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  • Café impulsiona exportações do agronegócio de Minas que crescem 17%

    Café impulsiona exportações do agronegócio de Minas que crescem 17%

    As exportações do agronegócio de Minas Gerais registraram alta de 17% no acumulado de janeiro a julho. O valor chegou a US$ 11,4 bilhões, contra US$ 9,8 bilhões no mesmo período de 2024. O estado se consolida como o terceiro maior exportador do agro nacional, responsável por 12% da receita.

    O desempenho ocorreu mesmo com uma redução de 8,4% no volume embarcado, que totalizou 10,2 milhões de toneladas. A valorização dos preços médios, especialmente do café, puxou o resultado positivo.

    A assessora técnica da Secretaria de Agricultura (Seapa), Manoela Teixeira, destaca a resiliência do setor. “Este desempenho ganha mais relevância diante de um cenário internacional adverso, com novas tarifas, volatilidade cambial e ajustes logísticos”, afirmou.

    Café é o grande protagonista

    O café foi o motor das exportações. Mesmo com menor volume, a receita do grão saltou 56,4%, alcançando US$ 6,2 bilhões. Este valor responde por 54% de toda a receita do agro mineiro no período. A escassez global e a demanda firme explicam os preços recordes.

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    Desempenho por setores

    • Carnes: o setor (bovina, suína e frango) cresceu 16,8% em valor (US$ 1 bi) e 3% em volume (284 mil t).
    • Soja: o complexo soja (grão, óleo e farelo) recuou 16,5% em valor (US$ 2,2 bi) e 8,2% em volume (5,5 mi t).
    • Sucroalcooleiro: registrou queda de 22% no valor, totalizando US$ 970 milhões.
    • Produtos Florestais: as vendas caíram 17%, somando US$ 586 milhões.

    Destaques positivos

    Produtos como o mel garantiram a liderança nacional para Minas, com crescimento de 60% (US$ 17 mi). As frutas também bateram recorde, com alta de 48,4% em valor (US$ 11 mi).

    Minas Gerais exportou mais de 580 produtos para 171 países. China (25,5%), Estados Unidos (11,6%) e Alemanha (8%) lideram como principais destinos.

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  • Exportação de carne brasileira para Argentina bate recorde

    Exportação de carne brasileira para Argentina bate recorde

    A crise enfrentada pela pecuária argentina gerou um cenário sem precedentes de aumento nas exportações brasileiras de carne para o país vizinho. No primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou cerca de 6.200 toneladas de carne bovina para a Argentina. Um volume quase 43 vezes maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram embarcadas apenas 144 toneladas. Portanto, um recorde histórico desde o início dos registros em 1997.

    Esse crescimento expressivo está ligado a desafios estruturais na Argentina, incluindo uma severa seca que afetou significativamente o rebanho bovino. Assim, levando a uma redução estimada para menos de 50 milhões de cabeças em 2025. Isso segundo dados do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa) e análises do setor. A severidade da seca acelerou o abate e comprometeu a reposição do rebanho, enquanto a inflação na carne bovina local ultrapassou 50% apenas no primeiro semestre. Portanto, pressionando ainda mais o mercado argentino.

    Além do impacto climático, mudanças econômicas e políticas no país vizinho elevaram os custos de produção interna. Com isso, estimularam a demanda por carne importada, principalmente a brasileira, que é valorizada pela combinação de qualidade e preço competitivo. Como resultado, a carne brasileira tem sido usada na fabricação de produtos como hambúrgueres e salsichas. Assim, ajudando a conter os preços finais para os consumidores argentinos.

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    O reflexo dessa tendência já pode ser notado nos principais centros urbanos da Argentina, especialmente Buenos Aires, onde restaurantes tradicionais de parrilla estão incorporando cada vez mais a “parrilla brasileira” em seus cardápios. Essa mudança mostra a aceitação crescente da carne brasileira na cultura gastronômica local, evidenciando também uma adaptação dos estabelecimentos à nova realidade do mercado de carne.

