Tag: fertilizantes

  • Nutrição vegetal avança com foco em eficiência e produtividade

    Nutrição vegetal avança com foco em eficiência e produtividade

    A participação da Yara Brasil na 29ª edição da Showtec Maracaju 2026 reforçou a aposta da companhia em soluções voltadas à produtividade e à sustentabilidade no campo. Durante o evento, realizado entre os dias 19 e 21 de maio, em Maracaju, a empresa apresentou ao mercado o YaraBasa FULL. O fertilizante de alta performance foi desenvolvido para ampliar a eficiência nutricional das lavouras e melhorar a resposta das plantas em situações de estresse.

    A tecnologia foi o principal destaque da companhia na feira. Além disso, chamou atenção pelos resultados obtidos em campo. Segundo a Yara, o produto entrega ganhos médios de até 4,5 sacas por hectare na soja. A solução também promove maior equilíbrio nutricional e eficiência operacional no manejo agrícola.

    Considerado uma evolução do tradicional YaraBasa, o novo fertilizante reúne em um único grânulo a expertise da empresa em NPK, micronutrientes e bioinsumos. Dessa forma, a proposta é oferecer ao produtor uma solução mais completa e eficiente para diferentes cenários produtivos.

    “Estamos diante de uma verdadeira revolução no manejo nutricional das lavouras brasileiras. O YaraBasa FULL nasce da combinação do que temos de mais avançado em pesquisa, tecnologia e ciência aplicada ao campo. Ele entrega fluidez superior, mais eficiência operacional, maior uniformidade e um ganho real na capacidade das plantas responderem ao estresse e se desenvolverem com mais vigor. É um passo decisivo para elevarmos o patamar da produtividade agrícola no país”, afirmou Guilherme Schmitz, vice-presidente de Marketing e Agronomia da Yara.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Tecnologia reúne NPK, bioinsumos e micronutrientes

    O YaraBasa FULL utiliza tecnologia patenteada e conta com pH neutro e matérias-primas de alta qualidade. Além disso, o fertilizante recebe revestimento com YaraAmplix OPTIMIZE. Esse processo amplia a eficiência da absorção nutricional e contribui para maior resistência das plantas aos estresses abióticos.

    Toda a produção da solução acontece no Brasil. A granulação é realizada nas unidades de Rio Grande (RS) e Ponta Grossa (PR). Já o recobrimento ocorre nas dez plantas misturadoras da companhia. Para adaptar a estrutura fabril ao novo produto, a empresa investiu R$ 20 milhões.

    A companhia também destacou o alinhamento da nova tecnologia às metas de sustentabilidade. Segundo a Yara, o produto integra o movimento da empresa para ampliar a oferta de fertilizantes com redução mínima de 60% nas emissões de gases de efeito estufa. Em parte do portfólio Climate Choice, essa redução pode chegar a 90%.

    Produtividade e sustentabilidade no centro do debate

    De acordo com a empresa, a eficiência do YaraBasa FULL foi validada em 35 pesquisas de campo e mais de 135 áreas demonstrativas espalhadas pelo Brasil. Durante a Showtec, produtores e profissionais do setor puderam conhecer detalhes sobre formulação, aplicação e desempenho da tecnologia nas lavouras.

    Além disso, a presença da Yara na feira reforçou a estratégia da companhia de ampliar a conexão com produtores rurais. A empresa também apresentou soluções alinhadas às demandas atuais da agricultura moderna. Entre elas, estão produtividade, sustentabilidade e eficiência operacional no campo.

  • Guerra no Irã ameaça 10 bilhões de refeições por semana

    Guerra no Irã ameaça 10 bilhões de refeições por semana

    O conflito no Oriente Médio parou de ser apenas um problema geopolítico e já bate na porta do campo, nos estoques de insumos e no prato de bilhões de pessoas ao redor do mundo.

    A interrupção do fornecimento de fertilizantes causada pela guerra no Irã pode custar até 10 bilhões de refeições por semana em todo o mundo, segundo o CEO da Yara, uma das maiores produtoras de fertilizantes do planeta. O número impressiona, mas o mecanismo por trás dele é direto: sem fertilizante nitrogenado, a produção agrícola cai.

    O estrangulamento começa em Ormuz

    Tudo passa pelo Estreito de Ormuz: cerca de um terço dos fertilizantes do mundo, incluindo ureia, potássio, amônia e fosfatos, normalmente transita por essa via marítima. Com as hostilidades no Golfo bloqueando o tráfego, a cadeia de suprimentos global trava.

