Tag: exportações

  • Exportações de carne suína batem recorde histórico em setembro

    Exportações de carne suína batem recorde histórico em setembro

    As exportações brasileiras de carne suína registraram o maior volume mensal da história. Em setembro, o país embarcou 151,6 mil toneladas de carne suína, somando produtos in natura e processados. O volume supera em 25,9% o total exportado no mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 120,4 mil toneladas.

    A receita das exportações também foi recorde. O Brasil faturou US$ 368,4 milhões em setembro, alta de 29,9% frente aos US$ 283,7 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

    Com esse resultado, o acumulado de janeiro a setembro mostra crescimento expressivo. O país exportou 1,121 milhão de toneladas, avanço de 13,2% em relação ao mesmo período de 2024. A receita total atingiu US$ 2,702 bilhões, aumento de 24,6% na comparação anual.

    Principais destinos

    As Filipinas seguem como principal destino e ampliaram as compras em 73,9%, somando 49 mil toneladas em setembro. Em seguida aparecem China (13,6 mil toneladas, -18,2%), Japão (11,4 mil, +32,4%), Vietnã (9,6 mil, +39,8%) e México (9,6 mil, +55,8%). Outros mercados relevantes são Chile, Hong Kong, Singapura, Argentina e Geórgia, todos com variações positivas no ano.

    Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o desempenho reforça a força do produto brasileiro no comércio global. “Embora as Filipinas liderem as compras, outros mercados estratégicos também impulsionam a demanda. A expectativa é fechar o ano com resultados recordes”, afirmou.

    Ranking de estados exportadores

    Entre os estados, Santa Catarina manteve a liderança nas exportações de carne suína, com 72,7 mil toneladas em setembro, alta de 17,4%. O Rio Grande do Sul vem em seguida, com 35,7 mil toneladas (+39,6%), e o Paraná, com 25,3 mil toneladas (+35,5%). Minas Gerais exportou 2,9 mil toneladas (-10,6%) e Mato Grosso, 3,9 mil toneladas (+19,1%).

    O desempenho histórico confirma o Brasil como um dos maiores exportadores mundiais de carne suína, com crescimento sustentado em volume e receita ao longo de 2025.

  • Exportações de carne de frango crescem e batem 480 mil toneladas em setembro

    Exportações de carne de frango crescem e batem 480 mil toneladas em setembro

    As exportações brasileiras de carne de frango atingiram 482,3 mil toneladas em setembro, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado representa o segundo melhor volume dos últimos 11 meses, ficando apenas 0,6% abaixo das 485 mil toneladas enviadas em setembro do ano passado.

    A receita obtida com essas vendas somou US$ 857,9 milhões, queda de 10,1% em comparação com setembro de 2024, quando a faturamento atingiu US$ 953,8 milhões.

    De janeiro a setembro, o Brasil exportou 3,876 milhões de toneladas de carne de frango, índice 1% inferior ao do mesmo período de 2024, que registrou 3,917 milhões de toneladas. A receita acumulada alcançou US$ 7,166 bilhões, 1,5% menor que os US$ 7,273 bilhões do ano anterior.

    África do Sul lidera ranking de destinos em setembro

    Pela primeira vez, a África do Sul se tornou o principal destino mensal das exportações brasileiras do setor. Com 38,7 mil toneladas, volume 35,9% maior que o de setembro de 2024. Os Emirados Árabes Unidos aparecem na sequência, com 37,2 mil toneladas (-10,2%). Seguidos por México (37,1 mil toneladas, +55,5%), Japão (36,4 mil toneladas, -0,2%) e Arábia Saudita (35,7 mil toneladas, +19,2%).

    Outros destinos com crescimento expressivo incluem Filipinas (+103,2%), Coreia do Sul (+229,8%), Chile (+81,3%), Iraque (+7,9%) e Hong Kong (+138,6%).

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, destaca que a baixa diferença entre os volumes exportados aos principais mercados indica demanda ampla pelo frango brasileiro. “Isso reflete as procurações reprimidas durante as suspensões de importação por conta da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade no Rio Grande do Sul, agora superada”, afirma. Ele também aponta para expectativas de manutenção dos volumes, com a retomada das vendas à União Europeia.

