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  • Santa Catarina tem supersafra de caquis

    Santa Catarina tem supersafra de caquis

    Santa Catarina tem 141 produtores de caqui cultivando 139 hectares, principalmente no Vale do Rio do Peixe. A produtividade média chega a 14,5 mil quilos por hectare, com destaque para a variedade Fuyu, preferida por agricultores e consumidores.

    Segundo Alceu Assis, coordenador estadual do Programa de Fruticultura da Epagri, o caqui Fuyu combina alta produtividade com resistência a doenças, como a antracnose, que no passado afetou a variedade Kyoto (Chocolate).

    “Os frutos são grandes, doces, normalmente sem sementes e com excelente aceitação no mercado”, explica Assis. No entanto, a grande oferta em SC e no RS saturou o mercado, dificultando a comercialização e reduzindo os preços para os produtores.

    Supersafra de caquis em SC coloca frutos de qualidade no mercadoFoto: Epagri/SC

    Jeferson Argenton, produtor de Fraiburgo desde 1998, destaca que a safra 2025 se destacou não só pela quantidade, mas também pela qualidade. “O mercado está exigente, buscando frutas de bom calibre”, afirma. Em sua propriedade, ele agrega valor ao produto, realizando classificação, polimento e ensacamento.

    Apesar dos preços baixos, Jeferson vê o mercado como sazonal. “No ano passado, a produção foi menor devido a chuvas e granizo, e os preços estavam melhores”, lembra. A situação atual reflete a lei da oferta e demanda, com a alta produção pressionando os valores.

    Armazenamento em câmara fria como solução

    Jânio Seccon, extensionista da Epagri, sugere o armazenamento em câmara fria como estratégia para evitar perdas. “Com essa técnica, podemos estender a comercialização por mais dois meses, vendendo quando os preços melhorarem”, explica.

    O produtor Sérgio Ochocki, de Itaiópolis, tem sete hectares de caqui e enfrenta desafios como mão de obra escassa na colheita. “Este ano, meus filhos me ajudaram, pois está difícil encontrar trabalhadores”, relata. Apesar disso, ele mantém o otimismo e planeja investir em câmara fria para a próxima safra.

    Mesmo com os preços baixos, o caqui ainda oferece boa rentabilidade por área. Para os consumidores, a fruta fresca e saborosa continua sendo uma excelente opção nesta época do ano.

    Destaques da safra de caquis em SC:

    •  141 produtores em 139 hectares
    •  Produtividade média de 14,5 mil kg/hectare
    •  Variedade Fuyu: doce, resistente e sem sementes
    •  Estratégias como armazenamento para valorizar a produção

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  • Ranking: jabuticaba está entre as melhores frutas do mundo

    Ranking: jabuticaba está entre as melhores frutas do mundo

    Algumas frutas se destacam pelo sabor, aroma e qualidade, conquistando consumidores ao redor do mundo. A brasileira Jabuticaba está entre as mais saborosas do mundo. Confira quais são as melhores e suas principais características de acordo com o ranking divulgado pelo Taste Atlas.

    1- Pêssegos da Macedônia Central

    Divulgação: Taste Atlas

    Os produtores cultivam os pêssegos das variedades May Crest, Spring Crest, June Gold, Dixired, Red Haven, Maria Bianca, Sun Cloud, Flavor Crest, Sun Crest, JH Hale, Honey Dew Hale, Naoussa Late e Loring na região grega da Macedônia Central.

    Embora tenham origem na China, eles se adaptaram ao clima mediterrâneo e se tornaram populares na Grécia. Colhidos no ponto certo de maturidade, passam por inspeção e embalagem imediata para manter o frescor. Com aroma intenso e sabor doce, são altamente valorizados na Europa e na Península Arábica entre maio e outubro.