    A indústria brasileira, por sua vez, acompanha esse cenário com otimismo, enquanto os especialistas alertam para a continuidade dos desafios na pecuária argentina que devem manter o fluxo de importação elevado nos próximos anos. Paralelamente, o Brasil também tem registrado aumento nas exportações de outras proteínas ao país, como carne suína e de frango, reforçando o papel estratégico do mercado argentino para o agronegócio brasileiro.

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  • Exportações de carne bovina batem recorde histórico em julho

    Exportações de carne bovina batem recorde histórico em julho

    As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram um novo patamar histórico em julho de 2025, com 276,9 mil toneladas embarcadas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta semana. O volume supera os recordes anteriores e consolida o Brasil como um dos principais players globais no mercado de proteína animal.

    Os números revelam que as tensões comerciais decorrentes das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump tiveram impacto limitado nas vendas externas do setor – pelo menos no curto prazo. Apesar das preocupações iniciais, a demanda internacional pela carne brasileira segue aquecida, impulsionada pela competitividade do produto e pela diversificação de mercados.

    Resiliência do setor surpreende

    Especialistas destacam que a capacidade do Brasil em manter o fluxo de exportações, mesmo em um cenário de barreiras comerciais, reflete a sólida reputação da carne bovina nacional e a eficiência logística do agronegócio. Países como China, Estados Unidos e nações do Oriente Médio continuam como principais destinos, absorvendo grande parte da produção.

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    O recorde de julho mostra que o setor conseguiu se adaptar rapidamente às mudanças no comércio global, encontrando alternativas mesmo em meio a medidas protecionistas.

    Com os resultados positivos do primeiro semestre, as expectativas para os próximos meses são otimistas. O Ministério da Agricultura projeta que as exportações de carne bovina podem fechar 2025 com números ainda mais expressivos, caso a demanda internacional se mantenha estável.

    Enquanto isso, o governo e entidades do agronegócio monitoram de perto as negociações comerciais. Buscando minimizar possíveis efeitos negativos de barreiras tarifárias e ampliar o acesso a novos mercados.

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  • Exportação de café do Brasil tem receita recorde

    Exportação de café do Brasil tem receita recorde

    O Brasil alcançou um marco histórico nas exportações de café durante o ano safra 2024/25, registrando receita cambial recorde de US$ 14,728 bilhões. O valor representa um crescimento expressivo de 49,5% em comparação com o período anterior, quando as exportações geraram US$ 9,849 bilhões.

    O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou os dados em seu relatório estatístico mensal, que consolida o desempenho do setor cafeeiro nacional no mercado internacional.

    Segundo Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, a valorização dos preços no segundo semestre de 2024 impulsionou principalmente o desempenho extraordinário das exportações brasileiras de café. “Os preços foram bastante impulsionados por menores potenciais produtivos nos principais produtores mundiais”, explica.

    O executivo destaca que eventos climáticos extremos afetaram cafezais em países como Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia ao longo dos últimos cinco anos, criando um cenário de oferta reduzida que elevou significativamente o valor do café no mercado internacional.

    Volume de exportações mantém patamar elevado

    Em termos de volume, o Brasil exportou 45,589 milhões de sacas de 60 kg de café para 115 países durante a safra 2024/25. Isso é o equivalente a 152.938 contêineres. Embora represente uma queda de 3,9% em relação aos 47,455 milhões de sacas da temporada anterior, o volume ainda configura o terceiro melhor desempenho da história brasileira.

    O resultado superou apenas as safras 2023/24 e 2020/21, quando foram exportadas 45,675 milhões de sacas. Isso demonstra a consistência do setor cafeeiro nacional no mercado externo.

    Desafios logísticos e regulatórios

    O presidente do Cecafé ressalta que o setor alcançou os resultados mesmo em um cenário desafiador, com conflitos geopolíticos, novas regulamentações no comércio global de café e dificuldades na infraestrutura portuária do Brasil.

