Tag: exportações

  • Gripe aviária provoca novo embargo às aves do RS

    Gripe aviária provoca novo embargo às aves do RS

    A confirmação de gripe aviária em uma granja comercial de Montenegro (RS) gerou um novo bloqueio às exportações de aves do Estado. Ou seja, esse é o segundo embargo internacional que atinge a avicultura gaúcha em menos de um ano.

    O Rio Grande do Sul ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores de carne de frango do Brasil. O Estado é responsável por 15% de todo o volume nacional enviado ao exterior. Nesta sexta-feira (16), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, confirmou a suspensão temporária das exportações de carne de frango e produtos avícolas do RS. A decisão segue os protocolos sanitários do Brasil.

    O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, lamentou mais esse revés para o setor.
    “O Estado já sofre com a agropecuária há muito tempo. Foram quatro estiagens e uma enchente em cinco safras. Agora, esse problema atinge ovos e frangos”, disse.

    O presidente da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, reforçou a importância do apoio diplomático. “Esperamos que a diplomacia brasileira atue para liberar as vendas o quanto antes”, declarou. Apesar do cenário desafiador, o dirigente acredita na capacidade de reação das empresas. “O setor está preparado para reagir. Vamos manter o planejamento, focar nos mercados que seguem abertos e reduzir os prejuízos”, afirmou.

    Doença de Newcastle

    Além do novo caso, o setor ainda sofre os impactos da Doença de Newcastle, registrada em julho de 2024, em Anta Gorda (RS). Desde então, importantes mercados seguem fechados. A China, por exemplo, ainda não retomou as compras de produtos avícolas gaúchos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o embargo chinês ajudou a derrubar as exportações em 2024. O volume caiu 6,32%, somando 692 mil toneladas. A receita no período ficou próxima de US$ 1,3 bilhão.

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  • Exportações: Brasil chega à US$ 15 bilhões em abril

    Exportações: Brasil chega à US$ 15 bilhões em abril

    O Brasil exportou US$ 15,03 bilhões em produtos do agronegócio em abril de 2025, registrando crescimento de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado reflete a combinação de preços internacionais mais elevados e uma leve retração no volume embarcado, consolidando o país como potência global nas exportações do setor.

    O desempenho do mês ganhou impulso com a valorização de produtos como café e celulose. A soja em grãos, principal item da pauta exportadora, manteve forte volume exportado, com 15,27 milhões de toneladas, o segundo maior da série histórica para abril. No entanto, a receita da soja ficou em US$ 5,9 bilhões, impactada pela queda de 9,7% no preço médio da tonelada. Apesar do recuo da soja em valor, o café verde se destacou e alcançou US$ 1,25 bilhão. Esse é o maior valor já registrado para o mês, impulsionado pela valorização do grão no mercado internacional.

    Principal destino das exportações continua sendo a China

    A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, respondendo por US$ 5,5 bilhões em compras no mês. Mais de 75% desse valor é proveniente da soja em grãos. A União Europeia aparece em segundo lugar, com US$ 2,2 bilhões, mantendo crescimento estável e ampliando as compras de produtos com maior valor agregado, como café solúvel, óleo essencial de laranja e carne de frango.

    Produtos menos tradicionais também bateram recordes históricos, resultado direto da estratégia de diversificação de mercados adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O óleo de milho atingiu US$ 55,3 milhões em exportações, maior valor já registrado. A madeira compensada (contraplacada) alcançou o maior volume embarcado em abril, com 145,5 mil toneladas. As miudezas de carne bovina, exportadas para mercados asiáticos e recentemente habilitadas para o Marrocos, somaram 21,3 mil toneladas. O sebo bovino atingiu 35,6 mil toneladas exportadas. E os bovinos vivos, destinados principalmente à reprodução, registraram valor recorde de US$ 61,8 milhões. A Turquia segue como principal destino, evidenciando o alto valor genético do gado brasileiro.

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  • Pecuária lidera exportações do agronegócio em SC

    Pecuária lidera exportações do agronegócio em SC

    Em 2024, o agronegócio de Santa Catarina registrou exportações de US$ 7,57 bilhões, representando 64,9% do total de US$ 11,66 bilhões das exportações estaduais, segundo a 45ª Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pela Epagri/Cepa. A pecuária foi o principal motor desse desempenho, com carnes de frango e suína como os produtos de maior destaque.

