Em 2025, Yasmin Brunet chamou a atenção dos fãs ao revelar uma grande mudança no corpo. A modelo e ex-BBB contou que perdeu cerca de 20 kg durante o processo de cuidados com o lipedema e com a própria saúde.
Nas redes sociais, Yasmin afirmou que o resultado veio acompanhado de mudanças de hábitos e de um processo de autocuidado. “Emagreci uns 20 kg cuidando do meu lipedema e, principalmente, da minha saúde. Foi um processo de autocuidado, consciência e amor-próprio”, escreveu.
Entre as mudanças na alimentação, a loira passou a seguir uma dieta com restrição de FODMAPs. E foi justamente nesse cardápio que uma fruta pouco lembrada pelos brasileiros brilhou: a carambola.
A dieta low FODMAP é uma estratégia alimentar desenvolvida principalmente para ajudar no controle de sintomas gastrointestinais, especialmente em pessoas com síndrome do intestino irritável. A sigla FODMAP reúne diferentes tipos de carboidratos de cadeia curta que podem ser mal absorvidos pelo intestino e provocar sintomas como gases, inchaço e dor abdominal.
O método deve ser realizado com acompanhamento profissional, e envolve uma fase inicial de restrição e, posteriormente, a reintrodução gradual dos alimentos.
No caso de Yasmin, a alimentação fez parte de um conjunto de mudanças relacionadas aos cuidados com a saúde. Entre os alimentos permitidos no cardápio acompanhado pela modelo estava a carambola, afirma a nutricionista Gisela Savioli.
A fruta esquecida das feiras
Com seu formato de estrela e sabor levemente adocicado, a carambola costuma passar despercebida nas feiras e supermercados. No entanto, a fruta apresenta uma composição nutricional muito interessante.
A carambola é famosa por seu formato estrelado, sabor agridoce e poderes antioxidantes (Foto: Reprodução/UFABC)
Ela é fonte de vitamina C, fibras e água, além de fornecer minerais como potássio. Uma pequena carambola, com aproximadamente 70 gramas, possui cerca de 22 calorias e 1,9 grama de fibras.
A vitamina C possui ação antioxidante e participa da produção de colágeno. Já as fibras contribuem para o funcionamento intestinal e podem aumentar a sensação de saciedade. Por isso, a carambola pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, inclusive em estratégias voltadas ao controle do peso.
Carambola exige atenção em alguns casos
Apesar dos benefícios nutricionais, a fruta não é indicada para pessoas com doença renal crônica.
Isso acontece porque a carambola contém caramboxina, uma substância que pode se acumular no organismo quando os rins não conseguem eliminá-la adequadamente.
A atemoia tem despertado cada vez mais interesse entre fruticultores e consumidores brasileiros. Resultado do cruzamento entre a fruta-do-conde (ou pinha) e a cherimoia, a espécie combina a doçura tropical de uma com a textura cremosa da outra e surpreende pelo sabor.
Rica em vitamina C, potássio e fibras, a atemoia contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e auxilia no bom funcionamento do intestino.
Além disso, a polpa da fruta contém antioxidantes naturais. Para completar a bonança, a atemoia apresenta baixo teor calórico em comparação a outras frutas tropicais, tornando-se a opção perfeita para dietas equilibradas.
Produção rentável
O cultivo da atemoia exige atenção redobrada logo nas primeiras etapas. As mudas costumam ser enxertadas, técnica que une o porta-enxerto (mais resistente e adaptado ao solo) à variedade copa (responsável pela produção dos frutos).
Esse processo garante maior uniformidade genética e produtividade, mas também exige cuidados específicos no momento do plantio, como profundidade correta, adubação adequada e proteção contra pragas nos primeiros meses.
O Brasil figura entre os principais produtores mundiais da fruta, com destaque para estados como São Paulo, Bahia e Pernambuco.