    “A terceira marca na história das exportações brasileiras de café é significativa, uma vez que foi alcançada diante de conflitos geopolíticos e de um cenário de infraestrutura defasada nos portos do Brasil”, afirma Ferreira.

    O executivo menciona ainda os sucessivos atrasos e alterações de escala nos portos brasileiros, que resultam em não consolidação de embarques e prejuízos aos exportadores devido a taxas imprevistas de sobre-estadia e armazenagem extra.

    Sustentabilidade como diferencial competitivo

    Um aspecto destacado pelo Cecafé é o crescimento das exportações de cafés diferenciados, que possuem certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior. Esses produtos responderam por 19,5% das exportações totais, com 8,907 milhões de sacas exportadas.

    “Temos visto a chegada de regulamentos socioambientais no comércio global, principalmente na Europa, para onde mantivemos exportações superiores a 23 milhões de sacas”, explica Ferreira, evidenciando o caráter sustentável dos cafés brasileiros.

    Estados Unidos lideram importações

    Os Estados Unidos mantiveram a posição de principal parceiro comercial do café brasileiro, adquirindo 7,468 milhões de sacas na safra 2024/25. Isso representa 16,4% das exportações totais. O volume registrou crescimento de 5,65% em relação à temporada anterior.

    A Alemanha ocupou o segundo lugar no ranking, com 6,526 milhões de sacas (14,3% do total), seguida por Itália (3,554 milhões), Bélgica (3,088 milhões) e Japão (2,293 milhões de sacas).

    O café arábica manteve sua posição como principal tipo exportado pelo Brasil, com 34,808 milhões de sacas enviadas ao exterior, representando 76,4% do total. O café canéfora (conilon + robusta) respondeu por 14,4% das exportações, com 6,572 milhões de sacas.

    Os segmentos de café solúvel e café torrado e moído também apresentaram desempenho positivo, com crescimento de 12,6% e 21,3%, respectivamente.

    Santos concentra maior volume de exportações

    O Porto de Santos consolidou sua posição como principal portão de saída do café brasileiro, movimentando 33,079 milhões de sacas (72,6% do total). O complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 22,7% das exportações, enquanto o Porto de Vitória (ES) participou com 0,8%.

    Os resultados recordes das exportações de café brasileiro reforçam a posição do país como maior produtor e exportador mundial do grão. O desempenho extraordinário na safra 2024/25 demonstra a capacidade do setor de se adaptar a cenários desafiadores e aproveitar oportunidades de mercado.

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  • Exportações brasileiras de carne de frango crescem no primeiro semestre de 2025

    Exportações brasileiras de carne de frango crescem no primeiro semestre de 2025

    As exportações brasileiras de carne de frango encerraram o primeiro semestre de 2025 com leve alta de 0,5% no volume embarcado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O país exportou 2,6 milhões de toneladas de carne de frango, superando as 2,588 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

    A receita gerada pelas exportações no semestre atingiu US$ 4,871 bilhões, valor 5% superior ao obtido nos seis primeiros meses de 2024, quando o saldo foi de US$ 4,636 bilhões. O desempenho positivo reflete a resiliência do setor diante de desafios sanitários e do cenário internacional competitivo.

    Desempenho mensal e impacto da influenza aviária

    Em junho, os embarques somaram 343,4 mil toneladas, queda de 21,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 435,9 mil toneladas. A receita do mês chegou a US$ 637 milhões, 19,7% menor na comparação anual. O recuo se deve, principalmente, às suspensões temporárias de alguns mercados após a identificação e rápida resolução de um foco isolado de Influenza Aviária em produção comercial. A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já reconheceu o Brasil como livre da doença, o que deve favorecer a retomada das exportações nos próximos meses.