    Dos 25 setores do agronegócio catarinense, apenas seis responderam por quase 94% do valor exportado em 2024. Com carnes representando 54,8% e produtos florestais 25,2% do total. Entre os produtos líderes, a carne de frango faturou US$ 2,29 bilhões, com crescimento modesto de 0,2%, enquanto a carne suína teve o maior avanço, com alta de 8%, totalizando US$ 1,69 bilhão. Outros produtos relevantes foram madeira, soja em grão, papel e fumo, que juntos somaram 88,1% do valor exportado pelo setor.

    Fatores que impulsionaram o desempenho

    O analista Alexandre Luís Giehl, da Epagri/Cepa, atribui o sucesso à excelência sanitária da produção catarinense. E também à demanda crescente em mercados internacionais devido a surtos sanitários em outras regiões, como peste suína africana e gripe aviária. Essas condições elevaram a procura por carnes produzidas em ambientes sanitariamente seguros. E favorece exportações para países como Filipinas, com aumento de 48% nas vendas de carne suína, e Japão, que importou 25% a mais de carne de frango.

    China e Estados Unidos foram os maiores compradores do agronegócio catarinense em 2024, juntos respondendo por 28,6% das exportações do setor. A China concentrou 15,6% das vendas externas, seguida pelos EUA com 13%. Outros mercados estratégicos incluem Japão (8,2%), Filipinas (6%), México (5,9%) e Chile (4,3%).

    Cenário geral do comércio exterior catarinense

    Santa Catarina manteve sua posição como o 10º maior exportador do Brasil, com crescimento de 0,7% nas exportações totais em 2024, que atingiram US$ 11,6 bilhões. O estado exportou para 221 países, destacando-se também no setor industrial e na importação, que somou US$ 33,7 bilhões, a segunda maior do país.

    Em 2024, Santa Catarina bateu recorde histórico na exportação total de carnes, com 1,97 milhão de toneladas embarcadas. Isso representa um aumento de 6,6% em volume e receita de US$ 4,15 bilhões, alta de 3,2% em relação a 2023. O estado é o segundo maior exportador de carne do Brasil, atrás apenas do Paraná.

    Perspectivas para 2025 indicam continuidade do crescimento nas exportações de carnes, com destaque para o primeiro quadrimestre, que registrou o melhor desempenho em 28 anos, impulsionado por mercados como Países Baixos, Arábia Saudita, China e Japão.

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  • Exportações de carne suína crescem 14,6% em abril

    Exportações de carne suína crescem 14,6% em abril

    As exportações brasileiras de carne suína cresceram 14,6% em abril de 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume total exportado alcançou 129,2 mil toneladas, ante 112,7 mil toneladas no mesmo mês de 2024.

    O setor também registrou aumento significativo na receita. As vendas internacionais somaram US$ 301,5 milhões, alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 241,9 milhões).

    Entre janeiro e abril de 2025, o Brasil embarcou 466 mil toneladas de carne suína. O volume representa alta de 15,9% frente às 402,2 mil toneladas exportadas no primeiro quadrimestre de 2024.

    A receita cambial no acumulado do ano já atinge US$ 1,09 bilhão, crescimento expressivo de 29,9% em comparação a 2024 (US$ 839,6 milhões).

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou os fatores por trás dos bons resultados. “As exportações seguem em alta, com destaque para a valorização dos produtos e avanços na Ásia e América Latina.”

    Segundo Santin, o desempenho reflete a qualidade da carne suína brasileira e o reconhecimento internacional do status sanitário do país.

    Filipinas lideram importações da carne suína brasileira

    As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em abril, com 29,8 mil toneladas exportadas. O volume representa aumento de 78,4% na comparação anual. A receita obtida foi de US$ 66,2 milhões, alta de 90,4%.

    A China, apesar da queda de 30% no volume, segue entre os maiores importadores. Foram 15,1 mil toneladas, com receita de US$ 32,4 milhões.