    Svein Tore Holsether, CEO da Yara, foi direto ao ponto em entrevista à BBC: “Até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas no mundo no momento devido à situação em que estamos. O que isso significa para a produção de alimentos? Eu estimaria até 10 bilhões de refeições que deixarão de ser produzidas a cada semana como resultado da falta de fertilizantes.”

    Mesmo que o estreito reabrisse amanhã, os preços elevados tendem a persistir, já que parte da produção e das matérias-primas já foi perdida.

    Queda de até 50% na produtividade das lavouras

    O impacto vai além dos números abstratos. Não aplicar fertilizante nitrogenado reduziria a produtividade de algumas culturas em até 50% já na primeira safra. Isso significa menos grãos, menos colheita e menos comida chegando ao mercado, tudo ao mesmo tempo.

    Os principais destinos afetados seriam Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina, regiões onde o impacto imediato seria mais visível. Holsether ainda alertou que áreas da África subsaariana, onde já há subfertilização crônica, poderiam registrar “quedas significativas” na produção agrícola.

    Para o agronegócio brasileiro, o cenário exige atenção redobrada. O Brasil importou 43,3 milhões de toneladas de fertilizantes no ano passado, enquanto a produção nacional ficou em 7,2 milhões de toneladas, com a importação ainda responsável por 85% do abastecimento interno.

    O Ministério da Agricultura identificou o risco com urgência. Notas técnicas da secretaria-executiva apontam “alto risco real de um déficit de volume estimado entre 1 e 3 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados em 2026, suficiente para comprometer a produtividade das safras 2026/2027.”

    Os mais vulneráveis pagam a conta mais alta

    O CEO da Yara foi enfático ao alertar os países europeus sobre um detalhe que costuma passar despercebido nos debates sobre segurança alimentar: “Se há uma disputa por alimentos e uma que a Europa é robusta o suficiente para lidar, o que precisamos ter em mente é: nessa situação, de quem estamos tirando comida ao comprarmos? Essa é uma situação em que as pessoas mais vulneráveis pagam o preço mais alto, em nações em desenvolvimento que não podem se dar ao luxo de acompanhar.”

    O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que as consequências combinadas do conflito no Oriente Médio poderiam levar 45 milhões de pessoas a mais à fome aguda em 2026. Na Ásia e no Pacífico, a insegurança alimentar deve crescer 24%, o maior aumento relativo de qualquer região.

  • Guerra contra o Irã coloca em risco a produção agrícola global

    Guerra contra o Irã coloca em risco a produção agrícola global

    O bloqueio das rotas marítimas pelo estreito de Ormuz, provocado pelo conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, pode retirar até 10 bilhões de refeições semanais da mesa de pessoas ao redor do mundo. O alerta vem de Svein Tore Holsether, presidente-executivo da Yara, um dos maiores produtores de fertilizantes do planeta.

    “Até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas no mundo no momento”, afirmou Holsether em entrevista à BBC. “O que isso significa para a produção de alimentos? Estimaria até 10 bilhões de refeições que deixarão de ser produzidas a cada semana como resultado.”

    Segundo as Nações Unidas, cerca de um terço dos fertilizantes globais, incluindo ureia, potássio, amônia e fosfatos, passam normalmente pelo estreito de Ormuz. Com o bloqueio, o preço dos fertilizantes já subiu 80% desde o início das hostilidades. A queda na aplicação de fertilizante nitrogenado pode reduzir a produtividade de algumas culturas em até 50% já na primeira safra.

    Os mais vulneráveis na linha de frente

    O impacto não será distribuído de forma igualitária. África subsaariana, Ásia, Sudeste Asiático e América Latina concentram os maiores riscos imediatos. Regiões que já operam com subfertilização, como partes da África, podem enfrentar quedas ainda mais acentuadas na produção agrícola.

    “Essa é uma situação em que as pessoas mais vulneráveis pagam o preço mais alto”, disse Holsether. “Nações em desenvolvimento não podem se dar ao luxo de acompanhar” uma disputa por alimentos com os países mais ricos.

    O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que as consequências combinadas do conflito no Oriente Médio podem levar 45 milhões de pessoas a mais à fome aguda em 2026. Na Ásia e no Pacífico, a insegurança alimentar deve crescer 24%, o maior aumento relativo entre todas as regiões.

    Efeito nos preços chega com atraso

    As épocas de plantio variam conforme a região. O Reino Unido atravessa a alta temporada de plantio, enquanto agricultores asiáticos estão apenas começando o ciclo. Por isso, os efeitos da escassez de fertilizantes nos preços dos alimentos na Ásia só devem aparecer no fim do ano, quando colheitas menores chegarem ao mercado, ou simplesmente não chegarem.