    Principais destinos das exportações

    O ranking dos principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango no semestre ficou assim:

    • Emirados Árabes Unidos: 231,1 mil toneladas (-3,7%)
    • China: 228,6 mil toneladas (-17,2%)
    • Arábia Saudita: 201,9 mil toneladas (-2%)
    • Japão: 198,2 mil toneladas (-7,5%)
    • África do Sul: 133,9 mil toneladas (-20,3%)
    • União Europeia: 125,3 mil toneladas (+20,8%)
    • Filipinas: 122,8 mil toneladas (+2,2%)
    • México: 89,9 mil toneladas (+7,7%)

    O destaque ficou por conta do crescimento das exportações para a União Europeia, México e Filipinas, enquanto mercados tradicionais como China e Japão registraram retração.

    Desempenho por estado exportador

    O Paraná manteve a liderança entre os estados exportadores, com 1,039 milhão de toneladas embarcadas no semestre (-3,49%). Santa Catarina exportou 573,3 mil toneladas (+1,72%), seguido por Rio Grande do Sul (348,5 mil toneladas, -1,62%), São Paulo (154 mil toneladas, +12,4%) e Goiás (131,1 mil toneladas, +4,2%).

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia que o impacto das suspensões foi menor do que o esperado. E projeta uma retomada acelerada das exportações nos próximos meses, após o reconhecimento internacional do status sanitário brasileiro:

    “Por um lado, o saldo registrado em maio e junho demonstraram um impacto real inferior ao que se chegou a especular com as suspensões decorrentes do único foco identificado e já resolvido de Influenza Aviária em produção comercial. Agora, com a publicação da autodeclaração do Brasil de Livre de Influenza Aviária junto à Organização Mundial de Saúde Animal, a maioria dos mercados retomaram o fluxo das exportações e outros deverão restabelecer em breve. A expectativa é que ocorra uma significativa evolução nos níveis dos embarques neste segundo semestre. Ampliando o resultado positivo esperado para este ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Segundo estimativas da ABPA e do USDA, o Brasil deve exportar mais de 5,4 milhões de toneladas de carne de frango em 2025, podendo atingir um novo recorde anual. O setor mantém sua competitividade graças ao status sanitário, à diversificação de mercados e à alta qualidade do produto nacional.

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  • Exportação de tambaqui dispara e Rondônia bate recorde histórico

    Exportação de tambaqui dispara e Rondônia bate recorde histórico

    Rondônia registrou um feito inédito no setor de exportações em 2025. Nos primeiros cinco meses do ano, o estado já movimentou mais de US$ 670 milhões em exportações, ultrapassando o total de US$ 608,4 milhões alcançado durante todo o ano de 2024. O crescimento expressivo tem como principal motor a piscicultura, com destaque para o tambaqui, peixe que conquistou espaço no mercado internacional.

    O sucesso nas exportações resulta de ações estratégicas do governo estadual, que investiu no fortalecimento da cadeia produtiva e na abertura de novos mercados. Em 2023, Rondônia marcou presença na Expoalimentaria, uma das maiores feiras de alimentos da América Latina, realizada no Peru. O evento abriu portas para negociações e ampliou a visibilidade do pescado rondoniense, especialmente do tambaqui, reconhecido pela qualidade e sustentabilidade.

    Foto: Frank Nery/Secom Rondônia

    Segundo o governador Marcos Rocha, a presença internacional reforçou a imagem positiva do pescado local: “Mostramos ao mundo a qualidade do nosso pescado e estamos colhendo os frutos. O crescimento das exportações comprova que Rondônia está no rumo certo, com mais oportunidades para nossos produtores e mais renda para o estado”, afirmou.

    Estrutura produtiva robusta garante liderança

    Rondônia conta atualmente com 6.948 piscicultores cadastrados, distribuídos em 19 mil propriedades e 18 mil hectares de área de cultivo. A produção já supera 56.900 toneladas, com destaque para os municípios de Ariquemes, Primavera de Rondônia e Cacaulândia, que se consolidam como polos produtores.

    Durante a missão internacional, empresários rondonienses firmaram contato direto com compradores de diversos países. A Expoalimentaria reuniu mais de 300 expositores de 17 nações, promovendo rodadas de negócios e conexões estratégicas. O tambaqui de Rondônia se destacou pela qualidade e pelo compromisso com a sustentabilidade.