    O Paraná permanece como maior estado exportador, com 182,3 mil toneladas embarcadas em setembro (queda de 6,9%). Santa Catarina vem em seguida com 116,7 mil toneladas (+10,5%), Rio Grande do Sul com 65,2 mil toneladas (+3,2%), São Paulo com 31,1 mil toneladas (+10,7%) e Goiás com 21,6 mil toneladas (+10,8%).

  • Exportações de algodão superam vendas internas em setembro

    Exportações de algodão superam vendas internas em setembro

    Após cinco meses de liderança no mercado interno, as exportações de algodão voltaram a ganhar vantagem em setembro, segundo o Cepea.

    A média recebida pela pluma exportada alcançou R$ 3,9410/lp, conforme a Secex. Esse valor ficou 5,6% acima do mercado doméstico. No Brasil, a cotação do algodão foi de R$ 3,7322/lp.

    Com preços externos mais atrativos, os agentes priorizaram os embarques. A colheita em fase final e o avanço do beneficiamento aceleraram as exportações.

    Nos 15 primeiros dias úteis de setembro, o país exportou 104,6 mil toneladas de algodão.
    Esse volume representa alta de 79,3% frente a agosto, quando foram embarcadas 58,35 mil toneladas, segundo a Secex.

    Apesar da recuperação, as exportações seguem abaixo de 2024. Em setembro do ano passado, o Brasil embarcou 169,5 mil toneladas, 38,3% a mais.

  • China dispara e compra 51% mais alimentos do Brasil enquanto EUA aplicam sobretaxa

    China dispara e compra 51% mais alimentos do Brasil enquanto EUA aplicam sobretaxa

    O Brasil exportou US$ 5,9 bilhões em alimentos industrializados durante agosto, registrando queda de 4,8% em relação a julho e de 1% comparado ao mesmo mês de 2024. O recuo interrompe a sequência de crescimento e reflete diretamente o impacto da tarifa adicional de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

    Os dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) mostram uma clara mudança no cenário exportador: enquanto os EUA reduziram drasticamente suas importações, a China consolidou sua posição de maior comprador, adquirindo US$ 1,32 bilhão em produtos brasileiros – alta de 51% em relação a agosto de 2024.

    EUA perdem protagonismo com nova política tarifária

    A sobretaxa americana atingiu em cheio os principais produtos da pauta exportadora brasileira. Os açúcares foram os mais afetados, com queda brutal de 82,3% comparado a agosto de 2024, praticamente zerando as vendas no período. As proteínas animais, segundo item mais relevante nas exportações para os EUA, despencaram 43,3% na mesma comparação.

    “O resultado das exportações para os EUA em agosto reforça a necessidade de diversificação de mercados”, analisa João Dornellas, presidente executivo da ABIA. A participação norte-americana no total exportado pelo setor caiu de 7,4% para 7%.

    A entidade estima que as vendas de alimentos atingidos pela tarifa para o mercado americano podem despencar até 80% entre agosto e dezembro, representando perda potencial de US$ 1,35 bilhão.

    China assume liderança absoluta no ranking de destinos

    Contrastando com o cenário americano, a China disparou nas compras de alimentos brasileiros. Com US$ 1,32 bilhão em agosto, o gigante asiático representa agora 22,4% de todas as exportações do setor, puxado principalmente por proteínas animais (US$ 909,7 milhões, +67%) e açúcares (US$ 326,7 milhões, +20,2%).

    O crescimento chinês demonstra a capacidade do mercado asiático de absorver a produção brasileira, oferecendo alternativa concreta às barreiras comerciais americanas.

    México emerge como surpresa positiva

    Uma das principais novidades do cenário exportador foi o salto das vendas para o México, que totalizaram US$ 221,15 milhões em agosto (3,8% do total exportado). O crescimento foi impulsionado especialmente por proteínas animais, com alta impressionante de 368,5% em relação a agosto de 2024.

    “O avanço do México coincide com a retração das vendas aos Estados Unidos, indicando possível redirecionamento de fluxos comerciais”, explica Dornellas.

    Setor mantém dinamismo interno apesar de pressões

    Mesmo enfrentando turbulências no mercado externo, a indústria alimentícia brasileira mantém performance sólida no mercado interno. Nos primeiros sete meses de 2025, o faturamento alcançou R$ 780 bilhões, representando crescimento nominal de 10,2% comparado ao mesmo período de 2024.