No entanto, apesar do sucesso recente, a atemoia não é uma novidade: pesquisadores desenvolveram os primeiros híbridos ainda no início do século XX, na Flórida (EUA). No Brasil, a fruta ganhou força a partir dos anos 1990, impulsionada por programas de melhoramento genético conduzidos por institutos de pesquisa, como a CATI.
CATI leva orientação sobre atemoia ao 20º Encontro de Fruticultura em Atibaia
Nesta sexta-feira (14), Atibaia (SP) recebe o 20º Encontro de Fruticultura, promovido pela Associação Hortifrutiflores de Jarinu.
O evento reúne produtores, técnicos e demais profissionais do agronegócio em uma programação voltada à troca de experiências, à apresentação de novas tecnologias e à atualização sobre o setor frutícola. Às 7h30, no Sítio Nossa Senhora de Fátima, propriedade do fruticultor Antonio Scareli, os participantes visitam pomares de pêssego e pitaya.
Programação percorre diferentes cultivos
Na sequência, nas propriedades dos irmãos Watanabe e Gallo, o público conhece plantios de outras culturas, como atemoia, maçã, morango e as uvas Niagara e Vitória. Durante as visitas, especialistas conduzem apresentações técnicas sobre manejo de pomares e práticas aplicadas à produção.
O engenheiro agrônomo da CATI Sementes e Mudas, Anderson Tatsuo Watanabe é quem ministra a palestra sobre atemoia durante o encontro.
“Em nossa exposição, vamos orientar os produtores no manejo pós-recebimento das mudas enxertadas de atemoia da CATI. O foco será a correta implantação no campo, respeitando as exigências do porta-enxerto e o protocolo de plantio. O encontro garantirá o sucesso inicial do pomar, transformando o excelente padrão genético das mudas em alta rentabilidade futura.”
Avaliação de mudas de atemoia será tema de palestra de técnico da CATI no evento (Foto: Divulgação)
O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e produtor de uva João Dimas Maia Garcia apresenta as espécies Niagara e Vitória durante o evento. Já o consultor da Holantec Lourenço Nyssen aborda as demais frutas expostas no Dia de Campo.
O presidente da Associação Hortifrutiflores de Jarinu, Cassiano Contesini, projeta a presença de aproximadamente 250 pessoas no encontro.
Os interessados podem se inscrever pelo WhatsApp (11) 99795-0832 ou pelo e-mail [email protected].
As Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras comercializaram 16,6 milhões de toneladas de frutas e hortaliças em 2025. O setor movimentou R$ 68,7 bilhões, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os dados fazem parte do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). A pesquisa analisou 54 Ceasas e avaliou o desempenho dos segmentos de frutas e hortaliças.
A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na capital paulista, liderou a comercialização nacional. A unidade negociou 2,99 milhões de toneladas e movimentou R$ 13,9 bilhões em 2025.
Em seguida, apareceram o Mercado Municipal de Juazeiro (BA), com 1,62 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões, a CeasaMinas, em Contagem (MG), com 1,499 milhão de toneladas e R$ 6 bilhões, e a Ceasa do Rio de Janeiro, com 1,497 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões.
Volume comercializado permanece estável
A pesquisa apontou estabilidade no volume total comercializado pelos entrepostos atacadistas. Na comparação com 2024, o volume caiu 0,82%.
Segundo a Conab, a redução de 9,29% no quantitativo negociado reflete os preços elevados registrados em 2024. Esses valores foram influenciados pelas condições climáticas adversas durante o período. O Sudeste concentrou 52% do volume comercializado e respondeu por 54% do valor total negociado em 2025.
Clima reduz oferta de hortaliças
Entre as 26 Ceasas que integram o Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros (Simab), seis registraram aumento na comercialização de hortaliças.
Rio Branco (AC) liderou o crescimento, com alta de 44,9%. Belo Horizonte (MG) avançou 4,4%, enquanto Foz do Iguaçu (PR) registrou crescimento de 4,2%. Mesmo assim, a quantidade total de hortaliças comercializadas recuou 2,8% em 2025.