    O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, atribui o avanço das exportações a um conjunto de políticas públicas integradas. “Esse avanço é fruto de planejamento, apoio técnico e valorização do produtor. Rondônia está mostrando que é possível produzir com excelência e conquistar espaço no mercado internacional”, ressaltou.

    Com resultados expressivos e uma cadeia produtiva fortalecida, a piscicultura de Rondônia se consolida como um dos pilares da economia estadual. O setor confirma o protagonismo do estado tanto no cenário nacional quanto internacional, abrindo novas oportunidades para produtores e impulsionando a geração de renda.

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  • Espírito Santo: exportações do agronegócio mantêm estabilidade em 2025

    Espírito Santo: exportações do agronegócio mantêm estabilidade em 2025

    O agronegócio do Espírito Santo alcançou um novo recorde histórico nos cinco primeiros meses de 2025. As exportações somaram US$ 1,249 bilhão (aproximadamente R$ 6,9 bilhões), o maior valor já registrado para o período de janeiro a maio. O desempenho representa estabilidade em relação ao mesmo intervalo de 2024, com leve crescimento de 0,1%. E segue a tendência nacional, já que o Brasil registrou alta de 0,6% nas exportações do setor no mesmo período.

    O Espírito Santo embarcou 967,8 mil toneladas de produtos agropecuários para o exterior entre janeiro e maio de 2025. E se mantém como referência nacional em diversificação e competitividade. O complexo cafeeiro permanece como principal destaque, respondendo por US$ 612,2 milhões (49% do total exportado). Celulose (US$ 388,6 milhões, 31,1%) e pimenta-do-reino (US$ 175,7 milhões, 14,1%) vieram logo em seguida. Outros produtos relevantes foram mamão (US$ 13,9 milhões), carne bovina (US$ 12,1 milhões), chocolates e preparados com cacau (US$ 7,5 milhões), gengibre (US$ 5,2 milhões), pescados (US$ 5,1 milhões), álcool etílico (US$ 3,9 milhões) e ovos (US$ 3,6 milhões).

    Ovos superam carne de frango e exportações crescem 736%

    Um dado inédito foi registrado na avicultura capixaba. As exportações de ovos cresceram 736,5% em relação ao mesmo período de 2024, ultrapassando pela primeira vez a carne de frango em valor exportado. Os Estados Unidos foram responsáveis por 97% das compras de ovos capixabas. Outros produtos que apresentaram forte crescimento em valor exportado foram pimenta-do-reino (+150%), pescados (+121,4%), café solúvel (+84,1%), mamão (+33,4%) e gengibre (+2,2%). Em volume, os maiores avanços ocorreram em ovos (+380,6%), pescados (+86,3%), pimenta-do-reino (+51,2%), mamão (+34,5%), gengibre (+21,5%) e café solúvel (+17,4%).

    Os produtos capixabas chegaram a 111 países no período, com destaque para os Estados Unidos (20,3% do valor comercializado), Turquia (9,7%) e China (7,0%) como principais destinos. O agronegócio representou 31,53% das exportações totais do Espírito Santo entre janeiro e maio de 2025.

    Liderança nacional em produtos estratégicos

    O Espírito Santo consolidou-se como o maior exportador brasileiro de gengibre (58% da participação nacional), pimenta-do-reino (65%) e mamão (42%). No segmento do café, o estado ocupa a segunda posição no ranking nacional, considerando café cru, solúvel e torrado/moído.

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o desempenho do agro capixaba evidencia a competitividade do setor e a capacidade de adaptação frente às oscilações do mercado internacional. A diversificação da pauta exportadora e a conquista de novos mercados têm sido fundamentais para amortecer os efeitos da queda nas exportações de café registrada em todo o Brasil neste início de ano.

    “O crescimento das exportações de ovos é histórico, com aumento de 736,5% em relação ao mesmo período de 2024, com os Estados Unidos respondendo por 97% das compras”, destacou Enio Bergoli, secretário de Agricultura do Espírito Santo.