    As vendas reais cresceram 2,8%, enquanto a produção física avançou 2% – números que contrastam positivamente com a desaceleração da economia brasileira no segundo trimestre.

    O setor de alimentos registrou 2,114 milhões de postos de trabalho formais em julho, crescimento de 3,3% em relação a julho de 2024. Foram criadas 67,1 mil novas vagas no período, totalizando 226 mil empregos em toda a cadeia produtiva.

    Atualmente, a cadeia da indústria alimentícia emprega 10,5 milhões de pessoas, correspondendo a 10,3% da população ocupada no país.

    Pressão de custos desafia competitividade

    O setor enfrenta pressão crescente nos custos de produção. Insumos como milho, leite, cacau e café mantiveram preços elevados no primeiro semestre, enquanto embalagens subiram mais de 15% no comparativo anual.

    O custo industrial de produção de alimentos acumulou alta de 7,9%, ligeiramente superior à inflação de alimentos e bebidas do IPCA (7,27%) no período janeiro-agosto.

    A ABIA projeta que as exportações gerais do setor podem recuar 4,5% no pior cenário entre agosto e dezembro, com queda anual de 2%. O faturamento da indústria deve ter recuo de 0,6% no ano.

    “A relação comercial Brasil-Estados Unidos no setor de alimentos é sustentada por cadeias produtivas integradas. Preservá-la por meio de diálogo equilibrado é fundamental para garantir empregos e segurança alimentar em ambos os países”, destaca o dirigente da ABIA.

    Principais números de agosto 2025:

    • Exportações totais: US$ 5,9 bilhões (-4,8% vs julho)
    • China: US$ 1,32 bilhão (+51% vs agosto 2024)
    • EUA: US$ 332,7 milhões (-27,7% vs julho)
    • México: US$ 221,15 milhões (+368,5% em proteínas)
    • Empregos: 2,114 milhões de postos (+3,3% anual)
  • Agronegócio mineiro bate recorde em exportações

    Agronegócio mineiro bate recorde em exportações

    O agronegócio mineiro estabeleceu novo recorde de exportações ao alcançar US$ 12,8 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2025, registrando crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado mantém Minas Gerais na terceira posição entre os maiores exportadores de produtos agropecuários do país, representando 12% da receita nacional do setor.

    Os produtores mineiros embarcaram 11,6 milhões de toneladas de produtos para o exterior, volume 8,7% menor que o registrado no mesmo período de 2024. Mais de 590 diferentes produtos agropecuários mineiros chegaram a 174 países, com a China liderando como principal destino (26%), seguida por Estados Unidos (11%), Alemanha (8%), Itália e Japão (ambos com 5%).

    Valorização de preços impulsiona crescimento

    A assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, atribui a expansão da receita à valorização do preço médio dos produtos agropecuários. “O setor exportador vem conquistando novos mercados ou ampliando presença em rotas alternativas, como Filipinas, México e Chile, que surgem como destinos estratégicos para proteínas mineiras”, explica a especialista.

    Teixeira destaca que esse movimento demonstra a capacidade de adaptação dos exportadores mineiros diante de mudanças nas condições de acesso a mercados tradicionais. A diversificação de destinos fortalece a posição competitiva do estado no cenário internacional.

    Café consolida liderança absoluta

    O café, principal produto de exportação do agro mineiro, gerou receita de US$ 6,88 bilhões, representando mais da metade do faturamento total do setor. O desempenho registrou salto impressionante de 52% em relação ao mesmo período de 2024. Impulsionado pela valorização dos preços, câmbio favorável e manutenção da qualidade reconhecida internacionalmente.

    Minas Gerais responde sozinho por cerca de 70% das exportações brasileiras de café, confirmando sua liderança absoluta no segmento. A qualidade dos grãos mineiros consolida o estado como referência mundial no fornecimento do produto.

    Complexo soja enfrenta retração

    O complexo soja, que inclui grãos, óleo e farelo, registrou receita de US$ 2,4 bilhões com o embarque de 6 milhões de toneladas. O setor apresentou queda de 18% na receita e 10% no volume exportado em comparação com o período anterior, refletindo desafios específicos do mercado internacional.