    2 – Truskawka Kaszubska (Morangos da Polônia)

    Divulgação: Taste Atlas

    Os morangos das variedades Elsanta, Honeoye e Senga Sengana são cultivados nos distritos de Kartuski, Kościerski e Bytowski, na Polônia. As variedades Elsanta e Honeoye são ideais para consumo in natura, com sabor doce e textura firme. Já a Senga Sengana, destinada ao processamento, possui polpa suculenta e resistente.

    Os consumidores apreciam esses morangos pelo equilíbrio perfeito entre doçura e acidez, remetendo ao sabor das frutas silvestres.

    3 – Mandarini Chiou (Tangerinas de Chios)

    Divulgação: Taste Atlas

    As tangerinas cultivadas na ilha grega de Chios se destacam pelo alto teor de açúcar, polpa macia e aroma intenso. Graças ao clima privilegiado e à excelente exposição ao sol, essa variedade é considerada uma das mais perfumadas do mundo.

    Mesmo antes da colheita, seu aroma invade os pomares e se espalha pela ilha, reforçando o apelido de “Myrovolos”, que significa “ilha perfumada”.

    4- Portokalia Maleme Chanion Kritis (Laranjas de Creta)

    Divulgação: Taste Atlas

    As laranjas da variedade Washington Navel crescem na região costeira de Chania, em Creta. Colhidas manualmente entre dezembro e maio, são conhecidas pelo sabor suculento e aroma marcante. Com tamanho avantajado e formato ligeiramente alongado, apresentam casca firme, o que facilita o transporte.

    Segundo a mitologia grega, essas laranjas estavam protegidas nos Jardins das Espérides, longe dos humanos.

    5 – Cítricos valencianos

    Divulgação: Taste Atlas

    As laranjas, tangerinas e limões cultivados nas províncias espanholas de Castellón, Valência e Alicante possuem uma tradição centenária. O clima mediterrâneo proporciona um equilíbrio perfeito entre doçura e acidez.

    Graças à experiência dos produtores locais, esses cítricos são reconhecidos pela cor vibrante, sabor intenso e qualidade premium.

    6 – Mila Zagoras Piliou (Maçãs da Grécia)

    Divulgação: Taste Atlas

    Agricultores cultivam as maçãs Starking Delicious na região leste de Pilios desde os anos 1960, sob supervisão da Cooperativa Agrícola de Zagora. O clima, a altitude elevada e as técnicas tradicionais garantem suas características exclusivas.

    A colheita ocorre manualmente após rigorosa verificação da maturidade. Depois, passam por seleção de qualidade e são armazenadas em instalações modernas.

    7 – Limone Costa d’Amalfi (Limões de Amalfi)

    Divulgação: Taste Atlas

    Os limões cultivados na província italiana de Salerno são conhecidos pela baixa acidez e sabor delicado. Com tamanha doçura, consumidores podem ser comê-los inteiros.

    Além de apreciá-los frescos, utilizam esses limões na produção de geleias, mel de limão, sorbettos e sobremesas tradicionais da região.

    8 -Mangostim 

    Divulgação: Taste Atlas

    O mangostim, também chamado de mangostão roxo, é uma fruta tropical originária das Ilhas Sunda, na região da Indonésia e Malásia. Sua casca roxa protege a polpa branca, suculenta e doce, com um leve toque de acidez.

    O consumidor usa a fruta in natura ou em sobremesas, saladas, cremes e sorvetes.

    9 – Primitivo (Uva italiana)

    Divulgação: Taste Atlas

    A uva Primitivo, cultivada na Apúlia, é geneticamente idêntica à Zinfandel californiana. Estudos revelaram que ambas derivam da variedade croata Crljenak Kaštelanski. Apesar da mesma origem, o terroir influencia seu perfil sensorial.

    Na Apúlia, os produtores utilizam a uva Primitivo para produção do vinho Primitivo di Manduria, um tinto intenso, rústico e rico em taninos, que se suavizam com o tempo.

    10 – Jabuticaba (Fruta brasileira)

    Divulgação: Taste Atlas

    A jabuticaba, nativa do Brasil, cresce diretamente no tronco da árvore em vários estados como Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Com casca roxa e polpa branca, tem sabor doce com leve acidez. A vida útil da fruta é curta, fermentando poucos dias após a colheita.