A Conab atribui essa redução aos impactos das condições climáticas sobre a produção.
Mercado de frutas mostra resiliência
A comercialização de frutas aumentou em 11 Ceasas durante o último ano. Os maiores avanços ocorreram em Rio Branco (AC), com 24,11%, e Goiânia (GO), com 21,04%.
No entanto, o volume total negociado caiu 1,52% na comparação anual. Segundo a Conab, o mercado permaneceu resiliente, apesar das variações de temperatura e do regime de chuvas.
Exportações de frutas crescem quase 20%
O Brasil exportou cerca de 1,3 milhão de toneladas de frutas em 2025. O volume embarcado cresceu 19,7% em relação ao ano anterior.
Além disso, o faturamento aumentou 29% e alcançou US$ 1,56 bilhão. O desempenho foi impulsionado pelas exportações de mangas, melões, melancias, limões e limas. Essas frutas responderam por mais de 73,5% dos embarques brasileiros. A União Europeia permaneceu como o principal destino das frutas exportadas pelo Brasil.
A fruticultura brasileira alcançou um novo marco no comércio internacional no primeiro semestre de 2026. Mesmo diante de um cenário global mais desafiador, o setor registrou avanço simultâneo em receita e em volume embarcado de frutas, impulsionado principalmente pelo desempenho recorde da maçã.
Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 707,9 milhões e 619,1 mil toneladas. O resultado representa um salto de 20,64% em valor e de 13,32% em volume na comparação com o mesmo período de 2025, quando o país faturou US$ 586,8 milhões com o embarque de 546,3 mil toneladas.
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), os embarques de manga, maçã, abacate e melancia impulsionaram o desempenho do setor. Já as vendas de uva, banana e melão enfrentaram desafios pontuais na temporada, sem comprometer o resultado geral.
Waldyr Promicia, presidente da Abrafrutas, atribui o avanço à diversificação de mercados e ao investimento contínuo em tecnologia. “O primeiro semestre confirma a capacidade do setor de responder aos desafios com eficiência, qualidade e abertura de mercados. A diversificação dos destinos, o investimento constante em tecnologia e as ações de promoção comercial das frutas brasileiras, desenvolvidas por meio do projeto Frutas do Brasil, em parceria com a ApexBrasil, têm fortalecido a presença dos nossos produtos no mercado internacional e ampliado as oportunidades para os produtores brasileiros”, destacou o dirigente.
Maçã registra a maior alta da história e lidera exportações
A maçã protagonizou o resultado do semestre com expansão histórica de 223,55% em faturamento e 225,11% em volume. Moises Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), explica que o salto decorre da maior safra já registrada no país, que sucede dois anos de retração provocada por fatores climáticos. A Índia manteve a liderança entre os compradores, seguida por Arábia Saudita e Rússia.
Foto: Rodarte/Agro em Campo
A manga segue entre os principais produtos da pauta exportadora e cresceu 42,41% em valor e 37,96% em volume, resultado da alta qualidade do produto e da consolidação em mercados estratégicos.
O abacate apresentou expansão de 72,52% em valor e 92,68% em volume. A melhor safra dos últimos cinco anos em São Paulo ampliou a oferta destinada ao exterior.
A melancia avançou 30,59% em receita e 6,27% em volume, beneficiada pela constância de oferta e pela qualidade da produção do Nordeste.
O levantamento também identificou avanços nas exportações de limões, limas e mamão, o que reforça a diversificação da pauta brasileira de frutas.
Uva e banana enfrentam retração no mercado externo
Algumas culturas sentiram o impacto de gargalos comerciais e climáticos no período. A uva registrou queda de 27,92% em valor e 27,86% em volume. Uma retração conjuntural motivada por incertezas no mercado norte-americano após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos, o que desacelerou os embarques.