    Outros destaques de abril incluem:

    • Hong Kong: 12,2 mil toneladas (+34,1%), com US$ 29,9 milhões (+63,6%);
    • Chile: 9,1 mil toneladas (+24,7%), com US$ 22,9 milhões (+45,8%);
    • México: 7,3 mil toneladas (+121,6%), com US$ 16,7 milhões (+109,9%);
    • Japão: 7,2 mil toneladas (+2,0%), com US$ 25 milhões (+10,9%);
    • Singapura: 6,7 mil toneladas (-17,7%), com US$ 19,2 milhões (-0,7%);
    • Argentina: 5,9 mil toneladas (+630,0%), com US$ 16,5 milhões (+693,0%);
    • Estados Unidos: 4,7 mil toneladas (+43,6%), com US$ 7,3 milhões (+27,2%).

    Estados do Sul puxam alta nas exportações

    Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores, com 66,3 mil toneladas embarcadas em abril. O número representa crescimento de 6,8% em relação a 2024.

    O Rio Grande do Sul exportou 27,9 mil toneladas, avanço de 29,2%. Já o Paraná embarcou 21,5 mil toneladas, alta de 25,5%.

    Minas Gerais também cresceu, com 3,5 mil toneladas exportadas, aumento de 114,7%. Mato Grosso, por outro lado, registrou retração de 26,7%, com 2,9 mil toneladas.

    Projeções seguem positivas para os próximos meses

    A ABPA prevê que o ritmo de crescimento se manterá nos próximos meses. A entidade aponta como fatores-chave:

    • abertura de novos mercados;
    • previsibilidade logística;
    • negociações sanitárias com América do Norte e Sudeste Asiático.

    A manutenção de padrões de biossegurança e o foco em práticas sustentáveis seguem como prioridades para o setor. Portanto, essas ações devem fortalecer ainda mais a presença da carne suína brasileira no comércio global.

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  • Brasil amplia exportações de carne bovina em abril

    Brasil amplia exportações de carne bovina em abril

    As exportações brasileiras de carne bovina cresceram em abril de 2025. Em geral, o país embarcou 273,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,33 bilhão. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

    Resultado de abril de 2025

    Em comparação com março, o volume exportado subiu 10,2%. Já a receita avançou 13,1%. Frente a abril de 2024, o crescimento foi ainda maior: 15,3% em volume e 27,6% em valor.

    A carne bovina in natura manteve a liderança entre os produtos embarcados. Ou seja, essa categoria respondeu por 88,4% do volume total e 91,3% da receita gerada no mês. O destaque ficou com a gordura bovina, que teve alta de 199,4% no volume exportado em relação a abril do ano anterior. Ao mesmo tempo, outros produtos também registraram bom desempenho. As carnes industrializadas aumentaram 11,5% em receita. Os miúdos cresceram 11,8% e os produtos salgados subiram 62,2%. Os dados reforçam a diversificação da pauta exportadora.

    Principais destinos

    A China liderou entre os destinos da carne bovina brasileira em abril. O país asiático comprou 107,8 mil toneladas e gerou receita de US$ 530 milhões. Isso representa 39,4% do volume total exportado.

    Os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar, com 47,8 mil toneladas embarcadas. O crescimento foi de 13,6% em relação a março e de 498% frente a abril de 2024.

    Também se destacaram México (10.978 t), Hong Kong (9.423 t), Chile (9.329 t), Egito (9.099 t), Rússia (7.938 t), União Europeia (7.425 t), Filipinas (7.078 t) e Arábia Saudita (6.294 t). Esses mercados responderam por mais de 81% das exportações do mês.

    De janeiro a abril

    No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 949,9 mil toneladas de carne bovina. Em resumo, o volume representa alta de 13,5% em comparação com o mesmo período de 2024. A receita subiu 23,7% e alcançou US$ 4,55 bilhões.

    A China que lidera a compra da carne bovina brasileira, importou 392,3 mil toneladas, com US$ 1,89 bilhão em receita, nos quatro primeiros meses do ano. Em resumo, isso representa 41,3% do volume total exportado.

    Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mais que quintuplicaram suas compras no quadrimestre. Ou seja, o país embarcou 135,8 mil toneladas e alcançou 14,3% de participação nas exportações brasileiras.

    Na sequência aparecem Chile (39.819 t), Hong Kong (33.711 t), União Europeia (29.777 t), Egito (27.421 t), Rússia (27.397 t), Argélia (24.985 t), México (24.313 t) e Arábia Saudita (20.909 t).

    Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os resultados refletem o esforço conjunto da cadeia pecuária. “O desempenho é fruto do trabalho do produtor ao frigorífico exportador”, afirmou. Ele destacou a imagem de qualidade, sustentabilidade e confiabilidade da carne brasileira. “Apenas 30% da produção nacional é exportada, mas isso movimenta centenas de municípios”, disse. Além disso, Perosa reforçou o compromisso da cadeia em abastecer o mercado global. “Seguimos empenhados em contribuir para o crescimento do país”, concluiu.

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  • São Paulo lidera exportações do agronegócio

    São Paulo lidera exportações do agronegócio

    O estado de São Paulo manteve a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro no primeiro trimestre de 2025, encerrando o período com superávit de US$ 4,9 bilhões na balança comercial do setor. Os dados, divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apontam que o valor representa uma queda de 19,9% em comparação com o mesmo período de 2024. Ainda assim, o resultado reafirma a força do agronegócio paulista no cenário nacional.

    Entre janeiro e março, as exportações do setor somaram US$ 6,4 bilhões, valor 14,6% inferior ao registrado no ano anterior. As importações, por sua vez, alcançaram US$ 1,5 bilhão, com crescimento de 9,5% na comparação interanual. O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, destacou que o resultado demonstra a solidez de uma base produtiva diversificada, com capacidade para manter bons indicadores mesmo diante de instabilidades de mercado.

    A análise técnica foi elaborada pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril, em parceria com os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta). Segundo o estudo, as exportações do agro paulista representaram 41,7% do total exportado pelo estado no primeiro trimestre, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,8% do total estadual.

    Principais produtos exportados pelo agronegócio paulista

    Cinco grupos de produtos concentraram 73% das exportações do agronegócio paulista no período:

    • Complexo sucroalcooleiro: com 25,8% de participação e receita de US$ 1,65 bilhão, sendo o açúcar responsável por 88,7% e o etanol por 11,3%.
    • Carnes: representando 13,9% das exportações, totalizou US$ 887,9 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,5% desse valor.
    • Sucos: com 13,5% de participação e receita de US$ 863,07 milhões, dos quais 98,2% se referem ao suco de laranja.
    • Produtos florestais: alcançaram US$ 758,98 milhões, com destaque para celulose (55,1%) e papel (35,5%).
    • Complexo soja: somou US$ 507,27 milhões, sendo 81,7% referente à soja em grãos.

    O café aparece logo em seguida, com US$ 465,75 milhões exportados, representando 7,3% da pauta paulista. Do total, 73,4% correspondem ao café verde e 23,1% ao café solúvel.

    Apesar da queda no complexo sucroalcooleiro (-50,5%) e no complexo soja (-17,9%), alguns segmentos apresentaram crescimento expressivo: café (+67,2%), sucos (+37,5%), carnes (+25%) e produtos florestais (+6%).

    Destinos mais relevantes para os produtos paulistas

    A China segue como principal destino das exportações do agronegócio paulista, com 19,3% de participação, concentrando as compras nos segmentos de soja (29%), carnes (28%) e produtos florestais (23%). Em seguida, aparecem:

    • União Europeia: com 16,4%, sendo os principais produtos sucos (37%), café (17%) e produtos florestais e vegetais (11% cada).
    • Estados Unidos: com 15,9% de participação, adquirindo sucos (40%), carnes (15%), produtos de origem animal (9,5%), florestais (8,8%) e café (8,6%).
    • Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, São Paulo registrou queda de 12,6% nas exportações para a China. Em contrapartida, as vendas para a União Europeia cresceram 34,4%, e para os Estados Unidos, 27,7%.

    Participação de São Paulo no cenário nacional

    No panorama nacional, São Paulo respondeu por 16,9% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo a liderança entre os estados exportadores. Mato Grosso aparece em segundo lugar com 15,7%, seguido por Minas Gerais, com 11,9% — este último com destaque no comércio internacional de café.

    O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2025 com US$ 37,83 bilhões em exportações do agronegócio, resultado 2,1% superior ao do mesmo período de 2024. As importações do setor somaram US$ 5,18 bilhões, um aumento de 11,9%.

    O saldo comercial positivo do agro brasileiro atingiu US$ 32,65 bilhões, representando um crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O desempenho robusto do setor continua sendo fundamental para equilibrar o déficit comercial gerado pelos demais segmentos da economia nacional.