    Rica em antioxidantes, cálcio, ferro, potássio e vitaminas, as pessoas consomem a fruta fresca ou transformada em sucos, geleias e licores.

    Essas frutas se destacam pela qualidade e história, encantando consumidores pelo mundo. Seja pela doçura, aroma ou tradição, cada uma delas tem um lugar especial na gastronomia global.

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  • Fruit Attraction São Paulo reforça o Brasil como potência na fruticultura

    Fruit Attraction São Paulo reforça o Brasil como potência na fruticultura

    Após o sucesso da primeira edição em 2024, a Fruit Attraction São Paulo retorna em 2025 ainda maior. De 25 a 27 de março, a feira reunirá produtores, exportadores, compradores e especialistas do setor, consolidando o Brasil como referência global na produção de frutas de alta qualidade.

    Em geral, a edição inaugural superou expectativas, atraindo mais de 12 mil visitantes e 300 marcas expositoras. Para 2025, a projeção é de crescimento, com um público maior e mais expositores. Ou seja, o evento reforça a posição do Brasil entre os principais polos da fruticultura mundial.

    A Abrafrutas segue como principal apoiadora da feira, em parceria com a IFEMA MADRID e a Fiera Milano. Além disso, essa colaboração fortalece a fruticultura brasileira no mercado internacional e amplia as oportunidades para produtores do país.

    Feira impulsiona fruticultura brasileira no mercado global

    A realização da Fruit Attraction São Paulo no Brasil aproxima produtores de compradores internacionais, gerando novos negócios e aumentando a competitividade do setor.

    Para Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, a feira é estratégica para o crescimento da fruticultura nacional. “O Brasil tem um enorme potencial na produção de frutas. O evento fortalece a cadeia produtiva e aproxima nossos produtores dos principais mercados internacionais. A segunda edição será ainda maior, reflexo do sucesso da primeira e da crescente demanda do setor”, afirma.

    Portanto, empresas e produtores já confirmaram presença e destacam a importância do evento para ampliar exportações. Luis Eduardo Raffaelli, produtor e exportador de limão associado à Abrafrutas, elogia os resultados da primeira edição. “Foi um sucesso e gerou conexões valiosas para o setor. Estamos ansiosos para destacar ainda mais a qualidade das frutas brasileiras e fechar negócios estratégicos com compradores globais”, diz.

    Brasil se destaca na produção e exportação de frutas

    O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de produção de frutas, impulsionado pela diversidade tropical. Em resumo, em 2024, o país exportou mais de 1 milhão de toneladas de frutas frescas, faturando aproximadamente US$ 1,3 bilhão.

    O setor se destaca pela qualidade, sustentabilidade e inovação. Ao mesmo tempo, investimentos em tecnologia, certificações e rastreabilidade garantem a adequação dos produtos às exigências internacionais. Selos como GlobalG.A.P. e Rainforest Alliance ampliam a aceitação das frutas brasileiras nos mercados mais exigentes.

    Fruit Attraction Madrid inspira evento no Brasil

    A Fruit Attraction Madrid, realizada anualmente na Espanha, é uma das maiores feiras do setor de frutas e hortaliças. Em 2024, o evento reuniu 90 mil visitantes de 135 países e 2 mil expositores, consolidando-se como referência global.

    O sucesso da edição espanhola motivou a criação da versão brasileira. O evento atende à crescente demanda mundial por frutas tropicais de alta qualidade e fortalece a presença do Brasil no cenário global da fruticultura.

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  • Produção de mirtilo cresce em Santa Catarina

    Produção de mirtilo cresce em Santa Catarina

    A produção de mirtilo tem ganhado destaque em Santa Catarina, transformando o Planalto Norte em um polo promissor para a fruticultura e o turismo rural. Pequenas propriedades familiares apostam na cultura da fruta azul-púbrpura, aproveitando as condições climáticas e de solo favoráveis da região para impulsionar a produção e agregar valor ao mercado.

