa), uma fruta pequena mas poderosa em sabor e propriedades nutricionais. Essa pequena esfera dourada de polpa suculenta tem conquistado cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros e despertado o interesse de nutricionistas e chefs renomados.

    O oiti é o fruto da oitizeira, árvore nativa do cerrado brasileiro que pode atingir até 15 metros de altura. Com formato arredondado e tamanho que varia entre 2 a 4 centímetros de diâmetro, a fruta apresenta casca lisa de coloração amarelo-dourada quando madura. Sua polpa é carnosa, suculenta e envolve uma ou duas sementes grandes.

    A árvore floresce entre agosto e outubro, e os frutos amadurecem de dezembro a março, coincidindo com o período chuvoso do cerrado. Esta sazonalidade torna o oiti ainda mais especial, sendo aguardado pelos apreciadores durante todo o ano.

    Sabor inconfundível: uma experiência sensorial única

    O sabor do oiti é uma verdadeira explosão gustativa que combina doçura natural com um toque levemente ácido, criando um equilíbrio perfeito no paladar. A textura da polpa lembra uma mistura entre manga e cajá, com consistência cremosa e suculenta que literalmente derrete na boca.

    Foto: Agência Agro em Campo

    Muitos descrevem o sabor como tropical e exótico, com notas que remetem a frutas como caju, manga e até mesmo um leve toque floral. Esta complexidade de sabores torna o oiti uma experiência gastronômica inesquecível para quem prova pela primeira vez.

    Perfil nutricional: um tesouro de vitaminas e minerais

    O oiti não é apenas saboroso, mas também uma excelente fonte de nutrientes essenciais para o organismo. Estudos nutricionais revelam que a fruta é rica em:

    Vitaminas:

    • Vitamina C: fundamental para o sistema imunológico e produção de colágeno
    • Vitaminas do complexo B: essenciais para o metabolismo energético
    • Vitamina A: importante para a saúde ocular e da pele

    Minerais:

    • Potássio: crucial para a função cardiovascular
    • Magnésio: importante para ossos e músculos
    • Ferro: essencial na prevenção da anemia
    • Cálcio: fundamental para a saúde óssea

    Benefícios para a saúde: mais que sabor

    As propriedades nutricionais do oiti traduzem-se em diversos benefícios para a saúde. A alta concentração de vitamina C fortalece o sistema imunológico, enquanto os antioxidantes presentes na fruta combatem os radicais livres, contribuindo para o retardamento do envelhecimento celular.

    O potássio presente no oiti ajuda na regulação da pressão arterial, enquanto as fibras auxiliam no bom funcionamento do intestino e na sensação de saciedade. Além disso, o baixo teor calórico torna a fruta uma excelente opção para quem busca uma alimentação saudável e equilibrada.

    Formas de Consumo: da natureza à mesa

    O oiti pode ser consumido in natura, sendo esta a forma mais tradicional e que preserva integralmente seus nutrientes. Basta descascar a fruta e saborear sua polpa doce e refrescante.

    Foto: Agência Agro em Campo

    Na culinária regional, o oiti é transformado em:

    • Sucos naturais refrescantes
    • Sorvetes e picolés artesanais
    • Geleias e compotas caseiras
    • Doces e sobremesas tradicionais
    • Licores e bebidas fermentadas

    Sustentabilidade e preservação do cerrado

    O cultivo e consumo do oiti representam mais que uma experiência gastronômica – são atos de preservação ambiental e cultural. A valorização desta fruta nativa contribui para a conservação do cerrado, bioma que abriga 5% da biodiversidade mundial e enfrenta constantes ameaças de desmatamento.

    Pequenos produtores e comunidades tradicionais dependem da coleta e comercialização do oiti como fonte de renda, tornando o consumo consciente desta fruta uma forma de apoiar a economia local e a preservação ambiental.

    O oiti pode ser encontrado em mercados regionais, feiras livres e estabelecimentos especializados em frutas do cerrado, principalmente nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Distrito Federal, durante sua época de safra.

    Para escolher frutos de qualidade, prefira aqueles com casca dourada uniforme, sem manchas escuras ou machucados. A fruta deve ceder levemente à pressão dos dedos, indicando maturação adequada.