    A Secretaria de Agricultura desconsiderou os dados de exportação de açúcar de cana referentes a fevereiro e março de 2024 da análise anual, após identificar inconsistências nas bases oficiais. As informações apresentaram distorções em relação às médias históricas e aos dados fornecidos pelas indústrias do setor.

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  • Exportações de frango brasileiro se mantêm estáveis em maio

    Exportações de frango brasileiro se mantêm estáveis em maio

    As exportações brasileiras de carne de frango (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 393,4 mil toneladas em maio, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado representa uma queda de 12,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram embarcadas 451,6 mil toneladas.

    Apesar da redução, o setor avalia o desempenho como positivo, considerando as suspensões temporárias impostas por cerca de 20 países após a detecção de um foco de Influenza Aviária em uma granja comercial no Paraná em maio. A receita gerada no mês chegou a US$ 741,1 milhões, 9,5% menor que os US$ 818,7 milhões registrados no ano anterior.

    Redirecionamento de cargas compensa perdas em mercados suspensos

    De acordo com Ricardo Santin, presidente da ABPA, o setor conseguiu minimizar os impactos das restrições sanitárias com o redirecionamento de cargas para outros mercados.

    “Mesmo com as suspensões, os embarques se mantiveram próximos das 400 mil toneladas. Isso mostra que o redirecionamento está funcionando e mantendo o fluxo comercial”, afirmou Santin.

    Destaques do desempenho por mercado

    • China: maior comprador, mas com queda de 28% (35,8 mil t)
    • África do Sul: recuo de 20,5% (25,5 mil t)
    • México: redução de 18,8% (16,6 mil t)
    • União Europeia: crescimento expressivo de 46,2% (24,8 mil t)

    Acumulado do ano ainda está em alta

    Nos cinco primeiros meses de 2024, as exportações de carne de frango somaram 2,256 milhões de toneladas, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período de 2023. A receita acumulada chegou a US$ 4,234 bilhões, 10,18% maior que no ano passado.

    O setor projeta uma retomada gradual das exportações para os mercados que impuseram restrições, à medida que o Brasil comprovar a resolução do caso de Influenza Aviária. Enquanto isso, a diversificação de destinos e a demanda aquecida da União Europeia devem ajudar a sustentar os volumes.

    O Brasil segue como o maior exportador mundial de carne de frango, com expectativa de superar 5 milhões de toneladas em 2024.

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  • Começou a 12ª Rondônia Rural Show Internacional 2025

    Começou a 12ª Rondônia Rural Show Internacional 2025

    A 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional (RRSI), maior feira agropecuária da Região Norte, teve sua abertura oficial nesta segunda-feira, 26 de maio de 2025, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. Com o tema “Do Campo ao Futuro”, o evento destaca a força do agronegócio sustentável e inovador, reunindo mais de 650 expositores e projetando movimentar mais de R$ 3 bilhões em negócios até o encerramento em 31 de maio.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatizou a missão desafiadora de superar os R$ 4,4 bilhões em negócios alcançados na edição anterior. Ele destacou que o estado possui a terceira menor taxa de desemprego do Brasil. E previsão de alcançar o segundo maior crescimento do PIB nacional em 2025. Além disso, ressaltou que Rondônia foi o estado que mais preservou a Amazônia em 2024.

    Abertura da 12ª Rondônia Rural Show Internacional destaca força do agro sustentável e inovador, com expectativa de recorde. Foto: Arthur Amaral/Secom Rondonia

    A feira apresenta uma estrutura aprimorada. Que conta com pavilhões temáticos, vitrines tecnológicas e espaços de exposição que promovem a troca de conhecimento entre produtores, empresários e instituições financeiras. A programação inclui palestras, oficinas e demonstrações práticas, abordando temas como mecanização agrícola, agricultura de precisão, crédito rural e energias renováveis.

    Desenvolvimento para todos

    A secretária de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, destacou que a economia forte de Rondônia é resultado de ações que proporcionam oportunidades de desenvolvimento para todos. Ela expressou o desejo de que a feira ultrapasse os recordes de negócios dos anos anteriores.