    O mirtilo chegou ao Brasil na década de 1980 e, desde os anos 90, tem se consolidado como uma opção viável para diversificação agrícola em Santa Catarina. Nos últimos anos, a fruta vem se tornando uma alternativa altamente rentável para pequenas propriedades, especialmente na agricultura familiar. O solo naturalmente ácido do Planalto Norte favorece o cultivo, reduzindo a necessidade de correções químicas e facilitando a produção.

    O mirtilo se destaca no mercado devido aos seus altos preços e à crescente demanda, impulsionada pelos benefícios nutricionais e antioxidantes da fruta. A colheita manual exige dedicação, pois cada fruta precisa ser retirada individualmente, garantindo a qualidade do produto final.

    Turismo rural e novos negócios

    O crescimento da produção de mirtilo na região abriu espaço para novas oportunidades no setor turístico e gastronômico. Restaurantes e empreendimentos locais passaram a utilizar a fruta em receitas inovadoras, conectando produtores e consumidores. O turismo rural também se fortaleceu, com propriedades oferecendo experiências como colheita aberta ao público, hospedagem e produtos artesanais, como geleias e sobremesas.

    Empreendedores locais também exploram o potencial do mirtilo na indústria de bebidas. O fruto tem sido incorporado à produção de cervejas artesanais, criando novos produtos e ampliando a visibilidade da cultura na região. Essa diversificação permite que pequenos produtores aumentem suas fontes de renda e consolidem o mirtilo como um diferencial econômico para Santa Catarina.

    Inovação e expansão do cultivo

    Pesquisas recentes possibilitaram o desenvolvimento de novas variedades adaptadas ao clima tropical, permitindo que a cultura do mirtilo se expanda para outras regiões do Brasil. Tradicionalmente dependente de baixas temperaturas, o mirtilo agora cresce também em locais com invernos menos rigorosos, o que amplia as possibilidades de produção ao longo do ano.

    Com técnicas adequadas de irrigação, nutrição equilibrada e podas planejadas, produtores de diversas regiões podem aderir ao cultivo do mirtilo, tornando a fruta mais acessível ao mercado consumidor. Essa inovação impulsiona o setor e fortalece a rede de produção e comercialização do mirtilo no Brasil.

    A produção de mirtilo no Planalto Norte Catarinense continua crescendo, consolidando a região como um polo das frutas vermelhas. O cultivo da fruta não apenas impulsiona a economia local, mas também promove a sustentabilidade e o desenvolvimento do turismo rural. Assim, com investimentos em inovação e expansão, o mirtilo se firma como uma cultura promissora, conectando o campo, a gastronomia e novas oportunidades de negócio.

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  • Tecnologia revoluciona monitoramento térmico e reduz perdas

    Tecnologia revoluciona monitoramento térmico e reduz perdas

    Uma nova tecnologia desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente (SP) promete transformar a pós-colheita de frutas e reduzir perdas que chegam a 80% em algumas espécies. O dispositivo inovador monitora, em tempo real, a transmissão de calor no interior das frutas durante o tratamento hidrotérmico, garantindo maior eficiência no controle de doenças sem comprometer a qualidade do produto.

    Diante das crescentes restrições ao uso de agrotóxicos em mercados internacionais, como União Europeia e Estados Unidos, o setor frutícola busca alternativas mais sustentáveis. O tratamento hidrotérmico surge como solução eficiente, utilizando aspersão de água quente sobre escovas rolantes para eliminar microrganismos prejudiciais e ativar mecanismos naturais de defesa das frutas.

    De acordo com o pesquisador Daniel Terao, criador do dispositivo, o calor melhora a resistência dos frutos, provocando alterações bioquímicas que reforçam sua proteção. “O calor sela microferidas na camada de cera das frutas, impedindo a entrada de fungos oportunistas”, explica.