    O complexo sucroalcooleiro movimentou 3 milhões de toneladas e gerou US$ 1,2 bilhão em receitas, registrando queda de 18,3% no faturamento. A retração reflete ajustes no mercado internacional de açúcar e etanol que impactaram as vendas mineiras.

    Carnes mantêm performance sólida

    O setor de carnes, que engloba proteína bovina, suína e de frango, alcançou receita de US$ 1,2 bilhão com volume total de 324 mil toneladas embarcadas. A demanda chinesa permanece como motor essencial desse segmento, complementada pela expansão dos embarques para países do Oriente Médio, que se mostram mercados promissores para as proteínas mineiras.

    Os produtos florestais, incluindo celulose, madeira e papel, geraram aproximadamente US$ 653 milhões em receitas com volume embarcado de 1 milhão de toneladas. O segmento mantém participação estável na pauta exportadora do estado, atendendo demanda internacional por produtos sustentáveis.

  • Exportações de café caem em volume, mas receita é recorde

    Exportações de café caem em volume, mas receita é recorde

    As exportações brasileiras de café começaram a safra 2025/26 com volume reduzido, segundo o Cecafé, analisado pelo Cepea.

    De julho a agosto, o Brasil embarcou 5,89 milhões de sacas. O número representa queda de 22,3% frente ao mesmo período anterior. O resultado corresponde a 1,695 milhão de sacas a menos. Trata-se do menor volume exportado desde a safra 2022/23.

    Sobretaxa e produção menor

    Pesquisadores explicam que a queda decorre da menor produção nacional. Além disso, pesa a sobretaxa imposta pelos Estados Unidos. Com isso, em agosto, a Alemanha superou os Estados Unidos e assumiu a liderança como destino do café brasileiro.

    Apesar da retração no volume, a receita das exportações cresceu. Os preços médios mais altos em dólar impulsionaram os ganhos. Nos dois primeiros meses da safra 2025/26, o Brasil faturou US$ 2,14 bilhões. O valor é recorde para o período.

  • Exportações para os EUA caem com tarifaço em agosto

    Exportações para os EUA caem com tarifaço em agosto

    As exportações brasileiras de produtos atingidos pelo tarifaço americano caíram 22,4% em agosto frente ao mesmo mês de 2024. Já as vendas de itens sem sobretaxa recuaram 7,1%, segundo a Amcham Brasil.

    O Monitor de Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Amcham, mostra os impactos da medida. O estudo usa dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O órgão já havia apontado queda de 18,5% nas exportações para os Estados Unidos no mês.

    Tarifaço derruba vendas brasileiras

    A Amcham avalia que as sobretaxas impostas pelos EUA provocaram forte queda nas exportações brasileiras. Além disso, contribuíram para a desaceleração das importações. No caso dos produtos não taxados, a retração de 7,1% ocorreu principalmente pela menor demanda americana por petróleo e derivados.
    Ou seja, o resultado de agosto foi a maior queda mensal de 2025. “O tarifaço influenciou as decisões empresariais”, afirmou a Amcham.

    Comércio entre Brasil e EUA

    Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. De janeiro a agosto, o fluxo bilateral somou US$ 56,6 bilhões. As exportações brasileiras chegaram a US$ 26,6 bilhões, alta de 1,6% sobre 2024.
    Apesar disso, o déficit comercial brasileiro em agosto alcançou US$ 1,2 bilhão, salto de 188% na comparação anual. No acumulado até agosto, o déficit soma US$ 3,4 bilhões.

    Tarifaço

    O governo de Donald Trump aplicou tarifas de até 50% sobre cerca de 35,9% das exportações brasileiras. A medida entrou em vigor em 6 de agosto. Cerca de 700 produtos ficaram de fora. Entre eles estão suco de laranja, combustíveis, fertilizantes, aeronaves, celulose e metais preciosos.

    Trump alegou déficit comercial dos EUA com o Brasil. No entanto, os números oficiais mostram o contrário. Além disso, ele também citou o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe.

    Importações desaceleram

    As importações brasileiras vindas dos Estados Unidos cresceram 4,6% em agosto. O ritmo, porém, foi inferior ao de julho (18,1%) e junho (18,8%).
    Segundo a Amcham, a desaceleração atinge setores integrados à indústria americana, como o carvão mineral usado pela siderurgia brasileira. “As tarifas impactam o comércio intrafirma entre as duas maiores economias das Américas”, destacou o presidente da Amcham, Abrão Neto.