    Com o crescente interesse por alimentos funcionais e sustentáveis, o oiti desponta como uma das frutas nativas brasileiras com maior potencial de expansão. Pesquisadores estudam formas de prolongar sua conservação e desenvolver produtos derivados, enquanto chefs renomados incorporam a fruta em pratos sofisticados.

    A pequena fruta dourada do cerrado representa muito mais que um sabor exótico – é um símbolo da riqueza da biodiversidade brasileira e uma ponte entre tradição e inovação gastronômica.

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  • Brasil diversifica mercados após ameaça de tarifas americanas sobre frutas tropicais

    Brasil diversifica mercados após ameaça de tarifas americanas sobre frutas tropicais

    Os Estados Unidos preparam novas tarifas sobre produtos agrícolas brasileiros para o início do mês. A medida vai além das tradicionais exportações de laranja e café. Agora, frutas frescas como manga e uva também enfrentam a ameaça do “tarifaço” americano.

    O setor frutícola brasileiro acende o sinal de alerta. Produtores temem impactos diretos já no segundo semestre de 2025, período crucial para as exportações dessas culturas.

    A manga deve sentir os efeitos mais rapidamente. As exportações para o mercado norte-americano começam em agosto. O timing preocupa produtores que planejavam uma safra otimista, baseada na valorização cambial e na recuperação dos polos frutíferos nordestinos.

    A região Nordeste concentra a produção de manga destinada ao exterior. Os produtores locais contavam com o cenário favorável para expandir negócios com os EUA.

    Uva brasileira perde competitividade

    A uva de mesa brasileira também entra na zona de risco. A colheita para exportação inicia na segunda quinzena de setembro, especialmente no Vale do São Francisco.

    O produto brasileiro ganhou espaço no mercado americano nos últimos anos. A qualidade e variedade das uvas nacionais conquistaram consumidores dos EUA. Porém, as novas tarifas podem beneficiar concorrentes de outros países.

    Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, vê oportunidade na crise. “É hora de diversificar e construir novos parceiros comerciais”, afirma o executivo. “Essa tarifa não é o fim da lavoura, mas o sinal para defender nossa produção com estratégia.”

    O setor se mobiliza para encontrar saídas viáveis. Antes das ameaças tarifárias, produtores projetavam crescimento nas exportações de frutas frescas para os EUA.

    União Europeia como alternativa principal

    Especialistas apontam dois caminhos para os produtores brasileiros. O primeiro envolve a diversificação de mercados internacionais. O segundo foca no fortalecimento do mercado interno.

    A União Europeia surge como destino natural. O bloco europeu já conhece os protocolos fitossanitários brasileiros. Reino Unido, Emirados Árabes, Canadá e países asiáticos também ampliam o consumo de frutas tropicais.

    O mercado doméstico pode absorver volumes maiores de frutas. Porém, essa estratégia pressiona os preços ao produtor. A situação exige atenção redobrada à logística, qualidade e negociação com grandes redes varejistas.

    Produtores precisam se preparar para margens menores no mercado interno. A competição com frutas importadas também pode intensificar.

    Governo articula medidas de apoio

    Entidades do setor produtivo buscam apoio do governo federal. As propostas incluem crédito emergencial, estímulo à abertura de novos mercados e atuação diplomática.

    O objetivo é reverter ou minimizar os efeitos das tarifas americanas. A organização da cadeia produtiva torna-se fundamental para manter a competitividade brasileira.

    “Estamos comprometidos em levar tecnologia e inovação para o campo”, destaca Leonardo Sodré. O executivo defende investimentos em pesquisa e desenvolvimento como caminho para uma agricultura sustentável.

    A combinação de tecnologia com conhecimento do produtor pode fortalecer o setor. A estratégia visa manter a relevância do Brasil no mercado global de frutas frescas, mesmo diante das adversidades comerciais.

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    + Agro em Campo: Fruto amazônico promete benefícios à saúde

  • Fruto amazônico promete benefícios à saúde

    Fruto amazônico promete benefícios à saúde

    Nas encostas dos Andes, onde rios caem em cascatas rumo à Amazônia, cresce o buriti (Mauritia flexuosa L.), fruto da palmeira moriche.

    A fruta, típica da região amazônica, conhecida por seu alto valor nutricional e importância cultural. Trata-se de uma palmeira que pode atingir até 35 metros de altura, com frutos que crescem em cachos, cada um podendo conter centenas de exemplares, resultando numa produção média de cerca de 290 quilos por palmeira.