    Como funciona a tecnologia

    O novo dispositivo permite acompanhar a distribuição do calor da superfície até a polpa da fruta, garantindo que a temperatura aplicada seja suficiente para eliminar patógenos sem comprometer a textura, sabor ou valor nutricional. O sistema consiste em:

    • Um registrador eletrônico de dados protegido em um recipiente;
    • Um espaço ajustável para acomodação da fruta;
    • Sensores de temperatura (termopares) que monitoram, em diferentes profundidades, a transmissão de calor;
    • Dados coletados em tempo real para ajustes na temperatura do tratamento.

    Essa precisão permite otimizar o tratamento térmico e garantir conformidade com padrões sanitários exigidos no mercado internacional.

    Perdas pós-colheita e impacto no setor frutícola

    O Brasil, maior exportador mundial de suco de laranja e importante produtor de manga, melão e mamão, enfrenta desafios na conservação de frutas após a colheita. Doenças como manchas necróticas, mofo verde em citros e podridões fúngicas comprometem a qualidade e reduzem a disponibilidade dos produtos, afetando a economia nacional e a competitividade do país no mercado global.

    A tecnologia também combate as micotoxinas produzidas por microrganismos, tornando as frutas mais seguras para o consumo humano. Espécies mais suculentas, como mamão e melão, são particularmente vulneráveis a esses contaminantes.

    Parceria com a iniciativa privada para expansão da tecnologia

    A Embrapa já depositou o pedido de patente da inovação e busca parceiros do setor privado para levar o dispositivo ao mercado. O objetivo é adaptar a tecnologia a diferentes tipos de frutas e integrá-la a métodos biológicos de controle.

    Empresas interessadas podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected].

    Desperdício de alimentos: um problema global

    O desperdício alimentar é um desafio mundial, com cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos descartadas anualmente, o equivalente a 30% da produção global. Frutas e vegetais estão entre os produtos mais desperdiçados, muitas vezes devido a padrões estéticos impostos pelo mercado.

    Estudos apontam que consumidores estão mais dispostos a comprar alimentos com aparência imperfeita, desde que sua segurança e sabor sejam garantidos. Iniciativas globais, como a campanha #SemDesperdício, incentivam a mudança de hábitos e a redução de perdas no setor alimentício.

    A tecnologia da Embrapa representa um passo essencial para minimizar o desperdício e tornar a produção frutícola brasileira mais competitiva, sustentável e alinhada às demandas globais por alimentos seguros e de qualidade.

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  • Brasil aumenta exportação de frutas em 49% em dez anos

    Brasil aumenta exportação de frutas em 49% em dez anos

    As exportações brasileiras de frutas frescas e secas registraram um crescimento notável de 49% na última década, saltando de 733,2 milhões de toneladas em 2014 para 1,1 bilhão de toneladas em 2024. Os dados são do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Apesar de um crescimento relativamente menor se comparado aos números totais do agronegócio, este volume evidencia a relevância da fruticultura para a economia nacional, caracterizada pela produção familiar, geração de empregos, valorização de produtos com alto valor agregado e diversificação da economia agrícola.

    Em termos financeiros, as exportações de frutas geraram US$ 1,3 bilhão em 2024, em comparação com US$ 840,8 milhões em 20145. O agronegócio como um todo apresentou um montante de US$ 164,4 bilhões em 2024 e US$ 140,8 bilhões há dez anos.

    Entre as frutas frescas mais exportadas, destacam-se manga, limão e lima, melão, mamão e melancia5. No entanto, banana, maçã e uva sofreram impactos negativos devido a condições climáticas adversas.

    Principais destinos

    Os principais destinos das frutas brasileiras em 2024 foram os Países Baixos (37%), Reino Unido (15%), Estados Unidos (13%) e Espanha (10%). A Argentina, na América do Sul, importou 3,3% das frutas exportadas.

    O aumento das exportações impulsiona a economia local, diversifica os produtos agrícolas e garante uma oferta contínua ao longo do ano5. Muitos pequenos e médios produtores adotam práticas sustentáveis, recebendo incentivos para a produção de qualidade5. A expectativa para 2025 é de que as exportações continuem a crescer, impulsionadas pelo dólar valorizado e pela retomada da produção de algumas culturas.