     

  • Crescem exportações de carne suína no Brasil: embarques sobem 2,8% em agosto

    Crescem exportações de carne suína no Brasil: embarques sobem 2,8% em agosto

    As exportações brasileiras de carne suína registraram crescimento em agosto, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No mês, os embarques somaram 121,4 mil toneladas, 2,8% acima do volume registrado em agosto do ano passado, que foi de 118,1 mil toneladas.

    A receita obtida com as vendas externas no período atingiu US$ 294,9 milhões, alta de 6,7% em relação ao resultado de agosto de 2024, que foi de US$ 276,3 milhões.

    No acumulado dos primeiros oito meses de 2025, as exportações do setor somaram 970,3 mil toneladas, representando avanço de 11,5% frente ao mesmo período do ano anterior (870,2 mil toneladas). Em receita, o crescimento foi ainda mais expressivo, com faturamento de US$ 2,334 bilhões, um aumento de 23,8% comparado a 2024.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, atribui o desempenho positivo à diversificação dos mercados de destino. “A maior capilaridade deve proporcionar mais sustentação ao fluxo, projetando manutenção das exportações positivas para este ano”, afirmou.

    Principais destinos das exportações em agosto

    • Filipinas: 33,4 mil toneladas (+19,5%)
    • Chile: 13,3 mil toneladas (+8,3%)
    • China: 10,3 mil toneladas (-36,3%)
    • Japão: 8,5 mil toneladas (+5,4%)
    • México: 7,4 mil toneladas (+30,7%)
    • Hong Kong: 6 mil toneladas (-36,6%)
    • Vietnã: 5,9 mil toneladas (+42,7%)
    • Singapura: 5,2 mil toneladas (-33,1%)
    • Uruguai: 3,7 mil toneladas (+2,4%)
    • Costa do Marfim: 3,4 mil toneladas (+164,3%)

    Estados com maior volume exportado em agosto

    • Santa Catarina: 56,9 mil toneladas (-9%)
    • Rio Grande do Sul: 31,4 mil toneladas (+20,5%)
    • Paraná: 18,3 mil toneladas (+9,4%)
    • Minas Gerais: 2,5 mil toneladas (+1,5%)
    • Mato Grosso: 3,1 mil toneladas (-3,6%)

    O cenário indica que a cadeia produtiva da carne suína brasileira mantém crescimento sustentável, impulsionado pela busca de novos mercados e aumento da receita, apesar de variações pontuais em alguns destinos tradicionais.

  • Exportações de carne bovina da Argentina crescem 52%

    Exportações de carne bovina da Argentina crescem 52%

    As exportações argentinas de carne bovina refrigerada e congelada somaram 62,2 mil toneladas em julho de 2025. A receita alcançou US$ 346,9 milhões, segundo dados do Consórcio de Exportadores de Carnes da Argentina (ABC), divulgados pelo jornal Clarín.

    Em comparação com junho, os embarques caíram 1,1%, enquanto o faturamento cresceu 5,5%. Já na comparação anual, frente a julho de 2024, o volume subiu 9,7% e a receita teve alta de 51,7%, impulsionada pela recuperação dos preços internacionais.

    No acumulado de janeiro a julho de 2025, a Argentina exportou 376,2 mil toneladas, queda de 12,6% em relação ao mesmo período de 2024. Porém, a receita cresceu 17,7%, somando US$ 1,94 bilhão.

    De julho de 2024 a julho de 2025, os embarques totalizaram 715,4 mil toneladas e a receita se aproximou de US$ 3,32 bilhões, informou Mario Ravettino, presidente do Consórcio ABC.

    O preço médio da carne bovina argentina exportada atingiu US$ 5.577 por tonelada em julho, aumento de 6,6% sobre junho e 38,2% frente a julho do ano anterior. Apesar da valorização, o valor médio ainda está US$ 700 abaixo do recorde alcançado em abril de 2022.

    A China domina o mercado, respondendo por 71,8% do volume exportado em julho, contra 69,4% no mesmo mês de 2024. O país asiático mantém-se como principal destino da carne bovina argentina, conforme destaca o Clarín.