    Foto: ISPN/Divulgação

    Sua polpa tem coloração amarelada a alaranjada e é rica em vitaminas e minerais essenciais para a saúde. Destaca-se pela altíssima concentração de vitamina A — contendo 20 vezes mais que a cenoura —, além de vitamina C, cálcio, ferro e potássio. O buriti também é fonte natural dos ômegas 3, 6 e 9, importantes para a saúde cardiovascular, circulação, pele e equilíbrio do colesterol bom. Entre seus benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, combate à fadiga, melhora da visão e cuidado dos rins e pulmões.

    Outras vantagens

    Além das vitaminas, o buriti contém fitoestrógenos que possuem propriedades anticancerígenas e podem contribuir para a redução dos sintomas da menopausa e doenças cardiovasculares, conforme estudos recentes. Suas propriedades antibióticas, analgésicas e anti-inflamatórias também são destacados na medicina popular.

    No Peru, a fruta é chamada de aguaje; na Colômbia e Venezuela, moriche. E os moradores preparam ela de forma tradicional: deixam-no de molho por dois dias, removem a casca e transformam a polpa alaranjada em aguajina, uma bebida cremosa e nutritiva.

    Vendedores locais, como Gianina Pujay, afirmam que a fruta fortalece ossos, pele e cabelo, especialmente para mulheres. Alguns acreditam que o aguaje possui compostos semelhantes ao estrogênio, recomendando moderação no consumo por homens – embora faltem estudos conclusivos.

    Rico em vitamina A, ômega-9 e antioxidantes, o buriti ganha espaço como superalimento. Sua polpa também vira sorvetes, doces e óleos cosméticos.

    Enquanto a ciência investiga seus efeitos, o fruto segue como símbolo da cultura andina – e uma delícia que atrai curiosos e amantes da gastronomia amazônica.

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  • Conheça o tucumã, o tesouro nutricional da Amazônia

    Conheça o tucumã, o tesouro nutricional da Amazônia

    O tucumã vem ganhando reconhecimento nacional como um dos frutos mais nutritivos da Amazônia. Esta fruta exótica carrega uma concentração impressionante de vitaminas e minerais que prometem revolucionar a alimentação saudável brasileira.

    O tucumã é fruto da palmeira Astrocaryum vulgare, uma espécie nativa da Amazônia que se destaca pela resistência e adaptabilidade. A palmeira, conhecida regionalmente como tucumazeiro, alcança até 10 metros de altura e produz cachos com numerosos frutos de formato ovoide.

    A árvore começa a dar frutos por volta do seu sétimo ano, quando atinge entre 6 e 9 metros de altura. Esta característica faz dela uma cultura de longo prazo, mas com potencial econômico significativo para as comunidades locais.

    Características da fruta

    O fruto é redondo, composto de polpa alaranjada ou amarela de massa fibrosa, compacta e firme. Sua aparência externa varia entre tons de amarelo claro e escuro, enquanto a polpa interna apresenta textura oleosa e sabor característico.

    Tem sabor salgado e oleoso, de polpa laranja e fibrosa. Esta combinação única de sabores torna o tucumã uma experiência gastronômica singular na culinária amazônica.

    O tucumã se destaca como uma potência nutricional. A polpa tem três vezes mais vitamina A que a cenoura. A dose é tão alta que apenas um fruto satisfaz as necessidades diárias de adultos ou crianças.

    O perfil nutricional completo inclui:

    • Vitamina A: em concentração excepcional
    • Vitaminas B1 e C: presentes em quantidades significativas
    • Ômega-3: ácidos graxos essenciais para a saúde
    • Minerais: cálcio, potássio e magnésio
    • Proteínas: fonte vegetal de aminoácidos
    • Fibras: importantes para o sistema digestivo

    Benefícios para a saúde

    Fortalece o sistema imunológico, por ser rico em vitamina C, vitamina A e carotenoides, compostos que fortalecem as células de defesa e combatem os radicais livres.

    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    O óleo de tucumã extraído da polpa dos frutos é rico em ácidos graxos (gordura) insaturados, em carotenoides (betacaroteno) e apresenta atividades antioxidante, anti-inflamatória, anticarcinogênica e antihiperglicêmica.