    A Abrafrutas, em parceria com a ApexBrasil, busca fortalecer a expansão das exportações de frutas brasileiras através de ações estratégicas junto aos fruticultores. O objetivo é aumentar o volume de exportações, ampliar a base de clientes e fortalecer a competitividade do Brasil no mercado global.

    Para os próximos anos, os principais desafios do setor incluem agregar valor ao produto e utilizar tecnologias para minimizar os danos climáticos.

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  • Mama-cadela: a fruta do cerrado rica em pró-vitamina A

    Mama-cadela: a fruta do cerrado rica em pró-vitamina A

    A mama-cadela (Brosimum gaudichaudii), uma fruta nativa do Cerrado brasileiro, tem ganhado atenção por suas propriedades nutricionais e seu potencial para diversificar a alimentação. Com uma polpa doce e fibrosa, a fruta é conhecida por seu valor em pró-vitamina A, essencial para a saúde ocular e imunológica.

    A mama-cadela é uma fruta de cor que varia entre o amarelo e o alaranjado, pequena em tamanho, e frequentemente chamada de “chicletinho do Cerrado” devido à sua textura. Segundo Grazieli Pascoal, nutricionista e professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a fruta é negligenciada na dieta brasileira, apesar de seu alto valor nutricional.

    Pesquisa e descobertas

    Em seu pós-doutorado, Grazieli Pascoal analisou as características nutricionais da mama-cadela, revelando que a fruta é rica em compostos bioativos, carotenoides e fibras. Esses elementos não são apenas nutrientes, mas também exercem funções antioxidantes benéficas ao organismo. “A mama-cadela pode trazer vários benefícios em uma alimentação saudável, especialmente em relação à quantidade de vitamina A e fibra alimentar”, afirmou Pascoal.

    Uma porção de mama-cadela, equivalente a seis unidades da fruta, atende a mais de 60% da recomendação diária de vitamina A, um valor comparável ao da cenoura. Além disso, a fruta também é uma fonte significativa de vitamina C, que desempenha um papel crucial na absorção de ferro e na função antioxidante do corpo.

    Importância para a biodiversidade alimentar

    Nos últimos anos, o consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil tem aumentado, enquanto a ingestão de frutas e vegetais in natura diminui. Isso tem gerado preocupações sobre a saúde pública, com doenças crônicas se tornando mais prevalentes. “Nossa alimentação está muito monótona”, destaca Pascoal, enfatizando a necessidade de resgatar frutos nativos como a mama-cadela para enriquecer a dieta.

    Apesar dos benefícios nutricionais da mama-cadela, os produtores enfrentam desafios para escoar esses produtos menos conhecidos. A falta de políticas públicas que valorizem alimentos nativos contribui para que os agricultores optem por culturas mais comuns e procuradas no mercado.

    O reconhecimento das propriedades nutricionais da mama-cadela pode contribuir para sua valorização como um alimento culturalmente significativo. Com o apoio de pesquisas e iniciativas que promovam a biodiversidade alimentar, há potencial para integrar essa fruta à dieta brasileira, oferecendo benefícios à saúde e incentivando práticas agrícolas sustentáveis. Grazieli Pascoal conclui: “É fundamental resgatar os saberes sobre essas plantas e a riqueza do nosso bioma.”

    Com informações do Jornal da USP.

  • Atemoia pode ser boa opção para produtor

    Atemoia pode ser boa opção para produtor

    A atemoia, resultado do cruzamento entre a cherimoia e a fruta do conde, popularmente conhecida como pinha ou ata, tem conquistado espaço no mercado brasileiro. Essa fruta, que combina as melhores qualidades de suas espécies parentais, oferece um sabor mais doce e uma textura agradável ao consumidor final.