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  • Exportações de genética avícola rendem 18,4% mais em março

    Exportações de genética avícola rendem 18,4% mais em março

    As exportações brasileiras de genética avícola cresceram em receita, mesmo com queda no volume embarcado em março de 2025. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques de ovos férteis e pintos de um dia geraram US$ 22,3 milhões. Ou seja, o valor representa alta de 18,4% em relação a março de 2024, quando a receita foi de US$ 18,8 milhões.

    Apesar disso, o volume exportado caiu. Foram 1.777 toneladas, queda de 35,1% frente às 2.738 toneladas do mesmo mês do ano passado. Em geral, no acumulado do primeiro trimestre, a receita chegou a US$ 62 milhões. Isso representa aumento de 7,6% na comparação anual. Por outro lado, o volume total exportado nos três primeiros meses somou 5.668 toneladas. Em resumo, o número representa retração de 27,8% em relação às 7.853 toneladas embarcadas no mesmo período de 2024.

    Principais destinos

    O México liderou as compras em março, com 764 toneladas. Mesmo assim, houve queda de 29,7% frente ao mesmo mês do ano anterior. Na sequência, o Senegal importou 305 toneladas, queda de 28,4%. O Paraguai comprou 259 toneladas, alta de 8,9%. Já a Venezuela aumentou em 148,8% suas aquisições, somando 228 toneladas. A Colômbia também ampliou as compras em 70,1%, com 55 toneladas.

    De acordo com Ricardo Santin, presidente da ABPA, a demanda por genética brasileira segue firme entre os países vizinhos. “Esses mercados buscam pintos de um dia para fortalecer a própria produção com genética avícola brasileira”, afirmou Santin. Segundo ele, essa tendência começou em meados do ano passado e deve continuar nos próximos meses. O executivo reforça que os resultados mostram a confiança internacional na genética avícola produzida no Brasil.

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  • Exportações de carne suína crescem 26,6% em março

    Exportações de carne suína crescem 26,6% em março

    As exportações brasileiras de carne suína encerraram março com forte crescimento. Segundo a ABPA, os embarques somaram 116,3 mil toneladas. O volume representa alta de 26,6% em comparação com o mesmo mês de 2024.

    Receita cambial

    Além do aumento no volume, a receita cambial também subiu de forma expressiva. O setor arrecadou US$ 278 milhões, valor 44,2% superior ao registrado em março do ano passado, que foi de US$ 192,8 milhões. Em geral, no acumulado do primeiro trimestre de 2025, o Brasil exportou 336,8 mil toneladas de carne suína. Em resumo, esse total é 16,4% maior que as 289,4 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2024.

    A receita no trimestre também cresceu. As vendas internacionais geraram US$ 789 milhões, superando em 32% os US$ 597,7 milhões do primeiro trimestre do ano passado.

    Principais destinos

    Entre os principais destinos de março, as Filipinas lideraram com 27 mil toneladas embarcadas. O volume representa alta de 85% na comparação anual. Ao mesmo tempo, outros mercados com destaque foram:

    • China: 14,1 mil toneladas (queda de 27,3%)

    • Hong Kong: 12,5 mil toneladas (alta de 68,2%)

    • Japão: 9,8 mil toneladas (alta de 83,4%)

    • Chile: 8,4 mil toneladas (alta de 12,7%)

    • Singapura: 6 mil toneladas (alta de 23,6%)

    • Uruguai: 5,2 mil toneladas (alta de 55,9%)

    • México: 4,6 mil toneladas (mercado recém-aberto)

    • Argentina: 4,5 mil toneladas (alta de 504%)

    • Libéria: 2,3 mil toneladas (alta de 710,2%)

    Estados exportadores

    Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança com 58,5 mil toneladas embarcadas. O volume representa crescimento de 8,6% em relação a março de 2024.

    Na sequência, aparecem:

    • Rio Grande do Sul: 25,3 mil toneladas (alta de 35,2%)

    • Paraná: 19,4 mil toneladas (alta de 90,8%)

    • Mato Grosso: 3 mil toneladas (alta de 25,7%)

    • Minas Gerais: 2,8 mil toneladas (alta de 81,7%)

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avaliou o desempenho como um sinal de força do setor.
    “Praticamente todos os mercados importadores de carne suína registraram alta expressiva em volumes no mês de março”, destacou. Ele também ressaltou a importância da diversificação dos destinos. “Esse cenário deve sustentar as projeções positivas para o setor em 2025”, afirmou.