    “Se a crise se prolongar por mais tempo, veremos um impacto em culturas como o arroz nos próximos meses”, afirmou Paul Teng, pesquisador sênior em segurança alimentar em Cingapura.

    No Reino Unido, a Federação de Alimentos e Bebidas projeta inflação alimentar de até 10% em dezembro. O Banco da Inglaterra prevê alta de 4,6% nos preços de alimentos até setembro, com pressão maior no final do ano.

    Agricultores já sentem o aperto

    Além dos fertilizantes, produtores rurais enfrentam uma combinação de pressões simultâneas: alta no preço do diesel, aumento de outros insumos e custos de energia mais elevados. O problema é que os preços das safras ainda não subiram na mesma proporção.

    “Eles enfrentam custos de energia mais altos, o diesel para trator está aumentando, outros insumos estão aumentando, o custo do fertilizante está aumentando, mas os preços das safras ainda não acompanharam”, disse Holsether.

    O executivo pediu aos países europeus, portanto, que avaliem com cuidado o impacto de uma guerra de preços por alimentos sobre as populações mais frágeis em outras partes do mundo. “De quem estamos tirando comida ao comprarmos, nessa situação?”, questionou.

  • Brasil e África do Sul fecham acordo no agro com foco em febre aftosa, proteínas animais e biosseguridade

    Brasil e África do Sul fecham acordo no agro com foco em febre aftosa, proteínas animais e biosseguridade

    Dois dos maiores produtores agrícolas do hemisfério sul decidiram sentar à mesa para construir algo maior do que uma simples troca comercial. Brasil e África do Sul assinaram, nesta quinta-feira (30), um Memorando de Entendimento voltado ao fortalecimento da cooperação agropecuária bilateral. O destaque fica para a defesa sanitária animal e para a ampliação de oportunidades em setores estratégicos do agro.

    Do lado brasileiro, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, assinou o documento. Do lado sul-africano, o ministro da Agricultura, John Steenhuisen. No centro das negociações, um tema que o Brasil conhece bem e que ainda preocupa o sul do continente africano: a febre aftosa.

    Brasil como referência global em sanidade animal

    Não é por acaso que a África do Sul buscou o Brasil como parceiro técnico nessa área. Afinal, o país conquistou, junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o status de território livre de febre aftosa sem vacinação. Trata-se de um dos patamares mais elevados de reconhecimento sanitário no mundo. Chegar a esse ponto levou décadas de investimento em vigilância, rastreabilidade e políticas públicas de defesa agropecuária.

    Agora, essa experiência pode ser transferida. O governo sul-africano demonstrou interesse direto em aprender com o modelo brasileiro para estruturar um plano regional de combate à doença. Vale lembrar que a febre aftosa ainda provoca impactos econômicos relevantes em boa parte do sul da África. “Estamos aqui para aprender com a experiência brasileira e buscar apoio no enfrentamento da febre aftosa”, afirmou o ministro John Steenhuisen.

    André de Paula, por sua vez, reforçou o papel estratégico da parceria: “A garantia da segurança alimentar no mundo é uma prioridade do governo brasileiro e representa um ponto de convergência importante com a África do Sul”. Além da febre aftosa, o acordo também abre espaço para cooperação no monitoramento da influenza aviária. Essa é outra preocupação crescente para produtores de proteína animal em escala global.

    O que está na mesa além da sanidade

    Saúde animal é o núcleo do acordo, mas está longe de ser o único tema. Os dois países mapearam oportunidades concretas em pelo menos cinco segmentos: proteínas animais, frutas cítricas, fertilizantes, máquinas agrícolas e genética animal e vegetal.

    Para que esse comércio funcione com mais agilidade, o acordo prevê ainda o aprimoramento dos mecanismos de diálogo em medidas sanitárias e fitossanitárias, o chamado sistema SPS. Na prática, isso significa reduzir o tempo de resolução de barreiras técnicas que costumam travar exportações. Quando essas barreiras persistem, o prejuízo ao setor pode ser considerável.

    Uma das propostas mais concretas do encontro foi a criação de um Corredor de Biosseguridade Brasil–África do Sul. A ideia é montar uma estrutura capaz de reduzir o risco de interrupções no fluxo comercial em casos de surtos sanitários. Esse tipo de evento, quando ocorre, pode fechar mercados da noite para o dia.