    O desenvolvimento da atemoia começou no início do século XXI nos Estados Unidos, onde pesquisadores realizaram os primeiros testes para aprimorar a fruta. Segundo o pesquisador José Emílio Bettiol, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), “a atemoia possui qualidades distintas. Dependendo da cultivar, você pode plantá-la em uma área muito maior do que a pinha e a cherimoia”.

    No Brasil, os estados de São Paulo e Minas Gerais se destacam como os maiores produtores de atemoia, concentrando 43,8% e 18% da produção total do país, respectivamente. A fruta também apresenta uma participação significativa no mercado internacional. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), foram exportadas 986 toneladas de atemoia, pinha e graviola no último ano, gerando quase US$ 4 milhões em receita.

    Desafios climáticos

    Assim como outros setores agrícolas, a produção de atemoia enfrenta desafios relacionados às adversidades climáticas. As altas temperaturas registradas nas principais áreas produtoras podem prejudicar o desenvolvimento dos frutos, impactando a produtividade do próximo ciclo. Atualmente, a colheita da safra está em fase final. E o mercado se mostra atrativo, com preços em torno de R$ 12,50 por caixa de um quilo no Ceasa em Campinas.

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    Com o aumento da demanda por frutas exóticas e saudáveis, a atemoia apresenta um grande potencial para expansão no mercado brasileiro e internacional. A combinação de características favoráveis da cherimoia e da pinha pode posicionar a atemoia como uma alternativa atraente para os consumidores. Que estão sempre em busca de novas opções de frutas frescas.

    A atemoia não apenas diversifica a oferta de frutas no Brasil, mas também contribui para o fortalecimento da agricultura familiar. Além de colaborar para o aumento das oportunidades econômicas nas regiões produtoras. Com o suporte adequado em termos de pesquisa e desenvolvimento, essa fruta pode se consolidar ainda mais no mercado nacional e internacional nos próximos anos.

  • Consumir frutas e vegetais pode reduzir risco de depressão

    Consumir frutas e vegetais pode reduzir risco de depressão

    Um novo estudo publicado na revista científica Scientific Reports sugere que uma dieta rica em frutas e vegetais pode ajudar a reduzir o risco de depressão em adultos. A pesquisa reforça a importância desses alimentos na promoção da saúde mental.

    Os pesquisadores analisaram dados de participantes classificados em dois grupos. Aqueles com alto consumo, que ingeriam em média 2,1 porções diárias de frutas e 2,0 porções de vegetais, e aqueles com baixo consumo, que consumiam apenas 0,3 e 0,5 porções diárias, respectivamente. A equipe observou uma diferença significativa nos sintomas depressivos entre os grupos de alto e baixo consumo. No entanto, a diferença foi menos pronunciada ao comparar os grupos de consumo moderado e baixo.

    “A descoberta deste estudo de uma associação protetora entre maior ingestão de frutas e vegetais e sintomas depressivos é consistente com a maioria das evidências anteriores”, afirmaram os autores.

    Modelo de pesquisa utilizado

    O estudo utilizou um modelo que compara o desenvolvimento ao longo da vida de irmãos gêmeos. Essa abordagem é eficaz porque irmãos gêmeos compartilham similaridades genéticas e cresceram no mesmo ambiente, permitindo uma análise mais precisa dos fatores de risco associados à saúde mental.

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    “Uma das vantagens do modelo de gêmeos é que ele pode ajudar a abordar a questão de fatores indesejados, como status socioeconômico no início da vida, que influenciam os resultados”, explica Karen Mather, geneticista da University of New South Wales (UNSW).

    Participantes do estudo

    O estudo incluiu participantes de quatro países: Estados Unidos, Austrália, Dinamarca e Suécia. A pesquisa acompanhou indivíduos com mais de 45 anos ao longo de 11 anos. Os pesquisadores escolheram essa faixa etária com base em evidências que mostram o pico dos transtornos depressivos entre 55 e 75 anos.

    Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores planejam investigar mais detalhadamente. Para descobri as associações de causa e efeito entre o consumo de frutas e vegetais e a diminuição do risco de depressão em estudos futuros.