    Os principais benefícios incluem:

    • Prevenção do envelhecimento precoce
    • Fortalecimento do sistema imunológico
    • Melhoria da saúde cardiovascular
    • Proteção contra o câncer
    • Fortalecimento de ossos e dentes

    Formas de consumo

    Em Manaus, a polpa da fruta é consumida in natura ou no recheio de tapiocas, sanduíche, comuns no café da manhã regional, e também em alguns pratos típicos da culinária local.

    As principais formas de consumo incluem:

    • In natura: consumo direto da polpa
    • Recheio de tapiocas: tradicional no café da manhã
    • Sanduíches: combinação popular na região
    • Pratos típicos: integrado na culinária local
    • Óleo: extraído das sementes para uso culinário

    Importância regional e econômica

    Com crescimento em palmeiras, este fruto era visto, por muito tempo, como uma praga, principalmente por ser muito resistente e possuir longos espinhos que machucam o gado e danificam as máquinas.

    A percepção mudou drasticamente. Hoje, o tucumã representa uma oportunidade econômica significativa para comunidades amazônicas. A palmeira do tucumã (Astrocaryum vulgare) é considerada uma planta pioneira e invasora de pastos, mas também é encontrada em capoeiras e florestas.

    O tucumazeiro é resistente ao fogo, pois tem a capacidade de rebrotar após as queimadas. Esta característica torna a palmeira uma aliada na recuperação de áreas degradadas.

    A resistência natural da espécie a condições adversas, combinada com seu alto valor nutricional, posiciona o tucumã como uma cultura sustentável para o futuro da Amazônia.

    Aplicações industriais

    Além do consumo alimentar, o tucumã tem encontrado espaço na indústria cosmética. É rico em ácidos graxos essenciais, como o ácido oleico e o ácido palmítico, além de antioxidantes e vitaminas A e E.

    Como ele é rico em ômega 3, 6 e 9, comporta-se como um excelente hidratante sendo empregado em produtos cosméticos para a hidratação da pele, loções corporais e produtos capilares para cabelos danificados.

    O tucumã representa mais que uma fruta exótica. É um símbolo da riqueza nutricional amazônica e uma oportunidade de desenvolvimento sustentável para a região. Com seu perfil nutricional excepcional e versatilidade de uso, o tucumã está preparado para conquistar o mercado nacional e internacional.

    A valorização deste fruto amazônico contribui não apenas para a diversificação da dieta brasileira, mas também para a preservação da floresta e o desenvolvimento econômico das comunidades locais.

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  • Dia Mundial da Fruta: saiba qual é a fruta mais exportada do Brasil

    Dia Mundial da Fruta: saiba qual é a fruta mais exportada do Brasil

    O Brasil consolida a manga como sua fruta mais exportada em 2025, com mais de US$ 80 milhões arrecadados e 73,6 mil toneladas enviadas ao exterior até maio. O Nordeste, especialmente Pernambuco e Bahia, responde pela maior parte da produção destinada ao mercado internacional, tendo a União Europeia como principal destino.

    A manga brasileira se destaca não apenas pelo volume exportado, mas também pelo impacto positivo na saúde. Rica em vitamina C, vitamina A, fibras, potássio, folato, cálcio e zinco, a fruta fortalece o sistema imunológico e protege a visão. Além disso, melhora a saúde da pele e regula o funcionamento intestinal. Seu alto teor de fibras auxilia na digestão e previne a constipação. Enquanto compostos antioxidantes e anti-inflamatórios contribuem para combater o envelhecimento precoce e proteger o estômago contra gastrite.

    Divulgação – Embrapa

    Em 2024, as exportações totais de frutas brasileiras somaram US$ 1,38 bilhão, superando a marca de um milhão de toneladas. A manga liderou esse desempenho, com mais de US$ 350 milhões em vendas para mercados como União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido. O Observatório de Mercado da Manga da Embrapa Semiárido aponta que as variedades Palmer e Tommy dominam os embarques, com 52% do volume destinado à Holanda, 26% à Espanha e 8% a Portugal.

    No Dia Mundial da Fruta, celebrado em 1º de julho, a manga simboliza o protagonismo do Brasil no comércio global e reforça a importância de incluir frutas na alimentação diária para promover saúde e bem-estar.