    Por que esse acordo importa para o produtor brasileiro

    Em um cenário em que o agronegócio brasileiro segue expandindo sua presença internacional, acordos como este têm peso direto na competitividade do setor. A África do Sul representa uma porta de entrada relevante para o continente africano, um mercado em crescimento que ainda importa volumes consideráveis de proteína animal, insumos e tecnologia agrícola.

    No entanto, o valor estratégico do acordo vai além dos números imediatos. Ao se posicionar como referência técnica em sanidade animal, o Brasil fortalece sua credibilidade internacional. Assim, amplia também sua capacidade de negociar acesso a mercados com mais solidez. Ser reconhecido como o país que ensina a combater a febre aftosa tem um peso diplomático e comercial que nenhuma campanha publicitária compra.

    Por fim, a cooperação entre Brasil e África do Sul reforça uma tendência crescente: o hemisfério sul construindo alianças próprias em torno de agendas produtivas. Para o agro brasileiro, essa aproximação chega em um momento estratégico.

  • Encontro discute plano para reduzir dependência de fertilizantes importados

    Encontro discute plano para reduzir dependência de fertilizantes importados

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reuniu lideranças da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) para debater o cenário do mercado interno e externo de fertilizantes e traçar estratégias para reduzir a dependência brasileira de importações, hoje em torno de 85% do total consumido no país.

    Foto: Guilherme Martimon / Mapa

    O ministro André de Paula recebeu o presidente do Conselho de Administração da Anda, Elias Lima, e destacou que o contato com a entidade é essencial para priorizar demandas estratégicas do setor. A Anda reúne mais de 120 associados, que vão de pequenos misturadores e entidades de classe a grandes multinacionais.

    O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, apresentou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), aprovado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert). A meta é ambiciosa: até 2050, o Brasil deve ser capaz de produzir entre 45% e 50% dos fertilizantes que consome internamente, ante os apenas 15% atuais.

    “Reconhecemos o quão necessária é a implementação do PNF para a redução da dependência de fertilizantes, especialmente pelo seu impacto na segurança alimentar do nosso país”, afirmou Elias Lima.

    A pauta da reunião incluiu ainda abertura de mercados e o potencial dos bioinsumos no Brasil. Participaram o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; o diretor-executivo da Anda, Ricardo Tortorella; e o conselheiro Marcelo Silvestre.

    Mercado bate recorde, mas importação segue dominante

    Em 2025, o Brasil entregou 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes ao mercado. Um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior e um novo recorde histórico. O desempenho acompanhou a expansão da produção agrícola: a safra de grãos chegou a 346,1 milhões de toneladas, ante 292,5 milhões em 2024, o que elevou a demanda por insumos nutricionais, sobretudo nas lavouras de soja e milho.

    Mato Grosso liderou o consumo com 11,40 milhões de toneladas, 23,2% do total nacional, seguido por Paraná e São Paulo. O protagonismo do Centro-Oeste reforça o papel estratégico da região tanto na produção de grãos quanto na absorção de insumos agrícolas.

    Apesar do recorde, a dependência de importações permanece elevada. 43,32 milhões de toneladas vieram do exterior em 2025, enquanto a produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu apenas 2,5%, chegando a 7,22 milhões de toneladas. O avanço da indústria interna ainda é modesto diante do volume importado.

    Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, o agronegócio brasileiro entra em 2026 em um momento decisivo. “O país enfrenta adversidades climáticas, custos de produção em alta e um mercado volátil, mas também oportunidades estratégicas capazes de reposicionar o produtor no centro da economia global”, afirmou. Segundo ele, planejamento e ferramentas ágeis de gestão serão fundamentais para transformar riscos em vantagens competitivas.

    Agro puxa o PIB e coloca fertilizantes no centro do debate econômico

    Mesmo com instabilidades climáticas e pressões logísticas, o setor garantiu abastecimento regular ao produtor rural em 2025. A Anda destaca que as entregas ocorreram de forma organizada, o que permitiu melhor planejamento da janela de plantio e maximização do potencial das lavouras.

    No conjunto da economia, a agropecuária cresceu 11,7% e foi o principal pilar de expansão do PIB em 2025, ao lado da indústria extrativa. Os dois setores responderam por grande parte do avanço de 2,3% do Produto Interno Bruto. O desempenho do campo, sustentado por insumos como fertilizantes, consolida o agro como vetor de crescimento em um cenário de investimento ainda moderado e consumo desacelerado. E reforça a importância estratégica do setor para a renda nacional, o comércio exterior e a estabilidade macroeconômica.

  • Você pode estar jogando fertilizante fora sem perceber

    Você pode estar jogando fertilizante fora sem perceber

    Produtor, imagine jogar dinheiro fora antes mesmo de ver a colheita. No Brasil, com custos de fertilizantes nas alturas por causa de oscilações globais e impostos pesados, a demanda retrai e a eficiência vira sobrevivência.

    Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, avisa: “A agricultura moderna exige cada vez mais eficiência. Produzir mais com menos passa diretamente pelo uso correto dos fertilizantes, desde o planejamento até a aplicação. O desperdício impacta não só o bolso do produtor, mas também o desempenho da lavoura”. Vamos direto ao ponto: aqui vão os cuidados práticos para evitar isso.

    Armazenamento ruim: Perda antes da hora!

    Você guarda os sacos no celeiro úmido ou sob o sol? Erro fatal. Fertilizantes precisam de locais cobertos, secos e ventilados. A umidade causa empedramento, perda de qualidade e até queda na concentração de nutrientes. Schiavo explica: “Produtos mal armazenados podem sofrer empedramento, perda de qualidade e até redução da concentração de nutrientes, comprometendo sua eficiência no campo”. Resultado? Nutrientes evaporam ou viram pó, e seu investimento some antes da plantadeira.

    Análise de solo é importante

    Aplica no achismo? Pare agora. Cada talhão varia em argila e nutrientes, mesmo na mesma fazenda. Faça análise de solo para dosar certo e evitar excessos. Escolha entre químicos, orgânicos ou minerais conforme a cultura. “Não existe uma solução única. O importante é entender a necessidade da planta e utilizar a fonte mais adequada, podendo inclusive combinar diferentes tipos para potencializar resultados”, diz o executivo. Sem isso, você desperdiça dinheiro e equilibra mal o solo.

    Mais fertilizante não significa mais produção. Excesso bloqueia absorção de outros nutrientes e atrasa o crescimento. Aplique na hora exata, considerando estágio da cultura e clima. “Aplicar na hora certa garante maior absorção e reduz perdas de nutrientes para o ar ou pela água da chuva”, alerta Schiavo.

    Tecnologia: O caminho para zero desperdício

    Agricultura de precisão muda o jogo. Use GPS, mapas de taxa variável, sensores, drones e softwares para distribuir certinho. Nada de sobreposições ou irregularidades. “Ferramentas tecnológicas ajudam a otimizar o uso dos insumos e aumentam a eficiência operacional”, reforça o CEO. Com isso, você corta custos e maximiza o que cai no solo.

    Siga isso religiosamente: fonte certa, dose certa, hora certa, local certo. “Quando seguimos esse conceito, conseguimos maximizar os resultados e minimizar impactos negativos, tanto econômicos quanto ambientais”, concluiu.

    Com demanda global por comida explodindo, produzir mais sem mais terra depende disso. Para isso, a Naval Fertilizantes, de Campo Novo do Parecis (MT), aposta em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação para as lavouras de soja, milho, milho pipoca, arroz, feijão, algodão, girassol, cana de açúcar e pastagens, além de  franquias para expandir, mirando R$ 2 bilhões em cinco anos.

  • Quem é a cientista brasileira que ganhou o “Nobel da Agricultura”

    Quem é a cientista brasileira que ganhou o “Nobel da Agricultura”

    A cientista brasileira Mariângela Hungria entrou, em 2026, para a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time, na categoria Pioneiros, consolidando uma trajetória que já vinha sendo reconhecida internacionalmente.

    Esse destaque chega pouco tempo depois de um marco histórico. Em 2025, ela se tornou a primeira brasileira a receber o Prêmio Mundial da Alimentação, conhecido como o “Nobel da Agricultura”, uma das mais importantes honrarias globais na área.

    Ao longo de mais de quatro décadas de carreira na Embrapa, a pesquisadora saiu do ambiente acadêmico para se tornar uma referência mundial em agricultura sustentável, com impacto direto na forma como alimentos são produzidos no Brasil e no mundo.

    Do solo ao palco internacional

    Mariângela é engenheira agrônoma e microbiologista, com atuação consolidada na área de microbiologia do solo e insumos biológicos. Ao longo da carreira, ela concentrou seus estudos em soluções capazes de reduzir a dependência de fertilizantes químicos.

    Seu principal legado está na comprovação de que microrganismos do solo, especialmente bactérias fixadoras de nitrogênio, podem substituir parte dos fertilizantes sintéticos sem comprometer a produtividade. Como resultado, essas tecnologias permitiram aumentar a eficiência agrícola ao mesmo tempo em que reduziram custos e impactos ambientais.