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  • Mapa lança plataforma ConectaAgro para impulsionar exportações

    Mapa lança plataforma ConectaAgro para impulsionar exportações

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o ConectaAgro, nova plataforma digital com foco no agronegócio brasileiro. Ou seja, a ferramenta interativa reúne informações estratégicas sobre intercâmbio comercial, eventos e atuação dos adidos agrícolas no exterior. Com isso, o governo busca fortalecer o fluxo de dados e ampliar a presença internacional do agro brasileiro.

    Informações estratégicas

    A plataforma traz dados sobre as atividades dos 40 adidos agrícolas em países considerados estratégicos para o Brasil. Além disso, também oferece detalhes sobre feiras, rodadas de negócios e eventos de promoção comercial realizados no exterior.

    Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o ConectaAgro complementa outras iniciativas recentes do governo federal. “O objetivo é abrir portas, fortalecer parcerias e manter o Brasil entre os maiores fornecedores globais de alimentos”, afirmou. Ele citou como exemplos os programas AgroInsight, Passaporte Agro, Caravana do Agro Exportador e Pool de Tradings. “Com o ConectaAgro, o exportador brasileiro ganha um sistema integrado de apoio, com acesso fácil e rápido às informações”, explicou.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou a importância da nova plataforma para o setor. Em geral, desde o início da atual gestão, o Brasil abriu 348 mercados, número recorde na história da diplomacia agropecuária. “Com dados confiáveis e em tempo real, os exportadores tomam decisões mais estratégicas e competitivas”, disse o secretário.

    Hoje, o Brasil mantém adidos agrícolas em 38 postos ao redor do mundo, incluindo novos escritórios em países africanos. Ou seja, esses profissionais atuam na resolução de barreiras técnicas e ajudam a inserir produtos brasileiros em novos mercados. Além disso, representam o país em fóruns internacionais e participam de eventos de promoção do agronegócio.

    A ApexBrasil, as embaixadas, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento são parceiros nas ações. Feiras e missões empresariais têm sido fundamentais para ampliar a visibilidade do agro e atrair novos compradores. O ConectaAgro, portanto, surge como um reforço estratégico para consolidar a imagem do Brasil como potência agroexportadora.

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  • Porto Seco de Anápolis fecha parceria com empresa da China

    Porto Seco de Anápolis fecha parceria com empresa da China

    O Porto Seco Centro-Oeste (PSCO), localizado em Anápolis, Goiás, é um dos principais centros de movimentação de mercadorias no interior do Brasil. Nos últimos cinco anos, o terminal exportou mais de 2,2 milhões de toneladas de produtos, o que representa mais de US$ 22,3 bilhões em mercadorias. Além disso, o PSCO é responsável por cerca de 35% das importações realizadas por Goiás.

    Somente no ano passado, o PSCO movimentou mais de 688 mil toneladas de cargas, com destaque para grãos e algodão, que somaram 114.570 e 88.114 toneladas, respectivamente. O terminal alfandegário recebe 53% das importações do estado, com mais de 38 mil TEU’s registrados.

    Vantagens e parcerias

    O Porto Seco Centro-Oeste oferece uma plataforma multimodal com regimes aduaneiros especiais e benefícios fiscais, otimizando a logística e reduzindo custos para os usuários. Recentemente, o terminal firmou uma parceria estratégica com a Taitong International Transportation, uma das principais empresas de logística da China. Essa aliança visa fortalecer as relações comerciais entre Goiás e o mercado asiático, proporcionando redução significativa de custos para importadores e exportadores.

    “A China é o principal parceiro comercial do estado e também do Brasil. Então nós mapeamos a empresa Taitong International Transport, uma empresa de logística completa. Ela faz desde a parte de terminais com armazenagem, com movimentação de carga, até o transporte nacional dentro da China. Faz, através de parcerias, o transporte internacional também para o Brasil. Conseguimos, depois de bastante negociação, uma redução significativa de custos para os nossos clientes, importadores e exportadores”, afirma Everaldo Fiatkoski, diretor de Operações do PSCO.

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