  • Brasil assina primeiro acordo para exportar sorgo à China

    Brasil assina primeiro acordo para exportar sorgo à China

    O Brasil firmou um acordo histórico com a China para exportação de sorgo, abrindo uma nova fronteira no agronegócio nacional. A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) projeta iniciar as vendas na safra que será colhida a partir de junho de 2025, marcando o fim da dependência exclusiva do mercado interno.

    Até agora, o país destinava toda sua produção de sorgo ao consumo doméstico. O cereal alimentava principalmente o gado e, mais recentemente, impulsionava a produção de biocombustíveis. Agora, produtores brasileiros podem acessar um mercado chinês que movimenta cifras bilionárias.

    No caso do sorgo, a China importou US$ 1,83 bilhão no último ano, sendo a maior parte proveniente dos Estados Unidos, enquanto o Brasil contribuiu com apenas 0,29% do volume global. O acordo representa uma oportunidade de crescimento exponencial para o setor.

    Mercado chinês pode absorver 81% da demanda mundial

    A China demonstra apetite voraz por sorgo. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que o país asiático pode demandar até 7,9 milhões de toneladas por ano. Este volume representa impressionantes 81% de toda a demanda mundial do cereal.

    Lucas Sleutjes Silveira, engenheiro agrônomo e gerente de portfólio de sorgo para as Américas da Advanta Seeds, explica o cenário. “Já tivemos a assinatura do acordo comercial com os chineses. O próximo passo é ajustar questões fitossanitárias, critérios de qualidade para exportação, precificação futura e a organização das tradings”, afirma.

    Ministro Carlos Fávaro destaca potencial de comércio de US$ 450 milhões por ano com os novos mercados conquistados na China, incluindo o sorgo.

    Brasil já ocupa terceiro lugar mundial na produção

    O país consolidou sua posição no cenário global. O Brasil, que já produziu 5 milhões de toneladas em 2024/25 e se consolidou como o terceiro maior produtor mundial, surge como candidato natural para ocupar parte desse espaço.

    Foto: Sandra Brito/Embrapa

    Currently, os Estados Unidos lideram as exportações globais com 5,4 milhões de toneladas (55% do mercado). A Austrália ocupa a segunda posição com 2,6 milhões de toneladas (27%), seguida pela Argentina com 1,4 milhão de toneladas (14%).

    Tensões geopolíticas favorecem Brasil

    As relações comerciais tensas entre Estados Unidos e China criam uma janela de oportunidade para produtores brasileiros. Silveira observa que “com os entraves geopolíticos atuais e a relação não tão amistosa entre Estados Unidos e China, há espaço para movimentar o mercado de importações e exportações”.

    O especialista também identifica sinais favoráveis no mercado norte-americano. “Já se observa pequena redução da área plantada de sorgo nos EUA na safra 2025/26, o que pode abrir oportunidades para outros países, inclusive o Brasil”, detalha.

    Sorgo ganha força como alternativa sustentável

    O cereal se destaca por características que favorecem a agricultura nacional. A cultura adapta-se bem a climas mais quentes e demanda menos água para completar seu ciclo produtivo. Estas características fazem do sorgo uma alternativa eficiente para a safrinha, especialmente em cenários de mudanças climáticas.

    “A partir de meados de fevereiro, o sorgo se apresenta como uma excelente alternativa ao milho, contribuindo para a diversificação da produção e trazendo incremento de rentabilidade”, destaca Silveira. O especialista ressalta que, no fechamento do plantio da safrinha, o sorgo frequentemente supera o milho em termos econômicos.

    Preparação técnica será fundamental

    O sucesso nas exportações exigirá preparação técnica dos produtores. Silveira enfatiza que “é necessário aumentar a eficiência e se preparar para aproveitar essas oportunidades”.

    O planejamento agrícola precisa considerar a rotação de culturas como fator crucial. “É preciso pensar no ciclo agrícola como um todo, em que a rotação de culturas é um fator crucial para um manejo mais eficiente, garantindo que cada cultura seja plantada na janela ideal”, explica.

    Inicialmente, a tendência é de volumes pequenos, mas a associação vê amplo potencial de exportação de sorgo brasileiro, dado que a China representa o maior mercado importador mundial do cereal.