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  • Abiu: a doce joia da Amazônia

    Abiu: a doce joia da Amazônia

    No coração da Floresta Amazônica, entre árvores centenárias e uma biodiversidade sem igual, cresce o abiu – uma fruta dourada, de polpa suave e sabor que lembra mel com toques de baunilha. Ainda pouco conhecida no resto do Brasil, essa iguaria nativa está ganhando espaço não apenas pelo seu paladar único, mas também por seus impressionantes benefícios nutricionais.

    Foto: Redes sociais

    Originário da região do Alto Solimões, o abiu (Pouteria caimito) tem um nome que vem do tupi-guarani e significa “fruta que abre” – uma referência à sua casca amarela que se rompe facilmente quando madura, revelando uma polpa branca e translúcida. No Norte do país, especialmente no Pará, ele é consumido há gerações, seja in natura ou transformado em geleias, sorvetes e sucos refrescantes.

    Por que o abiu faz bem à saúde?

    • Fortalecimento imunológico: com 10,3mg de vitamina C a cada 100g, ajuda a prevenir gripes e infecções
    • Saúde intestinal: rico em fibras, regula o trânsito e pode ajudar em casos de diarreia quando consumido como chá
    • Combate à anemia: a combinação de ferro e vitamina C melhora a absorção do mineral no organismo

    Além desses benefícios, a fruta é uma aliada da beleza, graças à vitamina B5 que estimula a produção de colágeno, mantendo a pele firme e os cabelos saudáveis. E com apenas 47 calorias por porção, é uma excelente opção para quem busca alimentação saudável sem abrir mão do sabor.

    O consumo do abiu exige alguns cuidados. A fruta deve estar bem madura – com a casca totalmente amarela – para evitar o látex grudento que pode irritar os lábios quando ainda verde. A forma mais tradicional de comer é cortando ao meio e saboreando a polpa com uma colher, mas suas possibilidades culinárias vão muito além.

    Receitas para experimentar:
    • Sorvete cremoso: bata a polpa com leite condensado e creme de leite, leve ao freezer
    • Geleia caseira: cozinhe a polpa com açúcar e limão para um acompanhamento versátil
    • Suco energético: misture com outras frutas tropicais para um refresco nutritivo

    Para quem se encantou com o abiu e quer cultivá-lo, a boa notícia é que ele se adapta bem em regiões de clima tropical. O plantio requer paciência – as primeiras frutas geralmente aparecem após dois ou três anos – mas o resultado vale a espera. Árvores adultas podem produzir centenas de frutos por temporada, transformando qualquer quintal numa pequena Amazônia particular.

    Foto: Redes sociais

    À medida que a busca por alimentos saudáveis e sustentáveis cresce, o abiu emerge como um verdadeiro tesouro a ser descoberto. Seja pela sua história, pelo seu sabor marcante ou pelos benefícios que oferece, essa fruta amazônica prova que a natureza continua sendo a mais sábia das farmácias – e a mais generosa das doceiras.

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  • Área plantada com maçã cresce mais de 40% no Sul de Minas

    Área plantada com maçã cresce mais de 40% no Sul de Minas

    A produção de maçã no Sul de Minas Gerais deve registrar um crescimento expressivo em 2025. Segundo estimativas de produtores e técnicos, a área plantada, atualmente de 7,2 hectares, deve saltar para 10,2 hectares no segundo semestre. Ou seja, um aumento de quase 42%. O avanço é impulsionado pelo bom desempenho da fruta na região e pelo interesse crescente dos agricultores locais.

    O crescimento se deve, principalmente, à aquisição conjunta de 2 mil mudas de maçã por um grupo de 20 produtores dos municípios de Arceburgo, Areado, Alfenas, Botelhos, Bom Jesus da Penha, Carvalhópolis, Cássia, Guaranésia, Guaxupé, Itamogi, Machado, Monte Santo de Minas, Paraguaçu, Poço Fundo e São Pedro da União. As mudas, provenientes de viveiros do Sul do país, chegam em julho e têm previsão de início de produção em dois anos.

    Com a nova área de três hectares, a expectativa é alcançar uma produção de até 60 toneladas de maçã por ano, quando as árvores estiverem em pleno desenvolvimento. O projeto visa abastecer o mercado regional com frutas frescas, reduzindo a dependência de maçãs vindas de outros estados.