Foto: Rodarte/Agro em Campo
A banana teve redução de 15,63% em valor e 27,19% em volume. A concorrência no Mercosul pressionou o produto brasileiro, já que frutas vindas do Equador, Bolívia e Paraguai chegaram ao mercado a preços mais competitivos.
Já o melão sofreu leve queda de 2% no volume embarcado, em razão de impactos climáticos pontuais. Ainda assim, a receita subiu 8,18%, sustentada por preços melhores e pela demanda firme no exterior.
A Abrafrutas espera manter o ritmo de crescimento na segunda metade do ano. A entidade avalia que a ampliação de novos mercados e a competitividade das frutas brasileiras serão estratégicas para mitigar riscos globais e consolidar um novo recorde anual de exportações do setor.
O avanço das exportações de frutas brasileiras tem acelerado a adoção de tecnologias de rastreabilidade e gestão no campo e no pós-colheita. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o setor exportou 330,6 milhões de quilos e faturou US$ 351,1 milhões, alta de 13% em volume e 25% em valor na comparação anual, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
Manga, melão e limão lideram os embarques e sustentam o desempenho positivo. Ao mesmo tempo, produtores e exportadores ampliam investimentos em controle operacional para atender às exigências do mercado internacional.
Importadores passaram a exigir mais do que qualidade do produto. Hoje, demandam transparência, padronização e comprovação de origem em todas as etapas da cadeia produtiva. Nesse contexto, a rastreabilidade se consolidou como requisito estratégico para acesso aos principais mercados globais.
A tecnologia permite registrar e acompanhar processos como beneficiamento, armazenagem, transporte e expedição. Com isso, empresas aumentam a segurança das operações e melhoram a previsibilidade das entregas.
Crescimento das exportaçõe
O crescimento das exportações reforça essa tendência. Em 2025, o Brasil alcançou US$ 1,45 bilhão em vendas externas de frutas, o terceiro recorde anual consecutivo. O resultado posiciona o país entre os principais fornecedores globais e destaca o papel da gestão de dados na competitividade do setor.
A digitalização do pós-colheita ganhou força nesse cenário. Produtores substituem controles manuais por sistemas integrados que monitoram, em tempo real, etapas como recebimento, classificação, embalagem e expedição.
Segundo Gustavo Almeida, head de Agronegócio da Senior, o movimento reflete uma mudança estrutural no mercado. “A rastreabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser condição de acesso aos mercados mais exigentes. Ela garante conformidade e permite respostas rápidas às demandas dos compradores”, afirma.
Empresas têm adotado soluções específicas para packing houses com o objetivo de integrar operações e ampliar a visibilidade da cadeia produtiva. Dados da Senior indicam forte presença dessas tecnologias em culturas relevantes para exportação.
Companhias que utilizam sistemas da empresa respondem por cerca de 39% das exportações de manga, 28% de banana, 11% de melancia, 9% de melão e 8% de uva fresca, com base nos dados de 2025.
Ferramenta de gestão
Além de atender exigências regulatórias, produtores utilizam a rastreabilidade como ferramenta de gestão. O monitoramento detalhado ajuda a reduzir perdas, identificar gargalos e melhorar o aproveitamento dos lotes, o que aumenta a eficiência logística e a competitividade.
O avanço também aparece em culturas em expansão. No primeiro trimestre de 2026, empresas atendidas pela Senior concentraram 58% das exportações brasileiras de abacate, além de 14% de melão e 15% de melancia.
A tendência, segundo o executivo, é de intensificação da demanda por transparência. “O mercado global exige cada vez mais confiabilidade das informações. A rastreabilidade gera valor, fortalece a cadeia e amplia a competitividade da fruticultura brasileira”, conclui.