    Portanto, estudo reforça a importância da alimentação saudável na prevenção de problemas de saúde mental. A inclusão regular de frutas e vegetais na dieta pode não apenas melhorar a saúde física, mas também contribuir para o bem-estar psicológico dos adultos.

  • A tradição das frutas no Natal

    A tradição das frutas no Natal

    A tradição de incluir frutas na ceia de Natal no Brasil tem raízes que remontam às influências europeias, onde as frutas secas e frescas eram utilizadas para decorar as mesas festivas. Com o tempo, porém, essa prática se adaptou ao clima tropical brasileiro, incorporando frutas locais e sazonais.

    As frutas não apenas embelezam a mesa, mas também simbolizam prosperidade e fartura. A romã, por exemplo, é frequentemente associada à abundância e é consumida em várias culturas durante as festividades. Assim, a presença dessas frutas na ceia natalina representa um desejo de saúde e prosperidade para o ano que se inicia.

    Além do aspecto simbólico, as frutas desempenham um papel importante na saúde durante as festas. Elas oferecem uma alternativa refrescante às refeições pesadas, ajudando na digestão e proporcionando nutrientes essenciais. Em um período em que as calorias tendem a aumentar devido aos pratos tradicionais, as frutas atuam como um contraponto saudável.

    Em resumo, as frutas de Natal são muito mais do que simples acompanhamentos; elas carregam significados profundos e contribuem para uma celebração mais saudável e equilibrada. Incorporá-las à ceia não só enriquece o paladar, mas também reforça laços familiares e tradições que perduram ao longo dos anos.

    As frutas de Natal mais comuns no Brasil, como ameixa, pêssego e nectarina, são parte essencial das celebrações, trazendo não apenas sabor, mas também simbolismo e tradição.

    Frutas tradicionais do Natal

    A ameixa é uma das mais populares nas ceias de Natal. Rica em fibras e antioxidantes, a ameixa não apenas auxilia na digestão, mas também fortalece o sistema imunológico. Sua cor vibrante e sabor adocicado a tornam uma escolha ideal para sobremesas e decoração de pratos.

    Ameixa é uma das frutas do Natal

    As uvas são um clássico nas mesas natalinas, disponíveis em variedades como uva Itália, Niágara e roxas. Além de serem saborosas e suculentas, estão associadas à sorte e prosperidade.

    O pêssego é apreciado por sua textura macia e sabor delicado. Além disso, o pêssego é frequentemente utilizado em compotas e sobremesas.

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    Refrescante e ideal para o clima quente do Brasil, a melancia é uma opção comum nas ceias de Natal. Seu alto teor de água a torna perfeita para saladas de frutas e sobremesas leves.

    Com um sabor tropical marcante, o abacaxi é frequentemente utilizado em pratos doces e salgados, como saladas de frutas ou assados. Além disso, sua apresentação exótica também enriquece a decoração da mesa.

    Frutas da moda no Natal

    Conhecida por sua aparência charmosa e sabor intenso, a cereja é uma fruta que não pode faltar nas sobremesas natalinas. Além de deliciosa, ela traz um toque festivo aos pratos.

    Simbolizando abundância e prosperidade, a romã é uma fruta tradicional nas festas de fim de ano. Seu uso em receitas e decorações é comum, além de ser rica em antioxidantes.

    Com sua casca avermelhada e polpa doce, a lichia tem ganhado espaço nas ceias natalinas, sendo ideal para sobremesas ou consumida in natura.

    Embora menos mencionada, a nectarina também é uma fruta que começa a aparecer nas mesas natalinas. Sua polpa suculenta e sabor doce, é perfeita para saladas de frutas ou como acompanhamento em pratos principais.

    Portanto, cada uma delas traz benefícios nutricionais e combina bem com os pratos típicos dessa época. Durante as festas de fim de ano, a mesa brasileira se enche de cores e sabores com a presença dessas frutas, que ajudam a equilibrar as refeições pesadas típicas da ceia natalina.