    Além disso, suas soluções já são aplicadas em larga escala. Estima-se que estejam presentes em mais de 40 milhões de hectares no Brasil, gerando economia anual de até US$ 25 bilhões e evitando a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

    Esse avanço ajudou a transformar o país em uma potência agrícola mais sustentável. Na cultura da soja, por exemplo, o uso de inoculantes se tornou prática consolidada, mostrando como a ciência pode ser incorporada diretamente ao campo.

    O Prêmio Mundial da Alimentação de 2025 reforçou essa trajetória. A premiação reconheceu suas contribuições para a fixação biológica de nitrogênio e para o desenvolvimento de insumos biológicos que aumentam a produtividade de forma acessível e sustentável em milhões de hectares.

    O impacto do reconhecimento internacional no agronegócio

    A entrada na lista Time100 em 2026 vai além de um título simbólico e representa um movimento mais amplo de valorização da ciência aplicada ao agro.

    Por um lado, o reconhecimento amplia o debate sobre agricultura de baixo carbono e eficiência no uso de insumos. Por outro, reforça a importância de soluções que conciliam produtividade com redução de impactos ambientais.

    Práticas como o uso de inoculantes, a rotação de culturas e o manejo biológico do solo tendem a ganhar ainda mais espaço. Além disso, investidores, empresas e formuladores de políticas públicas passam a olhar com mais atenção para modelos produtivos baseados em biologia e eficiência.

    A própria trajetória da pesquisadora mostra que é possível produzir mais com menos dependência química. Ou seja, trata-se de uma mudança de lógica produtiva, que sai da intensificação baseada em insumos e avança para sistemas mais inteligentes e equilibrados.

    O que o produtor pode tirar disso na prática?

    Para quem está no campo, a mensagem é clara, mas também estratégica: o que hoje ainda é diferencial competitivo tende a se tornar padrão nos próximos anos.

    Produtores que já utilizam inoculantes, adotam rotação de culturas e investem na saúde do solo estão, na prática, antecipando uma tendência global. Ao mesmo tempo, essas práticas deixam de ser apenas uma escolha técnica e passam a ter peso econômico e institucional.

    Com o aumento da visibilidade internacional, cresce a chance de que cooperativas, programas de crédito e políticas públicas priorizem esse tipo de manejo. Assim, critérios ligados à sustentabilidade e eficiência produtiva devem ganhar espaço nas decisões do setor.

    Além disso, o reconhecimento de Mariângela Hungria reforça uma ideia importante: o Brasil não precisa escolher entre produtividade e responsabilidade ambiental.

    Pelo contrário, a ciência desenvolvida no país mostra que é possível unir os dois caminhos. Nesse cenário, o produtor brasileiro não apenas acompanha a transformação, mas tem potencial para liderar esse movimento em escala global.

  • Petrobras vai retomar obras da fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul

    Petrobras vai retomar obras da fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul

    A Petrobras decidiu retomar obras da unidade de fertilizantes em Três Lagoas. O Conselho de Administração aprovou a decisão na segunda-feira (13), reforçando a estratégia para o agronegócio nacional.

    A empresa já havia autorizado o projeto em outubro de 2024, dentro do Plano de Negócios 2026-2030. Além disso, a estatal estima investimento de cerca de US$ 1 bilhão para concluir a unidade.

    As obras devem recomeçar ainda no primeiro semestre deste ano, conforme planejamento da companhia. A Petrobras projeta iniciar a operação comercial da planta em 2029, ampliando a oferta de insumos agrícolas.

    O projeto estava paralisado desde 2015, mas voltou à pauta em 2023. Naquele ano, a empresa decidiu retomar investimentos no segmento de fertilizantes.

    Projeto da fábrica

    A unidade deve produzir cerca de 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia. Desse total, aproximadamente 180 toneladas de amônia serão destinadas à comercialização.

    A produção atenderá principalmente Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Esses estados concentram grande parte da produção agropecuária brasileira.

    A amônia serve como matéria-prima para fertilizantes e para a indústria petroquímica. Já a ureia lidera a demanda nacional entre os fertilizantes nitrogenados.

    O Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas do produto por ano. O agronegócio utiliza ureia em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão. Além disso, produtores aplicam o insumo como suplemento alimentar para ruminantes.

  • Agro sob ataque: Selic alta e custos não dão trégua no campo

    Agro sob ataque: Selic alta e custos não dão trégua no campo

    A desaceleração no ritmo de queda da taxa básica de juros no Brasil, combinada à pressão internacional sobre insumos e ao ambiente fiscal doméstico mais sensível, já impacta o planejamento do agronegócio para 2026. A avaliação é de Wolney Arruda, administrador de empresas e presidente da Plantae Agrocrédito, com atuação no mercado de crédito rural há mais de duas décadas.