Jabuticaba, açaí, cambuci, guaraná, marolo e outras frutas nativas brasileiras podem ajudar a prevenir doenças crônicas associadas à inflamação e ao estresse oxidativo. Essa é a principal conclusão de uma revisão científica que reuniu estudos publicados nas últimas décadas e encontrou evidências de que compostos bioativos presentes nesses frutos protegem as células contra danos relacionados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas.
Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP conduziram o estudo, que integrou o doutorado da nutricionista Maria Carolina Zsigovics Alfino sob orientação da professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres. A equipe colaborou com pesquisadores da Universidad Autónoma do Chile e desenvolveu a pesquisa dentro do grupo Alimentos, Nutrição e Saúde Mental da FSP, que investiga o potencial de compostos bioativos da biodiversidade brasileira para prevenir e controlar doenças crônicas não transmissíveis.
Para a professora Elizabeth Torres, o estudo avança na transformação de evidências científicas em subsídios para recomendações alimentares e estratégias de saúde pública. “Doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, estão entre as principais causas de adoecimento e mortalidade no mundo. Identificar alimentos acessíveis e ricos em compostos bioativos capazes de auxiliar na prevenção dessas doenças tem impacto direto na promoção da saúde pública”, afirma.
Apesar dos resultados promissores, a pesquisadora reconhece uma limitação importante: a maioria das evidências vem de estudos com modelos celulares ou animais. “Ensaios clínicos com seres humanos ainda são escassos”, relata Torres.
Como os compostos agem no organismo
De acordo com Maria Carolina Alfino, os compostos bioativos das frutas nativas brasileiras controlam diretamente a inflamação e o estresse oxidativo. Substâncias como flavonoides, antocianinas, carotenoides e ácidos fenólicos neutralizam radicais livres e reforçam os mecanismos naturais de defesa antioxidante do organismo.
Essas substâncias também reduzem a produção de moléculas inflamatórias e regulam processos celulares associados ao desenvolvimento de doenças. “Ao controlar o estresse oxidativo e a inflamação crônica, dois mecanismos associados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas, as substâncias contribuem para a manutenção da saúde e para a prevenção de doenças crônicas”, explica a nutricionista.
Torres acrescenta que os benefícios não se limitam à polpa dos frutos. “Cascas, sementes e outros subprodutos geralmente descartados também apresentaram potencial biológico, ampliando as possibilidades de aproveitamento sustentável desses alimentos”, diz.
Jabuticaba concentra o maior número de estudos
Entre as frutas analisadas, a jabuticaba lidera o volume de pesquisas. Estudos com extratos da casca, da polpa e até dos galhos da planta apontaram elevada atividade antioxidante e capacidade de reduzir marcadores inflamatórios associados à obesidade, à resistência à insulina, a inflamações intestinais e a alterações cardiovasculares. As antocianinas, os flavonoides e o ácido elágico presentes no fruto respondem principalmente por esses efeitos. Segundo Alfino, esses compostos neutralizam radicais livres, reduzem danos celulares e modulam processos inflamatórios envolvidos no desenvolvimento de doenças crônicas.
Jabuticaba lidera volume de pesquisas. Foto: Rodarte/Agro Em Campo
O açaí e o guaraná também figuram entre as espécies mais investigadas. No guaraná, os estudos apontam potencial neuroprotetor ligado à ação conjunta da cafeína e das catequinas. Essas substâncias reduzem danos provocados pelo estresse oxidativo e pela inflamação, fatores associados à degeneração celular e a doenças que afetam o sistema nervoso.
Já o açaí desperta interesse não só pela polpa, mas também pelos subprodutos, especialmente as sementes. Estudos experimentais mostram que essas estruturas concentram elevadas quantidades de procianidinas, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Os resultados sugerem potencial para reduzir processos inflamatórios relacionados a distúrbios metabólicos e a complicações cardiovasculares e renais.
Efeitos sobre a saúde do cérebro
A revisão também identificou evidências de que os compostos bioativos das frutas nativas protegem o sistema nervoso. Substâncias presentes principalmente no guaraná ajudam a reduzir a neuroinflamação, processo associado a doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson e a alguns transtornos psiquiátricos.