    Expansão

    A introdução da cultura de maçã no Sul de Minas é recente. Mas ganhou força a partir de 2022, quando a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) implantou unidades demonstrativas em propriedades da região. Os resultados positivos animaram os produtores, que viram na fruta uma alternativa de renda e diversificação agrícola. Especialmente em áreas onde o café não é viável devido às geadas.

    Nas primeiras colheitas das unidades demonstrativas, mesmo com plantas ainda jovens, os produtores colheram 30 toneladas de maçã. As variedades Eva e Princesa, desenvolvidas pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), mostraram boa adaptação ao clima local — com inverno menos rigoroso do que o das tradicionais regiões produtoras do Sul do Brasil — e, por isso, foram escolhidas para o cultivo.

    Além do mercado consumidor regional, os produtores miram o fornecimento para programas institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que tem alta demanda pela fruta. “É uma boa oportunidade para os produtores de Minas conquistarem este mercado. Mercado que ainda depende da maçã vinda de outros estados”, destaca Deny Sanábio, coordenador estadual de Fruticultura da Emater-MG.

    Outro diferencial da cultura é o período de produção, que ocorre fora da safra do café. Portanto, possibilitando melhor distribuição da renda ao longo do ano. “A maçã é uma alternativa para diversificação, inclusive em áreas onde não se planta café. Mas é uma cultura técnica, que exige atenção especial com podas e tratos culturais”, explica Geraldo José Rodrigues, técnico da Emater-MG em Guaranésia.

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  • Paraná prevê safra recorde de milho em 2025

    Paraná prevê safra recorde de milho em 2025

    Mesmo com perdas climáticas, o Paraná deve colher a maior safra de milho da história. A estimativa da safra 2024/25 alcança 16,15 milhões de toneladas na segunda safra. A previsão é do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná.

    Somadas a primeira e a segunda safras, a produção deve ultrapassar 18,1 milhões de toneladas. O volume supera o recorde anterior, registrado em 2016/17. Os dados fazem parte da Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (29).

    A segunda safra de milho já foi 100% plantada. A área cultivada é 7,4% maior que a do ciclo anterior, totalizando 2,72 milhões de hectares. A ampliação da área reflete a confiança dos produtores mesmo com os riscos climáticos.

    A colheita da primeira safra foi concluída na semana passada. Apesar da redução de 8% na área plantada, a produtividade surpreendeu. Foram colhidos cerca de 10,8 mil quilos por hectare, a maior média já registrada no Estado. O resultado garantiu quase 3 milhões de toneladas, mesmo com a diminuição de área de 298,2 mil para 274,5 mil hectares.

    Produção de cevada cresce 39%

    A cevada também apresenta perspectivas positivas. O plantio atingiu 31% da área prevista, estimada em 94,3 mil hectares — 17% acima do ciclo anterior. A expectativa é colher 411,5 mil toneladas, um aumento de 39% em relação ao ano passado. Guarapuava, principal polo da cultura, deve acelerar o plantio nos próximos dias.

    Café se recupera da seca

    O café mostra sinais de recuperação após os impactos da seca em 2023. A estimativa para 2025 é de 42,8 mil toneladas, um crescimento de 6% sobre a última safra. O avanço reforça o otimismo do setor, que começa a retomar estabilidade.

    Trigo pode render 2,73 milhões de toneladas

    O trigo também registra boas projeções, mesmo com redução na área plantada. A expectativa é colher 2,73 milhões de toneladas, 19% a mais que a safra anterior. A área plantada caiu de 1,13 milhão para 849,8 mil hectares. Ainda assim, 96% das lavouras estão em boas condições. Se o clima continuar favorável, a produtividade pode atingir 3,2 mil quilos por hectare.

    Feijão sofre com seca e pragas

    A segunda safra de feijão enfrenta dificuldades. A estiagem e o ataque da mosca branca reduziram o potencial produtivo. A colheita, que já passou da metade, deve alcançar 534 mil toneladas. O volume representa queda de 22% em relação ao ano anterior. A área também encolheu 25%, somando 328,5 mil hectares.

    Boletim destaca frutas e proteína animal

    O Deral também divulgou o Boletim de Conjuntura Agropecuária. O documento traz dados sobre a produção de banana, laranja, grãos e proteína animal. As informações ajudam produtores e agentes do setor a acompanhar o desempenho das cadeias produtivas.

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