    Em entrevista ao Agro em Campo ele aponta para um cenário de crédito mais caro, custos elevados e maior incerteza para o produtor rural.

    Segundo o especialista, a combinação entre tensões geopolíticas, sobretudo envolvendo o Irã, e a limitação fiscal do governo brasileiro tende a manter o custo do dinheiro elevado por mais tempo. Isso afeta diretamente o acesso ao crédito rural e amplia os desafios para a próxima safra.

    Juros, cenário macro e crédito

    A redução menor da Selic muda o cenário para o agro em 2026?

    Muda bastante. O mercado esperava cortes mais agressivos, o que ajudaria a aliviar o custo do crédito. Com um ritmo mais lento, o produtor precisa se preparar para juros elevados por mais tempo.

    O que pesa mais hoje: risco fiscal ou cenário externo?

    Os dois fatores são relevantes, mas o fiscal tem um peso estrutural. Ele influencia diretamente a percepção de risco do país e limita a atuação do Banco Central.

    Existe risco de interrupção no ciclo de queda dos juros?

    Existe, principalmente se houver nova pressão inflacionária vinda de energia ou insumos agrícolas.

    Como esse cenário impacta o custo do dinheiro no campo?

    Ele encarece todas as linhas, tanto subsidiadas quanto livres, e reduz o acesso ao crédito em condições favoráveis.

    Geopolítica e custo dos insumos

    Como o conflito envolvendo o Irã impacta os fertilizantes?

    O Irã é um player relevante na produção de nitrogenados. Qualquer restrição de oferta pressiona os preços globais.

    O Brasil está muito dependente de insumos externos?

    Sim, especialmente em fertilizantes. Isso torna o país vulnerável a choques internacionais.

    Há alternativa no curto prazo?

    No curto prazo, não. A dependência é estrutural e exige tempo e investimento para ser reduzida.

    O risco no Estreito de Ormuz já afeta o diesel?

    Ainda de forma indireta, mas o mercado já precifica essa possibilidade, o que sustenta a volatilidade.

    Wolney Arruda, presidente da Plantae Agrocrédito

    Custos, produção e margens

    Qual é hoje o principal fator de pressão de custos?

    É um conjunto: fertilizantes, diesel e crédito. Todos estão pressionados ao mesmo tempo.

    Esse cenário pode mudar decisões do produtor?

    Sem dúvida. Pode levar à redução de área ou à escolha de culturas menos intensivas em insumos.

    Quais culturas são mais sensíveis?

    Milho e trigo, por exemplo, dependem mais de fertilizantes nitrogenados.

    O produtor está preparado para margens menores?

    Os mais capitalizados sim, mas uma parcela relevante ainda opera com pouca margem de segurança.

    Crédito rural e financiamento

    Como a Selic mais alta afeta o Plano Safra?

    Aumenta o custo de equalização para o governo, o que pode limitar a oferta de crédito subsidiado.

    A migração para crédito livre deve crescer?

    Sim, é uma tendência, principalmente entre produtores de maior porte.

    Quais os riscos dessa migração?

    Maior exposição à volatilidade dos juros e menor previsibilidade no custo financeiro.

    Pequenos e médios produtores serão mais impactados?

    Devem ser os mais afetados, porque têm menos acesso a alternativas de financiamento.

    Estratégia e perspectivas

    Como o produtor deve se posicionar agora?

    Com mais cautela, planejamento financeiro rigoroso e atenção ao custo de produção.

    Ferramentas de proteção ganham mais importância?

    Sim, hedge e gestão de risco passam a ser essenciais nesse ambiente.

    O agro brasileiro perde competitividade?

    Não necessariamente, mas enfrenta um ambiente mais desafiador.

    Esse cenário é conjuntural ou estrutural?

    Tem elementos dos dois. A geopolítica pode se ajustar, mas a questão fiscal tende a ser mais persistente.

    O que esperar para 2026 no campo?

    Um ano de decisões mais complexas, margens apertadas e maior necessidade de gestão profissional.

  • Eficiência vira prioridade em meio à alta dos custos no agro

    Eficiência vira prioridade em meio à alta dos custos no agro

    A 23ª edição da Tecnoshow Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano), realizada em Rio Verde (GO), começou sob o desafio de superar os resultados do ano anterior em um cenário econômico mais restritivo. Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (8), o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral do evento, Cláudio Teoro, e o presidente executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel, destacaram que a feira mantém o compromisso com inovação, conforto e geração de conhecimento, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.