“As propriedades bioativas encontradas no guaraná atuam em mecanismos de redução da ativação excessiva de células inflamatórias do cérebro e na diminuição da produção de citocinas pró-inflamatórias, moléculas que participam da resposta inflamatória do organismo”, afirma Alfino.
Açaí desperta interesse não só pela polpa, mas também pelos subprodutos,. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa
O estudo destaca ainda um possível impacto positivo dessas frutas sobre a microbiota intestinal: as propriedades bioativas favorecem o crescimento de bactérias benéficas e reduzem processos inflamatórios sistêmicos, fortalecendo a conexão entre intestino e cérebro. Nesse contexto, o guaraná se destacou pelos efeitos neuroprotetores, enquanto a jabuticaba apresentou resultados promissores no controle da inflamação intestinal e na proteção das células contra danos oxidativos.
Para Alfino, os resultados reforçam a importância de valorizar espécies nativas ainda pouco presentes na alimentação dos brasileiros. Segundo a pesquisadora, a globalização dos hábitos alimentares concentrou o consumo em frutas como maçã, banana e laranja, enquanto muitas espécies brasileiras com elevado valor nutricional permanecem pouco conhecidas pela população.
O setor de fruticultura consolidou sua relevância no agronegócio brasileiro ao alcançar a 13ª posição entre os segmentos que mais exportam no país. Em 2025, as exportações de frutas somaram US$ 1,57 bilhão, alta de 20,8% em relação a 2024, quando o faturamento chegou a US$ 1,3 bilhão.
O volume embarcado também avançou e atingiu 1,309 milhão de toneladas, impulsionado pela demanda internacional por frutas frescas e secas. O desempenho reforça a competitividade da produção brasileira no mercado global.
Entre os principais produtos exportados estão manga, melão, limão e lima, uva, melancia, mamão, abacate e banana. A União Europeia e os Estados Unidos seguem como os principais destinos, concentrando a maior parte das compras.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o avanço do setor e a abertura de mercados. Segundo ele, o envio do primeiro contêiner de uvas com tarifa zero para a Europa, a partir do Vale do São Francisco, simboliza o fortalecimento da fruticultura brasileira no exterior.
“O crescimento das exportações demonstra a competitividade da produção brasileira e amplia as oportunidades para os produtores”, afirmou o ministro.
Em 2026, o ritmo de crescimento se mantém. De janeiro a maio, as exportações já somaram US$ 663 milhões, aumento de 20,3% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o setor registrou cerca de US$ 551 milhões.
Além do avanço nas vendas externas, o Brasil ampliou sua presença internacional com a abertura de cerca de 30 novos mercados para frutas desde 2023. A expansão reforça a diversificação de destinos e cria novas oportunidades para produtores e exportadores.
As frutas, amplamente consumidas no mundo, seguem como itens essenciais na alimentação, o que sustenta a demanda global e favorece o crescimento contínuo do setor brasileiro.
Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta é um convite para conhecer espécies que vão muito além das mais tradicionais encontradas nas feiras e supermercados. Entre elas está o canistel, uma fruta tropical exótica conhecida pela coloração dourada, textura extremamente cremosa e sabor que lembra pudim, doce de leite e outras sobremesas caseiras.
Também chamada de sapota-amarela, a fruta ainda é pouco popular entre os brasileiros, mas desperta a curiosidade de quem busca novas experiências gastronômicas e cultivares adaptadas ao clima tropical.
Originário da América Central, o canistel pertence à mesma família de outras frutas tropicais e se destaca pela polpa amarelo-intensa e bastante densa.
Sua consistência costuma ser comparada à de uma gema de ovo cozida, característica que lhe rendeu o apelido de “eggfruit” em alguns países. Já o sabor é naturalmente doce e lembra sobremesas como pudim, creme e doces preparados de forma artesanal.