    O secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo, ressaltou que os investimentos do governo em infraestrutura têm proporcionado segurança para produzir com qualidade e sustentabilidade. Ele afirmou que a RRSI já ultrapassou a movimentação de negócios de outros eventos com mais anos de existência. E assim, consolida-se como a maior feira do agronegócio da Região Norte.

    A feira também serve como vitrine para a produção de Rondônia, que tem se destacado em exportações de carne bovina e café. Em 2024, o estado alcançou recordes nessas exportações. Foram US$ 1,16 bilhão em carne bovina e US$ 130,99 milhões em café, representando um crescimento de 645% em relação a 2023.

    A Rondônia Rural Show Internacional 2025 ocorre até sábado, 31 de maio, das 8h às 18h, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. A entrada é gratuita, e o evento oferece uma oportunidade única para produtores, empresários e visitantes conhecerem as últimas inovações e práticas sustentáveis no agronegócio.

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  • Exportações do agronegócio capixaba ultrapassam R$ 5,6 bilhões

    Exportações do agronegócio capixaba ultrapassam R$ 5,6 bilhões

    O agronegócio do Espírito Santo registrou um desempenho recorde nos primeiros quatro meses de 2025, com exportações que somaram US$ 998,6 milhões, equivalentes a quase R$ 5,6 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor alcançou US$ 950,1 milhões. O volume embarcado ultrapassou 774,3 mil toneladas, consolidando o Espírito Santo como um dos estados mais competitivos do setor no Brasil.

    O crescimento do agro capixaba superou a média nacional, que registrou alta de apenas 1,4% no valor das exportações e queda de 3,7% no volume. Entre os produtos que mais se destacaram no valor exportado estão a pimenta-do-reino (+149,2%), pescados (+121,4%), café solúvel (+84,1%), mamão (+33,4%) e carne de frango (+19,1%). Em volume, os maiores aumentos foram para pescados (+105,7%), pimenta-do-reino (+48,2%), mamão (+34,0%), carne de frango (+26,9%), café solúvel (+26,9%) e gengibre (+19,2%).

    O complexo cafeeiro lidera a pauta exportadora, respondendo por US$ 494,9 milhões, ou 49,6% do total exportado pelo agronegócio capixaba. O Espírito Santo mantém a segunda posição nacional nas exportações totais de café e derivados. Com destaque para o café conilon, que segue como carro-chefe do estado. Além disso, o estado lidera as exportações brasileiras de gengibre (57% do total nacional), pimenta-do-reino (67%) e mamão (41%).

    Valorização

    O secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli, destaca que o crescimento reflete a valorização dos produtos capixabas no mercado internacional e a capacidade dos produtores em acessar mercados exigentes. Ele ressalta a relevância do mercado norte-americano, principal destino das exportações do setor, que absorveu 20,1% do valor exportado no período. Os EUA importaram 41% do café solúvel exportado pelo estado, totalizando US$ 28,6 milhões, impulsionados pela busca por fornecedores alternativos devido a tarifas sobre importações de países como Vietnã e Indonésia.

     

    Além dos Estados Unidos, a Turquia (11,2%) e o Vietnã (6,4%) figuram entre os principais destinos das exportações capixabas. No total, os produtos do agronegócio do Espírito Santo foram enviados para 107 países nos quatro primeiros meses de 2025.

    Outros produtos relevantes na pauta exportadora incluem celulose (US$ 311,9 milhões), pimenta-do-reino (US$ 135,3 milhões), mamão (US$ 10,7 milhões), carne bovina (US$ 8,8 milhões), chocolates e preparados com cacau (US$ 6 milhões), pescados (US$ 4,3 milhões), gengibre (US$ 3,9 milhões), álcool etílico (US$ 3,9 milhões) e carne de frango (US$ 2,2 milhões). Juntos, café, celulose e pimenta-do-reino representam 94,3% do valor total exportado.

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