    Segundo os dirigentes, a evolução da Tecnoshow ao longo dos anos superou as expectativas iniciais. “Nunca passava pela cabeça que a feira tomaria essa proporção”, afirmaram. Além disso, reforçaram que a organização busca aprimorar cada edição, com foco em estrutura, segurança, alimentação e higiene, mantendo o padrão de excelência que marca o evento.

    Cenário econômico impõe cautela

    Apesar do otimismo com a realização da feira, o momento exige prudência. O setor agropecuário, assim como a indústria, enfrenta desafios relacionados ao endividamento dos produtores, à queda nos preços da soja e às altas taxas de juros.

    Presidente executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel e o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral do evento, Cláudio Teoro durante coletiva de imprensa – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Nesse contexto, a expectativa é de redução no volume de negócios em relação a anos anteriores. Ainda assim, os produtores seguem presentes e demonstram interesse, principalmente na aquisição de insumos, considerados essenciais para a produção.

    “Estamos em um ano de comprar somente o necessário”, destacaram. Por outro lado, empresas expositoras têm buscado oferecer condições comerciais mais atrativas, na tentativa de estimular as negociações.

    O aumento recente no preço de fertilizantes, especialmente os fosfatados, também pressiona os custos de produção. Ainda assim, a feira mantém seu papel não apenas comercial, mas também técnico, ao apresentar inovações, tecnologias e promover a troca de conhecimento por meio de palestras e espaços como o pavilhão de startups.

    Cooperativismo e investimento sustentam crescimento

    A Comigo segue ampliando sua atuação no estado de Goiás, com investimentos contínuos em infraestrutura. Atualmente, a cooperativa já responde por cerca de 20% da soja produzida no estado e se consolidou como a maior armazenadora de grãos da região.

    Entre os projetos em andamento estão a abertura de novas lojas, ampliação da capacidade de armazenagem e a implantação de uma esmagadora de grãos, que deve dobrar o faturamento da cooperativa. Para os próximos anos, a meta inclui a construção de novas unidades e armazéns.

    Além disso, a cooperativa conta com cerca de 13 mil cooperados e atua fortemente na geração e difusão de conhecimento. Em parceria com universidades e pesquisadores, desenvolve estudos que posteriormente são levados ao campo, contribuindo para ganhos de produtividade.

    “Essa é uma vitrine tecnológica. O conhecimento gerado aqui chega ao produtor e se transforma em resultado”, destacaram.

    Tecnologia e gestão ganham protagonismo

    Diante de um cenário de margens mais apertadas, a busca por eficiência se torna essencial. Os dirigentes reforçaram que produtividade e gestão caminham juntas e que, em muitos casos, melhorias no manejo não implicam aumento de custos, podendo, inclusive, gerar economia.

    Ao mesmo tempo, fatores de mercado continuam determinando os preços, seguindo a lógica de oferta e demanda. A atual crise de liquidez global, segundo eles, pode impactar o setor no curto prazo, mas a tendência de aumento na demanda por alimentos permanece.

    “Não vemos redução na produção de grãos ou carne. O que ocorre é um aumento de produção em áreas menores, com mais tecnologia”, afirmaram.

    Estande da Comigo na Tecnoshow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A segunda safra também foi tema da coletiva. O atraso no plantio da soja comprometeu a janela ideal do milho, mas as chuvas recentes melhoraram as perspectivas. “A agricultura é uma empresa a céu aberto. Houve atraso, mas choveu, e isso pode garantir uma boa safra”, avaliaram.

    Sustentabilidade e diversificação ganham espaço

    A Comigo também investe em sustentabilidade energética desde a década de 1980, com o plantio de eucalipto para abastecimento de biomassa. A iniciativa garante autonomia e reforça o compromisso ambiental da cooperativa.

    Além disso, a diversificação de renda tem ganhado espaço entre os produtores, impulsionada pela chegada de novas indústrias na região, como usinas e plantas de processamento. Para os dirigentes, essa estratégia fortalece o produtor frente às oscilações do mercado.

    “O produtor não precisa mudar de cultura, mas pode diversificar sua renda”, destacaram.

    Público e negócios

    Nos primeiros dias de evento, a Tecnoshow registrou público expressivo, com cerca de 16 mil visitantes no primeiro dia e quase 24 mil no segundo. No entanto, a organização optou por não divulgar projeções de volume de negócios neste ano, adotando uma postura mais conservadora diante do cenário atual.

    Ainda assim, o volume de operações no segmento de insumos da cooperativa já se aproxima do registrado em 2025, o que demonstra a confiança dos produtores na instituição, que acumula mais de 50 anos de atuação.