Essa combinação faz do canistel uma fruta bastante apreciada por quem gosta de sabores diferentes e marcantes.
Uma árvore que se adapta bem ao clima tropical
Além das qualidades gastronômicas, o canistel também chama atenção pelo cultivo.
A árvore apresenta boa adaptação às regiões de clima tropical e subtropical, podendo ser cultivada em diversas áreas do Brasil quando recebe boa incidência de sol e solo com drenagem adequada.
Os frutos amadurecem adquirindo uma intensa coloração dourada, tornando a planta também uma opção ornamental para pomares e quintais.
Como consumir a fruta
O canistel pode ser consumido in natura, desde que esteja completamente maduro.
Também é utilizado no preparo de vitaminas, sorvetes, mousses, bolos, tortas e geleias.
Sua textura naturalmente aveludada dispensa muitos ingredientes, tornando a fruta uma opção interessante para receitas saudáveis e sobremesas.
Uma joia tropical ainda pouco conhecida
Embora ainda seja considerada rara em muitas regiões brasileiras, o canistel vem despertando interesse entre produtores, colecionadores de frutas exóticas e consumidores que buscam novidades.
Além do visual marcante, seu sabor diferenciado faz da espécie uma das frutas tropicais mais curiosas cultivadas atualmente.
Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.
Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.
Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.
Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.
As frutas mais consumidas no Brasil
A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.
O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.
Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.
Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.
Por que essas frutas lideram o consumo?
Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.
Banana
Rica em potássio e carboidratos;
Fonte rápida de energia;
Cultivada em mais de 130 países;
Disponível durante praticamente todo o ano.
Laranja e limão
Fontes importantes de vitamina C;
Muito utilizados na produção de sucos;
Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.
Maçãs e uvas
Possuem excelente vida útil pós-colheita;
São consumidas frescas e também processadas;
Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.
Brasil tem papel de destaque na fruticultura
Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.
A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.
O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.
Um vídeo de Vini Jr. comendo uma fatia de abacaxi poucos minutos antes de entrar em campo chamou a atenção nas redes sociais e despertou a curiosidade de muitos torcedores. A cena virou meme, mas também levantou uma pergunta: afinal, existe um motivo para atletas consumirem a fruta antes de uma partida?
A resposta é sim, mas não porque o abacaxi seja uma solução milagrosa. O alimento reúne características que podem contribuir para o desempenho físico quando faz parte de uma alimentação equilibrada e planejada.
Por que o abacaxi é consumido antes do exercício?
O abacaxi é uma fruta composta por mais de 85% de água, o que ajuda na hidratação do organismo. Para quem pratica atividades físicas, manter um bom nível de hidratação é essencial para preservar o desempenho durante treinos e competições.
Além disso, a fruta contém carboidratos naturais, que podem fornecer energia ao organismo. Como são absorvidos de forma gradual, ajudam a evitar oscilações bruscas nos níveis de glicose, oferecendo um aporte energético mais estável.
Outro diferencial do abacaxi é a presença da bromelina, uma enzima natural associada à digestão das proteínas. Embora os estudos sobre seu impacto direto no desempenho esportivo ainda sejam limitados, ela pode contribuir para uma digestão mais confortável, especialmente antes da prática de exercícios.
O abacaxi também é fonte de vitamina C, nutriente que participa da formação de colágeno e atua como antioxidante — Foto: GOV
Especialistas em nutrição esportiva destacam que o desempenho de um atleta não depende de um único alimento consumido minutos antes da atividade.
As reservas de energia utilizadas pelos músculos começam a ser formadas horas antes do exercício, por meio de uma alimentação equilibrada ao longo do dia. O pré-treino é apenas uma etapa dessa estratégia nutricional.
Por isso, o consumo de abacaxi deve ser visto como um complemento dentro de uma dieta adequada, e não como um recurso capaz de melhorar sozinho o rendimento físico.